História Superando Pré-conceitos - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens D.O, Kai, Personagens Originais
Tags Aikimsoo, Dika, Exo, Exocomeback, Exopósexo, Kadi, Kaido, Kaisoo, Romance, Sookai, Taeji, Taeko, Yaoi
Visualizações 594
Palavras 3.447
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Nossa, que susto de quase morte que tive agora! Meu note travou o touchpad dele e eu fiquei desesperada, mas sou TI (mentira) e consegui descobrir. Ain, amém!
Hoje meu dia começou bom, comprei 2 sapatinhos (depois de muita dor e sofrimento em ouvir "Não tem tamanho 34") e tava doida pra chegar em casa e calçar. Até ai show, tirando a parte que tive que vir em pé no metrô porque não queriam me ceder um lugar e uma senhorinha me cedeu. UMA SENHORINHA! Eu não queria aceitar, mas ela insistiu tanto e falou que se eu não sentasse, ela tbm não sentaria e perderia o lugar. Eu fiquei tocada, que Deus abençoe aquela senhora.
Ai cheguei em casa, coloquei meus sapatos e fiquei bad. Meu pé direito, o ferrado, tá muito inchado e doeu tanto. Eu realmente pensei que estava melhor e logo entrei na bad profunda. Eu só quero poder voltar a usar meus sapatos...
Enfim, boa leitura.
Leiam as notas finais!

Capítulo 6 - Tocando feridas


1 ano atrás

 

Foi uma surpresa para Koji e Jongin verem a reação que TaeOh teve perante a descoberta do amigo ser gay. Kyungsoo ficou um pouco surpreso, mas não muito por já ter esperado aquele tipo de reação. TaeOh tinha aceitado Koji de braços abertos. Os amigos tinham conversado - durante o tempo que Koji precisou ficar internado - e Koji resolveu se assumir de uma vez.

TaeOh ficou surpreso, mas não questionou e apenas se focou em estar ao lado de Koji sempre. Claro que quando o menor teve alta, levou um baita de um esporro de TaeOh por ter escondido o que vinha acontecendo. Jongin e Kyungsoo nem se preocuparam em bancarem os responsáveis depois da bronca de TaeOh.

Os 5 meninos causadores de tudo foram expulsos, mas isso não significava dizer que as coisas voltaram ao normal. O boato de que Koji era gay percorreu na boca do povo e muita gente se afastou, o que fez com que a vida acadêmica de Koji retrocedesse bastante. TaeOh permaneceu ao lado do amigo o tempo todo e sempre disse que nunca o abandonaria, o que acarretou em uma boa base para Koji voltar a se reerguer. Claro que o apoio do tio, dos pais - que passaram um mês na Coréia para paparicar o filho - e o de Jongin foram cruciais também. Koji poderia ter voltado para o Japão com seus appas, mas não conseguia se ver longe de TaeOh. Seu amigo era muito importante, não que seus appas não fossem, mas... Existia um quê importante em TaeOh. Era seu melhor amigo, a pessoa que sempre podia contar e além de tudo, seu primeiro grande amor.

-Que cara é essa? - TaeOh perguntou assim que viu a cara de paisagem do mais novo.

-Pensando. Apenas pensando. - Koji respondeu avoadamente.

Era final de semana e iria dormir na casa de TaeOh, assim como seu tio Kyungsoo. Koji sabia que aqueles finais de semana eram importantes para Jongin e Kyungsoo, afinal, percebia o quanto ambos se gostavam e apoiava de verdade a relação deles. Será que seu tio estaria certo e TaeOh não fosse aceitar somente o relacionamento do pai?

-Tae? - Koji chamou e se deitou de bruços na cama, ficando com as pernas erguidas e balançando no ar.

-Oi? - TaeOh largou o quadrinho que lia para dar atenção ao amigo. - O que houve? Resolveu falar o que tanto pensa?

-Não estou escondendo nada dessa vez, sério! - se defendeu e os dois acabaram rindo.

-Você sabe que agora sempre vou desconfiar né? Não quero ter que descobrir o que está acontecendo com você no hospital de novo. - foi sincero e Koji sorriu contido. Eram por essas atitudes que acabava gostando de TaeOh muito mais do que um amigo.

-Eu não vou esconder mais nada assim, eu escondia antes por ter medo de você me rejeitar. Se os outros me rejeitam, posso viver com isso, mas se você me desse as costas... Eu não sei o que faria. - confessou e TaeOh, que estava sentado no chão e com o quadrinho em cima das penas, desviou o olhar para o que tinha sua atenção antes de ser chamado pelo melhor amigo.

-Eu... Parecia ser ruim assim? - perguntou baixinho. - Eu... Parecia ser alguém que não aceitaria?

-Sim. - Koji foi sincero e TaeOh ergueu a cabeça, encarando o amigo incrédulo. - Você tem uma mania muito feia de querer provar sua masculinidade e quando alguém é gay, a primeira coisa que falam é que a pessoa perdeu a masculinidade, então achei que você pudesse sim me rejeitar.

-Mas isso é algo meu e não dos outros. Eu provei que não te deixei, num provei? - argumentou se sentindo um pouco desconfortável.

-Sim, você me aceitou e eu sou muito grato por isso. - dessa vez, Koji se permitiu sorrir amplamente. - Por isso que eu não voltei com os meus appas.

-Como? - TaeOh indagou desesperado.

-Meus appas me chamaram pra voltar a morar com eles. Isso já vem acontecendo há um bom tempo, as visitas deles aqui sempre acabam sendo mais longas a cada vez que eles vêm, isso é porque eles estão tentando me convencer a voltar. - explicou a situação e TaeOh se aproximou da cama, ficando bem perto do rosto de Koji. - Eu poderia voltar, afinal, sinto muita falta deles, porém...

-Porém?

-Eu gosto muito de você. - "Mais que um amigo" - E não quero te abandonar. - "Mesmo que eu não saiba até quando vou guardar esse segredo comigo" - Meus appas sempre vêm me ver, mas você não teria como ir me ver sempre. Somos estudantes e não podemos mandar nos nossos horários como meus appas. - "E isso seria muito agonizante pra mim" - Por isso, escolhi ficar. Se você tivesse me rejeitado, eu não estaria mais aqui.

-Oh! - TaeOh arquejou perante aquela descoberta.

Enquanto Koji explicava, TaeOh enxergou no olhar do amigo algo a mais. Era como se Koji estivesse querendo dizer muito mais do que dizia, mas TaeOh não conseguia descobrir o suficiente. Estava ficando confuso demais.

-Então... Você pode me prometer que não vai embora? - o Kim conseguiu pronunciar e Koji sorriu, segurando a mão do amigo e fazendo carinho.

-Eu não fui há 2 anos e não pretendo ir agora. Preciso muito de você. - tranquilizou o mais velho e TaeOh sorriu abertamente.

-Eu também preciso de você. - o moreninho lhe assegurou e Koji sorriu, embora sua mente gritasse "Não da mesma forma que eu".

TaeOh ficou calado e olhando para a mão que segurava a sua. Estava pensando no que Koji tinha falado e percebeu que realmente não tinha passado segurança nenhuma ao amigo em quesito se assumir. Na verdade, tudo ainda era muito confuso para si.

Resolveu não tocar mais naquele assunto e deitar na cama, ao lado do melhor amigo. Percebeu que Koji se retraiu e ficou sem entender a razão para tal coisa, afinal, sempre fizeram isso.

-Por que se afasta? - questionou.

-Pensei que você podia ficar desconfortável. Você sabe, porque... Bom...

-Tsc! Você ser gay ou não, não muda o fato de você ser o Koji! - TaeOh interrompeu o amigo e o puxou para mais perto. - Ser gay não muda quem você é. - insistiu e Koji sorriu, se aconchegando ainda mais nos braços do amigo.

O que nenhum dos dois sabia era: Jongin e Kyungsoo ouviram tudo. Os dois adultos ficaram extremamente felizes de ouvir isso, embora fosse por alguns motivos diferentes. Desistiram de dar boa noite as crianças e voltaram para o quarto. Kyungsoo mal entrou e foi jogado contra a porta, tendo seus lábios roubados pelo professor.

Como era seu instinto e natural de sua vida receber esses momentos surpresas sempre que estava com Jongin, correspondeu da mesma forma afobada do moreno. Jongin desceu as mãos até as coxas do menor e o impulsionou para cima, enquanto Kyungsoo deu um pulinho para facilitar a situação.

-Eu definitivamente gosto da imagem de você imprensado na parede. - Jongin sussurrou maliciosamente. Tinha se afastado um pouquinho para contemplar aquela imagem que sempre o perseguia durante a noite.

-Eu adoro ser imprensado nele por você. - Kyungsoo declarou e se mexeu um pouco, friccionando as ereções que já começavam a acordar. - É tão gostoso...

-Ah... - Jongin gemeu arrastado e então teve os lábios tomados por Kyungsoo.

Segurando o mais velho em seu colo, Jongin se afastou e andou até as costas de seus joelhos baterem na cama e cair sentado nela. Kyungsoo apartou o beijo e empurrou os ombros morenos, apoiando as mãos na barriga definida por baixo da blusa e rebolando.

-Posso saber por que me atacou? - perguntou com uma voz baixa e insinuante.

-Não posso agarrar meu homem? - Jongin retrucou no mesmo tom, levando suas mãos até as nádegas de Kyungsoo e as apertando com vontade, fazendo o menor arfar contido. Se deliciou com aquele som e visão.

-Claro que pode, eu também te agarro sempre. - Kyungsoo se recuperou e conseguiu retrucar. - Mas sei que você está agindo assim por algo mais.

-O que você não sabe não é? - Jongin indagou retoricamente e fez o menor rebolar um pouco em cima de seu membro já desperto. - Eu estou feliz. Ouvir TaeOh dizer aquilo... Foi como poder me sentir aliviado. Estou pensando em contar pra ele.

-O quê? - Kyungsoo parou de rebolar imediatamente. - Não vá se precipitar, Jongin-ah!

-Ele disse que ser gay não muda quem somos, Soo. Por que não damos um voto de confiança pra ele? - insistiu.

-TaeOh está confuso ainda, Jongin! - o psicólogo protestou e saiu de cima do mais novo. O clima tinha sido completamente quebrado.

-Você está achando que meu filho é tão mente fechada assim? - o professor de Educação Física se sentou na cama, encarando Kyungsoo deitado. Ainda estavam bagunçados e ofegantes por culpa da pegação, mas o clima já estava se dissipado. - Soo, meu filho já mostrou que aceita, que não é preconceituoso! Quantas vezes mais ele vai precisar passar por alguma aprovação sua?

-Jongin, abaixe esse tom. - Kyungsoo pediu sério e se sentou, encarando o namorado bem no fundo de seus olhos. - TaeOh não está pronto. – insistiu.

-E eu posso saber o porquê, já que você é o todo sabichão? - foi sarcástico. Amava Kyungsoo, mas também amava profundamente o filho e magoava ver que o homem por quem tinha ficado de quatro não dava um voto de confiança ao seu menino.

-Eu já falei pra você parar de usar esse tom comigo, sabe que eu detesto quando você tenta ser debochado! - repreendeu, mas o revirar de olhos de Jongin foi o suficiente para perder a paciência. - Chega! Quando você ativa seu modo infantil é impossível conversar. TaeOh não está pronto e eu consigo perceber isso de longe. Não quero dizer que ele é um menino mal ou coisa assim, você mais do que ninguém deveria saber que amo TaeOh e Koji como meus filhos, mesmo que eu nunca possa ter um pra chamar de meu. Eu poderia listar todos os meus motivos pra crer que TaeOh ainda não está pronto pra lidar com um pai namorando e sendo gay, mas não vou fazer isso por culpa da sua infantilidade. – acusou.

-Você está taxando meu filho de homofóbico, coisa que ele já provou não ser ao aceitar os pais do Koji, o próprio Koji e...

-Eu por acaso disse: Jongin, seu filho é homofóbico? - Kyungsoo inqueriu e levantou da cama.

-Pra onde vai? - Jongin perguntou e Kyungsoo apenas se ajeitou.

-Leva o Koji lá pra casa amanhã. Tenha uma boa noite, Jongin. - Kyungsoo desejou e andou para sair do quarto, mas teve seu ombro segurado pelo moreno.

-Por que você precisa agir assim? - o mais novo questionou.

-Porque você faz parecer que eu não quero assumir pra todos o quanto te amo. - respondeu com sinceridade, mas sem olhar o outro. Estava de costas para Jongin e torcia para que o mesmo não fosse até sua frente. - Não é a primeira vez que você insinua isso.

-Eu nunca quis insinuar algo assim! Por que você precisa tanto ver as coisas com outros olhos? Ser psicólogo num deveria ser algo que te fizesse ser mente aberta? - retrucou e Kyungsoo sorriu amargo.

-Por ser psicólogo, consigo enxergar coisas que você não percebe. Enfim, já falei o que fazer amanhã. Boa noite. - arrancou o ombro do aperto do namorado e abriu a porta do quarto, saindo dali com o coração em pedaços.

Iria fazer uma autoanálise muito profunda para saber se estava enxergando coisas onde não tinha por culpa de sua insegurança ou se Jongin era o errado. Mas enquanto ainda não tinha as respostas, doía saber que seu moreno achava que não queria que se assumissem, que pensava mal de TaeOh. Já não tinha feito coisas o suficiente para deixar claro o quanto adorava o garoto? Nunca tinha sentindo tanto seus instintos paternos aflorarem como sentia desde que conhecera TaeOh e passou a conviver mais com Koji. Doía pensar que mesmo ficando com Jongin, talvez nunca pudesse realmente esperar que TaeOh o tratasse como um pai.

TaeOh era de Jongin e de sua falecida esposa, apenas.

Koji era de seu hyungs e fim.

Jamais teria alguém para chamar de seu filho, teria sempre que se contentar em realizar seus desejos de ser pai através do filho dos outros. Enquanto saía da casa de Jongin e não o via vir até si, sorriu amargamente mais uma vez.

Talvez precisasse de tratamentos e não só analisar os outros, seu trauma por ser estéreo nunca esteve ausente, afinal, era psicólogo de criança na maioria das vezes justamente por adorá-las, precisava se tratar.

Entrou em seu carro e com muita tristeza no coração, foi embora. Sentia que aquela discussão com Jongin não iria se resolver tão facilmente.

 

-x-

 

1 mês e 1 semana depois

 

TaeOh estava realmente preocupado com seu pai e seu tio Kyung. Fazia muito tempo desde que acordara e Jongin contou que Kyungsoo precisou ir para casa primeiro e que depois se encarregaria de levar Koji até a casa do tio. Os dois adolescentes estranharam, principalmente por ver o quanto Jongin estava mal e não tinha dormido.

Chegaram a conclusão que os adultos tinham brigado e deixariam que ambos se resolvessem mais tarde, porém, esse momento nunca mais chegou. Os finais de semana, que sempre tinha os 4 juntos e curtindo, agora só tinha 3. Quando era na casa de Kyungsoo, Jongin não ia e vice-versa.

-Meu tio está doente. - Koji chegou na escola e tinha o semblante cansado. - Meus appas acham que é o emocional. - contou e TaeOh ficou um pouco tenso.

Fazia mais ou menos 1 mês desde que Minseok e Jongdae tinham se instalado na Coréia após o final de semana em que tudo tinha dado errado para o Do. Desde que Koji tinha contado que seus pais estavam tentando convencê-lo a voltar para o Japão, TaeOh sempre se tornava tenso quando ambos eram mencionados.

-O que o tio Kyung tem? - TaeOh perguntou preocupado e aproximou a própria cadeira da do amigo. O sinal tocaria em breve e a sala de aula iria se encher de alunos.

-Ontem a noite ele teve muita febre e vomitou muito. Dae-appa cuidou dele, enquanto meu Min-appa tentava me distrair. Eu não consegui dormir muito bem, fiquei preocupado com o tio Kyung. Ouvi meu Min-appa comentar sobre uma possível depressão.

-Depressão? - TaeOh se sobressaltou. - Isso é muito grave, Koji! Será que meu appa sabe?

-Seu appa deve ser a causa de tudo. - Koji murmurou. Tinha conseguido ouvir uma conversa de seu tio com seus appas, onde seu tio falava que sentia muita falta de Jongin e que detestava ficar brigado com ele.

-O que disse? - TaeOh perguntou confuso e Koji apenas negou, fazendo sinal para ficarem quietos porque o sinal tinha tocado e o professor entrado na sala.

No intervalo, escapou de TaeOh e foi até o banheiro para ligar para casa e saber como seu tio Kyung estava. Desde o dia em que tinha brigado com Jongin, tinha visto seu tio definhar aos pouquinhos. Seus appas tinham vindo para a Coréia justamente por ficarem preocupados com os relatos de Koji e o japonês percebeu que a situação estava bem séria, porque seus appas não tocaram - em momento algum - no assunto de Koji voltar a morar com eles.

-Seu tio está dormindo agora, finalmente a febre abaixou. - Minseok respondeu a pergunta que o filho tinha feito assim que atendeu a ligação.

-Appas, sejam sinceros comigo, o que meu tio Kyung tem? - questionou.

-Seu tio está sofrendo de amor e muitas outras coisas. Você sabe que ele não pode ter filhos né? O maior sonho de seu tio sempre foi ter um filho, independente se estaria com uma esposa ou não e... Parece que uma discussão dele com o Jongin o fez perceber que ele nunca vai ter um. Ele considera você e o TaeOh como filhos, mas vocês nunca serão filhos dele e sempre vai ter uma insegurança vinda de sua parte, por isso...

-Por que estão contando isso pra ele? - ouviu a voz de seu tio surgir. Estava bem baixinha e distante, o que demonstrava que seus appas tinham sigo pegos no flagra.

-Tio, está me ouvindo? - Koji perguntou e ouviu um murmúrio. Sabia que seus appas estavam usando o viva-voz, porque sempre faziam isso para que os e conversassem juntos, por isso deduziu que seu tio iria ouvi-lo. - Meus appas também não têm um filho de sangue, mas eles me amam muito. O senhor pode adotar uma...

-Koji, isso é um assunto delicado. - Minseok interrompeu o filho. Kyungsoo sabia da hipótese de adotar uma criança, mas era uma burocracia muito complicada e as condições não lhe eram favoráveis e isso só o afundava mais em tristeza. Minseok não queria que o irmão fosse ainda mais magoado ao ouvir Koji, mesmo que as intenções de seu filho fossem boas.

-Deixa eu terminar de falar, appa! - Koji resmungou. - Mesmo que o senhor não possa ter um filho com o seu sangue, sangue não muda muita coisa. Meus appas me amam mesmo assim e você me ama também, num é? Então eu sou seu filho também, tio! Pode me ter sempre que quiser! Num vê que tô rejeitando meus appas pra morar com você?

-Me senti trocado. - ouvi Jongdae comentar e segurou um risinho.

-Se sinta trocado pelo TaeOh, Dae. Koji tá mentindo, ele só tá aqui por causa do TaeOh. Esse garoto pensa que me engana. - ouviu a voz brincalhona do tio e sorriu. Sentia tanta falta do humor do mais velho.

-Poxa, tio, estou aqui tentando te animar e o senhor só me pisa. - dramatizou e ouviu os mais velhos rirem, assim como o sinal indicando que o intervalo tinha acabado. - Preciso ir. Até mais tarde, beijos! - se despediu e desligou a ligação. Saiu da cabine do banheiro pronto para sair do banheiro, quando se assustou ao ver Jongin parado perto da pia. - Que susto, professor!

-Ele não está bem né? - Jongin perguntou sem cerimônias.

-O senhor já deveria saber disso. - retrucou. - Sabe, professor... - usava "professor" para mostrar a Jongin que realmente estava decepcionado. - Meu tio Kyung não está mais sorrindo, parou de comer direito há muito tempo, emagreceu bastante e de uns tempos pra cá vem sentindo muita febre, vomita o tempo e tudo mais.

-Já o levaram pro médico? - o moreno se desesperou e Koji confirmou. - O que ele tem?

-Saudades. - respondeu e Jongin sentiu os olhos lacrimejarem. - Eu não sei direito o que aconteceu com vocês, entendo que é assunto de gente grande e percebo que parece ser algo relacionado ao relacionamento que tinham ou tem, não sei mais. Meu tio não pode ter filhos e me contou que em uma discussão de vocês, algo o despertou pra uma realidade que ele sempre soube, mas evitava enxergar. Eu ainda acho que vocês se amam e podem se acertar, porém, se for pro senhor ferir meu tio desse jeito, peço que nem tente. - deixou claro e viu Jongin limpar uma lágrima. Estava sendo duro tentar ser imparcial ao sofrimento do moreno, porque realmente gostava muito do professor e conseguia ver o quanto o adulto gostava de seu tio, porém, precisava ser forte.

-Nós discutimos por uma coisa boba e eu não percebi que despertei algo tão ruim nele. Eu estou me sentindo horrível, Koji, mas eu nunca sei como chegar até ele e...

-Apenas vá lá em casa e peça desculpas. Meu tio Kyung só quer te ter de volta. Peça desculpas e tenha certeza que serão sinceras, assim ele vai te perdoar e vocês podem recomeçar. - aconselhou e Jongin concordou.

Já tinha perdido a quantidade de vezes que tinha ido até a casa de Kyungsoo e travado no último segundo. Não achava que merecia pedir desculpas, embora ainda continuasse a pensar que TaeOh estava pronto para saber de tudo. Mas o tempo que ficou longe do seu adorável psicólogo o fez perceber que aquele momento cruel era culpa da insegurança de ambos.

Por mais que estivessem certos do que sentiam e quisessem lutar contra o mundo para ficarem juntos, o sentimento da insegurança os arrebataria uma hora ou outra.

Jongin só esperava que conseguissem ficar juntos dessa vez e que nada os impedisse, nem eles mesmos.


Notas Finais


Primeiramente, quero muito agradecer pelo feedback positivo que esta fic está tendo. Sério, eu estou muito feliz mesmo.
Sabe, eu queria que a capa dessa fic tivesse sido feita pela MissLay. Eu lembro até hoje o dia que criei coragem para ir pedir uma capa a ela, porque sempre admirei de longe, mas nunca tive coragem. Ela me fez uma capa tão linda "O Segredo da caçadora" e desde então eu sempre peço pra ela fazer, porque eu realmente gosto muito. MissLay é um bolinho, sempre se esforça pra fazer o melhor, me ajuda a nomear minhas histórias muitas vezes (pq eu fico com preguiça) e nunca me pediu nada em troca. A fic "Sob a Luz", eu cheguei no domingo a noite, chamei por ela desesperadamente e falei: PRECISO DE UMA CAPA PRA AGORA!
Ela estava cansada, mas fez a capa mais linda do mundo, porque ela é assim. Eu até pedi desculpas por abusar dela, mas ela disse que não se importava e que sempre faria quando pudesse. E com essa fic não foi diferente, eu pedi a capa pra ela e falei que faria uma qualquer, que ai depois ela fazia e me entregava (já abusei demais dela né? kkk)
E ela gostou da capa que fiz e perguntou se não seria um desperdiço jogar fora, já que tive muito tempo fazendo a capa. Ela elogiou meu trabalho e me deu conselhos, mesmo que eu sempre vá recorrer à ela pra fazer pra mim?
Por que estou falando isso? Porque eu senti vontade. Muitos devem ter estranhado a capa não ser dela, mas não foi, porque ela foi um amorzinho e reconheceu meu trabalho duro.
MissLay, quero ser como você quando crescer, eu realmente te adoro muito, SS me presenteou uma linda amizade.

Agora sobre o cap:
"-Eu gosto muito de você. - "Mais que um amigo" - E não quero te abandonar. - "Mesmo que eu não saiba até quando vou guardar esse segredo comigo" - Meus appas sempre vêm me ver, mas você não teria como ir me ver sempre. Somos estudantes e não podemos mandar nos nossos horários como meus appas. - "E isso seria muito agonizante pra mim" - Por isso, escolhi ficar. Se você tivesse me rejeitado, eu não estaria mais aqui. " NOSSA! ESSE TRECHO É MUITO LINDO! QUANDO O ESCREVI, EU FIQUEI TOCADA!
Quanto ao Jongin, entendam que ele é pai do TaeOh e também toma partido do filho, isso é completamente comum.
Bjks de tapioca doce!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...