História Sun & Moon - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Especial Lost Stars, Kookmin, Namjin, Vhope
Exibições 174
Palavras 5.601
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Notas iniciais:

POR FAVOR LEIAM AQUI
Vou ser breve:
1) Essa é uma oneshot especial e uma outra fanfic minha, mas você não é obrigado a lê-la.
2) Me avisem se algumas coisas não ficarem claras para entender.
3) O tópico 2 não faz a fanfic ser inteligível q. Prometo que ela é legal.
4) Capas e betagem feitas pela agustiger unnie <3
5) Postagem feita pela ~ sullies (VÃO LER PHOENIX)
Boa leitura!

Capítulo 1 - The start of our ending.


Fanfic / Fanfiction Sun & Moon - Capítulo 1 - The start of our ending.

Jeon Jungkook considerava os banhos em seu novo apartamento os melhores de sua vida. Ele e o namorado haviam se mudado para aquela cobertura, triplex, assim que a primeira turnê do astro de rock acabou. Na verdade, com tanto sucesso, Jungkook havia aceitado a pausa e assinado um acordo para continuar com a turnê depois de três meses de descanso. A nova casa era composta por três andares, no qual o último tinha a piscina no topo do prédio, e uma sala de vidro com uma academia, ao lado de uma sauna particular e uma área de churrasqueira. Havia também quatro suítes, duas salas de estar, uma cozinha gigante, mais três lavabos espalhados pelo apartamento. Muito grande para apenas duas pessoas, mas Jungkook tinha diversos motivos para querer o melhor que podia.

Saiu do banheiro com uma toalha enrolada na cintura, o corpo definido molhado e uma toalha menor a enxugar os fios de cabelo. Naqueles raros momentos que ele se sentia relaxado, equilibrado e feliz de corpo e de alma, parava onde estava e se colocava a pensar no que passara até ali. Tivera de enfrentar os pais e as decisões que quiseram tomar por si, durante longos anos, sufocando até seu sonho de ser idol — descoberto nos nós que toda sua melancolia e solidão lhe davam. Teve que arcar também com uma faculdade que não queria, com sua covardia, mesmo depois da maior idade, até o dia em que viajou para dizer suas verdades. Voltaria para casa apenas para ser expulso dela.

Isso não seria tão incrível — se ver livre — se não tivesse conhecido Park Jimin. Quer dizer, ele já conhecia seu cantor favorito da sua banda favorita, mas o Universo quis mais do que "paixão" platônica. Uma carona foi o que bastou. O Park estava à mercê de caronas e estradas há anos e Jungkook o encontrou no momento certo, na estrada que ligava Seoul à Busan. As pretensões mínimas eram as de viajarem juntos, se conhecerem, aproveitarem do fato de que haviam gostado do encontro. Afinal, um fã bonito e simpático, assim como um ex-idol lindo, carismático e sexy, não se encontravam todos os dias.

Claramente, aconteceu muito mais. Jeon Jungkook e Park Jimin se pertenceram naquele carro em forma de sexo casual. Porém, era inegável o que já tinha mudado; as pedras e barreiras já tinham sido removidas de ambos, os peitos confusos, as mentes perdidas, uma relação que se tornou de uma pseudo amizade ao que eles não conseguiram catalogar. Jungkook quase perdeu Jimin, naquele dia; no mesmo dia que encontrou a melhor coisa que já tinha o acontecido, por causa da confusão que aquilo tudo os causou. O ruivo voltou a remoer o passado de pessoas que o usaram, que o fizeram afundar na solidão e angústia, mas Kook o mostrou que não seria daquele jeito, não mais, não consigo. Jimin não era só um ponto de início para algo novo, mas era um ponto de transformação para tudo o que a adolescência de Jeon o havia feito sentir, vendo seu idol às duas da manhã em lives no Tokyo Dome. Ali, não era um rockstar falido, era Park Jimin. Soube disso antes mesmo de se dar conta de que não falavam mais de fã para artista, e sim como duas pessoas machucadas que buscavam alívio. Ambos acharam aos poucos a cura um no outro. Suspirou satisfeito, com aquele soco macio e gostoso tomando conta de seu ser. Ao repaginar o amor guardado dentro de si, sempre se sentia mais grato do que poderia demonstrar ou ser.

Encontrou Park Jimin deitado de bruços na cama de casal king size, apoiado nos cotovelos com um notebook à sua frente e um celular na orelha. Desde que o ruivo havia se tornado empresário do moreno, por livre e espontânea quase-pressão do mais novo, também trabalhava nos períodos de férias da agenda lotada do rapaz, mesmo com o tempo para fazerem qualquer outra coisa. Fazia uma semana desde que eles não tinham de acordar cedo ou tirar cochilos em vans. E, mesmo assim, seu namorado finalizava tudo o que tinha de ser acabado, antes de relaxarem de verdade.

— Não, não, o Gran Arena não vai servir!... Não são dez mil pessoas, são mais de dez mil pessoas. Você é lerdo ou o que? Mesmo sabendo dos últimos grandes shows do Kook, você ainda quer que hajam fãs do lado de fora querendo te matar?! Ninguém pode ficar sem assento! — riu soprado com o diálogo do baixinho, era sempre assim. Os patrocinadores, produtores, organizadores e até o pessoal da agência que cuidava de parte da carreira do astro, recebiam um Jimin afoito e estressado para a "incompetência" deles — palavras do Park. Sempre os detalhes mais importantes tiravam o sono e a paciência do namorado, infelizmente com razão, mas ao fim tudo era resolvido. 

Ficou mais alguns minutos ali, enxugando os fios molhados e rebeldes, agora de um tom loiro escuro, quase castanho, e obviamente aproveitando da visão que aquele diálogo de Jimin o trazia.
O Park estava vestido com um blusão de Jungkook do Iron Man e uma boxer preta. A linha da coluna era vista arqueada, a cintura fina era vista pelas laterais folgadas da blusa estarem estiradas na cama. As pernas roliças e musculosas estavam estendidas, a blusa subindo para a bunda também ficar à mostra, mais empinada que o normal pelo apoio do mais velho. Aquela seria uma boxer apertada? Jungkook não sabia; mas a linha daquela polpa era delineada como se a gravidade não existisse. O tecido deliberava também o marcar da divisão das bandas durinhas. Soltou o ar pela boca, jogando a toalha que secava seu cabelo em cima de uma das poltronas, perto de onde estava.

Agora Jimin teria outro problema para resolver. A ligação estava findada quando o Jeon se aproximou mordendo o inferior. Colocou-se ajoelhado, com uma perna de cada lado das pernas do — agora — moreno distraído, descendo e colando seu corpo ao dele, apoiando-se nos braços musculosos. Jimin estremeceu com o contato do corpo ainda quente do namorado pelo banho demorado que este havia tomado, mas também pela surpresa da aproximação.

— J-Jagi... — ah, ele sentiu. Mesmo antes de terminar ou começar sua frase curta e gaguejada por um tremor, ou de Jungkook iniciar beijos por sua nuca e lateral do pescoço. Havia uma ereção deliciosa exatamente no meio de sua bunda. — A-Amor... — tentou de novo, dessa vez o sentindo apertar o quadril contra o seu, lambendo seu lóbulo direito — Eu ia perguntar o que você acharia de-

— De fazer amor e foder gostoso com você agora? — sorriu sacana perto do ouvido alheio — Eu acharia ótimo — Jimin se arrepiou de novo e arfou. Ali estava; sem outro jeito, esquecendo o trabalho, entregue nas mãos que já sabiam todas as rotas possíveis em Jimin. Os pontos fracos, fortes, as provocações que o irritavam, que o amoleciam instantaneamente, o que ele gostava, o que ele odiava. Tudo.
As mãos deram um jeito de afastar o notebook e o celular para o outro lado da cama enquanto a boca lhe fazia estremecer muitas outras vezes com mordidas por aquela região erógena e sensível. Deitou, enfim, o mais velho todo de bruços na cama, dedilhando seu torso delicioso por baixo da camisa que vestia, ouvindo gemidos manhosos e deleitosos por achar seus mamilos com os dedos. 

— Me diz, Jagi... — ele sorriu ao sussurrar rouco e rebolar sua ereção contra o traseiro pecaminoso. — Me diz que você vai continuar trabalhando feito um condenado enquanto estamos de folga e você tem um namorado gostoso que ainda quer tirar o atraso que sofremos na turnê...

— G-Gukkie... E-Eu não queria...

— Mas vai continuar? — beijou a clavícula à mostra pelo pano folgado da blusa. Antes de ouvir uma resposta, ambos presenciaram o toque do celular de Jimin, arrancando um suspiro frustrado e quase manhoso do mais velho. Estendeu-se para pegar o aparelho, mas foi barrado por Jeon — Amor...

— Deixe eu pelo menos ver quem é. Se não for tão importante eu prometo que não atendo, amor. — o maior fez um bico contrariado e o deixou pegar o celular.

— Quem é? — se apoiou na cama com os braços estendidos, dando mais espaço ao hyung.

— Ah. — bufou ao ver o nome no visor — É o Namjoon.

Kim Namjoon já tinha dado muita dor de cabeça aos dois, no passado. Ele e Jimin haviam sido amigos e estreado juntos na banda que os consagrou, antes da ruína da mesma e falência do Park. O Kim escondeu uma carreira solo dos outros integrantes, o que veio a sair de baixo dos panos oficialmente com a separação do grupo. Como caroneiro, Jimin já o havia ligado para pedir ajuda, mas tudo o que teve foi uma ligação desligada em sua cara assim que disse seu nome. Anos depois, voltando à indústria da música como namorado — detalhe que poucos sabiam —, empresário e, às vezes, produtor de Jungkook, Namjoon o havia contatado e eles se reuniram em um dos primeiros shows do Jeon. Houve um pedido de desculpas sem graça, no início não muito convincente à Jimin, mas Namjoon sabia que a amizade de anos que tiveram teria de ser reconquistada com esforço e confiança, nisso ele se esforçava. Para falar a verdade, depois que Park Jimin voltou em seu "boom" por ter descoberto o novo pico de sucesso mundial, todos os ex-integrantes do grupo reapareceram aos poucos. O ex-vocalista deu uma entrevista, onde revelou os motivos pelo fim do grupo, que não tinham sido revelados na época, assim como contara abertamente sobre como passara todo esse tempo. E, para a surpresa de todos, pediu desculpas aos ex-amigos em rede internacional. Dias depois, Taehyung o enviou um e-mail e Hoseok o ligou. Namjoon confessou ter o número de Yoongi também e o convidou para todos jantarem juntos, depois de tanto tempo, sendo aquele reencontro regado de verdades, choros, desculpas, risos. Tudo o que deveria ter acontecido na véspera da iminente separação. Mas, voltando a falar de Kim Namjoon...

— Namjoon hyung? — Jungkook falou curioso, enquanto Jimin resolvia acionar o botão do "modo silencioso de seu celular". Chega de ligações por aquele dia.

— Sim. Ele está me ligando há uma semana, atrás de um certo número... — puxou as mãos do namorado de volta para seu corpo desejoso, arrebitando a bunda para que o contato dos dois fosse maior. Jeon notou isso e gemeu, colando-se outra vez ao amado e apertando sua cintura fina.

— Jin hyung?

— Sim... — o mais velho suspirou com o prazer que já se concentrava em seu pênis latejando na boxer.

— Mas o-

— Jungkook. — falou firme, se virando para o mais novo de vez. — Tira logo essa toalha e me fode.

Num dos primeiros shows que Jungkook fizera, já tendo conhecido Kim Namjoon e com o empresário — e namorado — em bom relacionamento com o, agora, rapper, levou finalmente o melhor amigo e antigo colega de apartamento para ver o concerto. Kim Seokjin era como seu irmão mais velho, amigo e mãe nas horas vagas. Os dois cursavam a mesma faculdade quando se conheceram, por um anúncio no mural de calouros, no qual Jin oferecia uma vaga em seu apartamento. Jungkook cursava contábeis, não gostava da faculdade e ainda tinha de trabalhar num escritório de contabilidade por meio período. Nada mais justo que pudesse morar em um lugar mais sossegado do que o hostel que alugava. Entrou em contato com Seokjin, que cursava gastronomia, e, desde então, a amizade deles só foi se fortificando. Depois da viagem que fez Jungkook conhecer Park Jimin e ser expulso da família que morava em Busan, Jin o apoiou, mesmo sem emprego, sem faculdade e sem ter como pagar metade do aluguel daquele mês. De quebra, sabendo do sonho de ser idol do amigo mais novo, incentivou isso também, deixando Park Jimin o instruir com sua busca por uma produtora musical e ainda ficar no apartamento com eles. Jungkook não tinha como retribuir e agradecer a Jin à altura, mesmo com as negações de seu hyung para a necessidade daquilo; mas investiu no sonho da confeitaria do mais velho e o apresentou à Kim Namjoon. Bem... Não sabia se esse último item era de todo bom. Desde que se conheceram, que trocaram números e começaram a sair, Namjoon e Seokjin ficavam entre tapas e beijos. Se amavam, era fato, mas as personalidades não se encaixavam. A última vez que brigaram foi culpa de uma besteira de Namjoon, o que fez Jin bloqueá-lo nas redes sociais e até trocar de número por birra. Por isso, Park Jimin era o atormentado da vez. Namjoon já o ligava há uma semana para ter o novo número do namorado, quase arrancando os cabelos, mas aquilo ficaria por se resolver um pouco mais tarde.

Jimin não sabia como, mas todas as poucas peças de roupa foram embora de seu corpo. No momento, ele se encontrava aos gemidos, se contorcendo abaixo de Jungkook, com os punhos presos a cima da cabeça e os dedos do mais novo entrando e saindo de si na mais pura lentidão, causando gemidos de birra e insatisfação. Queria mais rápido, ou, no mínimo, seu garoto sexy o penetrando fundo de uma vez.

— K-Kookie... 

— Shh, eu não gosto de te torturar, mas não pude ceder dessa vez, baby. — o olhava malicioso e satisfeito. -— Quem mandou não tomar banho comigo? — O Park suspirou ao ser solto de todos os modos por Jungkook e assistiu o namorado se ajoelhar no meio da cama e sentar sobre suas pernas, de frente para si. Jimin entendeu na hora e sentiu-se piscar ao se posicionar de joelhos e de frente para a cabeceira de mogno. As mãozinhas apertaram o local quando teve o Jeon a se aproximar mais de si, apalpando sua bunda e roçando a ereção em sua entrada. Um tapa se instalou na banda esquerda e o fez pular de susto. — Gostoso. — o mais novo fazia movimentos de vai e vem no próprio pênis, espalhando mais o lubrificante há pouco colocado em sua mão. A palma livre apertava e afastava uma polpa do mais velho, expondo a entrada necessitada. — O que você quer, meu bebê? Fale para mim, hyung.

Ah, Park Jimin se via ferrado quando era chamado assim em meio ao sexo. Sabia que era visto, mas não conseguia controlar suas expressões de prazer, nem as reações tão vivas de seu corpo na presença de Jungkook.
Já o maior, agradecia aos céus por seu pequeno grande privilégio. Não sabendo o motivo — mas o agradecendo mentalmente —, desde que comprara o apartamento, acima da cabeceira havia um espelho horizontal largo, que revelava mais detalhes de algumas posições que o cantor escolhia para foder com Jimin. Ele escolhia com sabedoria, de fato. Naquela em questão, veria o rosto salpicado de suor e rubro, que tanto amava, se desmanchar em faces de prazer.

— E-Eu... Quero sentar no seu pau, daddy. — a voz manhosa e acanhada de Jimin se fez presente, acabando com qualquer resquício de controle que ainda residia em Jungkook. O loiro se posicionou e penetrou o mais baixo com a ajuda dele, que descia o quadril sentando-se em seu colo. Querendo ou não, aquilo os lembrava a primeira vez.

 

KimNamj: JIMIN

KimNamj: PARK JIMIN

KimNamj: CADE VOCE

KimNamj: EU TO LIGANDO HA UMA SEMANA

KimNamj: SEI QUE A TURNE DO JUNGKOOK ACABOU

KimNamj: ME RESPONDE

KimNamj: ME ATENDE

KimNamj: ...VOCE TA TRANSANDO?!

KimNamj: Nao acredito cara

KimNamj: Eu devia ta transando também 

KimNamj: MAS VOCE NÃO ME DA O NUMERO DO JIN

KimNamj: PORRA PARK JIMIN

KimNamj: Espera acho que ele ta me ligando ???? !!!!!


— Alô?

— Kim idiota Namjoon...

— Amor! Jin! 

— Cala a boca e vem me encontrar.

— No seu apartamento?!

— Não, no canil da esquina! Vem logo!

— Mas o porteiro tinha me-

— Namjoon. Eu vou te dar vinte minutos.

— Já tô aí.

Kim Namjoon nunca correu tanto em sua vida. Vinte minutos pareciam impossíveis para chegar ao outro lado da cidade, mas, após algumas prováveis multas e muitos atalhos que deveriam ser proibidos, o Kim estava na porta de Jin em dezenove minutos e meio. A porta se abriu, mas antes que ele pudesse falar ou fazer algo, o rapaz mais velho se jogou em seus braços e o apertou contra si, escondendo o rosto em seu pescoço.

— Jin... — o chamou baixinho, abraçando o namorado com carinho e afagando seus fios loiros.

— E-Eu... — ele estava chorando — Me desculpa, Nammie...

— Amor...

— Não, deixa eu falar. — o mais velho puxou o rapper para dentro do apartamento, não antes de enxugar as bochechas, coisa que Namjoon gostaria de ter feito, mas apenas seguiu o maior. — Não foi só você quem errou. — Jin falou após fechar a porta. — Eu tenho esse jeito meio explosivo e...

— Jin, amor. — tomou o rosto do namorado entre suas mãos e beijou cada cantinho dele, até os resquícios de lágrimas que ainda estavam ali, vendo-o corar. — Me desculpe. Pronto, acabou. — sorriu bobo e tranquilizador para a carinha que o loiro fazia. — Vamos esquecer isso, ok? Eu vou ser um melhor... noivo, a partir de agora. — Os olhos ainda úmidos do mais velho se encheram de novo.

— V-Você está me pedindo em c-casamento?

— Só se você aceitar. — sorriu.

— Só aceito se vier morar comigo. — o mais velho encostou as testas com o maior sorriso que seus lábios podiam suportar.

— Pensei que nunca pediria.


Min Yoongi nunca pensou que voltaria à Seoul algum dia, ou até para Coréia. 

Já fizera besteiras demais para querer rememorar tudo de uma vez, mas ali, de volta, sua consciência era outra. Tinha passado o que os avós poderiam chamar de “aprendizado”, ou o famoso “quebrou a cara”. Assim que o que mais temia começou a acontecer — seu amor maior, a banda, se deteriorava aos poucos —, fugiu com a antiga namorada para Las Vegas e se casaram “chapados” em uma capela com um padre vestido de Elvis. No dia seguinte, acordou sozinho, com um bilhete dizendo que seu casamento foi encenado, e que a agora ex havia fugido com o padre mais toda a grana que pôde levar de Yoongi.

Ali ele percebeu que era um verdadeiro lixo. Teve vergonha de si mesmo, vergonha do tanto que chorou e das confianças que traiu só para acabar na própria sarjeta. Ficou na cidade por mais alguns meses, trabalhado de garçom para juntar o que perdeu e foi para Los Angeles. Arrumou um lugar barato para ficar e continuou no emprego de garçom, agora em um restaurante mais bonito e frequentado. Num dos atendimentos de seu dia, conheceu Liah. Ela era nova na cidade, descendente de coreanos e espanhóis, o que era até engraçado, mas não deixava de torná-la linda. Procurava um emprego de atriz na grande Hollywood das oportunidades e foi naquele tempo que Min Yoongi se encontrou de verdade. Sem drogas, bebidas, luxo ou algum tostão no bolso. Só o amor brotando no peito. Os dois, a partir dali, conquistaram cada degrau de sua vida juntos.

Conseguiram um lugar melhor para morarem e ela, enfim, um papel importante de uma espiã que faria participação especial num filme de James Bond. Era quase surreal. Durante todo esse tempo, conhecendo o talento do amado, Liah incentivou o Min a não parar de compor ou produzir. Com seu trabalho compondo e os contatos novos de sua namorada, Min Yoongi pôde, por um acaso do destino, encontrar-se com Kim Namjoon novamente. Eles conversaram, se entenderam e o Kim conseguiu a primeira remissão de sua culpa com Yoongi, restaurando a amizade dos dois e levando todo o talento que sempre admirou a trabalhar consigo. Min Yoongi voltou a ser produtor, nos Estados Unidos e na Coréia, mas só voltando para seu país de origem quando Park Jimin se mostrou na mídia. Ele tinha mais contas a acertar do que gostaria.
Depois do reencontro, não só com o ex-vocalista, mas com o grupo inteiro, rumou com sua, agora, esposa para Daegu, corrigindo o passado, reencontrando o irmão mais velho e os avós que os criaram. Ele não acreditava em karma, mas se tivesse um crédito a pagar, já o tinha quitado.

— O que está pensando? — ouviu de Liah enquanto braços envolviam sua cintura. Os dois estavam visitando a praia de Daegu bem na hora do pôr do sol.

— No quanto eu sou sortudo. — confessou, ganhando um beijo na nuca.

— Depois de tudo o que passamos... — ela sorriu — Nós somos. — pausou — Nós três. — Yoongi virou-se para mirá-la e os olhos brilhantes não precisaram dizer mais nada. A alegria do Min tinha, sim, como ficar maior. O Universo confirmava que não restaram nem juros de dívidas do passado. O que importava era o futuro.


— Pelo amor de Deus, hyung. Você é tapado? — Kim Taehyung falou olhando fixamente para Hoseok, com uma feição desacreditada.

— Tapado? Você não está vendo que a gêmea do mal vai ficar com o cara rico? Isso é óbvio! — Hoseok bufou, roubando mais da pipoca que estava entre os dois.

Depois do reencontro do grupo, Kim Taehyung — ex-guitarrista — e Jung Hoseok — ex-baterista — descobriram que estavam hospedados no mesmo hotel. E lá estavam os dois no apartamento de Hoseok, vendo uma novela mexicana qualquer. A verdade é que eles sempre foram os brincalhões, piadistas, bobos e os mais chegados na banda dos cinco, The Squad. Podiam fazer qualquer hyung rir, até se este fosse Min Yoongi. Com as discussões do passado, muita coisa mudou no interior de ambos, mas ali eles tentavam ultrapassar tudo, aparentemente na mesma naturalidade de sempre.

— A irmã do mal vence? Você bebeu? Óbvio que a do bem já tem o cara rico nas mãos, por favor! Até os filhos dele amam ela! — o Kim ajeitou a almofada em seu colo.

— Ah, crianças não contam! — o mais velho rolou os olhos.

— O que não conta, tio Hobi? — os dois olharam para o lado do sofá, onde o sobrinho de cinco anos do mais velho se aproximava. Logo após voltar para a Coréia, visitou a irmã e esta o empurrou para ficar com o sobrinho por alguns dias. Mas aquela criança, por Deus! Só tinha carinha de anjo.

—Nada, vai brincar. — logo o barrou.

— O que é "tapado", tio TaeTae? — ignorou completamente o tio maior e sentou entre os dois, dirigindo-se à sua nova afeição. Taehyung adorava aquele aprendiz de como importunar o Jung.

— É o que seu tio é. Tapado e Jung Hoseok são sinônimos. — os dois riram juntos e o olhar desacreditado e ofendido de Hoseok se tornou evidente.

— Você não está ensinando essas coisas para o Jungmin! Não acredito!

— Ah, pois acredite. Eu ensinei muita coisa para o meu quase sobrinho. — abraçou a criança.

— Quase sobrinho?!

— Óbvio. — sorriu convencido — Ele gosta mais de mim do que de você. — segundos depois daquela afirmação, uma sobrancelha do ex-baterista era arqueada em direção ao menininho que o olhava inocentemente.

— O tio TaeTae brinca comigo! Você não brinca! — acusou e o mostrou a língua.

— Eu brincava antes de você começar a me dar patada e me fazer passar vergonha! — Taehyung rolou os olhos. — Eu devia é tirar esse boneco de você e devolver para o Jungkook!

— NÃO! — Jungmin agarrou possessivamente a miniatura de Iron Man que ganhara — Ele me deu! Ele é legal! Você não é!

— Ele só te deu porque eu te levei para visitar a casa dele e do Jimin, mas você abriu o berreiro por querer brincar com o que não devia! Sorte dele que é um cara legal! — Duas crianças brigando. Taehyung já voltava a comer pipoca, esquecendo até da novela.

— Ele me deu! Você nunca me deu nada! Esse é o presente mais legal que eu já ganhei!

— Que moleque abusado! — olhou o amigo — Você sabe que ele ganhou isso só porque pediu o boneco na cara dura?! 

— Óbvio que eu sei. — olhou pro menininho que tinha um bico grande nos lábios — Eu que ensinei ele a pedir assim.

— Você o quê?!

— Vai brincar, Jungminnie. — afagou os cabelos do quase sobrinho, antes de ver ele pisar duro e sair do sofá sob o olhar irritado do tio. Mas antes que pudesse passar para o corredor, olhou para o Jung e disse:

— Tio Jung Tapado! — e correu para brincar.

Taehyung quase engasgou com a pipoca quando desatou a rir. Hoseok ameaçou levantar para ir atrás do sobrinho, mas ele já estava longe e devia ter se escondido da fúria do tio. Por fim, voltou a se sentar jogado no sofá e bufou alto.

— Nem meu sobrinho me respeita.

— Parabéns, Hoseok. Eu gosto disso em você. — o mais novo, de cabelos castanho claro, falou e fez Jung o fitar — Você pode se irritar o quanto for, mas nunca vai realmente fazer nada pra machucar ou chatear o Jungmin, ou qualquer um que esteja no lugar dele. — sorriu — Você ama aquele pirralhinho. — O maior suspirou e acabou rindo baixo de si mesmo.

— Amo mesmo. — admitiu. O amigo continuou a observar Jung divagar em silêncio sobre o sobrinho, absorvendo cada detalhe do rosto que já gravara como o mais bonito, desde sua adolescência. Desde que se conheceram.

O incrível era que ninguém sabia da sexualidade de Taehyung, nem mesmo Jimin, que já fora seu único e melhor amigo. Para os poucos que especulavam, ele era bi; a verdade era a de que se auto intitulava “Jung-Hoseok-sexual”. O que viesse de ficantes e sexo casual não passavam de atos sem sentimento e sem chance de algo maior florescer, justo pelo eterno amor que nutria por Hoseok. Só Deus sabe o quanto Taehyung chorou depois que a banda acabou. Ele até tinha tentado resolver os conflitos existentes por um pedido do moreno, mas já sabia qual seria o resultado.  Perdeu seu sonho e seu amor.

Por muito tempo, no isolamento, forçou-se a esquecer. Até se permitiu aceitar namorar com um modelo inglês por um tempo, mas não conseguira manter a fachada, pois era alguém fadado a amar a mesma pessoa pelo resto miserável de seus dias. Mas é como diz o ditado: seja bendito Park Jimin. Quando todos os ex-membros da banda viram o rapaz falar na televisão, depois de tanto tempo, não fora só o Kim que teve a ideia de contata-lo. E de uma semana para outra, lá estava de novo perto de si o motivo de sua vida sentimental e psicológica arruinadas: Jung Hoseok. E lá estava Taehyung fingindo não levar um soco de sentimentos outra vez. Mas era difícil demais aguentar. Eles já tinham trinta anos. Taehyung já tinha perdido anos demais com o segredo mais torturante que podia carregar. Até o pequeno Jungmin sabia que seu querido quase tio tinha um penhasco pelo tio verdadeiro.

— Eu amo você. — deixou escapar de uma vez, liberando um encargo sufocante em seu peito; os olhos se encheram de lágrimas e o corpo paralisou em nervosismo, assim também por sentir tantas coisas que era quase latejante a passagem em suas veias.

— O quê...? — Hoseok o fitou surpreso, jurando ouvir apenas uma pegadinha de seu subconsciente despreparado.

— Eu não aguento mais esconder... Por dez anos eu fui covarde e não falei... Eu amo você. -—foi só o que conseguiu dizer antes de sua garganta “fechar” e mais lágrimas caírem. Ao mesmo instante, o Jung pegou o rosto de Taehyung nas mãos, os olhos arregalados e o coração querendo sair pela boca. Quase não conseguiu falar quando o fez.

— P-Por que não me disse?!... Taehyung, um dos motivos... Por Deus! — Para não acabarmos com a banda... Para eu ter tentado tanto... — respirava com dificuldade — Foi você. Eu já estava apaixonado.

E então os dois fizeram o que estavam cansados de esperar para fazer. As almas eternamente jovens para tantos pesos, liberaram naquele beijo intenso e afoito a maior parte dos grilhões que os prenderam por tanto tempo. Mas ainda era a hora de tentar, de aproveitar do que sempre seria a melhor coisa de suas vidas.
Sob os olhinhos atentos e felizes de quem pouco sabia sobre a felicidade, os dois derrubaram o balde de pipoca, se embolaram no sofá, entre lágrimas, beijos e ofegos, dando para o menininho motivos de ir para o último quarto do corredor extenso comemorando. Mal podia esperar para contar para sua omma que o tio TaeTae agora era seu tio de verdade.


Era absolutamente sempre como a primeira vez, afinal.

A cada nova estocada, ou até mesmo no desvelar do corpo sempre pedinte, sempre pronto para novas marcas e sensações, a mente "resetada" de Jungkook aproveitava. Era sempre igual, mas diferente. Era a prova substancial e necessária para a absoluta certeza de que nunca se cansaria de Jimin. Não importa o momento, a idade, se farão sexo, amor, ou terão uma foda mais do que selvagem e impiedosa num carro. Se os vizinhos irão ouvir, ou se o pátio do estacionamento estiver vazio para haver testemunhas. Suas mãos sempre procurariam a cintura fina, a bunda avantajada e durinha, para afastar as bandas e se aprofundar ainda mais no interior quente; tatearia o torso nu à procura de suas sensibilidades, das sensações mais impiedosas para o baixinho sentir o maior dos prazeres. Sua boca o marcaria; sussurraria contra sua pele palavras de todas as escalas — de românticas à luxuriosas —, sussurraria com os dentes marcas, com os lábios beijos, tapas com as mãos fortes, arranhões, pedidos.

Jimin já tinha sido colocado de diversos modos e impedido de gozar por duas vezes. Seu falo gotejante e intocado por proibição latejava em dor, pulsava em gritos enviados para todo seu corpo de que precisava do ápice. Se encontrava no colo de um Jungkook ajoelhando na cama, preso ao namorado pelas pernas e braços, quicando com cansaço mas com a ajuda dos braços e mãos que o sustentavam. Gemia alto com a cabeça pendendo para trás, o corpo fraco se movendo e recebendo estocadas fundas enquanto seus olhos marejavam. Estava todo vermelho, apostava, de tesão, necessidade e calor. A garganta seca continuava trabalhando, como se não conseguisse parar em todas as vezes que o mais novo atingia seu ponto sensível, mas logo depois mirava em outra parte de si para ver o Park torturado e pedindo mais alto para gozar. Uma cacofonia sinfônica, uma melodia de tom próprio, uma música sem letra e sem término — eram os sons dos corpos, das vozes, das respirações e suores.

— J-Jung-guki-ie... — Jimin pedia mais uma vez, sem conseguir pronunciar uma frase completa, fraco e entregue. Mas o maior entendia. Tanto que percebeu que se aproveitava demais do mais velho ao deleitar-se no ato, retardando até o próprio orgasmo. Parou exausto e arfante por alguns instantes e fitou Jimin no fundo dos olhos.

— Você quer gozar, meu amor? Fale para mim... — encostou as testas molhadas de suor e recebeu um miado choroso que o fez sorrir ladino — Com palavras.

— Eu... — o pobre Park tremia com as veias saltando em desejo e libido no ponto máximo — Eu quero gozar, Kookie... Por favor... 

Antes mesmo de terminar a frase, Jeon já o deitava na cama e se posicionava melhor em cima do amado, sem sair dele. Começou a estocar outra vez, aumentando o ritmo gradativamente, aproveitando para masturbar seu hyung com rapidez. Oh, estava quente como um Inferno, mas na verdade naquele calor estava seu Paraíso, seu céu, o calor de seu Sol. Seu Universo. Park Jimin era seu grande astro que emanava calor, brilho, luz, que regulava a gravidade ao redor de Jungkook e que o atraía, hipnotizava, o queimava de desejo e o acalorava com carinho. Jimin era apenas mais uma estrela para o mundo tortuoso fora daquele quarto, ou até o que já restara de uma explosão bonita de átomos no espaço, mas para o Jeon... Era difícil explicar, mensurar, demonstrar. Talvez a vida tenha mexido seus pauzinhos de forma certa, uma vez que fosse, mas foi a vez decisiva para tudo mudar.

O frio da camada cheia de crateras do aloirado — uma Lua ferida por tanto tempo — encontrou renovo. Não estava vagando sozinho no escuro, e de repente nem no escuro estava mais. 
Tendo as sensações inconfundíveis do orgasmo que logo chegou, vendo o amado se contorcer e gemer alto ao também se desfazer em suas mãos, Jungkook se pegou pensando apenas naquilo. Não sabia se com Yoongi e Liah era assim, com Namjoon e Seokjin, ou até com os dois que fingiam que não se amavam — Jung Hoseok e Kim Taehyung. Só sabia que, enquanto tinha os olhinhos brilhantes sobre os seus, os fios embolados em seus dedos carinhosos e um sorriso a zelar pelo resto de seus dias, Jeon Jungkook faria por merecer a dádiva de amar Park Jimin com tudo disse, em cada canto de sua Via Láctea particular.


Notas Finais


Aos 140 favoritos <3 amo vocês


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