História Heathens - Capítulo 4


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Categorias Esquadrão Suicida, Liga da Justiça
Personagens Personagens Originais
Tags Esquadrão Suicida, Liga Da Justiça, Personagens Originais
Exibições 40
Palavras 1.260
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Como prometido eu voltei <3 Resolvi dividir essa parte da história em vários capítulos para não ficar algo muito longo, espero que não se aborreçam.
Provavelmente voltarei no próximo fim de semana. Beijinhos e até lá <3

Capítulo 4 - Cidade dos Anjos


Alexander acordara com o grito de Nathalie Waller e suas batidas agressivas na porta de madeira do quarto improvisado que a mesma havia cedido. Levantou preguiçosamente do colchão fino e gasto e notou que suas costas doíam mais que de costume. Ao lado de seu colchão, prostrado no chão, Will dormia profundamente, ainda sob os efeitos do feitiço da noite anterior: 

 — Alexander Moone, caso você não abra essa porta em dez segundos eu mesma a arrombarei e estou pouco me importando com qual dos dois eu machucarei! — Nathalie gritou mais uma vez, fazendo com que o rapaz se dirigisse à porta. 

 Pensava no quanto aquela mulher podia ser contraditória. Era capaz de raptá-lo e obrigá-lo a ingressar em uma força-tarefa da qual poderia não voltar vivo, em contrapartida era gentil o bastante a ponto de oferecer abrigo para dois criminosos: 

 — Olá — disse ao abrir a porta e encontrar uma mulher ranzinza que não combinavam em nada com o vestido gracioso e longo e com as sandálias com amarras douradas. 

 — Onde está Rock? 

 — Dormindo, ou talvez em estado de coma induzido. 

 — Deus do céu, um cão seria mais útil que esse idiota. Espero que Gerald Way esteja certo e que sua força bruta se faça útil em algum momento — disse enquanto revirava os olhos negros em suas órbitas — Faça algo que o acorde e depois pegue as caixas que estão encostadas na parede, são alguns presentes para vocês. 

 — Mais algo, Vossa Majestade? — Alex perguntou ironicamente. 

 — Quero os dois na sala de reuniões. Precisamos conversar. 

 Chaos assistiu Nathalie aos poucos se distanciando, como de costume os saltos faziam barulhos e sua voz sussurrava algo sobre como seria bom finalmente ter uma mulher que guiasse boçais. Não entendera o que aquelas palavras queriam dizer, contudo tinha certeza que descobriria logo mais. 

 Voltou sua atenção ao dormente Will, pensando em como poderia acordar alguém que aparentemente tinha quase noventa quilos de pura massa muscular. Momentaneamente espiou as caixas negras e lacradas que estavam jogadas em um canto empoeirado e se perguntou o que seria um presente na visão de Nathalie Waller. Esperava de todo o seu coração que não se distanciasse muito do conceito aceito pela maioria das pessoas. Olhou uma última vez para Will e, estando sem ideias, se arrependeu imensamente de ter enfeitiçado o homem na noite anterior. 

 Frustrado, se jogou ao chão e encarou a lâmpada fluorescente que iluminava debilmente o ambiente. Lembrou-se de um episódio de sua infância, quando o jovem e inexperiente Alexander Moone tinha tido a brilhante ideia de brincar de agente secreto. Em sua mente infantil para abrir um portal mágico ele devia girar a chave, o único problema era que a chave era um grampo metálico de cabelo e a fechadura uma tomada de 110 volts. Seus cabelos brancos ficaram chamuscados e as mãos dormentes. Depois daquele dia nunca mais esquecera o porquê das armas serem de choque: 

 — Alexander Moone, você é um gênio! — gritou, levantando-se bruscamente do tapete e encarando Will com um sorriso psicótico. 

 Antes de fazer qualquer coisa pensou nas probabilidades de acidentalmente assassinar Will, contudo anulou todas visto que mesmo o Coringa estava vivo depois de tantos tratamentos de choque. Concentrou-se em suas mãos e friccionou-as até que pequenas faíscas saíssem de seus dedos. Delicadamente posicionou-as uma de cada lado do crânio de Rock. 

 Demorou cerca de cinco segundos até que Will levantasse, totalmente alarmado. Alexander saiu de sua frente quando percebeu que o mesmo estava prestes a socar algo: 

 — O que raios você pensa que está fazendo, pirralho?! 

 — Te acordando. Você dormiu de mais e Nathalie pediu que eu te acordasse. 

 — Ela pediu que me acordasse com descargas elétricas? — gritou inconformado. 

 — Na verdade não, isso foi ideia minha.Não tenho culpa se você dormiu mais que um urso.

 — Não tem culpa? Até onde eu me lembro foi você quem me colocou para dormir. 

 —  Isso não interessa nese momento — Alexander disse querendo fugir do assunto — Precisamos nos arrumar, Waller quer falar conosco.E ela disse para abrirmos aquelas caixas ali, segundo ela são presentes. 

 Will olhou alarmado paraas caixas pretas e logo em seguida para seu companheiro de quarto: 

 — Acha que podem ser bombas? — perguntou. 

 — No mínimo, mas só tem uma maneira de descobrir — Alex respodeu. 

 — Você abre. 

 —  Você que é o machão e eu sou jovem demais para morrer.  

 No fim das contas, cansado de discutir com o homem baixinho, Will pegou cuidadosamente uma das caixas e abriu-a. As mãos tremiam e ele tinha certeza que, caso fosse uma bomba, ele a explodiria facilmente: 

 — Não são bombas, são roupas —  ele disse simplesmente — E a julgar pelo tamanho essas aqui lhe pertencem. 

 Alexander e Will regressaram ao quarto quando ambos estavam vestidos. Moone gargalhou ao ver seu companheiro: 

 — Então seu plano é salvar o mundo com uma jaqueta de couro? — perguntou se referindo ao visual de Will, que consistia em uma calça jeans larga o bastante para que coubessem dois dele, uma camiseta branca e simples e uma pesada jaqueta castanha em estilo aviador. 

 — Pelo menos eu não vou sair por aí parecendo a versão negra e perversa da Chapeuzinho Vermelho. 

 Alexander olhou inconformado sua roupa, já que a julgara muito boa. Nada poderia ser melhor para uma batalha do que roupas pretas e uma armadura com capuz, mas teve que rir da comparação inteligente de Will: 

 —  Que seja. Vamos logo, antes que Nathalie venha aqui e nos ameace com uma arma. 

 —  Foi legal da parte dela nos dar roupas novas — Will comentou antes que os dois saíssem do quarto. 

 Andaram um longo corretor repleto de portas até chegarem em uma grande e elegante sala. As paredes ostentavam estantes grandes e repletas de livros e alguns belos quadros. A mesa central era revestida de vidro e ao seu redor cadeiras estofadas com veludo preto estavam dispostas. Em uma estante um quadro em moldura dourada estava em evidência e mostrava uma mulher negra de cabelos curtos e ao seu lado uma criança. Will imaginou que se tratava de Amanda e uma jovem Nathalie: 

 — Onde é que vocês pensam que vão com essas roupas? — a morena perguntou controlando um riso. 

 — Salvar o mundo, provavelmente — Will respondeu da maneira mais destemida que conseguiu. 

 — Desculpe, Superman, mas não é hoje que você salva Metropolis. Agora vão já se trocar, precisam ir para Los Angeles. 

 —  Para onde?! — Alexander perguntou assustado. 

 —  Los Angeles. Precisam encontrar Florence Blanch e entregar uma coisinha para ela — enquanto falava Nathalie mostrava a foto de uma jovem garota sorridente e de cabelos castanhos. 

 — Encontrarei ela com prazer, Waller. Me dê as cordenadas e eu entrego tudo o que conseguir — Will se apressou em dizer, fazendo com que Waller e Moone revirasse os olhos. 

 — Não é nada disso, Rock. Quero ela em nossa equipe. Será útil.

 —  Por que quer uma herdeira em nossa equipe? Precisa de dinheiro? —  Alexander perguntou subitamente interessado. 

 — Sem mais perguntas. Vocês só precisam saber que encontram ela em qualquer loja de grife ou casa noturna. Entreguem essa bolsa para ela e fiquem em Los Angeles até que eu apareça — Waller disse e entregou uma maleta pesada nas mãos de Alexander —  Agora, vocês precisam se trocar. Um helicóptero está a espera na cobertura do prédio. E lembrem-se: eu vejo tudo. 

 Alexander e Will voltaram para o quarto de onde tinham saído sem entender nada: 

 — Ao menos a garota é bem bonita e estaremos bem perto do litoral! — Will disse tentando ver o lado bom da situação. 

 — Eu não gosto de mulheres e não gosto de sol! — Alex respondeu irritado.

 — Certamente veremos alguns surfistas bonitões. Posso arrumar algum para você. 

 — Will, cale a boca. 



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