História Sun and Darkness - Capítulo 4


Escrita por: ~ e ~cecifrazier

Postado
Categorias As Provações de Apolo (The Trials of Apollo), Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Apollo, Artemis, Austin Lake, Bianca di Angelo, Calipso, Hades, Hazel Levesque, Jason Grace, Luke Castellan, Nico di Angelo, Percy Jackson, Sherman Yang, Will Solace, Zeus
Tags Diangelo, Nico, Percyjackson, Solace, Solangelo, will
Visualizações 107
Palavras 2.340
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey, hey, pessoal!
Finalmente lembrei que é minha vez de atualizar a fic jkdhsajkhsa
ENFIM
Usagi e eu esperamos que gostem! <3

Boa leitura! <3

Capítulo 4 - Capítulo 3 - Sequestro


 

Não demorou muito para que Hades voltasse com o médico que após dar uma boa bronca em Nico por ter tirado o soro sozinho, permitiu que ele fosse embora se prometesse não ir a nenhuma reunião ou encontro importante por no mínimo duas semanas. Isso de certa forma o deixou triste, essas reuniões eram os únicos momentos em que via o seu pai e tinha tempo de ajuda-lo.  

 

Conseguiu após uma insistência horrorosa despistar tanto Hades quanto sua irmã, Bianca. Passou a caminhar em direção a praia, não devia ser tão longe, ora... Precisou pedir algumas informações, mas nada muito grave.  

 

Ao chegar, Nico não demorou quase nada para achar o Apolo's, era quase como se ele fosse um farol que automaticamente atraía a desenfreada multidão de surfistas e praistas. Em nenhum desses momentos, Nico olhou para o mar. Ele o ignorou como se fosse um velho inimigo e realmente era isso. Respirou fundo e viu um rapaz loiro fazendo o que parecia ser, uma live no YouTube.  

 

Ignorou uma menina com arco e flecha e deduziu que talvez as atividades de praia tenham mudado muito desde sua infância. Aproximou-se do bar e viu Apolo ficar branco com sua chegada, o garoto apenas deu uma risada rouca e olhou em volta, analisando bem aquele lugarzinho banal.  

 

— A decoração é bem bonita. — Ele murmurou, fazendo algumas meninas gritarem: "É o 'di Angelo!" 

 

— Obrigado, Nico. — Apolo riu baixo, porém, receoso. — Algum motivo especial de sua visita? 

 

— Will, tenho um compromisso marcado com ele em... — Seu relógio apitou e ele logo abriu um sorriso. — Agora.  

 

O garoto desviou o olhar para a porta dos funcionários e mordeu o lábio inferior.  

 

— Poderia, caso não atrapalhe, chamar ele? Caso contrário, eu posso ir embora. 

 

— Ah, claro. — O homem sorriu gentilmente. Will ficou triste ao saber que o bar seria vendido, e por isso, não saiu do quarto até agora. Apolo insistiu, mas seu filho é cabeça dura. — Espere só um minuto.  

 

Então, saiu detrás do balcão e adentrou a casa. Claro que também ainda estava receoso pela chegada repentina de Nico, pois não sabia o que esperar daquela gente. Porém, talvez, ele fosse diferente do pai e apenas ficou empolgado em ter a oportunidade de fazer um novo amigo.  

 

— Will? — Apolo murmurou ao abrir a porta do quarto de seu filho e vê-lo deitado na cama. — Você tem visita.  

 

— Se for o Sherman, manda ele ir embora. — Will se emburrou e virou-se de costas. — Já disse pra ele que a gente vai na balada outro dia.  

 

— Não... é aquele seu amigo emo. — Ele riu.  

 

— Emo? — O rapaz levantou-se, ficando sentado na cama e olhando, confuso, para o pai. — Eu não tenho amigo emo.  

 

— É o Nico que está aí, disse que vocês tem um compromisso. — Apolo arqueou uma sobrancelha e sorriu de canto. — Desça logo.  

 

Will franziu as sobrancelhas. Por que Nico estava lá? Então aquele convite para jogar mito-alguma coisa era de verdade?  

 

— Tô indo. — Ele se levantou totalmente e seguiu o pai.  

 

Assim que Nico viu Will chegar, ele se aproximou e esperou que Apolo fosse para trás do balcão.  

 

— Will, provavelmente eu lhe diria... "Bom dia", mas vou ser curto e grosso. Posso adiar a compra por mais um ano, precisamos arquitetar tudo com calma. 

 

— Mas, então, por que seu pai não resolveu isso com o meu ontem? — Will perguntou, parecendo mais confuso do que antes. 

 

— Basicamente, vocês precisam de dinheiro e eu tenho dinheiro. — Nico sentou em uma das cadeirinhas do bar e estalou o pescoço. — Olha, eu acabei de sair do hospital. Se quiser vender esse lugar, me diz... eu não estou nesse ramo pra chatear alguém. 

 

— Não queremos causar nenhum transtorno ao seu pai ou a você. — Apolo afirmou de modo sério. — Agradeço sua gentileza, Nico, mas, ele não sabe que você está aqui, não é? 

 

— Na verdade, ele sabe.  

 

Nico arqueou uma das sobrancelhas.  

 

— Eu meio que gritei isso enquanto corria pra longe do hospital. — O garoto deu um sorriso. — Certo, eu entendo, é que... Minha mãe, ela tinha uma lanchonete na Itália, uma coisa tosca... Mas eu não vendi, o lugar é especial pra mim. 

 

— Entendo, ma...  

 

— Pai. — Will desviou o olhar para o mesmo, interrompendo-o de falar. — Ele tem razão, o senhor sabe disso. 

 

— Já conversamos sobre isso, não? — Apolo suspirou. — Você sabe que é preciso.  

 

— Mas eu nem quero fazer faculdade. — Ele pôs as mãos nos bolsos da bermuda. — E nem quero que venda o bar. Eu já tenho quase 18 anos, não precisa fazer isso por mim, porque eu decidi o que quero pra minha vida. 

 

Nico ergueu a mão em frente ao rosto de Will, então deu um sorriso torto e bagunçou um pouco seus cabelos.  

 

— Apolo, eu não sou meu pai. Não vou cancelar o contrato, isso é uma conversa entre... eu sei lá o que somos. — Ele deu uma risada rouca. — E faculdade é importante, seu cabeça de sol.  

 

O garoto passou alguns minutos em silêncio e coçou a bochecha, então deu um sorriso.  

 

— Eu desprezo quebra de sigilo, nunca faria isso, é claro... Apenas estou tentando aj...  

 

— Não preciso da ajuda de vocês, eu vou vender e ponto.  

 

Um pouco surpreso, Nico assentiu e levantou.  

 

— Pois muito bem... 

 

Will ficou com os nervos à flor da pele. Será que seu pai não poderia ser menos teimoso?! Aquilo era tão irritante.  

 

Bem, pelo menos já sabem de onde veio a teimosia de Will. 

 

Sem hesitar, o "cabeça de Sol" foi até o armário e pegou as chaves de sua moto, então, segurou o pulso de Nico e saiu do bar com ele.  

 

— Ignora o meu pai, às vezes ele é um idiota. — Will resmungou, ignorando seu pai lhe chamar algumas vezes. — Peço desculpas por isso. 

 

Os olhos de Nico brilharam ao ver aquela moto, ele agarrou os ombros do loiro e correu até o veículo, tropeçando na areia e até mesmo jogando uma banhista em novamente na ducha.  

 

— Meu Hades! Isso é tipo, muito mais legal que aquele conversível. 

 

— Qual é, nem é o modelo mais atual. — Will riu, surpreso pela reação daquela menino. Era como se Nico vivesse em uma prisão de luxo. — Então... quer dar uma volta por aí? Sei lá, parece até que você não sai de casa nunca e eu também tô precisando... espairecer, sabe? 

 

Nico tentou subir na moto, mas caiu como uma banana logo depois que tentou. Levantou-se e abriu um sorriso, então sentou novamente na moto e se equilibrou para não cair.  

 

— Tô pronto! 

 

Will entregou um dos capacetes para ele e colocou o seu próprio.  

 

— Melhor se segurar, porque nós vamos correr. — Abriu um sorriso. Ligou a moto e deu partida sem aviso prévio. 

 

Nico segurou nas laterais do banco e abriu um sorriso ao sentir o vento batendo nas laterais do capacete, fazia um barulho engraçado... Agradável.  

 

— Ahh! — Gritou e soltou várias risadas ao passarem por uma curva. Apertou as pernas na lateral da moto e ergueu os braços, soltando um grito de satisfação logo em seguida. 

 

— Ei, vai com calma. — Will exclamou para ele, diminuindo um pouco a velocidade. — Desse jeito você vai acabar caindo e voltando pro hospital. 

 

— Isso é muito legal! Eu nunca mais quero andar de carro! — Nico abraçou a cintura do rapaz e soltou uma risada alta. — Cara, lembro de quando rolei do morro com a bicicleta, isso é bem mais divertido. 

 

Will sentiu um arrepio quando os braços dele passaram por seu torso. Por um lado, estava feliz por Nico estar se divertindo com ele, mas por outro, estava triste, já que tivera certeza de que Hades não o deixava ter uma vida "normal".  

 

— Já sei onde nós vamos. — Will sorriu, aumentando a velocidade e seguindo por uma rua não tão movimentada. 

 

Nico apenas deu uma risada entre muitas outras e assentiu. Após algum tempo na moto, ele esperou ansiosamente que o loiro parasse e quando isso aconteceu, o rapaz se jogou para longe da moto e ficou de pé.  

 

— Tá, o que vamos fazer agora? Nossa, eu quero uma tatuagem. 

 

— Tatuagens doem. — Will deixou a moto encostada no meio-fio e desceu dela. — Sei disso porque tenho uma. Cara, foi doloroso. 

 

— Cara, eu tenho que olhar pra cara de empresários todos os dias, nada dói mais do que isso.  

 

Nico estranhou ao ver Will o puxar em direção a uma casa. Ele seria assassinado e depois jogariam o corpo dele em uma vala! Isso seria legal.  

 

Ouviram o som de uma bateria e um cara detonando na guitarra, isso realmente chamou a atenção de Nico, espera... Isso era um baixo! Will abriu a porta e ele espiou pela lateral, viu na sala de estar uma garota de cabelos pretos com mechas azuis, tinha o olhar furioso e aquelas íris em cobalto vivo eram realmente familiares.  

 

— Thalia Grace. — Nico murmurou com um sorriso torto no rosto.  

 

— Você conhece? — Will perguntou.  

 

— É a minha prima. 

 

— Você por aqui, Nico? — Thalia arqueou as sobrancelhas. — Desde quando conhece meu namorado? 

 

— Eu não sou seu namorado. — Will franziu as sobrancelhas fechou a porta atrás de Nico. — É estranho pensar que vocês são primos. 

 

— Ela me ama, adivinha quem acabou de sair do hospital?  

 

— Teve cicatriz?  

 

— Não. — Ele respondeu com calma.  

 

— Então caguei.  

 

Nico fingiu uma expressão assustada e então pegou a guitarra das mãos da morena. Pegou a palheta e checou a partitura.  

 

— Aprende a trocar, garota relâmpago. — Ele passou a mão nas cordas e tocou com uma maestria incrível.  

 

Um, dois... E pronto, ele parou e devolveu a guitarra.  

 

— E por que o Will é o seu namorado? Eu posso muito bem ter uma chance. 

 

— O Will gosta de caras com atitude, não uma florzinha como você. — Thalia sorriu em provocação.  

 

— Parem com isso! — Will sentiu as bochechas arderem e andou apressadamente até a cozinha para beber água. — Cadê o Sherm... 

 

— Will! — Um rapaz exclamou atrás de si. Will sentiu um tapa em seu traseiro e se afastou, quase derrubando o copo no chão. 

 

— Mas que droga, Sherman! — Ele gritou, dando um cascudo na cabeça do amigo. — Eu já disse pra parar! 

 

— Admita, você gosta. — Sherman piscou, mas ao ver a cara de raiva de Will, apenas riu. — Amigo, relaxa. Não é como se eu fosse te estuprar com um tapa.  

 

Sherman era o melhor amigo de Will, conheceu Thalia através dele. Seu jeito é extrovertido e divertido, porém, na frente das outras pessoas, dá uma de "bad boy". Não que ele não fosse realmente, mas quem o conhecia de verdade, via a pessoa boba que ele era.  

 

E Will achava que asiáticos eram quietos.  

 

— Ah, eu não sabia que tinha visita. — Sherman ajeitou a postura ao ver Nico na sala. — E aí? 

 

— Não precisa fazer pose, sou primo dessa cabeça de bigorna. — Após levar um tapa, Nico olhou feio para Thalia que acabou por dar uma risada. — Mas olha, tô pensando em abortar essa garota. 

 

Will novamente se viu confuso. Não imaginava que Nico, um garoto tão sério, podia ser desinibido, mesmo na presença de parentes ou 'amigos'. Porém, ele achou isso bom, já que era mais difícil para ele fazer amizade com pessoas tímidas.  

 

— Ótimo, mais um pro rolê de hoje à noite! — Sherman abriu um sorrisão e puxou Will para sala, o livrando de seus devaneios. — Quem é que vai pagar as bebidas dessa vez? Eu já paguei duas vezes e a Thalia tá devendo uma!  

 

— Eu não. — A menina revirou os olhos e olhou para o primo. — O Nico aqui é o novato, é tradição que ele pague.  

 

— Eu sinto muito, mas infelizmente esse cara aqui tem um comp...  

 

— Nem vem, você paga!  

 

Nico se escondeu atrás de Will.  

 

— Você me trouxe pra um lugar com pessoas ruins, que crueldade. 

 

Sherman abriu um sorriso malicioso.  

 

— Não me diga que já arrumou um namorado, Will. — Ele riu. — Nico, tem algo que você precisa saber sobre ele.  

 

— Ah, lá vem. — Will bufou, imaginando o que o amigo poderia dizer. 

 

— Ele é muito ruim de cama, sério, um desastre. — Sherman fingiu uma expressão dramática.  

 

— Cala a boca, Sherman! — O loiro exclamou. — Eu vou socar a sua cara! 

 

— E como você sabe, hein? — Thalia perguntou com um sorrisinho torto. 

 

— Tenho minhas fontes, é claro. Ou você acha mesmo que eu ia dormir com essa fada do Sol?  

 

— Não sou namorado dele.  

 

Nico soltou uma risada baixa e desviou o olhar.  

 

— Nada contra, você tem uma bunda legal. 

 

— É boa de bater. — Sherman disse. — Quer tentar? Eu deixo.  

 

Will já não sabia aonde enfiar sua cara de tanta vergonha. Não por causa de Sherman e Thalia, pois ambos viviam fazendo isso, mas por causa de Nico, que na noite anterior tivera uma reunião de negócios em um restaurante super sofisticado! E além disso, continuava sendo estranho, pois o vira tão sério e agora... ele estava falando da sua bunda! 

 

— Seria possível Will virar oficialmente meu parente? — Thalia perguntou, pensativa. — Ou, seria possível Nico virar ativo de uma hora pra outra? Sexta, no Globo Repórter. 

 

Nico sorriu fraco e sentou no sofá que tinha ali perto, então ele respirou fundo.  

 

— Morre não, defunto.  

 

— Não é isso. — O garoto soltou uma risada. — Faz tempo que não me divirto. 

 

— Então... — Will passou os dedos entre seus próprios cabelos e abriu um sorriso. — Vamos à festa hoje, vai ser legal. 

 

— Eu tenho um compromisso importante. — Ele deu um sorriso tristonho e abaixou a cabeça. — Mas foi legal... Hoje.  

 

O filho de Hades encarou cada um ali e todos eles, sem deixar nenhum de lado, perceberam que ele estava guardando isso na memória.  

 

— Infelizmente, acredito que meu pai esteja me procurando. Devo me despedir, ao menos por hoje. 

 

— Ah, uh... eu te levo. — Will desviou o olhar e caminhou até a porta da casa de Sherman. — Depois eu volto, gente. 

 

— Vai lá, leva o seu princeso pra casa! — Sherman exclamou. — Até outro dia, Nico.  

 

— Tchau, ranzinza. — Thalia sorriu e assim que os viram sair, olhou para o rapaz parado próximo ao sofá. — Cê acha que eles combinam?  

 

— O Will vai acabar se apaixonando, de novo. — Ele suspirou. — Conheço bem essa cara de bobão que ele faz. 

 

 


Notas Finais


Entaaaaum
É isso!

Até o próximo capítulo, pessoas! <3


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