História Superando o Sol - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Gaaino, Itaino, Naruhina, Narusaku, Naruto, Sasuhina, Shikatema
Exibições 124
Palavras 2.521
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Espero que gostem!

Capítulo 2 - Decisões


Naruto acordou com a luz do sol no rosto o que lhe proporcionou uma bela careta. Sentindo um peso sobre o colchão acabou por olhar para o lado e viu a rosada dormindo calmamente. Ao fitar detalhadamente o corpo dela, se perguntou como alguém poderia ser tão gostosa e maravilhosamente fogosa na cama. Esse pensamento fez o loiro soltar um breve riso nasal.

Ele sabia que ela estava com ele por puro interesse, mais nem ligava, afinal o sentimento era reciproco, pois também estava com ela por puro interesse. Interesse no corpo dela e só. Sentiu ela se remexer na cama, porém apenas o suficiente para se virar e continuar dormindo.

O loiro jogou os lençóis para o lado sem se importar se iria acordar a mulher ou não. Levantando logo em seguida completamente nu, o que fez com que seus pelos se arrepiassem ao sentir a breve brisa fresca da manhã. Foi andando em direção ao banheiro e tomou um longo e demorado banho. Era naquele momento que ele refletia suas ações, o que no final não resultava em nada, pois sempre acabava repetindo o mesmo ato. Balançou a cabeça para espantar os pensamentos e desligou o chuveiro.  

Quando saiu do banheiro estava usando apenas uma toalha presa em seu quadril e respingando agua por todo o trajeto até o closet, o que era mais uma mania do mesmo que a morena odiava. Andando em direção a parte destinadas as roupas de trabalho escolheu o termo mais extravagante. Ele queria trabalhar, se distrair, queria de todo modo ocupar seu tempo para não ter que ficar refletindo suas ações por mais tempo e também ele não queria ver a cara de sua esposa, pelo menos não hoje.

Foi andando em direção a biblioteca para procurar alguma coisa para ler, como fazia toda manhã antes de ir ao trabalho. Porém antes mesmo de começar sua procura, ele estancou ao ver um livro caído no chão. Seu primeiro pensamento foi que sua esposa teria pegado aquele livro para ler e acabou por deixa-lo caído, contudo ao refletir mais um pouco, percebeu que sua esposa em todos esses anos jamais tinha feito isso.

Se abaixou para pegar o livro, e algo realmente o deixou intrigado. Tinha um pedaço de papel marcando uma página, mas só ele lia o livro em dias, muito diferente de sua esposa que sempre termina no mesmo dia, logo aquela obra de marcar páginas só poderia ser um ato do loiro. Acontece que ele nunca tinha nem visto aquele livro. Movido pela curiosidade, ao pegar o livro abriu nas páginas marcadas e começou a ler. Ao ler o título percebeu se tratar de uma crônica. “A dor que dói mais”.  Foi andando até a cozinha com o livro em mãos, mas só continuou a ler depois de beber um enorme copo cheio de agua.  

Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.

Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.”

Quando terminou de ler, ele começou a pensar como seria perder a Hinata. — Perde-la? Para quem? — Sussurrou perguntando a si mesmo. — Ela raramente sai de casa, e quando sai, sai extremamente mal arrumada, sem contar que não existe ninguém mais bonito do que eu. — Falou dessa vez levemente mais alto, completando logo em seguida sorrindo de forma convencida, — Ou devo dizer perfeito?

Mas perder a Hinata era uma coisa que nunca aconteceria com ele, pelo menos era o que ele pensava. Ao pegar o celular, ligou duas vezes para Hinata, e nada o deixava mais irritado do que alguém não atende-lo e vendo que a mesma não iria de modo algum atender, resolveu ligar para Neji, mas ele também não atendia, o que fazia sua raiva só aumentar. —Mas o que diabos está acontecendo? — Falou discando dessa vez o número do telefone fixo da casa de Neji.

— Alô. — Disse uma voz doce, porém o modo como fora pronunciado denunciava a tamanha raiva da mesma.

— Está irritada porquê? É falta de sexo? — Perguntou ele irônico como sempre. — O que foi? O Nejizinho não está dando conta dos seus prazeres como deveria?

— Neji está dando de conta perfeitamente bem, mas acho que não é sobre isso que você queria falar, então desembucha logo Naruto. — Mandou ela ainda mais irritava sobre a audácia do loiro ao se meter em suas relações com seu marido.

— Só quero saber se a Hinata vai voltar hoje para casa, ou se vai ficar aí. — disse ele calmamente, como se aquilo nem o interessasse de verdade.

— Ficar aqui? Porque ela ficaria aqui? — Perguntou ela um pouco preocupada. — Não me diga que ela não dormiu aí hoje?

— Como assim ela não dormiu aqui? Você por acaso está tirando uma com a minha cara? Isso é alguma brincadeira? — Perguntou ele dessa vez extremamente irritado.

— Não. — Respondeu ela de forma curta e grossa. — Porque eu iria brincar sobre isso com você?

— Como não Tenten, se ela não dormiu aqui e não dormiu aí, — dizia ele aumentando gradativamente seu tom de voz — onde ela dormiu?

— Primeiramente você abaixe seu tom de voz para falar comigo porque você não tem o direito de levantar a voz para mim. — Falou a morena com a voz baixa, mas ainda sim dava para perceber sua irritação. — Além disso você que o marido não sabe como eu vou saber? — Perguntou ela ironicamente. — Mas confesso que isso é extremamente estranho eu não saber onde ela está. — Parou refletindo um pouco para completar logo em seguida dizendo, — Talvez ela tenha dormido na casa do pai.

— Impossível ela não quer ver a cara dele, pelo menos não que eu saiba. — Disse ele, um pouco pensativo.

— Eu acho que não, porque o Neji saiu daqui dizendo que iria para uma reunião com a família, e bem, as reuniões dos Hyuugas só são feitas com todos os membros da família presentes. — Disse ela calmamente. — Olha eu tenho que desligar, tenho mais coisa para fazer do que falar com você, tchau. — Desligou a morena sem nem ao menos esperar por uma resposta.

— Onde será que ela se meteu? — perguntou ele  si mesmo, tentando buscar em sua memória algum momento em que ela tenha falado sobre essa tal reunião. No momento em que olhou para a missa a sua frente notou uma carta deixada sobre a mesma, e logo supôs que seria de sua esposa lhe informando para onde fora. Pegou e abriu a carta com uma ligeira pressa, começando a ler logo em seguida.

Querido Naruto...

————X & X————

Hinata havia dormido em um hotel do qual já estava acostumada pois sempre que se irritava com seu pai era para lá que a mesma ia. No entanto naquele momento ela estava no carro indo em direção a mansão Hyuuga, já que a mesma tinha ligado para o pai marcando uma reunião de emergência.

 Assim que entrou no condomínio fechado que pertencia as famílias mais ricas da cidade viu de longe os portões da mansão Hyuuga. Foi reconhecida imediatamente pelos seguranças e logo o grande portão se abriu, e ela continuou seu percurso até estacionar o carro no caminho de pedra que tinha lá, não iria perder tempo colocando o carro na garagem.

Antes de sair do carro, a morena respirou fundo, e disse para se mesma, — Seja forte. — Vindo logo em sua mente a imagem de sua mãe. — Seja forte como ela sempre fora. — Disse á se mesma ao se referir a sua mãe. Saiu do carro e entrou pela porta da frente, avistando logo em seguida todos sentados na sala. Ela não queria perder tempo pois sabia como eles eram, então ao ficar em pé de frente a todos simplesmente disse. — Que fique bem claro que eu estou aqui para afirmar uma coisa que ela não está em discussão. — Disse Hinata chamando a atenção de todos, respirando fundo em seguida para concluir dizendo, — Eu vou pedir o divórcio.

Todos na sala ficaram calados e horrorizados, afinal todos pensavam a mesma coisa. “Hinata se separando do Naruto? O homem que ela mais amou na vida, como a mesma sempre dizia”. Hiashi estava começando a ficar furioso, nenhum Hyuuga, em toda a sua história, havia sequer pensado em divórcio, e agora a sua filha chega lá afirmando que quer se divorciar, aquilo era um absurdo.

— Espero que tenha uma boa razão para tudo isso. — Disse Hiashi se levantando e se controlando o máximo possível para não brigar com ela ali mesmo.

— Eu tenho. — disse ela firme, o que deixou todos curiosos, principalmente Hiashi. — Ele me traia. — E bastou isso para que desse para ela ver ódio nos olhos de todos os presentes. — Com a modelo Sakura Haruno.

Todos estavam pasmos. Hinata havia sacrificado tantas coisas pelo loiro e o final das contas ele a trai. Aquilo feria o orgulho de todos os Hyuugas presentes, que queriam arrancar a cabeça do Uzumaki. Porém a primeira a se recuperar do choque foi Hanabi.

— Eu mato a vadia. — disse a morena mais nova se levantando do sofá andando com passos firmes até a mesa onde havia deixado a chave, e assim que pegou a mesma partiu em direção a porta, sendo seguida por Neji que havia falado algo parecido com: “Eu mato aquele desgraçado”. Contudo eles não foram muito longe pois Hinata os impediu

— Não, por favor, fiquem. — disse ela, atraindo a atenção dos dois. — Hyuugas não resolvem as coisas assim. — Vendo que os dois estavam dispostos a ouvi-la, continuou. — Eu vou para os Estados Unidos, fazer uma faculdade para atriz, e quando eu voltar, vou acabar com a fama que meu querido “marido” tanto venera, vou acabar com ele de um jeito que ninguém saiba. É assim que agem os Hyuugas.

— Estou orgulhoso de você filha. — disse Hiashi, mais Hinata sabia que o mesmo também queria acompanhar Neji no percurso até a casa do loiro e ajuda-lo no assassinato. — Eu e o Sr. Aburami estamos cuidando do seu divórcio minha querida. Mais você vai ter que ir lá entregar os documentos. Ou prefere que eu vá?

— Não papai, eu mesma irei, amanhã mesmo se for possível. — Disse ela olhando para Shino fazendo uma pergunta implícita.

— Amanhã eu entrego todos os papei para você Hinata. — Disse ele. — Mais agora eu e o Sr. Hyuuga vamos para o escritório cuidar disso. — Dito isso os dois voltaram para dentro da casa.

— Neji vá para casa descansar. — Disse ela abraçando apertado o primo. — Mas é para casa que tem que ir viu mocinho?

— Certo. — Disse ele dando um beijo na testa da morena e saindo logo depois.

— Você também Hanabi. — Disse Hinata da forma carinhosa da qual sempre usou para falar com a irmã.

— Mana, eu sinto muito. — disse ela chorando e abraçando Hinata.

— Pois não devia, isso vai servir para eu finalmente crescer. — disse ela enxugando as lagrimas de Hanabi. — Agora vai pra casa para ter seu sono de beleza, agente se ver amanhã.

Depois disso Hinata foi para o antigo quarto dela e se jogou na cama. Finalmente chorou, chorou e chorou mais ainda. Ela tinha que ser forte para seguir em frente, e seria. Depois de um tempo a mesma acabou pegando no sono.

————X&X————

NARUTO ON

Querido Naruto

Eu lhe agradeço pelos três anos de casamento que tivemos, mesmo que não devesse. Eu tive poucos momentos felizes, mas para mim era o que bastava pois eu sempre te amei, até mais do que deveria, e você me traiu.

Eu estava na biblioteca “amor”. Eu ouvi todas as suas juras de amor, todas as vezes que você disse ama-la. Sabe Naruto, você me manteve trancada por todos esses anos e eu nunca me importei, você não dizia todo dia que me amava mais eu nunca me importei, mas agora, agora que eu descobri essa sua traição ridícula, vou entrar com o pedido de divórcio. Provavelmente você deve estar lendo esta carta de manhã, porque pela noite que você teve com aquela vadia não iria se acordar tão cedo. E não ouse sair para o trabalho hoje, porque a qualquer momento eu estarei aí, para você assinar os papeis.

Hinata HYUUGA”

Ela sabia, ela sabia que eu a traia com a Sakura, e agora quer o divórcio, mais eu não o darei nunca. Ela é a minha mulher e sempre será, minha.

NARUTO OFF

— Bom dia amor. — Disse Sakura descendo as escadas apenas com calcinha e sutiã, Naruto iria responder, manda-la embora talvez, mais não teve tempo pois ouviu a campainha da porta tocar. Foi atender, e assim que abriu a porta deu de cara com a “esposa”.

— Bom dia querido, vamos tratar de negócios. — disse a mesma, tirando os óculos escuros sensualmente. Ela vestia uma saia cintura alta preta que ia até o meio das coxas, uma blusa branca de botões levemente apertada, só o bastante para delinear os seus seios. Ela estava com o cabelo solto e um salto alto preto. Estava sexy de mais. — Não vai nos chamar para entrar?


Notas Finais


Eai? Gostaram? Por favor deem criticas, construtivas de preferencia kkkkk ^^


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