História Suaves memórias - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 5
Palavras 1.103
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drabble, Drama (Tragédia), Droubble, Ecchi, Fantasia, Ficção, Kodomo, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Sadomasoquismo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Mais um capitulo para vocês caros leitores!!! Este veio cedo hein... bem queria saber o que acham da postagem dos capítulos, se estão muito curtos ou algo do gênero.
Desejo uma ótima leitura e espero que gostem :3

Capítulo 7 - O inicio de uma longa jornada- parte 2


Fanfic / Fanfiction Suaves memórias - Capítulo 7 - O inicio de uma longa jornada- parte 2

A menina arregalou os olhos, mordendo levemente o lábio inferior, insegura sobre o que diria, ainda estava com medo, o receio de que algo pudesse acontecer invadiu sua mente após aquelas perguntas. Não queria lembrar daquilo, queria poder apagar aquilo de sua mente, seu coração apertou, pois não esperava que Morrigan fizesse aquela pergunta. Tais lembranças passavam como Flashes em sua mente, sua respiração acelerou junto e seu coração palpitava como se fosse ter um enfarte naquele momento.

Morrigan viu o olhar vidrado da menina, um misto de vazio e desespero. Colocou a mão sobre o ombro de Scatha, no intuito de acalma-la e chamou pelo seu nome, mas a menina nada respondia, parecia que estava sobre enfeito de algum tipo de transe, porém nesse ela estava ofegante e desesperada.

- Scatha, Scatha, Tu estás bem? – Nenhuma resposta saiu da boca da criança, se não o arfar constante em busca de oxigênio, a menina elevou as mãos á cabeça, tentando expulsar aquilo de sua mente, lagrimas começaram a percorrer sua face pálida.

Scatha ergueu a cabeça para olhar a ruiva, mas acabou por visualizar uma face deformada, de aparência masculina que possuía sinais de tortura e ódio no olhar. A menina gritou, Morrigan espantou-se, não entendeu o por quê da criança ter gritado ao vê-la, sua face tinha mudado de desespero para o medo de uma assombração, a ruiva olhou para trás, para ver se havia algo atrás de si. Por instinto abraçou a menina, a mesma parou, sua respiração diminuiu e seu coração acalmou, permaneceu estática perante aquele gesto, seu olhar ainda estava vidrado, porém desta vez ele estava completamente vazio, não era possível decifrar qualquer emoção atrás daqueles olhos verdes.

- Shhh... calma, está tudo bem, está tudo bem, eu estou aqui contigo e não vou deixa-la – confortou-a, mas nada foi dito – eu quero ajudar-te, mas para eu fazer isso preciso que me contes tudo o que aconteceu, ninguém vai machuca-la, eu só preciso saber o porquê de estares tão assustada – a ruiva olhou diretamente nos olhos verdes da menina.

Após Scatha acalmar-se daquele lapso de pânico, um profundo silêncio tornou a residência, o vento uivava suavemente, balançando as belas árvores que rodeavam o local numa harmoniosa dança. Scatha olhou nos olhos azuis penetrantes da ruiva, respirou fundo e decidiu contar-lhe tudo, dessa vez controlando-se.

- Há um ano meus país foram mortos, cortaram a cabeça do meu pai e bateram na minha mãe e depois a queimaram, ela gritou muito, até finalmente morrer. Enquanto eu vi aquilo, um homem surgiu e me golpeou na cabeça, quando acordei, estava numa cabana, quando um homem apareceu e começou a dizer coisas horrendas para mim, eles coisas muito ruins comigo, batia-me até desmaiar, torturava-me e ... – a menina parou, não sabia como dizer aquilo, mas não foi preciso ela dizer por conta própria, pois Morrigan deduziu que aquele homem abusara dela até agora, o sangue da ruiva ferveu de ódio, tinha vontade de matar aquele porco em carne de humano tão desprezível e nojento, não deixaria aquilo passar em branco.

- Ele foi além disso, não foi? – a menina assentiu – Qual o nome dele? Qual o caminho até aquela cabana? Vou acabar com esse miserável... – Scatha a interrompeu.

- O nome dele é Howard... mas ele não pode mais levantar...

- Ele foi morto? Por quem? Mas se ele foi morto por alguém, então porquê viestes parar nesta vila? ... – Morrigan questionava a menina sem parar, esquecendo-se que ela era uma criança e poderia estar enlouquecendo a garota. Contudo, a ruiva não imaginara o que estava por vir da boca da menor.

- Eu o matei – Scatha ergueu a cabeça, encarando friamente a mais velha, que não acreditou no que acabara de ouvir, era uma absurdo, como uma criança de 6 anos poderia ter feito alo assim?! A menina descreveu, detalhe por detalhe do ocorrido, o modo como a garota esfaqueara seu agressor. Enquanto Scatha descrevia o assassinato, um sorriso sádico desenhou-se em seus lábios e seu rosto adquiriu expressões sarcásticas e psicóticas, porém verdadeiras. Morrigan notou que a íris verdes de Scatha, tonaram-se levemente vermelhos, mas sem cobrir o verde de seus olhos, eram como reflexos em vermelho-sangue nas íris esverdeadas. A ruiva estremeceu por dentro, já tinha visto isso em algum lugar, mas não conseguia buscar em sua memória algo concreto, um “deja vú”, Morrigan retomou sua postura e esperou a menina voltar a si. Aquele acontecimento era a prova de que Scatha dizia a verdade, lembrou-se de quando matara Fagner e que a mesma não reagira de forma alguma, estava indiferente à morto dele.

 A menina estava voltando à sanidade de antes, agora abaixando a cabeça e permanecendo em silêncio, a ruiva refletia nas palavras que ouvia, enquanto a menina continuava parada, sem mover um músculo sequer, as duas haviam se perdido nos próprios pensamentos, não notando que a porta da entrada havia sido aberta e que as despertara com o beque que fizera, Morrigan com o susto, ergueu-se e empunhou a adaga que estava no coldre preso em sua coxa em posição de defesa preparando-se para qualquer ataque.

Gesticulou para que Scatha se esconde-se atrás do móvel da sala e que não sai-se de lá até que tivesse ordens de sair e assim fora feito sem qualquer objeção da menor. Morrigan andou cautelosamente até um canto da sala esperando o momento certo para a investida, podia realizar um ataque perfeito mesmo estando em posição defensiva, pois sua adaga possuía um soco inglês embutido, o que era uma pequena vantagem.

Ouviu o som de botas roçando no piso de madeira, firmes e um pouco pesados, facilitando a localização do alvo. O som foi ficando cada vez mais próximo, então a ruiva firmou sua posição e quando o alvo atravessou a entrada para a sala, Morrigan em um movimento rápido, chutou o abdômen do indivíduo sem ao menos visualizar o seu rosto, desferiu um soco no queixo e imobilizou o braço daquele ser, que era desconhecido naquele momento, trouxe o braço para de trás das costas e ergueu para cima, como a intenção de romper com os ligamentos do indivíduo encapuzado e deslocar lhe o ombro enquanto encostava a adaga em sua garganta, acaso o mesmo tentasse fazer algo. Aquela sequência de movimento fez com que o ser grunhisse de dor, revelando uma voz feminina e de tom meio grave.

- Não sabia que esse era seu novo método de receber sua irmã, Morrigan, Grh... se soubesse teria me prevenido para a luta ahah, agora dá para me soltar, eu ainda vou precisar do meu braço sua louca imbecil...

- Leoni?!...   



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...