História Sunshine - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias G-Friend
Personagens Eunha, SinB, Sowon, Umji, Yerin, Yuju
Tags Eunha, Gfriend, J Unnie, Sinb, Sinrin, Sowon, Sunshine Fanfic, Umji, Wonha, Yeju, Yerin, Yuju
Visualizações 386
Palavras 7.308
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, FemmeSlash, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


BABIES! *-*
Vocês tem alguma noção do quanto me fazem felizes e me motivam a dar o melhor de mim para essa história, certo? Obrigada por todo carinho e apoio ❤
Consegui terminar o capítulo a tempo para postar hoje \o/ e olha esse capítulo tá uma coisa assim <<33 uasyasgta
Eu realmente espero que vocês gostem! Nos vemos lá nas notas finais! ;)
Boa leitura, babies! ❤

Capítulo 17 - Capítulo 16: confissões (parte 2)


Enfim eu havia confessado em alto e bom tom o que eu sentia por SinB. Eu estava apaixonada por ela. Desde a primeira vez que esbarrei em SinB algo nela havia me atraído e encantado, e desde então cada vez que nos aproximávamos mais, maior ficava aquele sentimento. Eu gostava de estar com ela, gostava da maneira como SinB me abraçava, como sorria, como provocava... Gostava de tê-la na minha vida e queria que continuasse assim sempre. Não imaginava que aquele sentimento tomaria tamanha proporção, a ponto de SinB dominar todos meus pensamentos, de com um suspiro fazer meu corpo estremecer, e que bastasse aquele sorriso aparecer para meu coração bater enlouquecidamente.

SB: “Yennie” SinB fechou os olhos enquanto colocava as mãos sobre as minhas, que continuavam a segurar o rosto dela. “Você –” SinB suspirou antes de abrir os olhos novamente.

YR: “Estou apaixonada por você” Voltei a murmurar com um sorriso se espalhando por meus lábios, enquanto acariciava o rosto dela com meus polegares. Observei maravilhada os olhos intensos de SinB brilharem, enquanto se prendiam ao meus.

SinB voltou a suspirar, enquanto o quarto caiu em um silêncio por alguns instantes. Só se ouvia o barulho da chuva ainda lá fora e as respirações profundas que nós duas tomávamos. Se me concentrasse o bastante, podia arriscar que escutava perfeitamente o pulsar dos nossos corações. Mordi meu lábio e abaixei levemente meu olhar. Eu estava feliz por ter confessado como me sentia em relação à SinB, mas aquele silêncio tinha me inquietado... E se SinB achasse cedo ainda para confessar sentimentos assim?

YR: “Não queria te assust–”

Eu não havia conseguido completar minha frase porque SinB havia erguido meu queixo, encontrando meus olhos mais uma vez, o dedo dela sobre meus lábios me silenciando. Ela sorriu para mim antes de aproximar nossos rostos novamente, depositando um casto beijo em meus lábios. O beijo foi carinhoso, nossos lábios se encaixavam perfeitamente. SinB me deu um selinho, antes de sorrir contra minha boca. Fechei os olhos apenas a sentindo perto, e sorri de volta quando SinB manteve nossas testas coladas, os narizes se acariciando...

SB: “Eu também estou apaixonada por você, Yennie.” SinB murmurou sobre meus lábios.

Meu sorriso aumentou e meu coração voltou a acelerar quando compreendi o significado das palavras de SinB. Abri os olhos para encontrar os de SinB e mais uma vez senti o ar ficar preso em meu peito. Usei uma de minhas mãos para me apoiar no colchão da cama de SinB, entrelaçando meus dedos com os dela, enquanto erguia meu corpo, me apoiando nos joelhos de frente a ela, que continuava sentada. SinB manteve meu rosto próximo ao dela, acariciando minha bochecha, enquanto eu voltava a colar nossos lábios.

Aquele beijo pareceu mais intenso que os outros que trocamos. Era melhor. Talvez por, enfim, termos verbalizado o que estávamos sentindo há algum tempo. As bocas exploravam-se sem pressa, provando e reconhecendo cada traço dos lábios, as línguas dançavam juntas, guiando uma a outra em provocantes encontros. Quando SinB arranhou minha nuca, prendendo meu lábio inferior entre os seus, um baixo gemido escapou da minha garganta e eu apertei minha outra mão no joelho dela.

SinB envolveu meu ombro com as mãos, me puxando para si ao jogar o corpo levemente para trás. Mas antes que eu caísse por cima dela na cama, eu relutantemente coloquei alguma distância entre nós, voltando a me levantar e dar alguns passos para trás.

SB: “Por que está se afastando?” Me perguntou com um beicinho nos lábios.

YR: “Você está de pijama, SinB, não quero molhá-lo.” Apontei para mim mesma que ainda pingava com as roupas encharcadas da chuva.

SinB levantou da cama caminhando em minha direção, voltando a apoiar as mãos em meus ombros enquanto me empurrava levemente para trás.

SB: “Não me importo.” Murmurou antes de voltar a me beijar.

A língua de SinB não precisou de permissão para voltar a se acomodar em minha boca, as mãos dela apertavam meus ombros e ela nos fez caminhar para trás, parando apenas quando minhas costas encontraram uma parede do quarto dela. Interrompemos o contato entre nossas bocas apenas para tomar o ar necessário novamente.

SB: “Yennie” mordeu meu lábio, as unhas passavam por meus ombros “eu já disse que não me importo, você pode me tocar.”

Meu olhar revezava-se entre os olhos e lábios de SinB, e quando ela mordeu novamente meu lábio, puxando-o para si, eu não esperei mais um incentivo para também não me importar com o pijama dela. Envolvi a cintura de SinB com meus braços e colei nossos corpos, enquanto as bocas voltavam a se buscar. SinB direcionou os beijos para meu pescoço calmamente, provocando arrepios na minha pele. Deixei minhas mãos deslizarem pelas costas dela, terminando por apoiá-las no bumbum. Não resisti e pressionei minhas mãos no bumbum de SinB, apertando a carne. Sorri ao ouvi-la gemer contra meu pescoço, mordendo-o em seguida, arrancando um gemido também de mim.

Girei meu corpo nos fazendo trocar de posição. Voltei minhas mãos à cintura de SinB assim que pressionei o corpo dela entre o meu e a parede. As mãos de SinB envolviam meu pescoço, enquanto eu estava ocupada mordiscando e beijando a clavícula dela. Uma de minhas mãos deslizou para debaixo da blusa do pijama de SinB, e a senti estremecer com o contato da minha mão fria em seu corpo quente. Enquanto a mão por baixo da blusa dela traçava círculos sobre o abdômen definido, minha outra mão acariciava a lateral do corpo dela. SinB tinha puxado meu cabelo, voltando a pressionar nossas bocas. O caminho que minha mão traçava pela lateral do corpo de SinB foi interrompido quando minha mão pousou sobre o seio direito dela. Eu a senti estremecer uma vez mais, assim como senti minha pele se arrepiar ao ter o mamilo endurecido sob a palma da minha mão.

Nós tínhamos as testas coladas, enquanto nossas respirações ofegantes se misturavam. Eu tinha paralisado meus movimentos, mas não tinha afastado minhas mãos de SinB. Um gemido reverberou de minha garganta quando a mão de SinB cobriu a minha, apertando-a sobre o seio dela. Os outros dedos de SinB arranhavam minha nuca, e me senti confiante o suficiente para acariciar o seio dela, estimulando-o, enquanto com a outra apertava a cintura dela.

SinB deslizou a mão por minha omoplata em seguida, pressionando mais meu corpo contra o dela. O pijama dela estava úmido, e eu já não sabia se os arrepios na minha pele ou na dela eram devido às roupas frias, ou pelos toques no corpo da outra. Beijei o rosto de SinB calmamente quando voltei apoiar minhas duas mãos na cintura dela, até que nossas respirações se estabilizassem.

YR: “Avisei que seu pijama ficaria molhado.” Comentei ao deixar uma leve mordida do queixo dela.

SB: “Valeu a pena.” SinB piscou para mim, nos fazendo rir.

YR: “Melhor eu ir antes que percamos o controle.” Deixei um selinho nos lábios de SinB antes de afastar um pouco o corpo do dela, nos desgrudando da parede.

SB: “O quê? É claro que você não vai.” SinB me olhou com a testa franzida.

YR: “Vim para nos acertarmos, SinB ah e–”

SB: “Yeah, e estou feliz por isso.” Segurou minha blusa molhada. “Mas está tarde agora e parece que o mundo está desabando lá fora.” Apontou para a janela. “Você não vai sair daqui assim, Yennie.” Ela segurou meu rosto. “Não vou deixar você ir desse jeito. Dorme aqui.” Murmurou.

YR: “Mas –” mordi o lábio e vi SinB arquear a sobrancelha para mim “seus pais.” Encolhi meus ombros.

SB: “Meus pais não costumam vir ao meu quarto sem avisar.” Deu de ombros, antes de dar alguns passos para trás e se aproximar da porta. “E também eles não vão entrar aqui com a porta trancada.” SinB sorriu para mim ao passar o trinco na porta.

YR: “O que eles diriam se soubessem que você está trocando beijos e indo dormir com uma garota no seu quarto?” Mordi o lábio, enquanto a observava dar de ombros e caminhar novamente até mim. Os braços de SinB envolveram minha cintura, e eu afastei os cabelos do rosto dela.

SB: “Eventualmente eles vão ter que lidar com isso.”

A resposta de SinB me fez rir. Antes que minha risada soasse mais alta, a boca de SinB tinha coberto a minha, abafando a risada.

SB: “Nós só precisamos não fazer barulho.” Falou sobre meus lábios e eu apenas acenei para ela. “Você vai ficar.”

YR: “Não queria realmente ir.” Pisquei para ela.

SinB selou nossos lábios, e quando eu tentei aprofundar o beijo a senti empurrando suavemente meu corpo em direção ao outro lado do quarto.

SB: “Você vai tomar um banho quente agora e trocar essa roupa fria, Yennie.” SinB tinha me empurrado para o banheiro, e eu apenas me deixei ir sem resistência, um banho quente seria bem vindo agora que o corpo dela já não me esquentava.

Assim que me virei para o banheiro senti um estalo em meu bumbum, olhei para SinB por cima do ombro com a sobrancelha arqueada e a encontrei apenas com um sorriso divertido nos lábios.

YR: “Você acabou mesmo de me bater, SinB ah?” Ela deu de ombros, escondendo um sorriso.

SB: “Você me apertou, nada mais justo.” SinB voltou a piscar para mim e eu tive que fazer um esforço enorme apenas para não voltá-la a prensar na parede, ou ainda no armário daquele banheiro. “Vai para o banho, enquanto eu vou me trocar e pegar algo para você usar, Yennie.”

SinB foi em direção ao closet do quarto dela e eu a vi retirar a blusa de costas para mim. Engoli em seco quando vi as costas nuas da mais nova, a linha da coluna, a cintura fina... respirei fundo e encostei a porta do banheiro, me encostando nela. Eu podia ainda sentir na ponta dos meus dedos o calor da pele de SinB, e naquele momento só desejei poder sentir aquele calor também em meus lábios. Suspirei antes de começar a me livrar de minhas roupas frias. Estava cogitando a ideia de tomar um banho gelado ao invés do quente, ainda mais porque eu estava indo dormir com SinB assim que saísse dali. Maneei a cabeça tentando me distrair de pensar nela enquanto me jogava embaixo da água morna.

O vidro embaçado do chuveiro me impediu de ver quando SinB deixou roupas e toalha para mim, apenas soube que o havia feito porque ela tinha murmurado pouco antes de entrar no local, logo saindo.

Quando eu deixei o banheiro, SinB já estava deitada. O quarto estava com a luz apagada, tendo apenas a luminária emitia uma baixa iluminação no quarto. SinB tinha batido no colchão ao lado dela, e eu não demorei a me ajeitar nos lençóis junto a ela.

SinB se acomodou em meus braços, abraçando minha cintura, enquanto fazia do espaço entre meu pescoço e meu peito, o travesseiro dela. Meus braços envolveram o corpo dela, uma mão traçando linhas nas costas de SinB, e a outra fazendo cafuné nela. Nós permanecemos em silêncio por alguns instantes, apenas escutando os pingos de chuva lá fora e nossos corações baterem juntos. Fechei os olhos quando ouvi SinB ronronar baixinho pelo carinho que deixava em seus cabelos. Inclinei minha cabeça contra a dela, sentindo o perfume natural de SinB. Aquele perfume que eu tanto amava e que havia me viciado.

Eu me sentia bem em estar assim com ela. SinB me fazia querer todos os momentos com ela, dos intensos aos mais delicados, dos mais loucos aos mais sensatos. Parecia tão certo estar com ela, que eu só desejava por mais. Nós merecíamos mais. E querer mais de SinB, de nós... implicava que fizesse as coisas direito. Queria ser o motivo do sorriso de SinB, queria estar ao lado dela... Eu a queria por completo. Foi com essa certeza que dei voz ao que meu coração pedia...

YR: “SinB” murmurei, apertando-a suavemente em meus braços.

SB: “Hmm” Ela suspirou ao enterrar a cabeça em meu pescoço.

Respirei profundamente ao segurar a mão dela que repousava em minha cintura e entrelaçar nossos dedos. Fechei os olhos e senti um leve sorriso preencher meus lábios, enquanto meu coração voltava a perder algumas batidas.

YR: “Namora comigo.” Pedi baixinho no ouvido dela.

A primeira reação que tive de SinB foi senti-la apertar minha mão, para em seguida sentir um sorriso se desenhar contra meu pescoço. Eu continuei de olhos fechados até quando SinB deixou um pequeno e demorado beijo no canto dos meus lábios.

SB: “Olha para mim, Yennie.” A mão dela pousou em meu rosto, virando-o para ela.

Quando abri os olhos encontrei uma das imagens mais lindas que eu já vi. SinB sorria para mim daquele jeito que fazia aparecer o eye smile dela, uma imagem que sempre causava um sobressalto nas batidas em meu peito.

SB: “Tudo o que eu mais quero é namorar você.”

O sorriso não deixaria meus lábios tão cedo, porque tudo o que poderia sentir no momento se resumia àquela garota. A sensação de sorrisos se encontrando em meio a beijos se tornava ainda mais incrível quando era com a garota que você estava amando... E tudo ficava ainda mais íntimo quando se tinha os corações envoltos em um abraço, batendo em sincronia. SinB era o algo a mais que faltava à minha vida, mas agora que eu a tinha em meus braços, não deixaria que faltasse.

※※※※※※

Fazia alguns minutos que eu tinha acordado, mas tinha permanecido deitada até então. Não conseguia me afastar, muito menos tirar os olhos sobre a garota que dormia ao meu lado. Os cabelos bagunçados, a boca levemente entreaberta, enquanto o peito dela subia e descia tranquilamente. Eu sorri para a figura em paz de minha namorada. Namorada. Mordi o lábio ao pensar naquilo. Eu não tinha imaginado que namoraria tão logo, não me apegava tão facilmente, mas ela havia me mudado. Yerin tinha me conquistado sem ao menos fazer um grande esforço para aquilo, bastou ser ela mesma e estar sempre ali... Ela havia me dado motivos para acreditar e querer mais para a minha vida. E eu a queria como jamais quis outra coisa.

Eu estava feliz com o que tínhamos, gostava de estar com a garota e sentia que Yerin e eu tínhamos algo de muito especial. Nós combinávamos. Sentia que estávamos fazendo as coisas direito, ainda mais agora oficialmente namorando. Não impedi que um sorriso largo preenchesse meus lábios ao ficar observando-a, facilmente eu poderia me acostumar a acordar ao lado dela.

Diferente do dia anterior, aquele dia tinha despertado com um tempo agradável, meu quarto estava sutilmente preenchido com os raios que se infiltravam pela cortina. Ainda era relativamente cedo, e nós tínhamos que nos apressar por causa das aulas e ainda por meus pais.

Suspirei antes de delicadamente arrumar a franja de Yerin, eu a chamei baixinho, mas a mais velha sequer se remexeu. Então optei por acordá-la de outra maneira. Ergui levemente meu corpo sobre o dela, me apoiando em seu peito e comecei a distribuir beijos pelo rosto dela.

SB: “Yennie, acorda” murmurei ao deixar um selinho nos lábios dela e morder o queixo em seguida.

Vi Yerin começar a despertar, um sorriso preguiçoso se espalhando nos lábios quando notou meus beijos. Ela se espreguiçou e correu a mão pelo rosto, bagunçando a franja que eu havia arrumado novamente, antes de abrir os olhos e encontrar os meus.

YR: “Bom dia, namorada!” Ela sorriu para mim ao me prender em seus braços.

Sorri de volta para Yerin voltando a selar nossos lábios em um beijo casto.

SB: “Bom dia, namorada.” Murmurei sobre os lábios dela, antes de voltar a arrumar a franja da mesma. “Queria que não precisássemos sair desse quarto hoje.” Apoiei meu rosto no peito de Yerin, enquanto sentia as mãos dela acariciando minhas costas.

YR: “Mas infelizmente temos aula.” Acenei concordando. “E eu preciso ir para casa primeiro, e mais importante, sair sem que seus pais me vejam.” A voz de Yerin tinha um tom divertido e eu a acompanhei rindo baixinho. Ela beijou minha cabeça antes de erguer o corpo da cama, me levando junto no processo. “Hum, será que minhas roupas secaram?”

SB: “Claro que não, Yennie. Deixa as suas aqui e veste alguma das minhas.” Apontei para meu closet.

YR: “Hum, vou aproveitar e pegar a blusa que me roubou de volta.”

SB: “Claro que não, ela é minha agora.” Ela me olhou com a sobrancelha arqueada e eu dei de ombros. “Gosto de dormir com suas blusas.” Senti meu rosto queimar um pouco com o olhar que Yerin me lançou. Ela aproximou nossos rostos, o corpo inclinando-se contra mim, nos fazendo deitar novamente.

YR: “Bom, porque eu também gosto de dormir com as suas, SinB ah.” Sussurrou antes de deixar um beijo calmo em minha boca.

Quando Yerin tentou se afastar, eu a segurei pela barra da camisa, a puxando de volta para mais um beijo. A mais velha riu antes de enfim deixar um beijo em meu pescoço e enfim se levantar. Enquanto Yerin se trocava, eu abri a porta do meu quarto para verificar se meus pais já tinham acordado. Felizmente, a porta do quarto deles permanecia fechada e a casa estava silenciosa. Quando minha namorada estava pronta, a chamei e nós descemos as escadas de mãos dadas, parando de caminhar apenas quando chegamos à porta de entrada da casa.

SB: “Nos encontramos no colégio?” Envolvi a cintura dela com meus braços, enquanto Yerin segurou meu rosto, selando nossos lábios novamente.

YR: “Claro que sim.” Yerin apertou minha mão antes de dar alguns passos para fora de casa.

SB: “Yennie” não soltei a mão de Yerin, puxando-a levemente e atraindo o olhar dela “não se atrase.”

Minha namorada sorriu para mim e levou minha mão até os lábios, deixando um beijo na palma dela e me fazendo corar com o gesto.

YR: “Pode deixar, amor.” Yerin piscou para mim antes de se virar e descer os degraus da varanda de minha casa.

Eu permaneci parada no mesmo lugar, com a mão esticada levemente em direção a ela ainda e a boca um pouco entreaberta. Podia sentir rubor se espalhando pelo meu rosto. Amor... Yerin havia me chamado mesmo de amor? Ela tinha olhado para trás, acenando para mim com um sorriso divertido em sua boca. Eu mordi o lábio e maneei a cabeça, provocando alguns risos nela. Minha namorada estava se divertindo com minha reação. Revirei os olhos para ela antes de voltar para dentro de casa.

Quando fechei a porta de casa, permaneci apoiada na mesma por alguns instantes, apenas repassando tudo o que tinha ocorrido pelas últimas horas. Era inevitável não sorrir abobada com tudo aquilo que estava sentindo. Suspirei e tapei meu rosto com as mãos, escondendo meu sorriso. O que aquela garota estava fazendo com você, SinB? Respirei fundo antes de subir as escadas pulando degrau a degrau, precisava me arrumar para chegar logo ao colégio e encontrá-la novamente.

Felizmente tinha chegado ao colégio mais cedo do que previ, tudo porque meus pais estranhamente tinham resolvido me dar uma carona até o colégio antes de seguirem para o trabalho. Franzi a testa para aquele comportamento, mas não reclamei. Assim que cheguei ao colégio sabia que Yerin não teria chegado ainda, e francamente podia apostar que nenhuma das nossas amigas também. Mas eu vi que estava enganada assim que avistei a figura pequena sentada em um dos bancos, a cabeça apoiada no banco enquanto mirava o céu.

SB: “O que há de tão interessante no céu?” Murmurei ao me jogar ao lado dela. Ri quando a vi pular ao meu lado, levando uma mão ao peito.

EH: “Me assustou, Eunbi!” Eunha empurrou meu ombro assim que se recuperou do susto.

SB: “Deveria ter gravado isso.” Ela revirou os olhos antes de voltar à posição que estava. Virei meu corpo para ela e fiquei observando a menor. “Como você está, baixinha?”

Eunha suspirou antes de virar o rosto em minha direção, mas continuou em silêncio.

SB: “Não voltou para as aulas de ontem e Yerin me explicou depois o que houve.” Murmurei ao cutucar a bochecha de Eunha.

EH: “Já estive melhor.” Encolheu os ombros. Suspirei antes de aproximar meu corpo mais do de Eunha, envolvendo os ombros dela com meu braço e puxando-a para mim. A menor encostou a cabeça em meu ombro, enquanto apertava meu antebraço. “Yuju me contou que você e Yerin unnie tinham se desentendido, me desculpe por de alguma forma ter sido culpa minha isso, SinB ah.”

SB: “Shiu! Não foi culpa sua, Eunha. Yerin me explicou o que houve e nós já nos resolvemos. Só tive –”

EH: “Ciúmes.” Acenei afirmativamente, fazendo a menor soltar um pequeno riso. “Você é muito ciumenta, SinB ah.”

SB: “Olha só quem fala, não é?” Cutuquei as costelas de Eunha, fazendo-a se encolher. Vi Eunha respirar fundo e eu repeti o gesto. “Você sabe que poderia se resolver logo com Sowon unnie também, não é?”

EH: “Não sei se consigo.”

SB: “Só vai saber se tentar, Eunha.” Ela apertou meu braço. “Vamos lá, cadê a baixinha desaforada que eu conheci no primeiro dia?” Voltei a cutucar as costelas dela, fazendo cócegas dessa vez.

Eunha se remexeu e conseguiu segurar minhas mãos, me encarando de volta. Arqueei a sobrancelha para ela que suspirou antes de me retribuir com um sorriso.

EH: “Hora de voltar a colocá-la em ação, não é?” Perguntou incerta.

SB: “Já passou da hora.” Apertei as bochechas dela, ganhando um tapa de leve de Eunha. “Olha só, está começando a voltar já.” A menor revirou os olhos e eu joguei meus braços ao redor dela novamente, a apertando em meus braços. Nós permanecemos abraçadas enquanto as pessoas começavam a chegar ao colégio. Assim como Yerin e eu tínhamos nos resolvido, eu esperava que Eunha e Sowon também se acertassem logo. As duas precisavam entender que também combinavam, bastava que apenas admitissem isso entre elas.

※※※※※※

Estava esperando Yerin sentada na varanda da casa dela. Podia ter chamado e a esperado lá dentro, mas o dia estava agradável, o céu limpo depois da chuva incessante da noite anterior. Eu podia imaginar que ela tinha conseguido resolver as coisas com SinB pelo fato de não ter ligado com alguma notícia ruim, mas eu ainda me preocupava com aquelas meninas. Já bastava Eunha e Sowon estarem naquela relação estranha, não precisava que Yerin e SinB fossem pelo mesmo caminho.

YR: “Tenho que dizer que tem sido maravilhoso ter a cada dia uma de vocês a minha espera. Primeiro Sowon, agora você, baby.” A voz animada de Yerin alcançou meus ouvidos e eu ergui o olhar assim que ela parou ao meu lado.

YJ: “Sorte a sua que somos nós, porque eu queria ver a SinB ficar animada com cada dia uma garota diferente estando a sua espera.” Murmurei ao me levantar e começar a caminhar ao lado dela. Yerin gargalhou com meu comentário antes de acenar em concordância.

YR: “Felizmente são só vocês mesmo.” Ela ligou nossos braços, deixando um beijo na minha bochecha. “Bom dia, baby.”

Sorri para Yerin enquanto a observava. O sorriso no rosto, a expressão leve, o bom humor... eram indícios que de fato eu não precisava me preocupar com ela e SinB.

YJ: “Você e a SinB se resolveram, não é?”

YR: “Yeah, nos entendemos.” Murmurou feliz.

YJ: “Ótimo! Fico feliz por vocês.” Pisquei para ela. “Bom que basta me preocupar com o outro casal enrolado.” Yerin acenou e eu a vi pelo canto do olho mordendo o lábio. “O que foi, baby?”

YR: “Tem mais uma coisa que você deveria saber, Yuju. Aliás, é a primeira a saber.” Olhei atentamente para ela e Yerin me encarou de volta enquanto caminhávamos. “Hum, SinB e eu estamos namorando.”

A confissão de Yerin não me pegou de surpresa, eu sabia que era uma questão de tempo até aquelas duas assumirem um relacionamento sério. Acenei com um sorriso para ela.

YJ: “Acho bom que tenham oficializado, vocês já agiam como namoradas mesmo, e é bom que faça as coisas direito, baby.” Cutuquei com meu cotovelo as costelas dela e ri quando vi as bochechas de Yerin corarem.

A mais velha abaixou levemente a cabeça e eu sorri para aqueles momentos quando Yerin agia sem jeito. Deixei um beijo na bochecha dela, fazendo-a me encarar novamente.

YJ: “Você merece viver o romance que sempre desejou, baby. Estou feliz por vocês.”

Nós sorrimos genuinamente uma para outra enquanto seguíamos caminhando lado a lado para o colégio. Um silêncio confortável se fez presente momentaneamente entre nós, e eu suspirei quando senti o braço de Yerin deslizando pelo meu até que a mão dela segurasse a minha, entrelaçando nossos dedos. Olhei para nossas mãos juntas e sorri divertida antes de olhar para ela.

YJ: “SinB acabou de ter uma crise de ciúmes, acha saudável provocar outra?” Ergui nossas mãos juntas, e Yerin riu antes de encolher os ombros.

YR: “Com você é diferente. SinB não vai ter nenhuma crise de ciúmes assim.” Arqueei a sobrancelha para ela e Yerin continuou. “Se não fosse você talvez SinB e eu levássemos mais tempo para nos entendermos, desde o início.” Murmurou e foi minha vez de sorrir sem jeito e desviar o olhar. “E, acima de tudo, nós prometemos que as coisas não mudariam entre nós, baby.” Yerin continuou ao apertar minha mão e balançar nossas mãos entre nós.

Continuamos seguindo o trajeto por mais alguns minutos em silêncio. Olhei de relance para Yerin, que mantinha nossas mãos juntas. Eu estava orgulhosa dela. A garota sempre fora sincera com o que sentia e sempre se mantinha por perto. Eu realmente estava feliz por ela e SinB. Desde o início vi que entre as duas havia algo de especial, tinham uma cumplicidade própria delas, estava feliz por Yerin ter encontrado SinB, e por tê-la trago para a vida de todas nós. Deixei um suspiro escapar enquanto pensava que eu torcia e até insistia para que todas elas fossem sinceras sobre o que sentiam e queriam, mas por vezes eu era a primeira a não seguir meus próprios conselhos.

Engoli em seco quando vi Yerin erguer os olhos para mim novamente.

YR: “Em que está pensando?” Desviei o olhar dela, maneando a cabeça negativamente. “Hey” Yerin apertou minha mão e eu suspirei novamente. “Fale comigo, baby.”

Encarei nossas mãos novamente, vendo o polegar dela traçar círculos sobre a palma da minha mão. Yerin ergueu meu queixo com a outra mão, me fazendo encará-la e esperou que eu falasse.

YJ: “Estava pensando que –” ela apertou minha mão novamente “insisto para que você e as meninas sejam corajosas e sinceras com o que sentem, mas eu mesma não consigo fazer isso ainda.” Encolhi os ombros.

YR: “Baby, não é assim.”

YJ: “É, unnie. Sou uma covarde.” Dei de ombros.

YR: “Pare! Claro que não.”

YJ: “Baby, é a verdade. Eu não tive coragem de continuar o que tínhamos porque não tive coragem de admitir como eu me sinto para meus próprios pais, e mesmo hoje eu ainda não sou corajosa o bastante.”

YR: “Yuju, pare.” Yerin havia parado de caminhar, se colocando a minha frente. A mão dela não tinha soltado a minha em momento algum, e ela tinha nos aproximado mais. “Presta atenção, baby.” Começou séria e eu apenas a encarava. “Você não é nenhuma covarde.”

YJ: “Mas –”

YR: “Não é nenhuma covarde porque você sabe quem é, Yuju, e mais que isso, você sabe o que sente. Não admitir para seus pais só quer dizer que você não se sente pronta ainda. E está tudo bem se sentir assim, baby.”

Suspirei antes de fechar os olhos para evitar que eles lacrimejassem. Apenas voltei a abri-los quando senti o carinho de Yerin em meu rosto.

YR: “Basta quando você se sentir pronta.” Acenei levemente, apertando a mão dela. “Vou estar com você, baby. Todas nós vamos.”

Yerin me puxou para um abraço que logo retribui. Nós ficamos abraçadas por um tempo, antes de senti-la deixar um beijo na minha bochecha e voltar a me puxar para caminhar com ela. Dessa vez a mais velha abraçava minha cintura, enquanto meu braço pendia sobre o ombro dela.

YJ: “Obrigada, baby.” Murmurei ao encostar minha cabeça na dela.

YR: “Não precisa me agradecer, baby. Você sabe que estou aqui.” Sorri acenando e Yerin retribuiu. “Yuju?”

YJ: “Hum”

YR: “Você também merece o romance que deseja, baby.” Yerin deixou um aperto em minha cintura e sorri mais uma vez para ela.

Nós voltamos a olhar para frente, nos aproximando mais da rua que levava ao colégio. Pelo canto do olho vi Yerin me encarar mais uma vez, e voltei a encontrar o olhar dela.

YR: “Mas você sabe que primeiro tem que passar por minha aprovação, não é? Afinal não é qualquer pessoa que vai ter a minha Yuju assim. Não mesmo!”

Yerin piscou para mim e eu não resisti aos risos que deixaram meu peito, mais ainda quando ela permaneceu com a expressão de quem estava falando sério. Eu a apertei em meus braços e continuei andando com um sorriso, com ela ao meu lado. Eu sabia que ela realmente estava falando sério, e eu estava grata por tê-la ao meu lado, como ela sempre estava.

※※※※※※

Felizmente nas aulas teóricas daquele dia o professor tinha aplicado exames, o que era bom por não me permitir falar tanto com as meninas, e ruim porque eu tinha certeza que não tinha me saído tão bem. Não estava concentrada o suficiente para poder responder aquelas questões, tanto que havia sido uma das primeiras a entregar o exame. Eu senti cinco pares de olhos me observando à medida que caminhava para a mesa do professor, e um especialmente eu senti queimando minhas costas até o momento que deixei a sala.

Era mais fácil falar do que por em ação o que eu havia pensado, passei o dia tentando reunir coragem para lidar com tudo, mas até o momento não me sentia segura o suficiente. Eu apreciava o apoio de minhas amigas, mas só queria ficar sozinha no momento, precisava reunir coragem em mim mesma antes de estar com elas, e principalmente, com ela.

Vaguei sem rumo pelo colégio e acabei parando apenas quando percebi que estava em frente às portas do auditório. Suspirei ao empurrar as pesadas portas e entrar no lugar vazio. O silêncio do auditório foi acolhedor, era tudo o que eu precisava no momento. Caminhei até a primeira fileira de cadeiras, me jogando em uma delas e mirando o palco. Aquele lugar de alguma forma tinha se tornado um sonho e um pesadelo ao mesmo tempo. Sonho porque gostava de encenar, tinha iniciado o ano animada com a ideia de compartilhar aquele lugar com Sowon; e um pesadelo porque em algum ponto o que seria para nos aproximar, acabou nos afastando. Um suspiro deixou meus lábios e levei minhas mãos ao meu rosto, abaixando a cabeça. Eu só queria Sowon de volta. E queria de um jeito totalmente diferente, queria que ela me quisesse da mesma forma.

Estava tão imersa pensando nela que não percebi que me enganei ao achar que estava sozinha naquele local, me assustei quando passos ecoaram pelo assoalho do palco. Assim que ergui os olhos eu me encolhi naquele assento e torci para que ela não erguesse os olhos do roteiro que tinha em mãos, mas suspirei derrotada quando a garota desceu do palco e parou a alguns passos da fileira onde eu estava. Pelo olhar surpreso dela sabia que assim como eu, Nayoung achou que estava sozinha no auditório.

NG: “Eunha” murmurou e eu encolhi mais meus ombros, acenando levemente para ela. Imaginei que Nayoung seguiria seu caminho, mas me surpreendi mais quando ela fechou o roteiro e se aproximou de onde eu estava sentada, ocupando uma das cadeiras próximas a mim. “Você está bem?”

Eu a encarei antes de acenar brevemente.

NG: “Eu não te vi por aqui ontem.” Ela continuou com o assunto. “E Sowon estava bem preocupada por não ter notícias suas.”

Engoli em seco e fechei os olhos brevemente. Suspirei antes de voltar a encará-la. Por um segundo eu pensei que seria mais fácil se eu simplesmente a culpasse por todos os desencontros que eu vinha tendo com Sowon, mas eu sabia que não podia fazer isso, e na verdade era meio impossível quando a voz e os olhos dela eram tão gentis e sinceros. Sabia que Nayoung não tinha culpa por Sowon e eu termos nos afastado, apenas nós duas havíamos provocado isso, e talvez muito mais eu do que ela. Nayoung tinha aparecido naquela história apenas se importando com Sowon, e esteve com ela quando eu não pude estar. Se a garota havia se encantado pela mais alta, eu não podia culpá-la porque eu sabia o quão fácil era se encantar por ela. Só tinha cometido o erro de não perceber o que de fato significava aquele encantamento antes.

EH: “Ontem eu realmente não me sentia bem.” Murmurei.

NG: “Está melhor agora?”

EH: “Estou tentando ficar.” Respondi sincera. Nayoung me direcionou um pequeno sorriso, enquanto eu a olhava séria e meio confusa. “Nayoung.” Chamei e ela acenou para mim. “Por que você ainda é legal comigo?”

Vi a garota franzir a testa antes de sorrir divertida.

NG: “Por que eu não seria?”

EH: “Digamos que eu nunca dei muitos motivos para você ser legal comigo, pelo contrário.” Dei de ombros.

Nós nos encaramos por alguns segundos antes dela suspirar e voltar a me responder.

NG: “Sei que nós não nos conhecemos muito bem, mas eu não tenho nada contra você, Eunha.” Acenei para Nayoung, mas antes que pudesse dizer qualquer coisa ela continuou. “E, além disso, a Sowon se importa com você.” Ela encolheu os ombros e eu arqueei a sobrancelha para a última frase da garota.

EH: “E você se importa com a Sowon.” Completei e Nayoung acenou positivamente para mim. “Você gosta dela.” Mordi o lábio assim que as palavras deixaram minha boca.

Nayoung continuou me encarando antes de deixar um suspiro escapar dos lábios dela.

NG: “Yeah, eu gosto.” Murmurou. “Assim como você também gosta.” Ela esboçou um pequeno sorriso em minha direção, e voltei a encolher meus ombros, apenas acenando afirmativamente para ela. “A diferença é que Sowon e eu somos apenas amigas, Eunha.”

EH: “Sowon e eu também somos apenas amigas.” Senti meu coração apertar ao proferir aquelas palavras.

Nayoung riu baixinho para o que eu havia dito, o que me fez encará-la. Bufei quando ela maneou a cabeça em descrença, antes de voltar a me encarar.

NG: “Você não percebeu ainda que você é a Cosette nessa história, Eunha?” Eu franzi a testa para ela. “O meu papel e o de Sowon são trocados.” Ela deu de ombros, antes de me direcionar um pequeno sorriso e se levantar. “Só não demore muito a agir como Cosette demorou, Eunha.” Nayoung murmurou antes de apertar levemente meu ombro e enfim seguir o caminho para fora do auditório.

Eu olhei para trás vendo as costas da garota subirem os degraus do auditório antes de enfim desaparecerem pelas pesadas portas do local. Suspirei ao voltar meu olhar para o palco, dessa vez repassando aquela inusitada conversa com Nayoung. Ela havia dito que eu era a Cosette... enquanto os papeis dela e de Sowon estavam trocados, o que significava que pelo roteiro Nayoung seria a Éponine, e Sowon... Marius. Senti meu coração acelerar sua pulsação ao perceber o que aquilo poderia significar. Marius e Cosette eram destinados um ao outro... Sowon e eu éramos capazes de seguir o mesmo? Senti minha pele se arrepiar ao desejar que aquilo realmente acontecesse.

Tinha voltado a me perder em pensamentos quando tive mais um sobressalto com as portas do auditório voltando a se abrir. Voltei a me virar para trás achando que encontraria Nayoung novamente, mas assim que meus olhos caíram sobre a recém-chegada, senti meu corpo estremecer. Sowon me encarava da porta de entrada do auditório, e eu engoli em seco enquanto a observava caminhar até mim, parecendo tão irritada quanto preocupada.

※※※※※※

Finalmente eu havia encontrado aquela pequena figura que me deixava enlouquecida. Tinha passado o dia anterior preocupada com Eunha, que não atendia minhas ligações. Além disso, eu sabia que as meninas estavam me escondendo algo, porque haviam desconversado quando interroguei o que havia acontecido. Especialmente Yerin. Minha amiga havia se recusado a me falar o porque Eunha e ela haviam faltado, alegando que depois a pequena me explicaria. E quando eu a encontrei na aula achei que começaria ter respostas, mas Eunha havia dado um jeito de evitar estar por perto.

Rodei o colégio inteiro a procurando, até me dar conta que talvez ela estaria no lugar que mais gostava de estar, o auditório. Não tínhamos práticas de teatro naquele dia por isso era um dos locais mais reservados de todo o colégio. Suspirei aliviada ao encontrá-la aqui, mas tão logo o alívio deu lugar a irritação e preocupação. Eunha não sumiria assim e ficaria por isso mesmo, ela tinha respostas a me dar e dessa vez não fugiria porque só estávamos nós duas ali.

SW: “Finalmente te encontrei, Eunha. Rodei todo o colégio te procurando, mas você tem agido como se não quisesse ser encontrada.” Resmunguei ao me aproximar dela.

EH: “Desculpe, Sowon, eu só precisava estar um pouco só.” A pequena encolheu os ombros, enquanto pressionava o recosto de braço da cadeira.

Suspirei antes de ocupar a cadeira ao lado dela, olhando para frente e encarando o palco.

SW: “Um pouco mais só?” Voltei a resmungar cruzando os braços sobre meu peito. “É o que mais tem feito, é o que fez ontem o dia todo. Sumiu e não deu a menor notícia, Eunha.”

EH: “Sowon –” Murmurou, mas eu a interrompi ao me virar para encará-la.

SW: “Você faz alguma ideia do quanto eu fiquei preocupada quando não apareceu ontem? Quando não atendeu minhas ligações? Quando Yerin se recusou a me contar o que tinha acontecido?” Deixei minha frustração sair toda de uma vez.

Eunha tinha se encolhido na cadeira e eu senti meu coração apertar ao vê-la assim. Eu não queria discutir, não mais... mas estava frustrada o bastante para perder um pouco do controle. Suspirei exasperada antes de correr a mão por meu cabelo e voltar a me recostar na cadeira e encarar o palco.

Ficamos em silêncio por algum tempo, apenas nossas respirações pesadas se propagavam pelo auditório. Fechei meus olhos ao perceber a ironia daquele momento. Era a primeira vez que Eunha e eu estávamos sozinhas naquele lugar desde que eu admiti o que sentia por ela para mim mesma. Aquele auditório era para ter se transformado no melhor lugar de estar durante aquele semestre, e de alguma forma ele tinha se transformado... mas eu queria que fosse por compartilhar bons momentos com Eunha, e não algumas de nossas discussões.

EH: “Você parece mais irritada no momento que preocupada, Sowon.” A pequena murmurou baixo. Pelo canto do olho pude perceber que ela me encarava. Suspirei antes de virar meu rosto para ela.

SW: “Eu estou irritada e preocupada. Irritada por nenhuma de vocês me contar nada e por você insistir em se manter só.” Vi Eunha engolir em seco antes de desviar o olhar do meu, me fazendo suspirar novamente. “Mas ainda estou preocupada com você.” Murmurei acalmando minha voz. “Quero ver você bem, Eunha.” Continuei encarando a mais nova. “Mas você parece não confiar mais em mim.”

EH: “Não se trata disso.” Ela voltou a me encarar, aqueles olhos intensos prendendo os meus. Meu coração batia acelerado no peito com a ideia que ela ainda confiava em mim.

SW: “Então do que se trata?”

Eunha tomou uma respiração profunda e fechou os olhos. Eu mordi o lábio tentando controlar minha vontade de segurar o rosto dela em minhas mãos. Eunha era tão linda, e parecia tão frágil no momento, que minha vontade era apenas envolvê-la em meus braços e fazê-la entender que eu estava ali.

EH: “Eu não apareci no colégio ontem e nem dei notícias porque eu não me sentia bem para vir para cá.” A menor começou e eu acenei para que ela continuasse. “Na noite anterior eu tinha ido a uma festa, e bem... não fiquei bem.” Franzi a testa para o que ela tinha dito. “Yerin foi me buscar pela madrugada, por isso não chegamos há tempo para a aula.”

SW: “Festa no meio da semana assim? Você simplesmente está sendo inconsequente agora, é isso?” Rolei os olhos para ela e bufei em descrença.

EH: “Eu precisava me distrair, achei que conseguiria indo a festa.” A voz dela tinha ficado mais alta e vi Eunha apertar com mais força o estofado da cadeira.

SW: “Distrair? Que droga, Eunha! O que diabos estava pensando?” Perguntei exasperada.

EH: “Em você! Era em você em que eu estava pensando.” Eunha tinha se levantado e quase gritado.

Eu não esperava ouvir aquilo, por isso as palavras tinham ficado presas em minha garganta à medida que a observava com a boca levemente entreaberta e meus olhos arregalados. Eunha continuava em pé e eu podia ver o corpo dela levemente trêmulo, e quando ela fixou os olhos em mim, senti o meu corpo estremecer.

EH: “Se você quer saber, era em você que eu estava pensando, Sowon. Eu fui àquela festa estúpida pensando que poderia tirar você da minha cabeça por alguns instantes, mas foi uma tentativa falha desde o início.” Ela soltou um riso nervoso. “Eu bebi porque eu estava me roendo de ciúmes por ter visto você com a Nayoung, e mais do que nunca ter me dado conta do quão boba eu era.” Eu estava em choque com as palavras que Eunha derramava sobre mim, minhas costas tinham se apoiado na cadeira e eu não conseguia tirar meus olhos dela. “Boba porque fui idiota para perceber tarde demais que eu não poderia tirar você da minha cabeça, quando você já estava há muito tempo no meu coração.”

Eunha tinha os olhos marejados e eu senti o ar faltar aos meus pulmões, enquanto meu coração batia acelerado em meu peito. Vi os ombros dela tremerem quando ela desviou os olhos de mim.

EH: “Eu percebi que gosto de você a mais tempo do que posso imaginar.” Minha pele se arrepiou com aquelas palavras, e eu senti meus olhos lacrimejarem também. “E que eu queria mais para nós.”

Eu estava paralisada diante das palavras de Eunha, não podia crê que a menor se sentia da mesma forma que eu me sentia.

EH: “Mas eu demorei a perceber isso que você me faz sentir, e agora eu sinto que perdi você.” Eunha murmurou por fim, enxugando os olhos que enfim haviam transbordado em lágrimas.

Antes que eu conseguisse recuperar o controle sobre o meu corpo, Eunha tinha se virado e corrido em direção à saída de emergência do auditório, a mais próxima de onde estávamos. Quando eu enfim consegui estabilizar a tremedeira em meu corpo e achado minha voz, eu chamei por Eunha, mas a pequena continuou correndo sem olhar para trás. Assim que deixei o auditório não consegui identificar por qual corredor Eunha havia desaparecido, perdendo-a de vista.

Enquanto minha cabeça lamentava por ela ter entendido meu silêncio mal, meu coração parecia que iria saltar do peito. Eunha se sentia da mesma forma que eu. Meu rosto estava marcado por lágrimas e sorrisos, e enquanto eu tentava recuperar o ar, apenas pensava na pequena. E no quanto Eunha era teimosa por ter saído correndo. Eu precisava encontrá-la, ela tinha que me dar a chance de dizer de volta que eu sentia o mesmo em relação a ela. Que há muito tempo era ela que preenchia meus pensamentos e meu coração.


Notas Finais


E ENTÃO?! Gostaram? O que acharam? A unnie aqui está curiosaaaaaa ^^
Por favor, não queiram me bater por terminar assim, não resisti auhsuahys
Várias coisas aconteceram nesse capítulo, não é mesmo? Confissões para tudo o que é lado! Eu realmente espero que vocês gostem, babies. ;)
Importante: não, eu não esqueci da nossa cute maknae, ok? Tenho planos para Umji no próximo capítulo! ;) Eu apenas não a encaixei aqui porque eu precisava desenrolar alguns pontos entre esses casais, tá? Mas óbvio que não esqueci da baby Umji!
Outra coisa importante: vocês confiam em mim, certo? Eu sei o que estou fazendo com minha Yuju, ok? Assim como sei o que estou fazendo com minha Nayoung! Não me batam! ❤
Sobre nossa WonHa: alguém achou que a Eunha ia se confessar primeiro? ^^ E eu não resisti a botar um draminha né, vocês sabem que sou dessas, kekekeke.
Sobre nosso SinRin: tá amorzinho demais essas duas, vocês não acham? ❤
Bom, se tudo der certo, nos vemos na próxima sexta sim, claro! ;)
Para quem me acompanha em "Love in Color", amanhã tem atualização! E olha, me diverti com o próximo cap. viu hahahaha
Por enquanto é isso, babies. Estou mega curiosa com as reações! Agora vou responder os comentários do capítulo anterior! ;)
Nos vemos por aqui e no twitter, claro! (@jamunnie)
Beijos minha/meus babies! ❤


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