História Suicidal - Capítulo 19


Escrita por: ~ e ~Realbpalvin

Postado
Categorias Barbara Palvin, Justin Bieber
Tags Barbara Palvin, Colegial, Járbara, Mutilação, Romance, Suícidio
Exibições 1.201
Palavras 4.339
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá babes ♥
Mais um capítulo, espero que gostem :)
Música do capítulo: How - Daughter. (Sigam a trilha sonora de Suicidal no spotify, link nas notas finais)
Tenham uma boa leitura!

Capítulo 19 - Ended up


Fanfic / Fanfiction Suicidal - Capítulo 19 - Ended up

 

 – O pior de tudo é sentir a mais profunda tristeza e não poder contar pra ninguém... Porque ninguém entenderia. Isso me sufoca e mata a alma.

A vida é algo tão precioso e satisfatório, mas algumas pessoas não sabem disso, assim como Melissa não sabia, pelo menos até esse momento. Ela se permitiu viver tanto tempo em função de um garoto que nem se quer ao menos demonstrava sentir algo parecido com o que ela sentia, ela deixou sua vida de lado e começou a viver para ele, quando ele precisava dela – o que quer que fosse – ela sempre estava lá, desde uma pequena briga na escola a uma discussão com seu pai. Melissa procurava ao máximo tentar fazê-lo a notar, o fazer amar ela assim como ela o amava, mas ela nunca conseguiu e talvez agora, ela soubesse que nunca poderia obriga-lo a sentir algo pôr ela, mas ela sabia que se pudesse, o faria. Ela nunca quis estar com alguém por pena, por esse alguém estar com ela apenas por medo das coisas que ela poderia fazer se ele a deixasse ou a machucasse, mas agora ela o queria do seu lado, mesmo que fosse por pena ou remorso. Ela não sabia explicar o que se passava em sua mente e em seu coração quebrado, eram tantos sentimentos... Dor, raiva, amor, inveja, tristeza, saudade, culpa... 

Dor por ela o ter visto com Helena, isso fora demais para ela aguentar. Raiva por depois de tudo, de todos esses anos e depois de todas as coisas que ele já a fez passar ela ainda continuava o amando. Amor por ainda ser completamente apaixonada por alguém que nem ao menos percebia se ela realmente estava bem, ou não. Inveja por ela não estar ao lado dele como Helena costuma estar, por ela não ter a facilidade de pôr sorrisos em seu rosto como ela tinha. Tristeza por tudo isso ser real e não um pesadelo como ela pensava e ansiava que fosse. Saudade do tempo que ele não a machucava, ou a fazia querer morrer, saudades de momentos que claramente não voltariam e talvez nunca mais voltassem... E culpa pôr ter se machucado mais uma vez e como de outras vezes ter sido por ele, justo pela única pessoa que mais amou na vida, que esperou que nunca fosse machucá-la, mas machucá-la era o que ele mais fazia. 

Conrad passava seus olhos de maneira rápida pelas letras as lendo e tentando entender o porquê de Melissa ter feito o que fez. Ele digitou em seu notebook a palavra Automutilação e logo a página do Google passou todas as informações suficientes para ele, ou pelo menos ele achava que seria. 

‘’ São muitos e variados os meios que podem ser usados na automutilação: lâminas de barbear ou facas, queimaduras, tesouras, mordidas… Longe da vista dos outros, no refúgio do quarto ou de um banheiro. Estas lesões praticadas repetidamente não têm a intenção de chamar a atenção, representa antes uma forma de controlar as emoções, ansiedades, raiva, sensação de vazio… uma expressão de grande mal-estar interno, como forma de aliviar fisicamente a dor que é psicológica e emocional. ’’ 

Quanto mais Conrad lia mais ele queria saber. Ele sentia-se culpado por não ter percebido antes, mas Melissa não havia demonstrado estar abalada ou triste com algo, ela estava sendo só... A Melissa de sempre. 

‘’ Muitas são as causas que poderão estar na origem ou associadas a este comportamento autodestrutivo: problemas emocionais, depressão, ansiedade, perturbação bipolar, perturbações de personalidade, perturbações de comportamento alimentar, entre outras. Em alguns casos, a automutilação pode ser a tradução de problemas mais graves. Os pais que descobrem este problema não devem hesitar em procurar auxílio junto de um técnico de saúde (psicólogo ou psiquiatra), para que ajude o filho a compreender as razões do seu comportamento e a reconciliar-se com o corpo, limitando os danos possíveis. ’’ 

Fechando seu notebook Conrad permitiu-se deixar suas lágrimas caírem de seus olhos. Ele não lembrava bem qual fora à última vez que havia feito tal ato, mas sabia que a causa tinha sido Melissa, apenas ela for capaz de fazê-lo chorar. Ele poderia não demonstrar, poderia não ser o melhor pai ou se quer parecer ser um, mas ele amava tanto a sua garotinha que ele nunca seria capaz de demonstrar o quanto que ela era importante em sua vida. 

– O que aconteceu com você minha garotinha? – Ele sussurrou baixo pegando na mão fria de Melissa, deixando-o um breve carinho. 

– Onde nós erramos Conrad? – Anne o perguntou. A mulher estava totalmente irreconhecível, sem sua maquiagem e roupas de luxo ou joias como ela costumava esbanjar. Anne não pensou em se quer ajeitar-se melhor para ir para o hospital, quando ela soube que sua garotinha estava lá ela não pensou em mais nada a não ser ver Melissa, saber como ela estava. Assim como Conrad, Anne não demonstrava o afeto que deveria pela filha, mas como ele, ela a amava intensamente mais do que qualquer coisa. 

– Não é hora para se questionarmos onde erramos Anne, e sim para concertar nossos erros. – Ele disse sem tirar seus olhos de Melissa. 

– Ela já deveria ter acordado. – Disse preocupada.

– Deram muitos medicamentos para ela, é normal ela ainda estar dormindo. – Ele disse derrotado. Já fazia quase oito horas que Melissa dormia o que só o deixava mais preocupado. 

– Eu vou falar com os médicos. – Anne disse aproximando-se da cama da filha, deixando um beijo na testa da mesma. – Você vai ficar bem meu anjo. – Murmurou logo saindo. 

– Eu nunca te pedi desculpas por tudo que eu fiz ou disse... Deus, eu me arrependo tanto querida, é claro que você me orgulha, desde que de você nasceu. – Ele riu fraco. – Você sempre quis que eu visse o melhor em você, você se esforçava tanto, mas eu nunca disse que você não precisava de tanto, você já me dava orgulho apenas por me chamar de pai. Eu me sinto tão culpado por tudo isso, essas últimas horas eu só venho me perguntando: Porque ela fez isso? O que eu fiz de errado? Quem foi que a fez se machucar dessa forma? Mas eu não sei a resposta Melissa, e eu preciso saber por que eu estou louco com tudo isso... Você é a minha garotinha e te ver daquela forma me destruiu como eu nunca havia sido. Eu não suportaria perder você Melissa, assim como a sua mãe. – Corand sorriu fraco. – Ela nem ao menos passou algo na cara para vir aqui. – Ele escutou um pequeno riso e seus olhos rapidamente voltou-se para Melissa que agora tinha seus olhos abertos. 

– Ela deveria estar bastante preocupada mesmo. – Conrad sorriu assim como ela. 

– Sim, ela estava. – Melissa suspirou mordendo seu lábio inferior apenas por alguns segundos. 

– Desculpa papai. – Pediu baixo.

– Não me peça desculpas querida, por favor. – Disse trêmulo. Estava doendo tanto nele vÊ-la deitada naquela cama da clínica. Melissa não parecia mais tanto assim com a sua garotinha, ela estava pálida e sua boca estava seca. Ela não era a sua garotinha, não agora, não estando ali, não fazendo tais coisas consigo mesma.

– Eu não queria que o senhor visse nada daquilo, eu nem ao menos queria fazer mas... Quando dei por mim eu já estava ensanguentada. – Algumas lágrimas começaram a cair de seus olhos azuis e Conrad apressadamente as enxugou. 

– Por favor, não chore meu anjo, vai ficar tudo bem, ok? – Ela assentiu. 

– Vejo que a mocinha acordou. – Um homem alto e moreno disse sorridente para Melissa que sorriu fraco. – Como se sente Melissa? 

– Eu não sei, minha cabeça dói. 

– É normal por conta dos medicamentos e por canta do sangue que teve que receber. Seus exames não deram muito bom, parece que alguém aqui tem se esquecido de se alimentar, não é mesmo? – Ela não o respondeu o que o fez suspirar. – Tem sorte de seu pai ter te encontrado Melissa, perdeu uma grande quantidade de sangue, e pelo que eu vi nos resultados de seus exames você não tem se alimentado de forma devida, por isso está se sentindo fraca, seu resultado fora anemia. 

– Ela irá se recuperar logo doutor Foster, não é mesmo Melissa?! – Conrad disse voltando seu olhar para Melissa. 

– Sim. – Disse baixo. 

– Bom, quando terminar esse soro poderá levá-la para casa, irei passar uma receita médica indicando alimentos saudáveis para ajudar na formação de nutrientes precisos no corpo dela. – O médico disse saindo do quarto em seguida. 

– Eu fiquei tão preocupada meu amor. – Anne disse aproximando da cama da menina, sentando-se na mesma, puxando-o Melissa para seus braços. 

– Papai me disse que nem passou maquiagem para vir aqui. – Anne riu assim como todos que ali estavam. 

– Você é a minha única exceção. – Aquelas palavras fizeram Melissa se sentir especial e amada, coisa que ela não se sentia á tempos. 

– Anh... Algum de vocês avisou para a Amber que estou aqui? Ou para... Justin? – Melissa perguntou insegura ao final. Conrad negou. 

– Não. Eu não quero falar disso agora, esperarei chegarmos em casa. – Ele disse. – Tem muitas coisas para me dizer Melissa. – Ela assentiu insegura. Ela não o contaria os reais motivos, ele nunca entenderia, ninguém entenderia, assim como nem ela mesma.

– Aonde vai? – Melissa perguntou assim que Conrad vestiu seu cassaco e caminhou até a porta do quarto hospitalar. 

– Tenho que resolver um assunto. – Ele disse sério de um modo que fez com que os pelos de Melissas se arrepiassem. Ela não sentiu uma boa sensação ao ouvir seu pai falar tal coisa, mas não o questionou mais, apenas o assistiu sair. Suspirando Melissa pegou seu celular e mandou uma mensagem para Amber, pedindo que a mesma viesse vê-la e que não contasse nada para ninguém.

 ...

 Conrad tinha suas mãos firmes no volante enquanto se segurava ao máximo para não ter que fazer alguma besteira, pelo menos não maior do que ele já iria cometer. Assim que seu carro parou em frente à casa de Jeremy ele desligou seu carro e respirou fundo algumas vezes tentando se controlar, quando ele viu que não era possível bufou e saiu do mesmo, batendo-o a porta sem dó. Ele caminhava em passos fortes até a entrada da casa, logo tocando a campainha. 

– Oh, senhor Carter, como está o senhor? – Gina, a governanta da casa disse com toda simpatia que ela sempre parecia carregar.

– Justin está aqui? – Ele perguntou entrando antes mesmo que a mesma o convidasse.

– O menino Justin está na escola senhor Carter, assim como sua filha Melissa. – Gina respondeu como se fosse obvio. Conrad a encarou. – Não, a minha filha não está lá graças ao filho da mãe que morava nessa casa. – Ele pensou em dizer e quase o fez, mas respirou fundo contendo-se. – Apenas respire Conrad, acima de tudo ele é apenas um garoto. – Conrad repetia tais pensamentos em sua mente.

– Oh, claro, havia me esquecido disso. – Disse. – Era claro que ele estava na escola, assim como Melissa deveria estar, mas não graças a ele. – Ele pensou. – Avise a Jeremy que preciso falar com ele com urgência. – Conrad disse antes de sair rapidamente da casa. Ao entrar em seu carro encostou sua cabeça no acolchoado do banco e deixou suas lágrimas tomarem de conta. Ele não havia se conformado com a imagem da sua menininha ensanguentada no chão daquele banheiro chorando como um bebê quando sente falta da mãe, isso era algo que talvez ele jamais esquecesse, mesmo que ele ansiasse por isso.

 ...

 – Eu... Eu não sei o que dizer... – Amber disse chorosa abraçando a amiga que desabava no momento em seus braços.

– Não diga nada, eu não preciso de lições de moral agora. – Melissa a disse.

– Seu eu fosse falar algo não seria lições de moral, eu já lhe disse tudo que eu poderia dizer Melissa, isso foi escolha sua, eu queria poder dizer que tudo iria ficar bem, mas.... Eu não posso porque você não está bem, e sabe disso. – Amber suspirou. – Porque tem que fazer isso? Porque passar essa maldita lâmina em seu corpo? Isso não irá fazer com que todas essas merdas que você sente sumam, não vai! – Ela disse exasperada enquanto derramava suas lágrimas. – Eu não quero perder mais ninguém que eu amo. – Murmurou.

– Você não entende Amber... Nem nunca irá.

– Então me explique! – Pediu soltando-se dos braços de Melissa, sentando de frente para ela agora.

– É complicado demais, se eu te contasse você surtaria assim como eu. – Melissa soltou um pequeno riso. – Isso é algo meu, que só eu posso lidar, não preciso de ninguém para carregar minhas dores, eu meio que já me acostumei com elas, é quem eu sou.... É insano, mas... É como se elas estivessem aqui para me mostrar que tudo isso é real.

– Não precisa senti-las para saber que é real, eu sou real e eu estou aqui com você Melissa! – Amber disse exasperada. Ela não conseguiria entender Melissa mesmo se quisesse, e ela queria mais que tudo, mas ainda não sabia o que a levava a se machucar, não daquela forma. Ela queria poder entender sua amiga, poder curá-la, mas para isso Melissa teria que aceitar que precisava de ajuda, porque era claro que ela precisava. – Eu não saberia o que fazer se perdesse você.

– Você não vai, mesmo que um dia isso me aconteça sempre estarei aqui – Melissa colocou sua mão sobre o lado esquerdo do peito de Amber. – Isso ninguém irá mudar.

– Não gosto quando fala assim...

– Desculpa. – Murmurou.

– O que acha que seu pai fará?

– Eu não sei e estou com medo por isso. – Desde que seu pai havia saído que ela sentiu algo ruim, um aperto em seu coração.

– Irá acabar o contrato? – Quis saber.

– Ficar longe dele era tudo que eu nunca quis que acontecesse, mas... – Suspirou. – Eu não posso mais fazer isso, eu achei que poderia fazê-lo me amar tanto quanto eu o amo, achei que ele poderia querer ficar comigo, mas eu estava errada. Ele nunca será meu, não do jeito que eu quero, ele nunca irá querer ficar comigo, não se ele souber a maneira que eu lido com todas as minhas dores. A verdade é que eu cansei de amá-lo, só tenho que fazer meu pobre e cansado coração acreditar nisso.

– Você acredita? – Melissa a encarou. – Acredita que não o ama mais, que cansou de tudo isso?

Não, era obvio que não porque isso não era verdade. Melissa estava contando mentira a si mesma, ela queria se fazer acreditar que seus pensamentos eram reais, mas dentro de si, em seu pobre e cansado coração ela sabia a verdade, era por ele que ele batia, mesmo sendo ele o principal causador para ele estar ferido daquela maneira.

 ...

 – Meu pai disse que você queria falar comigo. – Justin disse se aproximando de Conrad que o surpreendeu com um soco no rosto que o fez cair no chão automaticamente. Justin urrou pela dor do soco certeiro em seu rosto.

– Nunca mais se aproxime da minha filha de novo! – Conrad disse alto tentando segurar sua vontade para não acabar com ele ali mesmo. – O contrato está acabado. – O mesmo jogou as folhas perto de onde Justin estava. – Sugiro que as assine o quanto antes e entregue a seu pai, ele saberá o que fazer com o resto. – Dito isso Conrad arrodeou o pequeno percurso que deu indo até seu carro, dando partida no mesmo, saindo cantando pneu.

...

Melissa estava andando pelos corredores segurando um pequeno suporte que segurava o soro que ela tomava, logo estaria em casa e isso não a deixava muito feliz já que seu pai ainda não havia dito nada sobre o que faria com ela, e esse era o seu medo. O que ele faria? – Ela pensou. Ela não sabia ainda se ele ter descoberto o que ela costumava fazer havia sido uma boa coisa, ela estava nervosa por saber o que ele iria dizer, se ele a julgaria por seus atos ou se ele faria apenas o que ele fez quando a encontrou.

 

‘’ – Eu... Eu não entendo querida. – Conrad disse trêmulo segurando Melissa em seu colo. O que havia acontecido com ela? – Ele pensou.

– Eu sinto muito papai. – Melissa disse entre o choro. – Desculpa por não ser mais a sua garotinha e por tirar todo o resto de orgulho que o senhor sentia por mim... Eu só estava cansada de tudo...

– Não se explique, não agora. – Ele sentou na cama com ela em seu colo. – Vai fica tudo bem. Não se preocupe minha pequena garotinha, tudo isso vai passar e logo poderá voltar para casa, para casa... – Conrad cantarolou a música que Melissa mais amava. Não era de nenhum cantor famoso, ou de algum compositor conhecido, essa era a música que seu pai havia feito especialmente para ela quando ela não conseguia dormir à noite, era com ela que Conrad a fazia dormir e acreditar que não havia nenhum bicho papão no armário ou embaixo da cama. Era com essa música que Melissa sabia que tudo iria ficar bem. Ele cantava baixo enquanto suas mãos faziam leves carinhos no cabelo de Melissa. Sua mão livre estava segurando os pulsos da menina com um pano, apertando-o, fazendo-o assim o sangue estancar. – Não tenha medo querida, basta apenas voltar para casa, para casa... ’’

 

Melissa foi despertada de seus pensamentos quando uma pessoa no quarto à frente lhe chamou a atenção. Helena estava sentada em uma cadeira ao lado de uma cama com uma mulher a sua frente, elas tinham as mãos dadas. Melissa se aproximou mais mesmo sabendo que era feio escutar conversar alheias, mas ela sentia que era algo importante.

– Eu vou conseguir todo o dinheiro suficiente mamãe, eu vou conseguir pagar todo o seu tratamento.

– Sabe que não precisa ser assim querida. – A mulher a sua frente disse. A mesma possuía uma voz lenta e arrastada.

– Não há outra maneira mamãe, eu sei que é errado, mas... – Suspirou. – Eu não posso perder você mamãe, você é a única pessoa no mundo que eu tenho agora.

– Um dia eu irei partir querida...

– Eu sei, mas não será agora, eu não irei deixar. Justin me deu mais algumas coisas, irei vendê-las por um bom preço e pagarei a conta do mês.

– Esse garoto não merece isso Helena. – A mulher disse fraca e visivelmente desapontada com a filha.

– Não, não merece assim como você também não merece estar aqui, mas não há outra maneira. – Ela disse convicta daquilo.

Melissa se afastou rapidamente voltando a andar até seu quarto. Era mesmo isso que ela havia entendido? Helena estava com Justin para poder pagar o tratamento de sua mãe? – Melissa pensou. – Isso explicaria o fato de a mesma está internada em um dos melhores centros médicos de Miami. – Não, não, não. Isso não é algo de seu interesse Melissa. – Ela disse a si mesma.

– Como está se sentindo Melissa? – O mesmo médico de mais cedo entrou no quarto junto com sua mãe tirando-a de seus pensamentos.

– Bem. – Sorriu minimamente.

– Ótimo, já pode tirar o soro e ir para casa, que é o que eu sei que mais quer agora. – Acredite, não é. – Ela disse mentalmente. Melissa sorriu forçado.

Depois de retirar seu soro e ela vestir-se Melissa já estava pronta. Petter segurava a mala da menina enquanto ela e sua mãe andavam juntas para fora do centro médico.

– Onde está o papai? – Ela perguntou quando ambas entraram no carro e Petter deu partida, logo saindo do estacionamento do local.

– Foi resolver um assunto logo ele estará junto conosco.

– Eu estou com medo... – Melissa admitiu. Anne a olhou e sorriu minimamente abraçando a menina ao seu lado.

– Vai ficar tudo bem querida.

Melissa estava cansada das pessoas lhe dizerem que tudo iria ficar bem, mas na verdade elas nunca ficavam, ao contrário, apenas piorava a cada dia mais um pouco, ela tinha medo disso, de chegar um dia que ela não fosse mais capaz de aguentar e desabar de verdade, acabar fazendo algo sem pensar e pior, que poderia não ter volta.

O celular da menina bipou avisando que havia chegado uma mensagem, ela o pegou e viu o nome de Justin brilhar na tela. O que ela faria? Ela a leria ou a apagaria sem mesmo olhar? Respirando pesado ela deslizou seu dedo para desbloquear a tela e apertou na mensagem passando seus olhos pela tela lendo as palavras que ele havia escrito.

‘’Onde você está? A procurei por toda a escola, o diretor disse que seu pai a levou de madrugada daqui do colégio, aliás, ele bate forte, meu rosto está roxo e inchado. O que o disse para ele me ameaçar não poder mais chegar mais perto de você, e principalmente, o que eu te fiz ao ponto dele querer acabar com o preciso contrato?’’

Meu pai havia batido no Justin e acabado o contrato? – Melissa pensou. Logo seus dedos deslizaram para responder à mensagem do mesmo.

‘’ Meu pai bateu em você?’’

‘’Sim e está doendo para caralho. Não respondeu minhas outras perguntas. ’’

‘’Sinto muito por isso. Eu não quero falar sobre elas. ’’

‘’ Tudo bem. Parece que conseguiu o que queria, não é mesmo?! ’’

Ela cruzou o cenho. Do que ele estava falando? – Ela pensou.

‘’ O que quer dizer com isso?’’

‘’ Quero dizer que acho que conseguiu me afastar de você Melissa. ’’

Se afastar dele era a última coisa que ela queria, então, como ele poderia pensar isso dela? Melissa havia sim escolhido se afastar dele, mas não fora uma escolha fácil e com muitas opções, ela só tinha apenas uma: Se afastar ou morrer sofrendo, e morrer não era o que ela queria agora. Para ela, ele não parecia se importar tanto se ela estivesse perto dele ou não, ele apenas a usava como sua porta voz quando lhe era coerente, como alguém que precisava para ajudá-lo a livrar-se dos problemas que tinha, ele a via como uma amiga que apenas o dava conselhos, e isso era em partes culpa dela que deixou tal coisa acontecer. Melissa sempre esteve certa de seus sentimentos por ele, desde a primeira vez que o viu, mas o fato em não se sentir boa o bastante dificultou tudo, ela se fez parecer que ele era apenas um amigo para ela, e consequentemente ele fez o mesmo.

 ...

 – Eu não quero assinar isso pai. – Justin disse jogando os papeis em cima da mesa do homem que o encarou.

– O que fez para Melissa que deixou Conrad bravo ao ponto de soca-lo? – Jeremy quis saber.

– Eu não sei. – O moreno riu.

– Alguma coisa você fez, ele não o socaria no rosto por nada.

– Talvez ele fizesse. – Justin deu de ombros.

– Chega Justin! Assine logo esses papéis, não era isso que queria?! – Jeremy disse estendendo-os os mesmos junto com uma caneta para próximo dele.

– No começo eu quis sim, mas não mais. Esse contrato é a única coisa que ainda me deixa estar perto de Melissa, não posso simplesmente assiná-lo e perdê-la de uma vez. – Disse nervoso.

– Você sabe o quanto que esse contrato era importante para Conrad, então se ele o mandou assinar sugiro que o faça. – Jeremy disse sério encarando o filho a sua frente. 

– Não irei assiná-lo pai, eu já disse e se for esse o problema pode deixar que eu mesmo entrego-o. – Justin disse recolhendo todas as folhas da mesa.

– Filho, por favor, pense bem no que está fazendo. Quer mesmo continuar preso a isso? – Justin sorriu largo para o pai a sua frente.

– Você não imagina o quanto.

 ...

 – O que significa isso? – Conrad perguntou alterado quando viu Justin entrar em sua sala sem mesmo ter seu consentimento.

– Aqui está o seu contrato. – Justin jogou as folhas em cima da mesa do mesmo que os pegou analisando.

– Porque não os assinou? – Cruzou o cenho logo o encarando sério.

– Não irá me afastar de Melissa. – Disse convicto daquilo.

– Eu já o fiz. – Disse. Justin riu seco.

– Não, não o fez. Eu só me afastarei dela quando ela pedir por isso. – Justin sorriu largo.

– Bom então isso não durará muito. – O sorriso que Justin carregava em seus lábios sumiu quando o ouviu dizer aquelas palavras.

– O que quer dizer com isso? – Conrad sorriu.

– Ela quem me pediu para acabar o contrato, então eu o fiz.

– Ela já havia o pedido antes e você não o fez, então, porque isso agora? – Justin perguntou não estando convicto com o que ele havia dito.

– Assim como a Melissa eu vi o garoto que você é. Não acha que está na hora de crescer Justin? – Perguntou sarcástico.

– Isso não é verdade. – Justin disse com seu maxilar travado e seus punhos fechados.

– Acredite no que quiser sua família não é a única com poder nesse estado Justin, sem falar que há muitos pretendentes para Melissa e garanto que eles são melhores do que você.

– Você não se importa com ela, está fazendo isso apenas por poder. – Justin cuspiu as palavras.

– Não, esse é você no momento. Tudo o que eu quero é ver Melissa feliz e claramente com você isso não está sendo possível. – Conrad disse alta batendo suas mãos na mesa fazendo o som ecoar em sua sala.

– Não pode decidir por ela. – Justin travou seu maxilar.

– Como eu já disse isso não foi escolha apenas minha, e sim de Melissa. Ela cansou de você Justin assim como a sua namoradinha irá cansar.

– Eu tenho pena da Melissa por ter um pai como você. – Conrad fechou suas mãos em punhos e se segurou para não o bater mais uma vez, e se ele fizesse dessa vez ele não hesitaria ir até o fim.

– Eu é que sinto pena da Melissa por não ter acabado com isso antes. – Conrad disso logo assistindo Justin sair de sua sala. Ele suspirou. Ele era apenas um adolescente, mas já havia criado tantos problemas que nem ao menos ele saberia o quão grandes eram eles.

Justin pegou seu celular e apertou no contato de Melissa a mandado uma mensagem em seguida.

‘’Você conseguiu com que eu me afastasse de você. Espero que fique bem sem mim. ’’

 

– Como nós ficamos tão quebrados? 


Notas Finais


Link da minha nova fanfic: https://spiritfanfics.com/historia/pleasure-3870836
A minha outra, estilo caipira: https://spiritfanfics.com/historia/countrified-6644314
Essa é sobre vingança: https://spiritfanfics.com/historia/newcomer-vindictive-4678705
Instagram da fanfic: https://www.instagram.com/suicidalfic/
Link da playlist: https://open.spotify.com/user/faveladobiebs/playlist/21UELvHithLmokgZORQhwR


Tenho um grupo no whats para as minhas fanfic's, quem quiser entrar ou falar comigo, sou bem legal, me chama no meu whats 8 4 9 9 4 2 7 7 1 4 6
Até o próximo ♥


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...