História Summertime Sadness - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Lana Parrilla, Once Upon a Time, Sean Maguire
Personagens Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Dr. Whale (Dr. Victor Frankenstein), Henry Mills, Personagens Originais, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Roland, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Tinker Bell, Will Scarlet, Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Once Upon A Time, Ouat, Outlaw Queen, Outlawqueen, Regina, Regina Mills, Robin, Robin Hood
Exibições 235
Palavras 2.148
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Gente, eu não sei nem como começar isso aqui... Primeiramente, quero agradecer aos +100 favoritos aqui no spirit. Vocês me deixaram MUITO feliz! É a primeira fanfic minha que chega a tanto, então, obrigada <3
Segundamente, eu amei escrever esse capítulo, vocês vão entender o motivo no final.
Okay, eu tinha mais coisa pra falar aqui, só que na hora as palavras parecem fugir...
Enfim, boa leitura, vou deixar meu twitter nas notas finais, pra quem quiser falar comigo <3

Capítulo 16 - Words in the rain


— Robin! Para! Eu vou cair! — Regina pôde ouvir uma garota gritar pelo corredor da faculdade e olhou na direção em que as vozes e as risadas vinham, podendo observar Ruby enroscada nas costas de Robin, enquanto ele corria de um lado para o outro, segurando-a pelas pernas, e insinuando que a deixaria cair, mas aquilo só a fazia gritar mais. Todos que passavam, olhavam para os dois amigos brincando e caíam na risada. Todos menos Regina, que permanecia séria olhando a cena, sentindo-se estranha com a imagem de seu melhor amigo fazendo com outra pessoa a brincadeira que costumava fazer com ela.

Havia três semanas que os dois não se falavam, e aquilo estava corroendo-a de dentro para fora. Quando estavam perto dos amigos, fingiam que não se conheciam, ignorando a presença um do outro. Quando não via Robin pela faculdade, Regina perguntava a Rose sobre o garoto, tentando fingir que não se importava, mas a loirinha sabia que não era verdade, Robin gostava de Regina e Regina gostava de Robin; fato.

— Você já pensou em engolir esse orgulho besta e ir falar com a pessoa que você ama? — a voz de Rose veio do nada, assustando a morena, que apertou ainda mais a mochila contra os braços.

— Que susto, Tinker. — disse, virando-se para olhar a amiga, que revirou os olhos com o apelido. Era irritante, mas nada que ela não pudesse lidar. — E do que você está falando?

— De você aí, quase arrancando mecha por mecha do cabelo da Ruby por ciúme! — exclamou, parando ao lado da menina, que abaixou o olhar, obrigada a concordar. Estava com ciúme e com saudade de Robin, mas não falaria aquilo em voz alta.

— Não era você que me incentivava a transar com Daniel? — questionou, apoiando-se de lado no próprio armário, vendo Rose fazer o mesmo.

— Sim, sexo é vida, Regina. — riu, vendo a colega de quarto soltar um sorriso discreto. — Mas, isso foi antes dele ser um babaca. — acrescentou, adotando um tom de voz mais ameno. — Escuta, eu vejo como você e Robin se olham… Está escrito na testa de cada um. Você gosta dele, como ele gosta de você… — a morena suspirou, olhando novamente para Robin e sua nova melhor amiga, Rose reparou e meneou a cabeça. — Ou até mais, só não admite isso para si mesma…

Regina respirou fundo, apertando os olhos, sentindo as mãos da garota em sua frente apertarem seus braços, fazendo um carinho com os polegares.

— Como sei o que devo fazer? — perguntou, abrindo os olhos novamente, encarando as íris claras em sua frente.

Rose riu, soltando a amiga e desencostando-se do armário.

— Escuta seu coração, né, gatinha. — levantou as sobrancelhas, enquanto falava com uma voz divertida. — Só te vejo triste pelos cantos… Essa é sua chance de ser feliz, Rainha Má.

Mills franziu o cenho, observando a colega dar as costas e se afastar. Olhou para Robin outra vez, ele estava gargalhando, agora livre de Ruby e bagunçando os cabelos de Killian com as duas mãos, ela se pegou sorrindo para a cena e percebeu que não poderiam continuar daquele jeito, só precisava tomar coragem para fazer alguma coisa.

 

***

 

Robin estava tomando uma garrafa d'água quando foi chamado por um de seus colegas para bater o pênalti que definiria o placar final daquele jogo. Aproximou-se da bola e pode sentir todo o seu time fixar os olhos em sua nuca, causando-o um certo desconforto. Graham estava em sua frente, posicionando-se no gol e respirando fundo. Os dois estavam carregando um grande peso nas costas, era final de campeonato e apenas um chute poderia mudar tudo.

O suor descia de sua cabeça e passava pela camisa colorida do seu time, mas ele não se importava com isso, nem com o sol escaldante que fazia aquela tarde. Com certeza teria problemas depois, mas naquele momento, nenhuma queimadura de sol parecia tirar a concentração do jogador.

Olhou para o goleiro outra vez e ouviu o árbitro apitar, indicando que deveria jogar, recuou alguns passos e foi para cima da bola, chutando-a com a perna direita. Graham esticou os braços e pulou, como um gato, para a lateral do gol, mas a bola passou entre suas mãos, acertando a rede.

O grito de algumas pessoas na arquibancada e o abraço de seus colegas do time o fizeram despertar, alertando-a da realidade. Um sorriso brotou em sua face, acompanhado de uma gargalhada alta. Killian o puxava pelo pescoço, fazendo-o acompanhar os passos dos outros jogadores, que comemoravam pelo campo.

Um pensamento lhe veio a cabeça e ele levantou o rosto, passando o olhar pelas poucas pessoas que estavam ali para ver o jogo, procurando por alguém conhecido. Sua visão parou no assento laranja da terceira fileira, que proporcionava uma boa visão da quadra, porém, não encontrou nada além do vazio.

Aquele era o primeiro jogo que Regina não havia comparecido.

 

***

Regina acordou num susto quando ouviu o barulho da forte trovoada vindo do lado de fora da biblioteca, pulando do pequeno puff violeta que estava sentada. Passou uma das mãos pelos olhos recém-abertos e tirou o livro caído do colo, fechando-o e colocando-o em cima da mesa ao seu lado. Nem percebera que dormira lendo.

Olhou para a única janela na parede ali perto e praguejou baixo, observando a chuva cair densa, molhando a vidraça e deixando aquela noite de sexta-feira menos alegre. Vasculhava em seu pensamento e em sua bolsa por uma sombrinha ou qualquer outra coisa que a fizesse sair daquele lugar sem se molhar ou pegar uma gripe, infelizmente não encontrara nada que lhe fosse útil.

Levantou de onde estava, juntando suas coisas e começando a andar por entre as estantes, seguindo o caminho para a saída. Quando chegou na parte principal da biblioteca, percebeu que estava sozinha, a não ser pela bibliotecária, Sarah Fisher, mais conhecida pelos alunos por Ingrid. A morena não fazia ideia do motivo do apelido, mas Sarah parecia gostar de ser chamada daquela maneira.

— Regina? O que faz aqui ainda? — foi o que a mulher perguntou assim que a viu, completamente confusa, a estudante deveria estar em seu dormitório, não presa em uma biblioteca, esperando a chuva passar.

A jovem moveu seu olhar até a outra, observando-a por um momento, seus olhos azuis pareciam brilhar por causa das lentes redondas dos óculos de grau, seus cabelos loiros estavam presos em um rabo de cavalo alto e seu rosto não possuía nenhuma maquiagem, revelando a aparência de mais de quarenta anos de idade.

— Acabei dormindo enquanto lia. — soltou uma risada, aproximando-se do balcão. — Escuta, eu preciso voltar para o meu dormitório, já está tarde e eu não trouxe meu guarda-chuva, você pode me emprestar o seu?

Sarah fez uma careta e Regina murchou os ombros, começando a fazer os cálculos de quantas marquises existiam até chegar ao seu quarto.

— Sinto muito, querida, estou tão presa aqui quanto você.

A garota suspirou e levantou o pulso, olhando as horas no relógio, praguejando outra vez, passava das onze e meia e ela tinha prometido a sua colega de quarto, Rose, que a ajudaria com a maquiagem para a festa que a loira teria aquela noite. Pelo andar da carruagem, Rose se maquiou de qualquer maneira e foi para a festa, ou desistiu, e está esperando por Regina no quarto, segurando um facão de churrasco. Ela preferia acreditar na primeira opção.

Não tinha outra opção a não ser enfrentar a chuva e viver de vitamina e remédio na manhã seguinte. Agradeceu a Ingrid e se dirigiu até a saída do prédio, hesitando por um momento antes de abrir a porta e começar a correr pela chuva. Estava escuro e torcia para não cair e machucar o pé outra vez, não era tão azarada a esse ponto, era?

 

*Say You Love Me – Jessie Ware*

 

Seu cabelo já estava encharcado e seu dormitório parecia ser cada vez mais longe. Xingou todos os palavrões que conhecia mentalmente, enquanto caminhava, anotando na própria cabeça para nunca mais esquecer o guarda-chuva quando saísse de casa. Começava a sentir frio, então abraçava a si própria, numa tentativa falha de se aquecer. Seus lábios ganhavam uma coloração roxa e o barulho dos seus dentes rangendo já podia ser ouvido. Apertou os olhos, torcendo para que chegasse logo em seu quarto, ou que alguém aparecesse para salvá-la.

Abriu os olhos quando ouviu gritarem seu nome. Bingo! Seu pedido fora ouvido!

Virou a cabeça, tentando enxergar quem caminhava em sua direção com um grande guarda-chuva da cor preta. Logo a silhueta embaçada criou forma e ela pode observar a figura de quem conhecia muito bem. Com seus ombros largos, cabelos loiros escuros e olhos azuis, Robin de Locksley se aproximava, tentando se molhar o mínimo possível quando uma rajada de vento fazia a chuva mudar seu curso. Ela arfou, sentindo seu coração bater mais rápido, tamanha a saudade que sentira, não o via de perto há dias.

— Regina, o que está fazendo sozinha nessa chuva? Vai ficar doente! — falou, aproximando-se mais, colocando o guarda-chuva de maneira protetora por cima dela, molhando-se um pouco, mas ele não se importava. A morena, ainda abraçada ao próprio corpo, olhava para os olhos azuis do ex-melhor amigo, em êxtase, pensando em como fora burra de deixar que ele se afastasse.

— Indo para o meu dormitório. — respondeu, retomando a consciência, saindo de baixo da proteção feita pelo garoto. — Não precisa se preocupar, eu vou ficar bem. — disse, mais baixo do que queria, começando a caminhar na direção do seu quarto. Robin a seguiu, segurando-a pelo braço com cuidado, não querendo machucá-la ou assustá-la.

— Regina… — murmurou, fazendo-a olhá-lo outra vez.

Os dois pares de olhos começavam a ficar marejados, sentiam a saudade apertar em seu peito, queimando todos os ossos, apagando todo o orgulho e derrubando a muralha que fora construída.

— Robin… — sussurrou, fitando-o protegê-la com o guarda-chuva outra vez, molhando-se inteiro. — Desse jeito, quem ficará doente será você…

Ele sorriu de lado, sentia falta de ouvir a voz dela.

— Eu não posso continuar com isso. — cochichou, movendo sua própria mão até encontrar a dela, apertando-a um pouco. — Mesmo que você não me queira por perto, eu ainda gosto muito de você, Regina. E por gostar, peço que esqueça tudo o que lhe disse aquele dia, quando te encontrei machucada. — ela piscou, tentando focar a visão embaçada pelas lágrimas, dando um passo a frente, sem perceber. — Eu não posso continuar só te vendo de longe, porque… Porque eu sinto saudade, sinto falta de tudo que tivemos… — engoliu a seco, observando-a encará-lo, sem conseguir falar nada. — Eu prefiro ser apenas seu amigo do que não ser nada.

Uma lágrima escorreu pela bochecha direita de Regina, misturando-se com a água da chuva em seu rosto. Ela suspirou, abaixando a cabeça e olhando para suas mãos entrelaçadas com desvelo, percebendo o quão certo aquilo era. As duas se encaixavam perfeitamente, sem sobrar um mísero espaço entre seus dedos. A dela, pequena e delicada, a dele, grande e protetora.

E fazendo um leve carinho com o polegar, voltou sua cabeça para cima novamente, olhando-o no fundo dos olhos.

— Me desculpe, Robin. — pediu, com a voz embargada, derrubando mais algumas lágrimas. — Eu não te quero como amigo… — falou, vendo-o abaixar os ombros, amuado. Aquela reação a fez continuar sua fala, arrependendo-se de ter parado no meio por causa do choro. — Eu não te quero só como amigo. — consertou, apertando ainda mais suas mãos, impedindo-o de se afastar. — Eu te quero como algo mais que isso.

Robin estava atônito. Sentindo seu coração bater descompassadamente em seu peito e os olhos arderem. Estava sem reação, encarando a menina também chorar em sua frente.

Vendo que ele não faria nada, Regina soltou suas mãos por um momento, sentindo falta do contato em seguida, e abaixando o braço dele que segurava o guarda-chuva. O ato fez os dois ficarem encharcados novamente, mas a chuva era um nada perto de tudo o que estava acontecendo.

Uniu suas mãos novamente, entrelaçando seus dedos, levantando-se na ponta dos pés para que seu rosto se aproximasse do dele. Robin a trouxe para um pouco mais perto, fechando os olhos e roçando seus narizes um no outro, antes de encostarem seus lábios.

O beijo começou lento. Era algo novo, repleto de sentimento; amor. Não era como das outras vezes, não era nem ao menos parecido com o que tiveram com outras pessoas. Aquele beijo era especial, único, impossível de ser descrito até mesmo pelo melhor dos poetas com as mais belas palavras.

A tempestade lhes banhava a pele, como uma cena clichê num filme de romance, mostrando-os como o amor pode parecer ainda mais bonito quando estamos com a pessoa certa.

E pela primeira vez na vida, Robin e Regina não se importavam em ficar doentes.

 

“Quando o amor é sincero, ele vem com um grande amigo, e quando a amizade é concreta, ela é cheia de amor e carinho.” – William Shakespeare.


Notas Finais


Meu tt: @belongsory
TT das fic: @ss_garden
Vejo vocês no próximo capítulo! <3


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