História Stupid Love - Capítulo 34


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Wanted
Tags Drama, Romance, The Wanted
Exibições 20
Palavras 3.677
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hey babies!!

Eu disse que voltava sábado ou domingo, e aqui estou eu para lhes dar o último capítulo...
Sim, infelizmente é o último, mas espero que o apreciem. Enfim...

Boa leitura!!

Capítulo 34 - Capítulo trinta e dois


Fanfic / Fanfiction Stupid Love - Capítulo 34 - Capítulo trinta e dois

“O tempo é relativo.”

 

Aquela manhã Vee levantou da cama pensando naquela frase, e no que ela significava. Nos últimos dois anos ela sentia que o tempo se arrastava... Talvez essa sensação se devesse a tristeza que sentia grande parte do tempo. Não é como se fosse infeliz o tempo todo, tinha seus momentos de felicidade pura e plena: sentia-se feliz quando estava com Dave, Jade e Demian. Este último havia se tornado muito especial para ela. Sentia-se protegida, amada e feliz quando estava do lado dele, e foi isso que a fez aceitar seu pedido de namoro um ano antes, e foi essa mesa razão que a fez aceitar seu pedido de casamento.

 

O conheceu em uma livraria qualquer... Estava prestes a comprar um livro de autoajuda qualquer quando foi interrompida pelo rapaz alto, magro, de olhos e cabelos incrivelmente negros.

"Você sabe que de ajuda esses livros não têm nada, não é?"

Ela o olhou com a face corando.

"É um presente..."

"Posso te ajudar a escolher algo melhor..." ela o encarou em dúvida. "Se não for incomodar, é claro." Demian deu um sorriso tão encantador que Vee não teve coragem de rejeitar a ajuda, concordando com um aceno de cabeça.

"A propósito, meu nome é Demian." percebeu que ele ficou encarando-a por um tempo com um sorriso simpático, esperando por algo.

"Desculpe, sou Vee."

Ambos caminharam pela livraria, falando sobre coisas aleatórias até que Demian parou diante uma prateleira e retirou um exemplar de 'O pequeno príncipe'.

"Já leu?" perguntou...

"Não." respondeu folheando as páginas.

"Devia levá-lo. É bem melhor que autoajuda, e vai te fazer refletir bem mais..."

Vee concordou sem se dar conta de que, anteriormente, havia dito que era um presente e que ele não acreditou nisso.

Conversaram por muito tempo e acabaram ficando amigos...

 

Seria mentira caso ela dissesse que não o amava. Claro que amava, mas não da mesma forma que amava Nathan. Não sentia-se mal por estar com Demian, mas algumas vezes se pegava pensando em Nathan; o que estaria fazendo? Com quem estaria agora? Será que ainda pensava em si? Não tinha respostas para tais questões, assim como não o via há mais de um ano.

Jade e Jay ainda se namoravam, mas Jay nunca falava sobre Nathan, sabia que a ferida de Vee ainda estava aberta, e falar sobre ele era como jogar sal ou vinagre na sobre ela. A última vez que tentara trazer o assunto à conversa, Vee lhe deu um sorriso tão triste que o fez decidir nunca mais falar sobre o amigo para a quase cunhada.

Também não falava de Vee para Nathan. Lembrava-se bem da reação do garoto ao saber que Vee estava namorando: quebrou metade da sala e se trancou no quarto por quase 3 dias... Ficou ainda pior quando soube que sua amada ia se casar, mesmo que tenha decidido que iria ao casamento da mulher que tanto amava. Jay tentou de todas as formas mudar a decisão de Nathan, mas o mais novo era teimoso demais para mudar de ideia. Talvez por isso ninguém tenha dito nada ao vê-lo de terno, gravata e cara de quem vai a um enterro aquela manhã.

 

*****

 

Demian tremia enquanto esperava Vee. Escolheram se casar ao meio-dia, por nenhuma razão em especial, apenas porque parecia um bom horário.  Ele amava Vee como nunca havia amado oura mulher em sua vida... Queria cuidar e proteger. Não precisava saber do passado dela, mesmo que às vezes sentisse curiosidade a respeito dos segredos que ela guardava. Também não se importava por ela amar outro homem, porque sabia que ela também o amava, não com aquela intensidade, mas amava. E se no fim ela realmente não o amasse, seu amor bastaria para ambos.

Colocou-se no altar quando o padre avisou que a noiva já estava prestes a entrar na igreja e focalizou, no meio da pequena multidão, o ex-namorado da sua princesa. Naquele momento pediu a todas as divindades que desse tudo certo. Odiaria ter uma confusão no que tinha tudo para ser o dia mais feliz de sua vida.

Prendeu a respiração quando viu Vee entrar na igreja. Estava deslumbrante, e ele só conseguia olhar para ela. Naquele momento só existia ela, ele e o padre. Sussurrou em seu ouvido o quão linda estava e ganhou um pequeno sorriso de volta.

A cerimônia correu bem até a troca dos votos. Jade já havia chorado um lago inteiro, assim como Dave. Os pais de ambos os noivos estavam emocionados, mas se controlavam. Demian tinha um sorriso feliz como nunca havia tido. Vee parecia estar em torpor, pois não emitia nenhuma reação. Nathan se levantou discretamente e saiu daquele ambiente sagrado com lágrimas nos olhos, não queria presenciar aquilo, então foi afogar as magoas em um bar qualquer.

O movimento captou a atenção de Vee que ficou estática. Era sua vez de falar seus votos, mas saber que Nathan estava ali a desestruturou.

"Demian, eu te amo, mas não consigo fazer isso... Eu não posso fazer isso com você, seria cruel te prender ao meu lado sabendo que não consigo corresponder aos seus sentimentos de forma adequada. Espero que encontre uma mulher que possa te amar incondicionalmente, e que um dia você possa me perdoar."

Colocou o anel de noivado na palma de sua mão direita e a fechou. Pediu perdão mais uma vez e saiu correndo da igreja.

Não viu Nathan em nenhum lugar, mas achou melhor assim. Não saberia como agir se tivesse de encará-lo naquele momento. Entrou no carro que ao levara até a igreja e pediu que o motorista a deixasse no lago. Sabia que Jade a procuraria ali, por isso dispensou o motorista.

Tirou os sapatos imaculadamente brancos e sentou à beira do lago sem se importar em molhar a barra do vestido de noiva. Sentia que seus problemas eram puxados pela água do lago e levados embora. Teve vontade de se sentir purificada e entrou no lago com o vestido, mas se arrependeu pouco depois.

 

*****

 

Por si só, o vestido de noiva já era pesado, não que fosse um peso insuportavelmente doloroso de se carregar, mas quando a água começou a ser sugada pelo tecido, Vee sentiu-se uma ancora. Por mais que tentasse lutar para ficar na superfície da água e nadar até a margem do lago, sabia que afundaria. Sentiu-se estúpida por ter entrado naquele lago com a roupa, mas agora já era tarde demais para tentar fazer alguma coisa: cada segundo que se passava, mais pesada ela se sentia, mais seus braços e pernas doíam com o esforço para não afundar de vez.

Depois do que lhe pareceu uma eternidade, mas que na verdade ela sabia ser só alguns minutos, se deu conta de aquele era seu fim trágico. Morreria afogada no lugar que mais amava em toda a terra. Ninguém ficaria sabendo o que houve... Seria dada por desaparecida, e quando finalmente seu corpo entrasse em estado de decomposição voltaria a boiar. Quem sabe, se tivesse sorte, alguém viria pranteá-la naquele lugar e a encontrasse, dando um enterro digno ao seu corpo. Ou talvez, ninguém se importasse o suficiente, e aquele lugar seria seu túmulo, afinal.

Não conseguiu sentir tristeza com esses pensamentos... Pela primeira vez na vida sentiu que tudo estava fluindo para o rumo certo. Nunca ansiara pela morte, mas sempre soube que um dia ela viria, e pretendia recebe-la como uma amiga, e não como um algoz. Por isso, depois de tanto lutar, Vee relaxou seus músculos e se deixou afundar. Não teve um último pensamento antes da inconsciência se fazer presente. Naquele momento ela era um lousa em branco.

 

*****

 

“Respira, pelo amor de Deus, volta...”

Água saiu das vias respiratórias de Vee como se fosse a própria nascente do lago. Quando o ar finalmente voltou a entrar em seus pulmões, a dor foi aguda. Parecia que ela estava respirando puro fogo, não oxigênio.

“Graças aos céus! Você ficou louca?” sentiu braços fortes a envolverem. A pessoa que a abraçava tremia... Demorou até entender o que estava acontecendo.

“Demian,” sua voz soava rouca e dolorida. “como me encontrou?”

“Seu pai me disse onde você estaria. Só não pensei que tentaria se matar...”

“Eu não tentei...” Vee se defendeu. Embora soubesse que Demian estava brincando, apenas para que ela não se sentisse tão mal, sentiu-se na obrigação de falar a verdade. “Foi um acidente estúpido.”

“Princesa, não fala nada... Vou te levar o hospital. Você precisa de cuidados!”

Vee se deixou ser carregada até o carro. Na verdade, não teria forças para caminhar... Sentia que seus músculos haviam se tornado gelatina.

“Demian...”

“Vee, não precisa falar nada. Eu entendo suas razões. Quando te pedi em namoro eu já sabia que seu coração pertencia a outro homem. Eu nunca tive a intenção de tomar o lugar dele, eu só queria ser capaz de fazê-la feliz, porque é isso que a gente faz quando ama. Eu lamento muito saber que não fui capaz de preencher o vazio dentro do seu coração, mas não sinto como se eu houvesse falhado.”

Aquelas palavras pairaram entre os dois. Ninguém disse mais nada até chegarem ao hospital... Vee compreendia o que Demian quis dizer e se sentiu grata por tê-lo ao seu lado, apesar de ter dilacerado seu coração. Sabia que poucos homens fariam por ela o que Demian estava fazendo.

“Vão te examinar e te liberar para ir para casa. Vou te esperar na recepção!”

“Você não precisa fazer isso, Demian. Imagino que o que mais quer agora é ficar longe de mim, e eu juro que entendo seus motivos...”

“Vee, antes de qualquer coisa eu sou seu amigo... Nos momentos bons e nos momentos ruins. Se você quiser que eu suma da sua vida, eu farei isso, mas não antes de ter certeza que você está bem!”

Carinhosamente ele beijou seus cabelos molhados. Não admitiria o quanto estava dilacerado por dentro, mas ainda assim queria estar perto de Vee.

“Eu te amo, Demian... Talvez não da forma que você deseja, mas eu realmente amo você!”

“Também amo você, princesa... Vou te esperar lá fora!”

 

O amor verdadeiro não é um sentimento egoísta. É um sentimento puro e gentil. Nunca exige nada, embora espere tudo. Mas ainda assim, não se frustra quando as coisas não são como o esperado... Demian sabia disso, sempre soube. Vee aprendeu isso quando deixou Nathan... E Nathan finamente entendeu isso quando viu sua amada entrar naquela igreja para se casar com outro homem.

No fim, Demian foi um aprendizado na vida de Vee. Ele a ensinou que a felicidade não é eterna. Talvez se fosse ninguém nunca daria valor a ela. A felicidade é feita de momentos de tristezas e momentos de alegria... Afinal, a vida tem que estar em perfeito equilíbrio,

 

 

*****

 

Sete anos depois...

 

“Tem certeza que pode nos dar uma carona até o parque? Claire pode não gostar de saber que você está carregando sua ex-noiva por aí!” Vee perguntava a Demian pela milésima vez.

“Não se preocupe, Vee... Claire não é ciumenta. Além disso, ela não tem nada contra você, nem contra essa coisinha fofa!” ele respondeu apertando levemente a bochecha de Jasmine, que se acomodava no banco traseiro. A garotinha que agora tinha cinco anos riu gostosamente para o ‘tio Demian’, o que fez os dois adultos rirem junto.

“Tudo bem, eu me rendo... Claire é uma pessoa melhor do que eu serei um dia.” Vee fez piada e riu, deixando a mostra as primeiras linhas que apareciam em seu rosto.

“Não fale assim... Eu sei que um dia você perde essa marra toda.” Demian bagunçou os cabelos dela como se falasse com uma criança.

Apesar do passado, a amizade de ambos era forte... Jasmine era o laço mais forte que ambos possuíam, e isso os mantiveram próximos como bons amigos. Muita gente olhava aquilo como anormal, outros diziam que era bizarro, mas nenhum deles se incomodava. Jasmine era o que matinha Vee, Demian, Jade, Jay e Dave unidos como uma família.

“Quer que eu passe aqui para busca-las mais tarde?”

“Não será necessário. Vamos voltar caminhando, Jasmine quer dar uma volta. Quem sabe se ela caminhar um pouco não queima essa energia acumulada e me deixa tranquila o resto da noite?” ambos riram...

“Você sabe que pode fazê-la correr uma maratona, e que ainda assim ela terá energia...”

“Demian, você não precisava me desanimar desse jeito!” Vee suspirou fazendo com que Demian risse.

“Princesinha, semana que vem vou te buscar para passar o dia comigo, tá?” ele falou com a criança no colo...

“Tá... Vou contar os dias nos dedinhos.” Ela mostrou as mãozinhas pequenas. “Vão ser sete, porque em uma semana tem sete dias, não é?” respondeu orgulhosa de si.

“Exatamente.” Ele beijou-lhe a face. “Agora eu preciso ir, tia Claire está me esperando! Até semana que vem, amorzinho!”

E com isso, Demian deu partida no carro deixando as duas ali no parque...

 

 

*****

 

Antes mesmo de abrir os olhos Nathan já era capaz de sentir as dores da ressaca. Não se incomodou... Nos últimos tempos aquilo havia se tornado rotina. Olhou para o lado da cima e viu um corpo sob as cobertas. Não quis saber quem era, apenas se levantou, tomou um banho frio, tomou um analgésico e saiu para a rua. Sabia que quando voltasse aquela pessoa não estaria mais em sua casa. Não se importava com isso, já estava acostumado.

            Parou em uma cafeteria e pediu um café puro. Poderia ter se sentado ali e tomado seu café tranquilamente... Diferente de outrora, ninguém o reconheceria, há anos que a The Wanted havia entrado em hiato de tempo indeterminado, e mesmo ele seguindo carreira solo e obtendo sucesso, não havia sido o mesmo sucesso alcançado com a banda. Algumas vezes se pegava pensando em como havia sido egoísta. Talvez eles ainda estivessem na estrada fazendo sucesso se ele não tivesse tido vontade de alçar voos mais altos. Em outros momentos, se convencia de que não fora apenas sua ambição que levara ao fim da banda, afinal, Max também queria um ‘tempo para si’. Mesmo que tentasse se convencer de que no fim aquilo era o que todos eles queriam, sabia que ele foi o primeiro a se afastar da banda. Nem mesmo compareceu aos shows que foram feitos após anunciarem a pausa.

            Saiu caminhando sem rumo até chegar ao parque, onde se sentou e ficou vendo crianças correrem de um lado para o outro atrás de uma bola. Perguntou-se se a criança de Jay e Jade já estaria daquele tamanho. Sabia que o amigo e ex-companheiro de banda era pai, mas não sabia nada além disso. Continuou observando as crianças até ver uma correndo em sua direção tentado pegar a bola que insistia em fugir de seu alcance. Deu um sorriso e pegou o brinquedo e o entregou para a menina que ficou encarando-o e agradeceu.

            “Jasmine,” Nathan ouviu a voz que julgou ser da mãe da menina, visto que ela olhou para trás. “Em primeiro lugar, te disse para ter cuidado e não jogar a bola para tão longe, e em segundo lugar, te mandei ter cuidado ao falar com estranhos.”

            O coração de Nathan falhou uma batida ao perceber que a mulher ajoelhada em frente a criança era Vee. Estava mais velha, mais madura, mas ainda era a mesma mulher do passado.

            “Mas...” Jasmine, agora sabia o nome da garotinha, tentou se defender, mas Vee não lhe deu oportunidade.

            “Ele não é uma pessoa má, mas poderia ser. E se eu não estivesse aqui se fosse o caso?” dessa vez ela esperou pela resposta da criança.

            “Mas, ele não é um estranho... Tem fotos dele lá em casa, olha...”

            Pela primeira vez Vee ergueu os olhos para Nathan. Diferente dele, seu coração não falhou uma batida, no entanto, sentiu suas mãos suarem.

            “Pode voltar a brincar, mas com cuidado. Caso contrário vamos embora imediatamente.” Falou dispensando a garotinha que saiu correndo para junto das outras crianças. Se virou para Nathan, mas nenhum dos dois era capaz de falar nada.

            “Sua filha é adorável!” Nathan foi o primeiro a se pronunciar... “Acredito que você e seu marido têm muito orgulho dela.”

            Vee passou a mão entre os cabelos, hábito que havia adquirido quando ficava nervosa. “Jasmine não é minha filha... É filha de Jay e Jade. Acho que não se lembra, mas eu não posso ter filhos.”

            Nathan se sentiu constrangido pela gafe. “Bem, você ainda pode adotar uma criança... Eu sei que vocês seriam capazes de amá-la como se fosse gerada por ambos.”

            Ele não queria trazer o marido dela à conversa, mas parecia que as palavras saiam de sua boca antes que pudesse processar seus significados.

            “Na verdade, eu não me casei. Demian e eu somos amigos, e padrinhos de Jasmine... Ele vai se casar no próximo mês com Claire! Ela é uma mulher maravilhosa, e ele merece ser feliz... Estou feliz que ele tenha encontrado alguém que o ame de corpo e alma.”

            Ambos ficaram em silêncio por um longo tempo, apenas observando as crianças de longe. Agora que sabia de quem a pequena era filha, Nathan era capaz de ver que ela tinha os olhos e os cabelos do pai, mas a atitude era a da mãe, ainda que tivesse a doçura da ‘tia’. Não tinha dúvidas que ela seria uma mulher inigualável.

            “E você, Nath, não se casou por quê?” Vee estava curiosa. Não era dada a fazer perguntas desse tio, mas não conseguiu segurar a língua.

            Nathan suspirou ao ouvir o apelido... Há quanto tempo ninguém chamava por esse apelido? Não sabia. “Acho que nunca encontrei alguém com quem valesse a pena passar o resto da minha vida. A única pessoa com quem eu quis fazer isso eu deixei escapar.”

            O silêncio ficou pesado. Vee não tinha nada a dizer, ainda assim não se sentia confortável com o silêncio. Se lembrava de quando estar ao lado de Nathan era fácil e confortável. Naquela época poderia ficar horas a seu lado sem dizer uma palavra sequer, e ainda assim se sentia bem com isso. Agora, no entanto, parecia errado não dizer nada. Estava prestes a chamar Jasmine para ir embora quando Nathan se fez ouvir.

            “Alguma vez você se pegou pensando no passado?” ele tinha um olhar perdido no horizonte. “Eu me pego fazendo isso o tempo todo. Às vezes eu penso que não há nada a se fazer para driblar o destino, e que tudo o que houve àquela época aconteceria independente das minhas ações. Mas, mesmo sabendo que o destino é implacável, eu me pergunto se poderíamos ter tido um destino diferente se eu tivesse feito às coisas da maneira certa.”

            Vee pensou um pouco para responder... “Não teria mudado nada, Nathan. Se você não houvesse me traído aquele dia, outra coisa faria com que nos separássemos. Talvez eu me apaixonasse por outra pessoa, ou talvez suas fãs fizessem da minha vida um inferno, talvez o seu ciúme me fizesse te deixar. O destino teria encontrado outra forma de alcançar o objetivo inicial... Não se culpe por isso, já faz tanto tempo!”

            “Eu sei, mas não há um único dia em que eu não sinta sua falta. Talvez você não acredite, mas meu amor por você não mudou nem um pouco desde aquele nosso último encontro.” Seus olhos encontraram os de Vee, que se sentiu torturada. Por que depois de tantos anos o passado voltava para esfregar na cara dela que seus sentimentos não haviam mudado? No meio de seu questionamento lembrou-se de uma conversa que tivera com Dave no dia em que terminara com Nathan...

 

“Sabe, Vee, eu ainda o amo, mas eu não quero força-lo a abrir mão das coisas por mim.” Dave deu um sorriso triste. “Quem sabe um dia o destino não nos coloque no caminho um do outro de novo?”

“Se vocês se amam, o destino vai coloca-los na vida um do outro de uma forma ou de outra...”

 

            Respirou fundo, não queria pensar nisso mais do que o necessário. “Jasmine, vamos, já está na hora.” A criança veio saltitante na direção do casal. As bochechas estavam vermelhas pelo quanto havia corrido, mas um sorriso insistia em exibir os dentinhos branquinhos. Era realmente uma criança adorável.

            “Você vai embora com a gente?” Jasmine perguntou a Nathan que enrubesceu.

            “Se não for incomodar...” respondeu olhando para Vee que permaneceu em silêncio.

            “Vamos, você é amigo da mamãe e do papai, eles vão gostar de vê-lo, tio... Espera, eu não sei seu nome!”

            Ele se ajoelhou para ficar do tamanho da criança. “Meu nome é Nathan. E você é a Jasmine, não é? Você é uma mocinha muito esperta.” Bagunçou os cabelos da pequena arrancando-lhe uma risada!

            “Então vamos!” Disse dando uma mão para Vee e estendendo a outra para Nathan. Fizeram todo o caminho até a casa da garotinha como se fossem uma verdadeira família. Vee se admirava em ver como Nathan estava a vontade conversando com sua adorada ‘sobrinha’.

            Assim que pararam diante a casa, Jasmine soltou as mãos de ambos e correu para os braços de Jay que acenou para o casal parado do lado de fora. Nathan acenou de volta um pouco envergonhado. Há quanto tempo não procurava o amigo? Tempo demais.

            “Acho que devo ir agora, não é?” perguntou olhando para o chão.

            “Não quer entrar? Jade e Jay vão gostar de te ver...”

            “Acho que não sou digno de querer participar da alegria de vocês!”

            “Nathan, todo mundo tem direito a um recomeço...” Vee enlaçou seus dedos aos de Nathan levando-o para dentro...

O tempo passa, e leva com ele a fama, a beleza, algumas dúvidas... Algumas vezes, fecha feridas, cura mágoas, traz o esquecimento de muitas coisas, mas jamais apaga um amor. Pode afastá-los, transformar suas vidas em duas retas paralelas para que nunca se encontrem. O tempo pode até mesmo modificar o sentimento, mas jamais extingui-lo por completo. Se aquilo era um recomeço para Vee e Nathan? Talvez... Essa resposta só o tempo e o destino poderão responder, porque o destino age de maneiras misteriosas.


Notas Finais


Um ano e nove meses... Foi necessário todo esse tempo para que essa fic fosse finalizada.
Nesse tempo tive altos e baixos; momentos em que eu quis abandonar e fingir que nunca comecei, momentos em que eu tinha certeza que não valia a pena escrever isso aqui, momentos em que eu simplesmente pensei que tudo que estava aqui era ruim demais para existir.
Mas, nesse mesmo período eu tive pessoas maravilhosas que me incentivaram a continuar, que foram pacientes comigo, que me deram suporte quando eu não estava bem e precisava de palavras amigas.
Eu não tenho palavras o suficiente para agradecer a cada um de vocês que me acompanharam até aqui...
Obrigada por cada favorito, por cada comentário, por cada vez que quiseram me xingar de todos os nomes e não xingaram, rsss...
Eu realmente amei esse tempo que pudemos passar junto, e mesmo que eu não os conheça, saibam que cada um de vocês ocupa um lugarzinho especial no meu coração e que eu os amo!

Obrigada por me acompanharem nessa jornada, e espero que possamos nos encontrar outras vezes!
Beijos e, mais uma vez obrigada!
^3^


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