História Sunset - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa tarde, amores *-* Espero muito que gostem ♥

Capítulo 5 - Sorry


Mesmo tendo me preocupado com Daniel naquela noite de chuva, me diverti tanto conversando com Alexis e com Nicolas que eu já nem pensava mais no Dan. Óbvio que no instante em que fui tentar fechar os olhos para dormir e ouvi um trovão, pensei no meu melhor amigo e no fato de que ele deveria estar assustado.

Peguei meu celular e me botei a pensar. Poderia lhe enviar uma mensagem, nem que fosse com um mísero boa noite, ou poderia ainda ligar para ele e tentar acalmá-lo caso ele estivesse assustado ou com medo. Poderia, ainda, apenas ignorar a situação e deixa-lo de lado, afinal se fosse o contrário duvido muito que ele ligaria para mim ou se preocuparia com uma mensagem.

Mesmo em meio a tantos pensamentos, digitei uma mensagem para ele, simples e curta:

Espero que esteja bem. É só chuva, lembre-se disso. Boa noite, Dan.”

Óbvio que me arrependi de ter sido tão idiota e ter me preocupado com ele dessa forma, mas o que eu poderia fazer? Ele ainda era meu amigo e eu sempre me preocupei com ele. Por que agora seria diferente?

Acabei pegando no sono sem esperar por uma resposta dele. Quando acordei, cinco e pouca da manhã, peguei meu celular e vi que tinha duas mensagens. Estranhei, porque ambas eram de Daniel. Abri ambas para ler.

Boa noite, Matt.” – 02:26.

Bom dia. Não dormi nada. Te vejo na escola!” – 05:10.

Respondi brevemente, desejando bom dia e dizendo que o veria na escola. Fiquei com pena, fiquei com uma dor no coração. Ele não tinha dormido. Queria entender o motivo dele desse medo com chuvas fortes, já que é um medo que ele tem desde pequeno. Seria trauma por algum motivo? Talvez eu nunca descobrisse, porque ele obviamente nunca me contaria.

Levantei e fiz o mínimo possível de barulho para não acordar Alexis. Fui até minha casa, troquei de roupa e peguei dinheiro cm a minha mãe, pegando pão quentinho e bolo antes de voltar para a casa de Ale, onde preparei o café para nós dois e comi na companhia dele.

Nem acredito que tive coragem de dizer a ele que quase me apaixonei. Fiquei envergonhado de admitir isso, mas ele é meu amigo e levou na boa. Tudo ótimo, então. Após isso, fizemos o mesmo de sempre: fomos para a escola.

Robert e Connor pediram desculpas para Alexis, algo bem estranho, diga-se de passagem. Mas como Alexis não é de brigar nem nada, apenas aceitou e pronto. Nem eu teria aguentado quieto sem fazer uma piada irônica depois disso, mas como o assunto não era comigo, não me meti. Apenas achei errado que Daniel não se desculpou, já que ele era o pior de todos entre o nosso grupo.

Uma semana mais ou menos depois disso trouxe um dia muito tenso para a nossa escola. Fotos da Mônica transando com vários rapazes foram expostas pelos corredores da escola. Fotos comprometedoras demais. Até mesmo na biblioteca tinha foto. Ela não tem vergonha, não? Dentro da escola ela faz algo desse tipo?

O pior não foi isso e sim eu ter levado a culpa.

- Matthew, seu desgraçado! Foi você, não foi? Você expôs essas fotos. – Mônica gritou para mim, me assustando.

- Não foi ele. Não seja louca. – Daniel parou ao nosso lado. – Eu mesmo fiz questão de espalhar as fotos... É uma pena que você não vai ser expulsa, mas é só me provocar ou incomodar as pessoas que andam comigo que eu vou sentir muito prazer em espalhar essa foto aqui em especial.

Nessa foto que ele tinha em mãos e agora mostrava para Mônica, estava ela com o nosso professor de química, um homem que deve ter uns quarenta e poucos anos, até mesmo cinquenta é possível. Ela realmente não tem vergonha. Só pode.

- Você não seria tão baixo assim. – Duvidou ela e Daniel apenas riu sarcástico. – E você, Alexis? Por que está aí me olhando? Quer levar uns tapas também?

- Encosta nele e essa foto vai parar nas mãos do diretor. Tenho várias cópias e não tenho medo de usar. Agora vá para longe daqui e nos deixa em paz. – Ordenou Daniel, então ela foi embora pisando forte e aparentemente com raiva.

- Obrigado, eu acho... – Alexis começou, mas Daniel já estava com o sorriso debochado novamente no seu rosto. Odeio quando ele faz isso.

- Como se eu tivesse feito isso por você.

- Ele está ficando cada vez mais insuportável. – Puxei Alexis para a nossa sala de aula, reclamando do meu amigo.

- Você não percebeu, não é? – Não entendi o que aquilo queria dizer. – Ele não fez isso por mim, fez por você. Ele não quer arriscar que aquela louca pire para cima de você. Por isso fez isso. Acho que você está conseguindo muda-lo, Matt, parabéns.

- Espera, sério? Não parei para pensar desse jeito. Não vou me iludir, prefiro acreditar que foi por você e ele apenas não quis admitir. O orgulho dele seria pisoteado se ele fizesse isso.

- Se você acredita nisso, tudo bem.

Alexis até podia estar certo, mas eu duvidava muito que estivesse. Daniel não seria capaz de algo assim, não por mim. Seria? Óbvio que não. Mas fazia sentido. Não, não fazia. Não faz sentido nenhum. E ninguém se importa também.

Naquela tarde, andei para casa com Alexis e depois fui para a minha própria casa. Ninguém se encontrava em casa, então aproveitei e me sentei para ver um filme. Só que isso me entediou.

Aproveitei que estávamos apenas uns dias antes do natal e peguei os enfeites para colocar na nossa grande árvore. Até acho que meus pais deixaram a árvore ali de propósito para eu arrumá-la, como eu fazia todos os anos.

Comecei a colocar os enfeites, primeiro bolinhas vermelhas de plástico, depois bengalas listradas e depois algumas botinhas de pano. Botei estrelas e sininhos também. Eu só parei – mesmo estando na metade dela – porque a campainha começou a tocar e tocar cada vez parecendo mais alto e mais agoniante. Abri a porta impaciente, dando de cara com Daniel usando uma calça de moletom cinza e uma regata azul escura e totalmente colada em seu corpo. Fiz um sinal para ele entrar e voltei para a sala.

- Onde estão seus pais? – Perguntou Daniel, se aproximando de mim e pegando alguns enfeites, logo começando a me ajudar com a montagem da decoração da árvore de natal.

- Trabalhando, como quase sempre. – Ri.

Um silêncio pairou entre nós enquanto colocávamos os enfeites e ríamos. Rimos, principalmente, porque eu não alcançava na parte mais alta da árvore, mas Daniel também não alcançava, mesmo sendo mais alto que eu. Fui atrás de um banco para subir em cima e o coloquei perto da árvore.

Coloquei a estrela de cima que Dan me entregou e, ao tentar descer do banco, torci o pé e quase caí com tudo. Quase, porque Daniel estava perto e conseguiu me segurar antes que eu me estatelasse no chão. Acabei me segurando em seus braços, sentido que os mesmos se mantinham próximo à minha cintura.

Senti minha respiração ficando escassa, como se estivesse quase indo embora para sempre. Nossos olhos não se desviavam um do outro, não conseguíamos quebrar o contato, não conseguíamos fazer mais nada a não ser olhar um para o outro.

A voz de Daniel perguntando se eu estava bem pareceu abafada aos meus ouvidos, então sacudi a cabeça e me ajeitei, separando-me dele. Não que eu realmente quisesse me afastar, mas foi necessário naquele instante.

- Matthew, você está me ouvindo? – Finalmente ouvi sua voz normalmente. Nossa, pareceu como se eu estivesse em algum tipo de transe. Que horror. – Perguntei se você está bem. Não se machucou?

- Meu pé. – Fui tentar dar um passo e acabei sentindo mais dor. – Ai!

- Vou te levar no hospital, eu estou de carro...

- Carro? E para que hospital? Estou bem. – Disse como se realmente estivesse, mas a verdade é que meu pé estava doendo muito.

- Meu pai me deu um carro. E também me convidou para passar as férias com ele, já que onde ele mora é calor e aqui vai continuar frio ou a temperatura meio termo como hoje. – Deu de ombros. – E vou levar você para o hospital. Você pode ter quebrado o pé, nunca se sabe.

- Duvido que tenha quebrado. E eu não vou. – Reclamei, andando de maneira engraçada para sentar no sofá.

- Ah, você vai sim! – Daniel mal terminou de falar e simplesmente me colocou no seu ombro como se eu fosse um bonequinho de pano.

Não acredito que ele fez isso! Que idiota! Por que ele não respeita que eu não quero ir para o hospital? Inferno.

Quando já estávamos dentro do carro e a caminho do hospital, estávamos em silêncio e eu estava irritado Eu só torci o pé, não devia ter quebrado. Que exagero, também.

- Sabe, você bem que também podia ter pedido desculpas para o Alexis. – Argumentei em um tom sereno.

- Só nos seus sonhos, Matt. Eu não peço desculpas. Sou assim, você sabe disso.

- Você já me pediu desculpas. – Relembrei-o, apenas para provocá-lo.

Nem preciso dizer o que aconteceu, porque ele simplesmente fechou a cara e me ignorou pelo resto do caminho. Ignorei sua ajuda quando descemos do carro. Fui mancando, quase pulando em um pé só, até que ele me puxou pelo braço e me apoiou em seus ombros, assim eu não precisava fazer tanto esforço com o pé que não estava doendo.

Andamos até a recepção e eu dei meus dados para a recepcionista, que pediu para que aguardássemos uns minutos. Logo eu fui chamado e Daniel entrou comigo, só não entrou no momento em que fiz o raio-x para saber o que tinha acontecido com meu pé.

Depois de um tempo esperando para ver o que tinha acontecido, nós dois entramos na sala do médico e nos sentamos.

- Sr. Collins, vou enfaixar seu pé. Você trincou um osso, por isso está com dor. – Informou o doutor.

- E ele não queria vir no hospital, tive que obrigá-lo. – Daniel disse e o médico sorriu para nós.

- São amigos?

- Melhores amigos. – Sorri por Daniel ter dito isso, meio que corrigindo o médico.

- De qualquer forma, vou enfaixar seu pé, Sr. Collins.

Revirei os olhos, mas deixei ele enfaixar meu pé. Estava tão apertado que aquilo até aumentou minha dor. E, ainda por cima, precisei sair do hospital de muletas. Era uma humilhação em dobro aquilo.

O lado bom, é que eu podia usar aquilo de desculpa para ficar mais perto de Daniel, afinal eu estava agora escorado nele.

E ele nem podia reclamar, já que ele que tinha me convencido a subir naquele maldito banquinho.

Ah, eu teria uma doce vingança agora. Teria mesmo!


Notas Finais


Próximo capítulo dia 04/12 *----*

Venham para o grupo no whats, me mandem seus números ♥ Nos vemos nos comentários ♥♥


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