História Sunshine - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Baekhyun, Baekyeol, Chanbaek, Chanyeol, Exo
Visualizações 86
Palavras 1.852
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ae, pessoal, tudo bem?
Cmg não, pq eu caí esses dias e eu to bem dolorida :D
a playlist é a mesma do capítulo anterior, mas eu coloquei mais musicas ^^

Capítulo 4 - Parte 4. Pancakes


Baekhyun queria se considerar uma daquelas pessoas que amadureciam com o tempo. Que mudavam, só que para melhor. Havia mudado, com certeza, mas não se sentia mais maduro, mais disposto a esquecer e a perdoar. Não era uma pessoa ruim, seja qual fosse o padrão de pessoa ruim, mas sabia que carregava mais mágoa em si do que gostaria, do que sentia que era bom para si. Na verdade, carregar mágoa não era bom de forma alguma, mas cada dia parecia mais pesado.

Havia decidido vender a casa. As memórias tristes predominavam cada cômodo, de forma que as memórias felizes iam se esvaindo cada vez que abria uma janela. Parecia uma decisão brusca na hora que a tomara, porém lembrara que já esperava por muito tempo. Chanyeol não voltaria e, honestamente, Baekhyun não sabia se o queria de volta, então não havia muito a se fazer a não ser o óbvio. Sua avó dizia que havia males que vinham para o bem e talvez esse fosse um deles.
No entanto, agora que descansava em sua cama no segundo quarto do apartamento de Minseok, não conseguia ignorar o pensamento que lhe assombrava desde o dia anterior. Por que agora? Por que ele voltaria agora para visitar os amigos, se durante todo o tempo que passou fora, não deu um sinal de que estava vivo? Logo agora que Baekhyun sentia que finalmente estava tomando um rumo com sua vida?

Suspirara, levantando-se e indo em direção ao banheiro. A água morna em seu rosto tirara o um pouco do aspecto pálido que a insônia deixava. Era cedo, mas teria de ir ao restaurante em um par de horas de qualquer forma, então não era uma má ideia começar a se vestir. Tomou uma xícara de café antes de sair com seu casaco em mãos. O restaurante só abria às 7h e agora eram apenas 5h. Minseok ainda dormia então Baekhyun limparia algo que não tivessem cuidado na noite anterior e daria uma olhada na dispensa. O restaurante em si não era muito grande, um cantinho de esquina que Minseok tivera a chance de achar por um pequeno preço. Claro que as despesas com a reforma não foram ignoradas, mas o resultado final estava compensando. Era um lugar aconchegante de ficar, havia mesas na calçada que eram mais ocupadas durante o verão, porém o interior era um bom refúgio em dias mais frios, com a diversidade de cadeiras, bancos e sofás que Minseok fizera questão de usar.

Minseok chegara enquanto Baekhyun terminava de anotar as despesas do mês, virando a plaquinha de “fechado” para “aberto” após entrar. Pendurara seu casaco e sentara ao seu lado, passando a mão por seu cabelo assanhado pelo vento.

- Bom dia, Baek. – murmurara, apoiando sua cabeça no ombro de Baekhyun, que rira.

- Bom dia, Min. Não vai me dizer que não acordou nadinha durante sua caminhada até aqui?

- Nem todo mundo é estranho igual a você, Baekhyun. E o Dae passou a noite, vim de carro com ele.

- Ah, o Dae passou a noite, então... – provocou, brincando com a caneta em suas mãos. Minseok riu, levantando-se.

- É, mas acho melhor eu começar lá na cozinha.

Baekhyun concordara, provavelmente não tardaria até que o movimento aumentasse, o restaurante tinha uma boa reputação pelo café da manhã, então sempre havia estudantes e trabalhadores que paravam ali para comer. Juntou os papéis e os levou até o pequeno escritório nos fundos, indo ao banheiro em seguida. Quando voltara, alguns dos banquinhos já estavam ocupados. Baekhyun sorrira para Sehun, o rapaz que ajudava Minseok na cozinha e que, apesar da aparência “fria”, era muito amigável.

- Bom dia, hyung.

- Bom dia, Hunnie. Caiu da cama? Você sabe que só precisa chegar aqui às oito.

Sehun riu, amarrando o avental preto em sua cintura.

- Faltam só uns vinte minutos até as oito, hyung. Não precisa agir como se fosse cinco da manhã, até porque é sempre você quem chega cedo.

- Ah, que pirralho atrevido. – mas Baekhyun não conseguia brigar de verdade com Sehun, gostava demais do mais novo. – Cuida, vá para a cozinha, eu vou ficar aqui na frente hoje.

Não havia muito para fazer, então Baekhyun apenas recolhera os pratos dos poucos clientes de antes. Aproveitara para comer um sanduíche e sentara para folhear uma revista quando ouvira o sininho acima da porta. Não ligara muito, os clientes sempre vinham primeiro ao balcão para fazerem pedidos. Porém, quando Baekhyun largou a revista e olhou para cima, quase desmaiou.

Provavelmente alguém o odiava com todas as forças, pois a sua frente estava Park Chanyeol. Tão alto quanto da última vez que o vira, o cabelo um castanho mais escuro que antes, partido ao meio de forma desleixada ao invés da franja de sempre. Respirou fundo.

- Bom dia.

Chanyeol tinha um olhar de espanto estampado em seu rosto, abrindo a boca repetidamente, porém não falara nada por um momento.

- Baekhyun... – droga, como Baekhyun sentira falta daquela maldita voz. Ainda soava como antes, talvez melhor, mais rouca.

- O que você vai querer? – cinismo, Baekhyun.

- Como assim?

- O que você vai pedir? Se quiser olhar o cardápio primeiro... – e Baekhyun virou de costas, respirando fundo enquanto fingia mexer com algumas garrafas e copos, mexendo na cafeteira.

- Baekhyun, eu não...

- Eu recomendaria as panquecas, as do Hunnie são ótimas. – falara, ainda de costas, com um ar casual que estava longe de como se sentia por dentro.

- E-eu vou querer as panquecas... – sua voz soara trêmula e Baekhyun conhecia aquele tom. Ou achara que conhecia, tempos atrás.

- Okay. Pode sentar em uma das mesas se não quiser ficar no balcão.

E Baekhyun se apressara em ir para a cozinha. Mordera sua mão para prender o grito que ameaçava escapar de sua boca. Minseok estava abrindo uma massa enquanto Sehun preparava algo no fogão, porém viraram-se quando ouviram Baekhyun batendo com os punhos em um dos balcões.

- O que houve? – Minseok perguntara, preocupado.

- Sehunnie, panquecas.

Baekhyun saiu da cozinha apressado, sem querer realmente explicar o que estava acontecendo. As chances de Minseok querer bater em Chanyeol com um rolo eram altas.

Chanyeol estava sentado em uma das mesas mais próximas de onde Baekhyun ficava, porém tentara não reparar muito no outro. Ficara mexendo em seu celular distraidamente, ou ao menos era a imagem que queria passar.

Pouco tempo depois, Sehun colocara as panquecas na “janela” entre a cozinha e o balcão. Baekhyun pegara o prato com cuidado, levando-o até a mesa onde Chanyeol estava.

- Aqui está.

 Chanyeol o olhara e então puxara o prato para perto.

- Você não quer sentar um pouco?

- Eu estou trabalhando, Chanyeol. – era mais fácil ser indiferente a Chanyeol quando se lembrava do que passara, então tentou manter as imagens da última vez que vira o outro em sua mente.

- Só um instante. Não tem mais ninguém agora, não vai fazer mal.

Baekhyun revirou os olhos, porém puxou a cadeira vazia, sentando-se com um suspiro. Estava dizendo a si mesmo que estava apenas curioso.

- Pode me passar a calda, por favor?

Baekhyun entregara o pote, que Chanyeol podia ter pegado sozinho, revirando os olhos.

- Eu nunca te imaginei trabalhando em um restaurante...

- Eu nunca imaginei que ia ver sua cara de novo, mas aqui estamos.

Chanyeol corara e Baekhyun não deixara de estranhar aquela situação.

- Bem, é. Então, eu cheguei esse fim de semana.

- Entendo.

- Eu notei que você colocou a casa a venda...

- Ah. É muito distante do restaurante.

Então realmente era Chanyeol naquele dia.

- Mas onde você está morando agora? – ele parecia ter esquecido as panquecas, garfo e faca deixados de lado.

- Com Minseok hyung. Mas sinceramente, Chanyeol – estranhara a sensação de falar aquele nome em voz alta e um calafrio percorrera seu corpo – não há nada muito interessante para falar a meu respeito. O que você tem feito?

- Bem, eu estou trabalhando com uma gravadora, na verdade eu continuo apenas escrevendo. Não quero gravar nada eu mesmo. Eu tentei, mas não é para mim.

- Interessante. E vai ficar aqui por quanto tempo?

- Eu não tenho certeza. Meu trabalho ainda é em Seul, mas talvez por alguns meses, vou alugar um lugar para ficar. Grande parte do que eu faço é através de e-mails, então...

- Ah. Boa sorte.

- Obrigado, Baek.

Chanyeol o olhara nos olhos ao falar e Baekhyun sentira náusea ao perceber que não estava mais acostumado as orbes castanhas. Uma das mãos de Chanyeol repousa na mesa, perigosamente perto da sua.

- Okay, eu preciso trabalhar agora, aproveite as panquecas. Devem estar frias. – levantou bruscamente, procurando fugir para o banheiro, porém fora interrompido com uma mão segurando seu pulso.

- Espera Baek. Na verdade eu estava pensando se você não queria ir tomar um café mais tarde? Quando você estiver livre?

Sentira o sangue subir para seu rosto, mas desta vez não era por vergonha.

- Não, Chanyeol. Na verdade, eu não quero. – puxara seu braço, indo para cozinha o mais rápido que podia.

- Sehun, fica no balcão um pouco, eu estou com uma dor de cabeça...

Sehun apenas assentira, secando suas mãos e saindo da cozinha. Minseok o olhara curioso.

- Você definitivamente não está bem e melhor começar a falar.

Baekhyun respirou fundo, esfregando os olhos.

- Chanyeol, hyung. O Chanyeol estava aí fora.

Minseok largara a tigela que tinha em mãos com um baque, cerrando os punhos a sua frente.

- Você está me dizendo que Park Chanyeol estava no meu restaurante e você não me disse?

Minseok não costumava ser uma pessoa violenta, geralmente tentando resolver todas as situações na conversa, mas isso não mudava o fato de que ele era assustador quando bravo.

- Hyung. Eu nem estou acreditando ainda. Eu achei que fosse vomitar, não sei, pode ser que eu ainda vomite. – falara, sentando em um dos balcões.

- Aqui, bebe um copo d’água. Ele falou com você?

- Obrigado, hyung. E sim, ele falou. Na verdade, ele vai ficar na cidade por algum tempo.

Minseok deu um longo suspiro, limpou a farinha de seu rosto e puxou Baekhyun para um abraço.

- Bem, se ele fica ou não, isso não tem importância. Se ele tentar te perturbar, você me diz, entendeu?

Baekhyun assentira, afastando-se.

- Okay, eu vou lá fora, o Sehun deve estar confuso. – e pulando do balcão, Baekhyun saíra novamente.

Chanyeol não estava na mesa e Baekhyun imaginou que ele já deveria ter ido embora, já que Sehun estava fechando a caixa registradora.

- Você já pode voltar Sehun.

Sehun o olhara curioso antes de pegar um papel do bolso de seu avental e entregar a Baekhyun.

- Aquele cara das panquecas pediu para eu te entregar. – e então voltara para a cozinha.

Baekhyun olhou o papel em suas mãos. O papel, na verdade, era um cartão de visitas. O nome Park Chanyeol e um número contrastavam com o fundo branco. Abaixo, escrito a mão, Baekhyun reconhecera a caligrafia bagunçada do outro.

“Considere o café, por favor.”

 

 


Notas Finais


eu queria escrever o Baek pulando no pescoço do Chanyeol no meio do restaurante (pra enforcar msm), mas ia ficar mto novela mexicana


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