História Sunshine - Imagine Park Jimin - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Personagens Originais
Tags Bangtan Boys, Beyond The Scene, Drama, Morte, Park Jimin, Songfic, Sunshine
Visualizações 137
Palavras 3.574
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Musical (Songfic), Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oie ✌💖
Sobre a história:
1_ Eu tentei fazer o tal hentai, juro...
2_ Se você for como eu e gosta de ler com música aqui vai a indicação (inspiração tbm)

https://youtu.be/cNPPXKaSgjA

E espero que gostem 😘

Capítulo 1 - Loss of Sunshine - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Sunshine - Imagine Park Jimin - Capítulo 1 - Loss of Sunshine - Capítulo Único

"Tudo que eu quero é champagne e o brilho do sol. 

Procurando por diversão.  

Ho meu Deus, como ela é linda. 

Beijando seu pescoço, mal posso esperar pela noite "

- Champagne e Sunshine ( PLVTINUM X Tarro) 

Ela era a garota mais peculiar que uma vida poderia protagonizar. Não estava nos meus sonhos nem muito menos em meus planos até quando finalmente nos esbarramos num final de semana qualquer. Claro que, já nos esbarramos por aí mais vezes (em especial no colégio) mas eu nunca liguei muito para a garota estrangeira que eu "conhecia" desde o início do ensino médio. Infelizmente só vim repara-la muitos anos depois do colegial.

Filha de LA, ela herdava curvas que deixavam qualquer um de cabelo em pé mas não estava nem ai para sua alimentação. Tinha grana mas estava pouco se importando com os dígitos de sua conta bancária. Ela tinha tudo mas não pertencia a nada. Era vibrante, linda, carinhosa, sexy e engraçada. E a única coisa que a tornava mais viva era o fato  de  saber que iria morrer. 

- Jiminie - Se remexeu na cama - Já disse para você parar de ficar me encarando enquanto estou dormindo - Sobe em cima de mim enterrando seu rosto em meu peito - Eu morro de vergonha.

Ri de sua voz abafada pelo sono.

- Mas você é linda, o que eu posso fazer? - Mordo os lábios tentanto procurar seu rosto.

- Ridículo. Ninguém é lindo dormindo - Ela senta na minha barriga com as sobrancelhas arqueadas e vai disparando leves socos sob meu braço.

- Isso nem dói - Digo debochado, prendendo suas mãos.

- Mentira! Isso é só o que seu ego masculino diz mas no fundo você sabe que eu tenho força.

- Hahaha! Amor, acho melhor você acordar de verdade - Ela mostra a língua indignada com meu comentário e logo após se desprende do meu corpo.

- Preciso repor minhas energias - Fala indo até a cozinha.

Já falei que amo quando ela dorme apenas de regata e calcinha? 

Sem muita enrolaçao, calço os meus chinelos e vou direto para cozinha também.

Desde quando foi diagnosticada com um tumor maligno no cérebro, eu tentava, como um louco, cuidar de sua saúde e bem estar. Ia contra todas as suas reclamações de que tudo era inútil e enchia seu prato de comidas coloridas saudáveis cheias de proteína mas ultimamente….

- Ha não. Essa é a quarta vez que eu te pego tomando sorvete no café da manhã - Encontro-a sentada na banqueta devorando um pote de sorvete com uma colher em mãos.

- Ei. Devolva - Protesta quando arranco o pote frio da suas mãos.

- Nada disso - Ergo ainda mais o pote por causa dos seus pulinhos na minha frente para pega-lo - Você precisa de comida de verdade, é sério - Vejo seu corpo ganhar postura quando ela nota que não estou de brincadeira - Que tal passarmos naquele café que você adora? Hum?

Ela morde os lábios pensativa.

- Eu quero o sorvete.

- Essa situação já está bastante infantil não acha? Será que dar para ter noção do que é certo ou errado para você?

- Jimin - Chama - Eu vou morrer - Fico paralisado - E você sabe disso. Tudo que fizer por mim não adiantará para mais nada.

As palavras me fazem desmontar por dentro como um simples jogo de Lego. Eu odiava quando ela falava isso, principalmente por saber que era verdade e todo o tempo que eu gastava tentanto ignorar esse pequeno grande detalhe escorria pelos meus dedos como água. 

Frustrado. Lanço meu último olhar para ela antes de jogar aquela droga de sorvete na bancada. O barulho do plástico é maior do que o esperado e como resultado a bancada fica coberta pelo sólido rosa derretido.

"Perfeito" penso pronto para sair Dali,entretanto sua voz me chama novamente e eu fico parado de costas para ela.

- Eu... Não queria ter dito assim… Eu não queria que fosse assim. Me desculpa Jimin - Diante da sua voz chorosa eu abraço seu corpo pequeno por cima do meu.

Eu também não queria que fosse assim.

- Nunca mais diga isso amor, por favor - Peço indo contra minha vontade de derramar qualquer lágrima.

Por mais que sua ideologia de vamos viver como se não houvesse amanhã estivesse presente na minha vida, era quase impossível não pensar que um dia eu não a teria mais aqui comigo. Que não brigaria mais pelas roupas no box do banheiro, que ninguém usaria mais minhas blusas, que eu teria todos os lados da cama para mim e que esse apartamento ficaria vazio.

Eu tentava ignorar algo que iria me atingir de certeza, mas é o que fazemos, só vemos aquilo que queremos ver.

- Jiminie - Ela fica na ponta dos pés para enlaçar seus braços em meu pescoço - Quero que comece a pensar mais em você...

- Que?

- De verdade - Respira fundo - Precisa planejar sua vida pós eu.

- Tá' de palhaçada né? - Seu olhar diz o contrário - Não existe um pós você, só existe um com você. 

- Infelizmente, sabe que não.

E mais uma vez eu me sentia um idiota por criar toda uma utopia que fugiria do cronómetro de nosso tempo. Qual é? Outras garotas na sua idade poderiam estar trancadas no quarto chorando, ignorando o mundo, se mutilando ou se perguntando o porquê disso está acontecendo mas ela não. Ela tinha que saber como eu ficaria depois que ela fosse embora.

A resposta era tão óbvia.

- Não quero que fique preso a mim para sempre. Isso me faria sentir culpada. Você tem um caminho pela frente, precisa conhecer pessoas novas, ter um relacionamento e todos esses planos que fazem parte do ciclo de uma vida completa.

- Não dá...

- Tente - Encosto nossas testas unificando nossas respirações - Sabe? De onde eu estiver nesse universo a fora, quero ver um mini Jimin de bochechas fofas com um pai babão que você deve ser - Ela ri enquanto sinto sua bochecha molhada.

- Nunca vou conseguir sem você sua idiota - Digo em um tom brincalhão já começando a fungar.

- Claro que vai - Teima.

Eu só queria guardar tudo que vivi com ela dentro de algo especial bem na minha memória. Quem sabe daqui alguns anos eu poderia contar tudo isso para meus filhos ou até mesmo para meus netos. "Era uma vez uma garota corajosa, que não temia a morte e me levava para seu mundo onde não existia nenhum limite"

- Eu sabia que não deveria ter me metido em um relacionamento nessas condições - Ela ri disfarçadamente olhando para cima.

- Tarde de mais - Ponho uma mecha de seus cabelos ralos atrás da orelha - Eu me apaixonaria por você de qualquer jeito - Observo sua franja que quase lhe cobre os olhos.

- Bendito dia que eu enfrentei aquela fila do Vibe Music  - Relembra.

- Eu amo você - Solto aleatoriamente.

Corto qualquer espaço que tenha entre nós e sinto seus lábios gelados acariciar os meus em um tom viciante e necessitado. A maciez e agilidade é a chave da conexão entre nossas bocas.

Levo seu corpo até a bancada da cozinha e antes que suas pernas enlacem minha cintura mordo levemente a pele de seu pescoço enquanto uma de suas mãos passeiam pelas minhas costas nuas e a outra começa a desprender o elástico da minha bermuda.

- Ei - ela quebra nosso beijo mas eu ainda continuo de olhos fechados - A gente está todo melado de sorvete - Rimos e só então começo a reparar.

Não sei dizer quanto tempo ficamos colados nos beijando mas tinha sorvete em boa parte de suas coxas e ate no meu abdomem. Ela sorri sacana e se aproxima de mim. Instantes depois posso sentir sua língua no meu corpo, o que me deixa animado. Ela vai subindo até começar a me encarar novamente. Puxa, morde e chupa meus lábios delicadamente e eu começo a brincar com suas coxas, local em que deixo pequenas marcas com minha boca.

- Precisamos... De um banho... - Diz com a respiração cortada e eu concordo plenamente.

Passo minhas mãos pela parte interna de suas coxas sentindo seus músculos tensos e em seguida observo o bico de seus seios totalmente rijos por de baixo da camiseta. Eu começo a salivar pronto para chupa-los sem demora. Jogo aquela peça de roupa no chão os atacando com a minha língua. Ela puxa meu cabelo levemente enquanto eu brinco rapidamente com cada um deles.

Trocamos mais alguns beijos e carícias até quando estou disposto a ouvir seu gemido ecoar pelo apartamento. Com certa brutalidade enfio minha mão dentro de sua calcinha sentindo sua intimidade molhada se contrair entre meus dedos.

Minha sanidade acaba ali.

Rasgo o tecido rendado a deixando completamente nua. Ainda com dois dedos dentro dela espalho todo seu líquido por volta de sua fenda me agachando na altura de sua cintura e pronto para fazer um oral. Abro suas pernas tendo a visão perfeita do que eu iria chupar. Nem preciso olha-la de relance para saber que suas bochechas estavam coradas, já tínhamos feito isso tantas vezes e de tentas formas diferentes mas ela nunca perdia seu fio de timidez.

- Não quero que abafe nenhum dos seus gemidos tá' me ouvindo? - Ordeno e ela assente rindo maliciosamente.

Me aproximo de sua vagina respirando bem sob sua pele. Ela contrai o ventre, sua respiração pesa e suas pernas balançam ao meu redor indicando sua ansiedade. Sem aviso nenhum enfio minha língua em sua região molhada e quente mas começo devagar sentindo as puxadas no meu cabelo e seus gemidos baixos. Começo a lamber toda sua extensão em um ritmo ainda lento.

- Haa Jiminie - Sorri com o resultado - Mais rápido - olho para ela sugestivo - Por... Favor... - Geme arrastado.

Fecho os olhos e pincelo com minha língua até chegar em seu clitóris onde sugo com vontade, a partir daí acelero, chupando seu botãozinho como se fosse meu pirulito de cereja favorito. Continuo estimulando seu prazer cada vez mais fundo, mordo os lábios sentindo seu gosto e me posiciono dessa vez na sua entrada. Ela rebola contra meus movimentos cada vez mais rápido e seus gemidos me deixam ainda mais duro.

- Seu melzinho é tão gostoso amor - Digo deixando-a limpinha. 

- Puta merda - Ela chega ao limite - Park Jimin, você me deixa sem reação - Desce da bancada um pouco sem força ainda - Agora precisamos resolver esse seu problema aí - Diz olhando para minha ereção.

Mordo a boca por dentro e trocamos um olhar cúmplice. 

"Querida, tire tudo. 

Ela ama quando digo sacanagens. Pressionando ela, contra a parede. 

Ela tem essa vibe de garota rica de LA. 

Ela dirige bem o 95' do seu pai "

                              […]

No banheiro, ela entra no box com o chuveiro ligado. Amarra o cabelo no topo da cabeça enquanto eu vou tirando minhas peças de roupa.

Quando me junto a ela seus dedos passam pela minha boca, beijo sua mão grudando nossos corpos agora molhados.

- Senta no chão.

Estranho seu pedido mas estou concentrado de mais para questiona-la. Me encosto no azulejo branco sentindo o frio nas costas. Ela senta no meu colo cautelosamente e eu reparo em cada detalhe de seus movimentos. O chuveiro jorra em nossos corpos e eu brinco com cada pingo d'água que seus braços possuem.

Ela passa a língua no meu pescoço raspando os lábios até meu abdomem. Sinto um arrepio, que não é provocado pelo frio.

O desfecho de sua atenção dança pelo meu corpo até chegar em meu membro. Ela se anima, aperta ele e eu começo a ficar ofegante.

- Você vai chupar seu daddy? - Ela ri como uma criança nada inocente.

Antes que possa responder minha pergunta sinto sua boca me envolver. Os movimentos da sua língua se sincronizam com os meus gemidos guardados a muito tempo na garganta.

Aquela sensação era maravilhosa. Eu não sabia dizer o que era melhor: sua boca acabando comigo ou a visão da sua bunda empinada enquanto me chupava.

- Haa baby - fecho as mãos em punho quando sua língua preenche minha glande - Isso. Aí mesmo - Tentei toca-la só para ter certeza de que ela era real mas me contive pois se eu encostasse nessa baixinha gostosa eu poderia deixar hematomas pelo seu corpo - Vêm cá - Digo quando sinto que vou liberar meu liquido - Deixa eu beijar essa boca maravilhosa.

Em um selar rápido, se encaixa novamente em meu colo.

- Preciso que me foda - Sussurra - Logo - Eu estava adorando todo aquele desespero.

Ela praticamente grita quando entro dentro dela e sou obrigado a tapar sua boca para que os vizinhos não descubram o que estávamos fazendo..

Começo a investir fundo nela afim de dar o máximo de prazer que eu conseguisse. Minhas costas batiam constantemente na parede no mesmo tempo em que ela quicava cada vez mais rápido em cima do meu pau. Ela era tão apertada e quente que eu nem me importei com o arranhão depositado no meu braço.

Sexo violento no chão do quarto. 

Espero que no chuveiro, ela pessa por mais.

"Não perturbe" na porta do hotel. Acordando a vizinhança. " 

Respirações ofegantes.

Pele suada.

Cabelos grudados.

Corpos cansados.

Eu iria ama-la para sempre.

                        [...]

3..2..1.. Fight 

A coisa mais barulhenta que tinha no começo daquela noite era a trilha sonora do vídeo game ecoando pela sala.

Eu a tinha sentada entre minhas pernas enquanto eu tentava derrotar o Rugal e ela pintava suas unhas de preto. Era sábado, provavelmente logo logo alguma ideia do que aprontar surgiria de sua mente imprevisível e nos levaria para mais uma noite inesquecível.

Quase duas horas depois eu já estava cansado de olhar para cara do Scorpion  no Mortal Kombat e vê-la esparramada no sofá lendo um livro de algum autor que eu não conhecia.

- Qual é o plano para mais tarde? - Pergunto desligando a TV.

- Não sei... Acho que ficar em casa e dormi mais um pouco - Faço uma careta desanimadora.

- Nem andar de Skate na madrugada? Enfrentar uma fila no Vibe Music e Starbucks às seis?

- Geralmente, sou eu que vivo para te convencer a sair nos finais de semana - Isso não é verdade - Estou gostando de ver - Ela fecha o livro e olha para mim sorrindo - Fico pronta em trinta minutos.

Antes que seu time termine ela aparece na minha frente de short's, all star e band tees com o desenho do Nirvana. Linda como sempre. Apenas coloco uma camisa preta, casaco contra o frio da madrugada, pego meu skate e saímos pelas ruas de Seul.

Ver ela tão viva sob as luzes da cidade me deixava questionando realmente se o resultado positivo daquele câncer era mesmo dela. Eu já tinha cansado de tanto questionar o porquê disso tudo, talvez até mais que ela. Eu nunca a entenderia e nem saberia o que se passa em sua cabeça quando acorda todas as manhãs e descobre que ainda está viva, comigo ao seu lado. Pouco tempo atrás, quando descobrimos a doença, eu era a pessoa que ignorava todos os fatos negativos da situação, eu que sempre acordava no meio da noite para lembrar de todos os seus remédios e que ficava ao seu lado quando as crises voltavam. Mas e eu? Quem vai ser positivo por mim quando eu estiver no fundo do poço por causa dela?

Eu era inseguro e usava toda minha segurança para disfarçar minha própria dor.

Hoje ela tocou no ponto X do que eu vivia ignorando desde que os médicos me disseram que ela não tinha mais jeito. Hoje eu estava disfarçando com minhas gargalhadas toda dor e insegurança que estava crescendo em meu peito desde que acordei. Meus amigos diziam que eu deveria me preparar e tentar não me apegar a nada mas veja só, é impossível e tudo isso pelo simples fato dela ser ela.

- Ei - Ela vem ate mim com um saquinho de pipocas - No que tanto pensa ai parado? Já estava achando que você tava dormindo sentado no skate.

Dessa vez não sou capaz de cobrir nada.

- Como eu vou ficar quando você for embora? - Algo de brilho se perde em seus olhos - Eu sei que essa é a merda de pergunta que todo mundo faz mas, cara, Porque Deus ou seja lá quem controla esse universo tinha que permitir algo desse nível? - Uma raiva incontrolável toma conta de mim - ME DIZ. Porque a gente não pode ser igual a eles? - Aponto para as pessoas que passam pela rua a nossa frente - A gente poderia ser normal. Eu poderia chegar em casa stressado do trabalho e brigar com você por causa da sua TPM ou você poderia reclamar comigo por esquecer de tirar o maldito frango do congelador. Poderiamos ser tediantes, idiotas, clichês ou qualquer porcaria que você preferisse mas eu só queria ficar com você para sempre.

Eu vejo as lágrimas chegando no seu rosto e mais uma vez percebo a merda que estou fazendo.

- Pare de tentar culpar algo por causa do que esta acontecendo. A vida não vai mesmo se importar se eu e você estamos juntos para deixar de fazer algo - Ela comprime os lábios - Eu também penso nisso… Todo santo dia. Como você acha que eu me sinto por saber que vou deixar de existir? Eu sinto calafrios por saber que vou parar em um buraco na terra e olha que nem vou saber disso - Ela solta um risinho triste - Eu tenho 19 anos e não vou chegar nem a fazer 20. Tudo que fiz em toda minha vida foi estudar e planejar o que não vou fazer. E a coisa mais impressionante que faço atualmente é aproveitar o máximo enquanto posso. Estou contra o relógio e isso é agoniante. Meus pais logo deixarão de ser pais e vão ser só mais um casal numa mansão nos Estados Unidos - Seguro suas mãos trémulas - Espero que meu pai seja forte e minha mãe não contraia depressão. Quero que você seja feliz e consiga amar alguém de verdade. E tudo vai ser apagado quando eu for embora. Então? O que acha.

Não consigo formular respostas para dizer algo que a deixe melhor mas sei que naquele momento o sentimento de tristeza era necessário então eu a abraço, bem forte, e deixo nossas lágrimas caírem em meio a multidão.

[…]

Dois dias depois de todo nosso desabafo, eu acordo exatamente as três da manhã com um barulho estridente de tosse. No começo cogito que seja coisa da minha cabeça mas quando abro os olhos e tateio a cama vazia percebo que o barulho vêm logo do banheiro ao lado.

Corro desesperado e a encontro ajoelhada em frente ao vaso sanitário. Noto que seu corpo estava ainda mais magro e sua pele estava mais pálida do que de costume. Quando ela percebe minha presença só então noto sua boca arroxeada, suas orelhas profundas e o tanto de sangue que havia no chão e na sua boca.

Saio do banheiro tropeçando nos próprios pés e digito, trémulo, o número da ambulância, pois sabia que ela não aguentaria ir de carro.

Foi a cena mais difícil que eu vivenciei na minha vida.

Eu estava prestes a voltar para o hospital pela quarta noite seguida quando os médicos ligaram me avisando que ela não conseguiu resistir.

Minha ficha não caiu de imediato. Apenas sentei no sofá encarando nossa foto largada na mesinha de centro desde que ela entrou no hospital. Longos minutos depois foi que peguei meu celular e digitei uma mensagem para meus amigos que estavam cada dia mais preocupados com a situação, entretanto minha voz falhou quando liguei para os pais dela e fui obrigado a pronunciar a palavra morte.

E foi ai que desabei.

Os dias seguintes foram um inferno. Ver sua mãe desabando no velório, que atendeu seu desejo que deixa-la aqui na Coreia, assistir seus poucos amigos lamentando sua morte e ainda tive que ouvir os comentários de "sinto muito" acompanhados por um olhar de pena porém a coisa ficou mais feia quando todo o rebuliço passou e eu me vi sozinho no apartamento. Solidão e vazio, os piores sentimentos acompanhados pela dor. Tive que tomar pílulas para tudo que se pudesse imaginar:

Pílulas para dormir, pílulas para acordar, pílulas para comer e até pílulas para acabar com meu choro.

E cá estou eu agora, andando pelas ruas de Seul numa madrugada gelada, com as mãos no bolso do moletom enquanto nossa playlist toca aleatoriamente nos fones de ouvido.

"Jiminie, amo você " eu ainda poderia ouvir sua voz acompanhada de uma gargalhada por conta das minhas piadas sem graça.

Nunca conseguiria me acostumar com isso nem tão pouco deixar de sentir sua falta. Seria algo que jamais poderia preencher-se. Avisto um grupo de adolescente noturnos, entre eles um casal me chama atenção.

Sorri.

Eu não a levaria para um almoço de domingo para que conhecesse minha família, não a pediria em casamento na frente dos meus amigos, não saberia como seria o rosto de nossos filhos nem muito menos montaria um álbum de nossa família mas isso jamais me impediria de guardar uma foto sua na minha carteira.

Para sempre.






Notas Finais


Desculpe qualquer erro u.u


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