História Summertime - Simbar - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Delfina, Gaston, Luna Valente, Matteo, Nina, Pedro, Personagens Originais, Ramiro, Sharon, Simón, Yam
Tags Âmbar, Delfi, Gastina, Gaston, Luna, Lutteo, Matteo, Nina, Pedro, Pelfi, Simbar, Simon, Sou Luna, Soy Luna
Exibições 109
Palavras 6.911
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiii gente, aqui é a Dika.
Espero que gostem... Vamos ler?

Capítulo 9 - Nine


- Amigos com benefícios? – Pedro riu – Isso não colaria se eu usasse com uma garota, mas com a Ámbar dizendo, aposto que ficou bem fácil de acreditar...
- Tudo o que ela diz fica muito fácil de acreditar – Simón dizia olhando para a piscina, vendo Ámbar conversando com o irmão – Eu não sei o que acontece.
- Acontece que você tá virando um gay, você tá gostando dela! – Pedro gargalhou um pouco alto e Simón fez careta.
- Eu não to gostando de ninguém, fica na sua.
- É claro que está, e é da Ámbar! – Gastón chegou e Pedro não conseguiu conter o espanto em seu rosto. Simón sorriu amarelo.
- Se mata, Gastón. – Simón respondeu sem graça e quando Gastón ia abrir a boca pra falar, Delfi veio correndo até eles.
- Meninos, prestem atenção: Sábado nós vamos dar uma festa na mansão! O Poncho concordou por vocês, só um detalhe... – Ela riu.
- Concordou por nós? – Gastón fingiu indignação – Tudo bem, pra festa eu deixo! – Ele riu.
- Vamos chamar o pessoal aqui da região e fazer uma festa inesquecível! Muita bebida, gatinhos – Delfi parou no meio da frase e se corrigiu – Francesas também, né Simón?
Simón tossiu e Pedro segurou o riso.
- Adoro francesas. – Disse ainda abalado e Gastón desatou a rir.
- Eita, o que deu nele? – Delfi franziu a testa sem entender.
- Nada, ele é retardado! – Álvarez disse rapidamente – Vou pra água.
Simón se jogou na água e mergulhou até o outro lado da piscina. Voltou à superfície apoiando as mãos na borda, quando percebeu que aquilo não era borda alguma. Chacoalhou a cabeça e passou uma das mãos nos olhos, para enxergar melhor. Estava com as mãos apoiadas nas coxas de Ámbar. Matteo encarava abismado e Simón ficou sem reação. Ámbar sorriu discretamente e bateu um pé na água, dando um caldo em Simón.
- Álvarez! Tá maluco? Tira a mão daí, seu idiota! – Berrou enquanto Simón tentava limpar os olhos com cloro. – Ai meu deus, machuquei você? – Disse ainda alto e de repente todos da piscina pararam pra olhar.
- Eu não acredito que eu ouvi isso! – Matteo repetiu boquiaberto e Pedro encarou Ámbar, apreensivo.
- Ah, mas se tiver machucado, fo.da-se também! Ninguém mandou por a mão onde não devia! – Repetiu alto e Álvarez a encarou, sem dizer nada. – Vou pegar algo pra beber.
Ámbar disse por fim e passou ao lado de Pedro, fazendo sinal com a cabeça pra que ele a acompanhasse.
- Vou ao banheiro! – Pedro disse alto e entrou na casa logo em seguida. – Se controla, a Ámbar que a gente conhece não ficaria preocupada em ferir o Simón  que a gente conhece! – Ele disse rolando os olhos e a garota assentiu.
- Eu sei, não sei o que houve comigo! – Disse sincera – Faz o Simón entrar pra eu ver o olho dele!
- Só foi um pouco de cloro, Ámbar... – Pedro riu e parou – Ops! Já entendi o que você quer ver! – Pedro gargalhou e Ámbar mostrou o dedo, mas também ria. – Tô indo!
- Hey, Suede!
- O que foi?
- Obrigada. Você é um fofo. – Disse sincera e ele sorriu.
- Não tem de quê.
Pedro foi em direção a piscina e viu Simón deitado numa cadeira ao lado de Delfi. Fez uma careta estranha, mas seguiu mesmo assim.
- Simón, você precisa lavar teu olho... – Disse rapidamente e Simón arqueou a sobrancelha.
- Eu to bem Pedro.
- Não tá não, vai arder, você tem que lavar seu olho.- Pedro disse impaciente e Delfi riu.
- Que bonitinho. Preocupado com o amigo, own. – Disse olhando para o nada e os olhos de Pedro arregalaram.
- Tá falando comigo?
- Não, com as minhas unhas... – Delfi rolou os olhos teatralmente e riu. – Simón, vai lavar logo seu olho antes que o Pedro faça isso por você.
- É, meu olho! – Simón um tapa na testa entendendo a mensagem e entrando em casa. – Ámbar? – Sussurrou entrando na cozinha, sem ver ninguém.
- Aqui. – Ouviu a voz da garota vindo do banheiro e sorriu. – Ah, desculpe, você está bem? – Ela disse preocupada e Simón riu.
- Foi só um pouco de cloro, Ámbar. Não é como se eu fosse ficar cego ou coisa do tipo. Mas já que você está preocupada... Eu deixo você cuidar de mim. – Álvarez sorriu maroto e a garota riu.
- Não estou mais preocupada, você está bem, vou pra piscina.
- Ai, ai meu olho! Ai meu Deus, vou ficar cego! – Simón disse segurando o olho e Ámbar virou de frente, arqueando uma sobrancelha. – Cuida de mim? – Perguntou com a carinha fofa e ela não resistiu, riu baixo e passou as mãos ao redor do pescoço de Simón, roçando o nariz no dele.
- Você não presta.
- E você adora.
- De certa forma... – Ela sorriu e Simón gargalhou, antes de beijá-la.

- Ok, nós temos dois dias pra fazer essa festa bombar, por onde começamos? – Amanda perguntou em frente ao notebook e Ámbar entrou correndo no quarto.
- Achei vocês! – Ela sorriu.
- Aonde você tava, louca? Procurei-te pela casa toda! – Luna disse e Ámbar sorriu amarelo.
- Tava conversando lá fora... Mas okay, foco não é meninas? Temos uma festa pra organizar! – Disse e Nina fez careta, mas obedeceu. Não adiantaria perguntar.
Aos poucos as idéias foram surgindo, tanto para a decoração, quanto para o buffet e não foi muito complicado encontrar um Dj. Os garotos não fizeram muita coisa, o que já era de se esperar, mas as meninas também não reclamaram. Organizar festas era um dos hobbies favoritos de Ámbar, Nina, Luna e Delfi.
- Tivemos sorte de achar uma gráfica que imprime os convites pra gente hoje, não? Precisamos entregar isso para pessoas bonitas o quanto antes! – Luna disse rindo e as meninas concordaram.
- Certo, então vamos chamar os meninos pra agilizar o processo! – Nina disse – É claro que temos que supervisionar tudo o que eles fizerem.
- Ei, eu ouvi isso! – Matteo exclamou e as quatro riram.
- Era pra ouvir mesmo, Matteo! – Nina completou – Precisamos buscar os convites na gráfica, comprar as coisas da decoração, comprar as bebidas e coisinhas pra comer e fechar com o Dj. Estamos em oito, vamos em quatro duplas. – Ela olhou ao redor da sala – A Ámbar tem que falar com o Dj, porque foi ela quem fechou com ele pelo telefone, a Delfi entende melhor de decoração, eu entendo bem de bebidas, então a Luna pega os convites.
- Tá, mas eu posso fazer isso sozinha, não preciso que ninguém venha comigo e... – Luna ia dizendo quando Ámbar interrompeu.
- Todo mundo tem que participar, fica na sua Anahí! – Ela disse e a amiga fez careta.
- Isso, a Ámbar tá certa! – Nina sorriu de um jeito estranho, que Ámbar não conseguiu decifrar – Simón, você vem comigo? Perguntou olhando especificamente para Ámbar, que deixou o queixo cair levemente. Não precisava de mais nada, aquilo era melhor do que se Ámbar formalmente tivesse dito alguma coisa.
- Eu? Comprar as bebidas? – Simón fez careta.
- É, vamos? – Nina sorriu e Rodrigo arqueou uma sobrancelha.
- Tudo bem. – Simón disse baixo e desanimado.
- Eu vou com a Ámbar. – Perida disse e Ámbar ainda estava abalada com o surto da amiga. Então ela realmente sabia, o tempo todo. Deu de ombros ao ver que Rodrigo se aproximava.
- Eu não entendo nada de decoração, posso ir com você pra gráfica Luna? – Matteo perguntou com as bochechas vermelhas e a garota sorriu.
- Claro.
- Como é? – Pedro disse alto e Ámbar riu. – Ah esquece, eu desisto de entender vocês. vamos Delfi, vamos decorar as coisas... – Ele disse engraçadamente e todos da sala riram, antes de irem para seus afazeres.

- Álvarez, terra chamando, por favor! – Nina disse pela quinta vez, já estava rindo da cara de nada com que Simón encarava as prateleiras lotadas de bebidas diferentes.
- Desculpa, tava viajando...
- Aonde, exatamente? – Ela perguntou pegando algumas garrafas de vodka.
- Como assim? – Simón franziu a testa e a garota gargalhou.
- Bom dia Simón, como vai? – Ela disse e ele riu alto – Perguntei no que você tava pensando.
- Em nada, só tô com sono... – Simón desconversou e Nina segurou o riso.
- E aquela francesa, Álvarez? Ainda está com ela? – Perguntou aleatoriamente e Simón mordeu o lábio.
- De vez em quando. – Disse rindo. Nina era estranha, estava começando a ter medo dela – Por quê?
- Por nada. Acho que ela te faz feliz. – Amandinha sorriu de um jeito encantador e Simón sorriu junto. – Você está diferente sabe? Ela anda te fazendo bem, quem quer que seja... Aliás, ela vem pra festa?
- Não sei, eu vou chamar.
- Isso! Chama mesmo, eu quero conhecê-la! Acho que vou gostar dela!
- Provavelmente... – Smón riu. Então Amandinha tacou um engradado de cervejas no carrinho e bufou.
-**** Simón, quando você vai deixar escapar que a francesa na verdade é inglesa e se chama Ámbar Smith? – Ela quase berrou e Simón arregalou os olhos, completamente assustado.
- Que?
- Isso mesmo, vocês pensam que eu não sei, mas eu sei de tudo! Vocês estão ficando, não estão? E outra coisa, o Pedro sabe, o Perida desconfia e...
- Nina, respira! – Simón estendeu as mãos e a garota parou. – Eu não sei do que você está falando.
- Sabe sim Simón! Até quando vocês vão esconder isso?
- Nina eu não...
- Ah, cala a boca Simón! Se for pra ficar mentindo, não precisa nem falar... Pega mais dois engradados disso e me encontra na seção de frios!
- Nina, volta aqui!
- Ah, e outra coisa... – A garota voltou e aproximou-se de Álvarez – Não que ela mereça, porque não devia esconder isso de mim... Mas se você magoar a minha amiga, você vai se ver comigo, Álvarez!

- Ámbar, se você continuar falando francês com esse cara eu te peço em casamento em dois minutos! – Gastón sussurrou e Ámbar segurou o riso, enquanto assinava um contrato com o Dj.
- Você é um idiota, Gastón Perida. – Ela riu - Merci, jusqu`à demain.
- O que você falou pra ele?
- Que ele é uma delícia e que eu quero ir pra cama com ele essa noite. – Ámbar gargalhou. – Eu só agradeci, seu retardado!
- Ah sim, acho bom mesmo! Até porque eu conheço alguém que não ia gostar nada de saber que você anda de gracinha pro lado do Dj... – Gastón disse e assoviou, olhando para o teto. Ámbar chacoalhou a cabeça e riu.
- Você nunca vai desistir.
- Nunca.
- Hum, tá calor, quero um sorvete! – Ámbar riu e Gastón rolou os olhos.
- Não adianta fugir, eu sei exatamente o que está acontecendo... – Gastón disse indo em direção ao vendedor de sorvetes – Vai querer o que?
- Flocos. – Ámbar sorriu – E eu sei que você sabe.
- Um de flocos e um de chocolate, por favor. – Gastón disse distraído – É claro que eu sei e... Espera o que você acabou de dizer? – Ele arregalou os olhos e a garota riu.
- Que eu sei que você sabe, ué! – Ámbar disse pegando o sorvete e andando até um banquinho.
- E você acabou de assumir isso!
- Exatamente. Pronto, Gastón, agora você oficialmente sabe. Está feliz? – Ela gargalhou e Perida fez careta.
- Claro que não! Agora vem a melhor parte... A parte que você me explica COMO ESSA LOUCURA VEIO A ACONTECER! – Gastón berrou e Ámbar desatou a rir, lambendo o sorvete.
- Credo, você e o Pedro são muito dramáticos...
Disse e começou a contar a história, que ela mesma mal sabia explicar, sob o olhar atento e as perguntas constantes de Gastón, que parecia não acreditar no que estava ouvindo. De fato, imaginar Simón e Ámbar juntos não era a coisa mais fácil do mundo para ninguém.

- Hey Simón! – Gastón entrou no quarto de Simón, que procurava uma camiseta no armário.
- Hey! Fecharam com o Dj? – Simón perguntou despreocupado, vestindo uma camiseta verde.
- Fechamos. Cara, agora entendo o porque do francesa... A Ámbar realmente fica muito sexy imitando uma. – Rodrigo disse rindo e Simón arqueou uma sobrancelha, virando-se de frente. – Eu já sei de tudo.
- Ah, tá bom então... – Simón riu.
- Não tá acreditando? Eu posso ser mais claro se você quiser, meu caro Álvarez! – Perida arqueou uma sobrancelha de um jeito desafiador e riu – Vocês ficaram pela primeira vez naquele dia da boate. Ela te pediu motivos pra alguma coisa que eu não lembro... Depois continuaram ficando escondidos pelos cantos da casa, com desculpas esfarrapadas para nós e... – Gastón parou e gargalhou da cara de espanto de Simón – Eu disse que sabia.
- Ela te contou isso? – Simón franziu a testa e Perida balançou a cabeça afirmativamente – Eu achei que não podia dizer pra Amanda, ela quase me matou hoje a tarde... – Simón riu – Mas tudo bem, deixa quieto.
- Simón, eu nunca imaginei um negócio desses!
- Eu menos ainda. – Álvarez riu – Aliás, tem hora que eu ainda nem acredito!
- Seu gay! – Gastón gargalhou – Ela gosta de você. – Perida disse sorrindo e Simón virou de frente, paralisando.
- O que você disse? O que ela disse?
- Ela não disse com todas as palavras, mas eu conheço a Ámbar... O jeito que ela fala de você é estranho, tenho certeza que ela gosta de você!
Gastón disse e Simón respirou fundo. Sentiu seus lábios se curvarem num sorriso tímido, mas ainda assim estava descrente na informação. Ámbar Smith gostando de alguém? E esse alguém era ele?
- Não acho que seja verdade... – Simón chacoalhou a cabeça e riu – Afinal, somos apenas amigos com benefícios, nada mais.
- É na amizade que se começa, Simón! – Gastón riu – E eu sei que você gosta dela, o que é estranho. Eu nunca vi você tão afim de alguém...
- Ei, nem vem, eu tô normal! – Simón levantou as mãos e Perida gargalhou.
- Esse não é seu normal! Ah, que orgulho, meu garoto cresceu... Em breve vai dispensar as gostosonas pra ficar em casa vendo filmes mela-cueca abraçado com a namorada! – Gastón sacaneou, apertando as bochechas de Álvarez.
- Sai pra lá, Gastón! – Simon o empurrou, segurando o riso – Eu nunca serei esse cara! Parece que não me conhece! Simón Álvarez não é de uma só, e nunca será! – Disse firme e Gastón arqueou a sobrancelha.
- Melhor você se cuidar então, Simón... Porque esse lance com a Dulce vai ficar perigoso. Se você não for o melhor cara pra ela, já sabe das conseqüências...
- Tá me ameaçando?
- Eu não. Mas o Matteo vai ficar bem****– Gastón fez careta – Agora vou nessa, pegador... Tô com fome, e hoje temos que entregar convites por aí, não esquece!
- Não vou esquecer. – Simón disse realmente baixo, e assim que viu o amigo sair do quarto, se jogou pra trás na cama. O que ele estava fazendo? Quem era aquele Simón Álvarez da última semana?

- Nossa você quer matar quem do coração com esse vestidinho vermelho dona Ámbar? – Luna assoviou e a garota riu, tacando uma almofada na amiga.
- Ninguém específico, só tenho que estar bem convincente pra que os franceses aceitem vir pra nossa festa, sabe? – Ámbar respondeu rindo e Delfi concordou.
- Os garotos estão lindos e perfumados, acabei de vir do quarto do Gastón! Sério, isso vai bombar amanhã! – Disse animada e as três riram, indo para o quarto de Amanda.
As garotas desceram as escadas da mansão e Simón sentiu o queixo cair quando olhou para Ámbar. Pedro não pode deixar de rir, ainda que discretamente, enquanto olhava todas aquelas pernas e decotes passeando em sua frente.
- Pra que chamar mais gente, voto em festa particular! – Pedro disse e Ámbar estapeou o garoto, que riu alto.
- Pervertido!
- Vocês que me levam pro mau caminho, tá? – Ele disse com carinha de bebê e as meninas riram – Vou chamar a donzela do Matteo pra gente ir!
- Eu vou pegar uma cerveja! – Simón disse rapidamente e passou entre Delfi e Nina, que não disseram nada.
Aproveitando que as amigas conversavam distraídas, Ámbar caminhou devagar até a cozinha, mas logo percebeu que Luna estava em seu encalço e desanimou. Viu Simón e Gastón conversando e parou do lado de Simón.
- Oi, tentação. – Sussurrou vendo o garoto arrumado com sua camisa branca e seu jeans surrado. Ele riu baixo.
- Que pernas. – Ele murmurou e a garota riu um pouco mais alto.
- Ámbar, acabou a Sprite, serve Fanta Uva? – Luna disse e Ámbar chacoalhou a cabeça, voltando para o foco.
- Pode ser, vai... – Disse sem humor algum.
- Cheguei, vamos nessa? – Matteo disse entrando na cozinha e parou para olhar para Luna e seu vestido azul royal curtinho. Suspirou alto. – Erm, bonito vestido! – Disse desconcertado e Ámbar riu. – Ei, aonde você pensa que vai com esse pedaço de pano?
- Vá a merda, Matteo! – Ela gargalhou.
- Eu vou ter que te proteger no caminho! Mas que diabos, odeio ter uma irmã gostosa! – Ele disse e Simón gargalhou, saindo da cozinha.

Os oito passaram em alguns barzinhos pela orla da Riveira e pararam em uma boate que parecia estar mais badalada. Como estavam andando em um grande grupo, Simón e Ámbar não conseguiram ter nenhuma aproximação. Simón ainda estava confuso devido a conversa que teve com Gastón, não queria ser um daqueles geeks que ficam bobos e apaixonados, queria ser o Simón Álvarez de sempre, que beija quatro garotas numa mesma noite e depois escolhe duas pra levar pra cama. Mas porque diabos todas as garotas daquele lugar não pareciam boas o suficiente comparadas a ela? Viu Ámbar conversando com Delfi e Matteo perto do bar e percebeu os olhares furtivos do barman sobre ela. Talvez ele não fosse o único que achasse ela a criatura mais sexy naquele lugar, e de certa forma aquilo estava se tornando bem irritante. Resolveu ir até lá, porque já estava há mais de oito horas sem tê-la por perto de verdade, e aquilo sim era o que podia ser considerado tortura. Começou a forçar passagem entre algumas pessoas – O local estava realmente lotado – E quando finalmente saiu do outro lado, viu que Matteo e Delfi não estavam ali, apenas Ámbar conversava animadamente com o barman. Ele estava tocando a mão dela com a sua.Simón sentiu um ódio estranho o consumir rapidamente, e respirou fundo.
- Amigos com benefícios, amigos com benefícios. – Repetiu para si mesmo e olhou para o lado, encarando uma morena que realmente tinha lhe chamado atenção – A amizade continua. – Riu, dando um gole gigantesco em seu drink e indo até a garota. O verdadeiro Simón Álvarez estava de volta.

- Ámbar, vamos ao banheiro? – Luna perguntou e a garota sorriu, assentindo – Preciso retocar a maquiagem, estou parecendo uma louca!
- Que louca o que sua perua, você sabe que tá linda! – Ámbar disse e Luna riu, puxando a amiga pela mão.
- Aonde vocês vão? – NIna gritou do lado de Pedro.
- Ao banheiro retocar a maquiagem! – Ámbar respondeu e Amanda sorriu.
- Também vou!
- Tá, onde é o banheiro aqui? – Luna disse perdida e Ámbar gargalhou.
- Você tava me levando sem rumo pela balada?
- Ah, eu ia procurar, né... – Luna olhou pras unhas e Nina riu.
- Eu sei onde é, venham comigo! – Disse puxando a mão de Ámbar, que fez o mesmo com Luna.
Nina andou devagar por entre as pessoas e de repente sentiu que Ámbar não estava mais andando atrás dela. Virou para trás e viu que a amiga mantinha o olhar perdido em algum lugar, e tentou descobrir qual lugar era esse. Viu Simón abraçado com uma morena em um sofá enquanto conversava animadamente com uma loira. Engoliu seco.
- Merda. – Repetiu baixo, e apertou a mão da amiga.
- Ámbar, anda! – Luna disse sem entender e Ámbar chacoalhou a cabeça.
- Amigos com benefícios. – Sussurrou e sentiu os olhos arderem – Vamos para o banheiro.

Ámbar não conseguia fazer a bebida descer pela garganta. Não tinha mais procurado por Simón, e nem queria procurar. Ele era de fato um idiota, isso estava claro. Percebera que Nina tentou falar com ela sobre o assunto diversas vezes, mas sempre tinha alguém inocente demais da história por perto. Chacoalhou a cabeça, sentindo uma sensação estranha e enervante e foi para o meio da pista, sem se preocupar com os amigos que ficavam para trás. Ficou exatamente embaixo do globo de luz e começou a mexer os braços no ritmo da música, jogando o cabelo pra lá e para cá, de olhos fechados. Queria se livrar daquele sentimento ruim, o que quer que fosse aquilo, dançando mais rápido conforme a batida. Sentiu que alguém envolveu sua cintura e abriu os olhos rapidamente, como quem saía de um transe. Piscou os olhos diversas vezes. Era ele mesmo.
- O que diabos você tá fazendo? – Gritou, tanto pela raiva quanto pela música alta. Simón sorriu.
- Não tem ninguém aqui.
- E daí? – Disse, tirando as mãos do garoto da sua cintura – Eu não tô afim.
- Eu só estava dançando... – Ele arqueou a sobrancelha e Ámbar sentiu seu hálito altamente alcoólico bater em seu rosto. Bufou.
- Então dance sozinho. – Respondeu virando de costas e Simón a puxou de volta. Seus corpos colaram involuntariamente, e a garota teve que respirar fundo pra que seus joelhos não cedessem.
- O que eu te fiz? – Álvarez perguntou talvez em um momento mais sóbrio. Ámbar riu sarcástica. Ele realmente era muito cara de pau.
- Você existe. Isso basta. – Respondeu próximo ao ouvido do garoto e saiu, sem olhar para trás.

- Ai caral.ho, apaga a*****dessa luz, merda!
Simón berrou tampando os olhos e tentando esconder a cabeça embaixo do travesseiro. Não ouviu nenhum barulho, só sentiu alguém puxando seu edredon e xingou até a quinta geração daquele ser dos infernos. Coçou os olhos e deu de cara com Gastón.
- O que você quer, Perida? – Disse alto e sentiu a cabeça zunir ao ouvir sua própria voz. Devia lembrar-se de beber menos das próximas vezes.
- Você tá fu.dido. – Gastón respondeu baixo – Falo sério.
Ao ouvir o tom de voz do amigo, ficou rapidamente desesperado. Não lembrava do que tinha feito de tão errado assim, mas certamente coisa boa não era.
- O que eu fiz? – Perguntou mais baixo enquanto segurava a cabeça. Gastón fez careta.
- Você acaba de perder a Ámbar.
- QUE? – Álvarez gritou novamente e quase xingou a si mesmo por isso. O que tinha bebido pra dar tanta dor de cabeça? Álcool Zulu com Tang?
- Cara, ela tá muito p.ta com você. Não que ela tenha me dito... Na verdade ela disse pro Christian.
- Disse o que? – Simón estava subitamente desesperado e achando-se ridículo por aquilo. Mas a situação pedia, como ele podia ter perdido aquela garota?
- Bom, ela te xingou de todos os nomes possíveis depois de ontem... Das três garotas que você pegou na frente dela, e por você ainda achar que poderia ficar com ela depois disso. Sério, man, aquilo foi bem ridículo.
- Eu o que?
Simón não conseguia acreditar. Ainda que lembrasse vagamente de ter ficado com outras garotas, não lembrava ter feito isso na frente de Ámbar e muito menos de tentar ficar com ela depois disso. Lembrava-se apenas dela ter dito algo que o irritou profundamente no meio da pista de dança, e depois disso ele acabou pegando mais uma das amigas da morena com quem tinha ficado antes. Ouviu Gastón explicar o que tinha acontecido, e sentiu-se um perfeito idiota. Ele e sua belíssima capacidade de estragar tudo! Resolveu levantar, tomar um banho e um remédio pra ressaca e tentar resolver o problema com Ámbar. Se é que ela iria o escutar.

Simón foi até a piscina e viu que Delfi, Nina e Pedro conversavam animados sobre alguma coisa na água. Nina o olhou de uma forma matadora assim que o viu, se os olhos de Nina Simonetti tivessem lasers, ele estaria morto naquele momento.
- Cadê todo mundo? – Perguntou olhando especificamente pra Pedro, que fez uma careta de pena.
- Todo mundo tá na praia. – Pedro respondeu de um jeito engraçado, que fez Delfi rir.
- Nem todo mundo, o Matteo foi comprar alguma coisa no mercado... – Disse ingenuamente e Pedro quase riu.
- Verdade, tinha esquecido disso.
- Tá, valeu! – Simón disse correndo até o portão, deixando Mai com cara de nada, mas Nina logo retomou um assunto.
Simón discou para o celular de Ámbar inúmeras vezes, mas sabia que ela não ia atender. Foi até o quiosque que costumavam ficar, e viu que ela não estava lá. Quando ia voltar para casa, viu a bolsa de praia e as coisas de Ámbar em uma mesa. Sabia que ela estava lá, devia e estar nadando ou algo do tipo, então resolveu esperar. Pediu uma água com gás e sentou-se na sombra. Viu ao longe a garota saindo da água junto com um cara, e os dois conversavam animadamente. Forçou o olhar contra o sol e assim que estavam mais perto, pode perceber que ele era o barman da boate. Apertou a garrafa de água com um pouco mais de força do que o normal e respirou fundo, indo até onde os dois estavam.
- Oi. – Disse e Ámbar o encarou, secando o cabelo despreocupadamente.
- Oi, Álvarez. Esse daqui é o Richard. Richard, esse é o Simón. – Ela disse formalmente e o barman, visivelmente mais alto e mais sarado que Álvarez estendeu a mão para cumprimentá-lo, mas Simón não repetiu o gesto. Ámbar bufou.
- Eu vou buscar sua bebida, linda! – Richard disse e Ámbar sorriu.
- Eu vou com você!
- Não, você fica! – Simón segurou o braço da garota, que rolou os olhos – Eu preciso falar com você.
- Mas eu não preciso.
- Você vai me ouvir! – Simon disse ainda segurando o braço de Ámbar, que fez uma careta.
- Esse cara tá te incomodando, Ámbar? – Richard perguntou com a expressão fechada e Ámbar sorriu amarelo. Também não queria que Álvarez morresse, ainda que ele merecesse.
- Está tudo bem, Richard. Te encontro no bar em dois minutos.
- Qualquer coisa me chama. – Ele disse e Simón bufou.
- Não vai ser preciso. – Respondeu, fazendo Ámbar se perguntar o quanto ele prezava pela própria vida.
- Fala logo, Simón. – Dulce disse ao ver Richard se distanciar e Simón soltou seu braço.
- Eu vim aqui falar com você, eu sei que eu aprontei alguma noite passada, mas pelo que eu vejo isso realmente não está te preocupando, não? –Simón riu sarcástico – Acho que você já arrumou mais um amiguinho...
- Do que você está falando, Simón? Eu não posso ir à praia com um amigo, agora? – Ámbar rolou os olhos, estupefata. Garoto abusado, aquele!
- Aposto que essa amizade tem benefícios... – Simón riu debochado e Ámbar segurou os pulsos junto ao corpo para não estragar o rostinho perfeito daquela criatura.
- E se tiver, algum problema? – Respondeu e Simón ia dizer alguma coisa, mas ela continuou – Você tem outras amiguinhas com benefícios também, docinho... Não reclame. – Disse por fim e quando foi sair, Simón a puxou novamente.
- Você está com ciúme?
- Você está?
- Cala a boca! – Os dois disseram juntos, e Ámbar segurou pra não rir – Vou voltar pro meu outro amigo, te vejo mais tarde...
- Ou não. Eu posso estar com minhas outras amigas, docinho.
- Como preferir.

A casa estava completamente lotada, parecia que todas as pessoas – Bonitas, diga-se de passagem – Que tinham sido convidadas para estarem lá, compareceram. A decoração era simples, mas bem colorida, o Dj tocava músicas animadas e a bebida rolava solta, exatamente da maneira que as meninas gostavam. Nunca tinham dado uma festa miada na vida, mas aquela tinha tudo pra ser a melhor dos últimos tempos. Ámbar desceu as escadas devagar, vestindo um jeans escuro, um scarpan vermelho e uma blusa preta que deixava um ombro à mostra. Viu que alguns garotos a encaravam, o que era bom sinal. Procurou uma certa pessoa antes de chegar ao térreo, sentindo-se bem idiota por isso. Mas ele não estragaria essa noite, não essa. Sorriu ao ver o irmão e Delfi mais adiante e correu até onde eles estavam, empolgada.

Depois de vários tipos de bebidas diferentes, as garotas dançavam empolgadas na pista. Ámbar já tinha visto Simón algumas vezes, mas não foi falar com ele. Tinha coisas mais interessantes pra fazer do que se martirizar por um idiota. Percebeu que um garoto realmente bonito estava chegando cada vez mais perto, e sorriu.
- Bela festa! – Ele disse, abrindo um sorriso encantador – Não tão bela quanto você.
Ámbar riu alto.
- Obrigada! Não lembro de ter te entregue o convite pessoalmente, mas vou agradecer a quem fez isso! – Disse encarando o garoto nos olhos, e fazendo-o rir.
- Agradeça aquela sua amiga de vestido rosa, então!
- Nina! Obrigada! – Ela gritou e Nina não entendeu nada, mas riu. – Qual seu nome?
- Peter. E o seu?
- Ámbar.
- Posso te oferecer uma bebida na sua própria festa? – Peter riu e Ámbar fez o mesmo.
- Quantas quiser.

Simón fechou os olhos sentindo os beijos de uma garota em seu pescoço. Deu um longo gole em sua cerveja e abriu os olhos, e seus olhos só ganharam foco nela, que estava nos braços de outro cara. Ela, que estava no meio da pista beijando outro. Num impulso, empurrou a garota da qual não fazia idéia do nome para trás, jogou a garrafa da cerveja na primeira mesa que viu e passou como um furacão no meio da pista. Segurou o braço de Ámbar, que agora ria de alguma besteira que o garoto dizia, e ela virou olhando assustada.
- Vem aqui.
- Simón, eu tô ocupada, não sei se você reparou! – Respondeu rindo, mas ele deu de ombros, puxando-a pro lado de fora – Ei, o que você está fazendo?
- O que você tá fazendo? – Simón disse um pouco mais alto, já do lado de fora, e um casal parou de se beijar, olhando para os dois – Quem é aquele cara?
- Quem? O Peter? – Ámbar riu da cena e Simón respirou fundo. – Só um amigo.
- Você não pode ficar com ele!
- HÁ-HÁ-HÁ! O que aconteceu, Álvarez, pensei que você teria três ou mais garotas pra se preocupar essa noite, então larga do meu pé! – Ámbar respondeu sarcástica e Simón rolou os olhos, rindo debochado.
- Eu tenho. Só não quero que você saia pegando todos os garotos da festa pra me fazer ciúme, porque não vai funcionar, docinho... – Ele riu – Ainda que você não queira assumir o que a gente tem... Ou teve, pra ninguém, temos amigos que sabem, e vai ficar meio feio pra sua imagem...
- Você é ridículo! Talvez nos seus sonhos eu estivesse beijando aquele cara pra te fazer ciúme, não é meu bem? – Ela riu – E em momento algum eu disse que não queria assumir nada pros nossos amigos! Aliás, porque estamos tendo mesmo essa conversa?
- Não sei! – Simón disse alto.
- Você me prometeu que ia ser diferente, mas adivinhe? Já me saiu um perfeito idiota! Novidades pra você, Álvarez: Figurinha repetida não completa o álbum. Volte para suas biscates, porque o Peter está me esperando! Passar bem.

Ámbar respirou fundo e segurou as lágrimas que se formavam. Não iria chorar, aquilo era ridículo. Procurou Peter e inventou qualquer desculpa para ele, que acreditou prontamente. O garoto não demorou muito na festa, teve algum problema que Ámbar não conseguiu prestar atenção. Viu Simón circulando com pelo menos quatro garotas diferentes naquela noite, e tudo o que queria era gritar. O que estava acontecendo com ela? Começou a beber um pouco mais do que o recomendável, enquanto ria com pessoas desconhecidas e tomava uma ou outra bronca das amigas pelo excesso, assistindo algumas partidas de sinuca. Viu que Simón estava sem garota alguma, ao lado de Matteo e os dois conversavam sobre algo que não parecia interessar para Álvarez. Em seguida uma garota ruiva chegou por trás dele e o abraçou. Ele não se movimentou, continuou conversando com seu irmão do mesmo jeito. Ámbar rolou os olhos e pensou em sair dali, quando ouviu a introdução de Hot’n’Cold, da Katy Perry. Sorriu furtivamente e caminhou até a mesa de bilhar, pegando o taco da mão de um garoto e rindo abobalhada.
- Agora que a festa vai começar! – Disse mais para si mesma do que para as outras pessoas.
- Tem uma garota na mesa de bilhar! – A Loira disse e Simón virou de costas, assim como Matteo.
- Ah não! – Matteo murmurou, chacoalhando a cabeça.

Ámbar segurou o taco como um microfone enquanto dançava enlouquecida. Olhou para Simón e começou a cantar junto com a música.

You change your mind, (Você muda de idéia)
Like a girl changes clothes. (Como uma garota muda de roupas)
Yeah you, PMS, (Sim, você tem TPM)
Like a bitch, I would know. (Como uma vadia, eu deveria saber)

And you, over think (Você sempre pensa)
Always speak, Critticaly (Sempre fala, corretamente)
I should know, (Eu deveria saber)
That you’re no good for me. (Que você não era bom para mim)

- Ela não está fazendo isso! – Amanda disse aproximando-se da mesa e Christopher deu dois passos adiante.
Dulce descia e subia cantando empolgada enquanto várias pessoas rodeavam a mesa. Ela havia se tornado a atração principal da noite. Jogou os cabelos e sorriu, continuando a cantar:

Cause you`re hot then you`re cold (Porque você é quente e logo esfria)
You`re yes then you`re no (Você quer e depois não quer)
You`re in and you`re out (Você está dentro, depois está fora)
You`re up and you`re down (Você está feliz, depois está triste)
You`re wrong when it`s right (Você está errado quando está certo)
It’s black and It’s white (É preto e é branco)
We fight, we break up (Nós brigamos, nós terminamos)
We kiss, we make up. (Nós nos beijamos e voltamos)

You, You don’t really want to stay, no (Você realmente não quer ficar, não)
You, but you don’t really want to go, (Você, mas você também não quer ir)
You`re hot then you`re cold (Você é quente e logo esfria)
You`re yes then you`re no (Você quer e depois não quer)
You`re in and you`re out (Você está dentro e depois está fora)
You`re up and you`re down (Você está feliz e depois está triste)

- Faz alguma coisa, Simón! – Gastón disse chegando ao lado do amigo, que estava paralisado, enquanto a garota cantava olhando em seus olhos. Viu vários caras gritando empolgados enquanto ela rebolava e chegou perto da mesa rapidamente.
- Ámbar, desce daí! – Disse alto, mas seu grito fora abafado pelos das pessoas. Ela riu.
- Vê se me erra, docinho.

We used to be, just like twins (Nós costumávamos ser, como gêmeos)
So in sync (Tão em sincronia)
The same energy, now’s a dead, battery (Com a mesma energia, agora a bateria acabou)
Used to laugh bout nothing (Costumávamos rir, sobre nada)
Now your plain boring (Agora você está entediante)
I should know, that you’re not gonna change. (Eu deveria saber que você não iria mudar.)

Ámbar frisou bem o you’re not gonna change, e Simón alisou os cabelos sem saber o que fazer. Ouviu a voz de Luna logo atrás de si.
- Amiga, desce daí!
- Sobe aqui, Luna! – Ámbar gritou rindo.
A garota dançava de um jeito que enloqueceria qualquer um ali, mas Álvarez era especial. Não conseguia se conter, o jeito que ela cantava e dançava o fazia sentir culpado e feliz ao mesmo tempo. Com raiva e animado. Quente e frio, riu de si mesmo. Mas ele não queria que todas aquelas pessoas olhassem daquela forma pra ela. Ela era dele, era difícil entender?
- É impressão minha ou a minha irmã tá cantando pro Simón? – Matteo perguntou abismado e Nina sorriu amarelo.
- Claro que não, Matteo!
Simón respirou fundo e puxou Ámbar pela mão.
- Desce daí. – Pediu baixo, mas ela apenas riu, soltando a mão da dele.
- Pra quê? Pra você me decepcionar de novo? – Riu alto – Estou bem, obrigada!
Disse e continuou cantando.

Someone call the doctor (Alguém chame um médico)
Got a case of a love bipolar (Tenho um caso de amor bipolar)
Stuck on a rollercoaster (Presa em uma montanha russa)
Can’t get off this ride (Da qual eu não consigo descer)

Ámbar ajoelhou na mesa em um lugar que a deixou de frente para onde Simón estava. Cara a cara, a poucos centímetros. Repetiu baixo, sentindo uma lágrima escorrer solitária em seu rosto.

- You change your mind, like a girl changes clothes.

- Chega. – Simón disse e a puxou de cima da mesa, colocando-a nos ombros. Várias pessoas começaram a vaiar, e Ámbar se debatia e xingava.
- ME LARGA, SEU IDIOTA! – Ela gritava, mas Simón não dava ouvidos. – Simón, me põe no chão AGORA!
- Fica quieta!
Ele a segurava com mais força e as pessoas abriam espaço para que passassem. A música continuava e todos cantavam e dançavam, mas paravam para olhar a garota que se debatia e esmurrava as costas dele. Simón abriu a porta do banheiro da sala de estar com o pé e respirou aliviado por não ter ninguém ali. Largou Ámbar rapidamente na bancada gélida da pia e ouviu o barulho de algo se quebrando atrás dela, enquanto trancava a porta.
- O que você está fa... – Ámbar ia dizendo quando Simón a puxou pelo pescoço e colou suas bocas. Parecia que o mundo ia acabar ali, parecia que era última coisa que ele precisava fazer antes de tudo explodisse. A garota conseguiu puxar o mínimo necessário de ar dos pulmões quando sentiu que ele a apertava com cada vez mais força contra si mesmo e entrelaçava os dedos em seu cabelo. Sentiu seu corpo literalmente ceder e reagir rapidamente ao de Simón, espalmando seu peitoral largo e apertando com um pouco mais de força do que o necessário um de seus ombros. Simón separou o beijo, sentindo seu lábio formigar e vendo a boca de Ámbar completamente vermelha. A garota respirava fundo, de olhos fechados, e ele ainda mantinha as mãos nas costas e coxa da garota, enquanto ela não moveu as mãos ao redor de seu pescoço.
- Eu quero você, só você. – Simón respirou fundo e Ámbar encostou a testa na dele, abrindo os olhos – Eu posso beijar três, quatro, quarenta. Eu posso ir pra cama com todas as francesas da Riviera. E nenhuma delas vai chegar aos pés do que você consegue fazer comigo só com um olhar.
- Simón, eu...
- Cala a boca. – ele disse e mordeu o lábio inferior de Ámbar, que riu baixo e sentiu o corpo estremecer – Chega de amigos com benefícios. Eu não agüento mais me esconder. Eu disse que você ia ser minha, e é isso que eu quero.
- Simón... Eu sou sua. – Ámbar respondeu e o garoto sorriu de canto, sentindo o coração acelerar muito mais do que o normal.
- Mas eu não quero que seja assim... Eu já aceitei suas regras, seu jogo... Agora se você me quiser, nós vamos ficar na frente de todo mundo.
- Como é? – Ámbar arregalou os olhos.
- Exatamente isso. – Simón suspirou alto e a beijou com mais delicadeza do que a primeira vez, mas Ámbar ainda sentiu que seu coração ia sair pela boca – Pode pensar no que você quer. Apareça no meu quarto, se você concordar com o que eu te disse... – Simón sorriu pervertido e beijou demoradamente o pescoço da garota. – Confio em você, docinho.
Disse, destrancando o banheiro e subindo as escadas. Passou despercebido pela festa e fechou a porta atrás de si, em seu quarto, respirando com dificuldade. Era ela que ele queria, e achava que era correspondido. Só faltava ela aparecer.


Notas Finais


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Bjs


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