História Summertime - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias My Chemical Romance
Personagens Frank Iero, Gerard Way, Mikey Way, Ray Toro
Tags Frerard
Exibições 114
Palavras 2.151
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oioi!!!
Bom, primeiramente, quero agradecer a linda ~cammyishere que tem me ajudado e apoiado muito nessa nova fic, sem ela eu com certeza não estaria postando isso agora.
Eu espero que essa história esteja melhor que a anterior... Falando na minha antiga fanfic, que eu não terminei e não vou terminar, eu queria pedir desculpas para que gostava dela (se alguém que a lia estiver lendo isso), mas eu não sabia mais o que fazer com a história.
É isso, eu acho... Espero que gostem da história.
Boa leitura e até lá embaixo 💙

Capítulo 1 - Capítulo 1 - Frank


  Uma última tragada no cigarro que se encontrava praticamente inexistente entre meus dedos e depois eu o jogaria pela janela de meu quarto, ele cairia na grama bem aparada do quintal igualmente bem cuidado de minha mãe, e aí passaria a ser apenas lixo como a metade anterior do maço que eu já havia consumido apenas nesta manhã, após tomar um banho rápido que servira para expulsar o sono e preguiça de meu ser.

    O pequeno tubinho de nicotina já deixava a área em que eu o segurava ardente, soltei-o e esperei que o mesmo atingisse o chão para que eu fechasse os vidros e me voltasse para o interior quente e confortável do quarto.

    Meus pés tocavam o carpete macio, de cor creme lentamente enquanto eu dava passos curtos até o espelho no canto esquerdo do cômodo, ao lado de um guarda-roupa de tonalidade escura que tinha, pelo menos, o quádruplo de meu tamanho e pouquíssimas roupas para um móvel daquela proporção.

    Estatura pequena. Corpo recoberto apenas por uma toalha que se prendia à minha cintura. Cabelos sem corte, castanho-escuros e próximos aos meus ombros. Olhos em um tom verde que, mesmo convivendo com essa dúvida há vinte e um anos, não sabia distingui-los corretamente. Sobrancelhas arqueadas e, como meu único amigo costumava dizer, arrumadas demais para um homem. Nariz e boca enfeitados por argolas prateadas, idênticas, mas em lados opostos. Maxilar bem definido que talvez fosse a parte mais masculina de meu rosto. Por fim, corpo que geralmente era enfeitado apenas pelas várias tatuagens que eu amava, estava marcado com alguns hematomas arroxeados, principalmente em meu tronco e braços, que em alguns dias sumiriam, dando espaço para novos, porém idênticos, aparecerem no lugar.

   Quando Ray, praticamente um irmão para mim por conta dos anos de convivência e companheirismo que havíamos dividido desde nossa adolescência, perguntou sobre as manchas, não tão raras em meu corpo, inventei a desculpa de que haviam sido causadas por minha falta de atenção que ocasionara uma queda do topo da escada de minha casa.

   Quem me dera as desculpas que eu tanto inventava fossem a verdade… Eu preferia mil quedas dolorosas de cima dos altos degraus do sobrado em que vivia com meus pais, do que as agressões de meu pai que, mesmo tendo o dever de me amar, não se dava ao trabalho de tal ato e fazia questão de deixar isso bem claro em tudo que fazia.

   As lágrimas, que sempre teimavam em cair quando meus pensamentos se voltavam a esse assunto, já escorriam livremente de meus olhos, traçavam um pequeno caminho por minhas bochechas até serem impedidas de continuarem seu trajeto pelas palmas quentes de minhas mãos que tentavam secá-las incessavelmente, sem obter resultado algum, pois o número de lágrimas era maior do que eu poderia controlar. Mesmo já sendo um adulto e tendo convivido com essa situação desde que me lembro, todas as vezes que ele me tratava mal, por motivos que nem mesmo eram conhecidos por mim, eu desabava… Todas as vezes que ele tentava me quebrar eu voltava a ser aquele garotinho de pouca idade que chorava intensamente por tudo e por todos que o causavam algum mal, chorava por doces, amigos, brinquedos, chorava pelas mais diversas e tolas causas possíveis.

   Talvez pela terceira vez na semana, eu me encontrava encolhido no chão de meu quarto, abraçando minhas pernas, apenas deixando com que meu rosto fosse inundado pelas lágrimas salgadas que insistiam em cair e tentando, ao máximo, abafar o som de meus soluços altos que imitavam os de uma criança.

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  Despertei não acreditando que havia caído no sono enquanto chorava, agora eu estava atrasado para o trabalho, que não poderia perder de jeito algum, e era tudo culpa daquele velho. O único trabalho que eu havia conseguido naquela cidade minúscula, com aproximadamente 1500 habitantes, era em um supermercado qualquer pois as pessoas que viviam aqui eram conservadoras demais, chatas demais, e não queriam ceder vaga em seus poucos comércios pois “o garoto estranho”, como elas costumavam me chamar, afastaria a freguesia e atrapalharia suas vendas. Se as pessoas da cidade me denominavam assim apenas por me recusar a acompanhar meus pais todos os domingos à igreja, imagina se soubessem que eu, o garoto baixinho cheio de tatuagens e piercings, era gay … Claro que elas não eram, nem de longe, os que mais me preocupavam, quem realmente me causava todo esse receio para me assumir era, como sempre, meu pai, aquele homem amargurado com a vida, que colocava seu ódio e as palavras de um Deus, que eu duvidava da existência, acima de todas as outras coisas de sua vida.

   Me apoiando em meus cotovelos, sentei-me, lembrando que eu ainda me encontrava sobre o carpete de meu quarto, apenas com a toalha azul que eu tanto gostava ainda presa à minha cintura. Eu, por conta da falta de roupas, sentia frio… Muito frio, durante a meia hora que eu tinha passado desacordado o clima esfriara de maneira absurda, pela janela era possível ver que o sol tinha se escondido atrás das nuvens escuras que ameaçavam começar uma chuva um tanto violenta demais para a época do ano que estávamos.

   Para levantar-me depositei toda a força que conseguia reunir logo após despertar de um pequeno cochilo em minhas pernas, me levantando de maneira desajeitada e ao final do ato quase voltando ao chão quando minha pressão caiu subitamente, levado consigo minha visão que, assim como ela, voltou ao normal milésimos de segundos depois.

   Como todos os dias, me vesti com uma calça preta, justa e com rasgos nos joelhos, blusa do uniforme de trabalho que, por conta de ser números maior do que o adequado para uma pessoa de meu tamanho, fazia com que eu parecesse menor do que já era. A última coisa que eu coloquei antes de me considerar pronto para mais uma tarde entediante de trabalho foram meus all-stars que já precisavam ser trocados pois estavam gastos, sujos e velhos demais para serem considerados úteis. Não que eu me importasse com a aparência de meus sapatos, mas minha mãe todas as vezes que me via usando-os começava a reclamar de maneira absurda dizendo que eu deveria comprar novos.

  Ainda dentro de meu quarto era possível escutar as vozes de meus pais conversando, provavelmente na cozinha, eles pareciam felizes juntos, eles eram felizes juntos… Eu não conseguia entender como isso era possível… Ok, ela não sabia, e nem saberia, nem da metade das coisas que aquele homem fazia com o próprio filho, do ódio que só não era exclusivo a mim pois ele não suportava cachorros e qualquer outro tipo de animal.

   Desci as escadas, degrau por degrau, começando a entender a conversa de meus pais que era, como sempre, focada na vida alheia. Dessa vez o assunto principal do dia era Donna Way, uma senhora simpática que minha mãe desgostava sem qualquer motivo aparente. Com o pouco de atenção que eu prestava naquelas palavras que não eram dirigidas a mim, eu conseguia entender parcialmente que eles falavam do filho dos Ways.

  Enquanto atravessava a sala de estar em direção à porta de entrada, pude enxergar os dois mais velhos dividindo um bolo de chocolate, que teria acabado de sair do forno e parecia muito bom assim como tudo que minha mãe cozinhava. O cheiro do doce vinha direto para minhas narinas, aguçando minha fome e fazendo com que eu lembrasse que não ingeria nada há muito tempo e talvez fosse por isso que minha pressão havia caído mais cedo, então fiz uma pequena anotação mental para me lembrar de fazer algum pequeno lanche durante a tarde.

    Como todos os dias, saí de minha casa calmamente, terminando de ajeitar a enorme jaqueta que me protegia do vento gélido que fazia com que meus cabelos se embaraçassem e batessem em meu rosto, entrando em frente aos meus olhos, atrapalhando minha vista. O caminho era calmo, quase não havia pessoas nas ruas, era tudo muito quieto o que me ajudava a me perder em meus pensamentos e fumar mais um de meus cigarros em paz, alimentando um vício que eu tinha há anos e não cogitava parar.

   Antes mesmo que eu pudesse terminar de fumar eu já pisava na calçada em frente ao supermercado, joguei o que restava do pequeno tubo no chão e amassei-o com a sola de meu sapato, voltando a olhar o grande prédio à minha frente, respirei fundo me preparando para enfrentar mais um dia entediante de trabalho. A única coisa que me motivava a adentrar aquelas portas era o pequeno salário que eu receberia no final do mês e guardaria para realizar meu sonho de sair dessa cidade e me formar em veterinária para, finalmente, poder trabalhar com a coisa que eu realmente amo.

   – Frank! Hey, cara! Não vai entrar não? – Ray passou por mim dando um pequeno toque em meu ombro, despertando-me de meus pensamentos, e fazendo sinal para que eu o acompanhasse para dentro do nosso local de trabalho – E aí pequeno, feliz que hoje é sexta? – ele retirou os fones de seus ouvidos e os enrolou em seu celular, enquanto andávamos até os estoques do lugar para repor alguns produtos que estavam em falta nas prateleiras.

   – Sempre estou, não é mesmo? – utilizei meu melhor tom de sarcasmo arrancando risadas de meu amigo que hoje, por conta da chuva, tinha os cabelos mais armados que o normal – Mas agora, falando sério… Por que eu não estaria? Não existe nada melhor do que finais de semana, nada é melhor que ficar dois dias completos deitado, imóvel… Vegetando em minha cama. – Eu falava mexendo as mãos em um costume meu e pegando algumas caixas de leite e colocando no carrinho que eu usaria para transportá-las para seu devido lugar.

   Fomos em direção ao corredor de laticínios, correndo enquanto cantávamos músicas aleatórias e chamávamos a atenção de todos os clientes, alguns nos direcionavam olhares estranhos, outros riam, reclamavam de “como os jovens de hoje em dia são estranhos” e tinham até aqueles que apenas ignoravam e continuavam suas compras.

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  Meu turno já chegava ao fim e eu estava exausto, toda sexta-feira o movimento era maior, pois com o fim de semana vinham as festas e refeições em família que aumentavam o consumo de comida e, consequentemente, as vendas.

   – Oi Frank! Oi Ray! – Donna, a senhora de quem meus pais falavam mais cedo, se encontrava parada atrás de mim e de meu amigo, segurando com dificuldade suas compras, logo fazendo com que eu me oferecesse para carregá-las e ajudar a senhora simpática que relutou em ceder, mas por conta de minha insistência deixou que eu pegasse uma parte das sacolas. – Ray, domingo vou fazer um jantar em minha casa pois meu filho mais velho está voltando para a cidade, adoraria que você e seus pais estivessem presentes… Você provavelmente não se lembra, pois ele saiu da cidade muitos anos atrás, mas seus pais cuidaram dele quando criança, por isso pensei que seria bom se você e seus pais fossem jantar lá em casa! – O rapaz de cabelos cacheados prometeu que domingo compareceria a casa dos Ways e a mulher pareceu muito satisfeita por isso. – Pequeno Iero, não pense que esse convite se aplica apenas a seu amigo, eu quero sua presença também… Só não falo para levar seus pais pois nós temos alguns problemas… Mas o senhor é mais que bem-vindo!

   – Oh… Claro que eu vou… Juro que dessa vez eu vou – completei quando meu amigo me olhou com as sobrancelhas arqueadas como se duvidasse de minhas palavras. – Além de que eu e Mikey éramos amigos quando crianças, seria legal revê-lo…

 – Não é de Mikey que estou falando – a senhora me interrompeu fazendo com que eu ficasse confuso, isso foi logo percebido por ela que sorriu de forma doce e explicou – Mikey está em turnê com a banda dele… Quem vai vir é Gerard, eu disse que vocês não o conheciam, ele é um pouco mais velho… – Eu me recordava dele, um rapaz gordinho, estranho que vivia desenhando pelos cantos… Eu tinha trocado poucas palavras com ele quando eu ainda frequentava a casa de sua família… Seria interessante ver o que o tempo tinha feito com ele. – Mas o importante é que vocês irão!

   Eu e meu amigo ajudamos Donna a levar as compras para o seu carro, onde, após lotar o porta-malas, ela entregou uma nota de dez dólares para cada um de nós fazendo com que protestássemos, falando que não era necessário, mas a senhora era teimosa e insistiu que ficássemos com elas afirmando que estava dando-as para nós dois de bom grado e que não faria falta alguma.

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Notas Finais


E então??? Gostaram?? Espero que sim... Se quiserem comentar, saibam que eu amo comentários hauahuaha
Por hoje é só, até o próximo capítulo.
😘😘😘


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