História Summer Wish - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~coldrew

Postado
Categorias Justin Bieber, Maggie Lindemann
Personagens Justin Bieber, Maggie Lindemann
Tags Acordo, Amigos, Bebidas, Bieber, Cancun, Jovens, Justin Bieber, Lindemann, Maggie Lindemann, Namoro, Sexo, Summer, Viagem, Wish
Visualizações 610
Palavras 3.588
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Primeiramente: Fora Temer!
Segundamente: ESTOU DEITADA NA MACA PRONTA PARA IR AO HOSPITAL, PORRA!

CARALHO, 206 FAVS. SÉRIO MESMO??? VOCÊS NÃO FAZEM IDÉIA DO QUANTO EU, ÍSIS @coldrew E MONI FICAMOS MEGA FELIZES COM TODA ESSA REAÇÃO POSITIVA.
Lemos todos os comentários de vocês e nós amamos cada um. Eu respondi alguns e a Moni não pode responder pq está com dados móveis. Mas assim que ela puder creio que ela irá responder pq eu não dou conta de tudo aquilo. Vocês são demais cara, muitooooo obrigada!!
Bom, boa leitura goxtosas.

Capítulo 2 - Arrependida em 3, 2, 1...


Fanfic / Fanfiction Summer Wish - Capítulo 2 - Arrependida em 3, 2, 1...

Poin't Of View — Lolla Winslet.


— Mãe, serão só alguns dias. — Reviro os olhos rindo fraco com o instinto protetor da mulher que me observa completamente apreensiva.

Minha mãe sempre foi desse jeito, atenciosa e preocupada comigo. Mesmo que eu nunca tenha dado motivos para isso, e talvez esse meu jeito tranquilo seja o motivo de tanto cuidado.

— Você tem certeza que não é uma daquelas armadilhas? — ergui as sobrancelhas colocando as últimas peças de roupa dentro da mala e encaro a mulher de meia idade que tem uma feição apreensiva.

— Armadilha? — Ri pelo nariz dando a volta pelo quarto até chegar na minha escrivaninha. Pego meu bloco de notas onde coloquei coisas que eu não poderia esquecer e começo a riscar o que já tratei de pegar. Roupas, perfume, livros e claro, como pude me esquecer do carregador?

Coloco o mesmo na mala e volto a atenção para Annie que tornou a falar.

— Sim! — Exclama e Luna para de colorir seu desenho para nos olhar. — E se for um tipo de armadilha onde te levam pra algum lugar e então lhe obrigam a se prostituir?

Céus, não acredito que esse é o medo dela. Nesse momento preciso conter a risada e suspirar. Bom, mãe, eu realmente estou praticamente me prostituindo, mas não é uma armadilha e Justin não vai me obrigar a nada, pois do contrário eu castro aquele imbecil. Penso mordendo levemente o meu inferior.

O que é postituir, momoin? — Luna pergunta de um jeito dengoso. Minha irmã costuma falar desse jeito quando se assusta com algo, então repreendo minha mãe com o olhar.

— Não é nada, Luna. — Respondo e mesmo confusa ela logo volta a colorir. Olho para Annie e respiro fundo — Por Deus! — faço careta — Mãe, é um acampamento da igreja. — Dou ênfase na última palavra.

Essa foi a mentira que encontrei para deixá-la confortável durante o mês, e pelo visto não adiantou muito. Contudo eu acho que foi melhor do que dizer, "Vou ser como uma prostituta por um mês e no fim irei ganhar dinheiro o suficiente para um ano inteiro sem os problemas que temos enfrentado."

— Eu sei, eu sei. Só vou sentir sua falta. — Bufou em frustração. Sorri e a abracei com toda a força que tenho.

Annie é a melhor mãe que eu poderia ter, pois mesmo com a dificuldade que passamos ela nunca deixou de acreditar que somos fortes o bastante para suportar de tudo, grande parte da minha força vem dela. Nossos problemas são frequentes desde que me entendo por gente, mas se agravaram quando meu pai nos abandonou para viver com sua amante, mulher com quem acabou formando outra família, e se esqueceu das duas outras filhas. Mesmo depois dessa traição a minha mãe se manteve a mesma pessoa de sempre, e eu admiro isso.

Posso contar de tudo para Annie, mas preferi privá-la de algo como fingir ser namorada de alguém por dinheiro, no seu ponto de vista isso poderia até ser ofensivo, então a história de um acampamento católico foi a minha melhor alternativa para não parecer que prefiro me "prostituir" a continuar passando por dificuldades, afinal ela poderia até se sentir culpada.

Entenda mãe, eu só me vejo na obrigação de fazer algo para ajudar, por mais louco que seja.

Afasto meu corpo do dela percebendo dedinhos no meu braço e olho para a garotinha sorridente em pé na cama do meu quarto.

—  É pala non esquicer de mim! — Me entregou um desenho de duas bonequinhas, uma grande e uma menor e eu deduzi sermos nós duas.

Sorri de orelha a orelha e a peguei no colo em um abraço apertado. Eu nunca esquecerei.

•••

O motorista que Justin me mandou estacionou a Evoque e já senti um frio imenso na barriga. Coloquei para dentro de uma vez o pequeno pedaço que restou do sanduíche de amendoim com geléia que minha mãe havia preparado para mim, e então em meio meu trabalho de triturar o alimento com os dentes, me assustei com a porta se abrindo ao meu lado.

— Chegamos. — O homem atraente vestido com um terno  pisca para mim e uma sensação gostosa me provoca alegria, só não demonstro por estar com a boca cheia. Aliás, engoli tudo e pisquei algumas vezes enrolando um pouco para descer. — Senhorita?

Não me chame de senhorita. — O corrijo mentalmente e suspiro desconfortável. Saio do carro já vendo minha mala na calçada e quando levanto a cabeça, abro a boca em um perfeito "O" com o tamanho do aeroporto.

— Deseja mais alguma coisa? — O homem pergunta parando ao meu lado.

Talvez eu deseje você. Me pego em pensamentos importunos e acabo sorrindo de modo travesso, o que causa confusão no semblante do jovem diante de mim.

— Não, obrigada. — Ele consente e quando ameaça dar um passo o interrompo.

— E o Justin?

— O Senhor Bieber já está lhe aguardando na sala de espera. — Senhor? Fala sério, aquele lá só tem vinte anos, e para mim ainda é um moleque.

Agradeci e ajustei meu vestido no corpo antes de começar a andar. Não sou muito fã de roupas nesse estilo, porém é uma das melhores peças que tenho para entrar neste verdadeiro ninho de cobras.

Começo a seguir o caminho que as placas me indicam até finalmente encontrar a sala de espera, minhas mãos vem a instaurar suor com o nervosismo que evolui em mim. É tarde demais para desistir?

Suspiro pesadamente e continuo andando. Correndo os olhos por toda a enorme sala, os deixo arregalar ao encontrarem o loiro um pouco afastado de mim. Justin está em pé, me olhando enquanto seus amigos ainda não notaram minha presença. Engulo em seco e fecho os olhos em busca de coragem. 

Se Justin Bieber é uma igreja ele está me convertendo ao pânico, isso sim.

Enchi meus pulmões e dei início ao trajeto que me fez parar próxima de todas aquelas pessoas ricas e que provavelmente só me tratariam bem por pensarem que tenho alguma coisa na conta. Uma pergunta eu os faço: Mas que conta?

— Até que enfim! — Justin faz com que todos olhem para mim e foi como se meu coração colidisse com a realidade após a velocidade exagerada dos batimentos. — Pessoal, essa é Lolla. — sorriu de canto e eu fiz o mesmo só que com receio e sem realidade na expressão. — Minha namorada.

Pude notar muito bem os olhares pesados na minha direção, principalmente dos três meninos que estavam ali provavelmente estranhando à minha ilustre presença denominada como "namorada" do Justin. Eu suponho que ele não contou nada para os mesmos e por isso toda essa feição de surpresa e confusão estampada em seus rostos.

Já as garotas, estavam mais neutras me encarando de uma forma indecifrável e eu tenho a plena certeza que todas são namoradas dos meninos, já que Justin me informou quando me lançou essa oferta de emprego.

E por falar nisso, esse homem estava com a cabeça aonde quando de repente teve essa idéia maluca? Hello Lolla, ele se quer pensa ou tem cérebro? É, acho que não.

— Namorada? — meus pensamentos foram evaporados com a voz grossa de um loiro, de olhos azuis — Fala sério Justin, virou palhaço agora?

Desviei meu olhar até Justin que revirou seus olhos caramelados e me puxou pela cintura para perto do seu corpo, me pegando de surpresa. Tentei desviar do seu contato físico, mas seus dedos apertaram minha cintura tentando me deixar no lugar.

Quem ele pensa que é? Mal começou e mal chegamos em Cancún que ele já vem com essas intimidades para cima de mim? Tudo bem que ele é um gato e uma perdição, mas qual é. Ainda tenho dignidade. Mesmo que eu tenha perdido 50% quando aceitei esse "emprego" ridículo.

— Não é nenhuma piada Ryan, eu estou realmente namorando — Justin murmurou tão sério que até eu poderia acreditar nisso.

— Porra Justin, porque não nos contou nada? — dessa vez um garoto de cabelos castanhos perguntou indignado.

— Queria fazer uma surpresa para vocês — senti um aperto na minha cintura e eu abri um sorriso forçado, quando todos me olharam. Céus, eu parecia um tomate inchado com tanta vergonha.

— Oi gente! — os cumprimentei educadamente e todos sorriram de forma simpática.

— E aí gatinha — o tal Ryan disse com um sorriso no rosto — Me diz aí, qual foi o feitiço que tu lançou nesse veado? Porque para Justin namorar, tem que ser a Beyoncé.

Todos começaram a rir, inclusive eu.

— Ah, eu não sei. — falei meio sem jeito e sorri divertida — Mas se bem que até eu pegaria a Beyoncé.

Todos gargalharam chamando atenção de algumas pessoas que passavam perto e no momento que Justin me trouxe para mais perto de si e selou seus lábios na minha bochecha, virei meu rosto e o fuzilei mortalmente não gostando desses momentos carinhosos. Ele apenas abriu um sorriso sacana no rosto e voltou a dá atenção aos seus amigos.

— Gostei dela — um outro garoto se manifestou pela primeira vez, me lançando um olhar malicioso — Boa escolha, Bieber.

— Cala a boca, se não quiser que eu quebre tua cara aqui — Justin disse em um tom de brincadeira e o garoto soltou uma risadinha e ergueu as mãos.

Depois disso todos começaram a conversar em um assunto aleatório que sinceramente, não estava com nenhum interesse em ouvir. Mas minha atenção foi posta nas três garotas que conversavam em um lugar mais afastado de nós e uma delas me olhou e abriu um sorriso de lado.

Retribui meio sem jeito. Que ótimo, eu mereço é ficar trancada na minha casa isso sim!

Quando nosso vôo foi anunciado, me separei de Justin e notei o homem de terno já com as malas postas ao seu lado. Respirei fundo e senti minha barriga doer anunciando meu nervosismo e ansiedade. O lado bom disso tudo é que pelo menos vou está em um lugar maravilhoso e irei relaxar duramente esse tempo, o que não faço em quase toda minha vida.

— Vamos. — escutei Justin me chamar, entrelaçando nossos dedos e caminhamos em direção ao portal. Eu espero que ele não note o quanto minhas mãos estão suadas por causa do meu nervosismo. Isso é muito constrangedor.

Após toda a burocracia exagerada, finalmente entramos no avião e foi inevitável não arregalar os olhos e abrir a boca totalmente maravilhada com tudo. A classe "A" realmente é a classe "A". Só quem anda aqui é gente rica que não tem com o que se preocupar. Eu no entanto, nunca conseguiria passar pela porta nem se eu vendesse meu rim.

— Iremos sair em dez minutos, por favor sentem-se e apertem os cintos. — O comandante avisou e assim apressei meus passos até chegar ao meu assento.

Porém quando cheguei, Justin estava na poltrona do lado da janela mexendo no celular, sendo que é o meu lugar favorito. Desgraçado.

— Ah não, Justin! — cruzei meus braços chamando a atenção do mesmo — Deixa eu sentar aí, por favor!

— Cheguei primeiro, babe. — piscou e voltou á dá atenção ao seu celular, me ignorando.

— Mas eu gosto desse lugar — protestei e ele continuou fingindo que eu nem existia — Justin!

Ele respirou fundo tentando arranjar paciência para não acabar me dando umas bofetadas aqui, sendo assim permaneceu em silêncio com seus olhos presos na tela do aparelho. Arrrg, mal chegamos em Cancún e eu já não aguento mais ele!

Grunhi e me sentei ao seu lado, vendo que ele estava quase uma múmia nem notando a minha presença adicional e então toquei o seu ombro com as minhas mãos aproximando meu rosto do seu.

— Vai, por favor. — implorei com uma voz manhosa — Deixa eu sentar nessa cadeira.

— Senta no meu pau. — falou simples e eu arregalei os olhos com tamanha audácia. Tarado.

— É sério, por favor. — comecei a choacalhar o mesmo fazendo drama e notei que ele já estava se estressando.

— Porra garota, não enxe meu saco! — quase gritou e eu bufei cruzando os braços, me ajeitando na cadeira ficando com a maior cara emburrada.

Pelo o visto, esse mês vai ser o mês mais infernal e difícil que terei que enfrentar ao lado desse embuste. Um dia, esse pavio curto dele ainda vai me matar.

— Olá, meu nome é Samantha. Serei a acompanhante de voo de vocês — uma loira uniformizada da companhia, sorriu simpática — Gostariam de comer ou beber algo?

— Olá Samantha — pude escutar muito bem a voz rouca de Justin ao meu lado — Eu to pensando em uma coisa para comer, sabe...

A loira me olhou espantada e eu senti meu corpo ferver no mesmo minuto, com tanto descaramento vindo de uma pessoa. Fala sério, se ele já está dando em cima de uma garota na minha frente imagina por trás.

Ele soltou uma risadinha perto do meu ouvido e falou: — Vou querer Waffles.

— E você senhorita? — ela perguntou me olhando atenciosa.

— Pode ser o mesmo. — sorri e ela assentiu, antes de dá as costas.

Depois de alguns minutos a comissária de bordo nos trouxe os waffles. Comi como se não houvesse amanhã e ainda senti falta de um suco para acompanhar. Mesmo depois do sanduíche que minha mãe fez, eu continuei morta de fome, e um waffle não mudou muito isso, então resolvi aproveitar e comer mais um, que pedi recebendo um olhar estranho do Justin.

Que foi? Ah, me deixe em paz. Eu estou fazendo o possível para ter "classe", e toda essa caretice já está me dando nos nervos.

— Você não vai mesmo trocar de lugar comigo? — digo baixo quando termino de me alimentar e vejo ele se acomodar na poltrona.

Justin deitou mais o seu corpo e me olhou como se dissesse "eu nem vou dizer nada". Colocou os fones de ouvido e fechou os olhos. Mas que droga, ele vai dormir ao invés de admirar a vista? Ódio, ódio, ódio e mais ódio. O pior é que mesmo irritada foi impossível ignorar a existência dele com a música emitida pelos fones já que o volume se encontra exageradamente alto. Com isso acabei notando que enquanto eu me esforço para fingir que ele não existe o mesmo já está fazendo isso a muito tempo. Bom, imagino que agora ele não vai me dar mais nenhuma atenção.

Me acomodei na poltrona. Pelo visto o Sr. Irritante não vai dormir, só não está afim de dar valor ao lugar privilegiado que conseguiu. Certo, agora já está na minha hora de superar que não vou ter meu assento tão almejado.

O tempo se arrastou e após vários cochilos eu mal percebi que as cinco horas de viagem estavam quase concluídas. Ao menos essa notícia é boa!

Toda vez que Samantha ou qualquer mulher resolvia transitar pelo corredor estreito, era inevitável para mim não notar os olhos do loiro ao meu lado, sempre atentos e repletos de malícia. Minha maior curiosidade virou a seguinte: será que ele trataria uma namorada de verdade assim? Sem respeito ou vergonha na cara? Bem, graças a Deus eu sou só uma atriz amadora nesse maldito papel. E aliás, estou sendo paga para ser namorada, e não um alce com chifres enormes, eu deveria cobrar juros por isso. Argh.

— Senhoras e senhores, coloquem seus cintos, pois já estamos sobrevoando a cidade de Cancún. — olho para a comissária de bordo que passava em todas as cadeiras repetindo o aviso, imagino quanta paciência se precisa ter nessas horas com os que demoram a obedecer.

Ué, mas esses avisos não são dados direto da cabine naquele som alto? — me pergunto, mas resolvi não questionar ao Justin já que era capaz de receber ignorância dele.

Só fiz o que a mulher estava pedindo e depois olhei para Justin que estava concentrado em seu celular balançando a cabeça no ritmo da música. Pela batida que consegui captar é rap. — Ao menos bom gosto musical ele tem. Só então reparei em um detalhe; Ele não ouviu o aviso da aeromoça, e se não estivesse me pagando eu o deixaria ser arremessado sem seu cinto para ver se o impacto pode consertar seus miolos.

— Ei. — Chamo e chacoalho seu braço recebendo um olhar irritado. — Coloque o cinto — indico o objeto com a cabeça e ele o faz preguiçosamente.

— Valeu. — piscou e eu dei de ombros.

— Eu deveria te deixar morrer por não ter me cedido o lugar.

— Não diga isso gatinha. Ofereci meu colo e você ignorou, hm? — entorto o lábio pasma pelo quão safado ele consegue ser.

Melhor me calar. — Me convenci cruzando as pernas e virei a cabeça observando mais uma vez todo o luxo da primeira classe. Parece mais um hotel cinco estrelas do que um avião, fala sério. Suspirei com alguns fatos que me vieram em mente. Minha mãe e Luna iriam adorar um lugar assim, que até então é um luxo desconhecido por elas assim como era pra mim há minutos atrás. Sorrio com a lembrança das duas, mas meus devaneios alegres são interrompidos quando sinto dedos na minha perna. Ah não!

Justin começou a acariciar minha coxa sem pudor e eu o amaldiçôo mentalmente. Afinal onde está a promessa onde ele não me beija ou me toca?

Me virei o fuzilando com os olhos.

— Você pode tirar a mão daí? — Exclamei irritada, mas sem deixar de ser um sussurro. Justin fecha os olhos e encosta a cabeça no assento com um sorriso cafajeste nos lábios enquanto me ignora completamente, dedilhando minha perna e me provocando espasmos.

Puta merda, um idiota gostoso e irritante está me tocando e eu estou… gostando disso. Não pode ser, eu não posso ser tão imbecil.

— Justin!

— Relaxa, Lolla. —sussurrou e deslizou sua mão para baixo do meu vestido.

Eu deveria empurrá-lo e fazer um escândalo, mas além de ser meu "namorado" aqueles dedos estavam me deixando incapaz de protestar. Notando isso ele deu uma risada nasalada e apertou com força minha pele, repetindo esse ato várias e várias vezes, subindo e descendo sua mão na minha pele clara que fervia em reação ao seu toque. Pisquei em uma sequência exagerada e engoli em seco olhando mais uma vez para ele. Estava do mesmo jeito; Olhos fechados e sorrisinho idiota, mas agora prendia os lábios entre os dentes ficando ainda mais sexy.

— S-se você não tirar essa mão daí… — balbuciei e arfei ouvindo uma risadinha. Ele sabe muito bem como está me deixando. Canalha. — e-eu irei transformá-lo em um origami de pássaro e te jogar desse avião pela janela.

Justin aspira o ar como se fosse a ultima vez e então pressiona seus dedos novamente na minha coxa, em um local próximo a minha virilha. Droga, isso é tão gostoso!

Lolla, que merda você está pensando? Impeça esse idiota agora mesmo.

Depois de voltar para a realidade eu coloquei minha mão por cima da dele me certificando de que ninguém nos observava. Conduzi seus dedos para fora da área proibida e como se aquilo fosse uma alavanca ele se inclinou até mim no mesmo ritmo em que arranquei sua mão do meu corpo.

Lembre-se que isso é atuação, só que ainda podemos ter a parte boa de um relacionamento. — sussurrou no meu ouvido e mordeu meu lóbulo da orelha.

Meus sentidos foram parar em um buraco negro no espaço, e eu já nem raciocinava direito. Não posso crer nisso, ele acabou de dizer que quer transar comigo ou o que? Céus, eu não posso lidar com isso, não tem como. Esse garoto foge de todos os limites, até os que são criados por ele mesmo.

Como se não bastasse o nervosismo que Justin me fez passar, agora eu estou lutando contra meu pânico um pouco dramático, a aterrissagem. Se tem coisas que me deixam nervosa são decolagens e pousos. A velocidade absurda das aeronaves sempre me provocaram uma ansiedade fora do comum. Pois acredite; o vôo só acaba quando se está fora do avião, afinal algo pode dar errado há qualquer momento, principalmente na aterrissagem. Com todo esse medo eu nem notei quando agarrei o braço do Justin e forcei os olhos enterrando meu rosto no seu peito.

— Está tudo bem? — Ouço a voz rouca perto do meu ouvido e espero me recuperar do arrepio gostoso provocado pelo tom suave e sensual para concordar com a cabeça.

Por incrível que pareça ele não insistiu com mais perguntas, só passou seu braço por meus ombros e eu não gostei nada disso. Sorte a dele de eu estar passando por uma crise de medo e não ter condições de dar na sua cara.

O pânico só passou minutos depois, quando o barulho das turbinas diminuiu anunciando que já estávamos em solo mexicano. Abro meus olhos levantando a cabeça e Justin traz seus olhos para mim, que me afastei imediatamente começando a ajeitar a roupa como se nada tivesse acontecido. Por que diabos eu me agarrei nele mesmo? É mais fácil Justin me jogar no perigo para se salvar do que me proteger, e eu o "abracei" nesse intuito? Definitivamente essas horas com ele já foram o suficiente para bagunçar minha cabeça. Deus, me proteja, porque em um mês acho que estarei vendo coisas!


Bom, agora que já estamos em Cancún, então que comece o pior mês da minha vida.


Notas Finais


ALGUÉM ESCUTOU MEUS BERROS?? EU E MONI JÁ SHIPPAMOS ESSES DOIS D+++++
São tão amorzinhos cara, aff não me toca!
Leiam essa fanfic de uma amiga nossa, chamada "Malibu":
https://spiritfanfics.com/historia/malibu-9459195
Espero que tenham gostado amores, até o próximo ❤


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