História Suddenly - Capítulo 13


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Passando com pressa

Capítulo 13 - Sweet Daughter


                *Benjamin Campbell’s POV*

Rose vem com os amigos dela de novo no ginásio, e eu ainda estou conversando com Veronica.

Ela é uma mulher doce, com quem a conversa acontece, e nada parece entediar ela, nem mesmo a mim.

Diferente da Debra, não que eu me entediasse com ela, isso nunca, mas estar com ela era um desafio. Debra sempre gostou do desafio, mas tentar alcançar ela era o mais difícil. Gostava de estar com ela, porque tudo era diferente, nada era entediante, e sempre estava disposto a fazer tudo pela mulher de minha vida, mas deu para ver que tudo não passou de um grande fracasso.

— Ano que vem eu venho de Bella – Lisa diz para minha filha.

— Eu venho de sol, aí é só jogar purpurina em você.

Lisa faz uma carranca para a Little Rose, enquanto os outros dois garotos riem dela, de algum assunto que desconfio, mas não tenho certeza.

— Benjamin?

Olho para Veronica, que pela cara estava falando algo, e me perdi olhando para minha filha, que vem tranquilamente em minha direção sorridente com os amigos.

— Sim? Desculpa. Me distraí.

Ela olha na mesma direção onde olhava, e dá um sorriso amplo, enquanto dá um aceno com a mão:

— Sua filha é um doce de pessoa.

Eu olho para a minha menininha que agora está há poucos passos, e abre os braços para mim, enquanto concordo mentalmente que sim, ela é a pessoa mais doce desse mundo, e não poderia ter filha melhor.

Sei que parece clichê de todo pai.

Mas é a verdade.

Desde pequena, eu fui apaixonada por essa menina, sempre ao meu lado, tentando ajudar com as minhas lições da faculdade – tá certo que às vezes eu pirava, mas não conseguia brigar com a criaturinha de três anos que tentava me imitar alinhando as folhas em total desordem – e também me ajudando com as provas que tinha que corrigir também da faculdade, já que trabalhava como assistente, só para poder ter um pouco mais de dinheiro.

Meus pais me ajudaram muito com o que puderam, pagando os materiais da faculdade, e também comprando um carro, e agradeço todo dia por eles terem feito tudo isso por mim, porque se não os tivesse, eu não sei do que seria de mim. Ou pior, o que seria da minha filha.

— Tudo bem? – pergunto a minha menina que apoiou o queixo em meu ombro, mas não porque ela parecesse mal de verdade.

— Estou sim.

Eu sempre quero saber se ela está bem, se precisa de alguma coisa, ou se está escondendo algo, mas especialmente agora, ela está incrivelmente feliz.

Feliz da maneira que gosto de ver, da maneira que ela costuma ficar, seja em um dia de viagem, ou dia normal, mesmo tendo aulas.

 Rose tem uma força tão grande, que me pergunto se ela é a mesma menininha de sete anos que ficou todos os dias perguntando quando a mãe voltaria, e quando dizia que ainda não era o dia, ela chorava. Um choro que até hoje ecoa em minha mente.

Naquela época eu simplesmente não tinha coragem de dizer que a mãe nunca mais voltaria, mesmo eu tendo a esperança que ela voltasse por aquela porta e dissesse que cometeu o pior erro de sua vida, e que voltaria a morar com a gente.

— Papai, você também precisa daquelas aulas de dança!

— Aulas de dança? Pra que?

— O seu pai tem cara de ter pés de valsa, como dizem – Veronica diz rindo de leve.

— Pés de valsa. Só se for valsa de brócolis – Rose responde rindo, não só de mim, mas dela mesma.

— Sério tio Ben, a Rose saiu dançando até que bem de lá – Lisa se interpõe, e eu não seguro a risada fraca que escapa de minha garganta.

— Então fizeram milagre?

— Fizeram – Rose responde absoluta, e com a cara séria, a mesma que a Debra.

— Veronica, vou lá com a Rose.

Ela assente ainda sorrindo, e vou com a Rose para essa aula de dança que as crianças diziam com tanta energia.

— Mentira, professor Campbell? – Mark Walker, o aluno do último ano, e que está vestido como aquele diretor do filme preferido da minha filha.

— Barba legal.

Ele alisa a barba branca postiça e joga para trás, o jeito dele de ser engraçado.

— E o senhor é o que?

— Professor de ciências em decomposição.

— Complexo.

Rose ri, e percebo que os amigos dela já não estão aqui. Talvez tenham ido a outra sala, me deixando sozinha com minha filha.

— Soube que foi a sua filha que fez essa maquiagem.

— Foi. Ficou boa né?

Little Rose se mexe incomodada, e sei que ela está levemente corada. Eu ainda não sei como ela pode ter os dois extremos, da tímida a extrovertida.

— Fico muito maneira. E aí, quer uma aula de dança? A sua filha já sabe valsar.

— Na verdade foi ela que me obrigou.

— Calúnia – Rose se pronuncia indignada, mas rindo. – Meu pai veio por vontade própria. Eu apenas sugeri.

Olho para Rose que está ocupada revirando o lugar com os olhos, e agarrando mais o meu braço de vez em quando, mas não me importo, ela sempre teve esse lado em que não faço ideia do que ela está pensando. O mesmo lado da mãe. Às vezes me pergunto se é esse o motivo de amar tanto a minha filha, mesmo sabendo que uma coisa não tem nada a ver com a outra.

Walker começa a explicar para mim e para mais três duplas que também estão na sala, e ensina como valsar, uma coisa que tentei com a Debra no colégio, mas não deu muito certo. Essa noite tudo me lembra Debra, e sei o motivo, mas não sei se a minha filha sabe, então sempre tento mascarar o que estou sentindo de verdade.

Depois de 30 minutos de valsa – e eu ter quase certeza que fracassei nessa aula – os alunos-professores começam a ensinar um passo de balada para gente, e essa parte foi bem divertida, levando em conta que o Traves, o que está vestido de múmia, acabava esbarrando no Cooper, que estava atrapalhado com as próprias patas da fantasia de aranha.

— Vai enfiar essas patas no seu cú.

— Hey, vocês dois. Posso estar fantasiado, mas ainda exijo respeito.

Eles ficam quietos, mas não bravos de verdade uns com outro, porque até onde sei, esses dois são melhores amigos, e sei disso porque logo no segundo ano deles aqui, estudavam juntos na mesma aula de História dos EUA, e era impossível manter uma aula fluindo quando estavam juntos, porque viviam conversando, ou então se alfinetando, mas de uma maneira amigável, e sei disso porque já tive amigos assim. No meu tempo de colégio.

* * *

— É pedir de mias uma festa dessa toda semana? – Lisa grita a plenos pulmões.

Estamos no fim da festa, Rose segura firme minha mão enquanto anda cansada. A amiga dela está ao seu lado, ainda parecendo ter muita energia, e os outros dois vem logo atrás da gente, enquanto caminhamos em direção ao estacionamento.

— A festa – Rose resmunga antes de me bocejar abafado – vocês dois estão convidados.

— Que festa?

— 15 anos – minha filha responde aos amigos. – Vou enviar um convite oficial depois, mas estão convidados.

Ela coça os olhos borrando a pouca maquiagem, mas ela parece ter se esquecido.

— Ah pai, pode convidar a Veronica também.

— Quem? – pergunto confuso.

— Você sabe quem.

— E para que quero convida-la?

Rose solta uma risada fraca, e logo apoia a cabeça em meu braço. Ela fica em silêncio.

Convidei os garotos a entrarem no caro, porque eu os levaria de volta, e depois de várias palavras de recusas ditas, acabam entrando no carro.

Rose vem no banco da frente do passageiro, e logo que encosta a cabeça no vidro fecha os olhos.

— Lisa, eu levo você primeiro, já que é o mais perto, depois vocês dois me digam onde moram.

Todos assentem. A Lisa sorrindo, e os garotos com os olhares ansiosos.

Rose mexe a mão em direção ao rádio, e tateando ele, liga em uma estação aleatória, mesmo com os olhos fechados.

Sorrio para a cena, porque isso lembra muito a mesma mania que eu tenho.

— Pai, vai logo.

Dou outro sorriso, quando ela resmunga mal-humorada e ainda assim com os olhos fechados, e começo a dar ré no carro, e Rose se mexe no banco, tentando encontrar uma posição mais confortável, antes de adormecer de verdade.


Notas Finais


Link blog: imaginesmix.blogspot.com.br


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