História Subete no Shorai - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Magia, Mangá, Originais, Shounen
Visualizações 110
Palavras 1.114
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shounen, Suspense, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olááááá!!!

Sejam bem vindos à minha primeira fanfic original nesta conta! Fiz algo semelhante ao que acredito ser um shounen original e espero que apreciem!!
Este é quase um prólogo, então aproveitem porque os próximos serão maiores!
Boa leitura!

Capítulo 1 - Katsuo Ken


Fanfic / Fanfiction Subete no Shorai - Capítulo 1 - Katsuo Ken

O sinal tocou, despertando-o de seus pensamentos. Katsuo abaixou seu capuz do moletom, mostrando seus cabelos negros bagunçados. Ainda de olhos fechados, abaixou o volume da música que escutava e escutou os passos firmes e apressados dos alunos que entravam na sala de aula. Katsuo não se importava com os olhares repreensivos dos alunos que sentavam ao seu redor, não se importou quando um dos alunos se esbarrou em seu ombro, embora tenha sentido que não foi ele quem teve dor no ato. A professora entrou em sala, o cabelo curto liso balançava levemente em sua orelha, dando-lhe certo charme apesar da idade. Ele sabia que a professora Yuko não tinha compromisso com algum homem, e às vezes costumava se irritar com facilidade ao escutar conversas entre casais, sobre casais ou coisas parecidas. Além disso, quando os alunos violavam alguma regra do colégio ela era a primeira a dar um ataque.

Sabendo disso, Katsuo retirou os fones para prestar atenção na aula.

Passados os quarenta e cinco minutos de aula, Katsuo foi o último a sair da sala de aula. Lentamente, não por estar com preguiça, mas sim por puro instinto, saiu da sala e caminhou pelo corredor vazio. Podia-se ouvir do lado de fora, à três andares abaixo, os alunos indo embora às pressas. 

Desceu as escadas e saiu também, ignorando os demais alunos que se agrupavam com os amigos para, talvez, ir ao karaokê. Mas Katsuo não se importava, normalmente não participava de coisas do gênero. Tinha coisas mais importantes a fazer do que se divertir com coisas aleatórias. Era o que pensava.

Porém, nem tudo era como ele queria.

 

-KATSUOOOOOO!!

 

A voz rouca de Tenrya era o suficiente para Katsuo perceber que deveria desviar para a esquerda em vinte centímetros. E foi o que fez, o que causou a queda de cara no chão de Tenrya. Atrás dele, Sousuke correu para alcançá-lo, e ao fazê-lo se apoiou nos joelhos para voltar a respirar. Sousuke não era lá muito energético como o amigo. 

 

-Que maldade, Katsuo! - Tenrya disse ajoelhado no chão, enquanto havia sangue escorrendo de seu nariz.

 

-Por que estão me seguindo? - talvez fosse a primeira vez que abria a boca desde que entrou na escola.

 

-Você nunca saí com a gente, achamos que seria legal  se conseguíssemos te convencer pelo menos uma vez! - Tenryu forçou um biquinho, mesmo de forma estranha.

 

-Tenryu, tenho certeza que o Katsuo-san tem mais coisas para fazer do que...

 

-Vamos lá, Katsuo... - Tenryu fazia, ou tentava, uma voz convincente.

 

Katsuo não mudou sua expressão desinteressada.

 

-Não, obrigado. - Katsuo se virou para sair, então virou o rosto e olhou de lado para ambos - Talvez na próxima.

 

Katsuo em seguida foi embora, com os fones de ouvido em som alto e seus dois colegas sorrindo para o nada.

 

==§==

 

A casa de Katsuo ficava no centro de Tokyo, um local próximo de várias lanchonetes de cosplayers. As ruas cheias de pessoas, andando para todos os lados, empresários até colegiais, com rostos sérios e centrados, como se não vissem nada além de suas próprias mentes. Katsuo era um deles, não era nada além de um daquela multidão de pessoas.

Ele atravessou a avenida e entrou na primeira casa colorida, atravessou o chão de pedras e entrou pela porta da frente. A sala estava vazia, mas ele escutou na cozinha o som da louça que sua mãe lavava. Limpou os tênis no carpete marrom, tirou-os e em seguida calçou sua pantufa azul escura.

 

-Tadaima! - exclamou ele enquanto se dirigia ao andar de cima.

 

-Okaeri, Katsu-chan. - Umi saiu da cozinha com o pano de prato em mãos - Vai querer comer alguma coisa?

 

-Não, obrigado. Vou ficar no meu quarto. - respondeu ele já no topo.

 

Umi sorriu brevemente, então voltou para a cozinha.

Katsuo largou a mochila ao lado da porta quando entrou no quarto, tirou os fones e se jogou na cama. Sentiu todos os seus músculos estralarem.

 

"Estou finalmente em casa... " - pensou ele consigo mesmo.

 

Já fazia algum tempo desde que havia deitado daquela forma na cama, sem nada na mente. O colegial estava ficando cada vez mais ampliado e costumava tomar muito do seu tempo em casa. Embora quase nunca saísse de verdade para se distrair, Katsuo gostava de ficar em casa com sua mãe - embora não tivessem uma relação muito amorosa da parte dele - ou sair para ficar no parque bem no centro. 

Respirou fundo, sentiu suas pálpebras querendo se fechar. Talvez tirasse um cochilo, e depois desceria para comer alguma coisa. Talvez.

Foi então que sentiu seu bolso da calça jeans vibrar.

Katsuo retirou seu celular da calça e olhou o número. Desconhecido. Não havia operadora. Nada. Não havia foto. Ele não sabia quem era, mas atendeu.

 

-Alô?

 

Havia apenas um chiado de fundo. Katsuo não conseguia escutar nada além disso. Mesmo assim, ele tinha curiosidade. Queria descobrir quem é que estava ligando 

 

-Alô? - repetiu, mais impaciente. Porém curioso.

 

Nada, então desligou. Katsuo passou um tempo olhando para a tela inicial de seu celular, tentando imaginar como alguém poderia conhecer seu número de telefone, já que nunca tinha dado sequer para Tenryu e Sousuke.

Por fim, por que não havia operadora? Por que aquele número ligava tantas vezes, mas nunca havia ninguém na linha? 

Aquilo parecia ser um filme de terror. Katsuo sacudiu a cabeça, tinha que ser mais realista. Afinal, era impossível ser algo sobrenatural. Deveria ser alguma falha na ligação.

Então, antes que pudesse pensar em mais alguma coisa, sentiu o estômago roncar e desceu as escadas para jantar.

 

==§==

 

-Socorro...

 

Katsuo se remexeu um pouco, fazendo uma careta.

 

-Socorro... Alguém me ajude!

 

-Q-Quem é...?

 

-Katsuo! Socorro! - a voz da garota sumiu.

 

E Katsuo acordou, sentando-se na cama. Ele estava suado e muito tonto. Respirou fundo, tentando acalmar as batidas de seu coração. Era realmente estranho, não costumava ter pesadelos.

Então escutou seu celular vibrar. Estava em cima de sua cabeceira, viu a tela ligar. Se estendeu até alcançá-lo, já esperava encontrar o número desconhecido e atender.

Era desconhecido. Porém era diferente.

Katsuo observou atentamente, outro possível contato? Seria da mesma pessoa? 

Atendeu.

 

-Alô?

 

-Katsuo Ken? 

 

A voz era de uma garota.

 

-Quem fala?

 

-Venha ao endereço que eu lhe disser. Sozinho. 

 

-Quem fala?!

 

-O beco que fica atrás da sua escola. Entre por ele e siga à direita. Você chegará em um prédio acabado, entre nele.

 

-E se eu não quiser ir?

 

-Você irá. - a voz dela era confiante - Sei que vai.

 

Então desligou.

 

Katsuo não pensou duas vezes. Se vestiu rapidamente para sair, iria descobrir o que estava acontecendo de uma vez por todas.


Notas Finais


*Tadaima: "Cheguei!" - utilizado quando alguém chega em casa.
*Okaeri:"Bem-vindo(a) - utilizado para responder a alguém que chega em casa.


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