História Suor e Sangue - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Demônio, Drama, Lemon, Mistério, Sobrenatural, Terror
Visualizações 75
Palavras 3.409
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Mais um capítulo! Espero que gostem e não se esqueçam de favoritar :D
Me desculpem por erros que passaram despercebidos.

Capítulo 15 - Garras


Voar é fácil. Desde pequeno olhava para o céu e imaginava como os pássaros aproveitavam o que podiam fazer, mas agora posso dizer com toda a certeza que é a melhor coisa que já fiz. Sou parte do céu e ver a cidade sob mim é fascinante. É como observar uma maquete, mas poder ver as luzes dos prédios ascendendo ou apagando, escutar as buzinas dos carros que se movem nas ruas, sentir o vento contra meu rosto e subir cada vez mais.
Não sei quanto tempo se passa até que eu comece a descer em um bairro quieto e de casas enormes. Paro no jardim de uma de dois andares. Mesmo que alguém olhasse para fora agora não me veriam. Sei que estou invisível aos olhos humanos. A sensação se espalha por meu corpo, me fazendo saber disso. Me sinto mais acordado do que nunca. Mais vivo do que nunca.
Um gato que andava sobre a varanda me encara desconfiado antes de sair correndo pela grama e desaparecer no quintal da casa vizinha. Passo pela porta e estou em uma sala grande e escura. Os moradores com certeza possuem muito dinheiro, pois a decoração não esconde isso. Quadros são o que mais mostram a condição financeira de uma pessoa. Vou até a cozinha e abro a geladeira, mas ao ver tudo que existe ali não sinto fome. Não precisarei mais comer ou dormir. Aceitar tudo isso é mais fácil do que se pensa.
Subo as escadas para o segundo andar. Uma porta entreaberta permite que eu tenha a visão de um casal adormecido sobre a cama. Existem mais três portas no corredor, mas vou até a última, perto de uma janela que deixa a luz da lua iluminar meu corpo. Ainda estou nu e completamente sujo de sangue. O líquido vermelho é de Dominic, Jasper e até mesmo do pai que eu não sabia que tinha. O homem que foi contra o propósito de sua raça e se deitou com uma mulher. Sorrio ao lembrar de sua cabeça e braço serem arrancados de seu corpo. Se antes havia dúvida de que minha humanidade estava indo embora, agora tenho certeza de que ela se foi e nunca mais voltará.
Um garoto está no quarto. Parece ter 16 ou 17 anos e mexe em seu celular enquanto a luz da televisão clareia o cômodo. Algum filme de ação passa, mas ele não dá atenção a isso, continua em seu celular com um pequeno sorriso no rosto.
Um relógio sobre seu criado mudo mostra que são apenas 02:30 da madrugada.

- Bu!

O pavor em seu rosto quando digo isso é hilário. Com certeza ficaria com medo se visse alguém nu e sujo de sangue em meu quarto no meio da madrugada. Provavelmente está achando que matei seus pais antes de aparecer em seu quarto e fazer o mesmo com ele.
Seus olhos ficam acinzentados antes mesmo que ele consiga gritar. Sua boca fica entreaberta e o celular cai de sua mão. Sinto uma onda de energia percorrer meu corpo e ir até o do garoto.

- Preciso fazer algumas coisas e acho que você será útil – Ele concorda com a cabeça. Abro as portas de seu guarda roupa e começo a escolher algumas roupas. Aparentemente temos o mesmo tamanho, então tive sorte ao invadir essa casa. - Finja que não estou aqui. Ou durma, não me importo.

Ele concorda, se deita e fecha os olhos. Dar ordens é definitivamente melhor do que obedecer.
Vou até seu banheiro e me encaro no grande espelho. Ao apoiar minhas mãos na pia branca penso em outras coisas que sou capaz de fazer agora. Mexo meus dedos devagar e as garras começam a aparecer. Minhas unhas, antes em tamanhos normais, possuem cerca de cinco centímetros e são um pouco curvadas. Passo meu indicador por meu peito e vejo como são afiadas quando o sangue escorre. O corte se fecha segundos depois.
Minhas presas aparecem tão facilmente quanto as garras. Longas, pontudas e brancas e me deixam com fome ao pensar no que podem fazer. Não sei o que faz meus olhos brilharam vermelhos ou ficarem negros, mas os dois acontecem por alguns segundos.
Vi as asas de Dominic apenas uma vez e me lembro do quão incrível elas eram. Quero que as minhas sejam tão grandes de bonitas como a dele, mas não aparecem como as garras ou as presas. Movimento meus ombros na esperança de que elas surjam do centro de minhas costas e eu possa vê-las no espelho, mas nada acontece. Passo minhas garras por minha pele, fazendo pequenos cortes em minhas costas, achando que isso é o necessário para que elas saiam, mas no espelho continuo sem ver nada.
Desisto depois de alguns minutos e entro na água extremamente quente do chuveiro. O vapor enche o lugar enquanto o sangue que sujava meu corpo vai embora pelo ralo junto com meu antigo eu.

(...)

O sangue do garoto é bom, mas não como o de Jasper. Fechei seu pulso depois de o lamber e bebi apenas por curiosidade. Estou sentado em sua cama, encarando a televisão e o filme que ela mostra.
Me vesti com uma calça preta do garoto, um par de botas também pretas e uma blusa de moletom verde escura. O garoto me disse em que cidade estou e não é muito longe de onde quero ir. Preciso encontrar minha mãe. Preciso saber se escondeu de mim a verdade ou não faz ideia do que sou.
Saio pela janela do quarto. Me junto à noite mais uma vez faço parte dela. Em meu peito consigo sentir algo como uma pontada, algo parecido com o que indicava minha ligação com Jasper e Dominic, mas agora de um jeito fraco.

(...)

Estou parado no jardim de casa. A manhã chegou cinza e escura. O ar tem cheiro de chuva como o da clareira no inferno, mas sou o único demônio por aqui. A grama está seca e vejo a luz da sala acesa pela janela. Toco a campainha e espero até ouvir passos se aproximarem da porta. A cara de quem me recebe é sonolenta, porém um sorriso aparece nela.
Meu pai, o que sempre achei que fosse o meu, costuma acordar cedo, então achei que seria ele quem me receberia.

- Meu filho! O que faz aqui?

- Saia da frente.

Digo isso em um sussurro. Seus olhos ficam acinzentados rapidamente e a sensação de poder em meu corpo é fantástica. A sala tem cheiro do café que ele prepara na cozinha. O mando até lá e ordeno que me ignore.
Subo até o segundo andar. Passo por meu quarto, mas não entro no cômodo, vou até o quarto dos meus pais e encontro minha mãe deitada sobre a cama.
A penteadeira de um lado do quarto é cheia de coisas suas. Seguro uma caixa de joias pequena e dourada em minhas mãos antes de deixá-la cair propositalmente no chão. O barulho do objeto contra o chão de madeira é mais alto do que imaginei e minha mãe acorda assustada. Se senta na cama coçando os olhos com as costas das mãos e tateia o criado mudo à procura de seus óculos.

- Sebastian? O que faz aqui?

- Resolvi lhe visitar para fazer algumas perguntas, mãe. – Ando até sua cama e me sento na beirada. – Ultimamente tem acontecido certas coisas comigo, coisas... estranhas. Talvez você conheça alguém que sofra das mesmas coisas. Como isso por exemplo – Deixo que as garras apareçam junto com as presas e a encaro. O medo em seu rosto só me faz querer matá-la ainda mais. – Fique quita. E me conte tudo o que sabe.

Com os olhos cinzentos ela solta as palavras.

- Há 22 anos conheci alguém como você. Eu tinha apenas 26 e ele era mais velho – Claro que era mais velho. A aparência dele nunca mudava. Pude vê-lo antes de morrer e não parecia passar dos 40. – Foi algo de uma noite. Estava com um amigo em uma festa e os dois começaram a interagir. Soube que havia algo entre os dois e eles logo se afastaram para a floresta perto da casa onde estávamos.

- Como era o nome dele? – Pergunto. O tempo todo em que estive no inferno não soube o nome de meu verdadeiro pai.

- Eu não me lembro – Sei que isso é verdade. Está hipnotizada, e se lembrasse de alguma coisa realmente falaria. – Não os procurei por horas e quando resolvi fazer isso os procurei pela floresta. Não encontrei meu amigo, mas encontrei o... – Ela parece criar coragem para falar. – Demônio. Ele tinha o rosto sujo de sangue e pensei que algo havia acontecido com ele, mas me garantiu que tudo estava ótimo e me perguntou se poderíamos passar algum tempo juntos. Ele me levou para casa, o apartamento que eu dividia com uma colega do trabalho, e lá aconteceu. Ele me mostrou as garras, as presas... – Ela começa a buscar por ar enquanto cochicha em desespero. – E no outro dia não estava lá... Foi embora e nunca mais retornou. Me lembro dele ordenar para não contar sobre isso a ninguém.

- Ele nunca entrou em contato com você? Nem mesmo depois que nasci? – Os fatos fazem meu corpo esquentar. Não exatamente de raiva.

- Ele simplesmente sumiu em uma névoa negra que o puxou para o chão depois de me mandar guardar segredo. Ele se debateu até que ela o engolisse. – Ela abraça suas pernas, com medo de que a névoa possa fazer o mesmo com ela agora. – Logo depois me casei com seu pai, bom... o pai que lhe criou. Nós já estávamos juntos e me senti ainda mais culpada pelo o que havia feito. O traí com aquela criatura... mas não pude controlar. Ele era tão...

- Tentador.

- Isso... Obviamente seu pai nunca soube. Mais sei que é filho dele, pois se parecem demais. Passei toda a gravidez pedindo para que não fosse como aquele homem e depois que nasceu sempre o levei para a igreja comigo. Para mim isso era uma garantia de que não era algo saído do inferno.

- Adivinhe, não posso colocar o pé em uma sem que morra queimado hoje em dia.

- Essa noite achei ter me libertado da ordem que ele me deu. Foi como se finalmente pudesse ficar aliviada.

A morte de meu pai no inferno fez com que o poder sobre ela também acabasse. Acho que uma vez morto no inferno você nunca mais poderá voltar. Ele se foi, para sempre. Damien estava lá porque foi morto nesse mundo, e como Dominic já me explicou, depois de séculos poderá ter outra chance de voltar para cá.
Ela não teve culpa do que aconteceu. Foi vítima como eu e colocada em uma situação que não queria. Sempre temeu que eu me tornasse como meu pai, mas nada nunca aconteceu. E talvez nunca aconteceria se Jasper não tivesse me marcado. Ou seria Sebastian?
Jasper foi o primeiro a me marcar e sei que algo deu errado. Talvez isso tenha sido o primeiro passo para que essa parte de mim se libertasse. Mas ela foi escondida, como se o pacto não existisse, por isso Dominic se ligou a mim, por achar que eu não pertencia a ninguém. Mas agora que sou um demônio por inteiro, o que isso faz com Jasper ou Dominic?
Penso novamente em meu pai tendo sua cabeça e braços arrancados por três demônios no inferno. Penso também na morte que minha mãe descreveu quando ele ainda estava nesse mundo. Se ele não foi morto com qualquer coisa ligada à igreja, foi diretamente levado ao inferno por ir contra as regras de sua raça e se deitar com uma mulher. Mas como Ele, a névoa, não matou meu pai assim que chegou no inferno há 22 anos atrás?
Os olhos de minha mãe já voltaram ao normal e ela continua abraçando suas pernas. Foram 22 anos de pura agonia, guardando segredo sobre uma situação horrível.
Seus olhos voltam ao acinzentado.

- Esqueça que sou um demônio. Esqueça que um dia já conheceu meu verdadeiro pai e de tudo que ele lhe causou tantos anos atrás. Guarde apenas os momentos felizes de uma vida – Um sorriso começa a aparecer em seu rosto. – Ele nunca mais irá lhe incomodar.

Seus olhos voltam ao normal e o sorriso se completa ao me ver em sua frente.

- Sebastian! O que faz aqui?

(...)

Não querendo inventar uma desculpa e utilizando meu novo poder, fiz com que meus pais não perguntassem porque estou na cidade e apenas ficassem felizes por isso.
É o meio da semana e alguma feira de alimentos e roupas está acontecendo no centro da cidade, então os dois saíram e me deixaram sozinho em casa. Fico jogado no sofá da sala, mudando incansavelmente de canal e escutando os carros passarem devagar pela rua. Vejo o céu pela janela e ele continua cinza. Penso no que Dominic estaria fazendo agora. Será que procura por mim pela cidade?
Pensar nele perto da televisão me faz lembrar de algo que ele fez no hotel enquanto viajávamos. Sua mão tocou o aparelho e fez mãos saírem da tela, como em um portal. Eu já estive do outro lado do “portal” e sei como ele é.
Se não morri ou me deitei com alguma mulher, não há o menor perigo tentar algo.
Toco a tela e imediatamente a estática aparece. As sombras negras de mãos aparecem do outro lado, batendo no vidro, procurando uma forma de sair. Segundos depois uma delas consegue, mas volta para o interior rapidamente, como se algo houvesse a puxado.

- Se divertindo?

A voz dele. A névoa está falando comigo. Não consigo vê-la, apenas escutá-la enquanto a estática continua na TV. Penso em tirar a mão, mas a voz se adianta.

- Continue comigo, Sebastian. Converse comigo. Você é algo muito interessante, não quero que vá embora sem que eu possa lhe entender melhor.

A voz não me faz querer continuar ali. Não me sinto seguro aqui, mas ficaria feliz em receber certas respostas.

- É tão fácil me achar?

- Oh não, mas achei que estaria aproveitando seus novos dons. Todos fazem isso na primeira vez em que sobem. Não posso sair daqui, Sebastian, entende? Os únicos meios em que posso me comunicar com meus filhos são através de caminhos como esse que acabou de abrir ou através da energia que um cômodo proporciona ao ser o ambiente de uma ligação recém-criada.

- Então você está em todos os rituais? Sempre?

- Apareço no momento em que o humano diz sim e permito que um de meu filho o marque como seu. Foi assim que conheci você, Sebastian. Mas de algum jeito a ligação foi ocultada. Pensei que poderia ter morrido por alguma eventualidade e, obviamente, levado o demônio com você, ou o que mais abomino: um demônio marcando você, outro demônio.

- Então bastou ser marcado para que essa outra metade de mim começasse a crescer, não é mesmo? – O desafio com minha pergunta, como se pudesse vê-lo na estática da televisão. – Se eu nunca tivesse sido marcado continuaria vivendo como um humano.

- Ah, claro. Eu nunca saberia sobre você. Quando seu verdadeiro pai cometeu aquele terrível ato, o próprio inferno o buscou. E ele se manteve calado sobre sua volta. Não contaria a ninguém sobre ter deixado uma cria nesse mundo. – Escuto gritos abafados vindo do outro lado da TV. A luz da sala pisca algumas vezes antes que Ele volte a falar. – Mas então você foi marcado mais uma vez. Lhe reconheci e fiquei intrigado em como isso estava acontecendo novamente. Existiram apenas três como você em milhares de anos. Mas todas as vezes em que eram marcados, os demônios encontravam rapidamente os humanos e os entregavam a mim. – Prendo minha respiração por alguns segundos, temendo que ele fale algo sobre Jasper não ter feito isso. – Mas como eu já lhe disse, não é culpa sua ser assim, mas deve passar um tempo no inferno para aprender como ser um demônio de verdade. Mas você fugiu daqui na noite anterior, porque ainda tem uma âncora no mundo.

- Essa âncora é a segunda...

- Ligação. Isso mesmo. Quando fizeram mais um ritual para acabar com tudo, acabaram apenas com a primeira. E não posso obrigá-lo a ficar aqui enquanto algo ainda o prende nesse mundo. Por isso preciso que morra. – Sua voz faz meus joelhos ficarem mais uma vez fracos. – Você foi marcado duas vezes. Isso nunca aconteceu antes. Não posso permitir que me desrespeite desse modo.

Preciso fugir daqui e sei disso, e um segundo antes de tirar minha mão da TV o escuto dizer “Não deixem que ele fuja, ou terão o mesmo fim que o pai dele”. Corro pela sala e abro a porta de casa. Há um carro parado na frente de casa e alguém anda pelo jardim. É David Miller, meu antigo caso da adolescência que encontrei na última vez que visitei a cidade. Ele sorri enquanto caminha em minha direção, mas não é nisso que presto atenção. Ao olhar para o céu cinza vejo três vultos negros saindo do meio das nuvens e descendo rapidamente na direção de minha casa.

- Seus pais me disseram que está aqui e...

- Vá para sua casa – Grito e seus olhos ficam acinzentados. – Não me encontrou aqui e voltou para sua casa. Vai logo.

Empurro seu enorme corpo com força antes de correr pelo jardim, dar impulso com meus pés e voar, começando a subir o mais rápido que consegui e também sendo um vulto negro. Os três demônios atrás de mim logo mudam a direção e começam a me seguir. Subo o mais rápido que consigo, vendo as ruas diminuírem cada vez mais.
Não pareço ser rápido o bastante, pois logo eles estão perto para que eu possa ouvir seus gritos.

- Se entregue e prometemos que não será tão difícil para você lá embaixo!

Essa é a voz de Damien. O maldito demônio morto por Tara quer se vingar do jeito que pode e recebeu a chance de voltar para me buscar. Continuo subindo até desaparecer no meio das nuvens. Não paro de avançar, mas escuto mais vozes e percebo que já me ultrapassaram. “Por ali” grita outra voz conhecida, a do homem de cabelos longos que arrancou a cabeça de meu pai.
Sou atingido do lado direito por um corpo que me agarra e sinto suas garras entrarem em minha barriga. Começamos a cair e aperto seu pescoço com força antes de finalmente olhar em seus olhos. Jasper me olha com raiva.

- Eles foram atrás de mim e se eu não lhe entregar serei morto!

- Minha vida não vale menos do que a sua!

Agora saímos das nuvens e começamos a cair em direção às árvores. A cidade já está longe e agora temos somente a floresta sob nós. Consigo chutar Jasper e ele urra de dor, me soltando e permitindo que eu consiga voar novamente para as nuvens onde me escondo.
Não paro de me mover para a frente. Não os escuto mais e o ferimento que Jasper meu causou está fechado. Ele havia me dito que ainda tenho uma âncora nesse mundo, então tento me conectar com Dominic como consigo. Agora que sou completamente demônio possa funcionar. “Me ache” grito em minha mente, mas não ganho resposta alguma.
Depois de mais alguns minutos apenas fugindo decido sair do meio das nuvens. Ainda estou sobre árvores, mas no meio delas existe um lago. Quando olho para o lado, posso ver o rastro de um vulto preto um pouco distante saindo das nuvens. Deixo meu corpo cair, como o de alguém que se jogou de um prédio, deixo-o ir em direção ao lago e sentir o impacto ao atingir a água gelada segundos depois.
Quando consigo voltar à superfície, coloco apenas minha cabeça para fora da água e vejo os três vultos ainda altos no céu, se afastando para meu lado direito, ainda me procurando. Então eles somem, me deixando para trás e sem saber disso. Nado até a borda e me sento em uma enorme pedra. Apesar da água gelada, nunca senti tanto calor, mas sei que isso é raiva. Raiva por estar sendo perseguido, raiva por Jasper me caçar desse jeito e raiva por não conseguir conversar com Dominic, o único que talvez possa me ajudar agora.


Notas Finais


Gostaram? Me digam o que acharam e talz ♡ A história está na reta final e logo trabalharei em outra, então talvez queiram também acompanhar minhas outras histórias postadas aqui :D
Até o próximo cap. Espero que tenham gostado ♡
XOXO


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...