História Suicide boy - Capítulo 13


Escrita por: ~ e ~BottomNochu

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bottom! Jungkook, Bottom!jungkook, Bottomnochu, Incesto, Jikook, Jungkook Uke, Namjin, Rape, Sexual Abuse, Suicidal! Jungkook, Taeyoonseok, Top! Jimin, Trauma
Visualizações 735
Palavras 3.129
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu sei, eu sei, eu sei... eu prometi que iria conseguir postar segunda ou terça, mas aqui estou eu, em plena noite de quinta-feira. Podem me linchar, façam o que quiserem, eu mereço kk Mas tenho uma boa justificativa: eu queria dar um ar mais diferente para esse capítulo... tentei escrever da melhor maneira que consegui para conseguir essa sensação de "ah, estou descobrindo estou descobrindo... pow, é só o começo"

Então, PEÇO por favor mesmo que leiam as NOTAS FINAIS, onde quero acentuar uns pontos da história que não podemos esquecer de maneira alguma. E, detalhe, esse capítulo vai parecer que estão finalmente resolvendo as coisas, finalmente descobrindo pelo menos algo mais relevante... mas NÃO SE ENGANEM, É AQUI QUE A TRETA VERDADEIRAMENTE COMEÇA muahahaha.

Spoiler: temos beijinho, fofuchinho, much cuteness, nhonhonhon <3

Aproveitem a leitura, e não se esqueçam de lerem as notas finais!

Capítulo 13 - The one who paints


Fanfic / Fanfiction Suicide boy - Capítulo 13 - The one who paints

SUICIDE BOY

 

Agosto, 2006

 

Park Jimin injuriava-se ao que era capaz de sentir perfeitamente os batimentos fortes e receosos de seu coração. Seu sistema circulatório parecia deficitário, uma vez que as extremidades – das pontas dos dedos das mãos, aos pés – formigavam por falta de sangue. O rapaz já havia se esquecido de como respirar direito, uma vez que seu peito parecia inflar e soltar o ar com tanta rapidez e agonia, que o som se tornava rouco em suas cordas vocais e o ar reberverava em suas narinas. Diante de si, aquela mesma porta rústica, pintada de branco, mas de maneira que ainda era possível ver as marcas verticais da madeira envelhecida.

Sabia que o sangue já havia se esvaido de sua pele, pois conseguia sentir o frio característico tentando se apossar de seu corpo incandescido pela adrenalina. Havia dirigido tão rápido em direção à casa dos Jeon, que sequer se recordava do caminho. Das vezes em que quase atropelou alguém, ou que quase amassou o carro contra alguma pilastra. Havia sido um caminho problemático e ele sequer se lembrava disso, tanto dos xingamentos de outros motoristas quanto das vezes em que seu pneu cantou, derrapando no asfalto e machucou seus ouvidos.

Trouxe novamente o aparelho móvel para seus olhos, encarando, pelo o que parecia ser a milionésima vez, a mensagem que Jungkook havia lhe enviado, há menos de quinze minutos atrás. Aquele foi o estímulo que faltava para que enfiasse rapidamente o telefone em seu bolso, erguendo a mão fechada em punho e batendo algumas vezes contra a madeira. Quase revirou os olhos ao que se lembrou do botão da campainha ao seu lado, o qual apertou rapidamente logo em seguida. Teve de lutar para não apertar repetidas e incessantes vezes, mas bastou o rosto quase diabólico de Jeon Myung-hee aparecer em suas lembranças, que desistiu completamente da ideia. O homem parecia ser capaz de assassina-lo se estivesse irritado.

E Jungkook morava com esse homem. Todos os dias. E aquilo foi a única coisa necessária para que Jimin se esquecesse do próprio medo e batesse mais algumas vezes na madeira esbranquiçada, apertando a campainha mais uma ou duas vezes.

Dentro da moradia, Myung-hee soltou uma irritada lufada de ar, mudando completamente seu bom humor de segundos atrás. Parou de acariciar delicadamente os cabelos do filho que, deitado em meio ao chão acolchoado e branco da Solitária, respirava um pouco pesadamente, os olhos arregalados e inexpressivos. Jungkook sequer tinha tido seu momento sozinho para manchar-se de suas cores – aquelas cores que sempre manchavam as paredes acolchoadas do local. Beijou o rosto de seu menino, acabando por esbarrar de leve nas paredes manchadas ao que se ergueu.

- Banhe-se e vista-se. – Ordenou o pai, ajudando o mais novo a se erguer, vendo o quão fraco e debilitado ele estava, mas não sentindo-se culpado por isso. Afinal, não importava se estava em um daqueles dias em que se sentia tentado à ser carinhoso com o filho, a culpa nunca foi algo que marcou presença em seu coração. Apenas encaminhou Jungkook para o banheiro e desceu as escadas em seguida.

Jimin acabou por saltar em seu lugar ao que a porta foi escancarada diante de si, revelando o homem de cabelos grisalhos e olhos fundos. Seus olhos se arregalaram ao que notou rapidamente uma mancha de tinta florescente verde na manga da camisa social do homem, assim como uma bastante pequena em sua gravata cinzenta, de um fluorescente alaranjado. Não pôde evitar ao que inclinou delicadamente para o lado, tentando procurar a imagem de seu Jungkook atrás do pai.

Ah... O Park não cansava de pensar e reforçar em quanto aqueles olhos fundos e vazios, envoltos por olheiras escuras eram terrivelmente assustadores. Pareciam carregar... o próprio caos personificado dentro deles. Os lábios secos do homem estavam crispados em óbvia irritação, enquanto as mãos ossudas seguravam a porta com certa força.

- Eu gostaria de v-ver Jungkook. – Jimin gaguejou um pouco, os olhos fixos na imagem de Myung-hee, que apenas ergueu a sobrancelha da mesma maneira que havia feito da última vez.

- Quem é você? – O homem perguntou rude, fazendo com que o loiro contorcesse as sobrancelhas em pura confusão. O Jeon já lhe conhecia, sabia muito bem disso. Talvez tivesse esquecido seu nome? Ou, quem sabe, apenas não se lembrasse de seu rosto. Apesar de que a casa inócua e digna de presságios dos Jeon não parecia ser um lugar que recebesse visitas frequentemente.

- O Senhor me conheceu antes... Park J-

- Park Jimin, eu sei. Essa não foi minha pergunta. Quem é você que se acha na necessidade de perguntar tanto pelo meu filho? – O capitão do time de basquete arregalou os olhos, estupefato. A maneira como a voz de Myung havia mudado completamente, apenas ao que pronunciou “meu filho”, deixavam mais do que claro o quão distante ele queria que o loiro estivesse de Jungkook. Havia falado aquelas simples duas palavras de maneira tão possessiva, tão incrivelmente convicto de que meu significava literalmente uma posse...

Jimin só ficava mais assustado. E só desconfiava cada vez mais de Jeon Myung-hee. E mais uma vez, se perguntava como era possível que um pai batesse no próprio filho.

O terceiranista fechou os olhos por alguns momentos, tentando recolher os pedaços de sua compostura e engolindo em seco. Precisava dar uma resposta convincente para o appa de Kook, para que ele permitisse que visse o garoto, pelo menos por alguns minutos. Só precisava vê-lo e garantir que tudo estava bem.

- Eu sou amigo de escola do Jungkook... Estamos fazendo um trabalho muito importante juntos, por isso eu vim ontem. – Respondeu o loiro, feliz por não ter gaguejado daquela vez, apesar de que a adrenalina, ansiedade e nervosismo continuavam inundando seu corpo inteiro, alarmando todas as conexões de seu cérebro e deturpando seus batimentos cardíacos. Conseguia já sentir um estranho gosto salgado que parecia emergir de sua garganta, juntamente com uma ardência característica. Imaginava que fosse algum tipo de refluxo resultado das fortes emoções e alterações hormonais as quais estava sendo obrigado à passar.

Myung-hee tinha uma expressão de escárnio, apesar de os lábios continuarem crispados, pressionados um contra o outro em uma linha fina e retorcida para baixo. Jimin arriscaria dizer que o Jeon mais velho parecia algum tipo de personagem do Tim Burton, com toda aquela postura assustadora digna de uma animação de terror. Quase bateu em seu próprio rosto: precisava se recompor! Não podia temer Jeon Myung-hee, ele era um ser humano assim como ele, tinha limitações, fraquezas – estavam no mesmo nível de igualdade, sem contar que o Park era mais novo e se considerava em vantagem nesse quesito.

- Hm. – Concordou em um grunhido, ainda com os olhos curiosos para o capitão do time de basquete, se questionando como era possível que o loiro tivesse tamanha audácia para desafia-lo com aqueles olhos afiados e determinados. Já era óbvio para si que, dessa vez, o Park não iria embora antes de conseguir o que queria. – Jungkook! – Gritou, voltando a cabeça minimamente para o lado, em direção as escadas, mas sem quebrar contato visual com o rapaz diante de sua soleira.

Jimin não ousou abaixar o olhar, continuou encarando o homem da mesma maneira com que ele o encarava. Já não mais sentia medo, e apenas uma cautela preventiva em relação ao mais velho. O que o fez desviar os olhos da figura diante de si, foram os passos quase que completamente silenciosos que se aproximavam, até ficarem diante de ambos os mais velhos, abaixando um pouco a cabeça ao que chegou ao lado de seu pai. Afinal, Jungkook sabia o que ganharia se não demonstrasse respeito ao homem.

O Park notou os fios molhados, que pareciam não terem sido enxugados por pressa. Talvez o garoto estivesse tomando banho quanto o pai o chamou. As roupas amarrotadas obviamente tinham sido vestidas rapidamente também, o que fez Jimin se perguntar o porquê de tamanho desespero apenas para atender ao chamado do pai.

Notou tintas fluorescentes frescas nas mangas do garoto, e a maneira como um pouco ainda residia entre seus fios negros e úmidos, pingando gotas de aquarela pelo chão. Assim como escoriação leve em seu pescoço, avermelhada, mas que parecia ser recente. Oh deus, será que antes de Jimin chegar o pai de Jungkook estava batendo nele? Balançou suavemente a cabeça para si mesmo, deixando que um sorriso apoderasse de suas feições, amarelo e amargo, mas que parecia ser o suficiente para convencer Myung-hee de sua mentira sobre trabalho de escola.

- O-oi Jungkook. Que tal irmos falar sobre nosso trabalho? – O Park tentou conjecturar da forma mais simplória e natural possível, ignorando como gaguejou um pouco inicialmente. Sorriu da maneira mais sincera que o momento lhe permitia, enquanto Jungkook continuava com aquela aparência... desligada, aérea. Era realmente como se ele tivesse fumado alguma droga entorpecente e estivesse completamente chapado, mas o Park percebia a melancolia em seu olhar e percebia que ele estava no mínimo consciente de seus arredores. Assim como fumar algo ilegal não era algo que realmente se encaixasse com Jeon.

Tudo o que o capitão do time de basquete recebeu em resposta foi o pequeno rapaz concordando algumas vezes com a cabeça, para depois voltar os olhos perdidos para a imagem do pai, que rigidamente assentiu em um movimento não verbal, o maxilar travado e os dentes rangendo discretamente, ainda encarando cada mínimo movimento de Park Jimin.

- Volte antes das 17:00. – Foi tudo o que a voz severa proferiu, antes de fechar a porta indelicadamente, fazendo com que um baque surdo soasse pelos ouvidos de ambos os garotos, agora finalmente sozinhos. Jimin tentou sorrir mais uma vez, enfiando a mão nos bolsos e indicando o passeio do outro lado da rua, sugerindo que caminhassem. O garoto entendeu, logo começando a andar ao lado do Park, que imediatamente percebeu a maneira como mancava desconfortavelmente, sempre colocando mais peso em uma perna, compensando a dor que parecia sentir.

O desespero já estava se alastrando pelo peito do mais velho. Conseguia ver tão absurdamente claro diante de si agora. Tinha algo tão ridiculamente estampado diante de seus olhos: o garoto estava à beira do colapso, conseguia perceber isso claramente, agora que via sem tentar se restringir. E Myung-hee, obviamente era o centro de muita coisa. Jimin tinha medo de saber a quantidade de vezes que o garoto parecia ser espancado... o quão terrível deveria ser não ter ninguém para pedir socorro, ou pelo menos para conforta-lo nos momentos em que tudo era demais para aguentar. E o Park imaginava que, em uma situação como essa, as coisas sequer eram possíveis de se aguentar.

Pensar que Jungkook estaria sofrendo espancamentos em casa o assustava, e ele se perguntava há quanto isso acontecia e há quanto tempo estaria escondendo isso do mundo e de si mesmo.

O silêncio apenas foi quebrado quando ambos pararam automaticamente no parque, diante dos balanços. Jungkook cambaleou um pouco, se aproximando do balanço em que sempre se sentava e, com um pouco dificuldade, se aconchegando no brinquedo, segurando as correntes e as manchando com as tintas que ainda estavam em sua pele. Jimin suspirou baixo, sentando-se logo ao lado, vendo como o menino balançava daquela mesma maneira de sempre, como se o vento fosse o que o empurrasse. Com tamanha leveza, observando aqueles olhos tão puros, aquele rosto tão belo de seu dongsaeng, o loiro se perguntou se algum problema realmente existia naquele mundo. Sentia tamanha paz ao estar apenas ele e o garoto, como se tudo ao seu redor desvanecesse.

Myung-hee, Taehyung e os outros, eles já não importavam. Enquanto seus olhos estavam naquela imagem quase astral do pequeno Jeon se balançando, com aquelas calças de tecido fino e aconchegante, cinza-claro, e a blusa branca de frio alguns números maior do que si, que o faziam parecer uma criança que vestia a roupa dos pais. Sentia-se tão tentado à apenas aperta-lo em seu abraço, beijar-lhe os lábios e dizer que nada no mundo o atingiria, enquanto Jimin estivesse lá para protege-lo.

Mas então, o suave ranger do balanço fez com que seus olhos desviassem da face de Jungkook e voltassem para a tinta fluorescente que havia manchado o metal das correntes.

- Onde... consegue essas tintas? – Deixou a pergunta escapar, permitindo-se vagar um pouco de seu objetivo inicial ao vir conversar com Kook. O menino não desviou seu olhar do riacho silencioso, quase sem vida, diante do parque abandonado de pedrinhas.

- Appa... trabalha em uma fábrica de tintas... – Respondeu, sua voz era quase tão baixa quanto um sussurro. – Ele é responsável por criar, misturar, encontrar novas tonalidades... e eles possuem um estoque de tintas fluorescentes, que acabaram por não vender. E papai sempre traz algumas delas para casa. – O rosto do garoto teve um breve espasmo, ao que suas sobrancelhas se contorceram para cima e, logo, voltaram à imagem inexpressiva anterior, o que incomodou o Park profundamente.

- Jungkookie... – Chamou baixinho, quase da mesma maneira com que um amante sussurra o nome do outro debaixo das cobertas, em uma cálida e terna noite. Corpos juntos e entrelaçados, da mesma maneira com que estavam os corações de ambos os garotos. – Eu quero te ajudar. – Afirmou, um pouco mais alto, virando o corpo para o garoto e, ao perceber que o olhar do menino continuava perdido no riacho quase imóvel, ergueu-se, indo até o mais novo e se agachando diante de si.

Finalmente ganhou a atenção daqueles belos olhos.

- Eu... – O Park travou por alguns segundos, abaixando a cabeça, pensando em suas próprias palavras. Estivera tão ávido pela verdade, tão desesperado atrás dela. Mas da mesma maneira que estivera a procurando, estivera terrivelmente assustado da mesma. E agora, ele sabia, que poderia ser brutalmente estapeado com a realidade. Precisava se recompor, e isso o fez tomar uma longa leva de ar. Se fosse para se comunicar com o garotinho, devia tentar, pelo menos falar de uma maneira que ele absorvesse melhor. E foi quando recordou-se do poema do menino, erguendo os olhos para encara-lo novamente. – Eu quero te mostrar que você tem um nome... que você pode ser visto e tocado.

Jungkook tremeu um pouco diante da declaração, sentindo que o conhecido líquido morno juntava-se em seus olhos, os deixando vítreos e brilhantes, o que fez Jimin se aproximar um pouco. Levou os dedos longos e calejados pelo basquete até aquele rosto tão delicado, acarinhando a pele de bebê que o pálido rapaz possuía. O mais velho sentia a pressão aumentar em sua garganta, enquanto engolia o choro da melhor maneira possível. Estivera tão frustrado, desesperado e jogado às cegas em todos aqueles últimos meses, que isso o fazia querer chorar de raiva, pelo homem que Myung-hee parecia ser, chorar de frustração, por se sentir tão incapaz de ajudar o mais novo e chorar de tristeza, por saber o quanto Jungkook deveria ter sofrido por muito tempo.

- E-eu... – Jimin tentou engolir novamente, impedindo que as lágrimas viessem à superfície. – Quero mostrar que você pode ser amado, Jungkook. M-mas.. para isso, você precisa parar de... se convencer dessa mentira, da tal brincadeira que você começou. – Jimin passou o polegar pela bochecha do mais novo, onde lágrimas já escorriam livremente, pingando em grande quantidade de seu rosto. – Isso não é uma brincadeira, Kook... tem algo muito errado acontecendo, algo muito sério, e você não pode continuar tentando se esconder disso.

Jimin sorriu delicadamente, de maneira trêmula, em direção ao mais novo. Aqueles belos olhinhos marejados apenas instigaram suas próprias lágrimas, que surgiram, mas não desceram por seu rosto. Se aproximou mais do mais novo, muito lentamente, para que não o assustasse. O hálito do rapaz não possuía um odor específico, tão orgânico e impossível de identificar. Calmamente, depositou um selar no canto dos lábios do menino, deixando que uma primeira lágrima caísse de seus olhos também. O contato suave deslizou para o lado, apenas para juntarem os lábios por breves momentos, sem se movimentarem ou aprofundarem o toque. Jimin apenas queria mostra-lo o quão precioso, especial, amado Jungkook havia se tornado. Se separou poucos segundos depois, também lentamente, vendo a maneira como o dongsaeng continuava à chorar baixinho.

- Você se tornou tão precioso para mim, Jungkookie... tão importante. – Confessou o rapaz, afastando uma mecha de cabelo do rostinho delicado do mais novo. – Eu só espero que eu seja importante o suficiente para você, para que me conte o que tanto lhe acontece... – O Jeon soluçou audivelmente, tremendo e erguendo delicadamente os braços para abraçar seu hyung, chorando abundantemente em seus ombros. O Park apenas acariciou seus cabelos com uma mão, enquanto fazia o mesmo com suas costas magrelas e trêmulas pelo choro.

Jungkook havia sido inundado por memórias, de sua irmã, de sua mãe, de seu pai, de si mesmo. Tudo o assustava e o entristecia tanto, apenas queria poder esconder nos braços de seu hyung.

- Pronto, pronto... – Sussurrou Jimin, apoiando o menino em seu corpo, permitindo que esse se refugiasse em si e, encontrasse em seu calor, um abrigo seguro. – O hyung está aqui, Kookie... o hyung sempre estará aqui para abraçá-lo. Me conte quem te machuca, meu amor... – O loiro sequer pensou na maneira que chamou seu dongsaeng, apenas sentia que o momento permitia que agisse de acordo com seus sentimentos.

- H-hyung... – O mais novo se pronunciou, trêmulo e um pouco sem folego, ainda escondido contra o corpo do mais velho. – É o p-p-p... – Jeon travou por alguns momentos, não sabia como dialogar bem com as pessoas, suas frases sempre pareciam sair criptografadas de si, e isso certas vezes o incomodava, o frustrava. Simplesmente, era terrível em comunicar-se, e isso lhe era um problema em um momento como esse. – É... o pap-pai... Papai é q-quem pinta a-as cores...

O Park sabia exatamente o que isso significava, e não precisou de dias para decifrar nenhuma daquelas palavras. Era tão claro como cristal para si, agora que já estava entendendo o Jeon cada vez mais. Jeon Myung-hee era quem machucava o próprio filho. Jeon Myung-hee, apesar de que Jungkook não tivesse dito exatamente o que ele fazia, era o responsável pelos hematomas e por toda a perturbação de Jungkook.

Pobre Jimin, se soubesse o quanto estava enganado sobre as ações de Myung-hee... e se verdadeiramente soubesse o que acontecia dentro das quatro paredes daquela casa branca e desprovida de aconchego – com certeza, desejaria mil vezes que Jeon ‘apenas’ fosse espancado... e não todas as atrocidades que lhe aconteciam.

 

“Se você visse meu verdadeiro eu,

Seria capaz de preencher-me de cor?

Ou esconderia-me para si,

Em uma promessa de amor?

Se você visse sem medo de ver,

Você veria o que realmente é?

Mas quem realmente não tem medo de ver,

Quando a verdade é como o diabo quer?

 

- Suicide boy, 2006”


Notas Finais


1- Notaram a possessividade extrema do appa do Jungkook, quando ele disse "meu filho".? Pois é, se recordem disso, que é treta

2- LEMBREM-SE! Jimin descobriu que Myung-hee é o responsável pelos hematomas e por tudo o que houve com o Kook, mas ele não faz a mínima ideia do que realmente acontece. Assim como não sabe de nada do passado do Jungkook, algo que vocês leitores também não sabem e ainda vão descobrir <3 Enfim, ele descobriu que tem que deixar o kook longe do pai, mas ainda está bem as cegas. Pois é, eu não dou sossego *moon face*

3- As coisas vão começar a ficar bem tensas a partir de agora! Se preparem!

Agradeço muito pela leitura e pela maravilhosa quantidade de favoritos e comentários lindos que recebo <3 Vocês são uns amores

Beijinhos ~


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