História Stupid Life - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Emma Swan, Neal Cassidy (Baelfire), Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Swan Queen
Visualizações 87
Palavras 2.264
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Luta, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey! Mais um capítulo espero que gostem, é mais um cap de transição.
Boa leitura! Mwah!💋 (desculpem quaisquer erros.)
Ps: essa na foto é a Emma que inspirou fic ;)

Capítulo 2 - Ela soube


Fanfic / Fanfiction Stupid Life - Capítulo 2 - Ela soube

- Por que eu tenho que usar essas roupas enquanto ela esta toda estilosa?

A pergunta feita num tom indignado usualmente usado por Kilian fez Regina rir debochada enquanto fechava o zíper de sua bota, estava pronta, num pulo ficou de pé e se encaminhou até o espelho bagunçando os cachos moldados em seu cabelo.

Olhando-se de cima a baixo, analisou as vestimentas de seu ‘disfarce’, a calça jeans colada que favorecia as curvas de suas pernas e bumbum, a bota de cano baixo com um pequeno salto, a regata branca com um discreto decote, seus acessórios, cabelos com mechas em um suave tom de Mel, literalmente havia se transformando em outra pessoa, a verdadeira Regina nunca seria vista em tais trajes seria quase como um pecado, se Cora, sua mãe, a visse assim diria que era exatamente isso, mas ela não podia negar, havia gostado do novo estilo...

Com uma última checada, uma mordida no lábio e um sorriso sacana constatou piscando para sua imagem refletida no espelho: Gostosa!

- Ih alguém gostou do novo visual – Kilian cantarolou – mas está faltando alguma coisa.

A morena virou-se para seu amigo e o viu batucando o dedo indicador contra o queixo como se estivesse pensando.

- o que? – questionou a morena olhando novamente para si.

Um estalo de dedos ecoou e um Kilian sorridente andou até a arara de roupas procurando algo, Regina o olhava atentamente querendo saber o que o moreno estava procurando. Quando encontrou o que procurava Jones foi ao seu encontro e lhe jogou uma jaqueta de couro Preta com estampa de flores ordenando um “Vista-se” para Mills que revirou os olhos e colocou a jaqueta enquanto era observada atentamente pelo Moreno com as mãos na cintura e um olhar crítico.

- Sim! – sorriu e bateu palmas comemorando – Era o que faltava para completar o look, Perfecta! – completou fazendo joinha.

Regina olhou-se mais uma vez no espelho e teve que concordar, com esse disfarce ninguém sequer sonharia em cogitar que ela era uma policial.

- Eu não sou muito fã de couro mas... – estalou a língua – tenho que admitir que fiquei deliciosa com essas roupas.

- Convencida! – Kilian exclamou em meio uma tosse falsa.

- Você tá com inveja meu anjo – piscou enquanto ajeitava o casaco – enquanto eu estou plena com as minhas roupas de caminhoneira sexy você está ai chorando horrores por usar uma camisa simples e calças jeans, louco pra voltar pra sua fantasia de couro.

- Já vi que incorporou no papel e tá mostrando as asinhas – semicerrou os olhos – mas fique sabendo que o que vem de baixo não me atinge!

No momento em que as palavras deixaram sua boca Kilian arregalou os olhos e tapou a mesma com as duas mãos. Cerrando os punhos Regina se virou e caminhou lentamente em direção a Jones, com as mãos na cintura, uma sobrancelha arqueada e uma expressão ameaçadora ela parou a centímetros dele. A veia em sua testa pulsava e sua mandíbula travada evidenciavam sua raiva.

- O que você disse?

- N-Nada, quem disse o que? Eu não disse nada! Você ouviu alguma coisa? – gaguejando Jones dava passos para trás buscando uma saída assustado com o olhar ameaçador de Regina sobre si – Ah olha só estamos atrasados o chefe já deve esta nos procurando, vamos logo não podemos deixar o chefinho zangado!

Dito isso ele tateou a porta com as mãos e abriu saindo o mais rápido possível. De onde estava Regina viu ele sair praticamente correndo, balançou a cabeça negativamente com um sorriso brincado em seus lábios, levantou a cabeça e olhou mais uma vez sua imagem no espelho, limpou uma poeira invisível em seus ombros e ajeitou o casaco.

Vamos lá Regina temos trabalho a fazer, pensou.

Caminhando em direção a sala do chefe Mills pôde notar ser o centro das atenções no departamento, recebeu dos mais variados olhares desde incrédulos a cobiçados, ela não se importava, há muito deixou de se importar em ser o centro das atenções, o quer lhe incomodava era o fato de estarem perdendo tempo a olhando ao invés de fazerem seus trabalhos, quando chegou a porta do chefe tocou na maçaneta mas antes olhou por cima do ombro com a sobrancelha erguida e todos voltaram aos seus trabalhos.

George soltou um longo assobio assim que a morena entrou.

- O que houve com a minha menina das roupas sociais?

Regina corou.

- Ela ainda está aqui apenas as roupas mudaram – deu de ombros.

- Você está errada – a porta do escritório se abriu revelando uma loira imponente entrando na sala e jogando uma pasta em cima da mesa – a partir de agora seu nome é Roni uma garçonete desempregada que mora num minúsculo apartamento que fica algumas quadras do The Fire. 28 anos, sem filhos, sem marido, apenas uma alma solitária vagando nesse mundo cruel – balançou um pequeno chaveiro, com as chaves que deveria ser do tal apartamento, a frente de Mills que pegou fazendo uma careta.

- Isso soa meio mórbido.

- Kristin! Delicada como sempre – comentou George sarcástico – onde está Jones?

- Presente – o moreno adentrou a sala com um sorriso culpado e um copo de café que logo foi oferecido a Mills – o que tem pra mim loirão?

Kristin revirou os olhos e abriu a pasta entregando alguns documentos dividindo-os entre Kilian e Regina.

- a partir de agora seu nome é Rogers irá trabalhar como segurança na boate, e você – apontou para Regina – vai trabalhar no bar, vocês serão entrevistados por August Booth, ele administra o local, estão contratando gente nova e essa é a oportunidade perfeita, não teremos auxílio de escutas ou câmeras escondidas, eles te revistam quando entram lá. Vocês trabalharão por contra própria em busca de pistas, levem o tempo que precisar lá dentro, reúnam o que for preciso, sejam cuidadosos e tentem se manter vivos qualquer desconfiança é uma sentença de morte, Cassidy não costuma ser piedoso com traidores...

Depois de ouvirem atentamente cada instrução da loira Regina e Kilian foram levados até parte do trajeto até a boate, de lá teriam que seguir sozinhos, Mills decidiu primeiro conhecer o apartamento que ficaria hospedada pelos próximos meses, ele era pequeno mas confortável e mobiliado, lá encontrou tudo que precisava, além de estar muito bem abastecido também encontrou as roupas que usaria em seu disfarce como Roni.

Conversou com o porteiro e andou pelo perímetro antes de seguir para a boate, ela era grande, muito grande, podia-se notar que havia muito dinheiro investido ali, seguranças por toda a parte faziam suas rondas enquanto sua entrada fora liberada, no caminho para o escritório encontrou Jones saindo da sala de Booth, estreitou levemente seus olhos e percebeu um leve aceno de cabeça da parte do moreno indicando que havia conseguido.

Suspirou. Agora era sua vez. Três batidas na porta, sua entrada fora autorizada. Rodou os olhos pelo escritório organizado que mais parecia daqueles de filmes todo decorado em tons escuros e parou na figura de grandes olhos claros e barba rala encarando-a profundamente.

- Você é... Roni? – perguntou após ler uma resma de papéis dispostos na mesa, Regina apenas confirmou com a cabeça engolindo em seco – sente-se por favor – pediu indicando com o cigarro que carregava entre os dedos.

August a olhou de cima a baixo até alcançar seus olhos como se estivesse analisando-a. Regina em nenhum momento vacilou ou desviou o olhar, sentou-se e respirou fundo, esperando apenas que conseguisse passar a primeira etapa de sua missão.


Dois meses depois...

Depois que fora aceita para trabalhar na boate Regina entrou em ação a procura de toda e qualquer prova que pudesse encontrar. Ela só precisou de alguns dias trabalhando para perceber o porquê de ser tão difícil encontrar indícios que incriminem a quadrilha, o local poderia muito bem ser confundido com qualquer boate normal, sendo o diferencial de que as moças que eram traficadas tinham boa aparência e sequer davam indícios de serem vítimas, além disso, tudo era muito bem monitorado e havia sempre seguranças pelo local impedindo qualquer fuga e mantendo as meninas em cárcere privado.

Seu trabalho na boate era relativamente simples, ela permanecia atrás do balcão do bar preparando as bebidas e deixando tudo em ordem, trabalhava durante a semana durante meio período e também nos fins de semana que eram sempre mais cansativos pois continham um fluxo maior de pessoas na boate, ela chegava na parte da tarde e era uma das últimas pessoas a sair pela manhã, dividia seu posto com Mary Margareth, uma jovem que também fora induzida ao tráfico, gentil, de Boa conversa, sabia de tudo o que se passava ali dentro e desde o começo se mostrou prestativa ensinando a Regina tudo o que ela deveria fazer visto que a morena nunca havia trabalhado em um bar antes.

Em pouco tempo Regina conseguiu descobrir a “rotina” do tráfico. Na boate haviam em torno de vinte e cinco meninas, com idades entre dezoito e vinte e cinco anos, todas com belezas distintas e exóticas, sendo que apenas dez eram fixas no local e as outras quinze nômades que eram transferidas a cada duas semanas para outro ponto. Na primeira vez que as viu chegando as meninas eram trazidas em um grande caminhão, na caçamba, estavam todas sujas e em estado precário, também desconfiou que haviam sido drogadas para que pudessem transporta-las, pois não estavam em seu estado de consciência normal, algumas tiveram que ser carregadas para os quartos.

Naquele dia quando chegou no seu apartamento Regina chorou por presenciar tudo aquilo e estar tão impotente, por enquanto.

A grande boate tinha quartos para que pudessem ser feitos os programas, mas também havia quartos para que acomodassem as moças, a fixas dividiam o quarto em duplas e as novatas eram abrigadas em um grande e extenso quarto onde tinham bicamas para que se acomodassem. Todas eram supervisionadas Milla Peabody, que estava encarregada de dar um trato nas garotas e ensina-las tudo o que deviam saber durante sua pequena estadia.

Como Regina soube de tudo isso? Simples! Mary Margareth não tinha papas na língua e com alguma lábia e algumas horas de conversa foram o necessário para Mills saber de tudo, mas tendo o fato de serem mulheres traficadas ocultado, ela dizia serem apenas meninas que vinham a procura de trabalho.

Nesse meio tempo passado ela conheceu e se afeiçoou a outras meninas que eram fixas, mas em nenhum momento viu Cassidy ou a garota misteriosa das fotos pela boate, Regina sentia uma grande curiosidade em conhecer a preferida e não entendia porque sentia aquilo, mas apenas queria vê-la de perto para encara-la e sanar sua curiosidade.

Algumas meninas comentavam sobre “ela”, eram divididas entre gostar dela e odiá-la por ser a única que tinha passe livre para sair e transitar por todas as boates sem ter qualquer tipo de relação com a prostituição a única pessoa a quem era ligada, Sr. Cassidy, não permitia que tocassem no que era seu. Um riso amargo percorria a garganta de Regina ao ouvir tal coisa, quem em sã consciência pertenceria a um crápula como aquele? A idéia de que a garota era uma completa desvairada e sem nenhum pingo de dignidade e moral tomavam-lhe os pensamentos e lhe induziam a um sentimento de pena.

Quando se apresentou a boate para trabalhar aquela noite de sexta-feira percebeu que as pessoas ali dentro estavam aflitas e nervosas, como se algo grande fosse acontecer, as meninas inquietas estavam todas bem arrumadas recebendo ordens de Milla, os seguranças pareciam dez vezes mais estressados. Se dirigiu para o bar com o cenho franzido em confusão, perguntou a Mary Margareth o porquê daquilo tudo e a garota apenas pediu que ela fizesse seu trabalho em silêncio. Regina notou que ela também estava nervosa quase tendo um ataque de pânico, não entendeu muito bem mas procurou fazer o que lhe foi dito.

Horas depois a boate foi aberta, as luzes abaixadas, a música fluía pelas caixas de som e as meninas circulavam por ali como de praxe, algumas dançavam em pequenos palcos com barras vestidas com roupas provocantes atraindo das várias pessoas que vinham ali em busca de seu prazer.

Tudo estava na mais perfeita normalidade quando Regina percebeu um pequeno burburinho na entrada, os seguranças a postos falavam em seus rádios algo que ela não podia ouvir, estava limpando a bancada quando levantou a cabeça e viu como se fosse em câmera lenta Neal Cassidy adentrando o local com toda sua pompa carregando um sorriso que causou náuseas na morena, ele estava conversando com Booth, mas foi o a pessoa que vinha atrás dele que chamou a atenção de Regina.

Com passos suaves que ecoavam pelo lugar com o ‘toc’ dos saltos pretos envernizados, encimados com belas pernas brancas cobertas por uma meia arrastão, trajando um vestido tentadoramente obsceno de couro negro, que agarrava-lhe o corpo e apertava nas partes certas, ela entrou na boate, de cabeça baixa enquanto tirava seu sobretudo, deixando que os curtos cabelos negros tapassem a visão de seu rosto. O que despertou em Regina uma ansiedade nunca antes sentida com o desejo de ver-lhe os traços da face da misteriosa mulher. Desejo esse que foi atendido assim que ela achou nos bolsos do casaco o que poderia um charuto erguendo a face e levando-o a boca e acendendo-o com o isqueiro, os olhos da mulher seguiram diretamente ao bar, onde encontrou com os castanhos de Regina.

E então ela soube, que no momento em que seus olhares se conectaram e o ar foi extinguindo de seus pulmões, Regina soube que aquela mulher era ela, Emma.


Notas Finais


Até a próxima!


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