História Suicidal - Capítulo 15


Escrita por: ~ e ~Realbpalvin

Postado
Categorias Barbara Palvin, Justin Bieber
Tags Barbara Palvin, Colegial, Járbara, Mutilação, Romance, Suícidio
Exibições 2.688
Palavras 4.554
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


**A fanfic agora tem uma página no instagram sigam lá, além de ajudar na divulgação vocês podem conhecer melhor os personagens, ver spoilers, frases e videos.
**Obrigada aos 1554 favoritos, eu estou tipo: SURTANDOOOOOO!! Vocês são maravilhosas/maravilhosos!!
** Música do capítulo: Strong Enough – Too Far Moon (Ela está na playlist, link nas notas finais) Essa música é da Melissa e o Preston ♡♡
** A fanfic tem um style, favorite-o e use-o e ajude na divulgação! (Link nas notas finais!)
**Tenho um grupo no whatsapp para minhas fanfics, quem quiser entrar meu número: 8 4 9 9 4 2 7 7 1 4 6
** Deixei o link da roupa da Melissa(Notas finais!!) a pedido de uma leitora eu montei a roupa dela :)

Espero que gostem do capítulo e tenham uma boa leitura ♡

Capítulo 15 - Alive


Fanfic / Fanfiction Suicidal - Capítulo 15 - Alive

 

– O importante é sorrir ninguém vai saber que você está triste por dentro.

Até certo momento Melissa não sabia se havia feito a escolha certa de ter aceitado sair com Preston, mas no momento em que ela montou na mato e sentiu o vento fresco e gélido daquela manhã bater em seu rosto ela pode ter a certeza de que havia feito a coisa certa. Ela precisava daquilo mais do que qualquer outra pessoa. Seus pensamentos estavam confusos assim como ela por completa, talvez se ela tivesse ficado sozinha como sempre ficava ela teria resolvido seus problemas como ela sempre costumava fazer, machucando-a a si mesma. Ela não sabia para onde estava indo, e na realidade ela não se importava contanto que ele a fizesse esquecer-se dele e de qualquer coisa ruim. 

Melissa segurou firme no corpo de Preston quando o mesmo aumentou a velocidade da moto. Ela fechou seus olhos e respirou fundo sentindo a liberdade. Ela já se sentia bem melhor comparado ao que ela estava há alguns minutos atrás. Preston parou a moto em um estacionamento de um parque. Melissa desceu da moto entregando o capacete ao mesmo que o pegou e o colocou junto com o seu pendurando-os no espelho da moto. 

– Pronta pra uma aventura? – Ele a perguntou. Melissa sorriu o encarando. 

– Achei que realmente seria uma aventura. – Ela disse em um tom divertido o que o fez abrir aquele sorriso maravilhoso. 

– Tenha cuidado com as palavras princesinha, o dia apenas começou. – Ele a respondeu começando a andar, passando por ela. Melissa correu um pouco até o alcança-lo, andando normalmente agora ao lado dele. 

Eles estavam em um parque de diversão bastante grande e complexo com todos os tipos de brinquedos, desde os mais absurdos aos mais comuns. Preston virou de costas para os brinquedos e de frente para Melissa, ele andava de costas agora. 

– Então, qual gostaria de ir primeiro? – Porque ele tinha que sorrir daquela maneira? – Melissa pensou. Ela sacudiu levemente sua cabeça numa forma de esquecer tais pensamentos com ele. Melissa apenas deu de ombros em resposta. Ela não costumava ir a esse tipo de lugares, primeiro que seus pais nunca tinham tempo e segundo que ela tinha pavor de brinquedos como àqueles que as pessoas costumavam ir, os mais perigosos. – Sendo assim eu escolherei. – Disse. Ele virou-se, voltando a andar da forma correta com ela do seu lado. – Alguém já lhe deu um urso de presente? – Ele perguntou assim que parou de vez numa pequena barraca de tiro ao alvo, Melissa teve um leve susto por sua parada repentina. Ela assentiu em resposta. – Que fora ganho de uma barraca de tiro ao alvo? – Completou a pergunta colocando algumas notas na mesa e pegando a pistola mirando em seguida. A menina negou rindo fraco, ele a olhou e sorriu. – Ótimo, serei o primeiro. – Dito isso Preston apertou o gatilho acertando quase que em cheio o alvo, mas mesmo assim ele já havia ganhado o prêmio que fosse de seu agrado. Melissa sorriu e deu alguns pulinhos batendo palmas, seu ato infantil fez Preston rir negando. 

– Parabéns meu jovem, pode escolher o que quer levar. – O homem da barraca disse. Preston olhou para Melissa como se fosse um sinal para escolher o que queria, a mesma assentiu e deixou seus olhos passarem por cada bicho de pelúcia. Seus olhos brilharam quando passaram por um panda de pelúcia de tamanho médio não muito grande. 

– Eu quero aquele. – Ela disse sorridente apontando para o mesmo que rapidamente estava em suas mãos. Melissa o pegou e o abraçou forte sentindo a maciez do mesmo. Preston apenas ria enquanto a encarava. Ele não estava se entendo. Porque ele estava ali com ela? Ele tinha que estar no treino para o jogo de hoje a noite, mas algo naquela ligação que ele havia feito para Melissa na noite anterior o fez sentir que ela não estava bem e ele a quis ajudar e era isso que ele não entendia, o porque dele querer ajudá-la. 

– Ele é tão fofinho! – Melissa disse feliz ainda abraçada ao panda de pelúcia. Preston ainda tinha seu sorriso no rosto enquanto ainda a analisava. Era inquestionável para ele e para qualquer outra pessoa que a visse, tamanha a beleza que ela possuía que parecia não ser possível. Melissa possuía certo brilho no olhar, lhe passava calma, inocência, pureza... Ela era radiante, mas no fundo ele sentia que ela possuía um lado escuro, assim como ele tinha. 

– O que acha de algo mais radical? – Preston perguntou a menina que o olhou. 

– Eu não sei se é uma boa ideia. – Ela murmurou. 

– Pensei que eu havia lhe dito para se permitir Melissa. – Ele a disse começando a andar em direção à bilheteria dos ingressos para os brinquedos. A mesma o acompanhou com o bicho de pelúcia agarrado em seus braços. 

– Eu tenho medo. – Ela disparou ao moreno a sua frente que abriu um largo sorriso. 

– Não precisar ter medo Melissa, eu vou estar lá com você. – Ele segurou na mão da menina apenas por alguns segundos fazendo um leve carinho o que de alguma maneira a proporcionou segurança. Ela assentiu pro mesmo que sorriu ainda mais se virando pra bilheteira para comprar os ingressos. 

Melissa se distanciou um pouco do moreno para admirar o parque. Era tão bonito e mesmo estando de dia era tão iluminado. Palhaços passavam fazendo graças, crianças rindo, famílias... Ela queria tanto poder ter alguma lembrança de já ter estado em um lugar assim com seus pais, mas ela não possuía. Ela lembrava-se bem de que eles nunca possuíam tempo pra ela, para nada que a fizesse feliz. Melissa sentiu um impacto em seu corpo a fazendo cair se joelhos no chão. Braços foram rodeados em sua cintura ajudando-a a levantar. Ela viu um grupo de jovens como ela a sua frente. Um garoto com uma aparência de ser um pouco mais novo que ela havia a ajudado a ficar de pé novamente. 

– Me desculpe, eu não tinha visto você. – O menino disse levemente corado. Ela deu de ombros soltando um pequeno riso em resposta que isso não havia sido nada. 

– Tudo bem. – Disse e o mesmo assentiu saindo junto de seus amigos se perdendo no meio das inúmeras pessoas que ali andavam. 

Melissa pôs a procurar seu bicho de pelúcia assim que ela percebeu não estar mais em seus braços. Seus olhos rodearam pelo chão do parque mais não havia tido nenhum sinal do mesmo. 

– Acho que é seu. – Melissa ouviu uma voz baixa e doce soar, ela virou-se e olhou um pouco mais para baixo, vendo uma linda menina com o cabelo preso em dois cocós um de cada lado de sua cabeça. A mesma tinha uma pele branca como a dela, se não fosse mais. Os olhos da menina eram um verde encantador assim como ela por completo. Melissa percebeu que ela segurava seu panda de pelúcia, apontando-o para si. Ela o pegou das mãos da menina e sorriu agradecida. 

– Você é um anjo. – A menininha disse o que fez Melissa cruzar seu cenho. Ela não havia feito uma pergunta, ela tinha afirmado tal coisa. 

– O que disse? – Ela perguntou para ter certeza de que realmente ela havia escutado certo. 

– A minha mamãe me disse que quem possui marcas assim são anjos que se perderam no caminho de volta pra casa. – A garotinha disse apontando para o braço direito de Melissa, ao qual a manga de seu moletom havia levantado um pouco deixando a visão de algumas cicatrizes de seus cortes. Melissa não sabia o porquê mais as palavras daquela garotinha a fizeram encher os olhos de lágrimas. – A minha mamãe tem algumas iguais á essas. – Ela completou passando suas pequenas mãos pelos pulsos de Melissa, deixando um leve carinho ali. A garotinha baixou a manga do moletom cobrindo assim qualquer vestígio.  – Mas ela já voltou pra casa. – Sorriu.

– Qual a sua idade? – Melissa perguntou encantada com a menina. 

– Eu tenho cinco anos e me chamo Ângela. – Ela disse abrindo um grande sorriso. 

– Tem um belo nome Ângela, sabia que ele faz jus a você? – Ângela negou. – Você também é um anjo, um belo anjo assim como o seu nome. – A garotinha sorriu largo como se aquilo fosse a melhor coisa do mundo. 

– Qual o seu nome? – Ela perguntou para Melissa que se abaixou ficando de joelhos na frente da menina. 

– Me chamo Melissa. 

– É um belo nome. – Ela disse. Melissa estava encantada pela pureza e simpatia daquela criança. 

– Pegue, pode ficar. – Melissa entregou o bicho de pelúcia para a criança a sua frente que o segurou com seus olhos brilhando. 

– Obrigada Mel, eu posso te chamar assim, não é? – Perguntou. 

– Claro. – Respondeu sorrindo. 

– Ângela! – Uma mulher disse desesperada abraçando a pequena criança à frente de Melissa. – Não pode sair de perto de mim, é perigoso, Deus! – A mulher que possivelmente seria mãe da menina disse desesperada a pegando no colo. 

– Desculpa mamãe, é que eu vim devolver o bichinho de pelúcia da Melissa e eu descobri que ela é um anjo, assim como você mamãe. – A mulher olhou Melissa e sorriu fraco. Ela teve tempo de analisar bem as roupas que ela usava. Calça jeans e moletom. Claire já havia entendido sobre o que sua filha estava falando. 

– Então porque continua com o bicho de pelúcia dela? – Claire perguntou a filha. – Desculpe-me, me chamo Claire e como minha filha disse você deve ser a Melissa, certo? 

– Sim. – Melissa respondeu sorrindo. 

– A Mel deu pra mim mamãe. – Ângela disse para a mãe que assentiu. 

– Você a agradeceu? – Ângela fez uma cara de pensativa o que fez as duas mulheres rirem. 

– Eu não me lembro, mas irei dizer assim mesmo. Obrigada Melissa. – Melissa nunca havia sentido uma sensação como ela estava sentindo agora. Aquela menina tinha algo que a fazia querer ser melhor.

– De nada Ângela, mas você já me agradeceu sim. – Sorriu. Ângela sorriu sapeca colocando o bicho de pelúcia no rosto.

– Se despeça da Melissa querida, temos que ir agora. – Claire disse para a garotinha. 

– Tchau Mel! – Ângela pulou nos braços de Melissa o que a deu um leve susto, mas logo riu como Claire. Melissa a apertou forte em seus braços e logo entregou Ângela de volta para os braços da mãe. 

– Tem uma linda filha. – Melissa disse para Claire que sorriu concordando. 

– Ela foi o motivo pelo qual eu parei. – Melissa havia entendido o que ela havia dito. Talvez se fosse ela no lugar de Claire Melissa teria feito o mesmo. 

Melissa virou-se vendo Preston há analisar um pouco de longe. Ele possuía os braços cruzados na altura de seu peitoral o que se certa forma o definiu mais. Ele tinha seu maxilar travado o que o deixou mais atraente, se é que era possível. Melissa sorrindo caminhou até ficar de frente para ele. 

– Está esperando há muito tempo? – Perguntou-o. 

– Nada do que não tenha válido a pena. – A respondeu, fazendo-a assenti sorrindo. 

– Em qual iremos agora? – O perguntou sentindo que não gostaria da sua resposta.

– O que acha de montanha russa Melissa Carter?

 

...

 

Justin já havia procurado Melissa durante a manhã toda assim como toda à tarde. Ele havia faltado o treino mais importante antes do jogo para procura-la, mas fora uma tentativa sem sucesso. Ele estava preocupado com a mesma, ele já havia ligado para Amber para saber do paradeiro de Melissa mais a mesma estava assim como ele, sem saber de nada dela. Ele pegou seu celular e discou para Conrad, mesmo ainda o odiando pelo jantar ele engoliu seu orgulho para falar com ele. Tudo por Melissa. – Ele pensou. 

– Ora, ora a que devo tamanha honra de sua ligação? – Justin pode sentir o sarcasmo puro na voz rouca do homem do outro lado da linha. Ele travou seu maxilar e respirou fundo tentando se controlar. 

– Onde a Melissa está? – Ele ignorou as palavras anteriores de Conrad. 

– O que quer com minha filha? – Conrad o perguntou. – Não tem mais que vê-la Justin, o contrato será acabado assim que ambos assinarem. – O homem disse. Justin sentiu uma sensação ruim quando Conrad disse que o contrato seria acabado. Ele não sabia bem o porquê mais no fundo ele sabia que não queria que nada acabasse. 

– Só me diga onde ela está. – Ele travou o maxilar.

– Me admira que ainda não a tenha visto. Essa escola é grande mais não é uma cidade. – Conrad zombou. 

– Eu já a vi mais cedo, mas agora eu não consegui encontra-la. – Disparou frustado.

– Está dizendo que ela simplesmente sumiu? – Conrad riu. 

– Estou dizendo que já a procurei por toda essa merda e tenho a certeza de que sua filha não está nessa escola. – Dito isso Justin encerrou a ligação e suspirou pesado passando suas mãos por seu cabelo o bagunçando. – Onde você está Melissa? – Ele sussurrou baixo. 

...

– Ela não me atende! – Conrad disse enfurecido. 

– Fique calmo querido, ela pode ter saído com alguém. – Anne o disse fazendo uma leve massagem nos ombros do marido. 

– Esse é o problema Anne, ela ter saído quando a coloquei de castigo. Quando eu a disse que não poderia sair! – Ele disse raivoso. Conrad detestava o fato de Melissa sempre o desobedecer, ela nunca o escutava e isso o irritava mais que tudo.

– Sabe como são os adolescentes. – Anne tentou aliviar a tensão no local. 

– Não, eu não sei. A minha filha não é como os demais. – Conrad pegou o celular e ligou para seu motorista. – Petter arrume o carro, irei para Greenwould. – Em seguida encerrou a ligação.

– Acha mesmo que é necessário ir até lá? – Anne o perguntou achando tal atitude precipitada. 

– É minha filha Anne e sua também, mostre algum tipo de compaixão. 

– Acha mesmo que eu não a amo? – A mulher perguntou-o incrédula. – Como ele poderia pensar tal coisa? – Pensou.

– Se a ama mostre tal sentimento. – Anne riu irônica. 

– Quem é você Conrad para me falar disso? Para dar-me lição de moral quando nem ao menos você a mostra tal sentimento.

– Eu sou o pai dela e seu marido, então por Deus Anne, me respeite. – Ele disse tentando se controlar o que estava sendo bastante difícil.

– E eu sou a mãe! – Anne gritou. 

– Não levante o tom pra mim. Se realmente está assim tão preocupada é melhor se ajeitar logo e vir comigo, ou apenas fique aqui e a compare com os outros adolescentes. – Ele fora rude. Conrad pegou seu paletó que estava apoiado na cadeira e o vestiu em seguida. 

– Já está tudo pronto senhor Carter. – Petter entrou na casa avisando a Conrad que assentiu. 

– Então querida, o que resolveu? – Ele fora irônico. 

 

...

 

– Acho melhor irmos. – Melissa disse assim que eles desceram do carrossel. 

– Você quem manda. – Preston disse batendo continência o que a fez rir. 

– Obrigada por hoje, significou muito pra mim. – Ela o agradeceu enquanto ambos andavam lado a lado de volta para o estacionamento.

– Não há de que. Estou tentando aumentar minhas boas ações, quero ir para o céu. – Ele disse a fazendo empurrar de leve o ombro dele que riu. – Falo sério, o inferno deve ser quente pra caralho.

– Idiota! – Ela disse ainda rindo. – Você perdeu o treino. – Ela o disse assim que ambos já estavam sobre a moto. Preston deu de ombros como se aquilo não significasse nada.

– Eu perderia o jogo se você quisesse Melissa. – Aquelas palavras dele deixaram-na nervosa e ao mesmo tempo a fizeram se sentir bem. Ela sorriu minimamente sem que ele visse tal ato.

– Vamos? – Ela disse tentando mudar de assunto. Ele riu percebendo que ele havia a feito ficar nervosa. 

– Segure-se firme princesa. – O velho Preston cheio de sarcasmo e ironia havia voltado, e para Melissa não havia problema, no fundo ela gostava mais dele assim. Ela estava começando a preferir o errado. 

Melissa mais uma vez sentiu o vento bater em seu rosto e aquela sensação de liberdade a invadiu mais uma vez. Ela estava começando a gostar e a acostumar-se sentir assim. Ela não se importaria se esse momento durasse pra sempre, na verdade ela amaria.

...

Melissa se assustou com uma grande movimentação na escola assim que passou pelos portões. Preston estacionou sua moto de qualquer jeito e desceu da mesma junto com Melissa, assim como ela ele queria entender o porquê de toda confusão. 

– O que será que aconteceu? – A menina perguntou enquanto andava junto do moreno que deu de ombros. Preston estava tão confuso como ela. Ao andar um pouco mais Melissa avistou seus pais. Conrad gritava com o diretor do internato, ela sabia que algo ruim aconteceria. Melissa pediu mentalmente para que tudo voltasse para mais cedo, tudo era mais fácil há algumas horas atrás e ela estava feliz.

– Melissa! – Anne gritou chamando a atenção pra ela. A menina sentiu o impacto do corpo de sua mãe quando a agarrou sem avisos, prendendo-a em seus braços. – Por Deus, nunca mais faço isso! – A mulher disse desesperada enquanto segurava no rosto da filha analisando-a buscando algo errado. 

– Eu estou bem mamãe. – Ela disse para Anne numa tentativa de acalma-la. 

– Onde esteva Melissa? – Conrad a perguntou. Era nítida a raiva em sua face assim como em sua voz. – Responda-me! – Ele gritou com a menina a dando-lhe um leve susto. 

– Por favor, querido, vamos para um lugar mais reservado. – Anne disse olhando para o marido que olhou ao redor e viu todas aquelas pessoas os olhando. Conrad respirou fundo e assentiu. – Vamos para seu quarto. – Ele disse logo saindo em seguida. Melissa respirou fundo contendo as lágrimas presas em seus olhos.

– Por onde esteve Melissa? – Ela escutou aquela rouquidão ao qual ela conhecia bem. Ao se virar ela o viu ali na sua frente a olhando, ele tinha uma aparência de cansaço. 

– Isso lhe importa? – Ela soou dura. Ela estava cansada dele fingir se importar com ela, se ele realmente se importasse ele perceberia o quanto ele a machucava, o quanto doía vê-lo com Helena, mas não, ele nunca via tal coisa ou se quer sentia o quanto machucava suas palavras. 

– Como pode pensar que eu não me importo com você? Eu passei todo o dia te procurando, eu perdi o treino e acho que até o jogo. Deus Melissa, eu liguei pra Amber e ela não sabia nada assim como o seu pai, eu... 

– Foi você? – Ela o cortou rapidamente. Justin a encarou confuso. – Você quem avisou ao meu pai? – Perguntou-o enfurecida. 

– Eu só queria saber onde você estava. – Ele se defendeu. 

– Não, você queria conversar com alguém, queria falar merdas que ninguém ouviria, mas eu sim. A idiota que sempre está aqui pra você. – Ela riu seca. – Mas talvez não mais. 

– Do que você está falando? – Ele a encarou confuso. – Eu só queria saber onde você estava. 

– Você acabou comigo com apenas uma ligação Justin, mas não se preocupe, não fora nada do que você já não tenha feito. – Melissa o disse e logo saiu indo para seu quarto. Ela tinha que ser forte para aguentar seu pai, para aguentar tudo que ele a diria que com certeza a destruiria. 

– Você por acaso tem merda na cabeça Melissa? – Fora a primeira coisa que ela havia escutado quando entrou em seu quarto. – Acha que pode fazer o que lhe der na cabeça? – Conrad estava vermelho pela raiva e pelo tom de voz alto que ele usava para falar com a menina. – Deixe-me lhe dizer uma coisa. Você não pode! – Ele berrou assustando-a mais. 

– Eu só precisava de um tempo papai. – Ela murmurou o que o fez rir.

– Precisava de um tempo?! Para que Melissa? O que uma adolescente como você pode ter passado para precisar de um tempo sozinha? – Eram tantas coisas, tantos motivos que se ela o contasse talvez ele enlouquecesse ou se quer acreditaria. Ele era um dos motivos pelo qual ela havia ido com Preston. Melissa não se arrependia de momento algum de hoje, pela primeira vez em muito tempo ela riu verdadeiro, sorriu sem ser por obrigação. Ela fora feliz sem ter medo de demonstrar. 

– Eu só sinto falta da vovó. – Era assim que ela chamava a avó de Amber. Melissa nunca conheceu seus avós tanto paternos como maternos, e por crescer ao lado de Amber ela consequentemente se tornou da família dela, assim como Amber era da sua. – Me desculpa eu só... – Suspirou. – Eu só queria respirar um ar diferente. Eu precisava disso papai. – Não era apenas esse o motivo para Melissa ter saído, Justin era o principal. Ele sempre era. Conrad respirou fundo fechando seus olhos com força. 

– Tudo bem, eu... Desculpe-me também, eu exagerei. Eu deveria ter sabido que você precisaria de mais tempo para lidar com tudo. – O homem disse para Melissa logo a puxando para seus braços prendendo-a em um abraço apertado. – Eu não saberia o que fazer se algo de ruim lhe acontecesse. – Ele beijou a testa da menina que sorriu assentindo fraco. – Eu te amo querida, nunca se esqueça disso. – Conrad não costumava demonstrar carinho por Melissa, não há alguns anos, mas ela nunca duvidava de seu amor por ela. 

– Eu também te amo e ainda estou de cabelo em pé por tudo isso. – Anne disse rindo juntando-se no abraço. Melissa riu fraco. 

– Eu não irei mais fazer isso, eu prometo! – Ela disse convicta daquilo, ou pelo menos acha que sim. Se Preston a chamasse para algum passeio como aquele ela iria sem pensar duas vezes. 

– Quer ir para casa conosco? – Conrad a perguntou. 

– Eu vou ficar bem aqui e além de que irei participar da abertura do time com as líderes. – Melissa o respondeu. Na verdade ela estava pouco se importando com a apresentação, ela queria ficar mais era por outro motivo. Preston Grayson. – Mas vocês podem ficar e me ver se apresentar. – Melissa tinha um lindo brilho no olhar, eles nunca haviam a visto dançando, não depois que os negócios passaram a ser mais importante que ela. 

– Sinto muito querida, mas não poderemos. – Seu pai a respondeu vendo a hora em seu relógio de pulso. – Temos negócios a tratar. – Conrad beijou a testa da menina e saiu do quarto. 

– Eu sei que não sou a melhor mãe do mundo e nem tenho toda a intimidade que gostaria que tivéssemos, mas Melissa, Justin realmente estava preocupado com você. Quando chegamos aqui ele já estava aqui te procurando e desde que chegamos ele não saiu do nosso lado em busca de notícias suas. Eu não sei quais razões você teve para tratá-lo daquela forma, mas de uma coisa eu sei, aquele garoto realmente se importa com você. – Anne disse beijando a testa da menina e sorriu levemente. – Eu acho sim que ele ama alguém, mas ao contrário do que ele disse naquele jantar não é Helena que ele ama, ele só precisa ver isso. – Dito isso Anne saiu deixando-a sozinha com seus pensamentos mais uma vez confusos.

Melissa não sabia ao certo o que estava fazendo ali parada na frente daquela porta. Ela não saberia o que dizer pra ele, ela nem ao menos sabia o porquê de estar lá. As palavras de sua mãe fizeram-na certo efeito, talvez ela tivesse certa. Talvez ele só estivesse preocupado com ela. Suspirando ela bateu na porta suas vezes mais não obteve nenhuma resposta. Respirando fundo ela girou a maçaneta e viu que a mesma estava aberta. Ao entrar no quarto do mesmo ela o chamou baixo e como anteriormente não obteve resposta. Seus olhos vagavam pelo local até vê-lo sentado no chão entre as duas camas de casal que ali tinham. 

– Justin? – Ela o chamou mais uma vez, o mesmo subiu seu olhar baixo pra Melissa e logo baixou novamente. Suspirando ela sentou-se na cama próximo dele. – Eu queria pedir desculpas pelo que eu disse. – Murmurou trêmula. Ela estava nervosa por fazer aquilo porque ela não sabia se realmente era a coisa certa a se fazer. 

– Não tem o porquê se desculpar Melissa. – Ele disse baixo. Sua voz estava mais rouca que o normal. – Você não disse nenhuma mentira. – Ele a olhou. – Eu a procurei porque estava precisando falar com você, falar algo que só você escutaria. – Ele riu seco. – Falar merdas que só você ouviria. – Ela se sentiu culpada ao ouvi-lo dizer aquelas coisas daquela maneira. Ele parecia arrasado. 

– O que aconteceu? – Ela o perguntou sentando no chão do lado dele. 

– Lembra quando eu disse que amava Helena naquele jantar? – Não, por favor, não me faça lembrar-se disso. – Ela gritava em sua cabeça, mas por fora ela demonstrava não ligar, ela apenas assentiu. – Eu não a amo de verdade, eu menti. – Melissa não sabia o que dizer pra ele ela só estava se sentindo como se pudesse voltar a respirar. 

Ele não a amava. 

Era como se alguém a tivesse ligado de volta a tomada e seu coração voltasse a bater. A bater por ele. 

– Porque mentiu? - Perguntou-o. Seu sorriso estava quase a rasgando internamente. Céus, ela estava tão feliz. 

– Eu não sei, acho que foi toda aquela pressão, aquelas palavras que seu pai as disse, o contrato... Droga! Eu não sei Melissa! – Ele disse choroso. – Eu queria ter-te contato antes, e Deus, não me pergunte o porquê que nem eu mesmo sei, eu só senti na obrigação de te contar. Então eu te procurei por cada maldito lugar dessa escola, até no nosso lugar, mas você não estava. Eu fiquei louco Melissa. – Ele a olhou aproximando-se dela. – Porque saiu? E porque com ele? – Os olhos castanhos claros do loiro estavam brilhando por conta das lágrimas que começavam a se formar. – Eu poderia ter te levado, então porque ele? 

O que ela o responderia? Que o motivo para ela ter saído com Preston fora ele mesmo? Por ele ser tão idiota ao ponto de sempre a fazer querer morrer? Por ela talvez gostar de Preston? Não, ela não o diria tais coisas, primeiro que ela não conseguiria. Nunca. E segundo que ela não seria como ele, ela não diria nada que talvez o pudesse machucar. Nunca. 

– Eu não sei talvez eu tenha ficado com medo de ouvi-lo dizer um não. – Ela disse e o loiro riu fraco. 

– Eu jamais lhe diria não Mel. Nunca. – Ele murmurou passando sua mão pelo rosto macio da menina que fechou os olhos sentindo seu maravilhoso toque. Seu dedo passou pelos lábios dela, contornando-os logo trazendo o rosto dela junto para o dele, selando seus lábios. 

Desde o último beijo que ele havia dado em Melissa que ele ansiava por mais. Ele queria sentir os lábios dela á todo o momento, seu toque, sua pele macia sobre suas mãos. Céus, ele estava completamente viciado nela. Justin ergueu o pequeno corpo de Melissa a colocando sobre seu colo. A menina rodeou suas pernas na cintura do mesmo, suas mãos foram para o pescoço do loiro que gemeu baixo em aprovação quando suas unhas arranharam sua nuca. Justin apertou a cintura de Melissa sobre sua parte íntima que estava começando a dar sinal de excitação. Ele não queria parar de beija-la, mas a falta de ar se fez presente, fazendo-o assim afastar seus lábios dos dela. Ele encerrou o beijo com um selinho. 

– O que você está fazendo comigo Melissa Carter? – Ele a perguntou com um pequeno sorriso nos lábios. Suas testas estavam coladas, ambos tinham os olhares presos um ao outro. 

– O mesmo que você está fazendo comigo. – Ela o respondeu o que o fez sorrir mais.

 

– Não vá embora, fique um pouco mais. Ninguém sabe fazer o que você me faz...


Notas Finais




Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...