História Superando Pré-conceitos - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens D.O, Kai, Personagens Originais
Tags Aikimsoo, Dika, Exo, Exocomeback, Exopósexo, Kadi, Kaido, Kaisoo, Romance, Sookai, Taeji, Taeko, Yaoi
Visualizações 554
Palavras 3.288
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


I'M SORRY, I MAKE YOU SO CRAZYYYY!
Desculpa o trocadilho, mas eu só consigo pedir desculpas ouvindo a voz do Jongdae em Monster.
Eu ia postar ontem, mas meu note ficou atualizando e quando voltou, estava muito tarde. Eu precisava dormir, pra poder acordar cedo e ir estagiar, então não foi de propósito.
Preparados para um capítulo pesado? Pois se preparem mesmo.
Beijocas de tapioca doce.

Capítulo 7 - O voto de confiança


3 dias atrás

 

Kyungsoo e Jongin tinham conversado e colocado tudo a limpo. O mais velho explicou que achava que TaeOh poderia não estar preparado, porque sempre se tornava um pouco mais agressivo toda vez que tinha que lidar com algo relacionado aos homossexuais e Jongin parou para analisar, percebendo que Kyungsoo estava certo, porém, insistiu que precisavam dar um voto de confiança para o mais novo e Kyungsoo concordou.

O tempo que tinha ficado afastado de Jongin, refletiu bastante e percebeu que sua insegurança também o fazia temer tanto a reação de TaeOh, isto é, não queria contar não só por achar que o menor não estava preparado, mas sim por não se sentir preparado também. Não sabia como iria lidar se TaeOh tivesse uma reação ruim.

Minseok e Jongdae, percebendo que o casal precisava de um tempo sozinhos, resolveram pegar TaeOh e Koji e os levarem para viajar. Os garotos iriam faltar alguns dias de aula, mas não iria afetá-los tanto e por isso tinham viajado para Jeju, deixando Kyungsoo e Jongin terem sua privacidade. Desde que tinham se desculpado e as crianças partido, os dois capricornianos não se largavam de jeito nenhum. Era uma saudade sem fim.

-Quando contarmos ao Tae, você vem morar comigo? - Jongin perguntou enquanto fazia carinho nos cabelos do mais velho. Estavam na sala da casa do Do e sentados no sofá. Bom, Kyungsoo estava sentado há um tempo atrás, porque agora estava deitado nas pernas de Jongin e recebendo cafuné.

-Eu acho que vai ser muito choque de uma vez, mas se ele aceitar, eu também aceito. - confessou e Jongin sorriu amplamente.

-Pensei que você iria relutar, já que tem sua casa e tudo mais...

-Não vou fazer muito caso disso, só colocá-la pra alugar e eu vou ter uma renda extra todo mês. - desdenhou e Jongin desatou a rir.

-Soo, você não existe. - Jongin brincou e se inclinou para frente, roubando um selar do menor.

A intenção de Jongin era se afastar, mas Kyungsoo segurou a nuca morena e aprofundou o ósculo. Desde que tinham voltado, a necessidade de se tocarem era gritante. Era como se precisassem se tocar para ter a certeza de que aquilo era real e não uma ilusão.

O beijo não durou muito e os dois nem tinham intenção de pararem em alguma cama para elevar os toques. Não estavam com pressa, o importante era estarem lado-a-lado como nunca deveriam ter deixado de estar.

-Soo? - Jongin chamou assim que separaram o ósculo e voltou a olhar o menor. Kyungsoo era tão lindo. Jongin era tão lindo.

-Diga, meu amor. - o psicólogo pegou a mão livre de Jongin e a beijou. Esses pequenos toques enchiam tanto ambos de amor, que só eles saberiam explicar.

-TaeOh e Koji vão voltar daqui a três dias... Você não acha que seria uma boa contarmos logo? TaeOh passou uma semana inteira na companhia de um casal gay, acho que ele não vai ter problemas em nos aceitar. - foi sincero. Kyungsoo tinha vontade de negar, mas olhar dentro dos olhos felinos de Jongin o fez perceber o quanto o moreno implorava por isso.

Kyungsoo imaginava como deveria ser difícil para Jongin. Estava dividindo o moreno entre o filho e a si, não podiam continuar assim.

-Se você realmente tem certeza de que quer isso, então tudo bem. Quando eles voltarem, a gente conta. - assegurou e a alegria de Jongin foi surreal.

O moreno não acreditou de primeira, mas assim que Kyungsoo continuou insistindo que estava tudo bem, o professor de Educação Física desatou a chorar de alegria. Kyungsoo sentiu o coração apertar ao finalmente compreender o quão angustiado Jongin andava com tudo isso e mesmo que estivesse bastante inseguro quanto a tudo, não iria voltar atrás.

Dentro de algumas horas, iria segurar a mão de Jongin e dar o maior passo do relacionamento de ambos. Demoraram quatro anos para finalmente terem a chegada da decisão de contarem a verdade para TaeOh. Independe da reação do menor, Kyungsoo prometeu para ele mesmo que iria permanecer segurando a mão de Jongin e nunca mais a soltaria. Aqueles meses em que tinham ficado distante, foram o suficiente para fazer o casal perceber que o maior erro que poderia cometer na vida era:

soltar a mão do outro.

 

-x-

 

Atualidade

 

Kyungsoo estava nervoso e podia ver que Jongin também, embora o moreno estivesse mais calmo. Tinha ido buscar Koji, TaeOh e o professor de Educação Física na escola, já que a intenção era contarem naquele dia o que tinham escondido por anos. Koji já sabia do que se tratava a conversa que os tios queriam ter e realmente torcia para que TaeOh entendesse bem.

Koji se segurava na esperança baseando-a nos dias em que TaeOh passou com seus pais. O menino tinha ficado um pouco desconfortável no começo - quando via algum momento de afeto entre Minseok e Jongdae -, mas depois tinha passado a reagir naturalmente. Koji realmente esperava que tudo desse certo.

-O que aconteceu? Por que estão tão sérios? - TaeOh quebrou o silêncio. Estavam na casa do próprio e sentados no sofá de frente para Jongin e Kyungsoo.

Os mais velhos se entreolharam e com uma conversa silenciosa através do olhar, decidiram que era o momento. Jongin foi o primeiro a tomar uma atitude e com isso, TaeOh estreitou os olhos.

-Por que estão de mãos dadas? - perguntou fitando a mão dos dois bem entrelaçadas.

-Filho, lembra que eu sempre estive em um relacionamento e que você nunca conheceu a pessoa? Na verdade, eu sempre tive medo da sua reação e...

-Por que estão de mãos dadas? - TaeOh insistiu e Koji tencionou, assim como Kyungsoo.

-Porque seu tio Kyung e eu estamos juntos. Nós nos...

-Vocês estão juntos? - TaeOh repetiu.

-S-sim. Nós não sabíamos como você poderia reagir, vocês eram muito novos ainda e...

-Cala a boca. - TaeOh interrompeu o que Kyungsoo dizia e o fitou com um brilho no olhar que chocou a todos. - Por isso quebrou o braço pra me proteger né? Estava interessado no meu pai.

-Não! Nunca agi com essa intenção, eu...

-CALA A BOCA! - TaeOh explodiu e ficou de pé.

-Filho, não fale assim com o...

-COM QUEM? ESSA ABERRAÇÃO? EU NÃO ACEITO ISSO!

-TAEOH! - Koji repreendeu o amigo, mas o mesmo nem se importou. Chamar Kyungsoo de aberração tinha, sem sombra de dúvidas, ferido Koji profundamente. Seus pais, seu tio e ele mesmo eram uma aberração perante os olhos de seu melhor amigo. Tentou não se ater a isso, porque sabia que estava sendo um choque para o mais velho e por isso prometeu para si que iria se concentrar em apenas acalmar TaeOh, mesmo que recebesse palavras rudes.

-TaeOh, retire o que disse agora! Kyungsoo não é uma aberração! Ele sempre te tratou bem, sempre cuidou de você e nunca te fez mal algum. Não fale assim com ele! - Jongin ordenou ficando de pé e se pondo em frente ao psicólogo em uma reação protetora.

-Claro que ele iria me tratar bem, ele queria ser comido por você. - TaeOh retrucou de uma forma tão rude, que chocou a todos, mas Kyungsoo tentou ignorar. Sabia que estava sendo um choque para o menor.

-TaeOh, nós nos conhecemos há muitos anos, seu pai e eu só fomos ficar juntos muito depois. Nós não tínhamos a pretensão de...

-EU JÁ DISSE QUE NÃO ACEITO ISSO! - TaeOh gritou a plenos pulmões e jogou tudo que estava na estante da sala, no chão.

-EU JÁ MANDEI VOCÊ PARAR! KIM TAEOH, PARE AGORA MESMO! - Jongin gritou de uma forma tão alterada, que Kyungsoo precisou segurar o pulso do moreno para ter certeza de que não avançaria no adolescente. Nunca tinha visto o maior daquele jeito.

-TaeOh, por favor, acalme...

-NÃO FALE COMIGO! EU NÃO ACEITO QUE FALE COMIGO! SAIA DA MINHA CASA AGORA MESMO! - o adolescente de 16 anos ordenou e Kyungsoo se retraiu um pouco, o que fez com que quase soltasse o aperto no pulso de Jongin.

-ESSA CASA É MINHA E KYUNGSOO FICA! VÁ PRO SEU...

-EU VOU PRA RUA! - TaeOh interrompeu ao pai e deu as costas.

-TAEOH, VOLTA AQUI AGORA! - Jongin ordenou em vão, porque recebeu como resposta a porta de casa batendo com uma força absurda.

-E-eu vou atrás dele. - Koji gaguejou e fez uma reverência atrapalhada, apressando-se para sair de casa.

-Eu falei que ele iria reagir mal. Jongin, talvez seja...

-Não complete a frase, por favor, não complete. - o maior implorou com a voz banhada de tristeza e se jogou no sofá.

Kyungsoo sentia o coração doer depois da cena que presenciaram, mas ver Jongin sentado no sofá, com a cabeça baixa e fungando, era sem dúvida a adaga que perfurava seu coração. Deu um passo na direção do mais novo e imediatamente teve sua cintura aprisionada entre os braços fortes do professor de Educação Física.

-Por quê? Por que ele precisa reagir dessa maneira? - Jongin perguntava retoricamente enquanto afundava o rosto no abdômen do namorado, que chorava silenciosamente e fazia carinho nos fios castanhos alheios. - Eu não o criei assim, ele não devia reagir assim...

-Ele só está confuso. - Kyungsoo se forçou a fazer uma voz firme e forte. - Ele perdeu a mãe muito cedo, é normal que pense que você esqueceu dela e não a ama mais.

-Eu amei muito a minha falecida esposa, Soo, mas agora eu amo de forma incondicional somente você. Eu guardo lindas lembranças dela e sou eternamente grato por ter me dado TaeOh, mas levei 10 anos pra me apaixonar de novo... Eu nunca pensei em você substituindo-a ou qualquer coisa, ela foi ela e você é somente você. - Jongin desabafou e apertou Kyungsoo ainda mais em seus braços. Sentir aquele calor, aquele cheiro... Queria tanto que TaeOh entendesse o quanto amava aquele homem em seus braços. - Por que ele não entende isso? Por que ele precisou agir de forma tão agressiva assim? Eu não o criei dessa forma... - se lamentava e Kyungsoo acabou fungando.

-Jongin, me desculpe. Eu nunca deveria ter me confessado, eu...

-Soo, eu te amo. - Jongin interrompeu o mais velho e ergueu a cabeça, encarando embaçadamente a face banhada de lágrimas do menor. - Tivemos 4 anos pra termos certeza que o que sentíamos não era passageiro, então não se desculpe. Se você não tivesse falado nada, eu teria falado e nós estaríamos na mesma situação de agora. Apenas... - fez uma pausa e pegou as mãos de Kyungsoo, as colocando em suas bochechas molhadas. - Apenas diga que me ama, que não vai desistir do nosso amor, que vai ficar ao meu lado...

-Eu te amo, jagiya, não vou te abandonar. - sussurrou com a voz serena demais para o seu interior. - Vamos superar isso juntos. - prometeu e como uma forma de selar a promessa, inclinou-se para baixo e depositou um beijo nos lábios carnudos de Jongin.

Não aprofundaram o beijo, porque não era o momento certo e somente aquele gesto casto seria o suficiente para recarregar ambas as energias. O selar tinha o gosto salgado das lágrimas dos dois, mas também tinha o gosto do amor forte que sentiam e rezavam para que TaeOh compreendesse.

Mesmo sendo um psicólogo, Kyungsoo não conseguia se projetar a auxiliar TaeOh, afinal, eram próximos demais e a situação ainda envolvia a si mesmo. Era impossível consultar um entequerido ou a si próprio, visto que, era impossível ser imparcial protagonizando a própria história.

Enquanto Jongin se lamentava e encontrava conforto nos braços de Kyungsoo, Koji corria e puxava o ar com extrema força para poder alcançar TaeOh. Queria ajudar os tios e ao próprio amigo, então não iria deixar TaeOh passar por aquele momento sozinho.

-Tae... Espere... - pediu ofegante quando alcançou o amigo e o segurou pelo braço.

-Eu não quero conversar. - TaeOh falou entredentes e Koji retesou, mas não desfez o contato de ambos.

-Nós precisamos conversar. Você vai ficar perambulando pela rua? Por que não vamos pra minha...

-Eu não quero ir pra casa daquele homem. - TaeOh cortou o mais novo e puxou o braço com força. - Eu não quero nada que venha dele.

-Por que precisa agir assim? Você tratou tão bem aos meus pais e até mesmo cuida de mim. Nós não somos diferentes do meu tio. - ressaltou e TaeOh olhou fixamente para Koji.

-Você sabia. - não era uma pergunta e sim uma afirmação.

-Sim, eu sabia. - Koji não recuou. - Eu descobri, eles não me contaram, eu descobri sozinho.

-Por que não me contou?

-Lembra que eu não queria nem contar de mim? Você nunca deu um espaço muito favorável pra isso, mas se mostrou uma pessoa completamente compreensiva comigo e com os meus appas, então...

-Acontece que você e seus appas não tem nada a ver comigo. - foi rude e Koji congelou. - O fato de que trato vocês bem é porque vocês não são nada meu. Não estão relacionados a mim.

-Eu pensei que era seu melhor amigo.

-Ser meu melhor amigo não significa dizer que nosso laço é igual ao que tenho com meu pai ou teria se tivesse um irmão. Aceitar vocês não significa que eu deseje algo assim pra minha vida, pra minha família. - explicou e falava tudo com tanta frieza, que Koji se sentia quebrar aos poucos. - Aquele homem está tentando levar isso pra MINHA família. PRO MEU APPA! Eu não posso aceitar isso.

-O que tem de tão diferente em serem dois homens se amando, TaeOh? - Koji perguntou tentando conter as lágrimas. - São amores...

-A lei da vida é: nascer, crescer, procriar e morrer. É a ordem certa e se fosse pra relacionamentos assim serem certos, o outro também deveria poder engravidar ou a vida deveria ser apenas nascer, crescer e morrer. - justificou e Koji deixou uma lágrima cair.

-Então sou errado, não é? - a voz barganhada de Koji fez TaeOh despertar um pouco da cegueira que sentia desde que soubera do relacionamento de seu pai. - Eu nasci em uma família de aberrações. Quer dizer, na verdade, nem tive a chance de nascer... - riu amargamente.

-Koji, não foi...

-Foi isso que você quis dizer sim e foi por isso que tanto eu, quanto Jongin e Kyungsoo relutamos tanto em relação a você. - Koji cortou o melhor ou ex-melhor amigo. Estava ficando com raiva. TaeOh tentou ir em sua direção, mas agora fora a vez dele ser rejeitado. - Você alegou que a ordem da vida envolve procriar, não é? Mas e quanto a parte de cuidar? Você disse ser errado só por não seguir com a cronologia imposta à nós, mas você esqueceu de uma coisa, Kim TaeOh. - avisou e limpou as lágrimas. Estava realmente com raiva, magoado e ferido. - Foram duas pessoas que você considera certas, que me largaram pela vida. Pode até não ter sido por vontade própria já que minha omma morreu depois de me dar a luz e o meu appa morreu em um acidente de carro antes de saber que teria um filho, porém, os orfanatos estão cheios de crianças que foram abandonadas pelo o que a sociedade e você julgam certo. E sabe quem quer cuidar dessas crianças? Sabe quem quer fazê-las se sentir em uma família e serem amadas? As que você julga erradas. Claro que existem muitos casais "certos" que adotam também, mas os "errados" lutam pra adotar e nunca conseguem por serem os "errados". Por que eles são errados? Quem largou as crianças não foram os certinhos? Minseok e Jongdae, meus verdadeiros appas, não tinham obrigação nenhuma de me adotarem, me pegarem, de cuidarem de mim. Entenda de uma vez por todas que quem costuma ter OBRIGAÇÃO com as crianças, já que são os certinhos, muitas vezes as abandonam. - enfatizou e se aproximou de TaeOh, erguendo o dedo indicador para cutucá-lo. - Os errados, Kim TaeOh, também são gente e não aberrações. Se você nos considera assim e não deseja isso pra sua vida, então não seja hipócrita e continue sendo meu amigo.

-O que...

-Eu te considerei meu amigo, de verdade. Eu deixei de voltar a morar com meus appas pra ficar com você e sabe o que eu recebi em troca? Fui chamado de aberração, tive meu tio chamado de aberração, meus appas de aberração e tive que ouvir meu melhor amigo dizer que meu tio, a pessoa mais amorosa e compreensiva da vida e que te ajudou em muitos momentos, só quebrou o braço porque queria ser "comido" por um homem. Ser comido, entende isso?! - Koji gritou e cutucou o peito de TaeOh com o dedo. - Você já fez coisas maravilhosas pra mim e eu nunca vou esquecê-las, mas sabe de uma coisa? O que você acabou de fazer hoje, conseguiu ser muito maior do que tudo de bom que já passamos juntos. Sabe por que, Kim TaeOh? Porque a bebida e a raiva são o soro da verdade e tudo o que você soltou hoje, é o que você sempre pensou mesmo estando ao meu lado. Estou realmente desapontado com você, mas não se preocupe, a aberração aqui não vai mais voltar pra te assombrar. - dito isso, deu as costas para TaeOh e seguiu um rumo totalmente diferente.

No meio do caminho, pegou o celular e ligou para os pais, sendo atendido imediatamente e pedindo para que o levassem embora. Minseok e Jongdae se assustaram com o pedido, mas ficaram ainda mais desesperados ao ouvirem o choro sufocado do pequeno. Não conseguiram descobrir o que tinha acontecido, mas faziam uma ideia e isso só os fez se desesperarem mais.

TaeOh ficou parado na calçada, onde tinha discutido com Koji, vendo o amigo se afastar e ir para longe. Não sabia como reagir, estava realmente com um blackout na cabeça, então sentou-se no chão da calçada e começou a chorar. Não entendia o porquê de chorar, só sabia que precisava fazê-lo, que queria fazê-lo.

Para TaeOh, era como se algo dentro de si quisesse sair, mas estava se escondendo ou sendo reprimido. Sentia essa agonia há muito tempo, mas em alguns momentos essa sensação se intensificava e realmente ficava desesperado. Era como se não conhecesse a si mesmo e isso era assustador.

Não iria voltar para casa e passaria a noite inteira ali - sozinho -, enquanto Kyungsoo tentava encontrar e passar conforto nos braços de Jongin e Koji chegava na casa em que vivia com o tio tendo como rumo o próprio quarto. Naquela noite, todos choraram e as roupas que Koji jogava em sua mala de viagem tinham sido as únicas testemunhas das lágrimas de dor que seu dono não conseguia controlar. Naquela mesma noite, Koji foi para o aeroporto internacional e deu seu nome, tendo sua passagem liberada. Sua família tinha um jatinho particular e a última vez que viajara nele, tinha sido para ficar uma semana em Jeju com o melhor amigo e seus appas, mas agora... Que seu tio Kyung o perdoasse, mas estava devastado por dentro e só queria o colo dos pais.

Para Koji, não tinha ouvido só mais um discurso homofóbico, tinha tido seus mais sinceros sentimentos pisados, sapateados, destroçados. Havia, infelizmente, sentido na pele o que sempre temeu: ser completamente diminuído por TaeOh.

-Me desculpa, tio Kyung, tio Jongin, mas realmente não vou conseguir ficar pra ajudar vocês. - concluiu sua mensagem de voz e enviou para o tio.

Estava voltando para o Japão e não tinha pretensão alguma de retornar para a Coréia do Sul. Estava voltando para onde nunca deveria ter saído.


Notas Finais


ANTES DE FALAR DO CAP, VAMOS FALAR DESSE HINO DE FIC QUE A ~Sahsoonya postou? https://spiritfanfics.com/historia/youve-got-mail-9940769 MUITO HINÁRIO, SOCORRO! ACONSELHO A LER PRA RECUPERAREM OS ÂNIMOS DEPOIS DESSE CAPÍTULO kkkkk

Agora sobre o capítulo:
Então, chegou o capítulo que todos esperavam. Eu sinceramente gostei do discurso do Koji, sabe? Por mais machucado que ele pudesse estar, ele não deixou de jogar umas verdades na cara do TaeOh.
O Tae tá sendo um babaca, mas atentem-se que ele se arrepende depois do que faz e que sente que é como se não conhecesse a si mesmo.
Agora...
O que será?
Beijocas de tapioca doce.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...