História Superando Pré-conceitos - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens D.O, Kai, Personagens Originais
Tags Aikimsoo, Dika, Exo, Exocomeback, Exopósexo, Kadi, Kaido, Kaisoo, Romance, Sookai, Taeji, Taeko, Yaoi
Visualizações 756
Palavras 2.595
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey dangos, sorry pela demora. Minha amiga foi pra facul e eu fui dormir, estava exausta.
Ela vai chegar daqui a pouco, então vou postar esse capítulo rapidinho pra vocês. Desculpa ser só um.
Boa leitura!

ps: Eu particularmente amo esse cap.
Ouçam o Station do Baekhyun com o K.will enquanto lerem, combina muito. Eu quase chorei betando.

Capítulo 10 - "Estando juntos" e não "Estando comigo"


1 mês depois

 

Fazia um mês desde que Jongin tinha voltado para casa. TaeOh agia normalmente com o pai, embora fosse notável a desanimação do garoto. Jongin tentou conversar muitas vezes, mas Kyungsoo aconselhou a esperar um pouco, uma vez que o adolescente sempre procurava fugir do assunto. O importante era TaeOh perceber que não perderia o pai.

E isso estava funcionando, porque o pequeno Kim realmente ficava feliz em ver que Jongin ainda se preocupava com ele e o amava. Uma parte de si dizia que Jongin só estava podendo lhe dar atenção, porque Kyungsoo tinha sumido, embora outra dissesse que o pai o amaria incondicionalmente independente de tudo.

TaeOh ainda não sabia sobre Koji e muito menos que Kyungsoo estava no Japão, porém, já tinha notado o pai sempre trocando mensagens e as vezes ouvia as conversas que Jongin tinha com o psicólogo. Era sempre a mesma coisa "Estou com saudades", "Ansioso pra você voltar" e frases com teor da saudade, indicando que o mesmo estava longe.

Era domingo à tarde e Jongin tinha saído para comprar sorvete. TaeOh estava arrumando a sala para assistir o jogo de futebol com o pai, quando ouviu o barulho de um telefone tocando. Aquele toque não era do seu aparelho e não tinha ninguém que pudesse ligar para si, visto que, Koji não mandava notícias e os outros dois colegas de que era próximo, se mostraram uns canalhas no passado.

Resolveu ignorar o barulho, porém, estava sendo tão insistente, que foi procurar o aparelho que tocava. Seu pai tinha esquecido o celular na mesa da cozinha. Pegou o aparelho eletrônico e viu quem ligava. Era uma chamada de vídeo.

"Jagiya"

Pensou se atenderia ou não, ainda mais que a ligação tinha caído e tornado a tocar. Estava sendo tão insistente, que TaeOh resolveu atender e falar logo tudo o que tinha guardado dentro de si.

-JONGIN, EU VOU... - e a frase de Kyungsoo morreu ao olhar para tela de seu aparelho e notar que não era Jongin. - Boa tarde, TaeOh. - saudou com sinceridade e desconforto. O menino o olhava com dureza.

-Meu appa não está. - TaeOh avisou e Kyungsoo concordou.

-E você? Como vai? - o psicólogo perguntou com uma voz doce e TaeOh se lembrou de como ele era cuidadoso consigo, porém, tentou não transparecer que estava abalado.

-Estava melhor antes de olhar pra você e ficarei melhor ainda se você decidir ficar onde está. Meu appa é feliz tendo apenas a mim, não precisamos de você. - foi rude e Kyungsoo desviou o olhar. Sabia que TaeOh estava no direito dele e também tinha consciência de todas as coisas que podiam estar influenciando as atitudes do rapaz, porém, isso não queria dizer que não se magoava.

-Entendo. Mas sabe, Tae, eu sinto sua falta também. Desculpa pelo o que vou dizer, mas não pretendo largar seu pai. - foi sincero e viu a surpresa do outro. - Não pretendo largá-lo, assim como não pretendo roubar o lugar da sua mãe. Primeiro, porque ela era uma mulher e eu sou um homem, então não tenho como desejar ser uma mãe, eu poderia ser um segundo pai pra você se quiser, mas não uma mãe. Segundo, porque eu realmente amo seu pai e ele me ama também. Sei que muitas coisas estão passando pela sua cabeça, mas pense no tamanho egoísmo que está tendo por não querer ver seu pai feliz. Seu pai é feliz ao seu lado, isso é palpável, mas ele é mais feliz ainda comigo estando junto. Repare que eu disse "estando junto" e não "estando comigo". E todos nós seríamos ainda mais felizes se o Koji pudesse estar ao seu lado de novo. Você sente falta dele, num sente? Se sente, isso significa que você não pode ser totalmente feliz tendo apenas seu pai e o mesmo serve pra ele. Não vamos contar pro Jongin o que conversamos aqui, porque tenho certeza que ele vai ficar chateado, então irei desligar agora e mais tarde ligo pra falar com ele. Tenha um bom domingo, Tae e pense um pouco no que eu te disse. Abraços. - e com isso a ligação foi encerrada.

TaeOh ficou olhando o aparelho em sua mão e não soube o que dizer. Não tinha parado para pensar que assim como ficava ainda mais feliz quando todos estavam juntos, seu appa também poderia ficar. Claro que antes de Koji e Kyungsoo surgirem na vida de ambos, existia sua falecida mãe e depois somente os dois, porém, TaeOh sempre teve a sensação de que faltava algo mais.

Essa sensação se dissipou quando Koji entrou em sua vida e consequentemente trouxe o tio junto. De fato, estava muito feliz vivendo com o pai novamente, mas sentia saudades dos finais de semana em que todos se reuniam e jogavam carta, assistiam TV ou apenas conversavam. A felicidade que tinha estava pela metade e foi com grande pesar que percebeu estar fazendo o mesmo com o pai. Podia suportar esse fardo sozinho, mas jamais iria querer que seu appa passasse pelo mesmo.

-TAE! CHEGUEI E TROUXE CARNE! - Jongin gritou entrando em casa e tirando o filho dos devaneios.

TaeOh largou o celular do pai no lugar onde o tinha achado e foi encontrar o mesmo. Jongin sorria abertamente e o coração de TaeOh doeu por ver aquilo. Seu appa sempre se esforçava para fazê-lo feliz e tudo o que conseguia fazer era privá-lo de uma felicidade completa. Por que conseguia perceber o quanto estava sendo egoísta, mas não conseguia mudar isso?

Tentou esquecer esses pensamentos e se focar no jogo de futebol do Chelsea que estava passando. Seu appa vibrava toda vez que a bola estava com o time e imediatamente TaeOh foi pego em lembranças.

Quando sua mãe era viva, ela costumava fazer biscoitos e sentar para assistir ao jogo junto com eles. Conseguia visualizar sua omma ao lado de seu appa naquele momento e uma dor muito grande se apossou de seu coração. Sentia muita falta dela, sentia de verdade. E enquanto sentia a angústia em seu coração, a imagem de sua omma mudou para a imagem de Kyungsoo pulando nas costas de seu appa e gritando "É AGORA, JONGIN!".

Claro que nem sua omma e Kyungsoo estavam ali, TaeOh sabia disso, mas a lembrança estava muito real. Conseguia ver o sorriso de Kyungsoo, aquele lindo coração, assim como o sorriso de muitos dentes de seu appa. Jongin só sorria daquele jeito quando se encontrava realmente muito feliz.

E a gota d'água para TaeOh foi desviar o olhar e conseguir visualizar onde ele e Koji costumavam ficar sentados e tensos pelo jogo. Quase conseguia sentir o aperto forte de Koji em seus braços, porém, levou a mão até onde sentia formigar e não sentiu nada além de sua própria pele.

A dor era enorme, o coração doía muito e então seu corpo começou a tremer ao mesmo tempo que começou a soluçar de chorar. Jongin foi pego de surpresa ao ouvir o soluço de TaeOh, estava concentrado no jogo e pensando que seu filho fazia o mesmo, quando ouviu aquele choro entrecortado e olhou para o lado, se deparando com a imagem de TaeOh encolhido e chorando muito.

-TaeOh, o que houve? - perguntou preocupado e puxou o filho para um abraço. - Filho, o que houve? - continuou a insistir, mas tudo o que tinha como resposta eram soluços e lágrimas.

Não sabia o que fazer com o filho, só conseguia abraçá-lo e dizer "Appa tá aqui, appa tá aqui." Perdeu a noção de quantas vezes repetiu a mesma coisa e quanto tempo ficaram ali, apenas percebeu ser muito tempo quando sentiu TaeOh dormindo em seus braços. Ajeitou o filho - da melhor maneira que pôde - no sofá e ficou vendo o mesmo dormir com o cenho franzido. Ainda não sabia o que podia ter acontecido com TaeOh, porém, tinha plena certeza de que nunca tinha visto o filho chorar tanto daquele jeito. A única vez que TaeOh tinha entrado em prantos e que poderia se aproximar do que tinha acabado de acontecer, foi quando perdera a mãe.

Foi tirado de seus devaneios quando ouviu seu celular tocar. Estava distante, por isso se apressou em procurá-lo pela casa e atender logo. Não queria que TaeOh acordasse, pelo menos, não agora que tinha se acalmado. Encontrou o aparelho em cima da mesa da cozinha e viu que era seu Soo que ligava. Atendeu a chamada sem hesitar.

-Konbanwa, Jongin-kun! - Kyungsoo saudou com um sorriso e Jongin sentiu seu coração se aquecer ao ver o mais velho.

-Soo, eu queria tanto você aqui. Queria tanto te abraçar. - desabafou e se jogou na cadeira que fazia parte do conjunto com a mesa.

-O que houve, Jongin-ah? Você está abatido. Está doente? - Kyungsoo se desesperou. Dava graças por ter feito chamada de vídeo e não uma chamada de voz como cogitara antes.

Ainda não tinha se recuperado da conversa com TaeOh e não queria que Jongin percebesse ao olhar em seus olhos, porém, se fizesse uma chamada de voz entregaria que algo estava errado, uma vez que, sempre estavam fazendo chamadas de vídeo. Definitivamente se agradecia internamente por ter tomado coragem e ligado, o semblante de Jongin o tinha entregado assim que atendera e Kyungsoo não o deixaria escapar de suas perguntas.

-Eu preferia estar doente, Soo. - o professor de educação física confessou. - O Tae... Ele simplesmente teve uma crise de choro absurda.

-Ele chorou? - perguntou baixinho e se sentiu culpado. Tinha se arrependido do que dissera ao menor assim que terminou de dizer, mas não imaginava que pudesse ter sido tão duro.

-Nós estávamos assistindo futebol e de repente eu ouvi um soluço, olhei pro lado e o vi chorando. Ele estava chorando muito, era um pranto terrível! Ele estava mais devastado do que quando soube que a mãe morreu, Soo! - relatou angustiado.

-Eu acho que consigo imaginar o que aconteceu, Jongin-ah. Acho que ele está atingindo um conflito muito grande com a possível fobia dele. - explicou e suspirou preocupado. - Você precisa levá-lo a um psicólogo logo, Jongin-ah. - alertou e Jongin levantou, caminhando de volta para sala.

-Mas ele tem que querer. Eu penso assim e você mesmo disse que não podia forçá-lo... O Tae não quer ir...

-Onde ele está? - Kyungsoo indagou e Jongin virou a câmera, fazendo com que o psicólogo visse seu filho. - Ele adormeceu depois de muito chorar? – deduziu.

-Sim. - respondeu de prontidão e se aproximou do filho.

-Ele está entrando em colapso, Jongin... - Kyungsoo foi sincero. - Eu temia isso, por isso, precisa convencê-lo a ir se consultar antes que seja pior. Não saber lidar consigo mesmo é desesperador.

-Eu sei... Quando ele acordar, eu... OMO! OMO!

-O que houve, Jongin?! - Kyungsoo chamou desesperado. A câmera ainda estava virada para TaeOh, portanto, viu Jongin acariciar o rosto do filho e depois só ouviu o desespero do mesmo.

-Ele está ardendo em febre, Soo! Ele está ardendo em febre! O que eu faço? O que eu faço? - estava desesperado.

-O leve pro hospital, Jongin. Coloque-o em seu carro e o leve pro hospital SEUL. - instruiu e Jongin balbuciou um tchau, logo encerrando a chamada.

-O que aconteceu? - Koji perguntou, vendo como seu tio tinha surgido na sala. - Vai sair?

-Você consegue ficar sozinho? Se importa se eu precisar sair? - questionou afobado.

-O que aconteceu, tio? - Koji se colocou de pé e foi até o mais velho. - Aconteceu alguma coisa com o tio Jongin?

-Não necessariamente com ele... TaeOh teve um colapso e está ardendo em febre, então Jongin o levou pro hospital e eu estou indo encontrá-los. - explicou e viu a surpresa no sobrinho. - Eu não vou voltar tarde, então...

-Eu vou com o senhor. - Koji respondeu imediatamente.

-Tem certeza disso, querido? - Kyungsoo indagou e viu o menor concordar. - Não precisa se forçar...

-O TaeOh é meu amigo... - o adolescente murmurou. - Ele pode ter dito o que disse e nós não estarmos nos falando há mais de 1 mês, mas...

-Mas?

-Ele me mandou mensagem todos os dias. Ele pedia desculpas e perguntava se eu estava bem. - confessou e sentiu os olhos marejarem. - TaeOh pode ter me machucado muito, mas ele já me salvou demais também. Eu percebi que não é justo que eu fique remoendo o que ele fez de ruim pra mim e esquecer tudo o que ele fez de bom.

-Isso é muito maduro da sua parte, querido. Estou orgulhoso de você e tenho certeza que seus appas vão ficar também. - falou em um tom compreensivo e bagunçou os fios do sobrinho.

-Na verdade, acho que o Min-appa iria tentar me impedir e me chamar de burro, Dae-appa diria que eu sou ingênuo e no fim, eu ia acabar ficando trancado no quarto. - especulou e Kyungsoo acabou rindo.

-Bem provável, bem provável. - acabou concordando. - Então, você quer ir mesmo?

-Sim, eu quero! - respondeu de prontidão.

-Então pega meu celular e liga pro Suho, pede a ele pra ir pro hospital de SEUL. - pediu e entregou o aparelho na mão do mais novo, enquanto ambos saíam de casa.

Kyungsoo colocou o carro na estrada e suspirou aliviado por saber que Suho já estava a caminho. Tinha uma ideia para ajudar TaeOh e realmente torcia para que desse certo.

 

-x-

 

No hospital

 

Jongin estava em um quarto do hospital com o filho. Chegou carregando o adolescente no colo e quando foram atendidos, o médico deduziu que TaeOh deveria estar sobre estresse. Como o garoto continuava dormindo e ardendo em febre, o doutor achou melhor que TaeOh ficasse internado por aquela noite, para que assim no dia seguinte pudesse conversar com o garoto e fazer uns exames.

Uma enfermeira tinha acabado de sair do quarto, pois tinha aplicado medicações para ajudar TaeOh a relaxar e diminuir sua febre, e o moreno suspirou cansado. Jongin realmente estava preocupado com o filho e não conseguia parar de pensar no que Kyungsoo disse. Era daquele jeito que Koji e Kyungsoo tinham ficado quando estavam mal emocionalmente?

O professor de Educação Física pegou na mão do filho e levou-a até a própria testa, fechando os olhos e fazendo uma oração silenciosa. Pedia para que seu filho melhorasse, que todos seus fantasmas interiores sumissem e que – acima de tudo – TaeOh aceitasse ajuda. Tinha encerrado sua oração silenciosa, quando sentiu braços envolverem seus ombros por trás e se arrepiou todo.

-Mas o que...

-Eu estou aqui, jagi, estou aqui. – e a voz sussurrada de Kyungsoo foi o suficiente para fazer Jongin levantar de supetão e abraçar o corpo menor que o seu.

Não conseguia pronunciar nada coerente, só sabia chorar, apertar cada cantinho do corpo de seu homem, sentir seu cheiro e distribuir beijos por todos os lados. Não fazia ideia de como Kyungsoo estava ali, apenas sabia que ele estava ali e queria senti-lo. Precisava disso.

Tinham ficado separados por tempo demais e as energias de Jongin estavam se esgotando. Koji assistia aquela cena de reencontro da porta do quarto e ao mesmo tempo que sorria por ver que seus tios estavam finalmente felizes nos braços um do outro, sentia-se triste por ver TaeOh da mesma forma que tinha ficado quando seus appas o tinham levado para o hospital.

Não desejava aquilo para ninguém e iria tentar ajudar no que pudesse, mesmo que olhar para TaeOh ainda fizesse seu coração acelerar.


Notas Finais


Eu gosto muito desse capítulo, desde a conversa do Tae com o Soo, depois aquela cena do TaeOh se dando conta de tudo e simplesmente começando a chorar... Nossa, essa cena é muito importante e tocando pra mim.
A cena do Jongin colocando a mão do filho entre as suas e fazendo uma oração silenciosa... também mexe muito comigo. Mostra o quanto ele é um pai e o quanto ele ama o filho. Esse capítulo realmente me toca.
Sem falar que o Tae está percebendo que é como se algo sempre o embarreirasse a tomar uma atitude que realmente quer tomar.
Eu amo esse capítulo e vocês?
Beijocas de tapioca doce e até amanhã!

KYUNGSOO E KOJI VOLTARAM PRA CORÉIA?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...