História Summertime - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias My Chemical Romance
Personagens Frank Iero, Gerard Way, Mikey Way, Ray Toro
Tags Frerard
Visualizações 308
Palavras 2.552
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oioi gente linda do meu coração !!!
Adivinhem??? sim!! estou postando essa capitulo de novo porque eu tinha postado o errado hauahuaahau então se alguém leu aquilo, ele vai ser o próximo hauahauaau (só rindo para não chorar)
Bom, mas eu queria agradecer aos 8 favoritos ( pra mim é muita coisa okay?) e quero agradecer principalmente a pessoinha linda que comentou o capitulo anterior... amo comentários, por isso quem quiser comentar, pode comentar, eu não mordo.
Então é isso, agora fiquem com o capitulo certo e boa leitura <3

Capítulo 2 - Capítulo 2 - Frank


   O domingo já havia chegado, e eu me encontrava em frente a casa da família Way, esperando que Donna atendesse a campainha e me conduzisse para longe do frio que fazia essa noite. Cerca de cinco minutos atrás eu havia a tocado, mas ninguém apareceu, e, por eu não ser uma pessoa muito paciente, eu já cogitava apertar o pequeno botão repetidas vezes até que alguém abrisse aquela maldita porta. O frio que fazia era demais para meu pequeno corpo parado em frente à grande porta branca, ainda mais quando, por teimosia, eu havia saído de casa apenas com uma camiseta de uma banda punk qualquer, sem sequer uma fina jaqueta por cima.


   Mais alguns minutos passaram e meu dedo indicador já estava novamente sobre o pequeno botão. Quando fiz menção de apertá-lo a porta foi aberta repentinamente e, ao contrário do que eu pensava, não foi Donna quem atendeu a porta, mas sim um homem de cabelos pretos, um tanto mais alto que eu e, provavelmente, Gerard, o filho da senhora.


   O tempo tinha realmente o ajudado, o garoto gordinho e estranho que eu tanto evitava na infância, quando frequentava sua casa para brincar com seu irmão, estava extraordinariamente lindo. Tudo nele me atraia e se eu tivesse um “tipo de homem”, ele com certeza se encaixaria… Não que eu já tivesse visto alguém parecido com ele para criar, em minha cabeça, um tipo de homem similar a ele, provavelmente isso era impossível, mas todas suas feições, traços e detalhes eram completamente perfeitos aos meus olhos.


    – Ahnn… Deseja alguma coisa? – Ele falou calmo, ainda sem olhar para mim, brincando com o molho de chaves em suas mãos e depois levantou a cabeça, dirigindo seu olhar à minha pequena figura parada em sua frente.


    Ele manteve o olhar cravado em minha face, o que fez minhas bochechas corarem bruscamente, por isso desviei meu olhar para meus pés. Cocei minha nuca e baguncei um pouco meus cabelos com as pontas dos dedos, tentando disfarçar todo o meu constrangimento por ter ele me olhando daquela forma. Como se não bastasse, seus olhos passaram a não só fitar meu rosto, mas também todo o meu corpo, medindo cada centímetro do mesmo, sem nem ao mesmo disfarçar. Não que eu já não tivesse feito o mesmo com ele e percebido que, além de ser lindo pra cacete, ele continuava totalmente apertável e mordível, mas não da maneira de quando éramos crianças...  Agora era de uma maneira muito, muito melhor.
    

    – Filho, quem tocou a… – Donna chegou repentinamente, chamando a atenção de seu filho, que fingiu, com um lindo sorriso que deixava seus pequenos dentinhos à mostra, não estar quase me comendo com os olhos segundos antes da pequena senhora chegar a ele – Frank, querido, só faltava você chegar! … Parece que você e Gerard já se conheceram, não é mesmo?


    – Oi Donna… Eu sei que estou um pouco atrasado, juro que não era minha intenção – a senhora apenas sorriu docemente e me cercou com seus braços em um abraço rápido, mas cheio de carinho, o que me deixou um pouco sem reação, carinho não era uma coisa a qual eu estava acostumado – e… prazer em te conhecer, Gerard!


    – O prazer é todo meu! – Ele falou sorrindo, sendo o mais simpático possível, mas que eu sabia que existia uma certa malícia por trás, depois trocamos um aperto de mãos, em um cumprimento sério demais para pessoas com a nossa idade. – Vamos entrar? – Ele fez um gesto com sua cabeça, indicando o interior da casa, o ato resultou em alguns fios de seu cabelo caindo sobre sua testa que foram imediatamente colocados de volta no lugar.
    

    – Claro!
  

    Segui os passos de Donna e seu filho até a sala de jantar, onde meu amigo Ray e seus pais já se encontravam sentados em torno à mesa, se servindo da refeição farta a sua frente. Enquanto eu andava até a única cadeira disponível para mim, que por acaso ficava bem em frente a de Gerard, analisei minuciosamente todos os pratos visíveis e uma careta se formou instantaneamente quando percebi que em todos os pratos estava presente algum tipo de carne. Vegetariano desde meus treze anos, todas as vezes que eu pensava em ingerir alguma coisa a qual um animal teve de ser morto, meu estômago se embrulhava imediatamente.


   Sentei-me em meu lugar e, não querendo fazer desfeita a toda a refeição que a senhora tinha cozinhado, provavelmente por horas, me servi com uma pequena colher de seu arroz, mesmo tendo camarões era o prato que aparentava menos ter carne, e comecei a separar os pobres animaizinhos dos grãos brancos em meu prato. Minutos fazendo a tarefa chata de me livrar de toda a carne comecei a sentir sede, então enchi minha taça com o mesmo vinho que todos bebiam e tomei alguns goles da ótima bebida arroxeada, sentindo a pequena porcentagem de álcool causar uma pequena e gostosa sensação ardente em minha garganta.
   

   Os pequenos pedaços de camarão já me deixavam com raiva, os malditos não desgrudavam da comida, eu bufava baixinho para que ninguém me escutasse. Eu já imaginava que essa noite seria realmente muito difícil saciar minha fome, minha única esperança era a sobremesa, que eu não tinha certeza se seria servida.


   – Algum problema, Frank? – A voz de Gerard soou repentinamente e talvez um pouco mais sensual do que deveria, quebrando o silêncio em que o cômodo se encontrava. Levantei minha cabeça e neguei omitindo toda minha frustração com a comida – Tem certeza? Não gosta de frutos do mar?


   – Bom… – Agora todos me olhavam esperando uma resposta minha para toda aquela situação estranha com a comida, já que todos haviam percebido meus murmúrios de infelicidade. – É que, na verdade, eu não gosto de nenhum tipo de carne… Sou vegetariano há alguns anos.
   

   – Frank, por que você não falou antes? – Ele falou se levantando de sua cadeira – Vou ver se não tem nada que você possa comer lá na cozinha, já volto. – Mesmo eu tentando negar, dizendo que não era necessário, ele saiu do cômodo e foi em direção à cozinha.


   Depois de vários minutos ele voltou segurando em mãos um pequeno prato, dentro deste tinha um sanduíche mediano que aparentava ser de queijo e salada, e se fosse mesmo feito de tais ingredientes eu ficaria muito satisfeito e seria eternamente grato por alguém encontrar alguma coisa para preencher meu estômago vazio.


   – Obrigado, Gerard, não precisava se incomodar por causa disso – falei um pouco constrangido e depois levei o lanche até minha boca e mordi-o com vontade. O gosto era muito bom, exatamente como eu havia imaginado. Mesmo com a boca cheia, continuei a falar – isso ‘ta muito bom, obrigado!
  

   – De nada, Frank! Que bom que gostou, foi o melhor que deu para fazer – rapidamente voltou ao seu lugar, mas não sem antes esbarrar levemente, de propósito, em minha cadeira, fazendo com que eu respondesse ao sorriso sacana que apareceu em seus lábios – … Mas e então, Ray, Frank, com quantos anos vocês estão? – Para que o silêncio não voltasse a reinar no ambiente ele perguntou para meu amigo e eu.


   – Nós estamos com vinte e um anos, quer dizer, o Frank vai fazer vinte e um daqui um mês e alguns dias … – Ray respondeu antes mesmo que eu pudesse abrir minha boca e raciocinar a resposta. – E você, Gerard?


   – Eu estou com vinte e sete… Estou ficando velho, a última vez que eu os vi vocês tinham por volta de dez anos… Como o tempo passa, não é mesmo?


   – Com certeza – falei sem antes pensar, soltando uma risada logo depois, fazendo com que todos olhassem para mim confusos e com a expectativa que eu falasse mais alguma coisa. – Só não sei por que ele não foi justo comigo, todo mundo cresceu e eu continuo com o tamanho de sempre… Isso não é justo! – Por não conseguir pensar em coisa melhor fiz uma piada com a minha própria altura do jeito mais escandaloso e infantil possível, o que deu certo, pois todos eles soltaram, pelo menos, pequenas risadinhas.


   – Não é bem assim… Você cresceu, só não foi muito, pelo que eu me lembro, antes de eu ir embora você tinha no mínimo dez centímetros a menos. – Gerard piscou discretamente em minha direção enquanto dava um pequeno sorriso de canto, o que me fez corar bruscamente e interromper nossa conversa imediatamente.


   O jantar continuou calmo, quem mais falava na mesa era Gerard, sua mãe e Ray, que não paravam de conversar um segundo, ao contrário de mim e dos pais de meu amigo. Eu me encontrava quieto, mas, mesmo assim, sentia o clima agradável da conversa, vez ou outra me interferindo na mesma,  fazendo uma piada, um comentário ou coisa do tipo. Mas o Sr. e a Sra. Toro passaram o jantar todo quietos, falando somente quando necessário, o que me trouxe a impressão de que eles tinham alguma coisa contra o filho mais velho da família Way… Só não conseguia imaginar o que seria, pois ele era bem mais legal e divertido do que a maioria dos jovens da cidade, e eu não falava isso por sentir alguma atração por ele.


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   O relógio já marcava onze horas da noite, isso indicava que já dera meu horário de voltar para casa, mas eu continuava a gastar meu tempo com nossas conversas, mesmo o jantar já tendo acabado há muito tempo.


   – Gente… – Falei alto para chamar a atenção de todos na sala, enquanto já me levantava e ajeitava minhas calças. – Eu vou indo, tenho que estar em casa logo. Então...  tchau – Acenei para todos e me dirigi à porta da frente, sendo acompanhado por Gerard que a abriu para mim. Andamos até a frente do jardim de sua casa, e lá paramos – … Foi bom te conhecer, Gerard… Quer dizer, nós já nos conhecíamos, mas nunca tínhamos conversado... Até qualquer dia.


   – É uma pena que você tenha que ir – sua voz soou manhosa enquanto um bico infantil formava-se em seu rosto, eu apenas dirigi um pequeno sorriso a ele, demonstrando que também não estava com muita vontade de partir. – Mas não vou insistir, também foi muito bom te conhecer, Frank! Até qualquer dia.


   Trocamos um último aceno e então comecei o caminho, nem tão longo, até minha casa. Mas antes de perder atravessar a rua, olhei uma última vez para trás, e flagrei Gerard encarando minha bunda enquanto mordia o lábio inferior.


   Mesmo que a quantidade de vinho que eu havia ingerido não fosse grande, meus movimentos levavam um pouco mais de esforço para serem concluídos e meu equilíbrio era o mais afetado, pois qualquer coisa me fazia cambalear. Como eu sabia que estava um pouco alterado e provavelmente tinha perdido um pouco a noção do tempo, levei minhas mãos até meus bolsos, em busca de meu celular, querendo saber o horário, mas o aparelho não se encontrava lá. Que merda! Eu com certeza o esqueci na casa dos Ways. Parei no meio da calçada e olhei para o céu por um tempo, tentando me conformar com a ideia de que eu teria de fazer todo o caminho de volta.

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   Gerard abriu a porta para mim, pela segunda vez na noite, já com meu celular em mãos.
  – Acho que você esqueceu alguma coisa – falou em um tom divertido, brincando com a situação e arrancando uma gargalhada, um tanto infantil, de mim – Bom… Eu me dei a liberdade de pegar seu número e, também, de marcar o meu nos seus contatos – Resmunguei um pequeno “ok” enquanto checava a tela do mesmo, notando que já se passavam das onze e meia e que havia várias ligações perdidas de meu pai, o que fez com que toda a sensação boa que eu estava sentindo sumisse. – Agora vai, já esta tarde! Se demorar mais o caminho pode ficar perigoso… Mesmo essa cidade sendo um grão de areia, não quero ver você correndo risco. Vai lá! – Um nó havia se formado em minha garganta, eu não consegui respondê-lo com palavras, então apenas assenti e forjei um sorriso e comecei, novamente, o caminho até minha casa.

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   Adentrei a casa o mais silenciosamente possível, rezando para que meu pai já estivesse dormindo, mas, para o meu azar, ele estava muito bem acordado, sentado no sofá enquanto lia a folha principal do jornal diário. Logo que fechei a porta escutei sua voz forte atrás de mim, me causando fortes arrepios por todo o corpo, enquanto ele me chamava por meu nome completo.


   Ele chegou mais perto e parou, me fazendo virar em sua direção, respirando fundo, tentando disfarçar meu medo enquanto ele me olhava sem expressar sentimento algum. Ficamos nos encarando por um tempo, eu sabia que alguma coisa não o agradava, pois seu maxilar estava contraído e sua respiração pesada. Com a intenção de me explicar, abri minha boca, mas, antes mesmo que qualquer palavra saísse, fui interrompido pela palma de sua mão que atingiu a lateral direita de meu rosto, me derrubando no chão com imensa facilidade por conta do teor alcoólico em meu organismo.


   – Eu já disse que não queria saber de você bebendo! – Ele falou baixo, para que minha mãe não escutasse, mas ameaçador o suficiente para que eu me encolhesse – Não venha me falar que não bebeu, eu consigo sentir o cheiro de álcool a metros de distância – O lado esquerdo de meu rosto latejava por conta do impacto com o chão, meus olhos ardiam e minha visão se embaçava com as lágrimas que teimavam em vir à tona, mas eu não as permitiria sair, tentando ao máximo não demonstrar minha fragilidade em frente a ele – Você só me dá desgosto, Frank!… Seria melhor se sua mãe não tivesse engravidado de ti, assim eu não teria de estar aqui, falando com um ser inútil igual a você,  perdendo meu tempo de descanso. – Meu coração se apertava conforme as palavras chegavam em meus ouvidos, eu não sabia o porque delas, já que eu não havia feito nada que pudesse trazer aquela reação durante as últimas horas – Não me venha com essa cara de tonto, desentendido… Eu sei que você esteve na casa dos Ways... Se eu souber que você está virando um viadinho nojento igual ao filho daqueles dois…  – Ele parou de falar e de repente pegou em meu maxilar me forçando olhara para sua face enfurecida. – Se isso acontecer, se você me envergonhar assim, mais do que já faz todos os dias com esse seu jeito… – Ele não terminou sua frase, apenas apertou mais seus dedos, marcando minha pele com suas unhas. – Eu juro que você vai se arrepender profundamente. – Meu pai levantou-se, como se nada tivesse acontecido e respirou fundo se preparando para ir ao seu quarto e se juntar a minha mãe, mas antes ele olhou uma última vez para minha figura, que, mesmo não querendo, já desabava a sua frente, com lágrimas escorrendo silenciosamente por minhas bochechas, e desferiu um último tapa, bem mais forte que o anterior, em meu rosto. – Acho que você deve ser burro, já tivemos essa conversa anteriormente...  Quando você ainda era criança, não se lembra?...  – Me olhou com os braços cruzados, dando-lhe uma aparência mais ameaçadora.  – Se esse for o caso, eu repito. Não quero ver meu filho perto daquela gente.


Notas Finais


agora faz mais sentido???? espero que sim e por favor, me desculpem (to morrendo de vergonha, espero que quase ninguém tenha lido o capítulo errado)
mereço comentários ??? espero que tenham gostado e até o próximo (sábado que vem )
beijuss <3 <3 <3


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