História Suicide love - Capítulo 52


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber
Personagens Chaz Somers, Christian Beadles, Justin Bieber, Pattie Mallette, Personagens Originais, Ryan Butler
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Palavras 6.499
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 52 - Big Times- parte 2


 

 - Justin. - gritei novamente. Ouvi o barulho de passos subindo as escadas e Justin apareceu na porta do quarto ofegante.

          - o que aconteceu? - ele perguntou ainda ofegante.

           - eles estão vindo, Justin, eles estão vindo!- respondi colocando a mão na barriga e tentando manter a calma.

           - ai meu Deus! - ele colocou a mão na cabeça. - você tem certeza? - veio ate mim. 

        - se eu tenho certeza?  Justin, eu já estou sentindo as contrações. - respondi fazendo a técnica de respiração.

       - e o que  você quer que eu faça? - ele perguntou enquanto passava as mãos pelos cabelos.

        - Justin. - espirei fundo. –você tem que me levar para o hospital.

        Ele assentiu e me pegou no colo e começou a descer as escadas comigo, as contrações estavam cada vez mais fortes e os intervalos menores. Eu repetia a respiração que eu havia aprendido  varias  e varias vezes, mas não estava adiantando. Justin chegou perto do carro e começou a tentar abrir a porta, senti uma pontada forte e logo em seguida senti um liquido escorrer pelas minhas pernas.

    - Porra, Lilyan! Você fez xixi em mim? - Justin disse.

            - Justin, seu idiota, não é xixi, foi a bolsa que estourou. - respondi trincando os dentes, pois a dor estava forte.

       - e oque eu tenho haver com isso? - ele me colocou sentada dentro do carro.

        - o que você tem haver com isso? - disse irritada. - se você não entrar logo nesse carro e me levar para o hospital eles vão nascer aqui dentro. - comecei a gritar irritada.

          Ele atravessou e entrou no carro pela porta do motorista, deu a partida e arrancou com o carro. Já estávamos perto do portão quando eu me lembrei de uma coisa.

      - Justin, você pegou a bolsa?

      - que bolsa Lilyan? Você vai para o hospital e não ao Shopping, então não precisa de bolsa.

     - Justin, não é minha bolsa, é a bolsa dos bebês, as coisas deles estão todas lá.

      - isso é necessário? - me encarou. O encarei seria. – está bem Lilyan! - ele bufou e saiu do carro batendo a porta. 

      Pequei o celular dele que estava conectado ao som do carro e disquei  o número da Pattie. Chamava, chamava e nada dela atende,  quando a ligação estava prestes a cair ela atendeu.

     

      - alô, Lilyan?- Pattie disse do outro lado da linha.

        - Pattie, chegou a hora, os bebês estão vindo.

         - oh meu deus!- ela deu um grito. - aonde você esta?

        - dentro do carro.

        - e o Justin?

       - ele foi buscar a bolsa dos bebês. Pattie as dores estão muito forte. - disse trincando os dentes.

       - calma querida, respira, respira. - ela ia dizendo e eu ia respirando. - eu vou ligar para a sua médica, nos encontraremos no hospital ok?  - resmunguei confirmando e desliguei logo em seguida.

     A dor estava tanta que eu não conseguia olha para baixo. O Justin estava demorando, olhei pelo retrovisor e ele vinha com a bolsa nas mãos.

         - você estava trocando de blusa? - perguntei quando ele entrou no carro.

         - É claro, eu não vou sair todo molhado com liquido de bolsa. - ele bateu a porta do quarto.

        Não era possível isso, em uma hora dessas Justin preocupado com roupa, isso é  inacreditável.

        Já estávamos quase perto do hospital, Justin estava em alta velocidade, o que eu não reclamei, pois queria chegar o mais rápido possível. Estacionamos perto da porta do hospital, Justin me ajudou a descer, mas a dor estava tanta que ele me levou no colo ate dentro do mesmo. La dentro Pattie já estava a nossa espera e veio ao nosso encontro.

     - coloque-a  aqui. - ela disse para Justin, ele me pôs sentada em uma cadeira de rodas e me levaram.

  

Pov. Justin

 

       - vai ficar tudo bem! - Pattie disse colocando uma de suas mãos em meu ombro. Apenas assenti.

      Eu estava com os pulmões em brasa de tanto corre.  Estávamos na recepção fazendo a ficha de internação dela quando um enfermeiro se aproximou.

         - ela já esta no centro cirúrgico. Algum de vocês vão querer assisti ao parto? - perguntou

       Pattie e eu nos entreolhamos, ela me lançou uma expressão de” vai assisti ao parto dos seus filhos moleque” , mas eu confesso  que não estava muito afim, não era por medo ou coisa do tipo, Puff, eu? Com medo? De assisti um parto? Nunca! É que eu acho meio que estranho ver um bebê saindo todo ensanguentado de dentro de uma mulher. Fazer é bom, vamos admitir, é ótimo, mas ver o resultado só depois disso tudo. Sessei a troca de olhares entre Pattie e eu e me rendi.

 - esta bem, eu vou! - entreguei as chaves do carro para ela e segui o enfermeiro.

          Ele me conduziu ate uma sala aonde eu colocaria a roupa adequada para assistir ao parto,  uma palhaçada ao meu ver. Depois que já havia me trocado estava parecendo um medico, era toca, avental, máscara e não sei mais o que.

        O enfermeiro me conduziu até o centro cirúrgico, pelo vidro já dava para ouvi os gritos dela, puta que pariu nem na cama ela gritava assim. Quando entrei aproximei-me dela e segurei sua mão, ela me olhou de imediato.

                Ela estava suada, a pele vermelha de tanto fazer força e apertava minhas mãos com uma força que parecia que meus ossos se quebrariam em mil. A médica dizia para ela contar ate três e fazer força, assim ela fazia. Isso se repetiu uma, duas, três vezes, na quarta a médica disse que já estava vendo um dos bebes.

           - faz mais uma forcinha, um deles esta vindo. - a médica disse. Ela trincou os dentes e apertou minha mão com toda força que parecia  que dessa vez quebraria.

         Ela afrouxou um pouco a mão e foi ouvido um choro de criança, olhei para a direção do barulho e vi uma das enfermeiras enrolando o bebê em uma espécie de toalha, era o Jacke e ele chorava muito. Eu não podia esta acreditando no  que eu estava  o vendo.

           Olhei para ela e a mesma olhava na mesma direção com um sorriso cansado nos lábios.

          - querida, continua fazendo força, a sua menina esta vindo. - ouvi a medica falar.

        Lilyan agarrou na minha  mão chamando minha atenção, me virei e a mesma me puxou.

         - eu não vou consegui Justin. – ela disse ofegante.

         - é claro que vai, você é forte. - afastei a máscara que estava em minha boca e depositei um beijo em sua testa e a recoloquei novamente. Ela fechou os olhos rapidamente e assentiu.

        - não desiste, faz força só mais um pouquinho. - a médica disse. Ela assentiu, respirou fundo e fez força apertando minha mão. - mais uma vez. -  ela repetiu ato e nada de Jasmine chegar. - eu já estou vendo ela, faz mais força só por essa fez.

      Confesso que na hora ela levou a serio esse negócio de fazer força, pois  soltou um berro, sua pele ficou vermelha, mas compensou tudo isso, foi ouvido outro choro, Jasmine havia chegado. A olhei e ela estava chorando, a princesinha do papai. 

      Voltei-me para Lilyan a mesma estava ofegante, suada e com as mãos tremulas. Tirei máscara que tapava minha boca e a beijei, ela ainda tremula retribuiu.

        - você conseguiu. -disse bem perto de seu ouvido, ela assentiu. Ouvi um barulho de choro próximo e me levantei um pouco, duas enfermeiras trouxeram Jacke e Jasmine para vermos. Aí que ela chorou mesmo, já eu não, por que eu sou uma pessoa muito forte, mas confesso que um sorriso idiota brotou nos meus lábios e não queria mais sair.

        - caramba, eles são muito lindos, puxaram a mim. - disse olhando para eles.

       Não demorou muito para as enfermeiras os levarem, logo em seguida sai para  que eles levassem a Ly para o quarto e os bebês para o berçário.  Estava no corredor quando avistei Ryan e Vick vindo ao meu encontro.

        - como esta o novo papai? - Ryan deu um tapa em minhas costas quando chegou perto de mim. - Pattie contou que você assistiu ao parto. - prendeu o riso. - desmaiou na hora?

         - qual foi? Eu sou forte. - respondi rindo. - para com isso Victoria. - falei colocando  as mãos nos olhos pois o flash da câmera me atingiu em cheio. 

       - eu preciso registrar todos os momentos. - retrucou. A encarei.

         -  Aeee! Aqui esta o novo papai do pedaço. - Candice chegou pulando em cima de mim e me abraçando.

          - agora você já pode parar Candice, não é porque eu estou de bom humor que você pode ficar abusando.

         - vocês já viram os bebês?  - Chaz perguntou.

         - não. - responderam  Ryan e Vick.

        - eles já estão no berçário, Candice e eu já os vimos. - Chaz respondeu.

     Todos nós nos conduzimos ate o berçário, não podíamos entrar, pois não era permitido. Porem os vimos pelo vidro. Havia vários bebês, mas eu os conheceria de longe, eles já estavam vestidos, limpinhos e não berravam mais como na sala.

        - Hey, você esta molhando o vidro.  - Ryan debochou.

      -larga de ser idiota Ryan  - disse. Eles começaram a rir.

       - ah Ryan, mas ele esta babando com razão, os pirralhos são muito lindos mano. - Chaz disse . - nem parece que saíram do saco do Justin.

      Dessa vez não foi preciso eu acertar nada nele, Candice fez isso, deu uma cotovelada no estômago  dele para o mesmo calar a boca, mas ninguém resistiu e caímos na risada.

Pov. Lilyan

 

         Já havia chegado ao quarto e Pattie estava a minha espera, a ansiedade estava em mais de um milhão, tudo que eu queria era ter eles nos braços. Vi Adam seguido de Chris entrar pela porta.

         - como esta a nova mamãe? - eles perguntaram

         - nervosa ao extremo. - disse mostrando as mãos que estavam tremulas.

         - hey, calma! Eles já vão trazê-los. -Adam veio para a beira da cama e depositou um beijo no top da minha cabeça.

      -mas porque da demora? Onde estão os outros?  -perguntei já impaciente.

      - Justin e os outros estão no berçário e já estão vindo para te ver. - Pattie disse, assenti.

      Não demorou muito para  Chaz e Candice, Ryan e Vick entrarem no quarto. E Vick já tirando varias fotos.

          -isso é necessário?-tapei os olhos com a mãos pois o flash me atingiu de inesperado.

     -desculpa. – ela disse tirando o flash. - mas eu tenho que registrar todos os momentos.  Só fiquei triste por não ter fotografado o parto, perdi a parte mais importante. - ela disse cabisbaixa.

        -  não se preocupe? Outros virão. - disse.

       - você pretende ter outros? - eles me perguntaram assustados.

       - quem disse que vai ser eu? Pode muito bem ser a Candice. - respondi apontando para ela.

        - você esta gravida Candice? - Chaz perguntou assustado.

        -  não, seu bobo,  esta vendo que é  só uma suposição. – ela respondeu, assenti.

        -Ata. - ele respondeu. - ainda bem, eu não estou preparado para esse tipo de responsabilidade.

      Nessa tivemos que rir, e ele acha que eu tinha algum  tipo de responsabilidade quando descobri que estava gravida? Eu aprendi tudo na marra, ou melhor, ainda estou aprendendo.

         Não demorou muito para Justin entrar pela porta do quarto, já trocado com suas roupas que havia chegado ao hospital.

          -  Pow mano, o que aconteceu com sua mão? - Chris perguntou, ele me olhou.

           - culpa dela.  - apontou pra mim. Todos começaram a rir.

           - serio isso mano? - Chaz perguntou rindo.

           - olha  pra minha cara e vê se eu estou brincando? – o encarou serio. - ela quebrou minha mão.

         - para de drama Justin, quebrou só um dedo, foi você que mandou enfeixar tudo para dar susto nela. -  Candice contou.

          - porra Candice, você estraga tudo. - respondeu Justin dando um tapa no braço dela.

         - isso não teve graça Justin, eu fiquei preocupada. – respondi.

         - fiz isso só para descontrair. – ele se aproximou rindo e me deu um beijo rápido.

         - eles estão chegando. – Vick disse olhando pra o vidro. Duas enfermeiras estavam trazendo Jacke e Jasmine.

         Elas adentraram a porta e vieram com eles até perto de mim.

         - eles querem ver a mamãe. – uma delas disse.

         Com a ajuda delas os peguei no colo, um em cada braço, com cuidado. Eles eram pequeninos, tinham as  mãozinhas delicadas, vermelhinhas,  muito fofos. Jacke tinha os cabelos claros, um narizinho afinado parecido com o do Justin, boquinha pequena e vermelha. Ele estava inquieto e resmungava mexendo os bracinhos. Ele estava vestido com um macacão azul marinho e creme com uma ancora vermelha, estava muito lindo, parecia um rapazinho.

         Já Jasmine tinha os cabelos mais escuros, bochechas rosadas, boquinha que parecia um coração, ela estava vestida com um macacão rosa cujo na gola do mesmo havia um detalhe em perolas. Ela estava mais quieta, seu rostinho em meu peito como se quisesse se esconder.

         - eles são lindos Ly. – Candice disse enquanto acariciava a mão de um deles.

         - Ah, também tinha que ser! Puxaram a mim é claro. – Justin se gabou. Começamos a rir.

         - não exagera Bieber! – Ryan disse. – eles só saíram assim por causa da Ly.

         - não a iluda, vai que ela acha que isso é verdade. – caçoou. Todos riram.

          O clima era só de alegria, todos quiseram pega-los, Vick tirou varias fotos, os garotos se gabando que iriam ensinar o Jacke todas as artes  da conquista e que ninguém o  seguraria. As meninas dizendo que Jasmine  iria ser tratada igual uma princesa, pois era isso que ela era. Justin sendo um pai coruja e falando que Jasmine nunca iria namorar, que Jacke seria o vigia dela, se algum garoto tentasse se aproximar ele o afastaria, e blá, blá, blá.

          Eles já estavam quase de saída quando Justin disse:

         - Chris, onde está o presente?

         - que presente? – perguntei.

         - o nosso  Ué? – Chaz respondeu.

         - Tá,  tá, tá! Agora responde Chris. – Justin insistiu.

         - esqueci… - Chris levou as mãos à cabeça. Justin o olhou serio. – Estou brincando, eu hein! Ele está aqui. – Chris pegou uma bolsa com  a Pattie. – esse é nosso presente.

         Ele tirou de dentro da bolsa uma caixa que parecia ser de joia, pois era aveludada e tal. Chris se aproximou de mim e abriu a caixa revelando duas pulseiras.

         - Porra, vocês conseguiram se superar. – Vick disse.

         - Nós sempre conseguimos. – Ryan gabou-se.

         - posso fazer as honras? – Chris perguntou para Justin, o mesmo assentiu.

          Chris pegou uma das pulseiras e colocou no pulso de Jasmine. De perto dava para ver melhor, a pulseira era parecida com a que o Justin havia me dado por ter entrado no The Bizzle, a única diferença é que essa era menor e um pouco mais simples. Quando Chris ia fazer o mesmo com Jacke Candice o interrompeu.

         - eu posso colocar? Eu posso colocar?  - Candice perguntava com uma empolgação de criança.

         - Está bem, Candice, está bem. -  ele respondeu. Ela sorriu. – pode deixar que depois eu te pago um Mc lanche feliz e deixo você ficar com o brinquedo. – caçoou.

         Todos começaram a rir, excerto ela que pegou a pulseira da mão dele e a colocou em Jacke.

         - agora eles também fazem parte da família Bizzle. – Adam disse.

         -Mas qual foi à prova de fogo? Todos tem uma prova, feito ou algo que é aceito por todos. Quais foram as deles?  - questionei. – eles acabaram de nascer.

         - você está brincando? – Chaz perguntou. – ser filho do Justin já é uma prova de fogo para mim. E um castigo também. – todos começaram a rir.

          - mas agora falando serio. – Chris chamou nossa atenção. – desde dentro da sua barriga eles já são guerreiros.  Eles aguentaram uma briga feia entre você e o Justin, uma folga sua, perseguição, sobreviveram a uma missão, sofreram abalos emocionais junto com você. -  ele contou. – porra, você ainda quer mais motivos?  O perigo os ronda desde quando estavam na sua barriga. Isso pra mim já é uma prova suficiente. 

         Tinha que concordar com as palavras de Chris,  eles foram uns guerreiros, lutaram pela sobrevivência, aguentaram todas as fortes emoções sem ao menos saber quais eram elas e o motivo das tais.   

          Depois disso ficamos conversando, Vick foi embora depois de tirar milhares de fotos, Adam, Chris e Ryan também, pois tinham coisas a fazer, logo depois Candice e Chaz também se foram. Pattie ficou comigo enquanto Justin foi em casa.

         Uma das visitas que mais me surpreenderam foi a do pai do Justin, nunca o tinha visto antes  e só ouvi falar sobre o mesmo quando Pattie o mencionou em uma de nossas conversas. Jeremy Bieber, o mesmo não foi acompanhado da atual esposa, segundo ele havia saído do trabalho isso explicava o terno e a pasta preta. Ele tinha pinta de ser um cara serio, lembrava um pouco o Justin, ele também tinha tatuagens - deu para perceber quando o mesmo tirou o paletó e suspendeu a manga da blusa. Ele não quis pegar as crianças, disse que estava com roupa do trabalho e isso não era nada bom, não reclamei, pois ele disse que faria uma visita formal quando eu estivesse em casa com as crianças e disse também que levaria sua esposa.

Sua visita não durou muito, mas foi o suficiente para ter uma conversa descente.  O dia já estava declinando, o horário de visita ia somente até às oito horas da noite, Justin havia prometido que voltaria para me ver, já eram cinco horas e ele não havia voltado graças aos céus Pattie ficou comigo, me explicou como tem que posicionar o bebê para mamar e tudo mais. Era sete horas quando Justin chegou ao hospital e Pattie foi embora nos deixando a sós.

- pensou que eu não vinha mais? – perguntou me dando um beijo longo.

- não, eu sabia que você viria você sempre vem. – dei de ombro.

Ele riu de lado e foi para onde estavam os bebês e pegou Jasmine no colo e começou a acariciar seu rosto com um sorriso bobo nos lábios.

- admiti Lilyan, eu sei fazer filhos muito bem. - ele riu pegando uma das mãozinhas dela.

- não se gabe! – respondi rindo.

- vai dizer que é mentira? – neguei.

Jasmine começou a mexer os bracinhos e puxar a blusa de Justin,  começou a mexer a boquinha como se estivesse mamando e quando percebeu que não tinha leite começou a chorar.

- me dá ela aqui Justin. – estiquei o braço para que ele a me entregasse, assim ele fez.

A ajeitei em meu colo como Pattie havia me ensinado e comecei a amamenta-la, ela mamava como se não tivesse feito isso a menos de uma hora e meia atrás.  Justin ficava somente observando.

-  Lilyan. – ele chamou minha atenção. Tirei meus olhos de Jasmine e o olhei. – você é uma pessoa egoísta?

- não, por quê? - perguntei sem entender  o motivo da pergunta.

- ainda bem, pois sinto muito em te informar, mas você terá que dividir meu amor com mais uma pessoa. – o olhei sem entender. – ou para ser mais especifico duas.

- se for  quem eu estou pensando não me importa. – olhei para Jasmine e Jacke. – você também terá que me dividir com eles.-  sorri.

- eu estou vendo. – ele olhou para meus seios na qual Jasmine estava mamando. – eu estou perdendo meu território para dos pirralhos. – ele riu. Balancei a cabeça e apenas sorrir.

Não demorou muito para Jasmine pegar no sono novamente, a coloquei na espécie de berço a mesma não acordou, dormia igual um anjinho, Jacke da mesma forma.

- agora você tem tempo para mim? – Justin se levantou indo até mim. Assenti. 

Ele chegou bem próximo de mim e me puxou para um beijo intenso, me inclinei para que nossos corpos ficassem mais perto, ele acariciou meu rosto sem interromper o beijo enquanto tinha seus dedos em meus cabelos os puxando de leve, segurei sua camisa a puxando para que ele aprofundasse mais o beijo,  porem ele as tirou e foi sessando o beijo.

- tenho que ir. – sorriu de lado.

- hã?  Como assim?

Ele apontou para o relógio que estava na parede e marcava oito horas, o horário de visita havia acabado.

 -você vai nos deixar sozinhos? – fiz manha.

- não faça drama, é só por algumas horas. – depositou um beijo em minha testa e foi até os bebês e se despediu deles também.

- Justin! – falei manhosa.

- tchau! – ele riu se despedindo e indo embora logo em seguida.

         Fiquei no quarto sozinha com os bebês, os mesmos dormiam feito anjinhos. Para passar o tempo fiquei assistindo TV- no volume mínimo é claro para não acordar os bebês, mas enjoei e decidi liar e ficar no celular -  Justin havia trago para mim, fiquei enchendo o saco dele por mensagem dizendo que estava triste com ele, tudo drama. Conversei com Victoria pelo face time e ela ficou insistindo em ver os bebês e acabou por  não conversar nada, ficou somente a observa-los

A noite seguiu tranquila, os dois acordaram duas vezes para mamar, na manhã seguinte todos vieram me visitar  e tive uma surpresa ao ver  Gabriel, que veio me visitar e as crianças também. Como presente ele fez duas poesias, uma para cada um e por incrível que pareça elas se encaixaram direitinho neles, acho que eles gostaram, pois enquanto Gabriel as recitava pequenos sorrisos involuntários saiam dos lábios deles. Gabriel também disse que Jacke parecia muito com o Príncipe ogro, perguntei a ele quem vinha a ser esse tal príncipe e ele disse que era o Justin, confesso que comecei a rir. Ele me contou que quando o chamou Justin assim o mesmo ficou irritado e chegou a levar um soco dele, confesso que ri mais ainda.

         Já estava há dois dias no hospital e hoje terei alta, finalmente, já não via a hora de voltar para casa. Quem foi me buscar foi Pattie, Justin estava resolvendo algumas coisas com os garotos.  Quando chegamos a casa logo levei os bebês para o quarto deles, os mesmo ficaram observando tudo, cada detalhe do quarto. Lupy ficou encantada com eles, ela e Pattie me ajudaram a dar banho nos dois, até que não foi muito difícil.

Elas ficaram lá paparicando eles enquanto eu fui tomar banho,  quando voltei Pattie me passou todas as instruções  e disse que Lupy me ajudaria em tudo, Lupy disse que passaria a dormir na casa para ajudar a cuidar das crianças, ela estava empolgada, falando a verdade as duas estavam. Pattie me entregou um aparelhinho, parecido com um bipe que me avisaria quando fosse a hora de amamentar.

Um mês depois…

         O tempo passou voando, os bebês já estavam com um mês e a cada dia mais lindos e espertos, estava compensando acordar no meio da madrugada quando eles choravam querendo mamar ou só para chamar atenção, sim eles faziam isso, eles perceberam que quando eles choravam sempre vinha alguém para ficar com eles, brincar e tal, então eles faziam isso.  Quando eu digo que eles estão inteligentes eu não estou brincando.

         Os preparativos para o casamento estavam a mil, nunca pensei que um casamento fosse dar tanto trabalho, era muita coisa para resolver, vestido, madrinha, padrinhos, decoração, local, lista de convidados. Fiz questão de convidar tio Jacob e Tia Julie, afinal eles são minha família. Pattie inventava  uma coisa mais louca que a outra, ela dizia que não poderia ser um casamento simples, pois esse evento tinha que ficar marcado na historia da família. A lista de convidados estava gigante.

         Faltavam exatamente uma semana para o casamento, eu estava tentando manter a calma, pois estava  amamentando  e isso poderia afetar os bebês.  A ultima prova do vestido seria daqui a dois dias, graças aos seus eu já voltei para meu corpo normal.

            Era inicio de tarde, estava no quarto dos bebês dando banho nos mesmos quando ouvi o telefone tocar, não atendi de imediato, pois estava acabando  de dar banho no Jacke enquanto Lupy dava em Jasmine. Depois que terminei vi quem havia ligado, foi Victoria, retornei de imediato.

         - Alô?

         -Ly, você está ocupada? – Vick disse do outro lado da linha.

         - não muito, por quê?

         - Dá para você vir aqui na casa do Ryan agora?

         - casa do Ryan? Por quê?

         - temos uma surpresa para você.

         - está bem. – disse sem intender nada direito.

         - trás os bebês também. – ouvi a voz de Candice ao fundo.

         - é claro que eu irei leva-los. – ri.

         Desliguei o celular e o coloquei em algum lugar, pedi para Lupy tomar conta das crianças por alguns instantes enquanto eu fosse me arrumar. Fui para o quarto do Justin e rumei até o banheiro, tomei um banho rápido, fui até o closet aonde peguei um short  jeans azul claro  com uma blusa rosa  com detalhes na parte de cima e os vesti,  calcei um all star botinha, penteei meus cabelos de forma que eles ficaram cacheado na ponta, fiz uma maquiagem leve e peguei os óculos escuros do Justin.

         Rumei até o quarto das crianças, Lupy havia mudado a roupa deles, colocou um macacão que imitava um vestido de babado em Jasmine e no Jacke um que  parecia um colete na parte de cima. Os coloquei numa espécie de cesta que Pattie havia comprado, era própria para se locomover com crianças novinhas como eles, e era mais pratico que um carrinho. Pequei a bolsa e desci as escadas, chamei um dos motoristas e ele me ajudou a levar a bolsa até o carro.

         - Aonde a senhora deseja ir? – o motorista perguntou logo após entrarmos no carro.

         - Casa do Ryan, por favor. – ele assentiu e deu partida.

         O trajeto até a casa do Ryan não foi muito longo, estacionamos perto do portão e logo o abriram quando viram que o carro pertencia ao Justin. A casa de Ryan por fora não era tão grande quanto a do Justin, mas esbanjava luxo. Paremos bem em frente a porta principal, sai do carro e rumei até a porta aonde toquei a campainha,  não demorou muito para Vick abri a porta.

         - Amorzinhos! – Vick já foi logo pegando os bebês da minha mão.

         - Oi para você também Victoria. – disse entrando na casa.

         A mesma por dentro era luxuosa e moderna, a sala era toda branca com detalhes em preto, como jogo de sofá imenso e de couro, mesa de centro, televisão e nas paredes havia coisas escritas, como nome de cidades, algumas figuras de monumentos, era realmente muito linda.

         - vem, vem! – Vick me chamou. Deixei as coisas dos bebês no sofá da sala e a segui.

         - Ly! – Candice veio ao meu encontro e me abraçou.

         - o que você está fazendo aqui? -  perguntei.

         - vim ajudar na surpresa. – respondeu empolgada.

         - e qual seria essa tal surpresa? – questionei.

         - venha! – me chamaram.

         Subimos as escadas para o segundo andar e caminhamos até um quarto, entramos no mesmo e estava totalmente escuro, fui guiada por Candice  para me sentar em algum lugar, uma espécie de almofada.

         - o que vocês estão aprontando? – perguntei.

         - você vai ver! – senti Candice sentar perto de mim.

         Um fio de luz foi aparecendo na parede, até que a mesma refletiu na parede inteira, olhei para trás para ver da onde vinha, o objeto parecia um projetor daqueles de filme antigo.

         - o que vocês estão tramando? – perguntei.

         - você já vai ver. – Vick sorriu. Voltei minha atenção para a outra parede, a mesma se iluminou mais intensamente  revelando varias fotos coladas na mesma.

         Eu não estava entendendo nada, quando de repente fotos começam a serem projetadas, fotos do ensaio que Vick havia feito durante toda minha gravidez. Foi começando dos primeiros meses  até o últimos, até chegar no dia do nascimento deles, todas as fotos que tiramos no hospital estava lá, era cada foto engraçada, havia também foto dos bebês nesse ultimo mês.

         - Ali meus amorzinhos, são vocês! – apontei para as fotos, eles olhavam agitados e sorriam.

          Passaram mais algumas fotos até que acabou com uma foto deles que foi tirada no dia de ontem.

         - acabou! – Candice disse para os bebês.

         - você quer ver uma coisa? – Vick perguntou, assenti.

         Ela se levantou e foi até o projetor e conectou uma câmera ao mesmo, na parede  apareceu o Justin logo de cara, era um vídeo, Vick deu play.

         No vídeo Justin falava de como estava sendo a rotina da casa com a chegada das crianças,  logo depois ele vai para o quarto delas onde Pattie e  eu estamos  dando banho neles. Eu me lembro perfeitamente desse dia, Justin havia tirado o dia inteiro para ficar em casa com eles, foi dois dias depois da chegada deles do hospital. No final do vídeo ele dizia:

         “ Amo vocês, Jacke e Jasmine, e não fica com ciúmes não Lilyan, sua irritante, eu também te amo.”

         - Onw, Justin romântico do jeito dele. – Candice debochou.

         Vick acendeu as luzes novamente e desligou o projetor.

         - gostou do nosso presente? -  me perguntou.

         - eu amei, muito criativo, foi incrível. – respondi.

         - eles merecem o melhor. – Candice disse. – não é meus lindos? – falou com os bebês.

         - o vídeo Justin fez e me mandou, de livre e espontânea vontade. Isso foi um milagre. – ela riu.

         - ele realmente está mudado, nunca imaginei meu irmão com uma mulher só, filhos e prestes a se casar. – Candice disse. – Lilyan, você não é santa, mas sabe fazer milagre. – riu.

         - Milagre que nada, ela coou o Whisky dele na calcinha, só pode! – Vick disse rindo.

         - idiota! -  respondi rindo.

         - seja o que for, deu certo.

 

         Elas eram realmente incríveis, conseguiam achar graça em tudo. Ficamos conversamos por mais algum tempo. Logo depois Jacke e Jasmine adormeceram, depois de mamar é claro, descemos para a sala com eles e ficamos na sala sentadas no tapete  comendo fundi de chocolate com frutas.

         - está ansiosa pelo casamento? – Vick perguntou.

         - um pouco. – elas me encararam. – está bem, muito! – rimos.

         - já fomos fazer a ultima prova dos nossos vestidos. Estão lindos. – Vick contou.

         - o meu eu vou experimentar daqui a dois dias. – respondi.

         - eu sempre quis me casar. – Candice disse sonhadora.

         - então por que vocês não se casam? – perguntamos.

         - se eu tocar nesse assunto com o Chaz é bem capaz de ele fingir um desmaio. – rimos.

         - mas que príncipe encantado mais dramático. – falei.

         - príncipe encantado? Chaz? – Vick riu. – aquele ali está mais para bobo da corte.

         - Para! – Candice lançou uma almofada em nós. – não fala assim dele, ele é meu bobo da corte. – ela disse em um tom apaixonado. Vick e eu caímos na risada.

         - vocês são um casal estranho. – falei.

         - casal estranho é o Justin e você. Vivem brigando e  depois trepam a noite inteira.

         - nada haver! – falei rindo.

         - vai dizer que é mentira Lilyan? – me perguntaram.  Neguei.

         - vai falar que você e o Ryan não fazem a mesma coisa?

         - eu? Eu não! Não fazemos esse tipo de coisa. Sou uma pessoa muito recatada. – Vick disse fingindo ser tímida. Candice e eu a encaramos e caímos na gargalhada.

         - então o que vocês fazem naquele quarto? – Candice perguntou.

         - jogamos carta ué! – ela prendeu o riso.

         - sei que tipo de carta que vocês jogam!  - dissemos. Ela não segurou e começou a rir.

  

         Cinco dias antes do casamento…

         Hoje é a ultima prova do meu vestido,  eu nem acredito que daqui a cinco dias subirei ao altar. Já estava tudo pronto,  só faltava chegar o dia, o grande dia.

         - está pronta querida? – Pattie apareceu na porta do quarto dos bebês. Assenti e os peguei  e rumei em direção o andar debaixo, Pattie me ajudou a levar a bolsa deles.

         Nós íamos ao shopping na loja de noivas, pois a costureira não poderia vir até aqui e não podíamos adiar a prova. Entramos no carro e rapidamente chegamos ao shopping, não fomos acompanhadas de escolta ou motorista, não achei necessário.

         Paramos o carro no estacionamento do shopping e adentramos ao mesmo, sumimos até o terceiro piso- onde ficava a loja. A mesma era imensa, eu nunca tinha vindo antes, escolhi tudo pela internet e a prova fazia em casa, mas hoje não daria para fazer isso então vim.

         - boa tarde, em que posso ajuda-las? – uma das atendentes da loja nos cumprimentou.

         - ela veio fazer a ultima prova do vestido de noiva. – Pattie respondeu.

         - por aqui! – ela nos conduziu. A loja era imensa, e muito luxuosa. – a senhora pode deixar seus bebês no berçário da loja.- Olhei para Pattie e ela assentiu. – vamos, é por aqui!

         - você tem certeza que isso é seguro Pattie? – perguntei meio receosa.

         - fica tranquila. – ela me acalmou. Assenti.

         Chegamos a uma parte da loja que parecia uma creche, havia varias crianças, fomos até o balcão e fizemos a ficha das crianças, elas ficariam em um lugar separado para bebês da idade deles. Elas pediram meus documentos e tudo mais, logo depois colaram um numero de identificação na roupa deles  e me entregaram um cartão na qual só a pessoa que  o apresentasse o poderia pega-los.  Assenti e fomos para o provador, na qual a costureira já estava a minha espera.

         Era uma sala não muito grande, o vestido já estava em um manequim, Pattie e a costureira me ajudaram a vesti-lo, aparentemente  havia ficado certinho.

         - o que você achou? – a costureira me perguntou.

         - eu acho que ficou um pouco apertado no busto. – disse olhando no espelho. – dá para abrir um pouquinho?

         - eu imaginei isso, como você está amamentando eu já havia previsto que ficaria um pouco apertado aí, por isso fiz esse macete. – ele veio até perto de mim e soltou  uma espécie de prega que afrouxou um pouco a parte do busto.

         - agora sim! – respirei mais aliviada.

         - você quer experimentar tudo? – ela me perguntou.

         - sim! – respondi empolgada.

                   Ela assentiu e saiu para buscar, fiquei analisando meu reflexo no espelho e estava gostando do que estava vendo. O vestido era tomara que cai, a parte do corpete era toda trabalhada em renda e pedraria, a saia tinha alguns detalhes  parecidos com o do corpete. A costureira adentrou a sala trazendo o restante das coisas.

          Ela me ajudou a calçar os sapatos que foram personalizados  no estilo do vestido,  me ajudou também a colocar véu- o mesmo era longo, e a tiara. Quando olhei no espelho novamente me surpreendi, estava realmente perfeito.

         - você está magnifica. – Pattie disse vindo em minha direção. – está parecendo uma princesa. -  ficou do meu lado encarando meu reflexo no espelho.

         - Pattie, eu estou nervosa. – confessei. – será que ele vai aparecer no dia? Será que isso tudo é apenas um sonho? – me virei para ela.

         - querida, se acalme! – acariciou meu rosto. – fique tranquila, ele estará lá no dia. – sorriu. – e isso tudo não é um sonho, é sua realidade, sua nova realidade. – sorri. – daqui a cindo dias vocês dois começaram uma nova vida, um ao lado do outro, não viveram somente para vocês, mas sim um para o outro. O Nós ira surgir. – ela sorriu. Fiz o mesmo.  -  vocês serão felizes, vocês merecem. -  depositou um beijo em minha testa.

         - obrigada Pattie. – sorri.

         Ouvi o barulho de algo apitando, era hora dos bebês mamarem.

         - está na hora de amamenta-los. – ela disse, assenti. E caminhei em direção a porta. – querida, tire o vestido antes.

         - vai demorar muito. – me encarou. – esta bem. – volte, porem só tirei o salto, a tiara e o véu. – agora posso ir?

         - pode! – ela sorriu e assentiu.

                   Rumei para fora da sala suspendendo um pouco o vestido até chegar ao berçário.

         - eu vim buscar os bebês desse número. – entreguei os cartões. Ela os pegou e começou a ver algo no computador.

         -me desculpe, senhora, mas esses dois bebês já foram pegos. – a moça disse.

         - O QUE?  COMO ASSIM FORAM PEGOS? EU NÃO VIM AQUI ANTES? – falei assustada.

         - está constando aqui, senhora. – ela respondeu.

         -  eu não quero saber, eu quero os meus filhos. Eu os quero agora. – me alterei.

         - fique calma senhora, eu vou verificar lá dentro. Pode ter sido um erro do sistema.

         - pois bem, faça isso! – ela se levantou e foi na direção onde os bebês ficavam.

         Eu não podia está acreditando no que estava acontecendo, isso não pode ser verdade, Jacke e Jasmine não podem ter sumido assim.  Vi a moça voltando sem os bebês, um desespero me tomou.

         - onde estão meus filhos? – perguntei desesperada.

         - senhora, se acalme. Eu verifiquei e não há nenhum bebê com esse numero.

         - isso não pode ser, não pode.

         Eu estava desesperada, em um ato involuntário ultrapassei a cerquinha que me  impedia de ir até onde os bebês ficavam, cheguei a sala e comecei a procurar por Jacke e Jasmine e nada. o desespero tomou conta de mim mais claramente.

         - senhora, senhora. Você não pode ficar aqui. – a moça dizia.

         - me diga, me diga. Quem entregou os meus filhos, me fale agora. – agarrei em sua blusa.

         - eu peço que se acalme. – ela respondeu.

         - EU NÃO QUERO ME ACALMAR, EU QUERO MEUS FILHOS!- gritei.

         - eu vou chamar a outra funcionaria. – respondeu assustada  e saiu. Não demorou muito para ela voltar com outra mulher. – foi essa funcionaria que deu baixa na ficha das crianças.

        - me diga quem pegou meus filhos, me diga, por favor. – me desesperei.

         - se acalme minha senhora. Foi uma amiga sua e seu irmão que vieram pegar seus filhos.

         - o que? Quem? – perguntei.

         - um casal veio pegar as duas crianças, a mulher dizia ser sua amiga e o homem seu irmão.

         - como eles eram?

         - a mulher era loira,  e tinha os olhos azuis, já o homem tinha cabelos escuros e olhos da mesma forma.

          Nessa hora eu meu desespero cresceu, eu não estava acreditando nisso, aquela filha da puta  pegou meus filhos.

         - FILHA DA PUTA! FILHA DA PUTA! – comecei a gritar.,

         - se acalme minha senhora, o que há de errado?

         -o que há de errado? O que há de errado? Meu irmão morreu há quase um ano, e eu não nenhuma amiga com essas características. Meus filhos  foram roubados.

          A expressão delas mudou para de espanto, uma delas foi direto ligar para  policia, enquanto a outra foi verificar os registros. Sentei-me no sofá e deixei minhas lagrimas rolarem, isso não podia está acontecendo comigo.        

         - o que está acontecendo aqui Lilyan? – Pattie chegou perto de mim.

         - ela os roubou Pattie. – ela me olhou sem entender. – aquela filha da puta da Anastásia pegou o Jacke e a Jasmine.


Notas Finais


só restam dois capítulos, se prepare para fortes emoções e descobertas importantes...

comentem o que acharam....


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