História Subarashii - Capítulo 8


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Big Bang
Personagens G-Dragon, Jungkook, V
Tags Jungkook, Komatsu Nana, Taehyung, Taekook
Visualizações 4
Palavras 909
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - Diga o que você está sentindo


Nana ganhou algumas caixas de remédios com tarja preta. Chamam-se antidepressivos e ela jamais imaginou que teria de tomá-los. Chegou a engolir um, mas decidiu que não tomaria os outros. Ela não estava tentando melhorar, então por que tinha de tomá-los?

Não estava tentando melhorar…? Mas e sua mãe? E seu pai? Ela ia deixar as duas pessoas que mais a amavam no mundo ali, sozinhos? Sozinhos. Ela riria se não estivesse ocupada jogando os comprimidos no ralo da pia. Seus pais não ficariam sozinhos. Eles tinham um ao outro e ficariam melhores sem ela. Nana finalmente pararia de dar trabalho aos outros. Quem ela pensa que é para atrapalhar as outras pessoas em suas rotinas e em suas vidas?

Ela também não irá mais tomar as vitaminas nem nada que o Yukimichi a mandou tomar.

Nana vai comprar vários remédios que possam fazer ela dormir pra sempre, só precisa pesquisar qual é, e depois escapar da sua mãe. Ela irá à farmácia ou pedirá para algum conhecido que pode arranjar para ela. Esse ramo da moda e dos famosos tem muito disso. Pessoas que te arranjam o que você quiser. Será que ela pode ter uma overdose de drogas? Ela podia finalmente saber como é estar sob o efeito de drogas — se é realmente tão louco quanto dizem —, e aí podia se despedir das coisas que já não a prendem mais ao que chamam de “vida”.

Hum… parece um bom plano.

Sua mãe está fora de casa, porque foi ao mercado já que Nana pediu para comprar um suco (lógico que ela não ia tomar), enquanto o pai está resolvendo algumas coisas das vitaminas que acabaram e procurando um remédio que faltou.

Nana vai até a privada e coloca os dedos na garganta, bem no fundo, até sentir a dor no estômago ao fazê-lo se contrair para jogar tudo fora. Depois de vomitar tudo que fora obrigada a comer e dar descarga, ela procura suas chaves, pega um casaco fino e sai de casa, para começar a fazer seu plano dar certo.

Porém, ela não chega a dar dez passos em direção ao elevador e cai desmaiada no chão. Seu corpo não está aguentando o tratamento que recebe.

Quem a encontra é sua mãe, meia hora depois, quando chega do mercado. Ela larga as sacolas no chão e liga desesperada para o marido.

E o hospital será um lugar bem frequentado pela família Komatsu.



 

— É muito trabalho que você me dá, Komatsu Nana — seu agente estava nervoso. — Só o que você tem que fazer é ir lá e se abrir com o psicólogo. É pedir muito? Você só tem que dizer o que está sentindo.

 

Você só tem que dizer o que está sentindo.

Você só tem que dizer o que está sentindo.

Você só tem que dizer o que está sentindo.

 

Nana segurou a própria cabeça, ouvindo as palavras enquanto elas se distorcem em sua mente entorpecida. Parece muito fácil só falar como ele faz.

— Você trate de conversar com ele direito quando voltar lá, Nana. Eu estou fazendo o possível e o impossível para que você mesma não estrague sua carreira. Quer jogar tudo no ventilador, é isso? Só estou pedindo para que vá médico e ao psicólogo, e tome seus remédios direito. Como vou fazer se você não consegue engolir os comprimidos?

Ela se vira na cama, tapando os ouvidos.

— Já chega — diz a mãe dela, com a voz firme. — Você pode sair daqui agora.

— Faça ela tomar os remédios — ele diz antes de fechar a porta.

O doutor Yukimichi chega logo depois.

— Nana — ele fica na frente dela, onde ela pode enxergá-lo sem ter de olhar em seus olhos. — A senhorita não fez o que pedi, não é?

Tal como esperava, ela não o responde.

— Ela jogou todos os antidepressivos na pia — sua mãe fala com cansaço na voz. — E agora suspeito que não tenha tomado nenhuma vitamina.

— Nana-chan, você tomou as vitaminas que pedi para tomar? — o médico pergunta com a voz doce.

— Não! — grita Nana, fechando os olhos com força. Dá para ver as lágrimas sendo espremidas para fora dos olhinhos. — Não! Eu não tomei nada e não vou tomar, me deixem em paz! Saiam daqui!

Ela precisa se acalmar, então colocam algo para ela dormir a tarde inteirinha. Colocam muitas coisas na veia para deixá-la mais forte e dessa vez ela vai parecer uma viciada em heroína com as veias estouradas.

Ela vai ser internada.

E durante uma semana fica no hospital, recebendo a visita apenas do seu médico, já que o pai de Nana pede para que ele barre a entrada do agente. Depois que tentou tirar as agulhas do braço, ela mais dorme do que faz qualquer outra coisa. Está sendo alimentada com sopa, que ela às vezes come e às vezes não come, e o soro em seu braço a deixa menos fraca do que estaria se estivesse em casa. Tem tomado os antidepressivos à força.

Você não pode ajudar alguém que não quer ajuda.

E se Nana não quiser ajuda, em breve não haverá muito que possam fazer. Porque, apesar de melhorar no futuro e sair do hospital, ela sempre terá a possibilidade de acabar com tudo quando chegar em casa. Ponto final.

É isso que chama de livre arbítrio.

Você faz o que quer.

E se Nana quiser, ela não acordará mais para ver o sol nascer e transformar o céu escuro em azul claro.



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