História Summertime - Simbar - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Delfina, Gaston, Luna Valente, Matteo, Nina, Pedro, Personagens Originais, Ramiro, Sharon, Simón, Yam
Tags Âmbar, Delfi, Gastina, Gaston, Luna, Lutteo, Matteo, Nina, Pedro, Pelfi, Simbar, Simon, Sou Luna, Soy Luna
Exibições 206
Palavras 4.961
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oeeee Ana aqui! Mais um capítulo pra vocês!
Boa leitura 💖

Capítulo 7 - Seven


- ACORDA GAROTA! – Nininha pulava na cama de Ámbar, que colocou o travesseiro na cabeça.

- Ah Nina, vai se fo.der! – Ela reclamou, fazendo a amiga rir.

- Levanta daí mulher! – Dessa vez Delfi se pronunciou e Ámbar abriu os olhos devagar. Luna também estava lá.

- O que aconteceu, suas loucas? Que horas são? – Ámbar perguntou com a voz arrastada e as três riram.

- Duas da tarde. – Luna respondeu rapidamente – Agora a senhorita pode explicar onde esteve ontem a noite? Ou melhor... com quem esteve?

Ámbar coçou os olhos e sentiu um nó na garganta. Dizer que estava presa num quarto por culpa de Simón era completamente inaceitável. Abriu a boca, mas não conseguiu emitir nenhum som.

- Sabemos que você encontrou um garoto... O Simón nos contou! – Delfi bateu palminhas e Ámbar fez uma careta para a desculpa que Álvarez havia dado. Bom, pelo menos ele não tinha dito a verdade.

- É, encontrei. – Ámbar respondeu sem empolgação e foi andando em direção ao banheiro.

- Aonde você vai? Fala pra gente, ele era gato? Ah Ámbar! – Nina disparou a falar e Ámbar riu alto. Amava esse jeito maluco da amiga.

- Nada demais, gente. Só encontrei com ele e ficamos conversando. Ele era de Londres, também. Mas não era muito bonito. – Ámbar inventou e Nina arqueou uma sobrancelha, fazendo a menina desviar o olhar. Maldito poder que Nina Simonetti tinha de desvendar os pensamentos de Ámbar. – Agora vou tomar um banho e já desço... Vocês deviam se trocar, a gente podia almoçar na praia, que tal?

- Tô super dentro! – Luna deu um pulo e saiu correndo em direção a seu quarto. Delfi fez o mesmo e Nininha foi andando devagar.

- Mentirosa. – Ela sussurrou e Ámbar rolou os olhos. – Depois quero saber a verdadeira história. – Nina sorriu e piscou, deixando Ámbar com cara de nada olhando para a porta.

Ámbar demorou um tempo até assimilar os fatos do dia anterior. A bendita frase: “Você vai ser minha, docinho.” martelava em sua cabeça o tempo inteiro. Simón tinha a capacidade de ser idiota e de fazê-la ter sensações estranhas ao mesmo tempo, e ela nunca entenderia isso, mas estava no mínimo curiosa com o que estava por vir. Será que ele dizia a verdade? Tentou se arrumar depressa e desceu as escadas rapidamente, encontrando apenas Pedro ali.

- Hey, Pedro! – Ámbar disse com a voz trêmula. Se Pedro estava em casa, os meninos provavelmente também estavam. – Viu as garotas?

- Elas estão esperando você, acho. Lá fora! – Pedro respondeu indiferente enquanto jogava as almofadas do sofá para o alto. Ámbar riu baixo e confusa com a cena.

- O que você tá fazendo?

- Procurando minha carteira. – Pedro disse e Ámbar riu, e ele acabou fazendo o mesmo.

- Belo lugar pra se procurar, hein? – Ámbar riu. – Os meninos estão por aqui também? – Ela perguntou ansiosa e Pedro negou.

- Não, estão na praia... Eu só voltei pra buscar a carteira mesmo e... ACHEI! – Pedro gritou e Ámbar gargalhou muito alto. Delfi apareceu na sala e fez uma careta absurda para a cena.

- Ámbar, anda logo! A gente quer almoçar na praia, não jantar! – Delfi disse virando os olhos e Ámbar riu da careta que Pedro fez.

- Tudo bem, vamos lá! – Ela pegou no braço da amiga e as duas saíram, com o garoto apenas a alguns passos de distância.

- Ámbar, você anda estranha hein? De papinho com o Simón... Agora com o Pedro! – Delfi disse um pouco alto demais e Pedro chegou perto delas.

- Eu ouvi isso.

- Dane-se.

- Ai senhor! – Ámbar rolou os olhos teatralmente e quase riu. – Calem a boca os dois! Vamos comer que eu tô com fome!

Ao chegarem na praia, as garotas logo se direcionaram para o quiosque, onde por acaso os meninos estavam, mas ninguém ligou. Pegaram uma mesa bem distante e fizeram seus pedidos, enquanto observavam a bela paisagem e os belos surfistas. Ámbar olhou para a mesa dos garotos e percebeu que Simón a encarava. Os olhares se cruzaram e ele sorriu de canto, fazendo a menina desviar o olhar, um pouco sem graça e talvez um tanto abalada por aquele sorriso incrível.

- Eu estou vendo isso... – Nininha sussurrou e Ámbar quase deu um pulo.

- Quer me matar do coração, sua maluca? – Ámbar disse e a amiga riu baixo.

- O que há entre você e o Álvarez? – Nina disse o mais baixo possível, aproveitando que Luna e Delfi tiravam fotos um pouco mais adiante. – Eu sei que não tinha garoto nenhum ontem.

Ámbar sentiu o estômago revirar e quando ia abrir a boca, Delfi voltou para a mesa mostrando suas novas fotos. O olhar de Nina para Ámbar foi bem desafiador, mas apenas as duas entenderam o recado. Poucos minutos depois, o almoço foi servido e as quatro estavam comendo e rindo de qualquer besteira quando o garçon se aproximou novamente.

- Com licença senhoritas. – O garoto simpático disse e todas sorriram. Ele estendeu a mão para Ámbar e lhe entregou um guardanapo. – O senhor ali do bar pediu para que eu te entregasse. A bebida também é sua, chama-se Orgasm. – Ele finalizou e Ámbar arregalou os olhos, soltando uma risada alta com as amigas.

- Abre logo esse guardanapo! – Luna quase gritou e Ámbar ainda ria.

- Calma mulher! – Ela respondeu e as quatro riram.

Ámbar desdobrou o papel devagar e começou a ler a mensagem, com um sorriso se formando em seu rosto e uma vontade imensa de rir.

Espero que goste da bebida... Agora leia isso fingindo que quem te enviou foi o cara de vermelho que está do meu lado: “Você é linda, espero te proporcionar muitas bebidas dessas” Faça cara de indignada. Jogue o papel fora. Te encontro em cinco minutos atrás da sorveteria. Xxx Simón.

Ámbar gargalhou muito alto e olhou para o bar. Viu que Simón a encarava também rindo e chacoalhou a cabeça de um lado para o outro. Aquilo seria divertido.

- O que diz o papel, sua maluca? – Nininha perguntou e Ámbar riu.

- Você é linda, espero te proporcionar muitas bebidas dessas. – Ámbar repetiu rindo alto da cara de espanto das amigas.

- Nossa, mas que pedreiro! – Delfi dizia rindo e Ámbar tomou um gole do drink, que era realmente bom.

- Quem é o cara, Ámbar? – Luna perguntou e Ámbar apontou com a cabeça.

- O loiro de vermelho ali do bar. Aquele da bebida azul. – Respondei e Luna arqueou a sobrancelha.

- Parece bonitinho... – Ela abaixou a haste do óculos e Ámbar segurava o riso. – Vai responder?

- Claro que não, tá louca? – Ámbar fingiu indignação. Tinha que admitir que as instruções de Simón eram realmente boas – Muito pervertida essa cantada! Aliás, vou dar um pulo no banheiro e já volto!

- Vou com você! – Delfi disse e Ámbar gelou.

- Não! – Respondeu rapidamente e as amigas a encararam, confusas.

- Porque não? – Nina arqueou uma sobrancelha, sempre desconfiada.

- Porque... Porque... – Ámbar gaguejou e tentou não ficar corada. Odiava não ter resposta para as coisas. – Porque aquele surfista gatinho da prancha azul tá te encarando há horas, Delfina. Acho que ele tá ensaiando vir aqui! Fique, eu volto em cinco minutos! – A garota disse por fim e Delfi olhou para trás, admirada.

- Nossa, que gato! – Ela exclamou – Vou ficar por aqui mesmo! – Delfi respondeu marota e Ámbar sorriu aliviada, evitando olhar para Nina ao deixar a mesa e amassando o papel para jogá-lo no lixo mais próximo.

Caminhou lentamente até a sorveteria, mas sentia suas mãos geladas. Odiava quando isso acontecia, mas estava ansiosa. Sabia que Simón realmente não estava brincando quando disse que iria conquistá-la, e isso a fazia sentir coisas estranhas. Deu a volta no lugar e parou atrás, olhando para os lados e vendo que ninguém estava ali. Xingou Simón mentalmente pensando que aquilo tudo era outra brincadeira estúpida, e quando virou para ir embora, o viu parado atrás dela.

- Hey. – Ele disse abrindo um sorriso gigante que quase a fez desmontar. Aquele garoto tinha o sorriso mais bonito que ela já tinha visto, mas é claro que nunca admitiria isso. Sorriu breve.

- Pensei que não viesse. – Ela deu de ombros.

- Gostou da bebida? – Simón gargalhou e Ámbar fez o mesmo.

- Você é um pervertido, sabia? Ninguém merece! – Ámbar disse rindo e respirou fundo.

A primeira parte do que ele queria estava completa: Ela estava ali, difícil era saber lidar com isso. Nenhuma garota – pelo menos para ele – era tão complicada como Ámbar. E de certa forma, ele adorava isso.

- Vai dizer que a bebida não era boa? – Simón arqueou uma sobrancelha e Ámbar admitiu, sorrindo.

- Realmente tenho que concordar. – Ela sorriu – Mas o que queria comigo?

- Dar uma volta e conversar... – Simóntoher respondeu com um sorriso quase tímido e Ámbar sentiu a nuca arrepiar. Era engraçado vê-lo sem jeito.

- Tudo bem, mas eu não posso demorar... As meninas vão desconfiar.

- Você se importa? – Simón apoiou os braços na parede em volta de Ámbar, prendendo-a ali. A garota sentiu os joelhos amolecerem. Maldita distância mínima.

- Me importo, claro. – Ela respondeu rapidamente – Se elas acharem que eu aceitei aquela cantada de pedreiro do suposto cara de vermelho, vai ficar muito ruim para a minha reputação. – Ámbar terminou e Simón gargalhou.

- Faz sentido. Agora vem! – Simón a puxou pela mão e os dois saíram correndo para algum lugar que Ámbar não tinha idéia de onde era. Ela apenas ria, sem fôlego, e ele fazia o mesmo. Nenhum dos dois sabia o que era aquela sensação.

- Simón, eu vou morrer, você quer parar de correr, por favor? – Ámbar disse ofegante e o garoto riu, a encarando. Ela estava simplesmente linda e ele riu.

- Você disse que precisa ser rápido, a culpa é toda sua! – Ele retrucou colocando as mãos no joelho e Ámbar riu baixo.

- Não quero mais ir... Tô cansada. – Ela reclamou e Simón fez careta.

- Ah não, agora você vai!- Simón disse com a voz autoritária e Ámbar fez uma careta, quase rindo.

- Me dê um bom motivo. – Retrucou rapidamente e Simón coçou a cabeça, sem saber o que dizer.

- Não seja chata, só me acompanhe. – Ele disse mais baixo e Ámbar gargalhou.

- Péssimo argumento.

Simón riu.

- Sobe e não reclama. – Simón mostrou as próprias costas e Ámbar arqueou a sobrancelha.

- Você realmente tá disposto a me carregar? – Ela exclamou em total surpresa e Simón sorriu.

- Você reclama demais, pergunta demais. Dá pra subir logo? – Ele disse sorrindo e Ámbar fez o mesmo, pulando em suas costas.

- Parabéns, isso foi surpreendente Simón Álvarez. – Ela disse rindo e Simón começou a andar, sorrindo.

- Eu sei que eu sou fo.da! – Ele disse e os dois gargalharam.

- Eu não te mereço, juro! – Ámbar rolou os olhos e estapeou a cabeça de Álvarez, que riu ainda mais.

- Outch! Eu já te disse que eu não sou saco de pancadas?

- Ah não? – Ámbar interrompeu rindo. – Desculpa, confundi. – Ela disse e Simón olhou para cima, gargalhando.

- Nem vou comentar.

Os dois chegaram em um lugar onde o mar extremamente azul se misturava com um lago. Era simplesmente deslumbrante. Ámbar pulou das costas de Simón e ele parecia igualmente estupefato.

- Wow. – Ela disse e Simón sorriu.

- Acho que aqui tá bom... – Simón disse olhando em volta – Que lugar lindo!

- Você não conhecia isso aqui? – Ámbar virou confusa e Simón negou com a cabeça.

- Eu só queria te trazer pra longe... – Simón riu – Tá, eu devia ser esperto e ter dito: Sim, conhecia, pensei em você pra te trazer aqui! – Álvarez estapeou a própria testa e Ámbar gargalhou com isso.

- Seria romântico. E bem estranho. – Ámbar rolou os olhos.

- Porque estranho? – Simón disse sentando perto do lago e Ámbar fez o mesmo.

- Porque Simón Álvarez e romantismo na mesma frase não é algo que combine muito. – Ela disse rindo e Simón fez uma careta.

- Você não me conhece. – Ele deu uma piscadinha e a garota riu ainda mais.

- Acho que conheço o suficiente pra crer que historinhas românticas não sairão da sua boca. – Ámbar retrucou e Simón abriu a boca, mas não emitiu nenhum som. Ela sorriu vitoriosa.

- Ninguém nunca reclamou. – Simón deu de ombros e Ámbar rolou os olhos, encarando a paisagem.

- Sempre tem a primeira, fica a dica. – Foi a vez de Ámbar dar uma piscadinha e Simón gargalhou.

- Falou a super romântica agora. Quase uma Julieta buscando um Romeu! – Ele disse a encarando nos olhos e rindo alto. Ámbar arqueou uma sobrancelha.

- Quem disse que eu estava me referindo a mim?

- Mesmo assim.

- Cala a boca, Simón. – Ela disse mexendo na areia e os dois ficaram em silêncio por um minuto. – Fala logo o que você quer comigo.

Ámbar disse Simón continuou mudo, já que ela tinha o mandado calar a boca. Ele sabia exatamente como irritá-la. Ámbar bufou.

- Retardado! Nem sei por que eu to aqui... – Ela disse levantando e Simón a puxou pra baixo, rindo.

- Tô brincando, tô brincando! – Ele levantou as mãos perto do rosto e Ámbar quase riu. – Você é muito alterada, docinho...

- Ai Deus do céu, dai-me paciência com essa criatura e seus docinhos... – Ámbar rolou os olhos e os dois riram em conjunto. – Mas o que você queria, afinal?

- Conversar, ué. Eu sei que perto dos caras e das suas amigas é quase impossível... – Simón disse olhando em seus olhos – E outra, quero te convidar pra sair.

Ele disse simplesmente e Ámbar o encarou nos olhos, confusa.

- Eu e você? – Ela perguntou e ele riu, assentindo – Tipo um encontro?

- Se você gosta de nomear assim. – Simón sorriu de canto e sentiu suas mãos gelarem. Estava com medo do que ela poderia responder. Mas iria conquistá-la, tinha prometido isso a si mesmo. Ámbar ficou em silêncio e encarou o mar.

- Como você pretende fazer isso sem que ninguém note? Simón, é óbvio que todo mundo vai perceber que a gente sumiu! – Ámbar parou de falar e pensou melhor – Se eu aceitar, claro.

- Se você aceitar... – Simón riu baixo da confusão da garota – Pode ficar tranqüila que eu sei exatamente como fazer. Você só precisa confiar em mim e fazer exatamente o que eu disser.

Simón virou-se de frente pra Ámbar e ela o encarou nos olhos. Sentiu um misto de medo e excitação na proposta. Simón estava apreensivo com a demora da garota pra dizer alguma coisa, era impressionante como só ela conseguia fazer suas mãos suarem de ansiedade. Não sabia se aquilo era algo bom, mas definitivamente era constrangedor. Ámbar mordeu o lábio.

- O que eu tenho que fazer? – Ela perguntou e Simón sorriu largamente, aliviado.

- Presta muita atenção no que eu vou te falar. – Ele começou, e Ámbar o escutava atentamente. Nada poderia dar errado.

Ámbar andava de um lado para o outro no quarto, despejando o armário inteiro sobre a cama. Não sabia o que vestir e não poder pedir ajuda para as amigas não facilitava muito sua vida. Aliás, elas aparentemente tinham acreditado na desculpa esfarrapada que Ámbar inventara para o sumiço repentino durante a tarde. Disse que tinha passado mal do estômago por causa do excesso no almoço, e que tinha ido para casa. Obviamente a única que não comprou totalmente a história foi Nina, e Ámbar já estava começando a considerar a possibilidade de contar para amiga sobre Simón. Não duraria muito tempo esse segredo. Depois de provar o quinto vestido e não chegar a nenhuma conclusão, saiu pelo corredor decidida a falar com Nininha.

- Eu juro, é verdade Gastón! – Ouviu a voz de Simón no quarto de Perida e parou, curiosa.

- Você vai sair com a Ámbar? – Gastón gargalhava – Ámbar Smith, minha amiga que você supostamente odeia? Tá bom que eu tenho reparado que vocês andam meio estranhos, mas isso já é demais.

- Eu tô falando sério! Preciso que você dê cobertura... – Simón pediu e Ámbar continuou parada, quase rindo.

- Tá, tudo bem... – Gastón riu – Mas só uma coisa, Simón. Vê se não esquece que a Ámbar não é qualquer uma. Você a conhece o suficiente pra saber que ela não vai aceitar ser só mais uma na tua lista, e eu te conheço pra saber que você corre de relacionamentos sérios. Além do mais, ela é irmã do Matteo, ta ligado Dude. Ámbar ouviu a ultima frase de Gastón e uma sensação estranha percorreu seu corpo. E se ela realmente fosse apenas uma da lista? Tinha esquecido da fama de Simón no colegio alguns instantes. Hesitou em ir até o quarto de Nina, deu meia volta e bateu sua porta.

Estavam todos jantando quando Simón apareceu na sala de jantar. Ámbar levantou o olhar e o encarou, perplexa. Ele estava indiscutivelmente lindo: o cabelo propositalmente desarrumado, a calça jeans escura com uma camisa social azul clara e um All Star branco nos pés. Quando seu olhar parou no dela, teve quase certeza de que ia sufocar. Respirar pra quê?

- Fiu fiu, pensa que vai aonde assim tesão? – Pedro fez uma voz afetada e a mesa inteira gargalhou.

- Pro meu encontro, mané! – Simón disse e Ámbar engasgou com o refrigerante, fazendo Perida gargalhar alto.

- Nossa Ámbar, calma! – Matteo disse rindo e dando um tapinha nas costas da irmã, que ficou corada.

- Vai encontrar a francesa de ontem, Álvarez? – Delfina perguntou e Simón arqueou a sobrancelha, segurando o riso.

- Ela mesma. – Ele sorriu – Agora deixa eu ir, porque fiz a reserva pra oito e meia - Simón frisou bem o horário e Gastón encarava Ámbar, quase rindo – E não posso me atrasar. Fui!

Simón saiu pela porta da frente e todos começaram com seus papos paralelos, enquanto Gastón ainda olhava a amiga sugestivamente.

- Ámbar, você nem tocou no macarrão! – Luna disse e Ámbar sentiu o rosto queimar.

- É que eu ainda tô meio enjoada por causa do almoço, amiga! – Mentiu – Vou subir pra me arrumar, ok?

Ámbar correu até o quarto e pegou o vestido preto que tinha decidido usar. O vestiu o mais rápido que conseguiu, e começou a arrumar o cabelo e a maquiagem. Ouviu um toque suave na porta.

- Entra.

- Hey, francesa! – Gastón disse e Ámbar corou absurdamente.

- Cala a boca, Perida! Eu vou matar o Simón por ter te contado isso! – Ela disse e Perida gargalhou.

- Isso, pode matar, contanto que não encoste em mim! – Ele disse e Ámbar riu alto – Olha, já tô saindo com os garotos! O Simón pediu pra avisar que o restaurante é aquele vermelho lá, sabe?

- Ah claro Gastón, o vermelho lá, claro! – Ámbar rolou os olhos teatralmente e gargalhou. – Le Petit Bistro, sei exatamente onde é. Agora se manda vai!

- Ui, fala isso de novo? Você ficou tão sexy falando francês! – Gastón disse e Ámbar tacou uma almofada nele, gargalhando.

- Tarado! – Ela disse e Perida se aproximou, beijando-a na bochecha.

- Sexy! – Ele disse e os dois gargalharam, enquanto Perida fechava a porta.

Simón já estava impaciente. Meia hora de atraso. MEIA HORA! Isso porque tinha pedido pra que ela viesse o mais rápido possível.

- Garotas... – Ele murmurou, brincando com a taça de água em sua frente.

Com o tempo correndo no relógio, Álvarez começara a ficar mais preocupado. Talvez algo tivesse dado errado, ela não se atrasaria tanto assim. Quarenta e sete minutos era de fato muita coisa. Discou para o celular de Ámbar rapidamente.

O celular chamado encontra-se desligado ou fora da área de cobertura.

- Merda! Porque tem celular se deixa desligado?

Simón exclamou alto e algumas pessoas olhavam pra ele. Ótimo, agora parecia um louco que fala sozinho em restaurantes. Discou várias vezes seguidas e nada. Tinha certeza que algo tinha acontecido, que alguma das garotas tinha inventado alguma coisa e que Ámbar não teria conseguido se livrar. Aquilo era humilhante, um bolo oficial. Simón Álvarez nunca tinha tomado um bolo na vida. Virou um copo de Whisky, irritado, e discou pela última vez. A mesma mensagem. Xingou até a quinta geração da mulherzinha da gravação e saiu do restaurante, ligando para Gastón, que atendeu só na terceira vez.

- Alô! – Ele deu um berro, estava em um lugar muito barulhento. Simón sentiu o ouvido zunir.

- Vai gritar na pu.ta que****, Perida! – Ele disse e Gastón franziu a testa. Havia algo de errado.

- Nossa, o que aconteceu? A Ámbar chutou seu saco? – Perida disse brincalhão e Simón quase tacou o celular num poste. Estava descontrolado.

- Antes fosse! Ela não apareceu, dude! – Respondeu e Gastón sentiu o queixo cair.

- Como não apareceu? Ela tava se arrumando pra ir pra aí, cara! Eu falei com ela!

- Tá, mas ela não veio,****!

- Beleza, foi ela que te deu um bolo, não eu! – Perida disse e Simón rolou os olhos. Estava pouco se importando para o momento sentimental do amigo.

- Dane-se! Será que aconteceu alguma coisa? – Álvarez perguntou, pela primeira vez dando lugar a preocupação.

- Deve ter acontecido, liga pra ela!

Simón gargalhou muito alto.

- E você acha que eu já não fiz isso?

- Tá, faz assim... A gente tá chegando aqui no Progression, vem pra cá! Vou tentar falar com a Ámbar ou com alguma das meninas, aí te aviso! Mas vem pra cá! – Perida disse e Simón fez uma careta. Não teria outra saída.

- Tá, tô indo.

Gastón pegou o celular e discou para Nina. Foi a primeira que ele lembrou – sempre era, aliás – E a única que parecia saber um pouco mais daquela história. Na primeira vez, chamou até cair na caixa postal. Discou novamente, e ela atendeu na primeira chamada.

- Perida!

- Nina, onde vocês estão?

- QUE? – Ela berrou e Gastón ouviu Lady Gaga tocando ao fundo – EU NÃO TÔ TE OUVINDO!

- ONDE VOCÊS ESTÃO? – Gastón berrou novamente e Nina gargalhou.

- Não to entendendo nada! A gente se fala depois! – Ela disse alto e desligou o telefone na cara do garoto.

- Ótimo! – Gastón rolou os olhos.

- Tava falando com quem, dude? – Matteo perguntou e Gastón fez uma careta.

- Com a Nina. Ela me ligou sem querer, acho – Mentiu e Matteo riu – Vamos entrar?

- Aqui galera, camarote para nós! – Pedro chegou com as pulseiras e os três gargalharam – Vou guardar a do Simón no bolso, quando ele chegar eu entrego!

Os três caminharam entre várias pessoas e Matteo se perdeu no caminho, parando pra conversar com uma loira que tinha lhe chamado atenção desde o lado de fora. Pedro e Gastón riram, e subiram até o camarote. Assim que entraram, Perida ficou paralisado. Viu Nina dançando em cima de uma mesa e ela estava deslumbrante. Mas não foi isso que o deixou paralisado.

- Ámbar, o que você tá fazendo aqui? – Ele gritou e ela tremeu. Não era para eles terem aparecido. – Desce daí!

- Me erra, Perida! – Ámbar reclamou e continuou dançando com a amiga.

- Eu preciso falar com você!

- Depois Gastón, depois... – Ela respondeu indiferente e Nina sorriu confusa para Perida, que rolou os olhos bastante nervoso.

- Não acredito nisso. – Ele disse baixo, mas Ámbar pode ler seus lábios. Sentiu um peso enorme na consciência e uma vontade de correr até onde ele estava. Mas não o fez. Olhou para frente e continuou dançando. Se resolveria com ele depois.

- Dude, cheguei! – Simón disse ao telefone e Gastón suspirou alto.

- Tô indo aí entregar sua pulseira! – Ele berrou de volta e desligou, indo até onde Pedro estava e pegando a pulseira com ele.

Desceu as escadas correndo e esbarrou em algumas pessoas lá embaixo. Ámbar tinha passado dos limites, ele sabia que Simón ia ter um colapso.

- Hey. – Ele disse ao avistar o amigo e estendendo a pulseira laranja.

- Hey! Alguma notícia da Ámbar? – Simón perguntou e Gastón coçou a cabeça, depois a balançou afirmativamente. – Fala!

- Ela tá aqui, dude.

- COMO ASSIM? – Simón berrou e algumas pessoas pararam pra olhar pra ele. Perida fez sinal pra que falasse baixo.

- Não sei, eu cheguei aqui com os caras e ela tá aí com as meninas, dançando. Tentei falar com ela mas...

Gastón ia dizendo quando viu Simón disparar em direção a porta do lugar.

- Fo.deu. – Foi tudo o que ele conseguiu dizer, antes de correr atrás do amigo, mas perdê-lo de vista em segundos. Aquilo não daria certo.

Simón entrou no camarote rapidamente e avistou Ámbar com Luna perto do bar. Passou como um furacão ao lado de Pedro, que não teve tempo nem de abrir a boca para cumprimentá-lo. Chegou aonde elas estavam e puxou Ámbar pelo braço, porque ela estava de costas.

- Ei, o que você pensa que... Simón! – Ámbar exclamou sentindo seu coração pular no peito e totalmente surpresa.

- Preciso falar com você. – Ele disse nervoso, e ela podia perceber isso em sua voz e no jeito que ele a olhava. Gastón chegou correndo.

- Dude, não vai fazer nada que...

- Me deixa em paz, Gastón. – Simón reclamou – Posso ou não falar com você? – Ele perguntou olhando para Ámbar, que sentiu um arrepio na espinha. Estava com medo.

- Tudo bem. – Ela assentiu e foi puxada escada a baixo, quase caindo.

- Eu tô de salto, dá pra parar de correr?

- Fo.da-se. – Simón disse alto e tudo o que Ámbar queria era gritar.

Saíram da danceteria e Ámbar sentia seu braço doer pela força que Simón estava aplicando. Ainda podiam ouvir a música alta lá dentro, por uma porta lateral.

- Você tá me machucando! – Ela reclamou, ficando nervosa. Simón soltou seu braço bruscamente.

- Você acha que eu tenho cara de idiota? – Ele berrou e Ámbar ia abrir a boca pra falar, mas ele não deixou – Você me deixou plantado naquela*****de restaurante por uma hora! Quem você pensa que é?

- Simón, eu...

- Não quero saber, Ámbar! Eu pensei que você tava falando sério quando disse que era pra eu tentar, se era pra me fazer de idiota, não precisava nem ter falado. – Ele continuava gritando e Ámbar sentia os olhos arderem.

- Se você não quer me ouvir, pra que você me trouxe aqui pra fora, Simón? – Ela gritou, e Simón abriu a boca, mas não emitiu som algum. – Eu não disse pra você me conquistar só pra te fazer de idiota! Eu ia naquela merda de encontro!

- E porque não foi? – A voz de Simón agora era mais baixa, ela quem gritava.

- Porque eu mudei de idéia. – Ela disse quase em um sussurro.

- QUE? – Simón voltou a se alterar. Estava incrédulo. Aquilo já era um pouco demais. – Mudou de idéia? – Ele riu sarcástico. – Eu devia ter esperado isso de alguém como você. Ámbar Smith nunca muda, não é mesmo?

- Cala a boca, Simón! Eu ouvi sua conversa com o Perida! – Ela disse e ele parou, extremamente confuso.

- O que teve de errado na conversa?

- Eu não quero ser mais uma na sua lista, Simón. Aliás, eu estou cansada de ser mais uma na lista de todo mundo! Eu não sou um troféu pra você dizer que pegou e sair contando pros seus amiguinhos! Sinto muito, docinho. – Ámbar gritou por fim e Simón ficou sem reação. Viu que a garota ia embora e a prendeu contra a parede.

- Eu não quero você como um troféu. – Ele disse baixo, quase inaudível. Ámbar sentiu o coração acelerar com aquela proximidade toda. Respirou fundo.

- Prove. Me dê três bons motivos. – Ela disse e Simón rolou os olhos, rindo.

- Você é impossível, docinho.

- Anda logo, Simón. Três motivos. – Ela respondeu firme e Simón deu um passo para trás, pensativo. Ámbar apenas o encarava, com os braços cruzados.

- Okay, se você quer assim... – Ele disse, levantando um dedo. – Motivo número um: Se você fosse qualquer uma na minha lista, eu não estaria aqui inventando três motivos pra você acreditar em mim. Você é extremamente complicada, eu já teria desistido de você muito antes. Então ponha na sua cabeça que você não é uma garota qualquer. – Ele disse e Ámbar sentiu os joelhos tremerem, tentando reprimir um sorriso.

- Continue. – Ela disse baixo e Simón sorriu de canto, chegando perto e apoiando os braços na parede, prendendo a menina ali.

- Segundo motivo: Embora você seja irritantemente estranha, com essa mania de colocar regras em tudo e de não confiar em mim, eu sei que você quer isso tanto quanto eu. – Ele fez sinal de silêncio nos lábios da garota, que já ia se manifestar – Se não quisesse, não estaria perdendo seu tempo comigo aqui fora, e muito menos pediria pra eu te provar alguma coisa. E terceiro... – Simón encostou a boca no pescoço da garota, que se arrepiou só com o toque.

- Simón...

- Cala a boca.

Simón sussurrou no ouvido de Ámbar e rapidamente colou sua boca na dela. Não pediu permissão, entrelaçou rapidamente suas mãos em seu cabelo e acabou com qualquer espaço que houvesse ali. Ámbar sentiu seu corpo inteiro arrepiar quando a língua de Simón invadiu sua boca e tocou a dela. O segurou com força pelo pescoço e intensificou o beijo. Nenhum dos dois sabia quem estava mais desesperado por aquilo – Só conseguiam prestar atenção nos corações estranhamente acelerados e no quanto aquilo era bom. E por mais que Simón tivesse beijado milhares de garotas, nada se comparava com aquele beijo. Aquela garota sabia o enlouquecer de um jeito irreal. Ámbar mordeu o lábio do garoto devagar, totalmente sem fôlego.

- Esses motivos foram bons pra você? – Simón perguntou com a boca colada na de Ámbar, que riu abafado.

- Tá pra existir um cara mais metido que você, Simón. – Ámbar murmurou e os dois abriram os olhos, rindo baixo.

- Eu não sou metido, sou realista.

- Dá pra você calar a boca? – Ámbar perguntou arqueando uma sobrancelha maliciosamente e mordendo o lábio inferior de Simón, que sentiu a nuca arrepiar.

- Só se você me der um bom motivo. – Ele sorriu maroto e Ámbar sentiu borboletas fazerem festa em seu estômago. Riu baixo.

- Só um bom motivo? – Ela fez bico e Simón riu alto. Nunca tinha se sentido daquela forma em relação a uma garota. – Vem cá...

Ela o puxou devagar e os narizes se tocaram, e na mesma velocidade, encostaram os lábios. Simón foi calmo dessa vez. Queria sentir cada pedaço de Ámbar, o fato de não saber se aquilo aconteceria novamente era ao mesmo tempo desesperador e excitante. Desenhou sua boca com a língua e a beijou devagar. Ámbar suspirou alto, mas não ligou. Eram como se seu beijo fosse moldado pra encontrar o dele, por mais estranho que isso pudesse parecer. Simón parou o beijo sem nenhuma vontade e acariciou o rosto da garota. Aproximou sua boca do ouvido dela e sussurrou:

- Finalmente, docinho.


Notas Finais


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Besos e até o próximo Capítulo 😍


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