História Suicide love - Capítulo 53


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber
Personagens Chaz Somers, Christian Beadles, Justin Bieber, Pattie Mallette, Personagens Originais, Ryan Butler
Visualizações 1.394
Palavras 3.843
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 53 - All bad


Pov. Justin

 

Estava em meu escritório analisando alguns e-mails quando ouço alguém bater na porta.

            - entre. - ordeno.

         Uma das empregadas entra e diz:

          - senhor Bieber, o senhor Sother deseja falar com o senhor.

         - mande-o entrar.

            Ela assentiu e se retirou logo em seguida Adam entra com uma pasta nas mãos, caminha ate perto mim e a joga em cima da mesa. O encaro.

       - o que é isso? - pergunto.

      - olha!

      Peguei a pasta nas mãos e comecei a analisa-la. Dentro da mesma continha vários recibos, promissórias,  e-mail e fotos. Reconheci de imediato às pessoas que nelas estavam, em algumas havia Victor e Anastásia, outras somente ela.

      - aonde você conseguiu isso? - perguntei.

       - tenho meus informantes. - deu de ombro. - desde quando ela voltou eu fiquei desconfiado da historinha que ela contou. Então viajei para Seattle para melhor saber dessa historia, e descobri muitas coisas.

        - como...

        - ela não passou esses anos todos em Seattle, passou pequenas temporadas em Macon, provavelmente na casa do Gabriel.

        - não me interessa onde ela esteve, eu quero saber aonde ela esta agora.

        - e se eu te disser que ela estava na cidade muito antes da chegada dos  caminhões ?

        - como assim antes da chegada dos caminhões? – perguntei surpreso.

         - foi isso mesmo que você entendeu. Ela chegou aqui uma noite antes do roubo do…. – ele pontou para quadro onde ficava o cofre.

         - esta no dossiê também? - assentiu.

      Comece a folhear  o dossiê ate que encontrei uma folha que continha data de entrada no hotel, e diga-se de passagem um dos hotéis mais caros da cidade, a filha da puta ficou na suíte máster ainda.

         - e quem pagou isso tudo foi o seu  falecido cunhado.- debochou, o encarei serio.

      Olhei mais para frente e tinha o nome dele. Tenho que admitir, essa pessoa fez um bom trabalho, as informações estão detalhadas e impecáveis.

        - e eu tenho a ligeira desconfiança que quem invadiu sua casa foi ela.

      Larguei o dossiê de imediato e o olhei. 

       - como assim?

       - tudo indica que foi ela. Pensa bem, ela conhece a casa, não é estranha para os seguranças. Ela é a pessoa perfeita para entrar.

         -mas com que motivo ela entraria aqui? Dinheiro? Joias? Droga?

         - Lilyan!

        - o que a Lilyan tem haver com ela?  Elas ainda nem se conheciam.

        - não se conheciam, mas ela já estava misturada com o Victor. E você não se esqueça que ele ameaçou  pegar a Ly de volta por bem ou por mal.

        - então ele invocou a Anastásia do quinto dos infernos? - disse como se aquilo fosse uma coisa absurda, mas era.

         - exatamente!

         -  você esta ficando louco isso sim.  - ri pelo nariz.

        -  não Bieber, não estou! Isso tem a mais pura logica.

         - esta bem, suponhamos que isso seja verdade...

           - é verdade.

         - que seja.  Se ela invadiu a minha  casa, então pode ter sido ela quem prendeu a Lilyan no galpão no dia do incêndio. –Deduzi.

          Se ela realmente entrou na minha casa para pegar a Ly foi ela a pessoa que a ly alega ter prendido ela.

     -Como assim prendeu a ly no galpão? - ele perguntou incrédulo. - quer dizer que aquilo foi proposital? - assenti. - e por que você não me disse isso antes? Como ficou sabendo disso?

     -primeiro você não tinha nada haver com isso. E segundo,   ela me disse isso no hospital no dia seguinte do acidente.

       - e porque você não me contou ?

       - eu pensava que aquilo era delírio dela, esta legal?  Mas agora que você me diz que a Anastásia entrou na minha casa para sequestrar a Ly tudo pode ser possível e provável.

            - você deveria ter me contado. - ele insistiu.

          -isso não importa mais. - fiz com que ele se calasse. – isso já passou, ela esta bem e é  isso que importa. - assentiu. - agora o que não passou foi a mentira daquela vagabunda. Se ela pensa que vai ficar  assim esta muito enganada. Ninguém mente para mim e sai ileso.

     Levantei-me da cadeira e comecei a amar de um lado para o outro, Adam apenas me observava.  O meu celular começou a tocar, mas eu ignorei e desliguei sem ver quem era.

         - nesse dossiê não da uma pista de onde ela esta? - perguntei. Ele negou .-Droga! - soquei a mesa com força.

         - nesse dossiê não contem nenhuma informação recente, somente de um ano atrás. -respondeu.

          Já fazia quase um ano que Victor foi morto por nós  naquela noite e Anastásia fugiu, mas uma vez ela escapou por entre meus dedos, igual fumaça.

          O celular começou a berrar novamente, a pessoa era insistente, ia desligar, mas quando olhei no visor desisti e logo atendi. Era Lilyan.

         - Alô?

         - Justin? – ouvi a voz de Pattie do outro lado da linha.

         - diz o que você quer?

         - aconteceu uma coisa muito seria aqui no shopping.

         - o que foi? O vestido da Lilyan não entrou? – ri. – fala para ela que é o efeito de tanto chocolate.

         - pare de gracinha, Justin, eu estou falando serio. – ela respondeu com uma voz firme.

         - eu também  estou falando serio. – prendi o riso.

         - Justin Drew Bieber, eu estou falando serio, eu estou tendo falar que  seus filhos foram roubados e que a Lilyan está aqui em prantos e você me vem de gracinha? Faça-me um favor. – ela disse alterada.

         - O que? – perguntei assustado. – O que aconteceu com o Jacke e a Jasmine? Anda Pattie, me diga! – comecei a gritar.

         - se acalme Justin…

         - eu não quero me acalmar, eu quero saber dessa porra direito.

         -  Justin…

         - hein Pattie me diga. – aumentei o tom de voz. – eu estou indo  pro shopping agora. – desliguei  sem antes esperar uma resposta da parte dela.

          Levantei da cadeira rápido, pegando a chave do primeiro carro que  vi  pela frente e rumei em direção a porta.  

         - o que está acontecendo Justin? Aonde você vai? – Adam veio atrás de mim.

         - tenho que resolver uma coisa. – disse abrindo a porta do carro.

         - eu vou com você.

          Não respondi nada somente assenti e entrei no carro, dei partida e sai cantando pneu,  comecei a buzinar para que os seguranças abrisse o portão rapidamente, assim  fizeram. Saio pelas ruas ultrapassando todos os carros que via pela frente, eu não podia perder tempo.

         Não demorei muito para chegar em frente o shopping, estacionei o carro de qualquer jeito e entrei disparado, ignorei o elevador , comecei a subir pela escada rolante afastando todos que estavam  em minha frente e ignorando também os múrmuros dos mesmos. Cheguei ao terceiro piso exalto,  com meus pulmões em brasa, mas tentei recuperar o máximo de folego possível para chegar até a loja de noivas, porem parei um pouco antes ao me deparar com vários policiais.

         - você está bem? – Adam chegou perto de mim  e perguntou. Assenti.

         Respirei fundo e fomos em direção a loja, quando estávamos na porta da mesma um policial nos parou.  Meu sangue gelou nessa hora, o mesmo me encarou, confesso que fiquei com receio dele ter me reconhecido.

         - os senhores não podem entrar aqui. – ele disse firme.

         - Mas nós precisamos entrar. – Adam disse.

         - lamento, mas a área esta isolada. – respondeu.

         - eu realmente preciso entrar, minha mulher está lá dentro, e estão dizendo que meus filhos sumiram então eu acho bom você me deixar entrar. – alterei o tom de voz.

         Ele me encarou e começou a me revistar, agradeço aos céus por ter esquecido minha arma no carro senão estaria perdido para explicar a origem da mesma.

         - pode entrar! – ele me liberou.

         Entrei, a loja era imensa e estava repleto de policiais, uns estavam olhando o local, outros interrogando os funcionários, fui andando pela mesma até que avisto Pattie sento interrogada por um policial. Não penso duas vezes e fui até onde a mesma estava, quando cheguei numa espécie de saleta para crianças me deparei com uma mulher vestida de noiva em prantos  sentada em um dos sofás, a encarei e reconheci a pulseira em seu braço, era Lilyan.

         Aproximei-me, de imediato ela levantou o rosto e pulou em meu pescoço molhando o mesmo com suas lágrimas.

         - ela os roubou, Justin, ela os roubou. – ela disse chorando.

         - ela quem Lilyan? – perguntei sem intender.

         - foi ela Justin, foi a Anastásia, ela pegou nossos filhos. – caiu em lágrimas novamente. 

         Eu não podia está acreditando nisso, aquela vadia levou meus filhos,  uma raiva me tomou por completo e minha voz embargou, minha garganta deu um nó, mas me mantive firme, não podia  fraquejar nesse momento, ou pelo menos não agora.

         - os policiais já estão analisando o caso. -  Pattie  disse quando se aproximou de nós.

       - Pattie, você sabe muito bem que eu não posso está envolvido com a policia. Ou você se esqueceu da vida que eu levo?

        - não, Justin, por favor, os deixa tomarem frente nisso. - Lilyan  falou com os olhos marejados.

       - Lilyan, você sabe muito bem  que eu não posso. - respondi.

        -mas Justin eles são nossos filhos. - insistiu.

         - Deixa que os meus homens cuidem disso.

        -mas ...

        - Lilyan! - a encarei. Ele abaixou a cabeça e a afundou em meu peito, senti suas lagrimas  molharem minha camisa.

       -Justin. - Pattie me olhou e olhou para Lilyan.

     Eu sabia muito bem o que ela queria me dizer,  mas isso esta fora de cogitação.

        - Não! - a respondi.

        -Justin, fica tranquilo eu não vou te envolver nisso, vou tomar frente de tudo, só não me pede para ficar de braços cruzados esperando seus homens  trazerem os resultados.

         - Eu ainda insisto em dizer que isso é muito arriscado.

         -  eu te prometo, seu nome não será envolvido. - insistiu.

          - esta bem, Pattie, esta bem, mas fique sabendo que eu colocarei meus homens no caso, e se der ruim para o meu lado, você vai dar um jeito de limpar minha barra. - ela assentiu.

 

       Ficamos mais um bom tempo presos naquela loja, os policiais fizeram uma serie der perguntas para Pattie e Lilyan, a mesma já estava bem mais calma. Como Pattie já havia me prometido, não me envolveram em nada, era melhor assim além do mais essa não é uma boa hora para ir em cana, aliais nenhuma hora é boa. O relógio marcava nove horas da noite quando Pattie chegou para mim e disse que podíamos ir embora. Adam ficou para acompanha-la ate a delegacia.

       O shopping já estava completamente vazio, só restava-nos nós,  cheguei ate aonde o carro estava estacionado, entramos no mesmo e rumamos para casa. No caminho de volta nenhuma palavra foi trocada, também não havia palavras a dize.  Ela estava quieta,  cabeça baixa de forma que seus cabelos ficassem caindo em seu rosto, formando uma cortina que impedia de vê-lo. Parei  em frente  a porta principal de casa, descemos  e entramos em um silêncio perturbador. A conduzi até o quarto, fiz o maior esforço possível para ela não olhar na direção do quarto das crianças, mas foi totalmente em vão.

    Entramos  em nosso  quarto e a conduzi ate o banheiro, me sentei na beira da banheira  e fiquei  a olhando enquanto a mesma  tirava os sapatos. Agora com um pouco mais de "calma"  dava para perceber o quão  linda ela estava naquele vestido de noiva, em pensar que daqui a cinco dias iriamos nos casar, e agora eu nem sei o que vai ser do meu amanha, não sei o que vai ser da minha madrugada sem acordar com aquele bipe irritante avisando que era hora dos bebes mamarem, de  acordar pela manha e ver  os dois sorrindo para mim, eu realmente não sei o que vai ser dos meus dias.

        Ela fez sinal para que eu ajudasse abrir o vestido, me levantei e caminhei ate ela, afastei seus cabelos e comecei a abrir o vestido com calma  ate tira-lo por completo. Ela entrou no Box e ligou o chuveiro.

      - quer que eu te acompanhe? - perguntei, ela assentiu.

    Livrei-me somente da camisa e entrei  debaixo do chuveiro também. Ela encostou sua cabeça em meu peito e assim ficou por um bom tempo. Apesar da água quente esta caindo sobre nossos corpos dava para sentir que ela estava chorando, eu acariciava seus cabelos enquanto ela tinha seu rosto escondido em meu peito.

        -Justin. -  ela chamou minha atenção. A olhei. - promete para mim que eles voltarão logo.

       Ela estava com os olhos um pouco inchado  e marejados.

        - eu prometo. - respirei fundo e respondi.

         Pov. Lilyan

 

         Já havia se passado uma semana  que Jacke e Jasmine estavam desaparecidos, uma semana que aquela filha da puta havia acabado com minha vida, minha felicidade, uma semana que eu tinha perdido a vontade e o motivo de viver e seguir em frente. O casamento foi adiado por tempo indeterminado, eu não iria subir ao altar  com meus filhos longe de mim e a poder daquela louca, a policia ainda não havia descoberto nada e os homens do Justin também não, eles sumiram como  fumaça, as câmeras de segurança do shopping haviam sido boicotadas de uma forma misteriosa, pelo que eu consegui entender  as fitas foram roubadas da policia.

    Como eu já imaginava a mulher que roubou meus filhos foi a vagabunda da Anastásia, mas o homem era desconhecido por todos, ninguém conseguiu reconhece-lo, não acharam registro de pessoas  iguais, nada, ele era um verdadeiro" fantasma ".

     Eu estou me sentindo a pior mãe do mundo, eu fui incapaz de proteger meus próprios filhos, eles estavam comigo, eu não deveria ter os deixado naquele maldito berçário, eu deveria ter ficado em casa, eu deveria ter adiado a prova do vestido por um dia, mas por causa da minha ansiedade eu fui ate a loja e olha o que me aconteceu, dei uma brecha e aquela filha da puta roubou meus filhos  e os levou para não sei aonde. Estou me  sentindo a pior mulher da face da terra, eu sei que não deveria ficar evitando o Justin, ele esta sofrendo tanto quanto eu, ele já havia se habituado com as crianças, mas eu não estou em condições de falar com ninguém, ninguém mesmo. Todos já vieram aqui me apoiar e tentar me tirar desse quarto, mas todos falharam, Gabriel, Tia Julie, Tio Jacob, sim  até aqueles dois corações de pedra vieram me consolar, mas eu não consegui ficar feliz por isso, aliais felicidade era uma das palavras que não estava no meu vocabulário essa semana.

Minhas refeições, as poucas que eu fazia eram dentro do quarto, só saia para trocar de roupas e tomar  banho, mesmo assim não falava com ninguém. Ficar trancada no quarto dos bebes me acalmava e ao mesmo tempo me torturava mais ainda. O cheiro deles ainda estava muito presente no ar, as roupinhas, os brinquedos, tudo. Ali era o lugar que me fazia mais feliz e também  o que mais me torturava, uma das horas mais torturantes para mim era quando o bipe soava avisando que era a hora deles mamarem, aquilo era como uma facada do meu peito.

         Meu corpo, minha alma, tudo em mim sentia a falta deles, de tê-los nos braços, de ver seus sorrisos, a pele macia, de acalenta-los quando choravam, tudo.

         Eu pensava que sabia qual era a dor de perder alguém que se ama, mas estava totalmente enganada, a dor que eu senti quando perdi meus pais ou de quando eu pesei que o Justin havia morrido, as juntando não chega nem a terça parte da que eu estou sentindo agora. Eles saíram de dentro de mim, eu os esperei durante nove meses, eu os amamentei, os acalentei, cuidei, e agora os tiraram de mim. Eu daria tudo para esta no lugar deles, daria minha vida pela dele, dessa vez ela soube como me castigar, me dilacerar sem ao menos rasgar minha pela, de acabar com a minha vida. Toda mãe da sua própria vida pelos seus filhos, e o pior sofrimento para uma mãe é perdê-los, agora eu entendo o significado dessa frase, eu estou sentindo na pele, estou vivenciando esse terror.

         Pov. Justin

 

                Já  estava caminhado para a segunda semana que eu estou vivendo em meio em senário de terror , Jacke e Jasmine estão desaparecidos e até agora a policia não conseguiu descobrir nada,  e o pior, os meus homens também não. Varias pistas foram boicotadas, aos meus homens surgiram pistas falsas que não levaram a lugar algum, eles haviam sumido do mapa e o pior, levaram  meus filhos junto.

         Eu jurei para mim mesmo que   se fosse necessário  ir até o inferno para achar meus filhos eu iria, eu não deixaria nenhum envolvido nessa trama ileso, todos iam pagar e a única forma de pagamento que eu vou aceitar é o próprio sangue, todos morreram sem exceção.

         O terror não acaba por ai, a Lilyan entrou em outra depressão, só fica trancada dentro do quarto dos bebês se martirizando ainda mais, não fala com ninguém, não se alimenta direito, somente chora. Eu não estou reconhecendo mais minha própria mulher, ela está com o semblante pálido, os olhos estão perdendo o brilho,  eu estou perdendo-a aos poucos, e tudo isso por causa da vagabunda da Anastásia, aquela ali terá a pior morte todas, terei o prazer de tortura-la até a morte, ela irá me pagar, e pagara  caro.

         Eu sempre intitulei pessoas de fracos, inúteis e coisa assim, mas eu nunca pensei que  me sentiria assim um dia, eu estou me sentindo o pior homem da face da Terra, não fui capaz de proteger nem minha própria família, meus filhos foram roubados por um encosto do meu passado e estou quase perdendo minha mulher para o sofrimento. Meu Deus, será que  isso é castigo? Será que eu estou pagando pelas coisas que eu fiz? Estou chorando as lagrimas das mulheres e mães dos filhos da puta que eu matei?

          No relógio marcava dez horas da noite, me levantei da cadeira e sai do escritório rumando para meu quarto, olhei e o mesmo estava vazio, fui até a porta do quarto dos bebês, a mesma  estava fechada, bati duas vezes e não obtive resposta alguma, a abri lentamente e entrei com cuidado, me deparei com Lilyan deitada no tapete que ficava no centro do mesmo, ela estava agarrada com dois animais de pelúcia que pertencia a Jacke e Jasmine. Aproximei-me e abaixei perto dela.

         - Lilyan? – a chamei. Ela levantou a cabeça.

         - você os encontrou? – perguntou, neguei com a cabeça. A mesma abaixou a cabeça e começou a chorar novamente.

         - vem comigo. – peguei sua mão.

         - não, me deixe sozinha.

         - não, você vai vir comigo. – disse pegando seu braço e a levantando.

         A pus de pé e ela ameaçou cair, a segurei de imediato.

         - você tem que comer alguma coisa. – falei.

         - Lupy já trouxe o meu jantar, eu  não quero mais nada, somente quero meus filhos de volta.

         Ela abaixou a cabeça e limpou o rosto.

         - vem comigo.  – a conduzi até nosso quarto aonde rumamos para o banheiro.

         Tirei a roupa dela com cuidado,  a coloquei dentro do boxer e  liguei o chuveiro.  Comecei a esfrega-la por completo, o único barulho que se ouvia era o da água do chuveiro, aproveitei para tomar um banho também. Sai do boxer e me enrolei numa toalha em seguida a enrolei em outra e rumamos para o quarto novamente.

         Ela se sentou na cama enquanto eu fui até o closet me trocar. – coloquei somente uma boxer e uma bermuda- e pegar uma muda de roupa para ela, voltei para o quarto e ela continuava na mesma posição.

         - você consegue se vestir sozinha? – perguntei entregando a muda de roupa. Assentiu

         Ela pegou a muda de roupa e vestiu com uma certa dificuldade, depois que  ela acabou , ouvimos um bipe, o mesmo bipe que avisava quando era hora dos bebês mamarem, ela me olhou e lagrimas começaram a rolar pelo seu rosto novamente. Corri até aonde o bipe estava e o desliguei, já tentei me desfazer do mesmo, mas ela não deixava. Voltei para perto dela e a conduzir para que deitasse na cama, a pus deitada em cima de mim tendo  sua cabeça em meu peito enquanto acariciava seus cabelos na esperança de fazer ela parar de chorar. Depois de algumas horas ela adormeceu, a coloquei ao meu lado e adormecia logo em seguida.

        

 

Respiração pesada parecia que ficaria preso no sonho, eu tentava abri os olhos, mas era em vão, me debatia  e nada, por muito custo consigo acordar. Com o coração acelerado me sento na cama, esperei até minha respiração voltar ao normal, passei as mãos pelo rosto e olhei ao me redor, estava tudo escuro, apalpei o lado esquerdo da cama e estava vazio.

         - DROGA! – exclamei.

          Levantei da cama rapidamente e assenti a luz, vasculhei o quarto rapidamente e nem sinal de Lilyan, sai e fui para o quarto das crianças e também estava vazio,  fui abrindo todas as portas do andar e nada, desci as escadas e olhei no primeiro andar , também nada.  Sai da casa e fui procura no jardim, nada, perguntei aos seguranças e eles disseram que não a viram, fui caminhando para o lado da piscina, quando estava passando perto da mesma vi um corpo no fundo, não pensei duas vezes e mergulhei.

         A agua estava  gelada, fui apalpando até encontrar  a pessoa, quando achei a  puxei para a superfície e coloquei deitada a beira da piscina. Comecei a chamar por ela, mas Lilyan não me respondia, comecei a fazer massagem cardíaca e nada dela voltar, fiz respiração boca a boca e ela começou a tossir, comecei a levanta-la, ela cuspiu a agua que havia ingerido.

         - eu não estou aquentando mais, Justin. – ela disse tossindo. – eu não consigo mais ficar sem eles.

          Não respondi nada, somente a peguei nos braços e a levei novamente para o quarto, troquei sua roupa e nos deitamos novamente. Eu não dormi o resto da noite, porem ela sim. Na manhã seguinte ela levantou um pouco mais calma,  convenci   a mesma a descer para tomar café, não podia deixa-la só nem por um instante, não depois daquilo que aconteceu ontem.

         Estávamos na mesa da cozinha tomando café, Lupy havia preparado tudo o que ele gostava. Enquanto estávamos comendo o telefone começa  a tocar, ignoro e espero uma das empregadas atender.

         - senhor Bieber. – uma das empregadas chega a cozinha com o telefone na mão. – desejam falar com o senhor.

         - quem é?

         - é da delegacia. – respondeu.

         Olhei rapidamente para Lilyan, a mesma já havia deixado a comida de lado. Peguei o telefone e atendi.

         - alô?

         - É com o senhor que podemos falar a respeito do caso dos bebês desaparecidos.

         - sim. – confirmei. – há alguma novidade no caso?

         - queremos pedir  ao senhor que compareça a Delegacia ainda hoje, pois encontramos os dois bebês.


Notas Finais


só resta um capitulo para a fic ser finalizada.
omg ! :0 aquenta coração pq ainda vem mais badalação! rsrs
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