História Sucker For Pain - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Rap Monster, Sehun, Suga, Suho, Tao, V, Xiumin
Tags Chanbaek, Hunhan, Kaisoo
Exibições 32
Palavras 1.453
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção, Fluffy, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Orange, Poesias, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa Leitura

Capítulo 1 - Prólogo


Prólogo


Não importa o quão insano você é,

existe sempre alguém para completar a sua insanidade.

-Arlequina



Ele realmente não entendia o por quê daquele sentimento de culpa que o invadia, poucas horas atrás Baekhyun havia discutido com sua mãe e a mesma acabou saindo transtornada, afinal o filho machucava-se constantemente e ela não conseguia achar uma explicação para isso.


Baekhyun desde os treze anos possuía um comportamento estranho, raramente saia do quarto e quando saía era para ir a escola. Tinha poucos amigos além de ser bastante tímido, seus colegas conversavam com ele apenas pela influência e dinheiro que sua família tinha afinal os Byun eram donos de uma grande gravadora, então muitos se aproximavam dele para conseguir algo em troca.


Nessa mesma época se apaixonou por Taeyeon, a garota mais bela do colégio que estudava, ela era quase três anos mais velha que ele mas isso não o impedia de nutrir seu amor pela moça, após muitas tentativas conseguiu namorar ela, todos podiam admitir, eram um casal muito bonito mas o que estragava a relação era a possessividade quase doentia de Baekhyun, o menino tinha medo de ser abandonado e por isso vivia grudado em TaeYeon.


Após alguns meses de namoro TaeYeon fez um teste para a S.M. Entertainment, empresa de seus pais e ao ser recusada foi procurar o namorado e como o mesmo não podia fazer nada terminou com ele logo em seguida o chamando de inútil.


Inútil…


Essa palavra vivia no vocabulário de Baekhyun, ele se sentía um inválido, fraco afinal não tinha nada de bom para oferecer para ninguém e como forma de se punir por sua fraqueza se machucava fisicamente. No começo apenas se arranhava com as próprias unhas durante suas crises de choro, mas aos poucos seus problemas foram se agravando passando a cortar suas coxas e pulsos com lâminas, não tinha como evitar e também sabia que não tentaria suicídio, era totalmente contra isso pois não iria demonstrar tamanha fraqueza.


Conforme os anos passavam ele percebia o quanto sua vida não tinha sentido, sua mente dizia que ele era fraco e em seu corpo haviam marcas que podiam provar isso. Estava cansado de viver sendo a sombra dos outros, mas independente do que fazia sempre se sentia mal por achar que era errado, sua felicidade era errada.


Aos vinte e três anos chegou ao seu limite, seus pais colocavam muita pressão sobre ele, a sociedade era homofóbica e não aceitava sua opção sexual, não possuía amigos e por agir por impulso não pensou muito antes de enfiar um canivete nas veias de seus pulsos.


Baekhyun pensava que ao se matar deixaria de ser um estorvo para sua família, seu irmão mais velho perfeito se casaria e após alguns anos seria o mais novo CEO da SM Entertainment, tudo estaria perfeito. Ele só não contava que acordaria num quarto de hospital algumas horas após o ato.


O menino abriu os olhos confuso, piscou algumas vezes para se acostumar com a claridade, se sentia fraco e não tinha muito movimento nas mãos. Olhou ao redor e notou que o local onde estava era bem acolhedor mas se sentiu desconfortável ao notar que havia uma espécie de cinto o prendendo na cama, viu algumas faixas em volta dos pulsos e forçou a memória para descobrir o que havia ocorrido.


Baekhyun estava desesperado, chorava como uma criança que havia perdido a mãe no mercado. Acabara de receber a notícia que Kang Mo-Yeon, sua mãe, sofrera um acidente de carro. Era tudo sua culpa.

Uma voz dizia em sua cabeça que ele devia se punir, ele era um garoto mau. Baek colocou as duas mãos em seu cabelo e puxou desesperadamente caindo no chão em seguida e deitando em posição fetal, soluçava e dava socos em si mesmo e se arranhava, as lágrimas já não caiam mais, apenas se abraçava encolhido com suas unhas cravadas firmemente em seus braços. Ele precisava fazer alguma coisa, respirou fundo se sentando no chão e passando sua mão esquerda no rosto para retirar os últimos vestígios de lágrimas quem podiam se encontrar ali, levantou calmamente e andou até a cozinha vendo um canivete sobre o balcão.

Voltou a respirar pesadamente enquanto brincava com o objeto girando-o em sua mão, estava hipnotizado, fechou os olhos e deu um singelo beijo naquilo que faria o favor de tirar sua vida então apertou um pequeno botão que fez a lâmina aparecer, passou ela em seu dedo vendo um pequeno filete de sangue sair dali e enfiou o dedo na boca sugando o líquido. Olhou para o seu pulso direito inclinando um pouco a mão para trás tendo uma boa visão de suas veias, respirou fundo novamente posicionando a lâmina no local e em seguida fechando os olhos, deslizou lentamente o objeto sentindo a ardência no local abriu os olhos para ver melhor a cena.  O sangue vazava rapidamente pelo ferimento, era tão bonito ver aquilo, o líquido escarlate contrastava tão bem com sua pele clara.  Não tinha forças para fazer no outro braço, foi ficando tonto e se entregou ao abraço da morte.


Ele estava zonzo mas podia descrever claramente o quarto onde estava, a maca estava levemente reclinada, os lençóis eram brancos, as cortinas e paredes também, em sua frente estava uma televisão de certa de trinta e duas polegadas desligada, no quarto haviam duas portas, uma ao lado na janela e a outra estava do lado oposto, seu irmão se encontrava sentado em uma poltrona, lia um livro, mais um dos romances jovens que seu irmão era apaixonado, “Fallenera o título do mesmo. Olhou confuso para seu irmão até que o mesmo percebeu que Baekhyun estava acordado.


— Baekkie! Que bom que acordou! Estava tão preocupado — BaekBeon disse correndo para abraçar o mais novo. — Nunca mais faça algo parecido, ok?


Baekhyun apenas assentiu bastante atordoado.


— Eu vou chamar uma enfermeira para dizer que acordou — O mais velho disse já se preparando para sair do quarto, mas ao tocar a maçaneta lembrou do que o médico lhe disse.


— Não deixe que ele fique sozinho.”


Andou para perto da maca e apertou um botão, em alguns minutos a enfermeira entrou no quarto sorrindo com uma bandeja nas mãos.


— Que bom que acordou Senhor Byun, daqui a pouco trago sua comida, agora vou medir sua pressão, tudo bem? — a mulher disse pegando um aparelho estranho é colocando no braço do menino.

— 120 por 80, está ótima, vou chamar o Doutor SeokJin para avaliá-lo — e saiu do quarto.


— Baekkie eu preciso falar uma coisa séria com você — BaekBeon começou a falar olhando o mais novo nos olhos. — A mãe está bem se é isso que te preocupa, ela e o papai tomaram uma decisão séria, querem internar você, eu tentei faze-los mudar de opinião mas disseram que isso é o melhor para você, o Doutor JoonMyun  disse que você tem um tipo de transtorno que eu não entendi direito. — continuou mordendo o dedo indicador.


A porta foi aberta e dela passaram dois homens muito bonitos os dois vestindo jalecos, um alto e loiro cujo crachá estava escrito Kim SeokJin e o outro era bem menor e no crachá o nome Kim JoonMyun se encontrava.


— Poderia nos dar licença senhor Byun? — SeokJin disse para BaekBeon, que saiu da sala quase que imediatamente. — Byun Baekhyun, sou SeokJin e esse é JoonMyun, somos os médicos e cuidamos do seu caso, se importa se conversamos um pouco com você?


Baekhyun apenas balançou a cabeça dizendo que podia continuar.


— Bom Senhor Byun, o senhor foi encontrado em casa em estado crítico, quase não conseguimos salvá-lo, foi uma grande sorte sua, eu e JoonMyun com auxílio de sua família acabamos fechando um diagnóstico que o senhor sofre de Síndrome de Personalidade Limítrofe, sabe o que é? — SeokJin perguntou e Baekhyun negou com a cabeça — o Doutor JoonMyun pode te explicar melhor então.


—  Baekkie tal síndrome é uma doença que causa desordem emocional fazendo você ter alterações no humor, sabe aquele medo que o senhor sempre teve de ser abandonado? Também era causado por esse probleminha. Eu conversei com seus pais e eles acharam melhor interná-lo em minha clínica até que se recupere totalmente. — O mais novo pode ouvir a voz calma do outro falando, estava mais confuso ainda, ele tinha uma doença, não era normal, era apenas uma aberração e ainda seria internado como um louco. — O senhor irá para lá amanhã, não se preocupe sua família poderá visitá-lo sempre.


Após os médicos saírem ele chorou até cair no sono. No outro dia colocaram uma camisa branca de mangas longas nele e prenderam em suas costas, os enfermeiros disseram que era para sua segurança, entrou na ambulância e partiu para a clínica onde viveria pelo resto de sua vida.






Notas Finais




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