História SummerSun (Adaptação G!P) - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Visualizações 59
Palavras 3.581
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Harem, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa noite, último de hoje, lembrando que estamos em reta final 😭😭😭😭 boa leitura!!!

Capítulo 18 - Sem nós!!


Fanfic / Fanfiction SummerSun (Adaptação G!P) - Capítulo 18 - Sem nós!!

Anteriormente:

— Não, Camila, é verdade. Ele te chamava de “a minha menininha” e sempre quis o melhor para você. Alejandro gostava de mim, mas sabia quem eu era, de onde viera e não creio que quisesse isso para você. Iria querer alguém à sua altura.

— À minha altura? — Camila esqueceu que estava nua, saiu da cama e atravessou o espaço que havia entre elas. — Lauren, está falando como alguém do século passado! — Sentou no colo dela, e então os braços de Lauren a envolveram instintivamente.

— Não, não estou. Eu…

Ela pôs o dedo nos lábios dela.

— Escute. Alejandro era meu pai, então deixe que eu julgue o que ele iria querer para mim. Certo?

— Eu o conhecia melhor do que você, Camila.

— Então sabe que ele queria me ver feliz.

— Claro! Foi o que acabei de falar.

— Estou feliz, Lauren. E isso é tudo o que importa. Estou feliz a seu lado. — Aconchegou-se em seus braços, no calor de seu corpo. — Além disso. Alejandro não conhecia a magia.

— Magia? — Lauren beijou o pescoço dela. Estava começando a esquecer seus argumentos.

— Sim, a magia que existe entre duas pessoas que se pertencem. — Beijou Lauren na boca. — Meu pai não sabia como gosto de beijá-la. Ou abraçá-la… — Envolveu-lhe as costas nuas com os braços, apertou seu rosto contra o dela. — Alejandro não sabia nada disso. Não sabia como foi maravilhoso passar esta noite com você. — Ouviu-a prender a respiração. — Nem como é maravilhoso para você também. É maravilhoso, não é?

Atualmente:

— Sim, maravilhoso.

— Então me diga, Lauren — ela sussurrou, abraçando-a com força. — Fale.

Ela segurou o rosto dela nas mãos e olhou bem dentro de seus olhos.

— Eu a amo, Camila. Amo você mais do que tudo no mundo.

Camila sorriu e pulou fora de seu colo.

— Nesse caso…

— Quer que eu prove? — perguntou Lauren.

— É o que eu tinha em mente. — Camila puxou-a pela mão até a cama. — O SummerSun está fechado…

Ela a beijou com força.

— Então nós temos o dia todo.

A noite seguiu-se ao dia e, da próxima vez em que acordaram, o sol nascia novamente. Despertaram nos braços uma da outra.

Lauren foi a primeiro a levantar.

— Tenho de abrir o bar. — Depositou um beijo no rosto dela. — Os fregueses chegam cedo.

— Hum… — Camila se virou para vê-la vestir o short. — Vou me levantar logo.

— Mesmo? — Lauren parou à porta e a mensagem que havia em seus olhos ficaria com Camila por muito tempo. Era uma mensagem de amor.

— Lauren, já vou — insistiu ela. — Sinto muita falta de você aqui, sozinha. Além disso, hoje é o dia daquela festa de dezesseis anos.

— Ah-ha! Então a pressa é por isso?

— Em parte. — Camila se sentou na cama. — Não vai ser fácil, sem Arthur e Verônica.

— Bem, tenho uma surpresa para você. Eles voltaram.

— O quê?

— Ouvi quando chegaram de manhã cedo, durante aquele breve intervalo em que você parou de me seduzir o tempo suficiente para eu dar uma cochilada.

— Lauren, sua… — Camila jogou o travesseiro nela, mas errou ela longe.

Lauren começou a rir e não conseguia parar.

— Lauren, qual é a graça?

— Você podia até ter jogado o vaso em cima de mim naquela noite, sem nenhum problema. Sua pontaria é horrível!

Outro travesseiro voou pelos ares, mas não chegou nem perto do alvo. Camila ainda a ouvia rir no corredor. Levantou e começou a se vestir. Haviam tomado banho juntas no meio da noite e ela se sentia refrescada, embora um pouco tensa e dolorida.

Desceu as escadas, sorrindo consigo mesma, pensando no dia e noite maravilhosos que haviam passado juntas, esperando ansiosa a próxima noite, pois não a conseguia imaginar sem ela.

Verônica saudou-a quando ela entrou no salão, dirigindo-lhe uma piscada de olhos toda especial. Camila teve a sensação de que o que acontecia entre ela e Lauren não era segredo, mas resolveu não falar do assunto.

— Que diabo está fazendo aqui, Verônica?

— Mas que bela saudação!

— Ora, você e Arthur não deveriam estar em lua-de-mel?

— Meu marido e eu ficaremos em lua-de-mel pelo resto de nossas vidas. — Verônica saboreava cada palavra que dizia. — Por isso, decidimos voltar para casa. Além do mais, fiquei preocupada ao imaginar você e Zayn tentando lidar com todas aquelas adolescentes.

Num impulso, Camila deu um grande abraço em Verônica.

— Você é um amor e tem toda a razão! Precisamos de ajuda, sim. Onde está Arthur?

— Reclamando lá na cozinha.

— Oh, não!

— Bom, Camila, o que esperava? O pessoal da limpeza colocou tudo no lugar errado. Pelo menos, é o que ele diz e foi por isso que quis voltar. Arthur simplesmente não agüenta não estar no comando. E não gosta quando Lauren contrata um substituto. Diz que o padrão cai do dia para a noite.

Verônica e Camila começaram a arrumar as flores para a festa.

— Sobras do seu casamento — comentou Camila.

— E que casamento! Você e Lauren prepararam uma recepção maravilhosa.

— Era o que queríamos. Afinal, vocês são da família.

— O SummerSun é como um lar para mim. Acho que teve muito a ver com a minha volta a Cypress Key. Claro, Arthur também desempenhou seu papel. — Deu outra de suas risadinhas. — Mas é importante estar com a família, sentir que há um lugar que é nosso.

Camila entendeu perfeitamente o que Verônica queria dizer. Lar e família eram tão importantes… De repente, percebeu que também tinha encontrado o seu lar. Ao lado de Lauren.

Naquele momento, decidiu que tinha de entrar em contato com Harry Stiles e impedi-lo de colocar qualquer plano em ação. O SummerSun não estava mais à venda.

Depois que as adolescentes da festa partiram num redemoinho de serpentinas cor-de-rosa e papel de embrulho. Camila foi direto para a imobiliária.

Chegou ao escritório de Harry sem avisar, no meio da tarde, provavelmente na hora mais movimentada, mas estava disposta a esperar.

Não demorou muito. Assim que a viu, Harry fez sinal para que ela entrasse.

— Falarei com o senhor em um minuto — anunciou ao homem que aguardava na sala de espera. Depois falou para a secretária: — Diga aos que telefonarem nos próximos minutos que não posso atender agora, tudo bem, querida?

Constrangida com os olhares que o cliente e a secretária lhe lançavam, Camila seguiu Harry até sua sala.

— Harry, não precisava…

— Não se preocupe com isso. Eu estava mesmo pretendendo ligar para você e lhe contar o que está acontecendo. E levá-la para jantar, finalmente.

— Harry, mudei de idéia.

— Sobre o jantar?

— Não, Harry, sobre o SummerSun.

Houve uma longa pausa. Camila sentou-se na cadeira de couro defronte à escrivaninha de mogno. Harry continuou em pé.

— Não quer mais vendê-lo?

— Não. Tudo está indo tão bem… O novo salão é o maior sucesso e todos os antigos fregueses voltaram ao bar. Estou começando a entender por que meu pai gostava tanto do SummerSun. As pessoas lá são como uma família para mim agora. Acabamos de promover um casamento e…

— Espere um pouco. Vamos começar do começo. — Harry se apoiou na escrivaninha. — Estou um tanto confuso com essa história de casamento e família. Da última vez em que conversamos, você queria se livrar do lugar.

— Queria. Ou pensava que queria. Mas meu coração não me deixaria fazer isso.

— Coração? — Harry falava como se nunca tivesse ouvido aquela palavra. — Não pode deixar seu coração lhe ditar as regras em questões que envolvem dinheiro, Camila.

— Minha cabeça me diz o mesmo — declarou ela, inabalável.

— Estamos ganhando dinheiro, e podemos ganhar mais. Quero transformar o SummerSun no restaurante mais famoso da costa oeste da Flórida. E quero me divertir fazendo isso.

Harry contornou a escrivaninha e sentou-se na cadeira giratória. Vários minutos se passaram antes que replicasse:

— Sei… Gostaria que você tivesse vindo antes, Camila. Coloquei algumas coisas em ação, e acho que não dá mais para pará-las.

— Que coisas? — perguntou ela, inquieta. Suas palmas ficaram úmidas de suor.

— Como havíamos conversado, dei alguns telefonemas.

— Ora, alguns telefonemas. Se isso é tudo…

— E desencavei alguns detalhes interessantes. Detalhes que não podemos ignorar, Camila.

— Como… como assim?

— Parece que da última vez em que o SummerSun foi inspecionado pela administração municipal, havia algumas violações ao código que precisavam ser reparadas. Na cozinha, haviam sido instalados equipamentos novos que ultrapassavam a capacidade de carga do sistema elétrico. Seria preciso refazer toda a fiação.

— Bom, isso não é tão grave.

— Em si, não. Mas isso é só o começo. Há um grave problema com o encanamento. E o departamento de segurança contra incêndios arquivou infrações referentes à falta de saídas de emergência adequadas. Juntando tudo, o quadro e bem desfavorável, Camila.

— Mas…

Harry apanhou uma pasta, abriu-a e folheou alguns papéis.

— Só para refrescar minha memória… Oh, sim! A prefeitura enviou um engenheiro para verificar as estruturas. Parte das estruturas da ala sudeste precisam ser reforçadas, o que implica erguer toda essa parte da construção. Isso pode causar um dano estrutural ao prédio.

A garganta de Camila estava comprimida e seca. Suas palavras eram quase inaudíveis.

— Quando… quando isso tudo aconteceu?

— Logo antes da morte do seu pai, creio. Como Alejandro era uma pessoa tão popular, parece que várias repartições lhe concederam uma prorrogação. Mas o tempo está acabando, Camila. Logo irão vistoriar o lugar e, se as irregularidades não tiverem sido corrigidas, é muito provável que o restaurante seja fechado.

— Fechado?

— É provável. O lugar não vale nada para as imobiliárias: o que conta é o terreno, onde poderá ser construído um condomínio, um hotel, ou qualquer coisa do gênero. Já conversamos sobre isso antes, lembra-se?

Camila fez que sim com a cabeça. Sentia-se como se houvesse levado um soco no estômago.

Sem perceber a reação dela. Harry continuou a explanação:

— Então, quando o estabelecimento for condenado, entramos em cena e convencemos Jauregui a vender o restaurante.

— Por favor, Harry… — Camila pigarreou. — Quero que os faça parar.

— Uma vez que os técnicos e fiscais entram em ação, é muito difícil pará-los, Camila.

— Precisa tentar!

— Bom, vou dar uns telefonemas, mas receio que seja tudo o que posso fazer. Como disse, é muito difícil…

— Faça o possível, Harry. Você começou isso e agora quero que encerre o assunto.

Camila levantou-se e Harry fez o mesmo.

— Deixe-me lembrá-la de que comecei isso por insistência sua.

— Sei disso. — Ela tentava ocultar seu desespero. — Cometi um erro. Lauren e eu possuímos o SummerSun em conjunto, e queremos ficar com ele.

Sem dizer mais nada, Camila atravessou a porta. Sabia que seus sentimentos não deviam se voltar contra Harry: ele só fizera o que lhe pedira. Mas não esperara que o corretor agisse tão rápido, nem com tal veemência. Ele até parecia deleitar-se com os problemas que descobrira no SummerSun!

Rumou para o carro, ciente de que tudo fora culpa sua. Pensou em sumir dali o mais depressa possível, mas logo deu-se conta de que fugir não era a resposta. Tinha de procurar Lauren e contar-lhe o que fizera. Juntas, achariam um jeito de salvar o SummerSun. Talvez as infrações não fossem assim tão graves. Talvez pudessem repará-las a tempo. Talvez não saísse tão caro. Talvez. Talvez.

A ilusão durou pouco. Afinal, as irregularidades que Harry enumerara eram graves. Muito, muito graves.

Afundada atrás do volante. Camila sentiu um calafrio. Lauren teria de saber o que acontecera e contar-lhe aquilo seria a coisa mais difícil que ela já fizera na vida.

Camila estava sentada no convés do barco. A fumaça de velas de citronela mantinha os mosquitos afastados. Uma leve brisa agitava as folhas das árvores do carvalho junto às águas. Um raio de luar atravessava as profundas sombras do rio. O cenário era tranqüilo e pacífico.

Agora, ela sentia-se feliz ali. Isso teria parecido impossível algumas semanas atrás. Mas logo aprendera a tornar o barco confortável e a sentir-se em perfeita harmonia com o ambiente.

Naquela noite, porém, a tranqüilidade fora abalada pelo turbilhão que tinha dentro de si, enquanto esperava a chegada de Lauren Jauregui.

Os faróis do jipe dela não tardaram a surgir a distância. Minutos depois Lauren subia a bordo, assobiando despreocupadamente. Ela sentiu o coração saltar-lhe à boca.

— Camila!

— Estou aqui, no convés.

Lauren cumprimentou-a com um sorriso largo:

— Olá, garota do rio. — Beijou-a na boca e abraçou-a, para depois enfiar a mão dentro de seu roupão. — Ótimo! Quase nua e esperando por mim.

— Lauren… Eu preciso… preciso…

— Eu sei. Eu também preciso.

Camila percebeu que Lauren não a entendera. Contudo, todos os pensamentos que se agitavam em sua cabeça pararam quando ela voltou a beijá-la e abraçá-la com indisfarçável desejo. De repente, só conseguia pensar em Lauren. E nada mais.

Lauren a levou para dentro. O ar frio da cabine contrastava de modo delicioso com a noite úmida e pesada. Camila sentiu a borda da cama de encontro às pernas e numa fração de segundo, afundava no colchão. Lauren desamarrou-lhe o cinto e o roupão escorregou de seu corpo. As mãos dela pousaram sobre seus seios, as palmas esfregando os mamilos que enrijeciam e inchavam.

Por um breve instante, um alarme soou na cabeça de Camila. Ela porém, não conseguiu se concentrar no pensamento. Ouviu as roupas de Lauren caírem ao chão e então sentiu o corpo dela rígido e forte a seu lado. A boca gulosa mordia-lhe o seio e naquele momento, Camila renunciou a qualquer intenção que houvesse restado de racionalidade. Ela e Lauren estavam fazendo amor e nada mais importava. Não queria que aquilo acabasse jamais…

Lauren penetrou-a com avidez e ela deslocou o corpo, para que o membro rijo entrasse mais fundo. Queria mais dela, sempre mais.

Devagar, com ritmo, Lauren se movia dentro do corpo que o recebia com extremo ardor. Camila retribuía às investidas dela, arqueando-se toda, envolvendo-a com seus braços e pernas. O barquinho pôs-se a balançar ao ritmo das apaixonadas amantes, com as ondas lambendo as laterais.

— Eu te amo, Camila — sussurrou Lauren. — Eu te amo muito.

Camila queria responder, dizer-lhe que precisava dela, que a queria e que a amava também. Mas estavam tão próximas do clímax que as palavras não importavam mais.

Lá de dentro, ondas de excitação cresceram e incharam até inundarem-na com uma torrente de êxtase. Tudo o que ela pôde fazer foi se entregar àquela sensação divina e deixar-se tragar completamente, enquanto Lauren também era levada. Aquela onda de prazer as tornava um só, de corpo e espírito. Era um momento perfeito e se repetia indefinidas vezes, muito mais do que esperavam.

Ela a estreitava nos braços, os corpos nus apertados um contra o outro.

— Como isso é possível?

— O que, Lauren?

— O jeito como fazemos amor. Cada vez é melhor que a anterior. Em cinqüenta anos…

Camila ficou tensa. Não podia deixar Lauren ir falando do futuro quando tudo era tão incerto.

Ela levantou a cabeça e se apoiou sobre o cotovelo.

— Ei, o que foi? Não quer passar os próximos cinqüenta anos comigo? Ou é do tipo de mulher que prefere os casos de uma noite só?

Era brincadeira, mas Camila notou a ansiedade que havia nas palavras dela. Tateou em busca do roupão e saiu da cama. Estava escuro. Ela acendeu a lâmpada, que envolveu o quarto num brilho cheio de sombras. Viu-a então franzir o cenho.

— Está me deixando preocupada, Camila. Estou me perguntando se resolveu desistir de tudo, voltar para Atlanta…

Lágrimas começaram a correr pelo rosto dela. Lauren pôs o pé no chão e aproximou-se.

— O que foi? Por que está chorando?

Ela afundou na cama e tentou inutilmente enxugar as lágrimas.

— É o SummerSun… Fiz uma coisa horrível, Lauren! Talvez, por minha causa, o percamos.

Lauren balançou a cabeça, aturdido.

— Perder o SummerSun? Do que está falando? Não é possível!

— Espero que não, mas Harry Stiles…

— Stiles, aquele porco! Um homem que faz qualquer coisa por um tostão! O que ele tem a ver com isso, Camila?

— Fui procurá-lo…

— O que?

— Já faz algumas boas semanas. Eu queria vender o SummerSun… Oh, você sabia das minhas intenções! Mas não fiz nada até…

Lauren esperou, em silêncio. E visivelmente desconfiada.

Ela continuou:

— Até termos aquela briga e depois fazermos amor. Eu estava muito confusa naquele momento, e com medo. Principalmente com medo. Harry disse que ia dar uma olhada e ver o que podia fazer para convencer você a vender o bar…

— Sei. O que mais?

— Então tudo mudou e acho que nem pensei mais em nada disso, até Verônica e Arthur voltarem. Estávamos falando em família e…

— Vá direto ao ponto, Camila.

— Fui falar com Harry de novo, para lhe dizer que tinha mudado de idéia.

— Isso foi depois que percebeu que me amava?

— Sempre a amei, Lauren. Só que não entendia isso.

— Sim… Me conte a respeito de Stiles agora.

— Ao que parece, ele verificou os papéis do restaurante e localizou um relatório da administração municipal. Há sérias irregularidades no SummerSun.

— Irregularidades?

— Nas instalações elétricas, encanamentos e algo a respeito das estruturas…

— Oh, não. — Ela se levantou e apanhou o short. — Estou me lembrando… Alejandro me falou desse relatório e disse para eu não me preocupar. Disse que nunca iriam aplicar sanções contra nós. Depois que ele morreu, ninguém me falou mais nada… Droga!

— Tenho certeza de que juntas, conseguiremos resolver as coisas, Lauren. — Mas havia dúvida na voz dela.

— Ah, é? Como?

— Há um prazo de seis meses. Harry falou. Já está se esgotando, mas sei que…

— Não quero ouvir mais essas suas previsões idiotas, Camila! O que você não entende é que um prazo de seis meses pode durar a vida toda em Cypress Key… a não ser que algum manda-chuva sabichão de uma agência imobiliária comece a mexer seus pauzinhos!

— Eu não sabia disso.

— Claro que não sabia!

Lauren atravessou o quarto em três passadas e se virou para encará-la. Camila apertou o roupão bem firme em torno de si. Estava começando a tremer.

— Mais cedo ou mais tarde, eles não voltariam para outra inspeção? — ela arriscou.

— Virão mais cedo agora, graças a você e à sua cobiça! Que droga! Era isso o que você queria o tempo todo, não é? Arruinar o SummerSun e livrar-se de mim!

— Não! Quero dizer, era, mas não é mais. Também estou preocupada, Lauren… E não esperava que seria essa a sua reação.

— O que esperava que eu fizesse hein, Camila?

— Não sei… Achei que conversaríamos sobre isso com calma e pensaríamos no que fazer a seguir.

— A seguir? — Lauren vociferou. — Depois que você arruinou tudo?

— Tudo bem. Talvez eu tenha feito isso, mas estou tão aborrecida quanto você.

— Tão aborrecida que foi para a cama comigo!

— Não é justo, Lauren. Você queria tanto quanto eu. Não me acuse de seduzi-la.

— Desculpe — falou ela, esgotada. — Foi uma grosseria da minha parte. É que estou furiosa mesmo, Camila.

— Eu podia ficar furiosa também. Podia até acusá-la. Afinal, você nunca se preocupou em ir verificar as licenças e as irregularidades. Tem mania de deixar as coisas para mais tarde.

— Tem razão. Isso é culpa minha, e estou furiosa comigo mesma. Isso a faz sentir-se melhor?

— Nada vai fazer com que me sinta melhor, a não ser achar um jeito de salvar o SummerSun.

A expressão de Lauren era de descrença.

— É tarde demais para isso, Camila.

— Pedi a Harry para falar com a administração municipal. Ele disse que ia fazer o possível.

— Ah, claro! Será que você não entende como ele age? Stiles está atrás de uma alta comissão: se o bar não for vendido, ele não ganha um centavo. Não me surpreenderia se ele mexesse mais alguns pauzinhos para complicar ainda mais a nossa situação. Estamos perdidas, isso sim!

Camila levantou-se para se aproximar de Lauren, mas o brilho sombrio e intenso dos olhos dela a deteve. Sentou-se de novo, derrotada momentaneamente, mas ainda não vencida.

— Deve haver algo que eu possa fazer, Lauren!

— Não acha que já fez o bastante?

Ela desanimou. Sabia que havia cometido um erro terrível, mas acreditara que poderiam resolvê-lo juntas. Não esperara que Lauren se voltasse contra ela.

Ela calçou os sapatos e pegou as chaves do carro.

— Há algo a ser feito. Vou telefonar para Allysson Brooke.

— É meia-noite, Lauren.

— Ela ganha para isso.

Camila começou a se vestir.

— Vou com você. Nós…

— Esqueça essa história de “nós”, Camila.

— Mas o SummerSun também pertence a mim!

— Devia ter pensado nisso quando foi procurar Harry Stiles…

— Cometi um erro, Lauren. Você também. Isso já foi, já e passado. Temos de recomeçar deste ponto.

— É exatamente o que estou fazendo. Sem você.

Com essas palavras, Lauren desapareceu na escuridão da noite.


Notas Finais


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