História Summertime - Simbar - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Delfina, Gaston, Luna Valente, Matteo, Nina, Pedro, Personagens Originais, Ramiro, Sharon, Simón, Yam
Tags Âmbar, Delfi, Gastina, Gaston, Luna, Lutteo, Matteo, Nina, Pedro, Pelfi, Simbar, Simon, Sou Luna, Soy Luna
Exibições 121
Palavras 4.464
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá amoreeees!!!
Daqui é a My, aproveitem esse capítulo 💖💖💖💖
Simbar cada vez mais fofos e alguém vai saber da relação dos dois... leia pra saber hehe...
Boa Leitura!

Capítulo 8 - Eight


Talvez aquilo representasse mais do que duas bocas que pareciam aflitas para nunca desgrudarem, mais do que respirações ofegantes e muito mais do que vários objetos que foram derrubados no trajeto pela casa. Mas quem conseguiria explicar, quando os corações batiam mais forte que o normal e seu objeto de ódio parecia ter se tornado tudo aquilo que você necessitava pra sobreviver?

- Outch! – Ámbar reclamou quando algo não identificado caiu em seu pé. Ouviu a risada baixa de Simón em seu ouvido e acabou rindo junto.

- Desculpe!

Ele disse num sussurro enquanto beijava o pescoço de Ámbar. Não sabiam exatamente há quanto tempo estavam ali, não estavam mais medindo conseqüências de absolutamente nada. Ámbar sentiu sua pele arrepiar com os beijos do garoto e o puxou para mais perto, o que provavelmente seria humanamente impossível, roçando o nariz no dele. Encostou os lábios suavemente nos de Simón, e fechou os olhos sentindo a respiração quente em sua pele. Os lábios de Simón se curvaram em um sorriso, e a garota pode perceber sem olhar. Continuou com selinhos demorados até que não resistiu em aprofundar o beijo calmamente. Não precisavam ter pressa, o mundo não importava. Nada importava. Percebeu que Simón começara a andar de costas e a puxar com ele, ao mesmo tempo que o beijo ficava mais rápido. Parecia que ele sabia exatamente o que fazer, e como fazer. As mãos de Ámbar já passeavam descontroladamente pelas costas de Simón, enquanto ele a deitava sutilmente no enorme sofá da sala. Colocou uma perna de cada lado do corpo da garota, sem partir o beijo, e Ámbar já começara a arranhar sua barriga por baixo da camisa. Simón começou a sentir o coração bater estranhamente de novo. Mas que*******era aquela? O que aquela garota fazia para deixá-lo daquele jeito? Não teve muito tempo pra pensar, sua respiração estava ofegante demais e suas mãos já agiam sozinhas, apertando o lado da coxa de Ámbar e avançando por dentro do vestido que ela usava. Ámbar desceu uma das mãos pelas costas de Simón e parou em sua bunda, apertando consideravelmente. O garoto partira o beijo e os dois desataram a rir, completamente sem fôlego.

- Tarada! – Simón disse com um falso tom de indignação e a garota gargalhou ainda mais.

- Eu? Olha onde sua mão está, Simón! – Ela respondeu rapidamente e Simón viu sua mão apoiada em um dos seios de Ámbar. Começou a rir de novo.

- Elas trabalham sozinhas... – Sussurrou presunçoso e Ámbar mordeu seu ombro, ainda rindo um pouco demais. Provavelmente devido ao excesso de álcool que tinha ingerido na danceteria.

- Eu acho que eu estou bêbada! – Justificou a risada e Simón mordiscou o lóbulo de sua orelha, fazendo-a estremecer.

- Muito bêbada? – Simón a encarou apreensivo. Ela não podia estar bêbada, se estivesse, faria coisas de que se arrependeria. Ele não gostava de se aproveitar de garotas, ainda mais de Ámbar. Ele também estava um tanto alterado, mas tinha plena noção do que estava fazendo. Ámbar viu o garoto morder sutilmente o próprio lábio, e achou aquilo extremamente fofo, e bastante sexy. Sorriu.

- O suficiente para saber exatamente o que eu quero. – Respondeu arqueando uma sobrancelha e Simón ia abrir a boca para dizer algo, mas ela o calou com um beijo rápido. – E o que eu quero é você.

Um sorriso tomou conta do rosto de Simón e ele não disse mais nada. Não precisaria dizer, era péssimo com palavras e ela o acharia um perfeito idiota se ele tentasse dizer alguma coisa. Colou sua boca na de Ámbar e a beijou de um jeito que ela nunca conseguiria explicar, mas que se estivesse em pé, seus joelhos teriam a derrubado. Simón entrelaçou suas mãos no cabelo da garota enquanto intensificava o beijo. Ámbar já desabotoava a camisa de Simón e ele sorriu percebendo esse detalhe. Começou a subir o vestido – Adorava vestidos, eram extremamente práticos – E parou o beijo encarando a barriga descoberta da garota. Riu pervertidamente e continuou puxando a peça para cima, enquanto beijava seu pescoço.

- Simón... – Ámbar murmurou com a boca colada na dele, sentindo os beijos que já desciam de seu pescoço para o colo.

- Hum.

- Esse barulho tá estranho. – Ela disse baixo e o garoto riu.

- Que barulho?

- Shhh. – Ela o calou com um selinho e os dois ficaram em silêncio, tentando normalizar a respiração. Então Álvarez ouviu algo que se assemelhava muito a uma risada. Uma risada bastante conhecida. Ámbar arregalou os olhos.

- Merda. – Simón sussurrou. – É o Pedro.

- E o Gastón. – Ámbar completou baixo e empurrou Simón para trás, ajeitando o vestido e correndo em direção a escada.

- Aonde você vai? – Simón fez cara de pânico e falou um pouco alto demais, mordendo o próprio lábio por isso.

- Pra cima. Fica aí, finge que tá sozinho! – Sussurrou ouvindo a chave virar na porta – Pu.ta que******!

- Ámbar, olha o meu estado! – Ele disse e a garota desceu o olhar para ver um certo volume sob os jeans de Simón. Gargalhou.

- Liga no Playboy TV. – Respondeu rindo e sumiu escada acima. Simón ficou com cara de nada, mas depois começara a rir e se jogou no sofá. Aquela garota não era normal.

- Mas dude, ela era gostosa pra********! – Pedro disse entrando em casa e Gastón riu alto.

- Sei lá, eu preferi a morena que eu peguei quando cheguei... Muito mais gostosa! – Perida respondeu acendendo a luz e avistando Simón jogado no sofá. – Puta merda, que susto!

Simón gargalhou.

- Achou que um ladrão tinha dormido no sofá? – Respondeu com a voz tediosa embaixo de algumas almofadas. Pedro arqueou a sobrancelha.

- O que você tá fazendo aqui, Simón? Aliás, você saiu arrastando a Ámbar pela escada totalmente revoltado e agora... Tá aqui? O que aconteceu? Cadê ela? – Pedro disparou em perguntas e Gastón segurou o riso.

- Nada, não aconteceu nada! – Simón respondeu de imediato com a voz trêmula – Acabei de chegar, não faço a mínima de onde ela está!

- Mas vocês estavam brigando por quê? – Pedro insistiu.

- E desde quando a gente precisa de motivo pra brigar? – Simón respondeu e quase riu, sabendo que de certa forma aquilo era verdade – Eu tava******porque ela não me deu um recado, sabe da francesa? Ela ligou desmarcando, mas a Ámbar... A Ámbar não me avisou, aí eu fui tirar satisfação! Ela não voltou pra balada? – Simón perguntou contente por ter respostas tão rápidas. Gastón arqueou a sobrancelha.

- Nem, acho que não... – Pedro disse. – Vou subir pro meu quarto, infelizmente não é hoje que******uma festinha lá... Mas aquela ruiva vai se ver comigo amanhã, ah vai! – Disse e os amigos gargalharam. – Beijos nas bundinhas sexys de vocês! – Pedro disse com a voz afetada, fazendo Simón rir ainda mais.

- Sua bicha! – Perida disse rindo.

- Eu sei que você me ama! – Pedro respondeu e subiu as escadas.

- Fugiu direitinho meu caro Simón, passou quanto tempo bolando essa resposta? – Gastón sacaneou e Simón deu o dedo.

- Trinta segundos. Eu sou foda!

- Quem vê pensa... – Gastón riu – Agora me conta, o que houve lá fora?

Simón olhou para a escada, e voltou o olhar pra Gastón. Não sabia o que Ámbar estava fazendo lá em cima, se estava se escondendo ou coisa do tipo. Mas queria ir lá saber, queria continuar o que tinham parado e conversar com Perida não era muito promissor.

- Erm... Depois eu te conto, vou tomar um banho... To com dor de cabeça! – Simón desconversou indo em direção a escada e Perida franziu a testa.

- Simón...

- O que é?

- O que você tava fazendo?

- Eu tava aqui deitado, já falei! – Simón rolou os olhos impaciente.

- Porque sua camisa está abotoada de forma estranha? - Gastón perguntou e Simón engoliu seco – Melhor! Bela marca no seu pescoço, campeão... – Perida gargalhou e Simón arregalou os olhos.

- Arrumei companhia na saída... – Respondeu tentando parecer despreocupado – Tô subindo!


Simón subiu as escadas rapidamente – dois degraus por vez – E foi praticamente correndo para o fim do corredor, em direção ao quarto de Ámbar. Passou a mão nos cabelos e sentiu-se um idiota por estar se arrumando antes de encontrá-la: não tinha a menor noção do poder que essa garota exercia sobre ele.

- Dude, vem aqui! – Pedro apareceu no fim do corredor e Simón bufou. Aquilo não estava acontecendo.

- O que é, Pedro? – Perguntou impaciente e Simón fez careta.

- Que mau humor! Vem aqui, deixa eu te mostrar uma parada aqui no pc!

- Eu não tô com tempo agora! – Respondeu rolando os olhos.

- Vem logo,********! – Pedro reclamou e Simón rolou os olhos, seguindo-o. Nunca tinha odiado tanto seu amigo como naquele momento.


Ámbar desencostou da porta xingando Pedro mentalmente. Tinha escutado toda a conversa, mas não poderia fazer nada. Já tinha colocado sua camisola e estava morrendo de sede. Sua respiração falhava só de lembrar das coisas que haviam acontecido naquela noite. Chacoalhou a cabeça para espantar os pensamentos que faziam com que saísse de si e abriu a porta, indo em direção à cozinha. A luz estava acesa, e ela não lembrava de ter visto isso. Aliás, não lembrava de ter visto nada naquela casa. Hesitou em olhar para trás e ver se tinha algum estrago mais sério na sala de sua tia, e entrou para beber alguma coisa. Foi quando deu de cara com Gastón, que preparava um sanduíche.

- Gastón! – Exclamou um pouco surpresa. Como era idiota, tinha esquecido que Perida também tinha chegado. O garoto nada disse, apenas desatou a rir compulsivamente. – Você bebeu, amigo?

- Ah... ah... Isso é muito bom! – Perida disse e Ámbar arqueou a sobrancelha, e depois estremeceu. Havia algo de bem estranho ali.

- Oh céus, ele enlouqueceu de vez! – Rolou os olhos teatralmente e fingiu indiferença, indo até a geladeira – O que aconteceu, seu doido?

- Comigo nada. – Perida respondeu aproximando-se – Com você e o Simón eu já não sei. – Disse maliciosamente e a garota bateu a cabeça no teto da geladeira, assustada.

- Porra! – Reclamou segurando a cabeça, enquanto Gastón ria ainda mais. – Você tá maluco, só pode!

- Confessa, Ámbar! Primeiro eu chego aqui e vejo o Simón enterrado em almofadas, o que é bem suspeito – Gastón riu e Ámbar segurou o riso – Depois, percebo que meu querido amigo está com a camisa muito mal abotoada e com marcas suspeitas no pescoço. Agora você tá aqui. Legal né? – Perida riu.

- Não significa nada, amorzinho. Se o Simón andou de pegação por aí eu não sei, porque não sei se você reparou, mas eu estou de camisola, eu estava dormindo! – Ámbar respondeu com um tom quase óbvio. Adorava suas veias artísticas, quase ninguém desconfiava quando mentia. Quase ninguém. 

- Engraçado, porque até onde eu sei, vocês saíram juntos da balada... Agora estão os dois aqui... Bem estranho. – Gastón sorriu pervertido e Ámbar abriu a boca, mas não emitiu som algum. Então Simón entrou na cozinha, para completar a felicidade de Gastón.

- Ámbar, você tá aqui! –Simón disse com olhar de espanto e Gastón riu novamente.

- Claro que estou, seu idiota! – Ámbar respondeu rapidamente e Simón franziu a testa – Agora vocês dois me dêem licença, porque estão estragando meu sono de beleza!

- Tem certeza que você vai dormir? – Gastón disse e Simón respirou fundo, vendo Ámbar se virar e andar em direção à Perida. Colocou uma mão de cada lado do corpo de Gastón, prendendo-o ali, e viu o amigo arregalar os olhos.

- Por quê, está pensando em me visitar à noite? – Disse com um sorrisinho malicioso e Perida não conseguia responder nada, fazendo-a rir. – Foi o que eu pensei. Se mudar de idéia, a porta está aberta, sexy... – Concluiu e passou ao lado de Simón, que estava boquiaberto.


- Mas que garoto idiota, será que eu precisava desenhar pra ele entender que a minha porta ia ficar aberta? ABERTA!

Ámbar murmurava rolando na cama. Eram quase cinco da manhã e ela não conseguira pregar o olho. Tinha escutado as vozes de seu irmão chegando – bêbado, por sinal – de Luna e Delfi, mas nada de Simón virar homem e entrar naquele quarto. Depois de xingá-lo de todos os palavrões e em todos os idiomas que ela tinha conhecimento, virou para o lado e começou a se esforçar para dormir. Demoraram mais quarenta e cinco minutos, mas muito contra sua própria vontade, o sono a venceu.


- Ámbar... Acorda.

Ouviu a voz de Matteo e achou aquilo bem estranho, então abriu os olhos devagar.

- O que foi, Matt? – Disse e ele riu.

- Não me chama de Matt, é estranho... – Disse baixo – Já tá tarde, é pra você levantar.

- Quem disse?

- Eu. – Matteo respondeu e a garota riu. – Chata. Foi a Luna quem pediu.

- Hm. - Ámbar murmurou, ainda meio lerda aquela hora da manhã – Ei! A Luna te pediu algo e você tá obedecendo? – Disse subitamente acordando e viu o irmão ficar extremamente vermelho.

- Só estou fazendo um favor e...

- Pra Anahí? Ah, conta outra! – Ámbar riu – O que aconteceu?

- Não aconteceu nada... É que ela... Me ajudou ontem. – Matteo disse tímido e Ámbar já estava sentada, interessada. – Eu bebi demais, ela me ajudou.

- Meu Deus, viraram esse mundo de ponta cabeça e esqueceram de me avisar! – Sacaneou e Matteo deu o dedo, fazendo-a rir ainda mais. – Tá, desculpa chuchu! E porque ela não veio me acordar?

- Porque ela e as meninas foram pra praia, vão te esperar lá... Acho que a Mai tá no quarto, ela amanheceu de ressaca – Matteo disse rindo e Pedro apareceu na porta.

- Matteo, anda logo! – Ele gritou – Oi, Ámbar!

- Oi, Pedro!

- Bom, vou nessa! – Matteo disse beijando a testa da irmã – Até mais tarde.

- Até.

Ámbar foi até o banheiro para fazer sua higiene matinal e lembrou do que tinha acontecido na noite anterior. Agora, sóbria, era mais fácil de entender as coisas, e ela mal sabia o que pensar. Sempre disseram que o amor e o ódio são sentimentos muito próximos, mas o caso dela com Simon era surreal. Preferiu não pensar muito nisso e se prender ao fato de que ele estava na praia com os amigos, então poderia respirar normalmente naquela casa. Colocou o biquíni, um short jeans e uma regata por cima e saiu do quarto, para ver o que ocorria com Delfi. Deu alguns passos para frente no corredor e foi puxada para dentro do quarto de Luna. No susto, quase deu um berro, e sentiu uma mão tampar sua boca e a virar de frente.

- Até que enfim! – Simón disse baixo puxando a garota pra si em segundos. Ámbar mal teve tempo de pensar, sentiu um choque percorrer seu corpo quando as línguas se tocaram. Simón parecia aflito para aquilo, pressionava os lábios contra os dela até que conseguiu arrancar um gemido de Ámbar, que bagunçava os cabelos de Simón enquanto arranhava insistentemente a nuca do garoto.

- Simón... – Ámbar tentou interromper o beijo, mas sua voz saía fraca. Seu corpo não correspondia mais à sua razão – Simón! – Disse um pouco mais alto, e ele parou o beijo, encostando a testa na dela e tentando recuperar a respiração.

- Você tá maluco? A Delfi tá aqui! – Ámbar dizia ainda com os olhos fechados, sua voz era baixa.

- E daí? – Ele sorriu malicioso e a garota riu.

- Você não apareceu ontem. – Ámbar ouviu sua própria voz dizer, mesmo contra sua vontade. Não queria que ele ficasse se achando, não queria ter dito aquilo. – Não que eu estivesse esperando. – Consertou e Simón sorriu de lado, acariciando o rosto dela com o polegar e fazendo-a abrir os olhos.

- Desculpe, o seu irmão chegou bêbado e gritando pelo corredor, a Luna pediu ajuda... Depois já eram quase seis, você devia estar dormindo.

- Estava mesmo. – Mentiu. – Pensei que você estava na praia.

- Supostamente eu estou. – Simón riu alto e Ámbar riu junto, sem entender – Eu fui antes que eles, fique esperando na outra esquina... Quando eles saíram, eu voltei... – Simón eu uma piscadinha sexy e a garota riu.

- Voltou por quê? – Ámbar provocou passando a ponta do nariz no pescoço de Simón, que estremeceu.

- Não sei... – Ele respondeu baixo – Talvez você possa me explicar porque eu voltei... – Ele riu baixo e fechou os olhos, sentindo os beijos que ganhava no pescoço.

Ámbar sorriu e desenhou a boca de Simón com a língua, enquanto mordia de leve o lábio inferior do garoto. Qualquer garota que fizesse isso nele não conseguiria surtir um efeito tão rápido quando aquela. Ámbar parecia saber disso, quando sentiu novamente o beijo que a fazia ter sensações estranhas. As coisas aconteciam rapidamente ali – Quando deu por si, já estava com as pernas na cintura de Simón, que caminhava até a cama mais próxima. Jogaram-se ali, sem fôlego algum, enquanto Simón puxava a regata que Ámbar vestia para cima.

- Hey... Devagar, cowboy! – Ámbar disse rapidamente e Simón riu, derrotado, jogando-se ao lado dela na cama. Ela riu, tentando respirar.

-********... – Simón murmurou e a garota o olhou com a visão periférica – Você pode me explicar o que é isso?

- Isso o que? – Arqueou uma sobrancelha e fitou o teto branco do quarto. Simón riu.

- Você me tira do sério. – Simón disse e a garota sorriu – Porque eu não consigo me controlar?

- Porque eu sou a coisa mais sexy que você já viu na vida! – Ámbar respondeu gargalhando e Simón fez o mesmo, apoiando o cotovelo na cama e a olhando nos olhos.

- Tá se achando, docinho! – Ele riu.

- Eu não me acho, eu sou! – Ámbar respondeu rapidamente e os dois riram – Hum, acho que ando convivendo demais com você, eu não era assim tão pretenciosa!

- Shhh, menos conversa e mais ação, por favor! – Simón riu malicioso e Ámbar abriu a boca, fingindo indignação.

- Quem disse que eu quero, docinho?

- Se você não quer você vai me parar... – Simón sorriu vitorioso a beijando rapidamente e mexendo em seu cabelo e barriga. Ámbar ainda tentara, por pura birra, fingir que não, esmurrando-o no peito, mas em alguns segundos sentiu seus pulsos cederem, assim como o resto de seu corpo. Estava embriagada pelo cheiro, pelo gosto dele. E tudo o que conseguia pensar era como tinha sido estúpida o suficiente de não ter provado aquilo antes.

- Ámbar, você tá aí? – Ouviu a voz de Delfina do lado de fora e partiu o beijo, desesperada.

- E agora? – Perguntou com os olhos arregalados e Simón bufou.

- Vou pra varanda. Dá um jeito de tirar ela daqui. – Ele disse dando um selinho longo na menina, que transformou-se em um beijo rápido – Droga, melhor parar por aqui! – Disse contra vontade e correu para a varanda.

Ámbar se arrumou rapidamente em frente ao espelho e abriu a porta, inventando qualquer desculpa para estar trancada no quarto de Luna aquela hora da manhã. E Delfi acreditou.


Os dias se passaram seguindo aquele ritmo: Simón fingia ir pra praia mais cedo, Ámbar chegava sempre mais tarde, os dois se pegavam pelos quartos, banheiros e demais aposentos da casa. Na rua, sempre havia uma boa desculpa para uma fuga rápida, e a noite, Simón sempre ia parar no quarto de Ámbar, inevitavelmente. Às vezes os amigos desconfiavam de algo, mas sempre davam um jeito de disfarçar. Nenhum dos dois se permitia parar para pensar porque estavam agindo daquela forma: Pensar era perder tempo, agir era muito mais divertido.

- Ai caramba, a Nina ainda vai acabar descobrindo isso! – Ámbar reclamou assim que chegou no quarto de Simón, de madrugada. – Ela está mais do que desconfiada!

- Eu reparei... – Simón disse chegando mais perto – Alguém te viu entrar aqui?

- Acho que não... – Ámbar respondeu rápida e Simón sorriu.

- Então vem cá... –disse a puxando pela mão e Ámbar sorriu junto – Esquece que eles estão lá fora... – Disse beijando o pescoço da menina, que já fechava os olhos – A partir de agora você é só minha, docinho... – ele sorriu pervertido e a beijou, fazendo a garota rir.

Depois de alguns amassos, nada muito além disso, Ámbar deitou-se na cama ao lado de Simón e ele a viu fechar os olhos, lutando contra o sono. Sorriu e a puxou para mais perto, abraçando-a.

- Pode dormir se quiser... – Ele disse baixo e Ámbar sorriu.

- Eu não posso, eu tenho que ir pro meu quarto daqui a pouco. – Ela respondeu sentindo-se incrivelmente confortável ali.

- Tudo bem, eu acordo você quando amanhecer. – Simón disse e deu um beijo na testa da garota, que sorriu, mas não respondeu nada.


- Dude, sua mãe te ligou, você deixou a porcaria do celular no meu quarto e... PUT.A QUE******!

Pedro deu um berro ao entrar no quarto. Olhou Ámbar e Simón que pularam com o grito, e em dois segundos Álvarez estava trancando a porta.

- MAS QUE*******É ESSA? – Pedro continuava berrando, e Ámbar deu um pulo na direção do garoto, tampando a boca dele.

- Pedro, meu amor, pára de gritar! – Ela dizia baixo, mas sua voz estava trêmula – Você disse que ia me acordar! – Reclamou um pouco mais alto, ainda tampando a boca de Pedro.

- Eu acabei dormindo! – Simón alisou o cabelo, impaciente.

- Eu sabia que não tinha que ter vindo e...

- Hum! Hum! – Pedro murmurou com a boca tampada e Ámbar quase riu, ainda nervosa.

- Se você gritar eu enfio aquele vaso na tua cabeça. Você me conhece. – Respondeu séria e o garoto assentiu.

- MAS QUE... – Ele ia falando alto, quando percebeu o que fizera – Mas... Como? Vocês estão? Como assim?

- Não é nada disso que você está pensando, Pedro... A gente não tava transando, eu só dormi aqui – Ámbar respondeu rapidamente e Pedro caiu na cadeira atrás dele, boquiaberto.

- Mas vocês estão... ficando?

Simón encarou Ámbar, que deu de ombros. Já não podiam mais esconder aquilo, não de Pedro.

- Estamos. – Simón respondeu e o queixo do amigo quase abriu uma cratera no chão, fazendo com que Simón gargalhasse – Mas ninguém sabe! Aliás, você também não sabe de nada! Você não viu nada, tá me entendendo dude?

- Mas eu preciso dizer isso pra alguém, Ámbar Smith Balsano e Simón Álvarez! Ai meu Deus! – Pedro repetia e Ámbar riu.

- Se você manter esse segredo, eu arrumo o telefone daquelas cheerleaders amigas minhas que você tinha pedido.

- A Carolina e a Tamara? – Simón viu os olhos de Pedro brilharem ao dizer os nomes e segurou o riso. Ámbar era realmente boa naquilo.

- Sim, e da Ada também, se você quiser. Ela te achou um gatinho, sabia? – Ámbar arqueou uma sobrancelha e Pedro estendeu a mão.

- Fechado. Passa os telefones! – Ele disse e Simón gargalhou, aliviado.


- Nunca pensei que fosse dizer isso, mas as coisas ficaram um pouco mais fáceis com o Pedro sabendo de... De nós! – Ámbar sorriu tímida brincando com a areia. Eram quase meia noite e ela e Simón  estavam numa praia mais distante, só os dois.

- O Pedro pode ser útil quando está interessado... – Simón riu, segurando uma das mãos de Ámbar. – Ámbar, deixa eu te perguntar uma coisa?

- Claro! – Ela sorriu, vendo as bochechas de Simón ganharem um tom levemente avermelhado.

- Eu estava falando com o Pedro hoje, sobre... É sobre o que nós temos, somos, sei lá... E eu... Não soube o que dizer. – Simón disse e Ámbar olhou em seus olhos – Não que eu precise saber, mas garotas geralmente sabem. – Ele riu.

- Tenho pensado nisso ultimamente – Ámbar sorriu – Acho que posso nos classificar como amigos com benefícios?

- Que? – Simón riu.

- Nunca viu One Tree Hill, cabeçudo? – Ámbar deu um pedala no garoto, que riu mais ainda.

- Desculpa se eu não sou viciado em seriados. – Ele disse com a voz afetada e a garota mordeu sua bochecha. – Explique-se.

- Bom, nós somos amigos... Nos damos bem, apesar de ninguém saber disso. Mas temos o benefício de ficarmos também, entende?

- Isso é o novo jeito de dizer que temos uma amizade colorida?- Simón gargalhou da cara de desdém que Ámbar fez. 

- Se você tiver oitenta anos, vovô! – Ela disse rindo e Simón suspirou, derrotado.

- Porque você tem que ser tão chatinha?

- Pra agüentar você.

- Outch! – Simón fez careta para a resposta, e Ámbar gargalhou. – Retire o que disse!

- Não.

- É melhor retirar...

- Não vou retirar. – Ámbar sorriu maliciosa e Simón arqueou uma sobrancelha.

- Você sabe correr?

- Ah não, Simón! – Ela arregalou os olhos – Você não vai... 

- Dois segundos de vantagem. – Ele disse a garota ficou de pé, gargalhando. – Um, dois.

Ámbar deu um grito e Simón saiu pela praia atrás dela, rindo alto, enquanto ela tentava, em vão, correr na areia fofa. Em questão de segundos, Simón a pegou pela cintura enquanto a garota ainda se debatia.

- Por favor, não faz isso! – Ela pedia com a voz chorosa e ele riu.

- Agora você pede por favor, né? – Disse entrando na água e indo mais para o fundo. Ámbar prendeu as pernas ao redor da cintura dele, tentando evitar contato com a água, fazendo-o rir ainda mais – Você tá me escalando?

- Eu vou te matar Simón, essa água tá um gelo!

- Tarde demais, docinho!

Simón a derrubou na água e desatou a rir, e quando Ámbar saiu para a superfície, sorriu malicioso.

- Eu mandei você retirar o que disse...

- Já disse que te odeio hoje? – Ela respondeu séria, apertando as mãos contra os braços descobertos – Eu te odeio , Simón Álvarez.

- Você fica sexy nervosa.

- Cala a boca.

- Eu posso te esquentar, se você quiser... – Sorriu malicioso. 

- Você é um idiota! – Ámbar disse quase rindo. 

- Uh, isso foi um quase sorriso? – Simón disse segurando o rosto de Ámbar com as duas mãos – Estamos melhorando aqui. 

- Você que pensa. – Respondeu firme, vendo-o aproximar o rosto do seu – Eu vou te morder. 

- Eu gosto de mordidas. – Simón gargalhou. 

- Não vai gostar dessa, amiguinho. – Ámbar disse e quando Simón aproximou a boca da sua, mordeu o ar, quando ele se afastou. – Viu?

- Você mordendo o ar? Vi! – Simón gargalhou e Ámbar bufou, saindo da frente de Simón e indo para a areia.

- Volta aqui Ámbar, eu tava brincando! – Simón disse apreensivo e Ámbar parou de andar, de costas pra ele. Ela suspirou ruidosamente e virou de frente.

- É melhor você honrar o que tem dentro das suas calças, Álvarez. – Disse aproximando o rosto do dele – Porque se continuar me provocando assim, um dia você vai ficar sem! – Ela disse quase rindo, e quando percebeu que Simón ia falar, o calou o com indicador. – E ouça bem o que eu vou dizer, porque provavelmente será a última vez que você vai ouvir: Você acabou de se tornar a pessoa mais sexy que eu já conheci, porque só você consegue me fazer ir do ódio ao... – Ámbar parou e respirou fundo.

- Amor? – Simón completou, segurando-a pela cintura.

- Menos do que isso.

- Tesão?

- Mais do que isso. – Ela riu, mordendo o próprio lábio. – Eu não vou conseguir explicar, mas eu posso te mostrar... – Disse baixo e ficou na ponta dos pés, encostando os lábios nos dele e o beijou, enquanto Simón a fazia prender as pernas em sua cintura e passeava com os dedos gelados por suas costas descobertas pelo vestido. – Você... Você... Conseguiu entender?

- Eu sou burro, vou precisar de mais algumas explicações!

Simón sorriu maroto e a garota gargalhou, fechando os olhos e sentindo-o aproximar novamente. Não precisavam de explicações. Há certas coisas que não se deve explicar, apenas sentir.


Notas Finais


Gostaram? Odiaram? Comentem! ❤❤
Beijos doces chuchus e docinhos kkkkkk
Até mais e mil corações
❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤...
E fui...


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