História Suburbia (Imagine Jungkook - BTS) - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Abo, Bangtan Boys, Bts, Hoseok, Imagine, Jeon Jungkook, Jhope, Jimin, Jin, Jungkook, Leminski, Lobos, Namjoon, Rap Monster, Sobrenatural, Suga, Taehyung, Yoongi
Exibições 346
Palavras 3.938
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Sugiro que vocês estejam bem preparadas para os próximos capítulos. A partir desse capítulo, todas as coisas vão começar a se esclarecer...E o pior está vindo à tona. Durante seis capítulos, eu enrolei e enchi vocês de teorias, espero que agora vocês estejam prontas para saber toda a verdade. O próximo capítulo vai se chamar A Lua Sangrenta, como poucos devem conhecer, creio eu, que é quando ocorre o eclipse lunar total. Nessa época em Suburbia, é quando os lobos ficam mais agressivos; fora de si.

Bem vindos(as) ao Suburbio.

Capítulo 5 - V - Sacrifícios



V - SACRIFÍCIOS 

Todos os oito lobos corriam rapidamente pela floresta. Estava escurecendo, porém ainda tinha um resto de claridade, onde os grandes pinheiros ocultavam da vista dos lobos. O cheiro de mato molhado e o som dos pássaros indo para seus respectivos ninhos eram tudo o que os lobos presencivam. Jungkook corria mais para frente, enquanto os outros lobos corriam bem mais atrás, porém sem perder ele de seus campos de visão. O coração de Jungkook batia rápido, e não era por ele estar correndo muito rápido, e sim por sua cabeça estar inundada de perguntas confusas e problemas que poderiam surgir daqui pra frente. E todas elas envolviam _____________. 

Um rugido do Mestre Monjo o alertou para parar, porém Jungkook continuou correndo. Ele estava ouvindo o rugido dos lobos o chamando, mas ele não queria parar agora. Ele só queria a maldita resposta que tanto procura, e que a Alcateia do Norte suma da face da Terra.

Os lobos, parados observando Jungkook correr, se entre olharam. Não havia outra opção a não ser cercá-lo. Mestre Monjo e Jimin correram para tentar cerca-lo de frente, enquanto Hoseok e Yoongi corriam pela direita, Taehyung e Namjoon ia para a esquerda; apenas Jin ia cerca-lo de trás. Os sete conseguiram, com muito esforço, alcançar Jungkook, que o fez parar assustado quando Mestre Monjo apareceu em sua frente. Jungkook tentou virar para escapar, porém os meninos chegaram a tempo para impedi-lo. Era um círculo, onde Jungkook estava no meio. Então abriu sua boca, mostrando seus caninos afiados e rugiu alto, como uma forma de protesto. Os outros não responderam, apenas ficaram no lugar.

Mestre Monjo se transformou em forma humana, e fez com que todos os meninos se transformasse também. Nada diferente, como de costume, todos sem camisa e com um shorts preto ou verde escuro.

— Você precisa de limites, Jungkook! — Mestre Monjo gritou, irritado.

Jungkook, ainda em forma de animal, abaixou a cabeça e a balançou.  

— Não é com essa raiva toda que vamos conseguir achar e acabar com a Alcateia do Norte. — Jin diz atrás dele. Jungkook novamente não responde.

— Se você quer que ____________ se transforme em uma de nós, precisa pelo menos se mostrar um exemplo. — Todos olharam para Jimin, como se o que ele disse foi como cutucar uma onça com vara curta. E na verdade, realmente foi.

Jungkook levantou a cabeça e correu até Jimin, chegando perto dele, se transformou em forma humana e com as duas mãos, o empurrou em seu peitoral. Jimin se moveu e deu alguns passos para trás, fazendo careta com o impacto.

— Ela não vai se transformar em uma de nós. — Jungkook diz cerrando os dentes. — Vocês não percebem que eu estou ao máximo evitando isso? A segurança dela é o que importa. 

— O que importa agora é impedir que a Alcateia do Norte dê mais um passo contra nós. — Jimin eleva a voz e Jungkook fecha o punho. — E se ela se tornar uma de nós vai ser até melhor, é mais uma para nos ajudar a combater...

— Cale essa boca. — Jungkook interrompeu. — Ela não vai conseguir, ela vai se ferir gravemente e a culpa vai ser toda sua, idiota.

— Você está duvidando da capacidade de sua própria namorada? Pensei que o papel de um namorado é apoia-la, não a rebaixar na frente de seus amigos. — Jimin cospe as palavras no rosto de Jungkook, que estava com o peito subindo e descendo, furioso.

— Isso não vem ao caso, você sabe que não. Já lutamos inumeras vezes com a Alcateia do Norte, não vê que eles são perigosos demais para ela? 

— Mas nós também somos! — Jimin diz balançando a cabeça afirmando. Sua expressão não estava mais de raiva, e sim, querendo que ele acredite que são fortes assim como a Alcateia rival. — E nós estamos falando de uma pessoa que nem mesmo está aqui, por que não deixamos ela decidir?

— Não, não cara. — Jungkook recuou dando alguns passos para trás. — Eu não vou deixar que isso aconteça. Eu não vou perde-la, — Jungkook mordeu o lábio inferior e abaixou a cabeça.

— Você está sendo muito possessivo, aposto que ela não gostaria de namorados assim. — Jimin provoca. — Não se esqueça, eu conheço ela tanto quando você. Somos amigos desde infância, lembra? Eu sei muito mais sobre ela do que pensa, Jungkook.

Jungkook não pensou duas vezes em partir para cima de Jimin. Os meninos que observavam em volta, entraram em estado de alerta e conseguiram impedir que os dois fizessem um estrago um no outro. Jungkook e Jimin já estavam com suas garras para fora e os caninos prontos, mas os meninos os seguraram e Mestre Monjo entrou no meio.

— Vocês sabem que eu não tolero brigas. — Disse rígido enquanto Jungkook e Jimin se recuperavam. — Então por isso, os dois irão ficar suspensos da caça de hoje.

— Mestre Monjo...— Começou Jungkook desesperado. — Eu tenho que ir também e....

— Eu também quero ir. — Jimin interrompe. Os dois já estavam soltos dos braços dos meninos e agora, estavam na frente de Mestre Monjo, implorando pelo seu perdão.

— Pensasse antes de causar confusão, os dois, voltem para as cabanas. Não precisamos de vocês hoje. — Mestre Monjo da as costas, enquanto os meninos iam atrás dele, dando para Jimin e Jungkook olhares confusos. Todos sabiam que eles eram amigos desde infância, e era estranho ver os dois quase lutarem. Jin suspirou e incentivou os meninos a andarem mais rápido.

Jungkook olhou de soslaio para Jimin que ainda encarava Mestre Monjo se distanciar. Então como uma criança, apertou os passos e marchou de volta para as cabanas. Jungkook conseguiu escutar os passos de Jimin indo atrás do mesmo, mas não ousou parar e continuar a briga que ele queria que terminasse. Não era difícil saber que Jungkook era ciumento, principalmente quando Jimin bem sabia que ele gostava de  _______________ há muito tempo. E só agora, depois que ela finalmente se tocou e terminou com o namorado dela, pôde se declarar - mesmo que fosse da maneira mais inusitada e estranha possível - e tivesse a sorte que, apesar de tudo, _______________ sempre sentiu um carinho especial por Jungkook. E só por ele.

— Eu não falei por mal. — Jimin começou, falando alto para que Jungkook escutasse. — Eu só...da pra gente parar rapidinho? — Perguntou ofegante e Jungkook o ignorou totalmente, continuando a andar.

Jimin correu mais um pouco e deu um pulo, ficando na frente de Jungkook e o fazendo parar. Jungkook tentou desviar mas Jimin pousou sua mão em seu ombro, mas rapidamente Jungkook a tirou e deu alguns passos para trás.

— Não encosta em mim. — Disse, cansado.

Então se sentou em um tronco de árvore caído no chão. Apoiou seus braços nos  joelhos e abaixou a cabeça, recuperando o ar e tentando ignorar a presença do loiro que sentou ao seu lado também. Jungkook mesmo olhando para baixo, sentia que Jimin o encarava agora. Jimin suspirou e olhou para frente.

— Me desculpa cara. — Balançou a cabeça negativamente. — Eu sei que fui longe demais, e eu devia ter te contado....

— Que gostava da _______________ também? — Jungkook interrompeu. — Obrigado por me contar bem na frente de todos, aproveita e fala pra ela também. — Jimin soltou uma risada abafada e Jungkook revirou os olhos.

— Deixa eu terminar de falar. — Jimin da uma pausa e Jungkook fica em silêncio, dando a oportunidade que o loiro continuasse. — Eu gostava, mas era algo platônico. E eu sabia do seu amor por ela, por isso não me manifestei, nem pra você e muito menos pra ela. Eu sabia que isso ia dar ruim e, eu só esperei esse sentimento passar.

— E passou? Você ainda sente algo por ela? — Jungkook o olhou, com os olhos brilhando, torcendo para que nada mais fique contra ele e ela.

Jimin sorriu e colocou a mão no ombro de Jungkook.

— Não, está tudo bem agora. — Jungkook sorriu fraco e voltou a baixar a cabeça. Jimin continuou com a mão em seu ombro. — Eu não sei por que fiquei irritado. É que, ver você assim é estranho. Nunca vimos você tão preocupado com alguém, se importando tanto com alguém...

— Eu me importo com vocês também. — Jungkook o interrompe de novo, se explicando. — Mas ela...é especial.

— Eu sei. — Jimin tira as mãos do ombro do amigo e apoia seus braços no joelho também. — Mas me deixou preocupado ver você tão possesso assim. Não é uma má ideia ela se transformar em uma de nós...mas eu pensei bem agora e é melhor deixar quieto isso, por enquanto. A Alcateia do Norte pode mesmo nos prejudicar com ela na nossa Alcateia.

Jungkook suspirou e eles ficaram um pouco em silêncio, ambos pensando. Então Jungkook virou para Jimin preocupado.

— E se...A Alcateia do Norte estiver de olho nela? Nós temos que salvar nosso pai, mas eu duvido muito que eles vão deixar essa oportunidade de ferrar com a gente de lado. Pode ser uma vingança em dobro...a gente não pode deixar isso acontecer.

— Temos que mantê-la segura. — Jimin diz e Jungkook concorda. — Você só não acha que...é perigoso também a deixar sozinha? — Jimin pergunta e Jungkook o olha atento. — A Alcateia do Norte pode agir a qualquer momento.

— Tem razão. — Jungkook levanta e Jimin também. — Vamos atrás dela.

S U B U R B I A 

Abri os olhos e me remexi na cama, vendo o pequeno relógio na minha cabeceira marcar cinco horas da manhã. Suspirei e me sentei na cama; sabia que quando acordava, era difícil voltar a dormir tão facilmente. Em um pulo, me aproximei da janela e abri a cortina, vendo nevar fraco. Então, peguei minha jaqueta peluda, e calcei as botas para poder sair lá fora. Ficar muito tempo no meu próprio quarto me deixava tonta. Principalmente em relação ao sonho da morte do meu pai, que ando tendo frequentemente. Não acreditava nessas coisas de sinais, mas agora eu não podia desconfiar de nada. Parecia que tudo era possível.

Antes de sair do quarto, olhei para o filtro do sonhos que Jungkook me deu, então resolvi pega-lo e, já que ele era pequeno, levar junto comigo. Coloquei-o no bolso e segui para fora de minha casa, em silêncio para tentar não acordar meu pai. Com o filtro dos sonhos, de alguma forma, eu sentia a presença de Jungkook aqui comigo. E como estranhamente o seu cheiro se impregnou no filtro dos sonhos.

Caminhava com as mãos no bolso e olhava para o chão. O ar gelado me ajudava a pensar, e a raciocinar tudo o que estava acontecendo agora, enquanto algumas partículas de neve caía sobre minha cabeça. Por algum motivo, eu sequer parei ao ver que estava entrando na floresta novamente, já que era perto de minha casa. Eu precisava dessa caminhada, e minha perna não doía mais a ponto de não conseguir andar. Depois de andar com Jungkook pelo mesmo caminho, sabia como voltar para casa, então não me preocupei tanto.

Então parei quando vi um vulto estranho em minha mente. Era como se alguém passasse bem rápido, onde eu só podia ver a silhueta da pessoa. Olhei para trás para ver se não a encontrasse, mas parecia estar sozinha novamente. Continuei andando estranha, quando um galho de árvore sendo esmagado me fez ficar assustada, e dar alguns passos para trás.

— Jungkook? É você? — Pergunto alto. Nada de respostas. — Para de brincadeira Jungkook, isso não tem graça. — Encosto em uma árvore, e com a respiração ofegante, olho para todos os lados, esperando que Jungkook apareça.

No alto da árvore alguma coisa se mexe, e eu saio rapidamente de lá e olho para cima assustada.

— Jungkook é um nome legal, mas sou mais o meu. — Um homem sorri de canto e desce do galho da árvore, ficando no chão. Ele era bem alto, ficava mais ou menos em seu ombro, e estava bem arrumado. Seu cabelo estava intacto, mesmo com o vento não saia nenhum fio do lugar, e seu loiro escuro combinava com os seus olhos azuis, escuros também.

— Quem é você? — Perguntei e dava passos para trás, à medida que ele ia se aproximando mais de mim.

— Klaus, muito prazer. — Ele estende sua mão e se curva. Fiquei um tempo olhando sua mão estendida, hesitante em pegá-la. — Ora. eu sou tão assustador assim? — Ele volta a ficar com o corpo erguido e cruzei os braços.

— Depende. — Digo insegura. — Não me convenceu, quem você é? 

Klaus colocou as mãos no bolso, e olhou para cima, pensando. Eu estava entre sair correndo e ficar aqui para saber mais do cara que me assustou. Mas antes que pudesse tomar alguma providência, ele voltou a se pronunciar.

— Por que não me agradece antes? — Ele pergunta e volta a sorrir, de uma forma que era impossível não ficar intimidada.

— Pelo o quê? — Perguntei confusa.

— Eu te salvei daquele cara no colégio, não mereço um 'Obrigado Klaus, você salvou minha vida'? — ele fez gestos com as mãos e eu ergui as sobrancelhas.

— Era você? — Minha voz saiu falha e ele da mais alguns passos para perto de mim, mas dessa vez não recuei. — Por que fez isso? 

— Eu estava passando por aí...então eu senti o cheiro de alguém desesperado e tinha que ver o que estava acontecendo. — Klaus diz como se fosse a coisa mais normal do mundo. Apertei os braços cruzados contra mim mesma. Ele estava mentindo.

Klaus tenta se aproximar mais, porém coloco a mão em seu peito.

— Não se aproxima, eu sei quem você é. — Apesar de impedi-lo, minhas mãos ainda estavam trêmulas.

— Claro, acabei de me apresentar. — Ele sorriu irônico e revirei os olhos, o desviando depois e caminhando mais para longe.  — Onde você vai? Ainda não me agradeceu. 

Klaus voltou a colocar as mãos no bolso e dessa vez me observou de longe. 

— Ainda tem que me recompensar. — Klaus diz em um sussurro, mas sabia que eu era capaz de ouvir. 

Ele era um deles, e eu sabia pois lembrava dos olhos azuis. Mas as coisas estavam começando a ficar confusas demais. Por que ele me salvou? Pensei que o objetivo deles eram acabar com a Alcateia do Sul, e principalmente....me usando como alvo. Foi então que tudo começou a fazer sentido para mim. Recompensar, ele me queria fazer de refém para Jungkook ir atrás de mim. Estávamos apenas eu e ele no meio da floresta, como não pude perceber antes? Então saí correndo, o dei as costas e corri o mais rápido que pude para qualquer lugar da floresta. Esse caminho não me levaria de volta para casa, mas aonde ele estava, era onde eu deveria ir para voltar a cidade. Coloquei o capuz e apressei meus passos, desviando de vários galhos no chão e árvores no caminho. 

No primeiro momento, não conseguia saber se ele estava me seguindo, porém ao tentar olhar para trás e verificar, acabei tropeçando em um galho no chão e caí com tudo no chão. Não me machucou, e eu nem fiz tanta questão assim pois meu coração ainda estava acelerado de medo. E então eu o vi, novamente em cima da árvore, só que dessa vez em forma animal. Os olhos azuis me encaravam, então eu lembrei das palavras de Jungkook na noite anterior. Lobos de olhos azuis eram assassinos.

Me levantei com dificuldade e voltei a correr, ouvindo um rugido atrás de mim e escuto ele se mover atrás de mim. Mordi o lábio tentando não gritar, e as lágrimas já surgiram em meus olhos, embaçando a minha vista. A minha visão da floresta começou a ficar mais clara, como se fosse uma luz no fim do túnel. Até que a claridade cega os meus olhos e eu os fecho, logo depois sentindo outro peso em meus pés, me fazendo cair novamente pra frente. Mas não em um solo firme. Rapidamente, meu corpo foi rolando pela possível escada de terra. Protegi meu rosto com as mãos, enquanto sentia as dores em minha barriga e perna. Até que eu parei de rolar e fiquei deitada no chão. Alguma coisa ardia em minha perna, então ousei olhar. Várias farpas estavam grudadas em minhas pernas e eu olhei pra cima, vendo que caí de um barranco. Mas ele não estava mais lá, pelo menos o que dava para ver. Levantei com cuidado, e comecei a mancar mais para frente, pra ver se eu me localizava. Olhei novamente para trás, e o lobo realmente não estava mais atrás de mim.

Então olhei novamente para frente, vendo a neve preencher todo o solo e os tetos das pequenas casas. Ninguém estava nos caminhos, todos pareciam estar dentro de casa. Manquei mais para frente até poder reconhecer o local. Então parei, e comecei a lembrar de toda aquela cena novamente.

Poucas famílias moravam no pequeno vilarejo, não chegava a ser cem pessoas. E eles viviam meses naquele lugar escondido na floresta, escondidos, porém sabendo que os lobos haviam se mudado para a cidade; se alimentando das pessoas. Mas sabiam, que nem todos tinham deixado a floresta. Uma vez por mês, o vilarejo era atacado por pelo menos três lobos

Minha respiração voltou a ficar descompassada ao ver que o local era exatamente igual ao vilarejo dos meus sonhos, onde meu pai era assassinado. Meu coração pareceu que ficou encolhido, então deixei que meu corpo voltasse a cair no chão. De joelhos, observava cada detalhe do vilarejo e não tinha mais duvidas que era igual ao sonho que tenho tido frequentemente. Uma lágrima saiu e escorreu em meu rosto. Eu estava com medo.

Coloquei as mãos dentro do bolso, a procura do filtro dos sonhos, então eu o peguei; ele ainda estava intacto. O abracei e voltei a chorar. Eu estava com medo, perdida e sem saber o que fazer.

— __________________? — Uma voz conhecida me chama, e eu olho para frente, vendo Jungkook parado à alguns metros de mim. 

Me levantei e corri ainda mancando um pouco, ao encontro dos seus braços. Jungkook me abraça forte e eu deixo que mais algumas lágrimas escorram, manchando sua jaqueta. Jungkook passa as mãos pelos meus cabelos, ainda em silêncio, apenas deixando com que eu continuasse a chorar.

Me afastei de seu abraço, e ele limpa uma lágrima que estava em minha bochecha.

— C-como você chegou aqui tão rápido? — Perguntei ainda chorosa.

— Estava a caminho de sua casa com Jimin, mas chegamos lá e você não estava. Então eu senti que você estava em perigo....— Jungkook olhou agora para o filtro dos sonhos em minha mão.

— Foi por causa disso? — Pergunto o mostrando mais de perto o filtro. Ele concorda e eu volto a falar. — Então não é só o instinto do lobo? Você também sabe quando eu estou em perigo por causa do filtro? 

— Eu precisava saber como você estava de qualquer jeito. — Jungkook fala baixinho, colocando uma mecha de cabelo meu atrás da orelha.

Jungkook pousou o braço em volta do meu pescoço e me fez ficar mais próxima dele. Começou a andar e me ajudou a andar também. Eu não sabia se tinha torcido, mas parecia não ser tão grave assim. Jungkook para e tira seu casaco, logo depois colocando em volta do meu ombro. Depois voltou a me abraçar por causa do frio e me guiou até um estabelecimento que parecia ser um bar. Havia várias motos estacionadas em frente, e de longe, dava para ver as luzes amarelas brilhantes.

Jungkook com uma mão abriu a porta do bar e podíamos agora ouvir a festa que estava lá dentro. Apesar de terem luzes fortes, tinham partes do bar que era quase escuro, se não fosse pelas velas nas mesas. O bar era repleto de homens tatuados, barbudos e alguns homens gordos com camisas cheias de óleo. Eu e Jungkook desviamos de algumas mulheres que desfilavam entre as mesas e Jungkook vasculha o local, procurando alguém. Então foi até o balcão, me deixando alguns passos para trás esperando. Ele falava alguma coisa com o homem do bar.

— Parece com medo, gatinha. — Um dos homens me desperta. Engoli seco e ele tira o palito de dente da boca. — Não precisa ficar assim, aqui todos nós somos gentis. — Ele fala sarcasticamente e solta uma risada feia.

— Mas eu não. — Jungkook o interrompe, mostrando a ele a sua feição séria. Depois pegou em meu braço. — Com licença. — Falou com desprezo, me puxando para sair perto daquele cara.

Começamos a subir uma escada. Jungkook ia na frente, e eu o seguia atrás, confusa por não saber aonde estávamos indo. O final era um corredor escuro, e havia várias portas. Jungkook abriu uma delas, logo me dando passagem para entrar então o obedeço. Era um quarto, com a maioria dos móveis gastos e tudo cheirava a poeira; o que me fez tossir algumas vezes.

Jungkook fechou a porta e eu deixei o casaco dele em cima da cama. Ele puxa uma cadeira para se sentar e eu sento na cama mesmo, de frente para o mesmo. Jungkook sem pedir permissão, levantou a barra de minha calça e puxou minha perna para cima da sua, vendo o machucado que havia feito ao cair do barranco. Estava um roxo enorme em minha perna direita, e à medida que ele tocava, eu sentia arder mais, porém apenas fazia algumas caretas para não demonstrar que foi tão grave assim.

— Eu não posso te deixar sozinha, não é? — Jungkook suspirou, e eu sabia que ele estava se referindo ao machucado.

— Eu preciso de você. — Sibilei. Jungkook me olhou sem falar nada por alguns instantes, então aproveitei para continuar. — Não me deixa sozinha, por favor. Eu estou com medo.

Jungkook concordou e deixou minha perna da sua. Depois se inclinou na cadeira, fazendo com que ficassemos mais próximos.

— O que aconteceu? Por que estava chorando?

Mordi o lábio e abaixei minha cabeça. Eu sentia vergonha de falar o que aconteceu para Jungkook. Dizer que eu fui intimidada por um lobo da Alcateia do Norte, e por ser tão covarde, sai correndo e nem vi que não tinha saída e havia um grande barranco, que parecia quase uma montanha. Lembrar que eu rolei na terra, e fui ferida por galhos e algumas pedrinhas, além do impacto quando cheguei no chão...era humilhante demais para mim; sentia que perto dele eu era a pessoa mais fraca do mundo.

Mas mesmo assim, eu contei. Cada detalhe, desde quando acordei até quando o encontrei chorando. E principalmente, o quão esse vilarejo me lembra do sonho que eu tinha desde quando eu e Jungkook não namorávamos. E que por algum motivo, ele vem aparecendo frequentemente, sempre com as mesmas cenas, falas e ações. E isso me torturava, eu não aguentava mais.

— Isso não é normal, ________________. — Jungkook fala desesperado, tentando entender. — Esse sonho tem que ter algum sinal, alguma....previsão. Eu não sei. — Ele suspira.

— Você acha que meu pai vai morrer? Por...você? — Perguntei e Jungkook me olhou assustado. Depois se erguei na cadeira e passou as mãos em suas penas.

— E-eu nunca mataria s-seu pai. Eu não sou um deles, _______________. Eu não sou. — Jungkook diz esquisisto.

— Eu sei Jungkook, mas é você que aparece em meu sonho. — Tento falar o mais calma possível e ele se levanta da cadeira, passando as mãos pelos cabelos. Começou então a andar em círculos pelo pequeno quarto e resolvi me levantar também. — Jungkook, seja lá o que for, a Alcateia do Norte pode estar envolvida nisso. Eu só queria tentar entender o que meu pai tem a ver com isso.

— Eu também não sei, ________________. — Jungkook diz um pouco grosso, mas eu sabia que sempre que isso acontecia, ele estava nervoso demais. Suspirou e olhou profundamente em meus olhos, preocupado.

— O que foi? — Perguntei.

— A Alcateia do Norte está atrás de você, eles querem você.
 


Notas Finais


Espero que tenham gostado e me perdoem qualquer erro.

Sigam as minhas redes sociais:

Twitter: /jeontides
Tumblr: /princekookk
Wattpad: /taerotic
We heart it: /princekook

Até a próxima!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...