História Subtitle - Capítulo 19


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Categorias Cameron Dallas, Hayes Grier
Personagens Cameron Dallas, Hayes Grier, Nash Grier, Personagens Originais
Tags Aventura, Drama, Drogas, Incesto, Misterios, Revelaçoes, Romance
Exibições 158
Palavras 2.122
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Embora o último capítulo tenha sido uma completa vergonha pra mim, quando eu esperava por quize comentários e recebi seis, eu estou aqui de novo. Não vou desistir tão cedo, aguardem ao dia em que meu nome estará estampado no The New York Times, e isso não vai demorar.

Capítulo 19 - Did you ever lost someone you loved?


 

Era madrugada, eu estava dormindo na parte inferior da beliche, me lembrava da breve sensação de que algo estivesse contundindo meu coração e pulmões. Ainda meio desacordada eu ouvia fracamente o tilintar do telefone antigo, o mesmo do qual eu me lembrava de ter recebido a pior notícia de todas. Estendi meu braço até o gancho e esfreguei meus olhos ardentes.

— Alô? — por um instante do outro lado da linha eu ouvi um apito, e pensei ter sido apenas uma paranoia de madrugada qualquer. Contudo logo ouvi uma voz.

— Alô, aqui é do Hospital Belmont Carl — subitamente senti um aperto dentro do peito. — É Bryana Days?

— Sim — minha voz falhou vergonhosamente. — Por que ligam a esta hora da noite?

— Senhora Days, eu sinto muito informar — senti um breve choque na pele. — Evan Days faleceu há alguns minutos...  — deixei um gemido alto escapar da minha garganta.

Coloquei a mão trêmula contra o rosto e gritei. A dor era sufocante, eu não conseguia respirar, não conseguia distinguir um sequer pensamento meu. O telefone foi parar no chão e logo ouvi passos desesperados no corredor. Nash e Bryana apareceram na porta, logo ao ver o telefone no chão ela correu para ouvir, Nash correu para o meu lado, contudo eu não queria que ninguém me visse daquele jeito, não queria ver ninguém daquele jeito. Ele insistia em me acalmar e eu persistia em continuar a gritar, e parecia que nem fazê-lo literalmente me libertava daquela maldita dor. 

Houve o momento em que, de tanto chorar nos braços de todos daquela casa, eu dormi. Felizmente um sono livre de sonhos e nem pesadelos. Acordei muito pouco tempo depois, ainda desejando que aquilo tudo fosse um perfeito pesadelo. Eu não comi durante todo o dia e sequer olhei nos olhos de alguém, eu tinha certeza que não conseguiria fazê-lo sem me afogar em outro choro e aquela vontade de desaparecer me inundar novamente. Ao final da tarde todos me obrigaram a dar meu último adeus ao meu pai. Ao vasculhar os meus armários já adaptados a minha nova vida, eu me afoguei em belas lembraças que ainda tinha dele. Pingentes, camisas e bonés de times de beisebol, uma bota de borracha verde da qual ele comprou por conta da minha obsessão; Uma luva que ele deu pra mim quando fomos os únicos loucos a sair numa nevasca, apenas para patinar. Não era como se não o tendo aqui estas incríveis lembranças fossem desaparecer, mas sim se desbotarem ou perderem a emoção por saber que aquilo — ou mais precisamente, ele — não fosse voltar. Nunca mais. E isso me doía, pois havia literalmente perdido uma parte minha.

Não me importei em passar frio com um vestido negro que ele havia me dado, para ir ao seu velório. Eu não suspeitei sobre uma congelante garoa que se fez presente durante toda a tarde, e literalmente disse:

— Dias frios para perdas frias — em meio a soluços.

Chad, Hayes e Nash fizeram questão de acompanhar a mim e a Bryana até o velório, onde fomos sozinhas até a sala para ver pela última vez seu irreconhecível rosto.

Eu tinha noção de que ele havia partido há algumas horas e seu rosto com razão pareceria diferente, porém, não foi isso o que o deixou irreconhecível ao meu ver. Sim no que ele havia vindo se transformando com o breve — e tenho certeza que um terrível — tempo que passou na cadeia. Como ele havia me pedido, depois daquele encontro eu não o visitei mais, por questões que ambos de nós sabíamos. Eu não tinha noção do que ele vinha fazendo, o que vinha dizendo ou o que vinha vivendo, contudo eu sabia que aquele lugar não tirou o melhor dele. E que em qualquer lugar que sua bela alma vagasse agora, ela ainda mantinha o brilho do amor que eu tenho certeza que ele tinha por mim. Embora o álcool tenha o arrastado ao chão, ele evitava chegar disposto em casa, pois sabia que poderia nos machucar. Embora ele se envolvesse com pessoas perigosas, tinha certeza que apenas nós mesmos e a polícia sabia do nosso endereço. E embora completamente consumido, ele nunca envolveu a mim e nem a Bryana com suas dores, e quando elas o consumiram, ele se perdeu de nós. Eu sabia que ao se afastar ele apenas pretendia nos proteger, não nos ferir. Nunca me arrependerei dos nossos abraços, nossas bagunças e nosso amor. Ele sempre viverá dentro, como uma parte de mim. 

Eu levei camélias brancas, das quais eu coloquei em suas mãos frias e sem vida, com lágrimas no rosto. Eu jurava não desejar ver seu corpo ser enterrado a sete palmos abaixo dos meus pés. Gostaria de saber que sua alma estava ali, tão perto que eu poderia senti-la dentro de mim e por um momento um calafrio nas costas só me deu a certeza. Após algum tempo, eu fui a única a permanecer ao lado do seu sepulcro, estava de joelhos no chão aspero e úmido dele. Não permiti que ninguém se aproximasse, apesar de estar quase gritando de tantas formas. Eu não queria o deixar tão cedo, e queria que seu corpo não estivesse mais ali, apenas para não ter que lembrá-lo.

Em certo momento eu deixei de sentir a água escorrer por meu corpo, porém ainda não havia parado de chover, era Hayes segurando um guarda chuva sobre mim.

— Você vai precisar ir alguma hora — segurei um soluço na garganta.

— Essa hora não precisa ser agora — disse com a voz embargada.

Ele abaixou à minha frente e me forçou a levantar, meus joelhos doíam como se tivessem sido constantemente agredidos por horas. Hayes levantou meu rosto com a ponta dos dedos e quando o seu se aproximou perigosamente, ele me abraçou. Foi o momento onde eu finalmente desabei, agarrei sua jaqueta com força e simplesmente quis deixar que tudo caísse. Ele porém, me agarrou forte e impediu que isso acontecesse, ele não disse nada, parecia entender que nenhuma palavra me serviria de consolo agora.

— Que tal um café quente? — ele acariciou meus cabelos molhados, do mesmo modo que havia feito na beira da piscina, e isso despertou certa paz em mim.

Ele havia vindo com o carro de Chad, ele foi o único a permanecer ali para esperar que eu ficasse acessível o suficiente para conversar. Assim que entrei no banco do passageiro ele pegou uma bolsa no porta luvas, nelas haviam roupas secas; uma calça jeans, um casaco grosso de lã branca e uma bota. Ele fechou a porta do carro e se encostou sobre ele, me troquei rapidamente e bati no vidro. Ele se abaixou sobre o vidro e deu um sorriso meigo pra mim, apertando meu queixo em seguida. Ele me levou à um cafezinho de esquina, quente e silencioso, após fazermos nossos pedidos e nos sentarmos numa mesa, ele colocou um papel e caneta sobre a mesa.

— O que significa isso? — minha voz saiu vergonhosamente afogada.

— Eu ainda não me esqueci do nosso trabalho — ele sorriu, orgulhoso de si. — Então, podemos começar?

— Claro — sorri de soslaio.

— Então a primeira pergunta é — ele bateu a caneta sobre o papel. — Qual a sua idade?

— Dezesseis anos e dez meses — isso me fez rir, embora dolorosamente. — E você?

— Vamos deixar suas perguntas por último — ele anotou no papel, o dado. — Quantos anos seus pais tinham quando te ganharam? — ele cruzou os braços sobre a mesa.

— Bryana tinha provavelmente vinte e um, e Evan vinte e cinco anos — dei um riso curto para tentar afastar a dor de dizer seu nome.

— Estes cabelos negros são de qual dos dois? — ele enrolou uma de minhas mechas molhadas na ponta dos dedos.

— Talvez de ambos, os dois tem cabelos negros — sorri enquanto obsrrvava seus dedos brincarem com meu cabelo. — Suspeito que seja do papai, pois Bryana tem um cabelo cacheado natural!

— Estatura? — ele volta ao papel. 

— Evan, com certeza!

— Já reparou como Bryana está sempre de saltos porém continua menor que nós todos? — ele riu, nossos cafés chegaram no mesmo instante. — Nacionalidade?

— Bryana veio da Colômbia até o Canadá, onde ela conheceu o papai, e me ganhou — ele abriu a boca. — Mas por favor, não conte pra ninguém!

— Vamos continuar lhe chamando de latina pelo resto da sua vida de qualquer forma — minha vez de rir. — Olhos?

— Bryana — assim que ele perguntou seu olhar se fixou no meu e ele permaneceu ali por alguns minutos. — Hayes?

— Castanhos escuros, certo? — ele se atrapalhou ao anotar o fato no papel. — Lábios?

A mesma situação se repetiu e eu comecei a ficar incomodada com isso, eu não queria admitir mas sim, isto estava realmente acontecendo.

— Bem, alguma característica de personalidade? — ele diz por fim.

— Você é quem vai me dizer — cruzei os dedos sob o queixo.

— Você é bem mandona como Bryana, às vezes sensível também, e sabe cozinhar como ela — rimos juntos. — Como Evan era?

Eu sabia que ele não havia perguntado por mal, porém algo se afogou dentro de mim ao lembrar quão belo ser ele era.

— Muito carinhoso, hilário,  e extremamente protetor — disse com uma pitada de orgulho na voz.

— Você também tem estas características — ele apontou a caneta na ponta do meu nariz. — Menos a parte do "hilário", isso depende muito do que essa palavra significa pra você!

— Cale a boca — disse por fim.

— Você está voltando do submundo — ele disse completamente alegre.

— E vou te mandar pra lá se não terminar de fazer sua parte em mais um minuto — cruzei os braços e apontei para o papel.

— Tudo bem — ele coçou as têmporas e riu. — Você tem o mesmo feitio de Bryana contanto a namorados?

— O que isso tem a ver com o trabalho, e o que quer dizer com "feitio de Bryana contanto a namorados"? — perguntei sem paciência.

— Você sabe — ele desviou o olhar ao ver o quão enfurecida eu estava. — Uma queda por homens destinados a queda?

Nesse mesmo momento eu tomei o papel de sua mão, e comecei a anotar as perguntas, exibia tanta força na escrita que o papel se rasgou.

— Idade? — perguntei sem tirar os olhos do papel.

— Dezessete... E duas semanas — ele parecia amedrontado.

— Quando seus pais o tiveram? — tentei respirar fundo e tirar toda aquela pressão da garganta.

— Liza tinha vinte e três e Chad por volta de vinte e sete — o nome da mãe dele era esse.

— Sua mãe se chama Liza? — levantei o olhar, mais curiosa que furiosa.

— Elizabeth — ele deu um sorriso de lado, se lembrando dela, provavelmente.

— Eles se separam a quanto tempo? — eu já não me importava.

— Um ano e meio — ele parecia ir lentamente se afundando no banco. — Meus olhos e estatura são de Chad, e meus cabelos e orelhas da minha mãe — tentou desviar o assunto.

— Você parece ser bem mandão também, Chad é um dos encarregados da imobiliária, deve ser de família — ri, eu queria que ele ouvisse o que tinha a dizer. — Noto o quanto você também é protetor... E sobre aquela sua amiga? — soltei um riso fraco e apoiei o rosto nos punhos. — O que houve? Você não pode a proteger?

— Isso não tem a ver com o assunto — ele resmungou de cabeça baixa.

— Claro que tem. Você é tão durão, que uma amiguinha sua pode o fazer cair simplesmente ao ser lembrada — disse com o veneno escorrendo dos meus lábios.

— Não fale dela assim! — havia fúria no seu rosto.

— O que pode fazer a respeito? Ela o deixou, e você continua a suprir sentimentos por uma lembrança — ergui o queixo.

— Você vai comigo ou vai desfilando pela chuva? — ele se levantou, retirando sua jaqueta do banco, deixando o dinheiro na mesa e indo até o carro.

Eu amassei o papel com toda a minha força, e sai batendo pé em meio a chuva. Já não me importava com os sentimentos dele de qualquer jeito. Ele vinha me conquistando a cada dia com suas caronas, jogos, piadas e tudo mais. Contudo, isso era tudo uma fachada de seus pensamentos sobre mim. Eu sabia exatamente onde iria, cruzei esquinas e becos sem sentir sequer um calafrio, a chuva estava gelada, porém eu me sentia mais fria ainda. Adentrei o bar e sem mais delongas, aquela cozinha, cheia de vinhos nos quais eu poderia me afogar. Que Cameron descontasse do meu salário, mas dali eu beberia o máximo possível. Eu já deveria ter tomado no mínimo sete taças de vinho com whisky, de uma só vez quando Cameron adentrou a cozinha, ele puxou a taça da minha boca. Comecei a tossir desesperadamente, minha garganta parecia estar sendo dilacerada pelo álcool.

— Nathalia, o que está fazendo? — eu caí sobre seus braços.

Me agarrei aos seus ombros e exasperadamente eu perguntei com a garganta dolorida:

— Você já perdeu alguém que amou?
 


Notas Finais


Pessoal me ajudem a chegar nos duzentos favoritos até o próximo capítulo, espero realmente que tenha mais de quize comentários, pois eu ficava tão desanimada ao ver que a casa dia que se passava não havia nenhum comentário novo, eu já não tinha mais tanta vontade de escrever já que vocês não tinham pra ler. Não me decepcionem e não as decepcionarei!


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