História Superando Pré-conceitos - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens D.O, Kai, Personagens Originais
Tags Aikimsoo, Dika, Exo, Exocomeback, Exopósexo, Kadi, Kaido, Kaisoo, Romance, Sookai, Taeji, Taeko, Yaoi
Visualizações 745
Palavras 3.184
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Konnichiwa minna-san! Eu ia postar mais cedo, mas o SS não queria abrir pra mim e depois nem logar eu conseguia.
Eu queria contar uma curiosidade pra vocês:
Quando eu começo uma história e escrevo algo, isso significa que nunca mais irá ser apagado. O que eu quero dizer com isso? Vários amigos meus começam a escrever uma fic ou uma história e alegam que não gostaram, vão lá, excluem e reescrevem. Eu nunca, NUNCA, faço isso. Não to dizendo que eles estão errados não hein? Isso é uma peculiaridade minha.
Então, por exemplo, se eu tenho uma ideia pra algo e eu dou um início do tipo "Passaram 3 dias desde que tudo aconteceu", eu não vou alterar isso nunca! NUNCA! Por mais que eu possa mudar de ideia ou alguma coisa, eu não excluo e muito menos reescrevo, eu dou continuidade.
"AH, MAS AI FICA RUIM", FICA NÃO!
É legal fazer isso, pq eu me desafio a ir até o fim, seja com o plot original ou guiando o que já estava escrito pro que eu tinha em mente em escrever. Então se eu quero muito escrever algo e não quero perder aquela ideia, eu vou lá, escrevo e largo. Quando eu volto pra dar seguimento, eu sei que eu não vou apagar aquilo dali e vou dar seguimento do jeito q eu achar melhor. É um desafio e eu gosto muito de fazer isso. Essa é a peculiaridade da AiKimSoo.
Vocês conseguem imaginar quais fics já fiz isso e gostei do resultado? Que vocês gostaram do resultado? É simplesmente muito legal e isso só me prova mais e mais o quanto eu realmente amo escrever.
Boa leitura!

Capítulo 11 - Se abrir para um estranho


Alguns minutos depois

 

Jongin conseguiu se conter um pouco e cessou o aperto de urso que dava em seu amado Soo. O mais velho não tinha ficado muito atrás na demonstração de saudade, então quando sentiu Jongin retornando ao lado "racional", despertou do torpor da saudade e tentou se focar na situação.

-O que... Como... OH! KOJI! - Jongin não conseguiu completar sua dúvida, simplesmente largou as mãos de Kyungsoo e correu até o japonês, o tomando em um abraço apertado. - Meu Deus, criança! Você está aqui! Você está aqui!

-Tio Jongin... - Koji balbuciou choroso e se entregou ao abraço apertado do seu professor de Educação Física.

Estar com Kyungsoo e Jongin era como estar com Jongdae e Minseok. Koji considerava o psicólogo e o professor como seus segundos pais, então estava realmente emocionado ao ter o afeto de Jongin naquele momento. Tinha sentido muita saudade do tio e até temido que a relação de ambos fosse diferente depois de tudo, mas receber aquele abraço...

-Eu senti muito a sua falta, tio Jongin. - confessou e Jongin afastou o abraço, deixando um beijo bem paterno na testa de Koji.

-Eu também, criança. Você me preocupou bastante, estou bem feliz de te ver melhor e aqui. - foi sincero e viu um sorrisinho surgir nos lábios finos do adolescente. - Mas como vieram parar aqui? Perdi alguma coisa? - finalmente colocou a dúvida para fora.

-Koji já se sentia melhor e eu resolvi que iria voltar, só que eu queria fazer surpresa. - contou e viu seus dois amores se aproximarem. - Eu iria te avisar quando liguei, mas fui pego de surpresa com a situação do Tae. – relatou.

-E o que o garotinho aqui tá fazendo fora da cama? O médico já deu alta pra você ficar pegando avião? - Jongin inqueriu com tom acusador.

-Eu peguei o jatinho, tio! - argumentou e Jongin revirou os olhos, enquanto Kyungsoo soltou uma risadinha.

-E o jatinho faz o que? Voa. Você já está bom pra isso? - e a última pergunta era dotada de significados.

Foi perceptível para Koji e Kyungsoo que Jongin não estava só se preocupando com o fato de Koji estar viajando, mas sim por ter voltado e se encontrar ali, naquele quarto onde aquele que tanto o feriu, estava ferido também.

-Eu estou bem. - respondeu depois de um tempo em silêncio.

-Fico feliz então.

-Mas parece que ele não está né? - retrucou e Jongin concordou. - O que disseram?

-Que talvez ele esteja sobre estresse. - Jongin respondeu e desviou o olhar, se deparando com a cena de Kyungsoo acariciando os cabelos de seu filho enquanto erguia o corpo. Jongin não precisava ser um gênio para saber que Kyungsoo tinha dado um beijinho na testa de TaeOh.

-O emocional reflete no nosso físico, assim como nosso físico reflete no nosso emocional. TaeOh realmente está atingindo o limite dele e precisa de ajuda... - o psicólogo não conseguiu terminar o que dizia, porque seu celular começou a tocar. - Já volto. - murmurou e saiu do quarto apressadamente.

-O que...

-Tio Jongin, eu ainda estou muito ferido pelo Tae. - Koji cortou a indagação do moreno. - Mas eu também sinto muita falta dele. – declarou.

-Ele também sente muito a sua e acho que nem preciso dizer isso. - apontou para o leito de TaeOh, como uma forma de reafirmar o que disse, e Koji concordou.

-Mesmo que eu não estivesse vendo com meus olhos, eu acreditaria no senhor. - avisou e andou até perto do amigo. - Todos os dias, pelo menos de manhã, de tarde e a noite, TaeOh me mandava mensagens. Ele sempre se desculpava e me perguntava como eu estava. Acho que ele me conhece o suficiente pra saber que eu iria adoecer. - relatou e pegou na mão do amigo. - Tae, eu estou aqui e... Bom, razoavelmente bem também. Me machuca te ver desse jeito e me fere ainda mais segurar sua mão. - segredou ao amigo e Jongin assistia a tudo calado. - Acho que sou um masoquista... Eu não vou embora, voltei pra gente conversar e vim pra cá pra te ajudar.

-Seus pais deixaram você vir tão facilmente? - Jongin questionou.

-Não. Eles só me deixaram voltar, porque prometi que iria concluir esse ano na escola e então passaria a morar com eles no Japão. - respondeu ainda olhando para TaeOh.

-Oh... Então... Talvez não seja uma boa você voltar a falar com o Tae, ele vai pensar que você o abandonou quando for embora.

-E ele não foi o primeiro a me abandonar? - retrucou e Jongin mordeu o lábio inferior.

-Eu não quis falar nesse sentido, Koji. Eu não estou julgando sua decisão, estou apenas ressaltando que o foco de toda essa confusão está centrado no fato do TaeOh sempre achar que vai ser abandonado. Eu não...

-Calma, tio Jongin. - Koji interrompeu o mais velho e largou a mão de TaeOh. - Eu vou deixar claro pra ele que dessa vez eu não voltei pra ficar. Apesar de estar chateado com o Tae, não significa dizer que vou querer fazer mal a ele. Eu conheço muito bem o complexo dele de ser deixado, não vou brincar com isso.

-Por que quando falo com você, tenho a impressão de estar levando esporro ou de estar falando com seu tio? - Jongin indagou e Koji riu.

-Meu Dae-appa disse que o tio Kyung me transformou em uma versão dele mirim.

-Concordo extremamente com o Jongdae. - o moreno avisou e os dois riram.

-Voltei. - Kyung anunciou ao mesmo tempo que abria a porta do quarto. - E trago companhia.

-Boa noite... - o novo convidado desejou. - Prazer, eu sou...

-TIO SUHO! - Koji interrompeu e correu para abraçar o homem. - Que saudades do senhor!

-Digo o mesmo! Fiquei sabendo que o mocinho aqui ficou se negligenciando. - deu bronca e Koji fez careta.

-Prazer, sou Kim Jongin e aquele é...

-TaeOh. - Suho completou. - É um prazer conhecer vocês, Kyung fala muito de ambos.

-Ele é um amigo meu de trabalho. Suho é um excelente psicólogo e...

-Você quer que ele cuide do Tae, né? - Jongin deduziu e Kyungsoo concordou. - O problema é ele querer.

-Kyungsoo me contou sobre toda a situação e nós tivemos uma ideia. Eu vou ficar vindo ver TaeOh como um enfermeiro e tentar puxar assunto. Uma vez, quando eu estava na faculdade, fiz um projeto que consistia em qual o número de probabilidade de alguém se abrir pra um estranho. Vocês se assustariam com o quão alto é. - contou e sorriu orgulhoso. - TaeOh desenvolveu uma certa aversão à psicólogos, porque o lembram da parte mais dolorosa de sua vida, então ele só precisa ganhar confiança de novo. O médico que o atendeu é meu primo e eu expliquei tudo o que Kyungsoo me contou, por isso demoramos a vir até aqui, então acreditamos que TaeOh não poderá sair tão rápido desse hospital.

-Como eu temia. - Jongin murmurou e sentiu Kyungsoo o abraçar por trás.

-Estamos com você, amor. - o mais velho sussurrou e só Jongin pôde ouvir.

-Ele está sob pressão e precisarão fazer alguns exames pra saber se afetou o sistema nervoso dele, além de uma checagem geral. Meu primo deu uma semana no máximo, mas claro, isso não inclui os resultados dos exames dele. - alertou e Jongin concordou. - Eu irei me disfarçar de enfermeiro e tentar puxar assunto com ele.

-Mas quando ele descobrir, vai se sentir traído e tudo vai ser pior. - Koji pontuou e Suho concordou.

-Porém, ele vai ter tido uma prévia do que é ter uma consulta com um psicólogo, entende? É um risco que precisamos correr. Talvez TaeOh nem precise de mim por muito tempo, como eu disse, se abrir pra um estranho pode ser muito melhor. TaeOh precisa colocar pra fora o que sente sem medo de ser julgado ou acolhido, ele precisa de uma visão de fora. Acredito que a melhor solução pra TaeOh é desabafar, coisa que ele não tem com quem fazer. - Suho explicou e os adultos entenderam que era uma boa.

-Mas ele tem... a... mim... - Koji deixou a voz morrer aos poucos e suspirou com pesar. - Tio Suho, o que o senhor acha da minha presença na vida dele?

-Acho que vocês precisam conversar, não é? - o mais velho de todos retrucou e Koji concordou. - Eu só posso dizer o rumo que você deve tomar, depois que tudo realmente acontecer.

-Entendi...

-Mas não fique assim, ok? Posso te afirmar que é uma peça importante nesse jogo. - tranquilizou o menor, que apenas voltou o olhar para o paciente do momento. - Você gosta muito dele, né?

-Até demais. - resmungou baixinho e os adultos sorriram.

TaeOh realmente precisaria de Koji naquele momento e o japonês estava se mostrando muito maduro em aceitar rever o amigo e ajudá-lo. Realmente, Koji gostava até demais de TaeOh.

 

-x-

 

2 dias depois

 

-Suho! - TaeOh se animou ao ver o enfermeiro.

-Boa tarde, criança! - Suho saudou animado e caminhou até os aparelhos de TaeOh, fingindo fazer verificação apenas para manter o disfarce. - Como está?

-Cansado. - o garoto respondeu com sinceridade. - Eu estou muito angustiado com tudo. Meu appa fala que o tio Kyung vem me ver toda vez que estou dormindo, porque fica com receio de me ferir em apenas ficar no mesmo ambiente que eu.

-E ele iria te ferir? Seu tio Kyung é alguém ruim? - perguntou com o maior interesse do mundo.

-Não! - TaeOh respondeu de prontidão e arregalou os olhos. - Bom... Ele namora com o meu appa...

-Oh! Então quer dizer que seu appa é gay? - retrucou.

-NÃO! MEU APPA É HOMEM!

-Eu disse que ele não era? - Suho fingiu confusão e viu que causou algum efeito em TaeOh. - Que estranho... Eu pensei que "appa" fosse usado somente pra homens e pelo o que me lembro, seu appa é um homem e tanto.

-É, ele é homem. - o adolescente deu o braço a torcer. - Eu estou cansado.

-Cansado de que?

-De tudo! - respondeu de imediato e Suho parou com as falsas checagens, para deixar claro a TaeOh que tinha sua total atenção. - Eu sinto saudades do tempo que o tio Kyung e o Koji estavam conosco, sinto tanta saudade que dói!

-Então fala isso pra eles, oras! - fingiu achar que tudo era fácil para causar indignação no mais novo e ficou feliz em ver que o objetivo tinha sido alcançado.

-NÃO É TÃO SIMPLES!

-E por que não? É só chegar e falar: sinto sua...

-Não é tão simples, não é tão simples! - TaeOh insistiu e se sentiu angustiado. - Eu quero falar, eu quero pedir desculpas, eu quero tudo de novo! Eu quero!

-Então só peça desculpas.

-Não dá, não consigo! Quando vejo o tio Kyung... É como se algo de ruim despertasse em mim. - e a essa altura, já chorava. - É como se eu não... Não tivesse controle das minhas ações.

-Por que não procura um psicólogo? - sugeriu.

-Psicólogos me lembram a morte da minha mãe... - confessou baixinho e Suho se atentou a esse fato.

-Você pensa que eles vão fazer o que com você? - questionou.

-Não sei... Só que ir ao psicólogo, quando eu era criança, me fez ter certeza que minha omma nunca mais voltaria...

-Então... Você acha que se algum psicólogo chegar perto, você vai perder alguém no meio do percurso... - murmurou para si mesmo. - Tae, posso te contar um segredo?

-Pode.

-Eu quero ser um psicólogo! - contou e viu a surpresa no menor. - Mas eu te considero um amigo... Se eu me tornar um, você provavelmente vai me deixar...

-Não! Você é legal! - apressou-se em confortar o mais velho.

-Oh! Eu sou? - perguntou surpreso e TaeOh confirmou. - Obrigado!

-Mas... Se você virar psicólogo, a gente vai ter que se afastar né? Em filmes, os psicólogos sempre têm que ser frios e...

-Isso é fachada! Realmente não podemos ter pacientes que sejam nossos amigos, mas quando passamos a atender o paciente, impossível a gente não criar laços, não acha? Olhe pra nós dois. - pediu e sentou na cama. - Eu sou enfermeiro e você um paciente, não nos conhecíamos antes, mas agora nos conhecemos e somos amigos. É algo natural.

-Então por que não senti isso no psicólogo que eu ia?

-Porque você estava machucado e ele te fez enxergar algo muito triste. É normal, entende? Mas isso não quer dizer que todo psicólogo é ruim e nem que o que você foi, era. Tudo na vida tem seu sim e seu não. - argumentou e aquilo pareceu ter feito algum sentido para TaeOh. - Bom, preciso ir agora.

-Mas já? - Tae se entristeceu e Suho levantou, fazendo carinho nos cabelos negros do adolescente.

-Amanhã nos vemos. Fique bem. - desejou.

-Tchau... Até amanhã. - se despediu do enfermeiro e ficou sozinho no quarto.

De alguma forma, sempre que Suho ia embora, sentia algo diferente dentro de si. Era como se se sentisse mais leve, mesmo que isso significasse dizer que ficava mais pensativo. Falar para Suho sobre seu receio com psicólogos e ver que o mais velho não tratou como algo banal, o fez perceber que Kyungsoo também era psicólogo.

Será que era por isso que não conseguia, simplesmente, aceitar que estivesse com seu appa? Kyungsoo, na verdade, não iria roubar o lugar de sua omma e sim levar seu appa de si...

Mas há quanto tempo seu appa estava com seu tio Kyung e não tinha sido levado embora? Na verdade, há quanto tempo eles namoravam? Como tinham passado a se gostar? Como era se apaixonar? Tio Kyung deveria ser alguém realmente especial para despertar sentimentos em seu appa, não é? Se tivesse sido a pessoa que perdeu quem amava, não teria coragem de se apaixonar de novo... Ou teria? O quanto teria que amar essa pessoa?

-Mas aí... Ele amaria mais que a minha omma? - perguntou em voz alta.

-Falando sozinho? - Jongin provocou enquanto entrava no quarto.

-Ele tá ai né? - TaeOh retrucou e Jongin paralisou ali na porta. - Appa... Por que você gosta dele? Você perdeu a omma, por que se envolver com alguém e depois perdê-la de novo? – bombardeou.

-E por que não me envolver? - o moreno atirou e tomou coragem para realmente adentrar o quarto. - A sina da nossa vida é morrer, então se eu me apegar a isso, melhor eu tirar minha vida logo. - argumentou e sentou perto dos pés do filho. - Nossa passagem por esse mundo é passageira, porém, isso não significa dizer que nós não possamos vivê-la. Somos privilegiados todos os dias por poder acordar e viver mais um pouco. Se eu já estou aqui, por que não aproveitar?

-Mas por que ele? Por que um homem? - indagou e Jongin sorriu.

-Eu também não sei, querido. Meu primeiro amor, minha primeira namorada, minha primeira em tudo, sempre foi sua omma. Eu não tive muito espaço pra descobrir novos "horizontes", então talvez isso já fizesse parte de mim muito antes de conhecer o Soo ou sua mãe. - explicou e segurou na mão do filho. - Você já ouviu que amor não tem idade e nem tamanho, então completo dizendo que também não tem gênero. Eu amei muito a KinHee, de verdade, e fiquei de luto por ela durante 10 anos. Não estava em meus planos me apaixonar de novo, mas foi impossível não me apaixonar pelo Soo. - foi sincero e acabou sorrindo apenas por poder colocar aquilo para fora.

E TaeOh percebeu como os olhos de seu pai brilharam ao mencionar o tio Kyung. Kyungsoo realmente era tão importante assim para seu pai?

-Appa, como... Como vocês... Bom...

-Nos apaixonamos? - perguntou e viu o filho confirmar. Achou fofo as bochechas rosadas do menino. - Não sei dizer.

-O quê? Como assim? - TaeOh ficou indignado e Jongin riu.

-Se apaixonar, passar a amar alguém... Não é como se a gente pudesse afirmar "quando ele pegou meu lápis, me apaixonei". Não se trata de um único momento, mas sim do pacote que vivemos juntos. Soo e eu nos encontramos no primeiro dia de aula do Koji e eu lembro de ter ficado pensando muito nele, porque ele não parecia um adulto. Depois foram incontáveis vezes que nós tivemos que nos encontrar na diretoria. Nós não éramos muito próximos até o Koji sair do Colégio. Passamos a conversar mais por mensagens, nos encontrávamos todos os fins de semana pra deixarmos vocês brincarem... Foi só acontecendo. - explicou e suspirou nostálgico. Aquecia o coração lembrar do passado, ainda mais por saber que ainda tinha Kyungsoo para si.

-Estão juntos há quanto tempo? - quis saber.

-Faremos 5 anos em breve. - respondeu e viu a surpresa do filho.

-Quanto tempo, appa! É quase como se fossem casados! - acusou e Jongin riu.

-Eu gostaria muito de me casar com ele. Eu realmente o amo, filho, você consegue perceber isso? - perguntou esperançoso e TaeOh desviou o olhar.

-Sim. - respondeu acanhado e Jongin sorriu.

-Nós não vamos te forçar a nada, filho, mas... Tente pensar na felicidade de ter todo mundo junto. Quando nos importamos com alguém, nós a queremos felizes não é? - indagou e segurou a mão do filho. - Eu realmente amo o Soo, mas eu te amo muito também. São amores diferentes, porém, com mesma intensidade... Mas...

-Mas?

-Vai me doer dizer isso, de verdade vai me doer, só que... Se for pra te ver bem, eu me afasto dele. Eu não aguento mais ficar brigado com você ou te ver em prantos. Eu sou seu pai, Tae, antes de qualquer coisa, eu sou seu pai. Eu te amo, filho, e te ver bem é a meta da minha vida. - confessou e TaeOh sentiu os olhos marejarem.

-Eu também te amo, appa. - foi sincero e resolveu finalmente encarar o pai. - Te ver bem também me faz bem, então... Não precisa... Não precisa... Deixar o tio Kyung. - e com muito custo, conseguiu concluir sua fala.

Um lado seu se arrependia por isso, porém, imediatamente esse lado foi jogado no lixo ao ver os olhos de seu pai marejarem e logo em seguida ser puxado para um abraço.

-Obrigado, filho, obrigado, obrigado, obrigado... - Jongin chorava enquanto abraçava TaeOh com alívio e gratidão.

O adolescente não esperava que seu pai fosse ter aquela reação tão intensa e só dessa forma foi capaz de realmente perceber o mal que o tinha causado. Se sentia um péssimo filho, mas tomou esse sentimento como uma forma de lembrá-lo que precisava fazer o pai feliz também.

Enquanto pai e filho estavam em um momento só deles, o celular de TaeOh avisava uma notificação de mensagem que o adolescente só veria mais tarde. E a notificação era:

 

Koji: ... Oi?


Notas Finais


Eu tenho muito a dizer sobre esse capítulo, mas realmente prefiro saber o que vocês têm a dizer.
Aos que gostaram da escrita e do tema abordado, tenho uma fic mais "levinha (?)" com um tema parecido. O enredo é totalmente diferente, mas... Enfim, só lendo pra entender.
Semelhança Surreal: https://spiritfanfics.com/historia/semelhanca-surreal-9749211

Até amanhã
Beijocas de tapioca doce


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