História Superando Pré-conceitos - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens D.O, Kai, Personagens Originais
Tags Aikimsoo, Dika, Exo, Exocomeback, Exopósexo, Kadi, Kaido, Kaisoo, Romance, Sookai, Taeji, Taeko, Yaoi
Visualizações 666
Palavras 3.011
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Mores, eu to vindo postar como prometido, mas nem vou conseguir falar muito.
Meu primo, pai do meu priminho que salvei e virei o pé, bateu com o carro na parte de trás de um ônibus. Foi pro hospital, levou ponto na boca e perdeu a carteira (tava bêbado).
Só que nessa de perder a carteira, ele perdeu o emprego...
Pq ele trabalhava dirigindo, então...
Eu to aqui, meio... sei nem explicar.

Capítulo 5 - Você lutou, você se aceitou, você é um herói!


2 anos atrás

 

TaeOh estava um pouquinho mais agressivo e "machão" depois de se recuperar do susto que levara ao descobrir a verdade por trás dos pais do seu melhor amigo. Decidiu não contar que tinha descoberto, porque achava que era intrusão da sua parte, e também porque a animação e o sorriso mais lindo de Koji estavam constantes após voltar da semana com os pais.

TaeOh não mudara seu comportamento com o melhor amigo, ao contrário, tinha procurado ouvi-lo contar como estava feliz por ter revisto seus appas. TaeOh percebeu que Koji falava o tempo todo "meus appas" e nunca "meu appa e minha omma". Tinha realmente se julgado burro por não perceber isso antes.

Só que, desde aquele tempo para cá, TaeOh sentia uma certa necessidade de provar sua masculinidade. Cortara tudo que fosse cor de rosa, amarelo ou cor que pudesse ser considerada cor de menina. Não gostava de assistir filmes românticos e tinha fico um pouco mais rude com as coisas.

Gostava de pegar no pesado.

De arrumar briga.

De jogar vídeo-game.

-Ei, vamos ver uns pornôs? - Kun perguntou assim que foram avisados que teriam tempo livre.

-QUERO! - TaeOh e Seol responderam animados, enquanto Koji apenas deu de ombros.

Os meninos se sentaram no cantinho da sala, já que a maioria dos alunos tinham decidido ir para o pátio, e colocaram fones. O celular de Kun tinha entrada para dois fones de ouvido, então TaeOh e Koji dividiam um, enquanto Kun e Seol dividiam outro.

Colocaram em um vídeo de uma mulher vestida de secretária e depois fazendo sexo com o chefe. Kun e Seol ficaram duros imediatamente, TaeOh ficou um pouco animadinho, enquanto Koji apenas permanecia assistindo se sentindo desconfortável.

-Caraca, ela era muito gostosa! - Kun gemeu assim que terminou o vídeo.

-Sim! As ocidentais tem muito corpo, meu Buda! Que mulher gostosa! - Seol concordou, tocando seu membro por cima da calça de uniforme escolar.

-Eu acho que as asiáticas são mais bonitas. - TaeOh comentou, já que julgava ser a única explicação para não ter ficado tão animado quanto os amigos.

-E você, Koji? O pau é tão pequeno assim que nem duro dá pra ver ou você não tá duro mesmo? - Kun provocou, afinal, era estranho que Koji não tenha ficado afetado em nada.

-Eu só não achei nada demais. - se justificou. Era nítido seu desconforto e TaeOh se atentou a isso.

-Hum... Será que você quer ver dois homens se comendo? Não é de hoje que eu ando percebendo que tu parece cortar pra outro time. - Seol implicou, porém, realmente pensava isso.

-Do que estão falando? Ficaram malucos? Eu também não fiquei todo excitado, o Koji tem...

-Olha o namoradinho saindo em defesa. - Kun brincou e Koji se levantou.

-Eu vou lá pra fora. - avisou e saiu da sala, mas Kun correu até a porta e gritou:

-NÃO DEMORA MUITO, SEU NAMORADINHO VAI SENTIR SUA FALTA!

-Cala a boca, Kun! - TaeOh ordenou. Estava de saco cheio daquelas brincadeirinhas bestas.

 

-x-

 

2 meses depois

 

-Por que não quer ir pra escola, querido? - Kyungsoo perguntou ao ver o desânimo do sobrinho. Fazia um tempo que vinha percebendo que Koji estava ficando desanimado de ir para a escola e principalmente, parecia chegar machucado algumas vezes.

Sempre perguntava se algo tinha acontecido, mas Koji respondia que tropeçou, que se machucou durante a aula de educação física e todos os tipos de respostas que Kyungsoo confirmava com Jongin e TaeOh.

Não tinha cogitado a ideia do sobrinho estar sofrendo bullying de novo, porque fazia anos que o mesmo estudava naquela escola e nunca fora maltratado, sem mencionar que tinha TaeOh para proteger seu pequeno, então descartou aquela hipótese. Precisava descobrir o que estava deixando o mais novo triste, para poder ajudá-lo.

-Só estou cansado, tio. - Koji respondeu evasivamente.

-Você e o Tae brigaram? - sugeriu e viu o outro negar. - Hum... Você gosta de alguma menina e ela não dá bola pra você?

-Por que precisa ser "gosta de alguma menina" e não "gosta de algum menino"? - Koji indagou e Kyungsoo arregalou os olhos em surpresa.

-Oh! Eu não esperava por isso. - foi sincero e viu Koji largar o café da manhã.

-Por que ninguém espera por isso? Eu até entenderia as outras pessoas, já que pra elas pode não ser normal, mas por que o senhor e nem meus pais percebem isso? Não gostam do fato de serem gays?

-Koji...

-Não, tio, me escuta! - o japonês interrompeu o mais velho. - Tanto o senhor quanto os meus pais sempre perguntam se eu não estou interessado em menininhas, quando poderiam perguntar se eu não estou interessado em alguém. Vocês deveriam ser mais sensíveis a isso, já que são gays também. - desabafou e Kyungsoo ficou realmente surpreso com aquele desabafo. Nunca esperou ver seu sobrinho se estressando daquele jeito, já que Koji sempre era calmo.

-Bom... Eu não sou gay. - Kyungsoo começou. - Eu sou bi, consigo me sentir atraído tanto por homens quanto mulheres. Seu appa Min já é gay mesmo, seu appa Dae é bi como eu...

-Dae-appa não é gay? - Koji perguntou surpreso.

-Gosto de pensar que ele é Minseoksexual. - Kyungsoo brincou divertido e viu a careta do mais novo. - Desculpa, eu estou andando muito com o Suho. - se desculpou e Koji riu. Conhecia Suho, era amigo de trabalho de seu tio e um cara muito piadista, mas um piadista que só fazia as pessoas rirem da sua desgraça ao tentar ser engraçado e não porque de fato tinha sido engraçado.

-Então... Quer dizer que uma mulher pode atrair a sua atenção e a do meu Dae-appa? - Koji resolveu voltar ao assunto.

-Sim, mas não acredito que isso aconteceria no momento. Jongdae amou meu irmão desde que se conheceram e ambos são fiéis. Não precisa se preocupar quanto a isso. - assegurou ao sobrinho, que concordou. - Contudo, você mais do que ninguém sabe o que ser como nós pode causar.

-Está se referindo aos garotinhos que implicavam comigo na escolinha? - Koji deduziu e Kyungsoo concordou.

-Implicavam com você, porque seus pais eram gays, agora imagina o quanto implicam com seus pais. - pediu e Koji se sentiu desconfortável. - É difícil pra quem está ao redor e se importa com a gente, mas é mais difícil pra quem realmente está vivendo tudo. O maior medo de seus pais era que o relacionamento deles pudesse influenciar na sua sexualidade. Acredito que seja por isso que eles sempre perguntam por meninas e...

-E quanto a você? - Koji indagou.

-Eu fiz sem perceber. - Kyungsoo respondeu sinceramente e acabou rindo. - Eu nunca parei pra pensar muito nisso.

-Nem mesmo tinha percebido que eu... Bom...

-Que você era gay? - perguntou e viu a confirmação do sobrinho. - Bom, eu já cogitei a ideia, mas daí a ter a confirmação... Bom, fica a seu critério. Você é?

-Sou. - respondeu com firmeza e Kyungsoo sorriu amplamente.

-Fico orgulhoso de ouvir isso.

-Orgulhoso por eu ser gay?

-Não, menino! - Kyungsoo negou e ambos gargalhadas. - Orgulho por te ver seguro de assumir isso pra mim.

-Por que eu não assumiria? Eu sei que o senhor e o tio Jongin namo... - deixou a frase morrer assim que percebeu o que dizia. Olhou para a face de seu tio e viu o quanto ele estava pálido.

-Koji, o que... O que... - Kyungsoo não conseguia formular uma frase.

-Desculpa, tio! Desculpa! - Koji se apressou. - Eu... Eu vi. Quando nós viajamos pro interior, eu vi você e o tio Jongin... Bom, se beijando...

-TaeOh sabe disso? - Kyungsoo perguntou num fôlego só.

-Não. Eu nunca contei pra ele. - foi sincero e viu o alívio do mais velho. - É justamente por isso que eu ando animado.

-Por que nunca contou isso pra ele? - Kyungsoo questionou confuso. A viagem fazia uns 2 anos e Koji estava se sentindo incomodado com isso somente agora?

-Não, não. - Koji negou. - Eu queria dizer, que é pelo mesmo motivo de você se sentir aliviado por ele não saber, que eu me sinto desanimado.

-Entendi. - Kyungsoo murmurou. - Você acha que ele não vai te aceitar, não é?

-Você acha que ele aceitaria? Estou perguntando só por perguntar, porque pelo simples fato do senhor e do tio Jongin se manterem cautelosos quanto a tudo isso, já mostra o bastante a opinião de ambos. - deixou claro.

-Koji, é um pouco complicado, sabe? TaeOh está passando por momentos de crise de identidade, ele ainda não superou a morte da mãe e acha que ir em um psicólogo é o mesmo que chamar ele de doente mental, então... Bom, Jongin e eu achamos que ele não aceitaria muito a NOSSA relação, mas o TaeOh é muito protetor em relação a você, Koji. Eu acredito que poderia ser um baque pra ele, mas não que ele iria te julgar e depois parar de ser seu amigo. Claro que a amizade pode balançar um pouco, mas acredito que se você contar, ele não vai ser tão drástico. - justificou e Koji fiz biquinho. - Por que essa carinha? Não é só isso que te incomoda né?

-Tio, olha a hora! Estamos atrasados! - Koji desconversou e Kyungsoo estreitou os olhos. - Bora, tio! Tenho prova hoje! - chamou ficando de pé e tentando ignorar o olhar mortal do responsável.

Kyungsoo, percebendo que não iria conseguir mais arrancar nada de Koji, resolveu levantar e levar o sobrinho para a escola. Queria aproveitar e dar um "oi" para Jongin, porque só de ver o professor de Educação Física... Bom, a vida de Kyungsoo se tornava mais alegre.

Por estar de carro, não demorou a deixar Koji na escola e aproveitou para ver se Jongin apareceria na porta de entrada. O moreno apareceu, como todos os dias, e deu um "Tchau" animado para o namorado. Nunca tinham combinado aquele ritual, apenas acabou surgindo. Jongin sabia que Kyungsoo sempre estaria naquele horário ali, assim como Kyungsoo sabia que Jongin sempre apareceria para vê-lo.

Depois de recarregarem as energias em apenas se verem e passarem a trocar mensagens pelo celular, Koji entrou na sala de aula e suspirou com pesar.

"KOJI MOCINHA! KOJI ESPOSA DE TAEOH!" e mais um monte de frases com o mesmo teor se seguiam ao longo do quadro negro. Aquilo vinha acontecendo com uma frequência ainda maior e apagar o quadro, não significava que iria apagar os dizeres.

TaeOh não sabia de nada, porque sempre ficava do lado de fora - no pátio - esperando até o último segundo para realmente ser obrigado a sentar a bunda na carteira da sala de aula. Koji sempre teve a mania de chegar na escola, colocar a mochila na sala e depois ir encontrar o melhor amigo. Era justamente por fazer essa rotina, que alguém tinha descoberto que seria o único a presenciar aquelas frases com intuito de denegrir. Era um ataque pessoal.

Não sabia quem era o mandante daquela palhaçada, porque esse boato não rodava o Colégio, parecia ser um grupo mais seletivo e isso complicava tudo. Claro que sabia reconhecer os rostos que já o tinham machucado ao longo dos meses e sempre tentava se manter afastado, porém, não sabia mais por quanto tempo iria aguentar aquilo sozinho.

As aulas se seguiram normalmente e Koji agia como se nada tivesse acontecido. Até mesmo sorriu para o professor de biologia quando o mesmo o pediu para ir até a biblioteca da escola pegar um livro. Koji era bom em fingir que as coisas andavam bem, sabia disso, porque fora desse jeito desde muito novo.

Era o adotado.

Era o filho de um casal gay.

Era o estrangeiro.

Agora era o gay.

Saiu de sala e começou a caminhar em direção à biblioteca da escola, quando de repente fora cercado por uns 5 garotos. Arregalou os olhos ao reconhecer 2 deles. Se desesperou de verdade ao perceber que 3 dos 5, eram os que tinham lhe machucado ao longo das semanas.

-Finalmente descobriu quem somos. - Kun comentou sorrindo triunfante.

-Como senão bastasse ser viadinho e dar a bunda, ainda é burro. - um garoto do primeiro ano provocou. Koji conhecia aquele menino, tinha sido o primeiro a agir e colocar o pé em sua frente para cair. Teria pensado ser apenas um acidente, se o garoto não tivesse deixado avisado que era só o começo.

-Deve ser fodido muito melhor que uma mulher pra ter o Kim Machão sempre o protegendo. - o outro do segundo ano comentou.

-Seria fodível. Ele deve ser fodível demais. - o do terceiro corrigiu.

-Por favor, eu preciso ir pegar um livro. - se manifestou e tentou passar, mas os 5 o impediram. - Eu pedi "por favor".

-E vai fazer o quê? Chamar seu maridinho pra te defender? - Kun indagou.

-Eu vou partir pra cima de vocês! Eu estou cansado de toda essa palhaçada! - declarou alterado e os 5 riram.

-Você e mais quem? - Seol zombou.

-Seria eu, Taeoh e mais vocês, só que são traíras e por isso eu vou sozinho. Eu sou homem, PORRA! Eu posso sim bater em vocês! – retrucou sentindo a raiva subir por todo o corpo.

-Está dizendo que TaeOh te traiu também? - Kun perguntou sorrindo com a possibilidade.

-Não. Eu me referi a vocês mesmos. Vão me deixar passar ou não? - insistiu e os 5 deram um passo a frente. - Ok, cansei. - e ao falar isso, Koji resolveu não mais aguentar tudo em silêncio.

Mirou bem certeiro a cara de Kun e socou para quebrar o nariz do mesmo. Estava sem paciência, com medo e decepcionado. Claro que fazia sentido ser aqueles dois, tirando eles, TaeOh era o único que conhecia seu hábito de deixar a mochila na sala e TaeOh jamais seria alguém de quem desconfiaria. O Kim podia ser estourado, preconceituoso ou o que fosse, mas jamais seria desleal.

E ao dar o primeiro soco, precisou se atentar para os que receberia. Ouviu o grito de Kun, já que sentia dor por ter o nariz quebrado, e logo em seguida ouviu seu próprio. Tinham quebrado o seu também. Era impossível vencer 5, mas não iria se entregar fácil. Estava realmente cansado de ser atormentado por algo que ele não escolheu. Sabia se defender, não podia ficar sempre envolvendo TaeOh em tudo.

Se pudesse escolher, teria escolhido ser o oprimido? Claro que não! Precisava erguer a cabeça e lutar de igual para igual. Eram homens contra um homem, porque o fato de gostar de outro menino não tirava sua masculinidade ou sua virilidade. Era homem e pronto!

Enquanto Koji tentava se acertar com os meninos, o professor de biologia e TaeOh estranhavam a demora do mesmo. O japonês sempre fora tão certinho, jamais iria demorar daquele jeito. TaeOh, se sentindo angustiado, pediu permissão ao professor para ir atrás do amigo e uma vez que a teve concedida, não tardou em sair de sala.

Não precisou andar muito para encontrar o melhor, assim como não levou mais que 2 segundos para reagir.

-O QUE ESTÃO FAZENDO?! - gritou e partiu para cima dos garotos que chutavam Koji no chão.

Seu grito serviu de alarde para as salas mais próximas e enquanto caía na porrada com os 5 meninos - 2 que considerava amigos - e tentava defender Koji, uma gama de pessoas começou a se juntar ao redor.

Os professores conseguiram chegar antes que algo mais grave acontecesse, porém, não a tempo de impedir que Koji fosse menos machucado ao ponto de terem a necessidade de ligarem para uma ambulância e correrem para o hospital.

Quando Kyungsoo recebeu uma ligação da escola, no meio de uma consulta com um paciente, de alguma forma já sabia o que tinha acontecido. Atendeu a ligação e logo foi informado de que seu sobrinho tinha sido levado para um hospital, porque estava muito machucado após se meter em uma briga com outros garotos. Kyungsoo não tardou a sair do consultório e correr feito um louco até o estacionamento. Não precisou contatar Jongin e pedir ajuda, porque uma mensagem do moreno tinha chegado e nela dizia "Estou indo pra lá."

Não precisava de informação do local e nem mais nada, Kyungsoo sabia que Jongin já deveria estar ciente do que tinha acontecido. Imaginava que TaeOh deveria estar envolvido, embora não soubesse se o garoto era o causador ou vítima também.

Chegou até o hospital e logo encontrou Jongin na entrada. Correu para os braços do moreno e perguntou, completamente aflito, onde estava seu sobrinho e o que tinha acontecido a ele.

TaeOh não pôde ir para o hospital e ficou detido na diretoria da escola com os demais alunos. Descobriu que estavam atormentando Koji por acharem que seu amigo era gay e perdeu a linha, reiniciando outra briga, enquanto Kyungsoo chorava nos braços de Jongin e dizia:

-Essa era a razão por nós sempre termos torcido pra você não ser gay.

Jongin sentiu uma lágrima escorrer de seus olhos também, porque sabia como o mundo podia ser cruel e jamais iria desejar tanta dor para outro alguém. Era triste ouvir Kyungsoo dizer que não queria que o sobrinho fosse gay, bi ou pan, mas não porque julgava Kyungsoo preconceituoso - nem tinha como! - e sim por presenciar tão nitidamente o quão cruel os conservadores, preconceituosos ou o que mais fossem poderiam ser.

-Desculpa por decepcionar vocês. - Koji balbuciou baixinho e logo foi tomado nos braços do tio psicólogo e do professor de Educação Física.

"Você não nos decepcionou, você lutou, você não fugiu, você se aceitou, você é um herói!" Jongin e Kyungsoo murmuravam enquanto tentavam confortar o mais novo. Palavras podiam machucar muito mais que tapas, mas elas também podiam nos dar muito mais força que uma academia e era nisso que o casal adulto apostava.

Queriam transmitir toda força e apoio para a nota etapa de vida que Koji teria que enfrentar.


Notas Finais


Bom, eu disse que não ia falar muito, mas esse capítulo...
Ele é um dos mais fortes e sinceramente? Eu tenho muito carinho por ele, sabe? Eu poderia faze uma dissertação sobre o que eu quis passar, o que pensei pra escrever isso, como esse capítulo reflete a realidade e tudo mais, porém, eu gostaria de ler isso de vocês.
Quem quiser, deixa seu comentário com suas reflexões até esse capítulo. Eu ficarei muito feliz de ler, é bom que me distrai também.
Bjks de tapioca doce.


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