História Sunshine - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber, Selena Gomez
Personagens Justin Bieber, Personagens Originais, Selena Gomez
Tags Anos 70, Comedia, Jelena
Visualizações 350
Palavras 1.578
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá. Alô alô, att chegou.

Primeiramente, esse capítulo ficou pronto uma da manhã,mas fiquei com preguiça de postar.

(Leiam as notas finais)
Boa leitura!

Capítulo 8 - 07. Me sinto como em Grease.


Fanfic / Fanfiction Sunshine - Capítulo 8 - 07. Me sinto como em Grease.

Justin Bieber Anos 70

Os raios de sol atravessam o tecido da cortina. Abro meus olhos, sentindo uma leve ardência em ambos, como reação à meu ato. Espreguiço-me. De imediato, encaro todo e qualquer canto do quarto, indo de lá para cá freneticamente. Ela não está mais aqui, posso concluir.

Na noite anterior, antes que eu pudesse dormir tranquilamente, me certifiquei de que Selena já havia o feito. Depois de muitas lágrimas, e palavras que sequer entendi. Ela se deitou, e mesmo pestanejando um pouco, fiz o mesmo. Nos olhamos por alguns minutos, não existia algo que pudesse, ou precisasse, ser dito. Apenas a leveza que o momento trazia. Eu não fiquei tenso, perturbado e tampouco incomodado com sua presença. Éramos algo bom, e não somente Justin, ou somente Selena. Devo admitir que foi como se algo em mim estivesse familiarizado com a ideia de um relacionamento. E de alguma maneira, eu senti seu amor. E eu nunca tive de lidar com isso antes.

Uma vez que concluo minhas questões estéticas, me locomovo para fora do cômodo. Pattie não está em casa esta manhã, por razões que desconheço, entretanto há uma figura que conheço bem,em minha cozinha.

O loiro mastiga sem parar, e quando me vê, sorri de boca cheia, acenando. Rio.

— O que está fazendo aqui, Butler? —Questiono. Ele dá de ombros, engolindo os resquícios de o que quer que fosse aquilo.

— Bom, eu não tinha nada pra fazer, então decidi baixar aqui. —Diz.— Acho que devíamos ir encontrar uns brotos no rolé daqui a pouco.

— Hum. —Murmuro, sem nem saber ao certo ao que ele se refere.— Está insinuando que eu, talvez, devesse encontrar um broto? —Contenho um riso, ouvindo a maneira que a expressão soa.— Eu acho que está bem claro que eu tenho uma namorada. Como você costuma lembrar constantemente.

Xaveco é xaveco, olhar não mata ninguém. —Explica.— E você não é de dar uns pulinhos.

— Eu não sou o que?

— Você não é de trair, não está prestando atenção no que estou dizendo? —Ergo as mãos em rendição, observando sua careta.— Selena estará lá, de qualquer maneira.

— Oh, certo. Seu cérebro funciona aí dentro, Butler?

— Eu sou um pão. Também mereço uma gata. —Afirma abismado.— E eu estou sozinho nessa jornada de garanhão agora. Respeite a minha dor.

— E você perguntou para Gomez se ela incomodaria com sua ideia brilhante? —Arqueio uma de minhas sobrancelhas, gargalhando de sua expressão melancólica.— Talvez ela tenha alguma amiga, certo?

— É difícil achar alguém nesse nível, apenas olhe. —Ele aponta para o próprio rosto.— Que palavra poderia me definir?

— Narcisista? Egocêntrico? Babaca?

— Você é muito prepotente, meu amigo. —Bufa.—  E então?

— O que?

— Você vai para o rolé?

— Ryan. —Digo, pronto para negar essa e qualquer outra proposta. Porém engulo em seco, sorrindo, dando-me uma pequena hipótese de diversão.— Pode ser.


[...]

Arrumo a gola da jaqueta, atento ao movimento contínuo dentro do estabelecimento. Meu amigo tagarela algo que não me convém, já que é direcionado à garçonete, também loira, de olhos castanhos e pele bronzeada. Velhos hábitos nunca mudam.

Em minha realidade, confesso que ajudá-lo com mulheres sempre fora um passatempo. Ao contrário de si, nunca vi muita graça em conquistas aleatórias e insignificantes. Um ou dois casos, todavia, mesmo que nunca tenha tido de fato um relacionamento, sempre preferi essa versão da coisa. Assumir um compromisso e ter de lidar com o mesmo sentimento todos os dias, sempre pareceu-me um ideal mais concreto e desejável. Pelo menos passei a pensar de tal maneira após a morte de meu pai, tendo a total noção de que a vida era uma soma de momentos, e que dedicar esses momentos à qualquer um, poderia ser uma total perda de tempo. Então, mesmo que me interessasse por algumas garotas, dar o primeiro passo para um namoro ou algo do tipo, não foi algo que fiz. Pois estava certo de que tudo aquilo seria muito passageiro. Eu estava em uma constante metamorfose de gostar e desgostar, colocar alguém no meio disso seria egoísta. Mas de alguma forma, na noite anterior, estar com Selena me fez questionar: E se eu a tivesse visto?

Eu teria tentado com ela?

Como se fosse atraída por meus pensamentos, a morena ultrapassa a entrada do lugar. Está acompanhada pelo garoto que fechou a janela em minha cara duas noites atrás. Suponho que seja seu irmão, há uma semelhança quase imperceptível que torna seus rostos razoavelmente parecidos. Não sei dizer qual semelhança, porém ela está ali. Eu quero sorrir, então o faço quando ela finalmente me olha.

O mais jovem diz algo em seu ouvido, me lançando um sorriso forçado posteriormente. Rio da situação. Qual é o seu problema comigo?

Enquanto Selena caminha sua saia rodopia, quase como se estivesse girando. As bolinhas pequenas em uma tonalidade rosa claro, causam uma reação retardada em meus olhos. Ela sorri.

Me pergunto novamente; eu teria tentado com ela?

Já ao meu lado, Gomez se senta, puxando para baixo, o tecido que se ergueu com seu ato anterior.

— Oi. —Murmura, as bochechas levemente coradas.

Seu corpo se inclina,e sei que pretende me beijar, mas Ryan quase rosna, atraindo nossos olhares para sua feição enojada.

— Nem vem! —Reclama.— Até eu encontrar alguém pra mim, nada de línguas fora de onde deveriam estar.

— Você precisa de alguém tão incrível quanto você. —Zombo,repetindo sua fala de mais cedo.

— Não é engraçado. Esse coraçãozinho quer estar gamado por um broto. —Me repreende. Peço desculpas, rindo em seguida.

— Pensei que já estivesse apaixonado por si mesmo. —Selena diz, e parece tão natural, que sequer soa como uma brincadeira. Ela fala sério, o que me faz rir novamente.

Butler lhe fuzila com um olhar, e em um gesto descontraído e impensado, coloco meu braço ao redor dos ombros da figura feminina ao meu lado. Não recuo após fazê-lo, pois seus dedos se entrelaçaram aos meus. Sinto-me nervoso, como se estivesse prestes a pular de um precipício com a esperança de que houvesse uma cama elástica no final da queda.

— Vocês dois são pessoas muito ruins. —O outro presente nos acusa.— Vou pegar uns milk-shakes. —Informa.

Decido não deixar que o silêncio tome o controle da ocasião, portanto me pronuncio.

— Quem é aquele? —Com a cabeça, indico o rapaz que entrou a acompanhando, há poucos minutos.

— Meu irmão. —Dá de ombros.— Fui obrigada a trazê-lo. —Esclarece.— Mas você já sabe quem ele é. —Conclui, confusa.

— É. —Consigo dizer.— Que cabeça a minha.

Ryan está de volta, colocando as bebidas gélidas e densas sobre a mesa. Ele se senta. Com o braço livre, puxo a taça para mim. Beberico o líquido adocicado, liberando um som mínimo de satisfação.

— Não vai pegar o seu? —O loiro questiona, referindo-se a Selena, que apenas encara a tonalidade marrom do chocolate através do vidro.

— Sim. —Ela sorri minimamente.— Depois.

Gomez se levanta, desvencilhando o contato de nossas mãos. E então, simplesmente se afasta. Olho para Butler, em busca de alguma resposta, entretanto, este parece realmente dedicar toda sua atenção para aquilo que ingere.

No instante em que uma música agitada toma conta do lugar, algumas das pessoas ali presentes se reúnem em uma área específica. Sobre o piso quadriculado, a batida dos pés se faz presente. Oh, não. Volta a ser um pesadelo.

Os casais rodopiam e cantarolam. Tudo no ritmo do som. Todos adolescentes. É tão surreal e fora de todos os padrões com os quais me acostumei a conviver todos os dias em minha vida real.

De repente, Selena está novamente ao meu lado. Ao invés de sentar-se, ela me puxa. Sei o que quer, e nem em mil anos o faria. Não me movo, mas isso não lhe causa uma desistência.

— Não. —Balbucio.

-- Por favor. Não seja careta.  

— Ser careta é minha especialidade.

— Justin. —Choraminga. Sorrio, convicto de que não irei.— Só dois minutos.

— Eu não danço.

— Mas eu sim! —Me puxa novamente.— Eu prometo que vai ser divertido. Como vai saber se não for?

Minha mente se torna um caos. Respiro fundo. Fecho os olhos por poucos segundos, abrindo-os um por vez.

— Tá.

A morena saltita. Apenas a sigo, mirando seu alvo. Fico tonto com toda a movimentação. De início me sinto perdido, porém não por muito tempo, antes de decorar a ordem dos movimentos. Rio, embaralhando-me em minhas próprias pernas.

Selena parece sapatear, chocando seus saltos pequenos contra o piso. Ela gira, com a leveza de uma boneca programada para aquilo.

Me sinto como em Grease. —Digo, me sobressaindo sobre a música, o suficiente para que ela me escute.

— O que?

Rio, negando em seguida. Não sei se o filme já fora lançado nesse ponto dos anos 70, provavelmente não, julgando a reação anterior.

Posso ver Ryan daqui, conversando com um grupo de garotas. Reviro os olhos, achando graça.

Receoso, posiciono minha mão sobre o quadril de Selena, sentido-a movê-lo sob meus dedos. Ela ergue os braços para cima, antes de segurar-se em meus ombros. Há um sorriso radiante em sua face. Não encontro uma maneira de não retribuí-lo.

— Eu disse que seria divertido. —Se gaba.

— Sim,você disse.

No mesmo dia, me pego fazendo a mesma pergunta de todas as outras vezes. Mas dessa vez uma resposta me vem em mente. Eu teria tentado com Selena.

E no exato momento em que ela se aproxima, não me afasto. Deixo que a proximidade seja perceptível, e a tensão palpável. Abro um sorriso, afastando os fios de cabelo que caem sobre seu rosto.

E eu a beijo.


Notas Finais


rsrsrss
Eu decidi quebrar um pouco a tensão dos outros capítulos, colocando esse bem anos 70 mesmo. As gírias voltaram!
Espero que tenham gostado.

➡ Justin não gosta da Selena, ele está desenvolvendo o pensamento sobre estarem juntos por algum motivo. Então, de alguma maneira, ele a vê como algo que teria dado certo, pois sabe que não namoraria com ela nessa realidade ou em quaquer outra, se não sentisse algo muito real por ela. ENTRETANTO, ele já abriu um espaço pra ela, como puderam ver.
➡ Ele vai ajudá-la MUITO com a coisa da bulimia, logo que souber o que acontece.
➡ A fanfic terá 15 capítulos, no máximo. Okay okay.

Até logo. Beijão.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...