História Summertime - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Ino Yamanaka, Jiraiya, Kakashi Hatake, Konohamaru, Kurenai Yuuhi, Matsuri, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Rock Lee, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shion, Temari, TenTen Mitsashi, Toneri Otsutsuki, Tsunade Senju
Tags Naruhina, Naruto
Exibições 110
Palavras 3.613
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


AND IIIII-I-I WILL ALWAYS LOVE YOUUUU <3 <3
Harou pipou, estamos de volta amém? Aleluia.
Então galere, eu estou participando de um evento de amigo secreto num grupo NaruHina do facebook e, como o presente é uma ones, eu vou entrar em hiatos com Summertime.
Pra quem não sabe o que é hiatos, é o seguinte: eu vou dar uma "pausa" na fic; isso pra poder focar na fic do amigo secreto e assim que ela estiver pronta eu volto com os pedacinhos restantes de Summertime, prometo <3
Agora simbora galera viaje!!!

P.S: Esta fic também está sendo postada por mim no Nyah Fanfiction, uso de mesmo perfil e nome lá, então não denunciem pois a fic não está sendo plagiada.

Capítulo 20 - Horas


Já era tarde da noite, a polícia havia chegado a algumas horas e a pericia recolhia provas e fotos dos locais. Hiashi e Neji haviam sido informados do desaparecimento de Hinata pouco depois que a polícia foi chamada e recebiam o relatório completo até o momento.

– Interrogamos cada um individualmente e os álibis são sólidos. Ainda há suspeitas sobre o namorado, que foi o último a ver a garota, mas nada concreto se analisarmos os horários de saída da casa do rapaz até a chegada do mesmo ao colégio. – explicou o oficial, Fugaku Uchiha, que liderava a operação.

– Naruto seria incapaz de levantar um dedo contra Hinata. – Neji se impôs na conversa pela primeira vez.

– Conhecendo o Uzumaki e a amizade que ele tem com meu filho, devo concordar. – disse Fugaku com um suspiro pesado ao fim da frase – Mas, infelizmente, não podemos descartar quaisquer hipóteses do que aconteceu com sua prima.

– Entendo... – o jovem Hyuuga cerrou os punhos e se calou.

– Já enviamos duas equipes para checar e recolher informações num raio de cinquenta quilômetros da casa e reuniremos os jovens para um ultimo interrogatório. – concluiu o Uchiha, olhando diretamente para Hiashi – Faremos o possível para encontrar sua filha.

Após dizer isso, o homem se retirou, voltando para dentro da casa. No caminho, um de seus subordinados o parou e passou-lhe algumas informações que não pareceram deixar o moreno feliz, mas sim, mais preocupado.

– Checamos todos os documentos, ele não tem licença pra manusear isso. – comentou o policial – E a maioria é ilícita.

– Certo, darei um jeito nisso, mas não agora, primeiro vou interrogar os outros. Na vez dele o rapaz vai falar. – Fugaku não disse mais nada e se dirigiu ao jardim dos fundo da residência, onde os jovens aguardavam na varanda.

– Vou fazer algumas perguntas para vocês e preciso que me contem tudo. Qualquer informação, por mínima que seja, pode nos ajudar a achar a amiga de vocês. – o mais velho disse e sentou numa cadeira de frente para os adolescentes, em suas mãos estavam os papéis com a versão de cada um. Eles apenas fizeram um movimento positivo com a cabeça, então o oficial estabeleceu uma ordem para as respostas e começou – Qual a ultima vez que viram Hinata Hyuuga?

– Depois da competição de natação, hoje de manhã, no vestiário. – respondeu Matsuri.

– Não encontrou com ela depois disso? – o homem perguntou e a garota negou – Por que?

– Eu saí primeiro e fui encontrar com meu namorado. – disse Suri, fitando os olhos negros do Uchiha, que fez um leve movimento com a cabeça e passou a fitar Ino, que estava ao lado da garota de cabelos curtos.

– Eu não encontrei com ela hoje. Estava trabalhando na floricultura até o meio-dia, depois fui pro jogo. – a loira deu de ombros, apesar de estar nervosa pela amiga desaparecida.

– Alguém pode confirmar que estava na floricultura? – Fugaku perguntou, checando o papel com o interrogatório anterior.

– Meu pai. – a Yamanaka respondeu, se ajeitando no assento.

– Deve fornecer o contato dele para confirmar essa informação depois. – o Uchiha anotou algo e encarou seu filho.

– Só vi Hinata duas vezes hoje. Uma ela estava falando com Sakura antes da competição e a outra ela estava com Naruto, na saída depois das partidas. – Sasuke não desviou o olhar do pai enquanto dava as informações, o tom sério escondia sua preocupação e Fugaku via isso claramente.

– E onde estava no resto da manhã? – o mais velho perguntou em tom calmo e sério.

– Na quadra de vôlei, vendo o jogo. – Sasuke arqueou uma sobrancelha, perguntando mentalmente se haveria mais questionamentos.

– Alguém pode confirmar sua presença na quadra?

– Sakura, Temari e Shikamaru. – o Uchiha deu os nomes e as perguntas pararam por aí, a atenção do oficial passou para Gaara.

– Eu só a vi durante a competição e de longe, depois disso Hinata foi pro vestiário com as outras garotas. – o ruivo disse aguardando o resto das perguntas.

– Você namora a senhorita Matsuri, certo? – Fugaku perguntou e Gaara apenas confirmou com a cabeça – Pode confirmar que ela deixou o vestiário primeiro que a senhorita Hyuuga?

– Posso. – garantiu o intercambista.

– E depois de encontrá-la, pode me dizer pra onde foram? – o oficial pressionou o rapaz de Suna.

– Ver o final da corrida, depois fomos pra casa. – Gaara apenas respondeu normalmente.

– Sua casa ou a dela? – perguntou o mais velho.

– Estou morando com a família dela por conta do intercambio. – após responder, o ruivo observou o pai de Sasuke anotar algo e passar a atenção para Sakura.

– Sakura, onde viu Hinata pela ultima vez? – perguntou Fugaku, pousando seus olhos escuros na garota.

– Conversamos pouco antes da competição de natação começar, depois disso eu não soube mais nada dela. – a rosada ajeitou a franja tentando lembrar se havia visto Hinata em algum outro momento, mas não havia outra memória da amiga daquele dia.

– E sobre o que conversaram? – o Uchiha não desviava seu olhar.

– Eu fui lembrá-la de pegar meu bracelete da sorte. – a Haruno respirou fundo, não podia evitar em pensar o pior, mesmo tentando se focar em lembrar dos detalhes do dia – Depois disso eu fui ver a partida de vôlei.

– Pode confirmar que Sasuke estava lá? – o oficial fitou o filho e depois voltou a focar na nora.

– Sim, inclusive ele chegou primeiro que eu. – Sakura concluiu. Fugaku checou as informações do interrogatório anterior e passou sua atenção ao Uzumaki.

– Naruto... – chamou o loiro, que mantinha o olhar fixado no chão.

– Hm...? – o rapaz murmurou, sem desviar o olhar do piso de madeira. De acordo com os colegas, o Uzumaki estava daquele jeito desde que teve uma crise após acharem o laboratório revirado; ele havia surtado e gritado com tudo e todos, até que Sasuke conseguiu acalmá-lo e só então ligou para o pai.

– Pode me dizer onde viu Hinata pela ultima vez? – Fugaku aguardou alguns segundos até que o rapaz começou a falar.

– Saímos da minha casa um pouco depois do almoço e estávamos indo pro colégio, eu ia jogar e ela queria assistir. No meio do caminho ela lembrou do bracelete da Saki e disse que iria buscá-lo, eu me ofereci pra ir junto mas ela disse que era pra eu ir na frente, pra não me atrasar... – o maxilar de Naruto travou e o mesmo cerrou os punhos, a culpa o deixava irritado – ... eu devia ter ido com ela...

– Alguém pode confirmar sua história? – o Uchiha se inclinou levemente para frente.

– Pai... – Sasuke roubou a atenção do oficial e fez sinal para não pressionar muito.

– Meu primo... meu padrinho... – Naruto desviou os olhos para o Uchiha. O azul alegre agora se encontrava gélido e preocupado.

– Vou precisar do contado de ambos depois. – deixou o Uzumaki e fitou o albino, a ultima pessoa que restava.

– Só encontrei a senhorita Hinata durante o café da manhã, após isso eu fui para a faculdade, quando voltei encontrei eles na frente da casa. – Toneri se adiantou.

– O laboratório destruído lhe pertencia, certo? – os olhos do Uchiha se estreitaram, examinando a informação recebida antes de chegar ali.

– Hai. – o Ootsutsuki confirmou.

– Há muitas drogas lá dentro que não foram identificadas no sistema de mercado de Konoha. – agora o oficial analisava uma pasta diferente da em que os interrogatórios estavam – Uma em especial chamou a atenção da equipe.

– Hm? – o albino podia sentir sua nuca suar.

– Rine-32.Az. – ao ouvir o título, Toneri engoliu em seco, o Uchiha logo percebeu e prosseguiu – Pelo complexo da droga, eu diria que é um remédio inteligente. O que algo desse nível fazia em seu laboratório.

– A... a droga Rine é um projeto antigo do meu falecido pai, para tratar pessoas que sofreram graves traumas. – o albino sentia seu estomago embrulhar.

– Uma droga desse nível e com uma composição tão bem trabalhada, precisaria de um teste de eficácia, ou mais... estou errado, sr. Ootsutsuki? – Fugaku colocou mais pressão sobre o rapaz.

– S-sim senhor, ando trabalhando nesse remédio há alguns anos. Inclusive fui fazer uma apresentação sobre ele na faculdade. – o rapaz suspirou.

– Poderia dizer onde andou testando esse remédio? – o oficial se colocou de pé. Todos, incluindo Naruto, encaravam Toneri aguardando uma resposta.

– O que houve? – Hiashi havia acabado de chegar ao local e logo percebeu o clima tenso.

– O rapaz aqui tem algumas coisas a explicar sobre o que foi encontrado no laboratório. – disse Fugaku sem desviar o olhar de Toneri – Onde foram feitos os testes?

– O que ele quer dizer com isso? – perguntou Neji, que também estava lá.

– Toneri, esse remédio fazia o que? – Naruto perguntou o que todos queriam saber, mas não ousaram se intrometer na conversa do albino e do oficial.

– Onde estava testando a droga, sr. Ootsutsuki? – o Uchiha perguntou mais severo. Outros dois policiais se aproximaram, ouvindo o tom mais elevado da conversa.

– Na Hinata, eu testei na Hinata! – o rapaz confessou rapidamente e em voz alta, fazendo com que todos se calassem. Naruto teve de conter o impulso de bater no outro. Toneri continuou com as informações, vendo que ninguém falaria nada – Rine é um remédio para tratar traumas, meu pai criou a base mas nunca concluiu o trabalho. Então quando Hinata chegou ao hospital do País das Ondas, depois do acidente e... Eu vi que ela sofria sonhando com as coisas que aconteceram, então injetei um pouco da Rine no soro dela. Pareceu parar com os pesadelos dela, então passei a trabalhar na droga, usei em outros pacientes antes de voltar a por na Hinata. 31 vezes foram necessárias até ficar perfeito. Depois que ela acordou, eu observei, ela não lembrava do acidente, Rine funcionava, mas a eficácia só durava alguns meses e logo ela precisava tomar outra dose, foi quando criei a 32ª versão da Rine e coloquei de forma disfarçada no remédio de asma dela. Assim ela não lembraria do acidente, já que o remédio aje em cima de determinada memória, sem afetar as outras. – ele explicou tudo rapidamente, com o maior número de detalhes possíveis.

Ouvindo aquilo, o impulso se tornou mais forte do que o controle que Naruto tinha sobre si mesmo e no segundo seguinte Toneri estava no chão, derrubado por um soco de esquerda do Uzumaki. Sasuke e Gaara se apressaram em segurar o loiro e afastá-lo de Toneri. Naruto não disse nada, apenas recuou e voltou a se sentar; os outros rapazes continuaram segurando o Uzumaki por via das dúvidas.

– Toneri Ootsutsuki, você está preso por abuso de autoridade e por possuir e manusear drogas ilícitas. – Fugaku disse, cruzando os braços. Os dois policiais logo caminharam até o albino e, após ajudarem o mesmo a levantar, o algemaram.

– Tem o direito de permanecer calado, tudo que disser pode e será usado contra você no tribunal. – o policial começou a conduzir o rapaz para fora do recinto.

– Quantos frascos da Rine sobraram? – Toneri perguntou, parando ao lado do oficial Uchiha.

– De todas os três, só um não estava quebrado. – o homem respondeu após checar os papéis. Os olhos claros do Ootsutsuki se arregalaram e o mesmo engoliu em seco, respirando fundo em seguia – O que houve?

– Haviam 12 frascos com Rine líquida... – o rapaz praticamente sussurrou.

– Mais alguém além de você sabia onde achar o remédio? – um os policiais perguntou.

– Tem uma pessoa e ela não só sabia onde procurar, como também o que uma dose desse tamanho pode fazer... – Toneri fez uma pausa e tudo em sua mente pareceu fazer sentido.

– Quem é essa pessoa? – Naruto se pronunciou, praticamente cuspindo a pergunta.

– Liguem para o hospital. – o albino disse sério.

 

Hinata abriu os olhos devagar, o local era escuro, cheirava a pó e balançava, além de ser um cubículo; reconheceu a textura do local em que estava deitada, aquilo era a mala de um carro; seus punhos estavam amarrados para trás, um pedaço de fita isolante cobria sua boca e ainda se sentia tonta. "O que the hell aconteceu?", pensou, sentindo seu corpo ser jogado para o lado enquanto o carro fazia alguma curva. "Naruto-kun... como cheguei aqui...?", seus olhos se enceram de lágrimas, ela estava com medo e sentia dores agudas nas mãos. "Lembra... lembra... lembra..." repetia em sua mente, tentando voltar as horas dentro de sua cabeça.

~6 horas e 10 minutos atrás~

– Se importa em ir na frente enquanto eu vou buscar?

– Não, tudo bem, mas não quer que eu vá com você, Hina-chan? – Naruto viu a morena negar com um leve sorriso no rosto.

– Não precisa, juro que não vou demorar. – respondeu a garota, já dando alguns passos para trás. Naruto arqueou uma sobrancelha e a puxou pelo pulso, fazendo com que seus corpos se colassem, dando-lhe um beijo em seguida.

– Se eu jogar... – ele começou a falar, olhando fixamente nos olhos perolados da namorada. A garota, mesmo perdida na intensidade azul da íris do rapaz, percebeu que o mesmo tinha as bochechas levemente coradas – ... prometo marcar um ponto pra você. – concluiu com um sorriso largo e convencido, deixando que Hinata partisse logo depois.

Assim que deu as costas para Naruto, a garota correu o mais rápido que sua saúde permitia para casa, que não ficava tão longe dali, uma questão de alguns minutos. Entrou numa rua, virou uma outra esquina, cumprimentou a senhora que morava na casa do outro lado da rua e atravessou apressadamente em direção à sua residência.

Abriu o protão, sem perceber que o mesmo já se encontrava encostado. Diminuiu o ritmo dos passos, adentrando o recinto e indo diretamente para seu quarto.

– Ok... – a morena respirou fundo observando o local – agora, onde foi que eu enfiei aquele bracelete? – começou a procurar nas gavetas da cômoda, mas não encontrou, passando a revirar o guarda roupa. Jogou algumas roupas pra cá, sapatos pra lá, abriu caixas retirando todo o conteúdo das mesmas, até que finalmente encontrou o bracelete branco, com um faixa vermelha e uma discreta flor de cerejeira desenhada.

Um sorriso satisfeito se fez presente no rosto da Hyuuga, que fitou a bagunça que havia feito e pensou "mais tarde eu arrumo". Hinata desceu as escadas e foi até a cozinha, servindo um copo d'água gelada para si mesma.

– Hm, se eu sair agora e correr consigo chegar antes da Saki entrar na quadra... talvez encontre Naruto na entrada do ginásio. – comentou consigo mesma, sentindo-se boba por corar pensando no loiro. Um barulho de vidro caindo e coisas sendo reviradas lhe tirou dos pensamentos.

Deixou o copo em cima do balcão e caminhou devagar na direção do som, que continuava, sendo interrompidos por múrmuros irritados. "Vem do laboratório", não pôde evitar arquear uma sobrancelha e se dirigiu até o local a passos rápidos.

– Toneri? É você? – a garota perguntou e entrou no quarto, que era bem mais espaçoso do que imaginara, já que nunca havia entrado lá – Nossa, isso está uma bagunça... – murmurou.

As luzes estavam apagadas; a mesa no centro da sala estava cheia de equipamentos para experimentos químico que Hinata não fazia ideia de como funcionavam; os armários perto da porta estavam escancarados e revirados, com frascos caídos no chão e no balcão; olhou para a escuridão do outro lado da mesa e pôde ouvir mais um objeto ser lançado ao chão. Relutante, a garota se aproximou do local.

– Achei! – a voz sussurrou e logo reparou na presença a jovem que se aproximava – Eu estava pensando em como faria para pegá-la sozinha... – a pessoa disse, com um sorriso maligno e Hinata sentiu seu coração parar – Parece que o universo está ao meu favor hoje...

– Como entrou aqui?

~x~

 

– E então? – Fugaku perguntou ao jovem policial, assim que o mesmo voltou depois de efetuar a ligação.

– Ela fugiu esta tarde. Teve uma crise e agrediu sete enfermeiras que tentaram pará-la, depois que saiu do hospital ninguém a viu, nem mesmo a mãe. – o rapaz informou.

– Emita um alerta, temos novos suspeitos e se o que o rapaz disse for verdade... – o oficial olhou para Toneri, que estava sentado no banco de trás de uma das viaturas da polícia – ... a Hyuuga não tem muito tempo.

~5 horas e 40 minutos atrás~

Hinata foi jogada contra a estante de vidraças, o impacto fez com que a grande maioria fosse ao chão e a garota ficasse levemente agachada. A pessoa avançou e se jogou em cima da Hyuuga, distribuindo tapas e socos numa tentativa de nocautear a morena, que revidava e tentava com todas as forças afastar o outro corpo de perto do seu.

A Hyuuga acabou cortando as mãos e as pernas quando foi acertada no rosto e caiu sobre os cacos de vidro. Seu cabelo foi puxado para trás, de modo que fitasse o ser que lhe agredia.

– Não é tão valente agora, né, sua asmática de merd-... Ah! – a frase foi interrompida por uma cotovelada que a garota de olhos perolados usou para revidar.

Pegou impulso para ficar em pé novamente e jogou a outra pessoa por cima da mesa, derrubando os equipamentos e fazendo o móvel virar. Sentia seu corpo zonzo, aquela briga estava tomando todas as suas forças. Hinata foi dar a volta, acreditando que a pessoa estava desacordada, e chamar ajuda. Assim que passou pela mesa seu corpo foi ao chão.

– Não vai não!!! – o individuo esbravejou, segurando-lhe pelo pé.

– Me larga!! Aaah!!! – a criatura torceu o pé de Hinata, até o mesmo deslocar, como consequência, levou um chute na cara que a deixou desnorteada, já que a morena se debatia durante o processo.

Hinata sentia as lágrimas quente escorrerem por seu rosto. Ela começou a se arrastar pelo chão, deixando marcas de sangue por to o caminho e sentindo suas mãos queimarem de dor durante o processo. Chegou à porta, como diria alguém dramático, quase morrendo.

Tentou se por de pé, mas acabou escorregando as mãos na madeira por conta do sangue e as pontadas que sentias nos ferimentos das pernas não lhe ajudavam a manter o equilíbrio, muito menos o pé machucado. Num ultimo esforço, conseguiu se apoiar na parede, estava pronta para correr (ou mancar) para longe dali quando foi novamente atingida nas costas, voltando a cair no chão.

– Eu disse... – a pessoa disse ofegante e furiosa – ... que você não vai a lugar algum... – o ser sentou em cima das costas da Hyuuga.

– Naruto!!!! – Hinata gritou – Socor-... – sua boca foi coberta e tudo escureceu em questão de segundos.

~x~

 

– Vão pra casa e descansem. – Fugaku aconselhou os jovens – Partiremos numa investigação mais intensa agora. – o homem se virou para o filho – Sasuke, avise sua mãe que chegarei tarde ou não chegarei.

– Mas... – Naruto começou mas foi rapidamente interrompido.

– Vão pra casa! – foram as palavras finais do mais velho antes de se retirar e partir junto as outras viaturas.

– Ele está muito enganado se acha que vou ficar parado enquanto minha Hina está desaparecida! Vão pra casa vocês, eu vou procurar por ela. – Naruto murmurou, cerrando os punhos e se preparando para sair, quando Gaara segurou-o pelo ombro.

– E você está muito enganado se acha que vamos deixar você ir sozinho. – o ruivo sorriu e todos concordaram.

 

– Certo, se por algum milagre divino, ela estiver com o celular, dá pra hackear o sistema de GPS e emitir um sinal que revele a localização dela pra vocês... – disse Shikamaru, enquanto digitava vários códigos e números rapidamente em seu computador – ... cruzem os dedos... – ele apertou um ultimo botão e aguardou.

Assim que deixaram a casa dos Hyuugas, Naruto e os outros foram até Shikamaru pedir ajuda, e o Nara estava mais que feliz em ajudar. Shikamaru era o rapaz mais inteligente da cidade, seus amigos apostavam que não existi pessoa no mundo que o superasse, e a melhor pessoa para invadir qualquer sistema computacional também.

Alguns segundos depois um pequeno mapa apareceu nas telas dos celulares de todos, assim como na tela do computador, e um pontinho vermelho se movendo para longe a cidade não demorou a surgir. Shikamaru sorriu vitorioso.

– Voilà¹! – disse o rapaz – Rikudou-Sennin² deve gostar muito de vocês, hein.

– Arigatou, Shikamaru. – Naruto agradeceu com um sorriso.

– Eu vou ficar monitorando daqui, pra manter o sinal claro pra vocês. – o rapaz disse, fitando o grupo – Também vou deixar a localização de vocês visível, – ele logo começou a digitar e logo seis pontinhos violetas apareceram no mapa – e a polícia também. – agora pontos amarelos em movimento se fizeram presentes – Assim vocês não ficam perdidos.

– Certo, agora temos que ir, Hinata está se movendo rápido e pra longe. – disse Sakura e todos concordaram, se despedindo de Shikamaru e deixando o local.

 

O carro se movia em alta velocidade, Hinata sabia que quem dirigia estava com pressa e tacava o "foda-se" para as leis de trânsito. Cada vez que o veículo fazia uma curva ou passava por uma área com buracos era uma tortura diferente para a morena, que tina seu corpo dolorido jogado para todos os lados da mala desconfortável em que estava.

– "Quanto tempo se passou?" – a garota se perguntou. Ela estava conversando consigo mesma mentalmente desde que acordara – "40 minutos? 1 hora talvez... isso é entediante... e doloroso..." – Hinata suspirou o mais profundo que a fita em sua boca permitia – "Eu quero ir pra casa... Naruto-kun... se apresse... por favor, estou com medo..." – começou a implorar e a medida que pensava as palavras, sentia seus olhos voltarem a marejar.

A velocidade diminuiu e o carro passou pelo que parecia uma estrada de terra, alguns minutos depois o veículo parou completamente. A Hyuuga pôde ouvir o freio de mão ser puxado e pouco depois a porta abrir e fechar. O som de passos se aproximando se fez presente; a porta da mala foi destrancada e aberta logo em seguida.

– Fez boa viagem, querida? – os olhos perolados de Hinata fuzilaram o sorriso malicioso de Shion como resposta – Espero, do mais profundo do meu coração... que não.


Notas Finais


¹ Voilà: pronuncia-se "vualá". É uma expressão em francês que significa "eis aí" ou "aí está"
² Rikudou-Sennin: pra quem não lembra ou não chegou nessa parte de Naruto, Rikudou é o sábio que fundou o ninshu (ou ninjutsu) e consequentemente o mundo ninja. Uma figura lendária e divina para os shinobis.

Opaaaa, acho que se isso fosse uma loteria muita gente taria rica agr (ou n, num sei) ashuashua
E agora declaramos hiatos oficial de Summertime!!
Ain mamãe vai sentir falta de vocês leitores e leitoras maravilindos <3
bjos e não esqueçam que minha pessoa ama vocês :3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...