História Summertime - Simbar - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Delfina, Gaston, Luna Valente, Matteo, Nina, Pedro, Personagens Originais, Ramiro, Sharon, Simón, Yam
Tags Âmbar, Delfi, Gastina, Gaston, Luna, Lutteo, Matteo, Nina, Pedro, Pelfi, Simbar, Simon, Sou Luna, Soy Luna
Exibições 118
Palavras 6.857
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oeeeeeeeee bitchs 3>
Daqui é a #mymulherdoagus kkkkk😂😂😂
preparados para mais um capítulo???
Então lá vai!!! ❤❤❤
Boa Leitura!!! 😘

Capítulo 4 - Four


 Simón chegou em casa com um sorriso estranho no rosto – e uma sensação boa que não tinha há tempos. Tomou um banho rápido e ficou deitado em sua cama, apenas pensando na vida. Não havia conversado com nenhum dos amigos depois da aula de literatura, e não sabia se algum deles iria querer ir à festa. Mas tinha certeza de que ele queria. Era estranho como as coisas tinham saído fora do controle, e como isso tinha sido bom. Não lembrava exatamente da última vez em que tinha passado momentos tão agradáveis ao lado de Ámbar. Então, interrompendo seus devaneios, o telefone tocou.

- Alô.

- Fala, dude! – Gastón disse animado. – Bora na festa hoje?

- Festa? – Simón tentou manter um tom desentendido na voz – Do colégio?

- E qual mais seria?

- Por quê? – Simón estava feliz por não ter que explicar nada. Aquilo estava saindo melhor que o esperado.

- Porque a Flor, a líder de torcida gostosa que eu passei a aula de literatura – Gastón riu sozinho – Vai estar lá. Cara, se eu te contar da minha aula você nem acredita...

- AHHHH PEGADOR! – Simón gritou e Perida riu.

- Ela é muito gostosa, cara. A gente tem que ir.

- Tudo bem, eu vou com você.

- Sério? – Gastón parecia admirado com a resposta – Achei que teria que te subornar pra você vir comigo.

- Opa, eu aceito suborno! – Simón gargalhou.

- Nem vem, você já aceitou de primeira! Agora eu vou ligar pro Matteo, o Pedro não quis ir... – Gastón fez um barulho estranho com a boca – Aquele*******Ele teve uma aula péssima com a Delfi e... Espera aí. Você tava com a Ámbar! – Perida percebeu e Simón caiu para trás na cama, derrotado. – Seu humor não está tão ruim.

- Nós não nos matamos. – Simón sorriu para si mesmo.

- Ah, fala sério. Vai dizer que as duas crianças conseguiram passar duas horas sem a ambulância ser chamada? Não creio! – Gastón fez uma voz afetada e Simón riu.

- Nós podemos ser civilizados de vez em quando. – Simón queria parecer indiferente, mas mantinha um sorriso idiota no rosto. Ficou feliz daquela conversa estar sendo via telefone, não queria que Gastón visse sua cara.

- Esse é o tipo de coisa que eu só acredito VENDO. – Perida estava pasmo. – Conta como foi. Anda logo.

- Deixa de ser gay, cara! – Simón riu alto e Perida o acompanhou. – Eu não vou te contar nada. Agora liga logo pro Matteo e para de encher meu saco. Eu quero dormir.

- Dormir pra ficar gatinho pra Ámbar? – Gastón fez uma voz feminina quase perfeita e os dois tiveram um ataque de riso.

- Vai se fuder, Gastón. Passa aqui em casa antes de ir pra festa.

- Fechado. 20h eu to aí.


Gastón desligou o telefone rindo. Não sabia o que havia acontecido, mas tinha certeza que a aula de Simón e Ámbar não havia sido normal e estava bastante curioso. Conhecia muito bem seu amigo, e ali tinha coisa. Discou rapidamente para a casa dos seus amigos, e logo no segundo toque, Ámbar atendeu rindo.

- Alô. – A voz dela estava fraca, mas ela ria alto.

- Ámbar, é o Gastón. – Ele riu junto – Qual a piada?

- Oi amor! – ela disse alto e riu de novo – Eu estou assistindo The Big Bang Theory.

- Sua viciada em seriados! – Gastón riu e ela também. – Tudo bem?

- Tudo ótimo e com você amor?

- Também. – Gastón franziu a testa. – Animada pra festa? Eu vou.

- SÉRIO? Que máximo, até que enfim você resolveu dar o ar da graça nos meus discursos micados! – Ámbar riu verdadeiramente, pensando em seus discursos – Aposto que tem dedo da Flor.

- Não só o dedo como a Flor inteira! – Gastón gargalhou.

- TARADO! – Ámbar fez uma voz indignada e os dois riram em conjunto.

Gastón ia pedir para que ela chamasse Matteo quando teve um estalo. Simón não comentaria nada, mas Ámbar, essa sim, falaria tudo. A curiosidade tomou conta dele novamente. Ámbar estava super animada, o que não seria normal depois de algumas horas ao lado Simón Álvarez.

- Ámbar, sabe quem vai comigo? – Gastón jogou verde, mas a garota não entendeu.

- A Flor, lógico. – Ela disse num tom óbvio e Perida riu.

- Além dela. – Gastón sorria para o própria pergunta.

- Hm... Er... Não sei. – Ámbar levantou-se do sofá e começou a andar de um lado para o outro. “Como você é ridícula, Ámbar. Fique quieta! Pare de agir assim. E daí que deve ser ele? Deixe de ser idiota.” Ela pensava, esperando a resposta.

- Simón.

- Ah. – Ámbar soltou um barulho com a boca e um surto de emoções estranhas começou a tomar conta dela. Algo que ela não queria admitir que estivesse sentindo. – Legal. – Ela disse sem animação.

- Foi legal a aula de vocês hoje? – Perida estava quase rindo.

- Epa, aonde você quer chegar Gastón Perida? –Ámbar rolou os olhos – Você já falou com o Álvarez, então devia ter perguntado pra ele e...

- ... ELE NÃO ME DISSE NADA! – Gastón gritou no alto da sua curiosidade e Ámbar riu.

- Nós não nos matamos.

- Eu acabei de ouvir isso, que merda.

- Ele disse isso?

- Disse.

- Hm. – Ámbar franziu a testa. Não sabia mais o que falar.

- Não vai me dizer?

- Não tem nada a ser dito.

- Chata.

Ámbar riu do jeito com que Gastón falava. Os dois conversaram mais um pouco, enquanto ele tentava arrancar dela algum detalhe oculto da aula, sem sucesso. Então ela passou o aparelho para Matteo, porque já estava atrasada e tinha que chegar bem cedo para preparar algumas coisas que estavam faltando na festa.


- Ámbar, o Dj já está com o equipamento montado, a fogueira já está quase pronta, eu acho que está tudo certo! – Nina dizia animada.

- Perfeito! – Ámbar sorriu – Estamos ficando cada vez melhores nisso!

- Também acho! – Delfi se intrometeu na conversa. – Eu falei com os nossos fornecedores de bebidinhas impróprias para adolescentes – A menina falou baixo e ria a cada palavra. – Tá tudo no esquema.

- Ah, nós somos ou não somos foda? - Luna disse e as quatro riram.

- SOMOS!

As meninas foram para suas respectivas casas se arrumarem para a última festa antes do verão. Nina foi junto com Ámbar para a casa dela, onde passaria aquela noite, após a festa. As duas se arrumaram empolgadíssimas com o som alto. Ámbar colocou um short curto e uma blusa comprida que deixava um ombro à mostra, assim como suas costas. Nina colocara um vestidinho floral curto que Ámbar adorava. As duas estavam lindas e matadoras, quando passaram pela sala para irem embora. Eram seis e meia da tarde.

- Já vão? – Matteo disse sem ânimo algum, pausando o videogame.

- As organizadoras chegam antes. – Nina disse e Ámbar riu.

- Wow. – Matteo olhou para as garotas – Vocês estão lindas!

- Obrigada, chuchu! – Ámbar agradeceu o elogio com um beijo no rosto do irmão, e Nina fez o mesmo. – Tem certeza que você não vai?

- Tenho sim! O Pedro vai vir aqui, a gente vai ficar jogando...

- Programinha loser, hein Matteo? – Nina provocou e Ámbar riu alto.

- Vocês adoram me chamar de loser, meu deus... – Matteo rolou os olhos.

- Você devia aparecer, chuchu. Arraste o chatinho do Pedro com você – Ámbar sorriu – Eu vou gostar de ter você lá.

- Se estiver entediante aqui, talvez eu vá. – Matteo sorriu verdadeiramente.

- Olha lá hein! – Ámbar disse puxando a amiga pela mão – Vamos perua, já estamos atrasadas!

- Tchau Matteo! –Nina disse sendo puxada porta a fora. Ámbar e as amigas estavam maravilhadas com o sucesso da festa da praia. A maior parte da elite do colégio estava lá, o que era garantia de muitas fofocas e diversão. Além disso, uma grande parte de alunos desconhecidos também estavam presentes, deixando o local lotado. A grande fogueira ainda não estava acesa, esse era um ritual que aconteceria mais tarde. Ámbar estava ansiosa e queria simplesmente se afogar por causa disso. Ela não queria, mas de fato estava esperando por ele. E entre uma risada e outra, lembrava disso. Aquilo estava ficando profundamente irritante.

- Meninas, vou pegar mais Cuba, alguém quer? – Ámbar sugeriu andando por entre as pessoas.

- Eu quero amor! – Luna estendeu o copo para a amiga, que já estava indo para o bar.

Ámbar encheu os dois copos até a boca com a bebida e olhou mais uma vez em volta. Estava sentindo-se patética.

- Procurando alguém, gata? – León disse ao lado da garota, que deu um leve pulo.

- Que susto, cacete!

- Passou de ano? – León perguntava com uma voz sexy. Já estava bêbado. Ámbar reconheceria aquelas atitudes em qualquer lugar.

- Graças a Deus. Ficar de recuperação junto com você seria a destruição completa da minha vida. – Ámbar disse num sorriso maroto, e León riu.

- Você fica tão sexy brava... – Ele disse acariciando os cabelos da garota.

- Sai pra lá, Vargas. Sinto informar, mas você é carta fora do meu baralho. – Ámbar disse saindo do bar, quando o garoto a puxou novamente.

- Só mais uma coisinha, Ámbar... – Ele sorriu com seus dentes brancos perfeitos – Vai ter volta.

- Nossa, que medo de você León! – Ámbar riu alto. – Me deixa em paz. – Ela disse, indo em direção as amigas.

Assim que Ámbar se distanciou, deixando León sozinho no bar, Sebastián, amigo dele, chegou a seu lado, eufórico – muitos chutariam a bebida, e sim, esse era um dos motivos. Mas não o único.

- Brow, consegui! – Sebastián dizia sorridente e algumas garotas babavam por ele um pouco mais adiante.

- Bom garoto! – León brincou – Então quer dizer que estamos passados? Sem recuperação esse ano?

- Tudo no esquema, já disse! – O garoto dizia orgulhoso – Entrei na sala e mudei as notas, férias garantidas!

- Ah, mas isso merece um brinde! – León disse pegando duas vodkas.

- Calma, ainda tem mais...

- Mais? – Vargas estava radiante. – Fala logo!

- Bom, quando eu fui mudar as nossas notas em literatura...


- É, nunca pensei que ia dizer isso... Mas essa festa tá foda hein Ámbar? – Gastón apareceu do lado da amiga, que sorriu.

- Gastón, você veio! – Ámbar disse, pulando em seu pescoço – Cadê a Flor?

- Foi ao banheiro com as amigas... Porque garotas amam ir ao banheiro juntas? – Perida franziu a testa e Delfi riu, aproximando-se com Nina.

- Banheiro feminino é quase como uma sociedade secreta, Perida. – Ela sorriu.

- Por que, está procurando por quem? – Nina se fez de boba e Ámbar riu.

- A Flor. – Rodrigo disse presunçoso.

- Ouvi dizer que ela deu pra metade do time. – Nina revirou os olhos e Ámbar olhou assustada pra ela.

- Nina!

- Tudo bem... – Gastón sorriu simpático – Eu não me importo. Eu conheço garotas como a Flor. Mas nós estamos nos divertindo, e amanhã eu vou pra França com vocês. Não tem porque eu me preocupar com a fama dela. – Ele piscou para a garota que riu, sem graça.

- Ah.

- Gastón, sabe se meu irmão vem? – Ámbar perguntou enrolando os cabelos. Não era isso que queria perguntar. Perida riu.

- Não sei, ele não me disse nada. Mas o Simón está por aí, nós viemos juntos. – Ele sorriu malicioso e Ámbar fez um careta que fez as amigas rirem.

- Obrigada pela notícia, mas eu não tinha perguntado isso, Perida.

- Só pro caso de você ficar curiosa sobre isso, mesmo. – Gastón ria – Acho que ele foi pegar uma bebida.

- Eu não perguntei nada, Gastón! – Ámbar disse com a voz um pouco mais alta, rolando os olhos. Mas sentiu um frio estranho na espinha ao saber que ele realmente tinha vindo. – Eu vou na cabine do Dj ver algumas coisas. Já volto.

- Se quiser me trazer uma bebida... – Gastón disse e Nina riu alto.

- Vá a merda, Gastón Perida!


Simón andava perdido por entre as pessoas. Algumas patricinhas o encaravam curioso. Mas em geral, as pessoas estavam dançando, conversando e bebendo, e sua presença não fora muito percebida por lá. Já havia dado duas voltas no local e ainda não tinha encontrado Ámbar, e isso o estava deixando nervoso, ainda mais agora que tinha se perdido de Gastón. Então sentiu seu celular vibrar no bolso.

- Simón, sou eu, Pedro!

- Fala, dude! – Simón gritou um pouco alto, devido ao som.

- Outch, meu ouvido*******! – Pedro reclamou e Matteo riu ao lado dele. – A festa tá da hora?

- Tá bem cheia – Simón olhava para os lados – Nada de interessante. Quer dizer, tem muitas garotas aqui.

- Gostosas? – Pedro estava ficando interessado.

- Aham! – Simón riu, olhando a saia minúscula de uma menina que passou em sua frente.

- Eu e o Matteo estamos indo pra aí, ligo quando a gente chegar! – Pedro disse rapidamente e desligou o telefone, antes que Simón pudesse responder alguma coisa.

Simón riu sozinho colocando o celular novamente no bolso, e alguém esbarrou com força em seu braço. Antes que virasse pra olhar, a pessoa estava em sua frente.

- Simón Álvarez... – León riu rolando os olhos – Você por aqui.

- León Vargas – Simón riu, sem nenhum humor – Você por aqui. – Perida ainda se perguntava porque diabos aquele cara sabia seu nome.

- É raro ver você em festas decentes – Vargas riu. – Seja bem vindo. Garanto que essa festa será a melhor, especialmente pra você. – O garoto disse, e alguns amigos que estavam ali, riram.

- Como é? – Simón franziu a testa.

- Na hora certa você vai saber. Ou não. Vai depender do meu bom humor... – León soltou um riso alto e saiu andando na direção de um grupo de garotas perto da fogueira.

- Fique esperto. – Sebastián disse rindo, antes de seguir o amigo.


Ámbar estava voltado ao encontro de suas amigas quando sentiu um braço pousando em seu ombro, e ouviu aquela risada que já era muito conhecida. Pela primeira vez em anos, em vez de ter um surto de raiva, sentiu sua nuca arrepiar ao ouvi-la.

- Difícil achar você por aqui!

Simón sorriu largamente, fazendo com que a garota em sua frente quase desmontasse. Ele estava vestindo uma bermuda xadrez e uma camiseta preta, sem muitos detalhes. Mas ainda assim estava lindo. Aquele cabelo um pouco desalinhado e o perfume de Simón fizeram com que Ámbar abrisse um sorriso enorme quando viu o garoto. E ela não teve vontade de reprimir esse sorriso.

- É difícil de encontrar qualquer um aqui – Ámbar sorriu – Que bom que você veio. – Ela sorriu sincera, e Simón riu.

- Eu disse que viria.

- Está gostando?

- Bom, está tudo muito legal – Simón torceu o nariz – Só não é muito a minha praia. – Ámbar riu do comentário.

- Entendo.

- Seu irmão está vindo!

- Sério? Que máximo, todos os losers virão! – Ámbar bateu palminhas e Simón fechou a cara. – Opa. Eu não quis te ofender, é que eu estou acostumada a...

- Desencana. – Simón sorriu levemente – Eu também não me acostumei com essa relação civilizada ainda. – Ele disse e os dois riram.

- Ámbar, até que enfim te encontrei! – Luna chegou correndo – Tá na hora do discurso garota! E o Matteo está aí!

- Ah, meu chuchu já chegou? – Ámbar disse e Simón riu – Tudo bem, deveres são deveres. Estarei lá em um minuto. Ámbar disse e Luna deu uma piscadinha pra ela, indo em direção à fogueira.

- Bom, está na hora do meu mico anual! – Ámbar riu de si mesma, e Simón a acompanhou. – Depois do meu discurso, a gente poderia tomar alguma coisa, sei lá... – Ela estava tímida. Simón sentiu um calor por dentro. Sabia o quanto era difícil deixar Ámbar naquela situação, e ela ficava uma graça daquela forma. Parecia mais humana, menos intocável.

- Claro – Ele deu seu melhor sorriso – Vou esperar você ali nas pedras, tá?

- Está bem! Me deseje sorte! – Ela riu, como se soubesse que não precisaria daquilo, e saiu correndo, sem esperar resposta. Simón ficou rindo ao olhar a garota quase tropeçando seguir seu caminho.


- E aí galera, estão curtindo a festa? – O Dj perguntou e vários gritos animados responderam. – Ótimo, então é hora de dar aquela pausa na música, pra aquela gata ali em frente a fogueira dizer algumas coisas! Vai lá Ámbar!

Ámbar riu junto com Nina da introdução que o garoto havia feito. Depois de tantas festas, era de se esperar que ele já fosse amigo delas. Matteo, Pedro e Simón estavam sentados nas pedras com uma visão privilegiada do tal discurso. Gastón havia sumido com Flor e seus amigos apostavam que os dois já estavam longe dali.- Hey galera! – Ámbar deu um grito com um copo na mão – Bem, eu acho que todo mundo aqui quer dançar, e não sei nem porque eu tenho que ficar aqui pagando mico – Ela disse e Matteo riu – mas vamos lá, né? Bom, esse ano foi difícil pra muitos de nós! Não vamos negar que aquele colégio é complicado, e sei que muitos espertinhos aqui nem devem ter passado de ano...

- Eu passei! – Sebastián gritou e alguns garotos riram.

- Que bom, Sebastián. Isso é realmente um milagre! – Ámbar riu alto junto com várias pessoas. O garoto ficou sem resposta. – Mas férias de verão é tudo o que nós esperamos durante o ano todo. E só fazemos aquelas provas difíceis pensando na praia, na pegação e na diversão que teremos um tempo depois! E isso chegou! – Ámbar disse em meio a aplausos, em especial das amigas. Simón olhava para os lados, rindo. – E agora eu vou acender essa fogueira, em comemoração a esse tão esperado momento! FÉRIAS!

Ela gritou e todos aplaudiram. Pegou uma tocha acesa da mão de Luna e acendeu, sob o som de gritos altíssimos, a enorme fogueira montada no centro da festa, com um mar de aplausos.

- É isso aí! Declaro iniciadas as nossas amadas... FÉRIAS DE VERÃO!

Ámbar desceu do palco improvisado rindo do que tinha dito. Simplesmente achava aqueles discursos horríveis, e tinha ataques de riso todas as vezes que lembrava das coisas que normalmente dizia. Pegou Delfi pela mão e puxou-a em direção ao grupo de amigos do irmão.

- Wow, você realmente sabe animar esses animais! – Matteo bateu palmas e levou um tapa da irmã, que riu.

- Eu disse que era péssimo!

- Você foi ótima, Ámbar. – Simón disse sorrindo e todos pararam para olhar para ele, incluindo Ámbar. Droga, havia pensado alto de novo.

- Como é dude? – Pedro perguntou incrédulo.

- ... Ótima eu digo... no nível que esses animais merecem. – Álvarez “consertou” rapidamente e Ámbar fez uma careta estranha.

- Tava demorando. – Delfi reclamou. – Matteo, vamos pegar alguma coisa pra beber?

- Okay! – Matteo concordou rapidamente, levantando.

- Eu também vou. – Pedro disse rapidamente.

- Eu não te chamei! Delfi retrucou.

- Desculpe, o bar não é seu, até onde eu sei!

- Mas eu organizei e...

- Cacete, andem logo vocês dois! Parecem duas certas pessoas que eu conheço! – Matteo disse olhando pra Ámbar, que riu e mostrou o dedo, quando ele se distanciava.

- Então quer dizer que meus discursos são bons para animais? – Ela disse rapidamente, virando-se para Simón.

- Desculpe, é que o Pedro...

- ... Tá, esquece. Acho que vai ser sempre assim, mesmo. – Ámbar murchou e deu de ombros. No fundo havia imaginado que as coisas estavam dando certo. Virou-se para sair quando Simón segurou seu braço.

- Ei, Ámbar. – Ele disse com o olhar baixo, ainda a segurando – Me... desculpe.

Simón disse incrivelmente corado e Ámbar se virou para ele. Aquela cena realmente era inédita.

- Você pediu... desculpas? – A garota olhava de rabo de olho, ainda sem acreditar.

- Você não vai aceitar? – Simón olhou nos olhos dela, que abaixou rapidamente o olhar, com um sorriso quase se formando no rosto.

- Tá. Desculpas aceitas. – Ela sorriu olhando pra baixo.

- Aquele convite pra uma bebida ainda está de pé? – Simón perguntou com um sorriso animado no rosto, eÁmbar riu baixo.

- Claro! Vem comigo!

Ámbar puxou Simón pela mão e foi correndo na direção oposta do bar. O garoto não estava entendendo muita coisa, mas estava rindo da situação. Ela pegou uma chave no bolso rapidamente e abriu uma Van branca que estava parada no estacionamento. Dentro dela havia um freezer grande. Simón arregalou os olhos fazendo com que a garota risse mais alto.

- Cerveja, Ice, Vodka, Vinho... Whisky? – Ámbar perguntava olhando com a luz do celular para dentro do freezer.

- Cerveja!

- Então duas cervejas para nós! – Ámbar pegou as duas garrafinhas verdes e fechou a Van. – O fornecedor mandou eu pegar mais aqui quando precisasse. É que tem que ser por baixo dos panos, sabe? Se a polícia descobre esse bando de menores de idade bebendo... – Ámbar riu marota.

- Ámbar  é lider da máfia, baby! – Simón disse mais alto e os dois riram. – Vamos sentar ali? – Ele apontou para algumas pedras que davam visão para toda a área da festa. Ámbar sorriu e o acompanhou, em silêncio.

- Quem diria... – Ela sorriu, olhando para a fogueira, que estava linda vista de cima – Eu nunca imaginaria que um dia ia tomar uma cerveja com você vendo a festa que eu organizei.

- Nem eu! – Simón sorriu, olhando para a garota – Um brinde a isso!

Os dois bateram as garrafas e riram, bebendo. Ficaram lá por quase uma hora, conversando como velhos amigos e rindo sobre as coisas que aconteciam na festa. Ninguém parecia perceber a presença dos dois, ali em cima.

- Wow, acho que tenho que descer! – Ámbar disse, olhando no visor do celular. – As meninas devem estar loucas atrás de mim!

- Ah! – Simón resmungou e a garota olhou para ele – Fica aqui. É tão mais legal!

- Eu sei... – Ámbar disse meio mole – Muito mais legal, mas...

- Não, nada de “mas”! – Simón disse e os dois riram. – Cinco minutos! Eu ainda acho que aquele cara vai despencar da ponta do palco!

- Tadinho! – Ámbar disse alto e os dois riram – Tudo bem, cinco minutos!


Os cinco minutos se tornaram mais vinte quando Simón finalmente se deu por vencido e acompanhou Ámbar de volta para a festa. Nesse meio tempo, tinham apostado sobre a queda do garoto do palco, e Ámbar devia cinco libras para Simón por causa disso.

- Nossa, essas pedrinhas escorregam! – Ámbar reclamava enquanto Simón ria.

- Vem, dá sua mão! – Ele disse sorridente e ela estendeu, sem pensar duas vezes, a mão para segurar na dele. – Cuidado, não pisa ali...

- Tá, eu não vou pi... - Ámbar  ia dizendo quando escorregou, puxando Simón para baixo. Os dois caíram de*******no chão e tiveram um ataque de riso.

- Eu disse pra você não pisar! - Simón segurava a barriga de tanto rir.

Ámbar não conseguia responder porque estava rindo muito ainda. León estava passando com uma garrafa de Whisky na mão quando viu Ámbar e Simón rindo feito loucos nas pedras. Uma súbita raiva tomou conta do garoto, que já estava completamente bêbado. Vargas saiu em passos largos e decididos até a cabine do Dj, arrastando Ian e mais dois amigos. Esses amigos fizeram com que o Dj parasse a música rapidamente. Ámbar ouviu os gritos e reclamações repentinas e saiu correndo em direção a festa. Simón foi logo atrás.

- O que diabos está acontecendo? – Ámbar quase berrou com Nina, que deu de ombros.

- Não sei amor, eu acho que deu algum problema na cabine...

- Eu vou ver! – Ámbar virou-se decidida quando ouviu uma voz conhecida vinda do palco.

- Olá, meus queridos amigos! – León cambaleava e vários olhares assustados o fitavam – Que tal um pouco mais de diversão essa noite?

- Yeah! – Os capangas de León gritaram e Ámbar saiu com as mãos fechadas em direção ao palco.

- León, desce daí AGORA! – Ela berrou, mas ele apenas riu.

- Nossa gente, calma... Eu tenho uma surpresinha pra vocês.

Matteo, Pedro e Gastón se aproximaram de onde Simón e Nna estavam. Não demorou muito para que Delfi também chegasse ali. Luna foi direto ajudar Ámbar.

- O que esse idiota tá fazendo? –Matteo perguntou e Simón franziu a testa.

- Não deve ser coisa boa.

- León,  eu vou chamar os seguranças! – Luna gritava ameaçadora, mas o garoto não moveu um centímetro.

- Vamos lá, antes que as pessoas se estressem comigo. Me dá aquilo lá, Sebastián. – León ordenou e rindo alto, o amigo entregou alguns envelopes em suas mãos. Os envelopes da aula de literatura.

- Puta merda. – Delfi logo reconheceu os papéis, e saiu correndo até as amigas.

- Eu vou falar com a segurança! – Nina disse prontamente.

- Eu vou com você! – Gastón a seguiu.

- “Kelly Newman sobre Paul Prescott” – León começou a ler, presunçoso, e todos agora prestavam absoluta atenção, rindo sobre as coisas lidas.

- León, onde você arrumou isso? – Delfi gritou e Sebastián prontamente respondeu.

- Ah, um bom mágico nunca revela seus truques, Delfina!

- León, deixa de ser ridículo, os seguranças estão vindo, desce daí! – Ámbar estava absolutamente nervosa.

- Mas estão gostando, não estão? – León perguntou e várias pessoas gritaram – Viu só? Eu também sei chamar atenção! E eu nem cheguei na melhor parte, gatinha! – León riu sozinho e Ámbar teve um surto. – Vamos pra outro envelope... “Katie Stern sobre Jennah Roberts”

León começou a ler o papel e Ámbar olhou para o lado. Jennah estava chorando pelas coisas que a outra garota havia escrito sobre ela. Aquilo não daria certo, não mesmo.

- Chega! Eu vou até a cabine ligar esse som eu mesma, aí esse idiota vai calar a boca! – Ámbar berrou para as amigas e abriu passagem, passando por Simón e empurrando algumas pessoas pelo caminho.

- “Ámbar Smith Balsano sobre Simón Álvarez” – León anunciou alto. Ámbar parou, de costas, com as mãos fechadas em punhos. Aquilo não podia estar acontecendo. – Esse envelope é meu preferido! – León continuou sob olhares atentos.

Simón olhou para trás e viu que Ámbar estava paralisada, de costas para o palco. Deu dois passos a frente e juntou-se com Delfi e Luna.

- Façam esse cara parar! – Simón  disse um tanto alterado, quando León começara a ler, imitando uma voz feminina. E de repente toda a festa estava prestando atenção.


“Simón Álvarez é um garoto completamente diferente de mim. Diferente do que eu esperava sobre ele... Simón é o único capaz de entender o que eu realmente penso ou sinto, e acho que é por isso que nós brigamos tanto. Eu simplesmente odeio estar desarmada em frente às pessoas. Eu gosto de ser a Ámbar Smith Balsano que todos vêem por aí. Mas essa não é a Ámbar que ele vê. Quando ele olha pra mim eu tenho absoluta certeza de que ele vê através, e isso me deixa desconcertada...” – León parou para rir – “Agora vou confessar... Eu adoro a risada dele e aquele sorriso tímido, acho que o mundo fica mais leve com isso. O jeito que ele...”


As lágrimas escorriam pelo rosto de Ámbar, que estava parada, agora olhando para León, que ria a cada palavra da maldita carta da aula de literatura. Simón olhou para trás e seu olhar se encontrou com o de Ámbar. Foi quando ele percebeu que ela estava chorando. Em meio segundo, deu mais alguns passos e puxou León para baixo do palco, dando um soco certeiro em seu rosto. O garoto caiu na areia.

- Filho da puta! – León gritou e acertou outro soco em Simón, que cambaleou. - Você vai ser só mais uma vítima na mão dela!

Simón nada respondeu, mas tinha raiva no olhar. Virou outro soco na barriga de Vargas. Ámbar já estava ao lado das amigas gritando por socorro quando Sebastián também partiu pra cima de Simón, derrubando-o no chão. Então Gastón, Matteo, Pedro e outros garotos conseguiram apartar a briga com algum esforço.

- Eu disse que ia ter volta, vadia! – León gritava tentando se soltar dos braços de um desconhecido. – Me solta, porra! Eu ainda quero acertar uma no olho desse...

- Solta, deixa ele vir! – Simón provocava, chamando-o com o dedo, enquanto também tentava se soltar de Gastón.

- Simón, fica na sua! –Perida segurava o amigo com mais força.

- Já chega vocês dois! – Ámbar gritou com os olhos vermelhos. – Você é podre, León. Muito pior do que eu esperava!

O som alto de uma música do Strokes tomou conta da festa e as pessoas abriram espaço para que Ámbar saísse correndo dali.


- Ela não está em lugar nenhum! – Luna chegou correndo ao lado de Pedro. Matteo colocou a mão na cabeça, preocupado.

- A Delfi também não achou nada. O Gastón e a Nina estão procurando ainda. – Ele colocou as mãos nos bolsos –********! Eu vou quebrar desse Vargas!

- Você não vai nada, Matteo. – Luna logo advertiu – Tudo o que nós não precisamos agora é que você se machuque. E o Simón?

- Ainda está procurando. – Matteo disse desanimado. 

- Vai ficar tudo bem, dude. –Pedro consolou o amigo, que forçou um sorriso. 

- É verdade Matteo. Eu conheço a Ámbar... Ela só deve estar por aí pensando na vida. Não vai fazer nada de errado! – Luna sorriu e Matteo ficou mais aliviado.


Simón estava andando ao longe na praia, já pensando em voltar, quando avistou Ámbar sentada próxima ao mar. Antes que ela o visse, pegou o celular rapidamente e discou para Matteo. 

- Achei cara. Vou lá falar com ela. Mas relaxa que ela está bem. – Ele disse simplesmente, e desligou o aparelho. 

Simón andou devagar com as mãos nos bolsos até onde a garota estava.Ámbar estava distraída, desenhando na areia.

- Hey. – Ele disse, sentando-se ao lado dela – Posso ficar aqui?

- Aham.

Ela respondeu olhando pra baixo e dois minutos de silêncio pairaram ali. Simón estava olhando para o mar, quando Ámbar virou-se bruscamente para ele.

- Me desculpe, você deve ter se machucado! – Ela parecia lembrar-se disso somente agora. Simón riu.

- Está tudo bem...

- Deixa eu ver! – Ela acendeu a luz fraca do celular para iluminar melhor o rosto do garoto – Ele te bateu aqui... Ah Simón, sinto muito...

- Ei, já disse que está tudo bem! – Ele sorriu olhando nos olhos vermelhos da garota – Deve estar doendo mais nele. – Ele riu e Ámbar sorriu, rolando os olhos.

- Metido.

- Realista.

- Ah, fica quieto! – Ela riu baixo.

Simón olhou para Ámbar novamente e sentiu um arrepio na espinha. Estavam longe da orla, o local era pouquíssimo iluminado, mas ela estava incrivelmente linda ali. Era realmente estranho tudo aquilo.

- Posso falar uma coisa? – Simón sorriu tímido e Ámbar assentiu. – Eu fiquei curioso pra saber o resto da carta... Não me bate! – Ele disse rapidamente e Ámbar  tentou não rir.

- Você e o resto do colégio... Eu não precisava disso.

- Eu sei, desculpe.

- Não tem porque se desculpar. – Ela suspirou abraçando os braços.

- Frio? – ele perguntou e sorriu, quando ela afirmou com a cabeça. Então ele tirou o casaco fino que estava vestindo e colocou nas costas dela.

- Você não estava vestindo isso. – Ámbar franziu a testa e ele riu.

- Peguei no carro depois da briga.

- Ah. – Ámbar abaixou os olhos ao lembrar da cena – Obrigada, de qualquer forma. 

- Por nada. 

- Simón, promete uma coisa pra mim? Ámbar perguntou do nada e Simón franziu a testa, sem entender. 

- O que?

- Não vá ficar se achando pelas coisas que você ouviu. Aliás, finja que não ouviu nada. – Ela pediu com um olhar suplicante e Simón sorriu levemente.

- Eu não posso fingir que não ouvi, Ámbar... – Ele disse calmo e ela o olhou – Até porque eu gostei do que eu ouvi, de verdade. 

- Mas...

- ... Mas relaxa, eu não vou ficar me achando. Eu não vou comentar mais nada sobre isso, prometo. – Simón sorriu, fazendo com que Ámbar o acompanhasse.

- Obrigada. E desculpe pelo o que León fez com você. Eu juro que vai ter volta! Ele não perde por esperar! – Ámbar estava ficando nervosa novamente. Fechou as mãos e os olhos já estavam marejando de novo, enquanto ela olhava para o nada.

- Ámbar , eu já disse que está tudo bem! – Simón disse olhando nos olhos da garota – De verdade.

- Eu não precisava passar por isso. Muito menos você. Eu fico me perguntando porque eu fiquei com esse cara... – Uma lágrima do rosto da garota. Simón, sem pensar duas vezes, a enxugou num toque leve, e Ámbar olhou nos olhos dele, involuntariamente.

- Não pense assim. – Ele sorriu passando a mão de leve nos cabelos da garota – Ele que devia ter orgulho de... – Simón parou para medir as palavras – Orgulho de ter namorado uma garota como você.

Ámbar olhava fixamente nos olhos de Simón, que estavam refletindo a pouca luz do lugar e o silêncio tomou conta do lugar. Só podiam ouvir o quebrar das ondas mais adiante. Ela simplesmente não sabia o que dizer, mas estava sentindo-se reconfortada. Apenas por estar ali, com Simón Álvarez, que poucos dias antes era motivo de sua fúria.

- Simón...

- Eu...

- Eu posso... – Ámbar olhava para baixo com um sorriso quase infantil no rosto – Ah, esquece.

- Ah não! – Simón virou de frente pra ela, curioso – Agora fala.

- Não! – Ámbar riu.

- Ah, por favor! – Simón fez cara de cão sem dono e Ámbar rolou os olhos, rindo. 

- Eu não sei porque eu estou pedindo isso, que fique claro – A garota voltara a olhar para os pés, visivelmente tímida – Isso é estranho.

- Você ainda não pediu nada.

- Você vai achar estranho.

- Tente.

Ámbar rolou os olhos numa risada baixa e sincera. Sentou-se de frente para Simón e sorriu.

- Posso abraçar você? – Ámbar olhou para baixo e não viu o sorriso que Simón abriu – É que não sei, fiquei com vontade. Eu preciso abraçar alguém e...

Ámbar ia atropelando as palavras tentando consertar o que acabara de dizer, e tinha a sensação que não devia ter dito nada. Estava falando sem parar quando Simón soltou uma risada muito alta.

- O que foi, tá louco? - Ámbar parou do nada vendo o garoto rir. – Para de rir, Simón! O que aconteceu?

- Caramba, você fala demais! – Ele riu e continuou, antes que ela pudesse se manifestar – Vem cá!

Simón a puxou para mais perto e abraçou com força. Ámbar respirou fundo sentindo o perfume do pescoço do garoto. Pousou sua cabeça sobre o peito dele, o segurando com toda força que podia. Simón mantinha os olhos fechados ao acariciar os cabelos e o rosto frio de Ámbar. Ficaram ali, sem dizer nada por alguns minutos, mas sentindo-se incrivelmente bem. Com um pouco de esforço, Ámbar saiu dali, contra a própria vontade. Estava com vergonha, mas sentia-se muito bem. Era como se nada tivesse acontecido. Aquele momento havia apagado todos os outros daquela noite. Simón abriu um sorriso encantador e a garota quase teve certeza que suas pernas nunca mais obedeceriam.

- Você não precisa pedir. – Simón disse, ainda sorrindo.

- Bom saber.

Ámbar sorriu mais largamente e apoiou sua cabeça no ombro de Simón, que envolveu sua cintura com a mão. Ficaram olhando o mar sem dizer nada, por mais um tempo, ignorando o quanto estranha era aquela situação para os dois.

- Eu acho que tenho que ir pra casa. – Ámbar disse, quebrando o silêncio.

- Porque?

- Porque eu tenho casa! – Ela respondeu e os dois riram.

- Mas você não precisa ir agora!

- É, acho que não... – Ámbar sorriu meio torto – Mas ainda tenho algumas coisas da bagagem pra ver e...

- Eu vou te levar pra casa. – Simón disse levantando.

- Não, não precisa Simón! –Ámbar continuava sentada, estendendo a mão para que ele a ajudasse – Não precisa se incomodar.

- Eu faço questão. – Simón sorriu – Vou ficar com você até a noite terminar. Só pra ter certeza.

- Certeza de que? – Ámbar já estava em pé, olhando desconfiada.

- Certeza de que isso realmente está acontecendo. – Ele riu, tímido, e Ámbar sentiu as pernas bambearem de verdade.

- Já que é assim... – Ela sorriu – Aceito sua carona.

Ámbar e Simón foram conversando sobre coisas aleatórias no caminho até o carro. A festa estava sendo desmontada, devia ser tarde, mas Ámbar não se preocupou em conferir. Não estava com cabeça para aquilo, mas estava feliz. Em alguns minutos pararam em frente ao carro de Simón. Ámbar sentou-se e olhou de rabo de olho para o rádio. O caminho era curto, chegariam rápido. Mas mesmo assim uma música cairia bem.

- Posso? – Ela perguntou, já ligando o aparelho. Simón riu.

Um Cd do Beach Boys começou a tocar e Ámbar sorriu.

- Sem chance de Snow Patrol ser sua banda favorita! Ela disse e Simón riu.

- Não é. – Ele disse, batucando no volante – Mas aquela música estava pedindo pra ser ouvida.

- Faz sentido! – Ámbar riu baixo – Eu adoro essa música!

Ámbar fez da própria mão um microfone e começou a cantar junto com o Cd. Simón teve um ataque de riso olhando para a garota balançando a cabeça de um lado para o outro ao seu lado.


Wouldn`t it be nice if we were older? (Não seria legal se nós fossemos mais velhos?)

Then we wouldn`t have to wait so long (Então nós não teríamos que esperar tanto)

And wouldn`t it be nice to live together (E não seria legal se vivêssemos juntos)

In the kind of world where we belong (Em algum tipo de mundo em que nós pertencemos)


Ámbar olhava para Simón rindo junto da própria cena. Afinou a voz e continuou cantando.


You know it`s gonna make it that much better (Você sabe que vai ser muito melhor)

When we can say goodnight and stay together… (Quando pudermos dizer "boa noite" e ficar juntos)


Simón ainda ria quando voltou a batucar no volante. Ámbar estendeu seu “microfone para ele, e os dois começaram a cantar juntos.


Wouldn`t it be nice if we could wake up (Não seria legal se pudéssemos acordar)

In the morning when the day is new (Na manhã de um dia novinho em folha)

And after having spent the day together (E depois de termos passado o dia juntos)

Hold each other close the whole night through (Ficaríamos abraçados a noite inteira)

- Ah, eu preciso respirar! – Simón estava em meio a um ataque de riso. Ámbar  gargalhava mais ao olhar para o garoto.

- Fala se eu não sou a melhor cantora que você já ouviu? – Ela abaixou um pouco o volume do rádio, arfando.

- Nossa, você deveria ganhar o Grammy! – Simón riu sarcástico e levou um tapa no ombro – Outch! Eu não sou saco de pancadas, dona Ámbar!

- Tudo bem, você já apanhou por hoje!

Ámbar virou os olhos, rindo. Simón estacionou em frente ao jardim da casa dela, devagar.

- É, eu acho que é isso. – Ele parecia desanimado com a idéia, o que fez a garota sorrir.

- Obrigada por esta noite, Simón. –Ámbar sorriu sincera e ele a acompanhou.

- Acho que todas as coisas boas tem que ter um final, não é mesmo? – Simón sorriu desanimado. – Mas nos vemos na França! – Ele riu.

- É, a França que nos espere! – Ámbar e Simón  bateram as mãos, e riram. – Vou entrar. Obrigada, de verdade. – Ela disse, estalando um beijo no rosto do garoto, que sorriu.

- Até mais tarde!

Simón esperou Ámbar entrar em casa e acelerou o carro, extremamente feliz. Voltou algumas faixas do Cd para a Wouldn’t it be Nice e foi cantando e rindo, até chegar em casa.


Ámbar l fechou a porta atrás de si e estava tudo escuro. Sua mãe já estava dormindo e Matteo provavelmente estava ajudando Nina e as garotas com a arrumação da festa, coisa que ela devia estar fazendo. Mas não estava se importando. Colocou as mãos nos bolsos e subiu as escadas, sorridente. Só quando chegou ao quarto percebeu que ainda vestia a blusa vermelha que Simón havia emprestado. Riu sozinha e não tirou a blusa, jogando-se para trás na cama. Aquele perfume estava lhe fazendo bem.


A casa de Simón estava vazia – sua mãe havia saído com algumas amigas – Então ele se jogou no sofá ainda com um sorriso besta no rosto. Ficou olhando para o teto, sem acender a luz, quando sentiu o celular vibrar no bolso da bermuda. Pegou o aparelho rapidamente, e com um sorriso ainda maior no rosto, leu a mensagem que Ámbar  havia enviado.


“Todas as coisas boas têm que ter um final, mas algumas coisas nem sempre tem fim.”


Simón estava se preparando para digitar uma resposta a altura quando uma nova mensagem chegou. Ele riu ao olhar para o texto.


“Ah, devolvo sua blusa na França... Ou não. Eu gostei dela, hahaha. xoxo, Ámbar :*”


Ámbar estava jogada na cama com o celular na mão quando ele vibrou. Achou que seria uma mensagem, então se assustou quando viu que era uma ligação. De Simón. Respirou fundo e atendeu, sorridente.

- Mas já está com saudades de mim? – Ámbar brincou e Simón riu de verdade.

- Pretensiosa.

- REALISTA.

- Fica quieta. – Os dois riram juntos para a eterna piada entre eles. – Recebi seu SMS. E antes que você me zoe por ter ligado ao invés de ter respondido – Simón disse Ámbar riu – Eu só liguei para dizer que vamos ter problemas sobre essa blusa, eu gosto muito dela. –Simón gargalhou.

- Ah, é realmente uma pena! –Ámbar enrolava os cabelos, rindo baixo – Ela fica melhor em mim do que em você.

- Isso é o que nós veremos, na França! É tão legal dizer isso! – Simón riu empolgado fazendo a garota sorrir e rir ao mesmo tempo.

- Melhor do que dizer vai ser ESTAR lá, docinho. – Ámbar  fez uma voz afetada e os dois desataram a rir.

- Com certeza!

Ámbar ouviu o barulho do carro de Matteo estacionando e fez uma careta estranha.

- Droga, vão descobrir que eu fugi da limpeza! – Ela murmurou e Simón riu. – Tenho que desligar Simón ! Vou tentar fingir que estou dormindo! – Ela disse rapidamente.

- Boa sorte com isso! – Simón disse rindo. – Ah, só mais uma coisa!

- O que?

- Se algumas coisas não tem fim... – Simón parou no meio da frase e soltou um longo suspiro – Essa será uma delas. É só um novo começo. O nosso começo. 

Ámbar voltou a sentar na cama e teve a nítida sensação de que tinha esquecido de respirar [n/a isso é tão Bella hahahaha] ou que suas pernas iriam fazer com que ela despencasse. Fechou os olhos, sorrindo, e ficou em silêncio até conseguir pensar algo suficientemente bom, ou pelo menos aceitável, para responder.

- Eu tenho certeza disso. – Ela disse com a voz baixa, e Simón abriu um imenso sorriso. – Não vou esquecer o que você acabou de dizer, dica. Eu vou cobrar. – Ela riu e ele também.

- Pode cobrar. – Ele sorriu.

- Boa noite, Simón. Obrigada... De novo.

- Boa noite Ámbar, durma bem.


Notas Finais


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Até a próxima queridos!!! Amamos voxes😍😍
Mil corações pra vcs
❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤...


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