História Summertime - Simbar - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Delfina, Gaston, Luna Valente, Matteo, Nina, Pedro, Personagens Originais, Ramiro, Sharon, Simón, Yam
Tags Âmbar, Delfi, Gastina, Gaston, Luna, Lutteo, Matteo, Nina, Pedro, Pelfi, Simbar, Simon, Sou Luna, Soy Luna
Exibições 118
Palavras 6.755
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Holaa, aqui é a Bia! 💜
Outro cap. fresquinho pra vcs!
Esperamos que gostem!

Capítulo 6 - Six


- Ámbar, você quase furou meu ursinho de pelúcia, sua louca! – Luna reclamava pela milésima vez enquanto Delfi ria alto.

- Antes o teu ursinho do que a tua mão, garota! – Ámbar disse rapidamente e riu sozinha, lembrando do que Simón havia dito poucas horas antes. – Luvas de boxe realmente seriam uma ótima opção. – Ela disse e Luna a encarou, totalmente confusa.

- Que? – Disse e a garota chacoalhou a cabeça, levemente corada.

- Nada, tava pensando alto aqui. – Ámbar respondeu rindo baixo e seguiu andando em direção ao táxi.

 

Ao descerem do carro, as quatro amigas encararam a mansão boquiabertas. Depois de quase cinco minutos de sorrisos nos rostos e silêncio, Nina começou a dar pulinhos animados e todas gargalharam.

- Não acredito, é aqui mesmo Ámbar? – Delfi perguntou e Ámbar assentiu, sorrindo mais do que o próprio rosto.

- Ok, quem acha que essas serão as melhores férias das nossas vidas? – Nina perguntou e gritinhos animados responderam rapidamente sua pergunta.

As garotas entraram na mansão e todo o cansaço do dia no aeroporto foi literalmente pelos ares. A piscina gigantesca, a sala enorme com sofás mais do que confortáveis e tudo devidamente arrumado. Correram até o andar de cima e encararam as onze portas dos quartos e riram felizes. Apenas o que pertencia à sua tia estava trancado.

- Ámbar, por favor, me diga que a sua tia está afim de adotar uma adolescente? – Nina perguntou e Ámbar gargalhou – Eu nem vou ocupar muito espaço, ah! Tia Lodovica me adote! – Ela continuou e as quatro caíram na risada.

 

Depois de escolherem seus quartos e comerem alguma coisa, a última coisa que queriam era dormir, mesmo com todo o cansaço. Colocaram seus biquínis e foram em direção à praia que tinha logo em frente ao portão. Ámbar estava maravilhada, não tinha idéia de que a Riviera Francesa poderia ser tão encantadora assim. Mas ainda faltava alguma coisa, e ela sabia muito bem do que se tratava. Um meio sorriso se formou em seu rosto, e Ámbar  preferiu não lutar contra isso. Ele estava chegando, e por mais incrível que isso parecesse, ela estava adorando.

 

- Meu deus, aquele surfista era simplesmente UMA DELÍCIA! – Ámbar disse e as amigas riram, ao entrarem na sala da mansão.

- Sou obrigada a concordar amiga, ele realmente era um mau caminho inteiro! –Luna disse e as duas jogaram beijo no ar.

- Gatas, chegamos! – Matteo apareceu rindo alto e seus olhos brilhavam. Ámbar riu do irmão, mas ainda assim sentiu o estômago revirar com pensamentos malucos de novo. Aquela aproximação com Simón não tinha feito bem para sua sanidade mental.

- É, nada pode ser perfeito, não? – Luna disse e Matteo fez careta.

- Não fala assim com o meu chuchu, Luna! –Ámbar se jogou no colo do irmão, que riu e a rodou no ar. – Matteo , para com isso! – Ela gritava e o estapeava, enquanto as amigas riam. E em meio a uma dessas voltas, viu Simón parado na porta da sala de jantar, com um sorriso fofo no rosto, apenas observando a cena. Sorriu involuntariamente, e Matteo a devolveu para o chão. – BABACA! – Ela segurou a cabeça e ele riu.

- Hey, meninas! – Simón aproximou-se tímido e Ámbar sorriu. Nina logo reparou e reprimiu um riso. Ele cumprimentou cada uma delas com um beijo no rosto, e Delfi estava achando aquilo absurdamente estranho. – Hey!

Ele disse baixinho e cumprimentou Ámbar da mesma maneira que fez com as outras. A garota mal pode responder, ainda estava tonta com a brincadeira do irmão e despencou numa poltrona que estava atrás dela, arrancando gargalhadas de todos os presentes, e de Pedro, que chegara ali.

- Nossa Simón, meus parabéns! Olha o que você fez com a garota! – Pedro disse fazendo Matteo rir alto, e Ámbar levantou o dedo do meio para o garoto.

- Cala a boca! Nem que ele quisesse! – Ámbar respondeu rapidamente e o sorriso de Simón logo sumiu, mas ele não disse nada. A garota levantou no mesmo instante quando viu Gastón e deu um abraço caloroso no amigo, que sorria abobalhado. E tudo o que Simón conseguia pensar era que queria estar no lugar de Perida. Chacoalhou a cabeça pra evitar mais pensamentos idiotas e foi até a cozinha, seguido por Matteo.

 

- Aonde vocês vão? – Ámbar perguntou jogada em um dos sofás e Gastón sorriu.

- Pra praia, precisamos fazer um social, sabe? – Perida arqueou a sobrancelha e riu maroto, fazendo a amiga gargalhar. Nina, que falava sem parar, apenas observava o garoto sem dizer nada.

- Safadão, mal chegou e já quer arrumar uma francesa? Quer dizer que já vai esquecer de mim? – Ámbar disse com uma voz afetada e Gastón se jogou em cima dela no sofá, rindo alto.

- Claro que não, você é a titular, mas eu preciso povoar meu banco de reservas! – Ele piscou e a garota desatou a rir.

- Você não presta! – Ela disse e Simón apareceu na sala junto com Pedro.

- Estamos indo, Gastón. – Simón disse simplesmente e Gastón riu, beijando a testa de Ámbar e seguindo os dois.

- Arrasa gostoso! – Ámbar gritou e Pedro a encarou, confuso. – Eu tô falando com o Gastón, hein! – Ela disse e Perida gargalhou da cara que o amigo fez. Simón foi o último a sair da sala, sem olhar para onde Ámbar e Nina estavam, e de uma sensação estranha percorreu o corpo de Ámbar por alguns segundos, até Nina começar a falar de novo.

- Ámbar, você JURA que se eu te perguntar uma coisa, você não vai ficar brava? – Nina disse e Ámbar a encarou, com o coração batendo forte. O que diabos ela queria perguntar? Sua amiga era observadora, e isso lhe dava medo.

- Claro que não vou, Nina. Pode perguntar. – Respondeu tentando manter a indiferença e Nina se ajeitou na poltrona.

- Você já ficou com o Gastón?

- QUE? – Ámbar arregalou os olhos que começou a gargalhar sem parar. Estava vermelha, roxa, mal podia respirar. Aquela pergunta era realmente absurda. Nina a encarava, também rindo, mas curiosa. Aos poucos a respiração de Ámbar voltou ao normal e ela encarou a amiga, um tanto aliviada da pergunta não ter sido sobre Simón.

- Tá maluca? Seria como beijar o Matteo, Nina! Eu nunca fiquei e nem ficaria com o Gastón, sua maluca! – Ela respondeu e a amiga sabia que era verdade. Sorriu. – Tá sorrindo porque, baranga? – Ámbar perguntou e Nina corou, o que era muito difícil de acontecer.

- Por nada, ué. – A garota disparou e Ámbar arqueou a sobrancelha, olhando maliciosa.

- Nina... – Disse com a voz autoritária e a amiga riu.

- Ah Ámbar! – A garota reclamou e olhou pro teto, envergonhada. – Por nada. Juro. É que...

- Que?

- Caramba, eu nunca tinha reparado que ele é tão sexy! Ele fica andando sem camisa por aí e MEU DEUS, Gastón Perida me surpreendeu! –Nina disse e Ámbar riu alto.

- Quer pegar?

- Pegar quem? – Delfi chegou na sala e as duas gelaram. Nina soltou um olhar piedoso para Ámbar.

- O surfista gostoso! Eu disse que posso cedê-lo pra Nina, se ela quiser! –Ámbar respondeu prontamente e Delfi riu, acreditando. As duas ficaram felizes de Delfi não ser extremamente desconfiada e nem muito esperta, porque se não estariam ferradas.

 

- Eu quero voltar pra praia, preciso descobrir se o gostosão voltou ou não! – Luna disse e as amigas sorriram, concordando.

- Ótimo, estou morrendo por um sex on the beach! – Ámbar disse normalmente e Delfi começou a rir escandalosamente.

- Oh pai do céu, eu só tenho amiga doida! –Ámbar disse rindo. – O que foi, Delfina?

- A Ámbar tá afim de um sexo na praia, olha só que tarada! – Delfi respondeu e as amigas gargalharam. Nina deu um tapa na testa de Delfina.

- Você é muito boba, amor! – Ela disse e as quatro atravessaram a rua até o quiosque onde haviam ficado pela manhã.

Ámbar tirou o vestido preto e ficou apenas com seu biquíni listrado e seus óculos escuros. Pediu sua bebida no quiosque e ficou olhando em volta, tentando convencer a si mesma que procurava o irmão, quando sabia que não era isso.

- AH, GOSTOSA! – Luna apertou a cintura da amiga, que deu um pulo e xingou alto, fazendo a garota gargalhar.

- Tá louca, Luna? Me mata do coração assim! –Ámbar disse e a menina ainda ria.

- Vamos dar uma volta por aí? As dondocas querem tomar sol, e eu quero ver o que tem de bom nesse lugar... – Luna sorriu marota e Ámbar balançou a cabeça, rindo baixo.

- Okay, vamos desvendar a Riviera, baby! – Ámbar respondeu rapidamente e saiu com Luna para mais perto da água.

As duas estavam andando e chamando um pouco de atenção, e como toda mulher, estavam adorando. Mas Ámbar ainda procurava insistentemente por Simón, e aquilo estava ficando irritante. Avistou Pedro e Matteo bebendo na areia e sorriu de canto.

- Olha lá, meu irmão e o Pedro! Vamos falar com eles, Luna! – Ela disse puxando a amiga, que tentava a puxar para o outro lado, sem sucesso.

- Cacete Ámbar, a gente vê eles todo dia, porque temos que... – Luna ia dizendo quando Ámbar a interrompeu.

- Eu só tô com sede, vou pegar um gole da cerveja do meu irmão, amor. –Ámbar disse com a voz doce e Luna sorriu, derrotada. – Fala branquelo! –Ámbar disse e Matteo riu.

- Falou a from geto, hein? – Matteo disse e Ámbar gargalhou, assim como Luna. Ela geralmente não gostava de rir do que Matteo dizia, por pura implicância. Mas não conseguiu se conter.

- Me dá um gole disso, mané! – Ámbar pegou a cerveja do irmão, e sorriu. – Cadê o... – Ela parou ao ver que Pedro a encarava. – Gastón?

Pedro riu.

- Acho que ele foi no quiosque pegar mais cerveja. – Pedro disse indiferente e Ámbar bateu os dedos na garrafa, inquieta. Não sabia como perguntar.

- Que cara é essa, Ámbar? – Luna perguntou e Ámbar a xingou mentalmente.

- Nada! – Ámbar respondeu rapidamente devolvendo a garrafa para Matteo .

Então ela olhou rapidamente em volta e seus olhos pararam no mar. Olhou mais fixamente e viu que uma garota sorria abobalhada, e mais a frente, viu Simón. Ele também sorria e suas mãos tocavam a cintura da menina.

- Ámbar? – Matteo a chamou para a realidade. A garota ainda encarava o mar, boquiaberta.

- É o... Simón? – Perguntou com a voz baixa e Pedro riu ruidosamente.

- Meu garoto não perde tempo! –Pedro respondeu e Ámbar não sabia o porquê, mas seu estômago parecia dar cambalhotas dentro dela. Respirou fundo e viu Gastón chegando.

- Gatas! – Ele disse e Luna fez careta Luna realmente não se dava bem com nenhum dos garotos.

- Oi. – Ámbar respondeu baixo. – Vamos procurar aquele cara, Luna? – Ela perguntou e Gastón olhou para o mar, e voltou o olhar para amiga de um jeito piedoso. Talvez Perida fosse o único que estava captando tudo.

- Claro! – Luna respondeu aliviada e puxou a amiga pela mão.

-Ámbar! – Gastón a chamou e ela virou.

- O que foi?

Gastón encarou o mar e olhou para a amiga. Matteo, Luna e Pedro encaravam os dois sem nenhum disfarce, e Perida desistiu.

- Nada, esquece! A gente se vê mais tarde! – Ele disse e Ámbar fez careta, mas não falou nada. Apenas seguiu Luna e sumiu dali.

 

Ámbar estava em uma das cadeiras na borda da piscina, com Delfi ao seu lado. Nina e Luna estavam na água, e todas conversavam animadamente naquele fim de tarde. Ámbar olhava para o céu e tentava entender porque estava com tanta raiva. Sim, ela estava nervosa, mas conseguia muito bem disfarçar, isso já tinha virado normal para ela. Sorrir para quem não a conhece, disfarçar sentimentos, segurar o choro... Tudo isso era básico, simples. Nenhum esforço anormal. Ouviu um barulho no portão e risadas altas. Respirou fundo e continuou imóvel.

- Ué, pensei que ainda estariam na praia! – Pedro disse e Nina sorriu.

- Estamos experimentando de tudo um pouco, querido! – Ela respondeu e ele sorriu. Ao contrário de Luna, Nina não tinha nenhum ódio fenomenal por nenhum dos garotos.

- Droga, pensei que a piscina seria nossa! –Matteo reclamou e Ámbar riu, virando-se de lado. Seu olhar encontrou o de Simón e ele sorriu brevemente. Ela desviou rapidamente e levantou. Simón encarou boquiaberto o corpo perfeito de Ámbar. Era indiscutível que ela era linda, mas vê-la ali de biquíni, tão próxima dele, era no mínimo tentador.

- Nós não iremos matar vocês, podem usar a piscina, Matteo! – Ela disse e o irmão riu. Simón voltou à realidade e olhou para onde os dois estavam. – Vou pegar uma Coca! –Ámbar disse por fim.

- Me dá uma carona? – Luna brincou e Ámbar riu. – Vou ao banheiro.

As duas saíram e Gastón deitou na cadeira onde Luna estava. Ámbar seguiu sozinha para a cozinha gigantesca. Ficou encarando a parede, tentando pensar numa forma de agir normalmente, mas depois dos últimos dias, não sabia mais o que era normal para ela.Luna chegou e ela sorriu.

- Ainda tá aqui? Vim pegar uma também! – A garota disse simplesmente e abriu a geladeira, pegando uma Coca. – Você tá quieta, amor!

- Não tô não. – Ámbar respondeu rápido e Luna sorriu.

- Eu te conheço, garota! O que houve?

- Nada.

- Desde aquela hora da praia... Que a gente tava com os meninos e você viu o... Espera! – Luna parou e encarou a amiga com os olhos esbugalhados. Ámbar engoliu seco e a olhou, tentando parecer o mais normal possível. – Você não gostou de ver o Simón com outra menina? O Simón? O Simón? O garoto que você odeia e... – Luna disparou e Ámbar a beliscou, fazendo-a parar. – OUTCH!

- Cala a boca, Luna! Não é nada disso! –Ámbar a encarou apreensiva, e tentava manter a voz calma, mas seu coração estava a mil e suas mãos gelavam.

- Então é o que? É claro que é isso! – Luna disse ainda alto e Ámbar fez sinal pra que ficasse quieta.

- Não, é que eu não tava me sentindo bem. Você bebeu, Luna? Eu, justo EU? Ámbar Smith Balsano sempre odiará Simón Álvarez. Essa é a lei da vida! –Ámbar respondeu e seu peito doía. Não gostava de mentir para as amigas, e também não sabia por que estava agindo daquela maneira.

- Mas Ámbar...

- Não tem nada de “mas”! Eu tô falando sério, eu não gosto do Simón, e nada mudou em relação a isso. NADA. – Ámbar respondeu firme e Luna assentiu com a cabeça, ainda desconfiada.

 

- Ué Simón, cadê minha cerveja? – Matteo perguntou olhando para frente e Simón deu de ombros.

- Esqueci de pegar. – Respondeu simplesmente, deitando na grama. Delfina abaixou a haste dos óculos escuros e encarou a expressão séria, talvez de dor que Simón tinha no rosto. Ficou imediatamente preocupada.

- Você tá bem, Simón ? – Delfi perguntou e Simón continuou olhando pra cima.

- Não me enche o saco, Delfi! – Ele respondeu seco e talvez um pouco alto demais. Delfi encarou Gastón, que tinha uma expressão confusa no rosto.

- Deixa ele... – Perida disse baixo e Delfi deitou na cadeira, contrariada.

“Ela me odeia. ELA ME ODEIA. Porque eu fui acreditar? Então nada mudou!”

Simón pensava e sentia que o peito ia explodir. Tinha escutado a conversa minutos antes e estava se sentindo um completo idiota. Ouviu a risada de Ámbar e viu que ela chegava com Luna. Levantou rapidamente e saiu em passos duros em direção a porta, esbarrando com força em Luna.

- Eita, o que deu nele? – Luna perguntou e Gastón encarou Ámbar, que olhava para a porta com um olhar preocupado.

- Não faço idéia. – Perida respondeu, e entrou na casa atrás do amigo.

 

- Dude, o que foi isso? – Gastón perguntou entrando no quarto e Simón se xingou mentalmente por não ter trancado a porta.

- Nada. – Respondeu simplesmente, forçando um sorriso. – Eu tô bem.

- Ah claro, primeiro você grita com a coitada da Delfina, sinceramente eu nunca vi você fazendo isso com ela... – Perida disse e Álvarez mordeu o lábio, lembrando da cena. Delfi realmente não merecia. – E depois sai daquele jeito quase quebrando a Luna no meio!

- Não exagera, eu mal encostei nela! – Simón respondeu e Gastón gargalhou.

- Tá forte então hein? Ela quase caiu.

- Ah Gastón, não enche vai! Eu tô bem, vamos descer que eu quero falar com a Delfi! – Simón disse saindo do quarto e Gastón chacoalhou a cabeça, o seguindo.

 

Os oito estavam sentados no chão da sala com várias pizzas apoiadas na mesa de centro. Ninguém estava afim de cozinhar e não tinham a mínima idéia de como fariam isso. Estavam comendo antes de saírem, em grupos separados, para conhecer a noite da Riviera. Ámbar estava sentada longe de Simón, e de vez em quando se via encarando o garoto, que parecia fazer questão de olhar pra qualquer pessoa que não fosse ela.

- Simón... - Ámbar disse e todos a encararam, inclusive ele.

- Hum... –Simón respondeu com a boca cheia e fingindo indiferença. Ámbar rolou os olhos.

- Me dá um copo? – Ela perguntou apontando para a pilha de copos descartáveis que estava ao lado do garoto.

Simón encarou os copos, olhou para o rosto de cada um dos amigos e voltou seu olhar pra Ámbar, engolindo seco.

- Porque eu faria isso? –ele  respondeu e Ámbar arregalou os olhos, sem entender.

- Porque os copos estão do teu lado, talvez? – Ela disse com a voz confusa e Simón riu baixo. Todos olhavam pra ele.

- Você quer? Então você vem pegar, docinho. – Ele disse simplesmente com um tom debochado e voltou a comer seu pedaço de pizza como se nada tivesse acontecido. Ámbar sentiu o rosto queimar de raiva. Não sabia por que Simón estava agindo daquela maneira, mas realmente tinha conseguido a irritar. Odiava aquelas respostas. Odiava aquele apelidinho maldito. Delfi estendeu a mão para o copo, mas Ámbar a encarou com um olhar bravo e ela parou onde estava. Simón ainda parecia estar mais interessado na pizza do que em qualquer outra coisa. Ámbar engatinhou calmamente até onde os copos estavam, e Simón olhou discretamente. A garota ajoelhou e pegou uma garrafa de refrigerante ao lado de Matteo, colocando calmamente no copo enquanto Simón sorria maliciosamente. Então ela o encarou e começou a entornar o refrigerante na bermuda que ele estava vestindo, rindo alto.

-**, VOCÊ TÁ MALUCA? – Simón gritou e Ámbar riu escandalosamente.

- Talvez se você tivesse sido gentil uma vez na sua vida, isso não teria acontecido! – Ámbar disse com um sorriso encantador e voltou para onde estava, vendo que as amigas riam e que os garotos a encaravam amedrontados, mas que queriam rir. Simón rolou os olhos e levantou, saindo dali rapidamente, sem dizer nenhuma palavra.

 

Ámbar estava sentada sozinha no enorme sofá da sala de TV. Estava arrumada e esperava que Delfina e Nina ficassem prontas. Luna estava com ela até minutos antes, mas fora apressar as garotas. Simón entrou na sala e Ámbar percebeu isso, mas não tirou os olhos da televisão. Ele se jogou no sofá de uma maneira rude e pegou o controle remoto, mudando de canal como se ninguém estivesse ali. Ámbar resmungou alto e virou para ele.

- Simón, eu estava assistindo, me dá essa porcaria de controle!

- Ah, nem vi que você estava aqui, docinho! – Simón respondeu e a garota bateu com a mão fechada no sofá, fazendo-o rir alto.

- Para de rir seu idiota, me dá esse controle!

- Nossa, quanta revolta! Fica quieta aí e assiste futebol que é melhor... – Simón disse calmamente e Ámbar levantou, xingando baixo.

Quando estava prestes a sair da sala, Pedro e Gastón chegaram. Ámbar parou no meio do caminho e voltou até onde Simón estava sentado. Apoiou suas mãos nos joelhos do garoto, e aproximou seu rosto do dele, tão perto que podia sentir a respiração de Simón falhar e ele desviar o olhar. Levou uma das mãos até seu rosto delicadamente e levantou seu queixo, fazendo com que olhasse em seus olhos.

- Sabe, Simón... Você já foi muito melhor nisso! – Ela dizia com a voz doce, e Simón respirava com dificuldade – Nossas brigas já foram tão mais... Adultas, sabe? Ah, você perdeu o jeito! Negar pegar um copo pra mim? Mudar o canal da TV enquanto eu assisto? – ela parou e riu alto. – Quantos anos você tem, nove? Se for pra ser assim, eu prefiro não brigar, tá? Ignorar você me parece bem mais sensato, e sabe do que mais? – Ela perguntou acariciando o rosto do garoto, com um olhar malicioso – É isso que eu vou fazer! Volte a ser homem e depois venha falar comigo,docinho...

Ámbar deu um tapinha leve no rosto de Simón, e saiu rebolando da sala, ignorando os olhares de Gastón e Pedro. Assim que saiu pelo corredor, ouviu os dois gargalharem lá dentro e riu sozinha. Se Simón queria voltar a agir como um idiota, problema dele. Ela sempre seria melhor.

 

- Já vão? – Gastón perguntou vendo as quatro garotas arrumadíssimas passarem ao lado da piscina em direção ao portão.

- Já, queremos sair cedo e voltar cedo... – Ámbar disse e ele a encarou – Tipo umas sete da manhã, sabe? Cedo! – Ela completou e o amigo gargalhou.

Simón apareceu do lado de fora e encarou a garota que ria enquanto conversava com Perida. Ela estava com uma saia jeans curta, uma baby-look preta com uns desenhos e um scarpin. Extremamente e irritantemente linda. Sentiu raiva ao lembrar do que acontecera momentos antes, e do quanto tinha sido zoado por aquilo. Os outros garotos apareceram atrás dele, também prontos pra sair.

- Vamos à caça? – Pedro passou o braço nos ombros de Simón, que riu.

- Com toda certeza, dude! – Ele respondeu e viu as meninas já saírem, seguindo com os amigos para o lado oposto de onde iam.

 

Depois de darem voltas pela Riviera, os garotos acabaram no mesmo lugar onde as meninas estavam. Matteo as avistou de longe e acenou, pegando uma mesa com os amigos. Simón viu Ámbar rindo com um garoto, e fez careta. A raiva ainda não tinha passado, e ele queria se vingar. A cada centímetro que o garoto se aproximava, ele ficava mais apreensivo, dando goles gigantescos em sua cerveja. Os garotos mal perceberam as reações do amigo, estavam mais interessados em vigiar um grupo de garotas que estava na mesa ao lado. Simón olhou para o lado e viu as quatro garotas bonitas chegarem perto, cumprimentando-os e sentando junto com eles. Chacoalhou a cabeça e fixou o olhar no decote de uma ruiva, por mais que isso incrivelmente lhe parecesse bem menos interessante do que ficar se torturando ao assistir Ámbar e o outro cara.

- Vou pegar mais cerveja, quer alguma coisa? – Simón perguntou alto, devido a música, e a garota da qual ele não lembrava o nome sorriu, assentindo.

- Traz uma pra mim também! – Ela disse e ele sorriu, já um pouco alterado pela bebida.

Seguiu até o bar e pediu duas cervejas para a garçonete. O pub estava cheio e ele estava tendo dificuldade para conseguir voltar para onde estava sentado. No meio da multidão, avistou Ámbar e Nina.

- O que você disse Ámbar? – Nina gritou e Ámbar riu.

- Eu vou pra casa buscar a máquina! – Ámbar gritou e Nina fez careta.

- AGORA? Deixa pra depois, a gente tira foto amanhã! – Nina disse alto e Ámbar negou. Simón ainda tentava passar, mas de alguma forma queria ficar preso ali.

- Não, eu quero registrar nossa primeira noite na França! – Ámbar respondeu e a amiga riu. – Temos quatro câmeras e esquecemos todas, lerdas!

- É A EMPOLGAÇÃO DA FRANÇA, UHUL! – Nina gritou e Ámbar riu alto, saindo por entre as pessoas.

Simón olhou a garota e teve um estalo. Riu sozinho e abriu caminho para passar, com um sorriso malicioso nos lábios.

 

Ámbar abriu o portão da mansão e entrou calmamente. O pub em que ela estava com as amigas ficava apenas dez minutos dali, talvez menos, mas ela pegou um táxi mesmo assim. Subiu as escadas devagar, e seus ouvidos estavam zunindo, ainda desacostumados com o silêncio repentino. Entrou em seu quarto e encarou as malas, desanimada. Não tinha a menor idéia de onde havia guardado a câmera e aquilo poderia demorar mais do que ela esperava. Fez uma careta pensando nisso, quando lembrou que ela e as garotas tinham tirado fotos no avião com a câmera de Delfi, e foi para o quarto da amiga, diretamente até a bolsa da garota. Pegou a pequena câmera rosa e sorriu, virando-se para ir embora.

- AAAAAAAH! –Ámbar gritou alto e Simón desatou a rir. – Simón? Porra, quer me matar de susto? – Ámbar ainda berrava e segurava o peito, ficando irritada ao ouvir a risada de Simón. – O que diabos você tá fazendo aqui?

- Ué, eu também estou hospedado aqui, esqueceu? –Simón respondeu indiferente, encostando na parede.

- Ah é, quase esqueci desse pequeno detalhe. – Ámbar respondeu debochada e Simón rolou os olhos. – Vou nessa, até depois Simón!

Ámbar disse quase passando pela porta quando Simón a segurou pelo braço, a puxando para dentro novamente. Simón a puxou com força e seus corpos involuntariamente se colaram. Ele respirou fundo e a encostou na parede, prendendo-a entre seus braços. Ámbar sentia sua respiração falhar a medida que seu coração acelerava.

- O que... O que você tá fazendo? – Ela conseguiu dizer com a voz fraca, e Simón sorriu malicioso, a apertando novamente contra a parede. Ele encostou o nariz no pescoço da menina e pode perceber que ela se arrepiou com o toque. Sorriu, aproximando sua boca da orelha dela.

- Repete o que você disse. – Simón disse com a voz baixa, e Ámbar suspirou alto.

- Do que você tá falando, garoto? – Ámbar respondeu quase sussurrando, enquanto Simón brincava com seu pescoço e ela sentia sua pele arrepiar.

- Que eu não sou homem. – Ele disse simplesmente, mordendo o lóbulo da orelha da garota, que num reflexo, apertou sua cintura.

- Você tá maluco? Para com isso, Simón... – Ámbar tentava parecer autoritária, mas sua voz saía fraca, suas pernas estavam moles.

- Repete. – Simón insistiu, ainda sussurrando, enquanto entrelaçava as mãos no cabelo de Ámbar, próximo a nuca, e ela fechou os olhos, respirando fundo.

- Simón, já te disse pra me largar! – Ela respondeu, em um tom de ameaça muito baixo. O garoto riu próximo ao seu ouvido.

- Engraçado. Você diz uma coisa, mas age de outro jeito... – Ele parou de falar e encostou a testa na dela. A única luz vinha da varanda, e ele suspirou alto ao encará-la tão de perto. – Se você quer tanto que eu pare, porque está apertando minha cintura com tanta força, docinho? – Ele continuou malicioso e ela bufou, sentindo seu rosto queimar.

- Simón Álvarez, é melhor você me largar...

- Pede por favor... –Ele respondeu malicioso e a garota riu sarcástica.

- Me erra, Simón!

- Pede! –Simón apertou a cintura da garota com força, roçando o nariz no da garota.

- Por favor... Por favor! – Ámbar respondeu baixo e o garoto riu.

- Tudo bem, se é isso o que você quer... – Simón soltou os braços que prendiam Ámbar e riu. A garota respirou fundo e abriu os olhos, estava irritada, mas mais do que isso, estava tentada a fazer algo que sabia que iria se arrepender depois. Simón sorriu ao olhar a garota totalmente desnorteada e saiu do quarto, fechando a porta. Ámbar escorregou na parede com a respiração completamente falha, não sabia o que fazer. Respirou fundo novamente e levantou, girando a maçaneta. Mas a porta não abriu. Girou mais algumas vezes e nada aconteceu. Deu um soco na porta, com a raiva já consumindo seu corpo.

- Simón! – Ela gritou, mas ninguém respondeu. – Put.a que**!

Ámbar correu até a varanda e viu Simón rindo, sentado na grama.

- O QUE DIABOS VOCÊ TÁ FAZENDO? – Ela berrou, e ele se contorcia de rir. – Me tira daqui, Álvarez! – Ela continuou gritando.

- Engraçado, não é Ámbar? – Ele levantou, andando de um lado para o outro – Achei que você fosse boa nisso, mas vejo que não! Só foi eu encostar em você – Ele riu presunçoso – Que a mulher decidida foi pelos ares, né? – Simón riu e Ámbar gritou descontrolada, fazendo com que ele gargalhasse ainda mais alto. – Novidade pra você: Sinto informar, mas você não é tão boa nisso quanto pensa, docinho. Tenha uma ótima noite presa no quarto!

Simón riu alto e jogou um beijo no ar, caminhando em direção ao portão. Ámbar gritava descontroladamente. Ele parou e olhou para trás.

- Tá gritando porque, maluca? – Ele disse e a garota bufou.

- Simón, me tira daqui AGORA! – Ámbar gritou autoritária.

- Ah, tá afim de sair? – Ele sorriu. – Pula! É baixinho! – Simón disse cheio de si, mesmo sabendo que aquilo tinha sido uma tremenda maldade. Ele sabia que ela nunca pularia.

- Simón, você sabe que eu tenho medo! – Ela disse com a voz chorosa e o garoto respirou fundo. Tinha prometido a si mesmo que não daria para trás.

- Bom, isso já não é problema meu! – Respondeu com a voz meio baixa e saiu dali, sem olhar pra trás, porque sabia que mudaria de idéia.

 

Simón voltou andando devagar até o pub onde estavam. Por mais que aquilo fosse uma grande lição para Ámbar, estava se sentindo mal por tê-lo feito. As imagens da garota frágil entre seus braços, quase cedendo a suas carícias, faziam seu coração acelerar. Não conseguia entender o como tinha sido forte o suficiente pra levar o plano até o final, e por mais que se sentisse orgulhoso disso, aquela sensação ruim não o abandonava. Avistou Gastón com Delfi e Nina do lado de fora do pub e foi até eles.

- Onde você tava, dude? – Perida rapidamente perguntou e Simón colocou as mãos nos bolsos, nervoso.

- Por aí. – Respondeu simplesmente.

- Meu, eu tô preocupada com a Ámbar, tô falando sério! – Nina dizia apreensiva, andando de um lado pro outro – Eu não agüento mais esperar, já era pra ela ter chegado, Gastón! Eu vou atrás dela!

- Eu também vou! – Delfi disse rapidamente e Simón sentiu as mãos gelarem.

- Não! – Ele disse rapidamente e as duas o encararam, confusas.

- Como não, Simón? A minha amiga pode estar em perigo! – Nina disse e ele forçou um sorriso.

- A Ámbar tá bem, eu estive com ela agora a pouco. – Respondeu contra a vontade e Gastón arregalou os olhos.

- Você tava com a Ámbar? – Perida perguntou e Álvarez assentiu.

- E onde ela tá? – Delfi perguntou.

- Ela foi buscar a câmera pra tirar fotos com vocês, mas conheceu um cara no meio do caminho e ficou conversando com ele. – Simón respondeu do nada e Nina o encarou, sem acreditar nenhum pouco.

- Fala a verdade, Simón. – Ela disse e o garoto sentiu o rosto queimar.

- Eu tô falando, Nina. Foi isso mesmo. Eu juro pra vocês que a amiga de vocês tá bem segura. – Simón disse – Até demais. – Sussurrou mais para si mesmo, sentindo-se um completo idiota. Delfina encarou Nina.

- Tá, Simón. Se algo acontecer com a minha amiga, a culpa é total sua! – Nina disse autoritária. – Vem Delfina, vamos entrar. – A garota puxou Delfi pela mão de volta para o pub. Antes que Gastón perguntasse alguma coisa, Simón começou a falar.

- É verdade, Perida. Agora eu preciso fazer uma coisa. – Simón disse rapidamente e saiu dali, ignorando o amigo e tudo o que ele pudesse lhe dizer.

 

Simón pegou um táxi e chegou rapidamente na mansão. Sabia que Ámbar iria tentar o matar, e estava preparado pra isso. Tinha pegado pesado demais dessa vez. Subiu as escadas quase correndo e respirou fundo antes de virar a chave na maçaneta. Acendeu a luz do quarto e não viu ninguém.

- Ámbar? – Perguntou, com a voz fraca. Ninguém respondeu e Simón tremeu. Abriu a porta do banheiro, mas também não havia ninguém lá dentro. – Merda. – Sussurrou, indo até a varanda.

Ao chegar à varanda, Simón olhou para o lado e viu Ámbar sentada no parapeito que interligava as varandas de Delfi e Matteo. Ela estava sentada, de olhos fechados e com o rosto vermelho.

- Ámbar, o que você tá fazendo? – Simón perguntou com os olhos arregalados e a garota abriu os olhos, olhando para o lado. Simón pode perceber que seus olhos estavam vermelhos e sentiu o peito apertar por isso.

- O que você acha, idiota? – Ela respondeu secamente, tentando enxugar as lágrimas.

- É perigoso, você não pode, você tem medo, você... – Simón começou a gaguejar e a se sentir péssimo. Nunca havia se sentido daquela maneira antes.

- Cala a boca! Eu vou chegar do outro lado, sai daqui! – Ámbar respondeu se movimentando muito devagar, ainda sentada e de olhos fechados.

- Ámbar, deixa eu te ajudar... – Simón disse colocando uma perna no parapeito, mas sendo interrompido por um grito.

- Fica aonde você está, Eu não quero e eu não preciso da sua ajuda. – Ela respondeu ainda sentada, e Simón podia ver que ela tremia. – Eu não quero nada que venha de você.

Simón sentiu o estômago revirar quando ela disse isso. Respirou fundo, mas não estava se sentindo nada bem daquela forma. Não tinha imaginado que aquilo pudesse acontecer, sabia que tinha colocado tudo a perder. Colocou a perna pra dentro novamente, e encarou a garota, que mantinha os olhos fechados.

- Desculpa, Ámbar. Eu não queria ter feito isso, eu...

- Eu disse pra você calar a boca.

Simón sentiu os olhos queimarem e colocou as mãos nos bolsos, virando de costas.

- NÃO! – Ámbar gritou e ele virou para trás rapidamente, assustado.

- O que foi? – Ele perguntou, a voz falha e tensa.

- Não vai, me ajuda! – Ela disse chorando e Simón ficou em silêncio, subindo no parapeito sem questionar. Andou devagar e estendeu a mão para a garota.

- Vem, me dá sua mão. – Ele disse baixo e Ámbar abriu os olhos, olhando pra cima.

- Eu vou cair. – Respondeu baixo e Simón sorriu.

- Confia em mim.

- Tá meio difícil, ultimamente... – Ámbar disse baixo e Simón sentiu o coração apertar de novo, mas não disse nada, porque sabia que era verdade.

Ámbar segurou a mão de Simón e ele a puxou para cima. A garota envolveu sua cintura rapidamente e fechou os olhos. Simón sorriu.

- Ei... – Ele disse baixo e a Ámbar o olhou nos olhos – Tá na hora de vencer seu medo. Vem, anda. – Simón disse a puxando pela mão, mas a garota continuou parada e ele riu baixo. – Ámbar, vem.

- Eu te mato, eu te mato! – Ela murmurava andando pé ante pé até a varanda.

- Não olha pra baixo. – Ele disse com a voz doce e a menina sorriu, mesmo sem querer, olhando nos olhos dele, que andava de costas. – Só mais um pouco, continua olhando pra mim, só pra mim – Ele disse e pulou pra dentro, ajudando-a a voltar pra varanda.

Ámbar respirou fundo e sorriu.

- Não foi tão difícil. – Ela disse e Simón sorriu largamente, vendo a garota tremer.

- Eu disse que era fácil. – Simón sorriu. – Você está tremendo! – Ele disse aproximando-se de Ámbar e apertando seus braços ao redor da menina. Ela respirou fundo, tentando organizar os pensamentos. Rapidamente lembrou de tudo o que acontecera minutos antes, e soltou o abraço, irritada.

- Me larga, Simón. Sai de perto de mim! – Ámbar disse áspera e entrou para o quarto, pisando firme. Simón passou as mãos nos cabelos, respirando fundo. Doce ilusão a dele. Nada era fácil com Ámbar Smith.

Simón entrou em seguida de Ámbar, andando um pouco mais rápido para alcançá-la.

- Ámbar, deixa eu falar com você... Eu te pedi desculpas, eu... – Ele dizia quando fora interrompido.

- Não é suficiente, Simón. Você pegou pesado dessa vez! – Ámbar disse alto e virou-se de frente para o garoto, que ficou em silêncio.

- Eu sei, mas o que você quer que eu faça? – Simón respondeu com a voz baixa e Ámbar bufou, rolando os olhos.

- Faça o que você quiser. Nada vai mudar. – Disse rapidamente e continuou andando.

- Eu sei que não. Eu ouvi o que você disse. – ele falou e a garota parou de andar, em frente a porta de seu quarto.

- Eu não sei do que você tá falando, lindinho. – Ámbar respondeu sarcástica e Simón rolou os olhos.

- Então deixa eu refrescar sua memória, meu bem... – ele disse com a voz já alterada e chegando perto novamente. Era impressionante como aquela garota o tirava do sério. – Você disse pra Luna que me odeia.

Ámbar arregalou os olhos e não conseguiu esconder o espanto e a vergonha que sentiu. Ele não podia ter ouvido aquilo, não podia.

- Simón, eu... – A garota ia se desculpando, quando parou de falar. – Espera aí! Você anda ouvindo minhas conversas atrás da porta? Ah, só o que faltava! – Ámbar reclamou e Simón riu debochado.

- Vocês estavam berrando, quem passasse a quilômetros daquela cozinha ouviria o que diziam. E do que adianta? Não muda de assunto, Ámbar. Você me odeia e eu ouvi isso.

- Eu não te odeio, Simón. – ela disse com a voz baixa e olhando para os pés, e Simón sorriu de canto ao perceber que tinha a deixado desconsertada.

- Então porque você disse que...

- Não sei. Sinceramente eu não sei.

Ámbar disse o encarando nos olhos e Simón sorriu. Deu um passo adiante e puxou a garota, apertando-a com força contra seu corpo. Ámbar sorriu largamente e envolveu a cintura de Simón, sentindo o cheirinho bom que o garoto tinha, e sentindo-se incrivelmente bem enquanto ele acariciava seus cabelos devagar. Os dois passaram incontáveis minutos assim, e Simón deu um longo beijo na bochecha de Ámbar, e sem largar sua cintura, encostou a testa na dela.

- Eu sei. – Ele disse baixinho e Ámbar arqueou a sobrancelha, sem entender absolutamente nada.

- Sabe o que, criatura? – Ámbar disse engraçadamente e Simón riu alto, fazendo com que ela risse junto. Era inevitável.

- Porque você disse que me odeia. Eu tenho uma teoria. – Simón disse e quando percebeu que a menina ia se manifestar, silenciou seus lábios com um toque suave de seu dedo, fazendo com que ela sentisse a nuca arrepiar sem querer.

- Fala. – Ela disse com os lábios quase colados e Simón riu de novo.

- Porque, pelo menos pra mim, é muito mais fácil odiar você, do que... – Simón parou e sorriu, tímido. – Do que gostar de você.

Ámbar sorriu largamente e sentiu borboletas fazerem festa em seu estômago. Aquilo não estava acontecendo, era tão impossível, tão surreal, tão maravilhoso. Ao ver o lindo sorriso de Simón se formar em seu rosto, tocou o rosto do garoto devagar e levantou nas pontas dos pés, roçando o nariz no dele e o olhando de uma distância tão minúscula que parecia deixá-lo perfeito. Perfeito. Aquele momento era exatamente isso.

- Você tem razão. – Ámbar disse baixo, sentindo Simón levantá-la um pouco pela cintura até que estivessem da mesma altura. – Parece que você leu minha mente. Era exatamente isso que eu queria dizer.

Simón a puxou pra tão perto que Ámbar sentiu que a respiração ia falhar. Respirou fundo e sorriu, mordendo a bochecha do garoto.

- Não. – Ela disse, percebendo o que ele iria fazer. – Não agora.

- Por quê? – Simón perguntou com um olhar fofo e um tanto decepcionado e a garota quase acabou ela mesma com tudo aquilo.

- Muito fácil pra você. – Ela disse e riu da cara confusa de Simón. – Brigue por mim. Me conquiste. Mostre que você não é como nenhum outro. Eu estou cansada de me dar mal com os garotos. – Ámbar sorriu de um jeito encantador. – Se você realmente quer, você vai achar um jeito de me fazer acreditar.

Simón sorriu malicioso e Ámbar riu alto. Por mais que quisesse terminar com aquilo agora, aquele desafio lhe parecia mais tentador do que qualquer outro. Ámbar estalou um beijo perto da boca de Simón, que sorriu derrotado ao vê-la saindo em direção as escadas.

- Ei! – Simón disse e Ámbar virou para trás, olhando em seus olhos.

- O que foi?

- Eu aceito o desafio. Sabe de uma coisa? – Simón disse encostado na parede e Ámbar negou, mas sorria – Você vai ser minha, docinho. Pode esperar.


Notas Finais


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