História Superando Pré-conceitos - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens D.O, Kai, Personagens Originais
Tags Aikimsoo, Dika, Exo, Exocomeback, Exopósexo, Kadi, Kaido, Kaisoo, Romance, Sookai, Taeji, Taeko, Yaoi
Visualizações 657
Palavras 3.560
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Nossa, estou morta. Acabei meu trabalho agora e estou vindo postar rapidinho pra ir pra fisioterapia.
Meu amigo vai pra BH e só volta quarta-feira... Aquele medo de ir amanhã sozinha pegar o metrô... Jeje me ajude!
Vamos pra leitura?
Quando eu voltar da fisioterapia, eu posto o último de hoje!
Beijocas de tapioca doce.

Capítulo 4 - Estando no escuro e descobrindo tudo


 

3 anos atrás

 

Fazia um mês e meio desde o dia em que a diversão no boliche se transformou em uma noite na emergência de um hospital. Kyungsoo tinha quebrado o braço e desmaiado de dor, depois desmaiou ao ter o médico puxando o osso para o lugar. Jongin se sentia desesperado, agoniado e um incapaz ao ver tanto sofrimento do mais velho.

Se recusou a ir para casa depois que saíram do hospital e passou o restante da noite cuidando e zelando por Kyungsoo. TaeOh pedia desculpas o tempo todo e Jongin não queria saber do filho no momento, porque sabia que acabaria brigando com o mesmo. Claro que sabia que TaeOh não tinha quebrado o braço de Kyungsoo de propósito, mas a teimosia dele e a vontade de bancar o fortão tinha passado dos limites, mesmo Jongin já tendo o repreendido quanto a esse tipo de atitude.

Quando TaeOh contou que fora sua teimosia e orgulho que causaram toda a trama, Jongin realmente se sentiu ir ao limite e por isso não queria explodir com o filho. Achava importante ter orgulho e tudo mais, só que o de TaeOh estava extrapolando e uma prova disso, era o próprio braço quebrado de Kyungsoo.

No dia seguinte, Kyungsoo fora acordado ao som de gritos. Era uma discussão e conforme despertava, reconhecera a voz de Jongin. Levantou de sua cama de casal e ao chegar na sala, encontrou Jongin brigando com o filho. Tentou apaziguar a situação e passou um bom tempo conversando com TaeOh.

Kyungsoo percebeu, ao longo da conversa, que TaeOh estava com algum conflito interno e tentando provar para si mesmo alguma coisa, por isso, agia tão drasticamente em tudo que fazia. Conversou com Jongin e o moreno decidiu que iria procurar um psicólogo para TaeOh, porque na época em que a mãe do menino falecera, somente os psicólogos foram capazes de fazê-lo superar.

Mas enquanto isso não rolava, Jongin decretou que passaria a viver com o Do até ele tirar o gesso do braço. TaeOh e Koji adoraram a ideia de morarem juntos por um tempo, mesmo que TaeOh ainda se sentisse extremamente culpado por ter machucado o tio Kyung. Já tinha perdido a conta de quantas vezes pedira desculpas.

E pelo acidente ter acontecido justamente perto do final de ano, assim que as crianças ganharam as férias, Kyungsoo chamou todo mundo para viajar para o interior, onde tinha uma espécie de fazenda. Tinha sugerido isso para acalmar o clima, se acalmar e aproveitar para comemorar seu aniversário e o de Jongin juntos. Achava um milagre o fato de haver somente um único dia de diferença no aniversário dos dois.

-Você parece relaxado. - Jongin comentou.

Era dia 13 de janeiro, o dia no meio do aniversário de ambos, e Kyungsoo estava admirando a beleza das plantas de sua fazenda quando Jongin o encontrou. O moreno estava atrás do mais velho desde que notara sua ausência. TaeOh e Koji tinham ido se banhar na lagoa que tinha ali perto, então Jongin queria aproveitar um pouco da paz.

-Eu gosto muito daqui. - Kyungsoo segredou enquanto fechava os olhos e apreciava a brisa. - Acho que vou querer morar aqui quando me aposentar.

-Eu poderia vir junto? - Jongin indagou. Sentou-se no chão, ao lado do menor, e ficou encarando o perfil alheio.

-Você não é nada discreto, Jongin-ah! - Kyungsoo declarou e olhou para o mais novo, rindo da forma descarada que o maior o fitava.

-Ah, sou sim! TaeOh e Koji estão longe, preciso aproveitar. Nunca ouviu aquele ditado? Os gatos saem e os ratos fazem a festa? - brincou e acabou compartilhando uma gargalhada com o Do. - Eu sinto sua falta.

-Eu também, mas sabe como as coisas ficam complicadas com as crianças por perto. - o psicólogo foi realista e Jongin concordou.

-Seu braço ainda dói muito? Falta pouco pra tirar esse gesso. - comentou acariciando os dedos da mão machucada. - Eu detesto te ver desse jeito.

-Não foi nada, vai passar! Pensa que teve um lado positivo. - Kyungsoo sorriu e deitou a cabeça no ombro de Jongin. - Nós estamos podendo dormir na mesma cama todos os dias. Eu realmente gosto de acordar e ter você como minha primeira visão. - confessou e viu como o outro se animou com aquela declaração.

-Você não sabe o quanto eu fico feliz de ouvir isso. Acordar ao seu lado, espalhar beijinhos por todo o seu rosto e ter a certeza de que vou poder dormir com você de novo no dia seguinte... Acho que não vou saber viver sem esses momentos depois que você não precisar mais de mim. - e toda a animação foi por água baixo ao se lembrar que em breve teria que voltar para sua própria casa e deixar o apartamento do menor. - Eu realmente quero que você melhore logo, mas eu não quero ficar sem desculpa pra dormir com você.

-Você é muito manhoso e só é um ano mais novo que eu. - Kyungsoo provocou e roubou um selinho do bico nos lábios fartos do professor de educação física. - Lembre-se que ainda tenho o período de fisioterapia e readaptação. Precisarei de ajuda. - tranquilizou o moreno, que sorriu travesso.

-Vai precisar de ajuda no banho? Adoro esfregar suas costas, sabe? - Jongin entrou no jogo e Kyungsoo gargalhou.

-Gosta de se esfregar em mim também né? - retrucou.

-Gosto de estar dentro de você e gosto quando está dentro de mim. - Jongin declarou na maior cara dura e sorriu ladino ao ver a expressão chocada do mais velho. - Não quer ir tomar um banho?

-Aquieta esse fogo! Prometemos não fazer nada enquanto estivermos aqui, as crianças podem nos pegar em um momento delicado. - repreendeu Jongin, que rodeou seus braços em sua cintura e se aproximou mais.

-Eu realmente não aguento mais esconder que estamos juntos. - desabafou e Kyungsoo entrelaçou os dedos da mão boa nas mãos de Jongin.

-Eu já disse que as crianças podem não reagir bem com tudo isso. Poxa, Jongin, lembre-se que você é pai do TaeOh e eu tio do Koji. Os dois são melhores amigos e nós os responsáveis deles, que acabaram apaixonados um pelo...

-Eu já conheço todo esse discurso e sei que sua maior preocupação é o TaeOh e não o Koji, afinal, Koji tem os pais dele como exemplo e sabe respeitar as diferentes formas de amor, meu filho por outro lado...

-Eu não estou desfazendo dele, Jongin-ah! Eu...

-Eu disse que você estava? Eu apenas sei que meu filho que pode ser o cabeça dura de tudo e isso me incomoda profundamente. TaeOh não foi criado assim, a mãe dele cansava de ensinar a ele que deveria respeitar o amor de todos os jeitos. Foi só ela morrer que meu filho esqueceu de tudo? - reclamou.

-Não é que ele esqueceu, apenas foi um choque. TaeOh parece estar com crise de identidade também, por isso, acho que seria uma boa levá-lo a algum profissional. Pode ser que algo tenha engatilhando algum trauma dele, então é realmente importante que tenhamos paciência e compreensão. - Kyungsoo insistiu e Jongin fechou os olhos, se soltando de Kyungsoo e jogando-se no chão.

-Eu sei disso tudo, eu sei! Me irrita que eu esteja sendo egoísta ao ponto de querer ignorar isso tudo só pra poder me sentir livre pra te amar...

-Não surte, jagi. É apenas uma situação delicada a que passamos. Vamos pensar que ela vai ser a responsável por nos provar se somos certos um para o outro. - Kyungsoo argumentou e se inclinou um pouco para olhar Jongin abaixo de si. - Eu já digo que te amo e sei que com todos esses obstáculos, no final, terei ainda mais certeza de que sou louco por você. Nós vamos superar isso, ninguém disse que seria fácil amar. Lembre-se que existe a fobia do amor, a filofobia, e que ela não é menos importante do que uma claustrofobia. O amor é perigoso, ardiloso e tudo de ruim, mas ele também é muito bom e quando acertamos nele, podemos nos sentir completos, plenos.

-Você diz coisas tão lindas. - Jongin suspirou admirado e Kyungsoo riu.

-É porque ao seu lado, eu consigo me sentir pleno. - o menor sussurrou e aproximou seu rosto do de Jongin.

Beijaram-se no meio das flores e sobre o céu limpo de nuvens. Era um clima lindo e agradável com aquela brisa fresquinha. Realmente, triste era não poder espalhar para o mundo todo o quanto se amavam, mas desde que pudessem estar juntos... Realmente, a tristeza se transformava em pouca coisa. O sentimento de plenitude ao estar nos braços de um e do outro era completamente opressor em relação ao sentimento de tristeza.

E enquanto o casal trocava juras de amor naquele clima calmo, Koji assistia tudo sem saber como reagir. Era acostumado a ver seus pais trocarem carinhos castos - igual o dos dois à sua frente - e por isso não se assustava por ver dois homens se beijando, apenas estava entorpecido por ver que esses dois homens eram seu tio Kyung e o pai do seu melhor amigo, que inclusive era seu professor de educação.

Fazia um tempo que percebia uma certa aproximação de ambos, mas nunca cogitou a hipótese de que pudessem estar juntos como um casal. Ainda não sabia como reagir, mas sabia que seria incapaz de criticar o tio depois de ver aquele lindo sorriso de coração esboçado em seus lábios. Kyungsoo tinha parado de beijar Jongin e sorria apaixonadamente para o moreno.

Koji se sentiu um intruso e até mesmo um invejoso por estar presenciando tamanha cena de amor. Queria provar daquilo algum dia e esperava que conseguisse ter um relacionamento tão perfeito quanto o de seus pais - e o que seu tio parecia ter -, porque não sabia se teria peito o suficiente para lidar com os olhares tortos da sociedade.

O celular vibrou em sua mão e Koji se assustou, além de se desesperar. Não podia deixar que TaeOh descobrisse o que tinha acabado de descobrir, porque - infelizmente - achava conhecer o amigo bem o suficiente para saber que ele reagiria mal. Para sua tristeza, Koji já tinha percebido que TaeOh era um pouco ignorante quanto toda a maioria da sociedade e sinceramente não queria ter de lidar com uma bomba no momento.

Olhou o sorriso de seu tio mais uma vez e tomou uma decisão:

Guardaria aquele segredo bem do ladinho de seus sentimentos mais profundos e escondidos.

 

-x-

 

9 meses depois

 

-E ai, TaeOh? Já pegou quantas? - KunYeon perguntou. Estavam sentados na quadra esportiva enquanto assistiam as meninas jogando futebol.

-Como? - TaeOh se distraiu. Estava meio avoado desde que Koji faltou, aparentemente os pais de Koji tinham vindo do Japão e por isso o menino iria faltar a escola.

-Aish! Seu pai... Por que ele precisa ser tão bonito? As garotas estão se jogando nele de novo! A MyunHee não era assim! Ela era a intocável e...

-Começou o desabafo de corno do Seolhun. - KunYeon zombou do amigo.

-Eu sempre gostei dela, você sabe disso, Kun! - Seol se defendeu.

-Sei que o TaeOh tá avoado também porque a esposa dele não veio. - Kun mudou o foco da conversa. - Tá nem babando nas meninas de tão fiel que é à esposa.

-Que esposa? Tá maluco? - TaeOh questionou e os meninos começaram a rir.

-O Koji, oras! Vocês dois são grudados demais pra serem apenas amigos. - Seol explicou e TaeOh amarrou a cara.

-Eu já disse que Koji e eu somos apenas amigos. AMIGOS! - enfatizou. Detestava aquelas brincadeiras bestas.

-Então por que você não está azarando as meninas? Tá com cara de paisagem. - Seol insistiu e TaeOh resolveu ignorar.

Fazia um bom tempo que vinha pensando nisso. Há uns 2 anos ou 1 ano e meio, tinha conversado com Koji sobre perderem o BV no Colégio novo, mas... Não sentia aquela vontade desesperadora dos amigos. Conversou com Koji sobre isso depois e descobriu que o amigo não queria se precipitar, porque acreditava que o primeiro beijo precisava ser especial. Desde aquela conversa, TaeOh não tinha paciência com essas coisas banais e acabava deixando o assunto de lado. Realmente não via nada demais nas meninas correndo pela quadra e dando em cima de seu pai. Claro que queria ser como o pai também. Kim Jongin era o professor mais gostoso, de acordo com as alunas, não importando para que Colégio trabalhasse. Isso fazia TaeOh tomar o pai como exemplo de homem, virilidade, masculinidade e tudo que poderia ser atribuído como qualidade digna de um verdadeiro homem com H maiúsculo. Definitivamente, queria crescer, se tornar igual o pai, arranjar uma linda esposa como sua falecida mãe e ter filhos. A diferença é que queria que sua esposa continuasse viva para cuidar dos filhos ao seu lado, diferente do ocorrido com seu pai.

-Tae, seu pai namora né? - foi tirado de seus pensamentos pelos seus colegas. - Quando que ele vai te dar uma nova mãe?

-Eu nunca vou ter uma nova mãe, ninguém nunca vai ocupar o lugar dela. - deixou claro, sentindo-se nervoso só com a ideia.

-Mas seu pai precisa namorar também. Ele é homem e tem necessidades, meu pai que diz isso. - Seol contou e TaeOh negou.

-Meu appa ama somente a mim. - o Kim insistiu.

-E quanto a namorada dele? Você não vai deixar ele namorar? - Kun indagou.

-Meu appa pode namorar, mas ele nunca vai deixar de amar minha mãe. Ninguém nunca vai ocupar o lugar dela.

-Claro. Mas e a namorada dele? É bonita? Deve ser gostosa pra namorar seu pai. - Kun comentou e TaeOh ficou confuso. - Que cara é essa?

-Eu nunca a conheci. - murmurou.

Realmente nunca tinha conhecido a namorada de seu pai e nunca conversaram sobre, só sabia que ele namorava por ouvir da boca dos outros. Como ela deveria ser? Será que era bonita? Simpática? Seu pai tinha vergonha de si e por isso nunca os apresentou? Ela tinha algum problema em conhecê-lo? TaeOh realmente havia ficado confuso com toda aquela história.

O restante do dia na escola passou de maneira rápida e sem muitos acontecimentos. TaeOh realmente sentia saudade de Koji, ainda mais por saber que ficaria sem o melhor amigo a semana toda. Pensar nisso, o remeteu ao motivo que tinha tirado Koji de si. Não conhecia a namorada de seu pai e nem mesmo os pais do melhor amigo.

-Em que mundo eu ando? - murmurou para si mesmo enquanto saía da sala de aula.

Jongin não iria voltar para casa com o filho naquele dia, porque tinha compromisso depois da escola, e por isso TaeOh caminhava para a direção do ponto de ônibus com o semblante claramente desolado. Imaginava que seu appa iria encontrar com a namorada, como se já não bastasse estar sem o Koji para fazer companhia e por isso ficaria sozinho...

-Oh! O Tio Kyung! - pensou animado. Tio Kyung sempre era um bom ouvinte e uma pessoa compreensiva, então decidiu que era para a casa do seu tio preferido que iria. Aproveitaria para comer da comida gostosa do mais velho.

Pegou o ônibus que o levaria até a casa de Kyungsoo e não demorou nem 20 minutos para já se encontrar na rua do Do. Saltou do transporte público e começou a caminhar em direção à casa que seu melhor amigo vivia, quando viu um carro estrangeiro passar pela estrada e estacionar em frente a casa do psicólogo. Por um momento, estranhou, mas então deduziu que deveriam ser os pais do Koji.

-Talvez eu veja o Koji também! - se animou todo e apressou o passo.

De fato, viu Koji saindo do carro e entrando na casa em que vivia com o tio. Pensou em chamar pelo amigo, mas por alguma razão, lembrou que os pais de Koji estavam no carro e não queria passar uma má impressão sua para eles, então se ateve apenas em apressar o andar.

Viu um homem da altura do Tio Kyung sair do carro - do lado do carona - e parou para analisá-lo melhor. A mãe de Koji que deveria estar dirigindo, então ficou quieto analisando aquele possível pai do seu melhor amigo. Notou que o homem era bem esbelto, tinha os cabelos loiros quase brancos, um sorriso de gato e uma vestimenta muito sofisticada.

Parou de analisar o primeiro, porque viu que a porta do motorista se abria e ansiou para ver como era a mãe de Koji. Estranhou ver que saíra mais um homem do carro. Permanecia tendo a mesma altura do primeiro, mas esse era mais... Fofo? TaeOh percebeu olhos bem marcadinhos, um rosto muito jovial e encontrou uma certa semelhança com seu tio Kyungsoo.

-Oh! Esse que deve ser o appa do Koji. - murmurou para si mesmo.

Depois de analisar o segundo homem, tornou a andar para logo em seguida paralisar. O primeiro homem - loiro -, ficou esperando pelo segundo - de cabelos pretos -, e quando o teve próximo de si, sorriu abertamente, estendendo sua mão para o homem e logo a tendo entrelaçada. TaeOh tentou não levar isso para outro lado, afinal, já tinha andado de mãos dadas com Koji.

Porém, nunca tinha dado um selinho no seu amiguinho japonês. A boca de TaeOh se escancarou de uma forma absurda, senão fossem os ossos do maxilar, com certeza teria seus lábios encostando o chão. O homem de cabelos pretos, assim que entrelaçou os dedos nos do homem de cabelos loiros, se inclinou e depositou um selar nos lábios de gatos alheios.

Eram

2

DOIS

homens

HOMENS

SE

BEIJANDO

B E I J A N D O!

-APPAS, PEGUEI! - Koji gritou e sua voz interrompeu tanto o momento de carinho dos dois homens, quanto a perplexidade de TaeOh.

Mas TaeOh voltou a ficar perplexo ao notar que Koji não parecia surpreso em ter visto os dois homens trocando um carinho de homem-e-mulher, pelo contrário, Koji correu na direção dos dois, os chamou de appas e os abraçou. Koji recebia mimos e carinhos igual Jongin dava em TaeOh.

"Meus appas moram no Japão".

"Meus appas vão vir me ver hoje!"

"Tae, vou faltar a semana inteira, meus appas vão passar a semana aqui na Coréia comigo."

E então TaeOh percebeu que fora o único a presumir que "Meus appas" eram um englobamento de appa e omma. Koji nunca tinha lhe dito muito sobre sua família, sabia apenas que o menino era adotado e amava muito a família.

Koji tinha sido adotado por 2 homens.

Ele tinha 2 appas e não uma omma e um appa.

Seu amigo deixou isso claro todas as vezes e TaeOh percebeu ter sido apenas o único a não enxergar pelas entrelinhas. Não sabia o que dizer ou o que pensar, sentia uma confusão interna que o deixava desnorteado.

Viu o melhor amigo adentrar o carro junto com os pais e tratou de se esconder para não ser visto. Não sabia porque se escondia, só sentia que devia. Quando viu o carro sumir da vizinhança, saiu de seu esconderijo no jardim da casa alheia e ficou parado um bom tempo, estava absorvendo tudo o que tinha presenciado.

Desistiu de ir visitar seu tio Kyungsoo e resolveu ir para casa. Estava se sentindo desnorteado e muito confuso.

E no momento em que TaeOh virou a esquina da rua, o carro de Jongin estacionou em frente à casa do psicólogo. O moreno saiu do veículo e nem precisou tocar a campainha para avisar que tinha chegado, porque Kyungsoo já o esperava na porta e com o sorriso de coração mais lindo nos lábios.

Jongin encurtou o espaço entre ambos e isso significava dizer que tinha tomado Kyungsoo em seus braços, em um beijo voluptuoso demais.

-Eu senti tanto a sua falta. - Kyungsoo segredou assim que fechou a porta de casa e teve seus lábios liberados.

-Eu também. Eu realmente senti muito sua falta, principalmente desse jeito. - Jongin confessou e voltou a atacar os lábios fartos, mas depois decidiu descer os beijos para o pescoço alheio.

A sala de Kyungsoo foi preenchida por arfares pesados de prazer do próprio dono e por conta disso, teve certeza que Jongin não esperaria chegarem no quarto para matar a saudade. O sofá da casa de Kyungsoo - que finalmente tinha conseguido mudar de um apartamento para uma casa - serviu como leito para os dois adultos apaixonados e sedentos de prazer.

Os móveis daquela casa foram testemunhas do tamanho amor que o professor de Educação Física e o Psicólogo sentiam um pelo outro. Jongin não viraria a noite ali, mas também não voltaria para casa antes de TaeOh adormecer.

Pelo menos era o que pensava, visto que, não sabia que seu filho tinha acabado de descobrir que os pais de seu melhor amigo eram gays e que quase descobrira que a namorada de seu pai, na verdade, era o namorado Do Kyungsoo, tio que considerava bastante atencioso, bom de cozinha e que por sua própria culpa, tinha quebrado o braço no ano anterior.

TaeOh ouviu quando seu pai chegou, porque não conseguiu pregar os olhos a noite toda.

Os pais do seu melhor amigo eram homossexuais e só conseguia pensar nisso


Notas Finais


E O KOJI DESCOBRIU KAISOO
E TAEOH XIUCHEN!
EITA PAI!
E AGORA?
Beijocas de tapioca doce.


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