História Summertime - Simbar - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Delfina, Gaston, Luna Valente, Matteo, Nina, Pedro, Personagens Originais, Ramiro, Sharon, Simón, Yam
Tags Âmbar, Delfi, Gastina, Gaston, Luna, Lutteo, Matteo, Nina, Pedro, Pelfi, Simbar, Simon, Sou Luna, Soy Luna
Exibições 115
Palavras 3.572
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oeeeemmm tudo bommm?
Ana aqui!
Mais um capítulo pra vocês 😂💞
Boa leitura!

Capítulo 5 - Five


- Ah eu não acredito, em algumas horas estaremos na Riviera Francesa! – Luna pulava de um lado para o outro, enquanto Ámbar e Delfi riam.

- Vai ser muito perfeito! – Nina disse enquanto organizava algumas coisas na bolsa.

Estavam todas no quarto de Nina, as malas estavam no andar debaixo e o pai de Nina as levaria de carro até o aeroporto. O tempo estava feio, e isso estava deixando Ámbar um pouco preocupada, mas nada que sobressaísse sobre a vontade de viajar logo e começar as férias que tinham tudo para serem as melhores.

- Quase perfeito, né? – Delfi revirou os olhos e Nina tacou uma almofada na cara da amiga.

- Para de frescura, Delfina! Aceite o seguinte fato: Você verá seu amor secreto, Pedro, durante toda a viagem. Isso vale pra você também, Ámbar!

- Eu não tenho problemas em ver o Pedro a viagem toda. – Ámbar brincou e Nina mostrou o dedo, rindo.

- Você entendeu!

- Boa viagem, meninas! Juízo, viu? Nina, me ligue quando chegar lá, filha! – Sr. Ricardo era só recomendações e Nina rolava os olhos insistentemente, fazendo Ámbar e Delfi rirem baixo dentro do aeroporto.

- Tá bom pai, amo você, agora tchau, tenho coisas pra fazer! – Ela disse rapidamente e se despediu, sorrindo.

- Quanto amor com o papai, Nina! – Luna disse e todas riram.

As quatro garotas cortaram a extensão do aeroporto com suas quinhentas malas até o guichê onde fariam o check-in. Estava chovendo e elas já estavam preparadas para possíveis atrasos, mas nada muito preocupante, até porque estavam juntas, e acabariam se divertindo de um jeito ou outro. O vôo dos garotos sairia três horas após o delas, isso fora decidido no par ou ímpar porque queriam poupar o máximo de tempo juntos. Depois de meia hora de atraso, Ámbar começou a perceber que a chuva caía muito mais forte, e que a maior parte dos vôos estavam sendo atrasados por isso.

- Put..a merda, eu não agüento mais ficar aqui! – Delfi reclamou e Ámbar fez careta.

- Eu também não, eu quero ir pra França!

- Ah, jura? – Luna olhava para o aeroporto cada vez mais lotado e cheio de passageiros indignados com a demora com um olhar desanimado.

- Gente, gente! – Nina chegou correndo – Falei com um cara da companhia aérea, ele disse que tá impossível voar com essa chuva! Vão atrasar e cancelar todos os vôos até que isso seja normalizado!

- AH NÃO! – Delfi berrou e levantou. – Nosso vôo era duas da tarde, já são quase quatro!

- Daqui a pouco os garotos estão aqui... – Luna disse com uma voz afetada e Ámbar levantou a cabeça rapidamente, percebendo o que a amiga havia dito. Incrivelmente, seu coração começou a bater descompassado quando encarou essa possibilidade.

- Não é, Ámbar? – Ela ouviu a voz de Nina e chacoalhou a cabeça, retornando à realidade.

- Desculpa amor, eu tava viajando aqui! – Disse sincera e a amiga riu.

Então sentiu seu celular vibrando na bolsa e pegou rapidamente o aparelho. Era uma ligação de Matteo.

- Fala chuchu!

- Vocês já estão na França? – Ele perguntou e Ámbar bufou, tentando rir.

- Todos os vôos estão atrasados, ou sendo cancelados, Matteo! Ainda estamos no aeroporto!

- Sério? Acabamos de chegar aqui, e nossa! Isso tá uma loucura! – Matteo dizia olhando para os lados e esbarrando em umas pessoas. Simón estava logo ao seu lado, prestando atenção na conversa.

- Eu sei que está! Já fizeram o check-in? – Ámbar perguntou andando de um lado para o outro. Estava ficando ansiosa, de novo. Uma sensação boa estava tomando conta dela, ao lembrar da noite anterior. “É só um novo começo. O nosso começo.” A voz de Simón parecia sussurrar aquelas palavras em seus ouvidos fazendo sua respiração falhar.

- O Gastón e o Pedro estão na fila, eu e o Simón estamos indo para lá! – Ele respondeu simplesmente – Quando terminarmos, eu te ligo! Beijo!

Matteo desligou o telefone e deu um passo para trás quando percebeu que Simón estava quase colado nele. Simón chacoalhou a cabeça e riu.

- Mal, cara. – Ele levantou as mãos se desculpando, o que fez o amigo rir. – Elas conseguiram viajar?

Simón colocou as mãos nos bolsos. Estava extremamente curioso, e mais ainda, torcendo para que não tivessem conseguido. Mal podia acreditar na aproximação que ele e Ámbar tiveram na noite anterior, mas queria sentir aquilo de novo. Era estranho, surreal, mas ele queria mais.

- Não, elas estão aqui ainda. – Matteo disse calmo e saiu andando até onde Marques e Pedro estavam. Simón ficou paralisado, com um sorriso idiota se formando no rosto e mesmo sem entender nada, subitamente ansioso.

- Vem, dude! – Matteo gritou e ele voltou à realidade, seguindo o amigo.

Ámbar e as amigas estavam sentadas no chão em um canto do aeroporto. Tinham levantado para darem uma volta pelo local, e quando voltaram não encontraram mais cadeiras disponíveis. Delfi estava quase dormindo, enquanto lia uma revista. Nina estava com o Ipod nos ouvidos e também parecia estar longe dali. Ámbar e Luna dividiam os fones de um outro aparelho, enquanto Ámbar batucava insistentemente na própria perna, deixando Luna nervosa.

- Pára com isso, louca! – Ela segurou a mão da amiga, que riu sem graça.

- Desculpa.

- Tá ansiosa por quê? – Luna perguntou sem nenhuma cerimônia e Ámbar engoliu seco.

- Pra... Pra viajar, ué. – Mentiu e Luna riu alto.

- Pra viajar ou para ver um certo Simón que está aqui no mesmo aeroporto que você? – A garota tirou seu fone e sentou-se de frente para a amiga, com um olhar malicioso.

- Pirou, Luna? – Ámbar quase berrou – Nada a ver, porque eu estaria ansiosa pra isso? Eu vejo o Simón todo dia, não tem nem mais graça!

- Ah sim, mas agora vocês estão se dando bem e...

- Cala a boca! – Ámbar interrompeu olhando para as duas amigas. Ela não tinha conversado sobre isso com Delfi e Nina, ainda que Delfi soubesse da aula de Literatura, por alto.

- Ah, vê se me erra Ámbar Smith! Elas não tão ouvindo nada! – Luna bufou e Ámbar riu baixo.

- Mesmo assim!

- Mas você tá nervosa por isso que EU SEI. – Luna afirmou cheia de certeza e Ámbar bateu a mão na testa, em sinal de desaprovação.

- Ah, vá a merda, Luna! Dane-se, eu não tô nem ligando pro fato do Simón estar aqui, você bebe, sabia? Tô bem tranqüila em relação a isso, inclusive!

- Ah é?

- É.

- Então beleza, ele tá quase atrás de você.

Ámbar arregalou os olhos e tentou fazer sua melhor cara para olhar para trás. Inclinou suavemente o pescoço, sem levantar, e viu os quatro garotos se aproximando. Primeiramente, seu olhar bateu em Pedro, que vinha mais à frente com seu irmão. Em seguida, Viu Gastón e Simón rindo animados e voltou seu olhar pra frente.

- Nossa amiga, que cara! – Luna disse e Ámbar deu o dedo, ambas rindo.

- As meninas tão ali, Matteo! – Pedro disse alto e apontando, fazendo Gastón e Simón pararem de andar atrás deles. Simón procurou rapidamente e viu Luna, que sorriu para ele. Ámbar estava de costas, então Luna também apontou para eles, à medida que se aproximavam, e Ámbar virou o pescoço para trás. Seu olhar encontrou o de Simón diretamente, e por mais que ela quisesse olhar para baixo, virar a cabeça, se jogar de um precipício, nada conseguia lhe fazer desviar daquele olhar. Gastón percebeu e riu sozinho, mas ninguém estava prestando atenção nele.

- Olá! – Matteo disse alto e Nina tirou os fones de ouvido.

- Fazendo o que jogadas no canto? – Gastón perguntou e Luna rolou os olhos, levantando e puxando Ámbar pela mão.

- A gente tava esperando vocês, sabe? Não vivemos sem vocês, Marques! – A garota disse com uma voz afetada e Gastón riu.

Ámbar virou para frente e estava a poucos centímetros de Simón. Os dois se encararam em silêncio, enquanto Delfi, que acordou subitamente, contava a história do atraso de vôos para os garotos. Ámbar abaixou o olhar, sem graça, e olhou para os pés de Simón. Ele estava calçando um Vans quadriculado, e seu olhar foi subindo pela calça jeans e pela camiseta preta, até chegar em seus olhos novamente. Simón abriu um sorriso encantador, e a garota não pode evitar fazer o mesmo. O que diabos estava acontecendo?

- Oi. – Ele disse com a voz baixa – Pensei que só fosse te ver na França.

- Eu também. – Ela sorriu sem jeito. Nenhum dos dois reparou o olhar curioso de Pedro sobre eles. Dois minutos de silêncio.

- Chata essa chuva, né? – Simón disse do nada e Ámbar riu, fazendo-o corar. Estava se sentindo idiota, era melhor que tivesse ficado calado.

- Também acho. – Ela respondeu com um sorriso de canto, e Simón não soube explicar, mas sentiu sua nuca arrepiar instantaneamente.

- Ámbar, eu tô com fome, vamos procurar algo pra comer? – Nina chegou e encarou os dois, que se olhavam de forma estranha. – Eu hein. – Ela disse e Ámbar riu, sem graça.

- Claro amor, vamos lá! – Ela concordou e Nina a puxou pela mão.

Simón as acompanhou com o olhar até que as perdeu de vista, o que não demorou muito. Ficou parado e olhando para o nada, imerso em seus pensamentos.

- O que diabos foi aquilo? – Pedro perguntou e Simón quase deu um pulo de susto.

- Pu.ta que****, vai assustar... O Matteo! – Simón disse e os dois gargalharam.

- Não desconversa, dude! – Pedro cutucou e Simón coçou a cabeça, sentindo o rosto queimar.

- Não foi nada, cara. – Mentiu.

- Ah sim! “Chata essa chuva, né?”- Pedro imitou a voz do amigo, que deu o dedo - Vocês dois estavam me assustando!

- Já disse que não é nada, Pedro! Não enche, vai! – Simón disse e foi para onde Delfi e Gastón estavam.

- Mas que merda, a gente tá aqui tem mais de cinco horas! – Luna falou e enterrou a cabeça nos joelhos.

Estavam os oito sentados no chão do aeroporto. Simón, Pedro e Nina estavam jogando Uno pela milésima vez, Ámbar estava deitada na barriga de Matteo, ambos quase cochilando, Luna estava quase quebrando o Ipod por não conseguir achar nada que agradasse, e Delfi estava com Gastón tentando ajudar uma garota japonesa a entender o que estava acontecendo com o aeroporto, mais adiante. Ámbar olhou para o rosto do irmão, que agora dormia tranquilamente e sorriu. Voltou seu olhar para os amigos, mais especificamente para Simón, que olhou de volta, sorrindo. Nina também viu.

- Vem jogar, amiga! – Ela disse e Simón sorriu involuntariamente, fazendo Pedro rir sozinho.

- Ah, eu tô com sono! – Ámbar disse bocejando e os três riram. – Acho que vou comprar um café, alguém quer?

- Eu quero! – Luna logo gritou e Ámbar arqueou a sobrancelha, rindo.

- Eu também! – Pedro respondeu.

- Traz um pra mim também amiga? – Nina pediu com carinha de anjo.

- Eu não sou um polvo, coleguinhas! – Ela respondeu e todos riram.

- Eu te ajudo. – Simón respondeu sem nem pensar e ficou de pé, ao lado da garota que o encarava boquiaberta, assim com os demais. – Também quero um café.

- Tudo bem. – Ámbar tentou não sorrir, mas estava feliz. Os dois seguiram lado a lado por entre as pessoas, ambos tentando ignorar os comentários que os amigos estavam fazendo disso.

- Você parece cansada. – Simón quebrou o silêncio e Ámbar sorriu.

- Estou tão acabada assim? – Ela escondeu o rosto, fazendo o garoto rir e tirar suas mãos dali.

- Eu não disse isso! – Simón completou, rindo um pouco.

- Eu sei que não! Mas eu realmente devo estar um bagaço, eu tô com sono, com dor nas costas, com a*****quadrada, eu não agüento mais essa chuva, esse aeroporto, nada disso! – Ámbar disparou e Simón parou de andar, deixando que ela seguisse sozinha.

- O que você tá fazendo? – Ela virou pra trás com cara de espanto e ele arqueou a sobrancelha, respondendo normalmente:

- Não há nada de errado com a tua bunda.

- Simón Álvarez! – Ámbar ficou subitamente corada e estapeou o garoto, que começou a rir alto, e ela acabou fazendo o mesmo. – Você é retardado, só pode!

- Outch, muito obrigado! – Ele fez sinal de joinha e Ámbar riu.

- Posso ajudar? – A moça interrompeu e os dois olharam para a frente.

- Dois cafés fortes, dois capuccinos com creme extra, e um descafeinado! – Ámbar disse e a moça sorriu, anotando os pedidos.

- 26 libras. – Ela disse e Simón estendeu a mão para pagar. Ele e Ámbar foram para o lado do balcão esperar os pedidos. – Porque diabos a Nina precisa de um descafeinado pra ACORDAR? – Ele disse do nada e Ámbar teve um acesso de riso, que o fez sorrir idiotamente.

- Não tente entender a Nina, eu venho tentando há anos, acho que nunca vou conseguir! – Ela respondeu e Simón riu. Os dois pegaram os copos e seguiram de volta.

- AE! – Pedro gritou indo até os dois, rindo. – Qual é o meu?

- Esse aqui! – Ámbar estendeu o outro copo e começou a beber o seu. Simón entregou os demais cafés e olhou para ela.

Estava se sentindo estranho, era como se precisasse, de alguma maneira, ficar sozinho com Ámbar. Porque só quando estavam sozinhos eles podiam agir da maneira que fizeram na praia. Porque ele ainda queria ver se tudo o que fora dito era verdade. Simón encarava o copo, desanimado, quando ouviu a voz de Ámbar um pouco mais à frente.

- Ah, que merda, não foi isso que eu pedi! – Ela reclamava fazendo careta. – Vou lá trocar.

- Espera, Ámbar. – Ele disse e todos o olharam.

- Eu paguei no meu cartão, vou ter que ir junto. – Simón disse e Ámbar sorriu de uma maneira estranha, que Simón não conseguiu decifrar.

Os dois estavam andando devagar e novamente em silêncio.

- O que você tem aí? – Simón perguntou apontando para o copo, e Ámbar corou, chacoalhando a cabeça.

- Capuccino com creme extra. – Ela respondeu olhando para frente, sentindo seu coração bater mais acelerado. Não tinha a mínima noção do porque estava fazendo aquilo.

- Mas você tinha pedido isso! – Simón parou e a encarou, bastante confuso. Ela riu um pouco nervosa.

- Eu sei. – Ámbar disse andando e Simón a seguiu.

- Não entendi.

- Lerdo.

- Que?

Ámbar começou a rir e Simón finalmente entendeu o que ela fizera, ao mesmo tempo que sentia borboletas fazendo festa em seu estômago. Então ela também pensava da mesma forma que ele, e isso era realmente bom. Ele sorriu largamente e a garota fez o mesmo.

- Tá marota, hein? – Ele perguntou e Ámbar riu alto.

- Não estou, eu sou marota!

- Bom saber! – Simón disse com um olhar tarado e recebeu um tapa na testa.

- Ca.ce.te Simón, acordou tarado hoje hein? – Ela disse e ele riu.

- Na verdade eu sou. – Simón disse e os dois gargalharam.

- Vamos sentar em algum lugar, Don Juan? – Ámbar perguntou sorrindo e Simón riu.

- Pode ser ali?

Simón apontou para um canto próximo de uma livraria e Ámbar assentiu com a cabeça. Os dois seguiam lado a lado tranquilamente, quando um homem passou correndo e esbarrou em Ámbar, quase a derrubando. Simón a segurou pelo braço e a garota derramou todo o café no chão.

- Ah, esse dia vai entrar pra história, droga! – A garota reclamou com um bico enorme no rosto e Simón sorriu.

- Relaxa, vamos comprar outro! – Ele disse e Ámbar encarou a enorme fila da cafeteria.

- Ah, deixa vai. – Ela murmurou e seguiu para onde Simón havia apontado, sentando-se no chão.

- Toma o meu então! – Simón estendeu a mão para a garota que sorriu de canto, mas negou. – Vai, Ámbar! Ou pelo menos me ajuda, eu não vou tomar tudo isso mesmo!

- Tá, eu te ajudo! – Ela sorriu pegando o copo.

- A que devo a honra de uma conversa particular com Ámbar Smith? – ele sentou na frente de Ámbar, que riu mordendo o copo.

- Sabe, nós precisamos conversar muito sério. – A garota tirou o sorriso do rosto e Simón franziu a testa, confuso e apreensivo.

- Sobre?

- Sobre quem vai ter a guarda da blusa vermelha. – Ámbar disse ainda com a voz séria e Simón gargalhou muito alto.

- Sinto informar, mas a blusa é minha e eu não abro mão disso!

- Então teremos um problema. – Ámbar arqueou a sobrancelha e os dois começaram a rir em conjunto.

- Ontem foi... Divertido. – ele sorriu e olhou para baixo, um pouco corado. Ámbar sorriu ao perceber.

- Foi mesmo. Obrigada.

- Por?

- Por ter salvado minha noite, acho que eu teria cometido um homicídio se você não estivesse comigo, o León merecia! – Ela disse e os dois riram.

Simón encostou na parede ao lado da garota e a olhou de perto.

- Não precisa agradecer.

Ámbar sorriu para o garoto que estava tão próximo de seu rosto que ela podia sentir sua respiração quente. Sentiu um arrepio percorrer seu corpo por causa disso, olhando para frente novamente e encarando o painel de pousos e decolagens. Vi um vôo confirmado para a França e apertou o braço de Simón com força, que não entendeu e começou a olhar o painel também.

- Ufa, não é o nosso! – Ámbar largou o braço do garoto e suspirou aliviada. Simón verificou que não se tratava do vôo dos garotos também.

- Porque o ufa? – Ele a encarou e Ámbar rolou os olhos. – Putz! Você tem medo de altura! – Simón bateu na própria testa e a garota assentiu, apreensiva.

- É tenso, mas fazer o que né? Fico tremendo só de pensar! – Ámbar mostrou a mão trêmula para Simón, que a segurou e sorriu.

- Não vai acontecer nada, fique calma! – Ele disse acariciando a palma da mão de Ámbar, que olhou sorrindo.

- Eu sei que não, mas...

- Não tem mas, Ámbar. Vai dar tudo certo, eu prometo pra você. –Simón a encarou e sorriu de canto vendo o sorriso enorme que a garota abriu.

- Eu nunca pensei que fosse dizer isso, mas é uma pena que estamos em vôos separados. – Ámbar disse e o garoto a encarou – Eu apertaria sua mão até quebrar seus ossos, isso é bem verdade. Tenho dó de quem for do meu lado! – Ela completou e Simón deu uma risada alta, fazendo com que ela risse junto.

- Vou aconselhar as meninas a viajarem com luvas de boxe! – Simón disse e Ámbar riu alto, mordendo o ombro do garoto.

- Bobo!

- Linda!

Simón disse e ficou corado quando viu Ámbar o encarar com os olhos quase saltando do rosto. Tinha pensado alto de novo, porque diabos fazia isso? Queria enfiar a cara em um buraco. Ámbar encarou as mãos que ainda estavam entrelaçadas e nenhum dos dois se lembrava disso, e sorriu, acariciando a mão de Simón com o polegar, timidamente. Simón teve a nítida impressão de que aquilo não estava acontecendo, era tudo muito surreal para ele. Sorriu largamente e, também sem pensar muito, levou a mão de Ámbar, junto a sua, até próximo ao seu rosto, dando um beijo suave nas costas da mão dela, que não disse nada, só o encarou ainda mais sorridente.

- Isso é muito estranho. – Ámbar disse e ele a interrompeu.

- Shhh, fica quieta! – Ele disse baixo e ela o encarou, visivelmente confusa.

- O que foi?

- Só não estrague o momento. – Ele disse sorrindo e ela não pode evitar de fazer o mesmo.

- Ámbar, acorda!

Simón sussurrou esfregando os olhos e ela o encarou. Estavam dormindo abraçados, no chão do aeroporto. Tinham passado horas conversando e comendo besteiras, enquanto riam das pessoas que passavam por ali, até que foram vencidos pelo cansaço. Não tinham dormido de qualquer jeito e acordado assim, tinham dormido abraçados porque queriam e não estavam se sentindo envergonhados por isso. Já estavam começando a aceitar o fato de que tudo era diferente quando era só os dois.

- Que horas são? – Ela murmurou soltando o abraço, mesmo que não quisesse fazer isso de fato. Sentia-se incrivelmente (e estranhamente) confortável ali.

- Dez da noite, e seu vôo acaba de ser confirmado! – Ele disse a olhando nos olhos e viu a menina tremer. – Ei, o que eu te disse? – Ele acariciou seu rosto timidamente.

- Que vai dar tudo certo. – Ela disse com um meio sorriso desconfiado e Simón sorriu largamente, a incentivando.

- E vai dar!

- Obrigada! – Ámbar sorriu de um jeito mais aliviado dessa vez – Estou muito acabada? – Ela disse esfregando a mão no rosto, e Simón riu.

- Está um bagaço, vai precisar até de plástica! – Ele disse sarcástico e os dois gargalharam.

- Idiota!

- Eu sei que você me ama, Ámbar! – Ele disse rindo e a garota gargalhou.

- Menos, bem menos, Simón!

- Vamos logo, temos que encontrar o pessoal ainda! – Simón disse animado pelo fato de estarem na França em algumas horas, e mais animado ainda por estar se sentindo extremamente feliz com toda aquela situação.

Os dois se aproximaram de onde os amigos estavam, mas ninguém tinha os visto ainda. Ámbar olhou para Simón e sorriu.

- Até daqui a pouco! – Ela estalou um beijo na bochecha do garoto, que sorriu junto, e saiu andando.

- Ámbar! – Ele disse segurando o braço dela, que parou e olhou para trás.

- O que foi, Simón?

- Boa viagem! E tente não quebrar a mão de nenhuma das meninas, tadinhas! – Ele disse e os dois riram.

- Vou tentar!

- E só mais uma coisa! – Simón disse antes de largar o braço da garota, que o encarou em silêncio. – Espero que tudo continue assim, digo, entre nós dois. – Ele disse incrivelmente corado e Ámbar sorriu, apertando a mão do garoto.

- Eu também espero. Eu gosto da Ámbar Smith que eu sou quando estou com você, e também gosto do Simón Álvarez que você está sendo agora. - Ela disse também envergonhada.

- E eu adoro essa Ámbar Smith– Simón disse e os dois sorriram juntos – Quanto ao Simón Álvarez, ele sempre foi maravilhoso assim, sabe? – Ele completou e Ámbar riu alto.

- Tava demorando! Quando você vai deixar de ser pretensioso?

- No dia que você assumir que eu sou realista! – Ele disse e a garota rolou os olhos, ainda rindo


Notas Finais


Eai? Gostaram? Merecemos comentários?
Espero que tenham gostado 😬
Besos e até o próximo Capítulo! 💞


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