História Superando Pré-conceitos - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens D.O, Kai, Personagens Originais
Tags Aikimsoo, Dika, Exo, Exocomeback, Exopósexo, Kadi, Kaido, Kaisoo, Romance, Sookai, Taeji, Taeko, Yaoi
Visualizações 864
Palavras 3.396
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Como prometido, estou postando o último de hoje.
Boa leitura!

Capítulo 3 - Virou um hábito


4 anos atrás

 

-Eles realmente são bem próximos né? - Jongin comentou ao ouvir a bagunça que TaeOh e Koji faziam no quarto do primeiro.

-Sim, bastante. - Kyungsoo concordou rindo. Estava na casa de Jongin, porque era final de semana e aquilo tinha virado um hábito.

Quando Kyungsoo tinha se estressado no meio do ano anterior e resolvido tirar Koji da escola, precisou prometer que os dois amigos não iriam se afastar e poderiam se ver todo final de semana. Era justamente por essa promessa, que tinha passado a falar mais com Jongin e até mesmo adquirido o hábito de ficar na casa do mais novo - já que o apartamento que vivia com Koji era um pouco pequeno para ter duas crianças brincando -, beber uma latinha de cerveja e assistir um filme enquanto os garotos brincavam. Kyungsoo e Jongin se consideravam bons colegas.

-Amanhã vai sair o resultado dos classificados. - Jongin comentou quando o comercial do filme começou.

-Omo, já é amanhã?! - Kyungsoo se animou e sentou de pernas cruzadas no sofá. - Eu tenho certeza que você passou, Jongin-ah! Você é um ótimo professor de educação física.

-Eu quero muito passar, TaeOh não aguenta mais aquele Colégio, eu não aguento mais e me sinto muito mal pelo meu filho ter que ficar lá por minha causa. Eu queria ter uma renda melhor pra poder colocá-lo no mesmo Colégio do Koji, mas só vou conseguir isso se passar nessa seleção...

-Eu já disse que poderia te ajudar com a mensalidade do TaeOh. - Kyungsoo resmungou. - Eu não pago a mensalidade do Koji e tenho muito dinheiro pra quem é sozinho...

-Jogando na cara que é herdeiro de uma fortuna? Que bonito, pensei que era humilde. - Jongin implicou e Kyungsoo fez cara de falso ofendido.

-Sou humilde, você que não aceita umas verdades. - retrucou e Jongin gargalhou. - Mas sério, eu já disse que posso te ajudar. Não é bom pro TaeOh ficar em um Colégio onde é ignorado, ainda mais que ele passou a ser excluído por proteger meu sobrinho. Me sinto mal por ele e sei que os dois queriam continuar estudando juntos, mas eu realmente não podia continuar mantendo meu menino lá. Koji já tem um certo complexo de inferioridade por simplesmente ser adotado e ainda tem o receio de contar abertamente sobre seus pais...

-Não precisa se justificar, hyung, eu entendo completamente seu ponto de vista. - Jongin tranquilizou o outro. Quando descobrira que Kyungsoo era mais velho que si, custou a acreditar, precisou ver a identidade e desde então tratava o mais velho com o pronome adequado. - Eu me sinto mal por não conseguir pagar um Colégio melhor pro meu filho...

-Jongin, a mensalidade daquela escola é realmente alta. Meu irmão só quis colocar o Koji lá, porque tem uma grande parcela de alunos estrangeiros e isso evita que o Koji sofra de xenofobia, então não precisa se preocupar em não ter como pagar. Se você se sentir melhor, podemos dividir a mensalidade do TaeOh caso você não passe. – o psicólogo sugeriu e Jongin se pegou encarando o mais velho com muito mais atenção que antes.

-Por que insiste tanto? - indagou e Kyungsoo se viu preso no par de olhos felinos.

-Eu jamais vou ser capaz de agradecer o tanto que TaeOh fez por Koji. Pode parecer bobeira, mas Koji realmente poderia ter adquirido algum trauma psicológico perigoso senão tivesse ninguém ao lado dele. Eu já te contei que ele foi adotado pelo meu irmão e meu cunhado alguns anos depois deles terem casado e assumido a empresa. Precisamos contar pro Koji que a mãe dele faleceu um pouco depois dele nascer, porque ele ficava perguntando a razão de ter dois papais e não um papai e uma mamãe. Koji ama os pais, nós não duvidamos disso, mas ele ainda lembra como perdeu muitas amizades depois que descobriram que seus pais eram gays. - fez uma pausa para suspirar com pesar. Levou a latinha de cerveja até a boca e tomou um gole. - É muita coisa pra uma criança só e já até tentaram tirar a guarda do Koji por isso. Minseok e Jongdae acharam que era o melhor a se fazer, já que estavam causando mal ao filho deles pelo simples fato de não serem um casal "normal", mas a ideia da separação foi muito pior para os pais quanto pro próprio Koji. O problema não está no fato de serem um casal homoafetivo que adotaram uma criança e sim na sociedade que é má demais pra perceberem o amor em suas diferentes formas. É um processo longo e o Koji conseguiu passar por ele, porém, ainda teme contar aos quatro ventos. Por isso o TaeOh não sabe, Koji tem medo da rejeição e por ter se tornado muito apegado ao Tae, prefere omitir um lado de sua própria vida. Eu realmente sou muito agradecido por TaeOh estar sempre ao lado do Koji, meu sobrinho já passou por tanta coisa. - concluiu e Jongin apenas concordou em silêncio. - Por isso, insisto tanto em te ajudar com a escola do TaeOh. Pagar a mensalidade dele não vai chegar nem perto do que seu filho fez pelo meu sobrinho.

-Eu não sei o que dizer. - Jongin foi sincero e Kyungsoo riu contido.

-Se você não passar, o que acho difícil, me deixe ajudá-lo com o ensino do TaeOh. - tornou a pedir e Jongin cedeu.

-Vou aceitar, porque o ensino e felicidade do meu filho são muito mais importantes do que o meu orgulho. - deixou claro e Kyungsoo riu.

-Se tem algo em que a gente combina, é no nosso orgulho. Sou orgulhoso demais, acredite. - ressaltou bebendo mais um gole da cerveja.

-Percebi, afinal, você precisou ter muito orgulho pra largar sua vida no Japão e vir até aqui pra cursar psicologia. - o moreno concordou e Kyungsoo ficou corado. Em uma das vezes que dividiu uma latinha de cerveja com Jongin, contou que morava na Coréia do Sul há pouco tempo, porque tinha decidido largar seu cargo de vice-presidente na empresa de sua mãe, para poder seguir seu sonho de ser um psicólogo.

Kyungsoo lembrava bem como fora orgulhoso o suficiente para não aceitar nenhum dinheiro dos pais. Era poliglota - sabia falar inglês, coreano e japonês - e usou disso para se meter em uma editora de traduções para viver. Trabalhava e estudava, foi difícil, mas quando recebeu o diploma e as sinceras congratulações de seus pais, soube que fizera certo em largar tudo e perseguir seu sonho.

Claro que agora procurava saber um pouco da situação da empresa de cosméticos de sua mãe, recebia sua parte das ações e até ajudava seu hyung em algumas decisões que precisava tomar na presidência, mesmo que soubesse que Jongdae - como vice - ajudava muito mais.

Não se arrependia de nada que fizera e sabia que seus pais tinham orgulho de si e de Minseok. Achava engraçado sua mãe e seu pai terem largado a responsabilidade da empresa tão cedo, mas entendia que ambos tinham carregado problemas por anos, então nem questionava.

-Hyung? - Jongin chamou, tirando Kyungsoo de seu estado de nostalgia. - Posso ser um pouco indelicado? - perguntou sem jeito.

-Indelicado? - Kyungsoo repetiu confuso.

-É que eu praticamente sei a sua história de vida, só que... Nunca entendi muito bem porque o Koji mora com você aqui e não com os pais.

-Ah! É porque... - pausou para suspirar. Era um assunto delicado. - Bom, a empresa é muito importante pra economia do país e de uns tempos pra cá uma empresa clandestina está tentando tomar nosso lugar na economia. Pode parecer nada de mais, só que tentaram assaltar o prédio principal da empresa e isso acabou se tornando uma coisa perigosa. A polícia ainda não conseguiu provas pra prender os culpados, então meu irmão começou a temer que pudessem tentar algo com o Koji justamente por ele ser uma criança e filho dos donos. Eu me ofereci pra cuidar do meu sobrinho e desde então estou com ele. Koji não entende muito bem a situação e a gente consegue levar ele na conversa justamente por ele ver os pais, pelo menos, uma vez por mês. - contou e Jongin ficou realmente surpreso.

-É realmente...

-BOOM! - Jongin foi interrompido por um barulho alto de algo caindo no quarto de TaeOh.

-TaeOh/Koji! - os dois adultos chamaram pelas crianças e levantaram em uma velocidade que jamais conseguiriam cogitar ter.

Correram para o quarto de TaeOh e encontraram Koji pedindo desculpas o tempo todo, enquanto TaeOh tentava se levantar do chão.

-O que estavam fazendo? - Jongin questionou.

-Br-brincando de lutinha. - TaeOh respondeu com dificuldade ao tentar ficar de pé. - Koji melhorou muito e me derrubou. - concluiu.

-Eu já pedi desculpas! Por favor, desculpa! - Koji insistiu enquanto tentava ajudar o amigo a sentar na cama.

-Relaxa, cara, tu tá melhorando. Eu sou um excelente professor. - TaeOh se gabou e recebeu um tapa no braço.

-Palhaço. - Koji murmurou e TaeOh riu.

-Eu não estou vendo graça, TaeOh. - Jongin cortou o barato do filho. - Quando foi que eu te ensinei a ser agressivo desse jeito? - questionou cruzando os braços e se apoiando na porta. Kyungsoo apenas observava tudo.

-Não sou agressivo, appa, eu sou prevenido. Estou tentando deixar o Koji prevenido também. - justificou.

-Está ensinando ele a bater? - Kyungsoo perguntou e Koji concordou.

-TaeOh não está mais comigo na escola, então preciso me defender sozinho. - Koji explicou e Kyungsoo franziu o cenho.

-Estão te perturbando de novo? - o psicólogo se preocupou.

-Não, não, tio. Eu só estou me preparando pra não ser pego despreparado. - assegurou ao mais velho, que ainda permanecia desconfiado.

-Bom, chega de brincarem disso, porque daqui a pouco TaeOh vai a nocaute. - Jongin declarou tentando soar brincalhão e os dois pré-adolescentes concordaram.

-Ah! Tae, esqueci de contar, meu appa me mandou um jogo novo, vou pegar na mochila. - falou afobadamente e passou pelos dois adultos na porta como um flash.

Kyungsoo e Jongin acabaram entrando no jogo de cartas e formando duplas. O espírito esportivo dos 4 tinha sido acionado, porém, somente Kyungsoo e TaeOh tinham empatado na quantidade de vezes que venceram e ficaram jogando na cara de Jongin e Koji.

Perderam a noção do tempo e quando viram, já era tarde demais. O carro de Kyungsoo estava no conserto e o de Jongin funcionava, mas era perigoso saírem aquela hora da noite.

-Tio, por que a gente não dorme aqui? - Koji pediu e Kyungsoo ficou sem jeito.

-O Tio Kyung e o Koji podem dormir aqui, né appa? - TaeOh apelou para o pai, que aceitou rapidamente. - Viu, tio Kyung? Durmam aqui! Amanhã não tem aula, estamos de férias e ninguém vai se atrapalhar.

-Eu trabalho amanhã. - Kyungsoo argumentou.

-Trabalha a hora que quiser! - Koji retrucou e Kyungsoo corou. - Por favor, tio! TaeOh, me ajuda aqui. - chamou o amigo, que imediatamente foi para o lado de Kyungsoo e agarrou no braço livre.

-Por favor, tio, por favor! - os dois garotos imploravam e Kyungsoo acabou rindo.

-Ok, ok! - cedeu.

-EBAAA! - as crianças comemoraram, mas Kyungsoo se surpreendeu ao ver que elas não foram as únicas. Jongin tinha comemorado junto.

-BORA JOGAR, TAE! - Koji chamou pelo maior e assim os dois saíram correndo para o quarto.

-Bom, não tenho quarto de hóspedes, mas podemos dividir minha cama. Ela é bem grande. - Jongin comentou sem jeito e Kyungsoo negou.

-Tenho uma ideia melhor. - declarou e Jongin arqueou uma sobrancelha.

A ideia de Kyungsoo era virar a noite jogando com os meninos. Jongin gostou e as crianças também. Jogaram várias vezes, se xingaram, se zoaram, criaram complô e tudo que um pequeno jogo poderia criar, até dar 6h da manhã e TaeOh ficar sonolento. Kyungsoo e Jongin resolveram deixar os pré-adolescentes dormirem e saíram do quarto de TaeOh, que já tinha caído nos braços de Morfeu.

-Jongin-ah, por que não verifica seu e-mail? Acredito que já tenham mandado algo. - Kyungsoo sugeriu assim que chegaram na sala.

-Você acha? - Jongin perguntou incerto e Kyungsoo concordou. - Hum... Você pode ver pra mim?

-Claro que não, você que tem que ver! É seu momento...

-Não tenho coragem. Por favor. - insistiu e fez biquinho, o que foi suficiente para Kyungsoo ceder.

O mais velho pegou o aparelho que estava estendido para si e viu que já estava desbloqueado, então procurou pelo aplicativo de e-mail e abriu. Sentiu-se nervoso ao ver que tinha realmente um e-mail da escola. Clicou, com muito esforço, em cima do e-mail e simplesmente sentiu o coração acelerar com a notícia escrita ali.

-Parabéns, Jongin-ah! - saudou com sinceridade e não se conteve, foi na direção do mais novo e o abraçou. - Você passou, eu sabia que passaria! Eu falei! Eu falei! - Kyungsoo repetia animado e Jongin pegou o celular da mão do menor; que ainda estava pendurado em si; verificando o e-mail e vendo que realmente tinha passado.

Não pensou muito quando apertou ainda mais o abraço que compartilhava com Kyungsoo, apenas queria agradecer e comemorar com o mais velho, porque somente o Do tinha acreditado tão fielmente que iria passar.

Do Kyungsoo acreditou em Kim Jongin muito mais que próprio.

 

-x-

 

5 meses depois

 

TaeOh já tinha se adaptado bem a nova escola, assim como o pai, que já tinha se tornado uns dos professores preferidos dos alunos. Jongin estava realmente feliz com a troca de emprego e existia vários motivos para isso.

-Tae, vamos pro boliche hoje né? Estou ansioso! - Koji comentou ao sentar ao lado do amigo no intervalo. - Tio Kyung disse que vai esmagar o tio Jongin!

-Aposto que meu pai vai ganhar dele, meu pai é forte e maior! - TaeOh se gabou e Koji fez careta.

-E daí? Tio Kyung é bem forte e os dois são homens, tenho certeza que o tio Kyung vai massacrar seu pai. - saiu em defesa do tio e TaeOh iria rebater, mas foi interrompido.

-Posso sentar com vocês? - Jongin perguntou.

Estava em seu intervalo também e gostava de ficar na companhia do filho e do melhor amigo, porque eles eram muito divertidos. A grande maioria do corpo docente do Colégio era formado por mulheres, desde solteiras a bisavós, e as solteiras gostavam muito de dar em cima de Jongin, mesmo que ele dissesse ser comprometido. Os professores homens ficavam irritados com a situação, ainda mais o professor de matemática que era apaixonado pela professora de português. Jongin realmente não queria encrenca no Colégio e nem fora dele.

-Claro que pode, tio Jongin! - Koji respondeu imediatamente e empurrou TaeOh para o lado, dando espaço para Jongin colocar uma cadeira ali em frente a mesa. - Hoje a aula foi muito legal! Adorei aprender vôlei!

-Eu já prefiro quando tem aula de atletismo. - TaeOh comentou distraído enquanto comia, mas antes que seu pai pensasse em falar algo, foi mais rápido. - LEMBREI! Appa, Koji estava dizendo que o tio Kyung disse que vai te massacrar no boliche hoje. - contou.

-Ah é? Bom saber! Irei me lembrar disso. - Jongin avisou e soltou um sorrisinho com segundas intenções.

-Eu aposto que o tio Kyung vai pisar em você! - Koji lançou e viu o mais velho rir.

-E quanto a vocês dois? Quem vai ganhar? Fiquei sabendo que é a primeira vez de ambos jogando boliche. - comentou e viu os adolescentes sorrirem sem graça.

-Lá na hora a gente aposta, não sabemos se somos bons. - Koji desconversou.

-Mesmo assim, ainda tenho certeza que vou me sair melhor que você. Sou maior e mais forte! - TaeOh se gabou e Koji bufou.

-De novo com essa história? - Jongin questionou cansado.

TaeOh, em algum momento da vida, colocou na cabeça que os maiores e mais fortes sempre iriam ser os melhores. Kyungsoo tinha a teoria de que isso começou a partir do momento que TaeOh começou a brigar na antiga escola para defender Koji e que não era para se preocupar muito, porque a lógica do menino fazia sentido e que era só questão de tempo até essa fase passar. Só que a lógica estava se tornando cega e insuportável.

-Ele tá nisso o tempo todo. Ele acha que você vai esmurrar meu tio só por conta do seu tamanho. - Koji dedurou e Jongin suspirou pesadamente.

-TaeOh, já conversei com você sobre isso. Eu posso ser alto e frequentar a academia, mas isso não significa que o Soo é mais fraco que eu só por ser baixo. Você não sabe o que tem por baixo da roupa dele e muito menos a vida dele, então tome isso pra você e não julgue mais ninguém pela aparência, entendido? - questionou após o sermão e TaeOh revirou os olhos, confirmando que entendeu muito bem e que não faria mais isso.

Uma vez que tudo tinha sido esclarecido, todos voltaram a conversar animadamente. O intervalo passou rápido e consequentemente, o dia. A animação de ambos adultos e adolescentes estava grande, então correram para o carro de Kyungsoo assim que foram liberados da escola. Estudavam em tempo integral e consequentemente, Jongin trabalhava em tempo integral também, então combinou do psicólogo ir buscá-los e assim se divertiriam. Era sexta-feira, precisavam comemorar o fim da semana.

-Como foi na escola? - Kyungsoo perguntou assim que colocou o veículo na estrada.

-Foi legal! - os três responderam juntos.

-Então vamos pro jogo, tenho certeza que vou fazer vários strikes e acabar com vocês. - Kyungsoo ativou seu modo competitivo e isso gerou uma confusão no carro.

Chegaram ao local - em que jogariam boliche - depois de muita discussão de quem seria o melhor. Kyungsoo estacionou o carro e entraram no estabelecimento, pagando as pistas e indo atrás delas.

Jongin ficou no time de Koji e Kyungsoo no do TaeOh, porque tiraram pedra-papel-tesoura e os dois primeiros jogaram pedra, enquanto os dois últimos jogaram papel. Ao longo do jogo, TaeOh estava ficando frustrado por estar perdendo para o time do pai. Seu time com Kyungsoo perdia apenas por culpa sua, visto que Kyungsoo marcava strike todas as vezes que pegava na bola e ele não conseguia nem derrubar 4 pinos.

Poderiam se garantir apenas com os strikes se Koji também não estivesse jogando muito bem e ainda tivesse Jongin no time. Definitivamente, TaeOh estava tendo seu orgulho massacrado por perder para os mais baixos.

-Aish! - praguejou ao ver que tinha chegado sua vez.

-Vem, vou te ensinar. - Kyungsoo chamou o menor e pegou a bola mais leve.

-Por que pegou a mais leve? - TaeOh protestou.

-Você é iniciante, precisa usar a mais leve pra ir se acostumando, por isso o Koji está indo bem. - justificou e tornou a estender a bola para o adolescente.

-Já disse que não quero! Eu quero a mais pesada! - TaeOh retrucou e Jongin só não foi repreender o filho, porque estava realmente distraído com Koji montando estratégias e juntando com a barulheira do local, impedia que ouvisse a discussão do outro time.

Mas nenhum som alto foi capaz de abafar o grito dolorido de Kyungsoo. Jongin e Koji, assim como todos do local, olharam em direção ao grito de dor e encontraram Kyungsoo agachado no chão, enquanto segurava o braço e gritava.

TaeOh estava desesperado e pedia desculpas o tempo todo, mas nenhuma palavra seria capaz de desfazer o que tinha feito. Por culpa de sua teimosia, ao insistir em pegar uma bola mais pesada, acabou não suportando o peso e soltou a bola. Teria caído em seu pé e causado um estrago, se Kyungsoo não tivesse sido mais rápido e tentado empurrar a bola para o lado.

O ato foi tão rápido e instintivo, que somente se deu conta de sua burrada quando sentiu o barulho do seu braço quebrando. A dor, que veio segundos depois, era insuportável e não conseguia para de gritar de agonia.

-Soo! Soo! - Jongin chamava desesperado, enquanto Koji tomava as rédeas e chamava uma ambulância. - Soo! Ai meu Deus! - surtou ainda mais ao ver o rosto contorcido de dor do mais velho e logo em seguida, o mesmo desmaiando em seus braços.


Notas Finais


Ops, parece que TaeOh pisou na bola hein?
Mas ele parece tão arrependido e inocente, como é que foi se tornar aquele TaeOh do prólogo? Palpites? ahaha
Até amanhã, dangos.
Beijocas de tapioca doce.


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