História Superando Pré-conceitos - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens D.O, Kai, Personagens Originais
Tags Aikimsoo, Dika, Exo, Exocomeback, Exopósexo, Kadi, Kaido, Kaisoo, Romance, Sookai, Taeji, Taeko, Yaoi
Visualizações 789
Palavras 4.224
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Voltei com o último capítulo de hoje.
Amanhã, vamos combinar uma coisita? Eu vou postar 1 capítulo só. Uma amiga minha disse que viria dormir aqui e bom... Não vou ter tempo pra postar os 2.
De qualquer forma, vocês vão precisar de tempo pra digerirem as bombas que estou soltando kkkk
Enfim, boa leitura!

Capítulo 8 - Eu realmente a amei


Dia seguinte

 

Kyungsoo estava zelando pelo sono de Jongin. Os dois tinham passado a madrugada inteira acordados por culpa das preocupações. Kyungsoo sentiu o coração doer após ouvir a mensagem de voz do sobrinho, enquanto Jongin desatou a chorar e pedir desculpas por não ter educado TaeOh o suficiente e por ter insistido que já era hora de contar.

Por mais que Kyungsoo estivesse quebrado por dentro, sem dúvida nenhuma Jongin estava pior. O menor conseguia entender que o moreno pensava ter falhado como pai e como namorado, já que feriu tanto Kyungsoo quanto TaeOh, mas o psicólogo tentou o confortar o tempo todo e somente 7 horas da manhã que Jongin cedeu ao sono.

Mas Kyungsoo não conseguia ceder. Estava cansado, triste, magoado e preocupado, porém, não conseguia simplesmente fechar os olhos. Ficou repassando tudo o que TaeOh falou, como o menor sempre agiu e como a história acabou ferindo Koji também. Ainda tinha o fato de TaeOh não atender ao celular e estar sumido desde a noite anterior. A dor de cabeça estava forte e só queria dormir, para acordar e ver que tudo não tinha passado de um pesadelo.

Ouviu a porta da casa se abrir e fechar, então tratou de levantar da cama e ir encarar TaeOh. Precisava conversar com o adolescente, explicar algumas coisas e tentar entender o mesmo. Fazia um tempinho que vinha observando TaeOh e criando teorias, não queria se precipitar nem nada, podia estar enxergando coisa onde não tinha, então queria apenas tentar sanar as próprias dúvidas.

Olhou para Jongin assim que ficou de pé e se inclinou, deixando um beijinho leve na testa do mais novo. Dependendo da conversa com TaeOh, teria que ir embora e deixar Jongin com o filho, mesmo que não quisesse se afastar do moreno em momento algum.

Saiu do quarto e caminhou até a sala, onde encontrou TaeOh parado perto da porta e olhando toda a confusão que fizera na noite anterior. Antes de deixar-se ser notado, percebeu como TaeOh estava com olheiras, tinha os cabelos bagunçados e parecia ter chorado a noite toda. Sentiu o coração doer, afinal, realmente se preocupava com a criança.

-TaeOh? - chamou timidamente.

O adolescente, que tinha se tornado um pouco maior que Kyungsoo ao longo dos anos, se sobressaltou com a presença do psicólogo e cambaleou para trás. Infelizmente, toda a surpresa foi substituída por uma raiva crescente e antes que pudesse pensar com clareza, andou à passos largos até Kyungsoo e o socou.

O adulto foi pego de surpresa e acabou caindo no chão ao tentar se equilibrar. O soco tinha acertado em cheio a sua bochecha esquerda e doía muito, mas não iria revidar.

-POR SUA CULPA, MINHA FAMÍLIA FOI DESTRUÍDA E MEU MELHOR AMIGO FOI EMBORA! - extravasou e Kyungsoo entendeu.

Levantou com receio de apanhar de novo, mas como TaeOh o deu espaço, apenas fez uma breve reverência, pediu desculpas e se retirou. Por estar descalço e os sapatos se encontrarem apenas na soleira da porta, acabou pisando nos vidros do porta-retrato quebrado e isso arrancou um pouco de sangue, mas não se incomodou com a dor e apenas foi embora.

Não tinha como conversar com TaeOh no momento, ele ainda estava sobre efeito de choque e agiria com agressividade o tempo inteiro. Conseguia compreender o que se passava na mente do adolescente e por isso não o julgava, embora se preocupasse que as coisas pudessem piorar.

E quando Kyungsoo saiu da casa dos Kim, TaeOh desabou. Quando socou o mais velho e gritou, instantaneamente se arrependeu do que tinha feito. Culpava Kyungsoo sim, mas durante a madrugada já tinha entendido que o único a afastar Koji tinha sido ele mesmo e que se a família estava definhando, era sua própria culpa mais uma vez.

Não tinha pensado em chegar em casa e bater em Kyungsoo, jamais, apenas não conseguiu segurar o impulso ao ver o mais velho. Tudo podia ser sua culpa, mas se a culpa passou a existir, foi porque Kyungsoo a criou. Era uma lógica confusa, assim como toda a mente do criador dela.

Caminhou até o próprio quarto e assim que entrou, tudo o remeteu a Koji. Lembrou que costumavam ficar deitados em sua cama e dormir abraçados, assim como passavam horas e horas jogando até tarde, quando Kyungsoo aparecia e os mandava dormir, porque estavam gritando muito e a vizinhança poderia reclamar.

Se jogou na cama e se deparou com um porta-retrato que Koji tinha dado em seu aniversário de 15 anos. A foto que continha o objeto nada mais era do que uma de Koji pendurado em suas costas e ambos sorrindo como se nunca fossem ter problemas. TaeOh realmente desatou a chorar. Não fazia nem um dia que Koji tinha partido, mas já sentia falta do melhor amigo. Não só tinha Koji distante, como também o tinha magoado, ferido.

Enquanto chorava, Jongin virou na cama e sentiu falta do calor do corpo de Kyungsoo. Sobressaltou-se e imediatamente saiu do quarto, indo procurar pelo mais velho pela casa. Não encontrou Kyungsoo na cozinha e muito menos na sala, em contrapartida, tinha visto alguns cacos de vidros sujos com sangue e os sapatos de TaeOh na soleira. Ao mesmo tempo que se sentiu aliviado pela possibilidade de seu filho estar em casa, ficou angustiado para saber onde estava Kyungsoo. Um sentimento muito triste o sobressaltou enquanto caminhava em direção ao quarto do filho:

Quando Kyungsoo estivesse, TaeOh não estaria e quando TaeOh estivesse, Kyungsoo não poderia estar.

Tentou espantar esses pensamentos pessimistas para longe e foi até o quarto do filho, desistindo de bater na porta e só entrando. Encontrou TaeOh chorando enquanto segurava um porta-retrato.

-Posso entrar? - perguntou parado na porta e viu quando o filho se assustou.

-Por que você precisava ter se envolvido com o tio Kyung? - TaeOh retrucou magoado.

-Se eu me envolvesse com outro, teria sido melhor? - Jongin questionou e TaeOh negou.

-Você não deveria se envolver com ninguém, minha omma não está mais aqui e...

-Ela quer me ver feliz, TaeOh.

-E você não pode ser feliz apenas comigo? - o filho insistiu e Jongin suspirou pesadamente.

-Você consegue ser feliz somente comigo? - devolveu e apontou para o porta-retrato.

-Sai daqui. - o adolescente pediu e Jongin negou.

-Não vou sair daqui, nós precisamos conversar. Você precisa entender que o fato de me envolver com alguém, não diminui o amor que eu senti pela sua mãe. - explicou e TaeOh se sentou pronto para rebater. - Sua omma foi sua omma e o Kyungsoo é o Kyungsoo. São pessoas diferentes e amores diferentes, eu levei 10 anos pra me sentir desse jeito de novo e não posso...

-Quem você escolhe? Eu ou o tio Kyung? - TaeOh questionou de maneira fria.

-Não me peça pra escolher, Kim TaeOh! VOCÊ É MEU FILHO E O KYUNGSOO É O HOMEM QUE EU AMO! NÃO ME PEÇA PRA ESCOLHER!

-ENTÃO CORRE ATRÁS DO HOMEM QUE VOCÊ AMA E ME DEIXA EM PAZ! EU BATI NELE E...

-VOCÊ O QUÊ?! KIM TAEOH, QUEM VOCÊ PENSA QUE É?! - Jongin se alterou. Estava horrorizado com a hipótese de que TaeOh tivesse realmente batido em Kyungsoo.

-EU SOU UM ADOLESCENTE QUE ACABOU DE DESCOBRIR QUE O PAI GOSTA DE HOMEM! EU SOU UM IDIOTA QUE NÃO PERCEBEU QUE O TIO DO MEU MELHOR AMIGO, NA VERDADE, DORMIA NA CAMA DO MEU PAI TODAS AS VEZES QUE A GENTE SE REUNIA! EU SOU UM BABACA QUE DESTRUIU A PRÓPRIA AMIZADE POR NÃO SABER ACEITAR AS COISAS! EU SOU UM ADOLESCENTE CONFUSO! - desabafou e Jongin recuou. - POR CULPA DO KYUNGSOO, MEU MELHOR AMIGO FOI EMBORA!

-Não, TaeOh. Por sua culpa, foi sua culpa e não do Soo. Não foi o Soo que magoou o Koji e sim você. Eu realmente esperava que você pudesse aceitar melhor, eu...

-EU JÁ DISSE QUE ESTOU CONFUSO! EU ESTOU CONFUSO, MERDA! - TaeOh gritou desesperadamente e Jongin respirou fundo para se acalmar.

-Tudo bem, eu também estou exigindo demais. Eu fui errado em me precipitar, Kyungsoo disse que você não estava pronto. - murmurou mais para si mesmo. - Mas sabe o que eu não entendo, filho? Qual a diferença em eu estar com o Kyungsoo? Pense se o seu problema é eu estar com um homem ou estar com alguém. Você nunca pareceu se importar muito com a ideia de que eu tivesse uma namorada, mas está reagindo da pior maneira possível ao descobrir que na verdade tenho um namorado. O Soo sempre se preocupou com você e quando nos afastamos, você mesmo conversou comigo pra tentar fazer as pazes com ele. A gente brigou, porque eu queria contar pra você e ele dizia que não. Eu briguei com ele, porque eu acreditava que meu filho iria entender e me apoiar, porque quando a gente ama alguém, a gente deseja a felicidade dela. Eu sou feliz com o Soo, TaeOh. Eu realmente sou muito feliz com ele e se você não consegue enxergar isso, talvez você só se importe consigo mesmo. Eu realmente não sei qual é seu problema, entendo que esteja confuso, mas... Você se importa que eu namore um homem ou que eu namore qualquer um dos gêneros?

-Eu...

-Eu vou atrás do Soo, preciso ver se ele está bem. Eu ainda não consigo acreditar que você bateu nele, mas também sei que isso é bem provável. Eu vi sangue nos cacos de vidro, Tae, eu vi e também vi que os sapatos do Soo não estão ali. Eu vou te dar um tempo e me dar um tempo, porque esse TaeOh que eu estou vendo não se parece em nada com o meu filho, com o meu menino. - o moreno avisou e deu as costas para o adolescente. - Só se pergunte de novo, Tae, se você se importa em ter um pai gay ou se você se importa em ter o pai namorando. - e com essa última frase, Jongin deixou TaeOh para trás e saiu dali.

Iria até a casa de Kyungsoo e talvez ficasse por lá mesmo. Não se sentia preparado para lidar com TaeOh naquele momento e queria cuidar de Kyungsoo, que vinha aguentando tudo desde o começo. Jamais esperou que contar a felicidade que tanto conteve, fosse causar reações absurdas em TaeOh.

Com a roupa que estava, adentrou o carro e o colocou na estrada, guiando o veículo pelo caminho que era tão conhecido. Para sua felicidade, as ruas estavam vazias e muita gente ainda dormia. Ninguém conseguia imaginar o quão turbulento estava a vida daquelas 4 pessoas.

Chegou até a casa de Kyungsoo, estacionou o veículo em frente à casa e saiu. Percebeu que tinha ido descalço quando sentiu as pedrinhas do chão da rua arranharem a sola de seus pés, porém, não se deu ao trabalho de praguejar por isso. Seu Soo era muito mais importante do que um calçado.

Ao se deparar com a entrada da casa do menor, digitou a senha de segurança e entrou, sem se dar ao trabalho de anunciar sua chegada. A casa estava silenciosa e Jongin acabou ficando confuso. Para onde Kyungsoo tinha ido?

-Eu também acho isso, Suho. Eu também acho isso. - Jongin ouviu a voz grave e cansada do psicólogo ao passar perto do quarto de Koji, então se apressou a voltar. - Mas será que chega mesmo a ser uma filofobia? Eu cheguei a cogitar a ser... Sim, entendo. O problema seria ele querer se consultar com você... Vou tentar. Obrigado, Suho, bom final de semana. - ouviu o suspirar pesado do mais velho e deduziu que o mesmo tinha desligado a ligação, então abriu a porta do quarto e se deparou com Kyungsoo deitado de costas para a porta e com as solas dos pés cheia de curativos.

-Soo? - chamou assim que se aproximou da cama e subiu nela. Não deu tempo de Kyungsoo virar, apenas deitou e o abraçou por trás, escondendo o rosto no pescoço do menor. - Soo, desculpa pelo TaeOh ter te batido, eu...

-Está tudo bem, Jongin-ah. - Kyungsoo levou sua mão até os cabelos castanhos do outro e fez carinho, sorrindo imediatamente por poder estar daquele jeito com Jongin. - Eu acho que sei o que o Tae tem e nós precisamos tentar ajudá-lo quanto a isso.

-Filofobia, não é? - o professor de Educação Física deduziu e Kyungsoo se sobressaltou, virando dentro do abraço do moreno e ficando de frente para ele. - Desculpa, eu ouvi um pouco sua conversa com o Suho. - respondeu a pergunta não proferida e levou uma mão até a bochecha roxa do menor. - Meu Deus... TaeOh está passando dos limites. Me desculpa, Soo, por favor.

-Você não tem nada do que se desculpar, nem o Tae tem. Ele está na razão dele, ainda mais agora que a possibilidade de uma filofobia esteja latejante. - tranquilizou o namoro, mas viu a confusão no mesmo. - Filofobia é meio que "fobia a amar". Eu venho percebendo isso há um certo tempo no Tae, principalmente pelo fato dele nunca ter demonstrado interesse em ninguém, mesmo já tendo 16 anos.

-Na verdade, eu sempre achei que ele tivesse interesse em um certo alguém e ainda não sabe lidar com isso. - Jongin comentou e viu um sorriso sapeca surgir nos lábios de coração, mas o sorriso não durou muito por culpa do incômodo que o Do sentia ao sorrir.

-Eu também penso assim, mas até então o Tae não se interessou por ninguém. Claro que as pessoas têm o direito de não se interessarem, mas no pico da adolescente isso não costuma ser muito comum, ainda mais pelo fato de desconfiarmos que o Tae gosta de um certo alguém. - e falar do possível gostar de TaeOh tinha trazido uma leveza a conversa, que seria desfeita em seguida pelo assunto sério que retornaria como tópico. - A questão é: TaeOh desenvolveu filofobia quando perdeu a mãe.

-Ainda não estou muito bem situado. - o moreno avisou e Kyungsoo concordou.

-A filofobia, como eu já disse, é um medo de amar. Geralmente, esse medo é relacionado ao amor romântico, porque quem costuma sofrer dessa fobia se da bem com as pessoas no geral. Julgando a partir da forma como você me trata e age comigo, consigo imaginar como você tratava sua falecida esposa, ainda mais que podia ser algo público. - introduziu tentando ser o mais didático possível. - E julgando a partir da briga que tivemos e nos afastamos, consigo imaginar como foi perder a mesma. TaeOh era muito criança e sempre foi acostumado a ter a mãe ao lado e ver vocês dois demonstrando o tamanho do amor que sentiam, então de repente sua mãe se foi e vocês ficaram sozinhos. Você ficou sozinho, sofrendo por ter perdido a pessoa que amava. Isso pode ter acionado um gatilho na mente do Tae do tipo "Por que amar, se quem eu amo sempre vai embora?". Ele sofreu com a morte da mãe, por ser a mãe dele, e viu você sofrer com a falta dela. Eram sofreres diferentes e ele se deu conta disso, por isso acredito que a filofobia tenha começado. Como eu te disse antes, a filofobia está mais relacionada com relacionamentos amorosos e não relacionamentos casuais ou meramente amigáveis. TaeOh consegue interagir com os outros, desde que não seja romanticamente.

-Nossa... Eu não sei o que dizer. Eu realmente tentei esconder o quanto eu estava sofrendo, nunca chorei na frente do Tae e...

-Mas ele é seu filho, Jongin-ah. Claro que ele sentiria o seu astral, o modo como você estava se esforçando e tudo mais. Crianças são observadoras por serem novas nessa vida e tudo ser novidade pra elas, então elas conseguem captar muito mais coisa do que nós, que somos adultos vividos. A diferença é que as crianças não conseguem entender o que conseguiram perceber, como aconteceria se fosse com um adulto. Você me disse que o Tae precisou de psicólogo pra superar a morte da mãe, então isso já me dá indícios o suficiente de que a morte dela foi muito mais... Cruel do que poderíamos pensar. O choque foi muito grande no menor.

-Foi em todos. - Jongin suspirou pesadamente ao lembrar. - Ela só tinha ido ao mercado fazer as compras do mês e do nada... Um carro desgovernado a pegou na calçada e ela nunca mais voltou pra gente. Ela tinha prometido fazer o prato preferido do Tae por ele ter tirado um 10 em matemática, jamais esperávamos que algo tão... Cruel acontecesse. Foi muito difícil. - desabafou e Kyungsoo se aconchegou mais nos braços fortes, colocando o rosto próximo ao pomo de Adão de Jongin e respirando fundo o aroma natural do moreno.

-Eu consigo imaginar como deve ter sido, eu lido com muitas coisas assim no consultório. - sussurrou e se agarrou ainda mais ao corpo maior que o seu. Jongin também apertou o abraço, precisavam daquele contato. - Justamente por lidar, que eu andei pensando na hipótese do TaeOh sofrer de filofobia.

-Mas Soo, o que não entendo, é como essa fobia poderia interferir nele aceitar a nós dois. Você disse que ele tem medo de relacionamento pra ele, então... - deixou a frase morrer, esperando que seu psicólogo particular o explicasse.

-Então, aí que está. Você mesmo disso que acha que o Tae tem interesse em um certo alguém, não é? - Kyungsoo indagou e Jongin concordou. - Você foi a pessoa que ele viu definhar por culpa de um relacionamento, afinal, por que amar se um dia vamos morrer? Mas então, de repente, você simplesmente chega com a notícia de que está feliz e namorando, o que quebrou toda a lógica formada na cabeça dele. Pensa comigo: se eu tenho medo de amar, mas sinto que estou amando alguém e inconscientemente eu reprimo isso por culpa da minha fobia, e de repente descubro que a pessoa que me mostrou o quanto podemos sair feridos amando alguém, está feliz amando de novo... Por que eu ainda preciso continuar temendo o amor?

-Oh...

-Mas é muito mais complicado que isso, porque então ele vai pensar que você é um tolo por se permitir sofrer de novo, coisa que ele não quer pra vida dele. Ainda existe o fator de sentir que a mãe vai ser esquecida, que quero tomar o lugar dela e...

-Que somos dois homens. - Jongin concluiu e Kyungsoo concordou, tirando o rosto do esconderijo e encontrar o par de olhos felinos. - TaeOh nunca se preocupou em saber que eu tinha uma namorada, mas está todo arredio por saber que tenho um namorado.

-Exatamente. A cabecinha dele está confusa, Nini, e eu não quero forçar nada e nem mesmo desejar que o TaeOh seja gay, porque eu não desejo que ninguém passe por humilhações como passamos por sermos quem somos, porém, tudo faz sentido. Como se já não bastasse a filofobia, a quebra de lógica ao ter ver com alguém, ele ainda precisa gostar de uma pessoa do mesmo sexo? E ver o pai estando feliz com alguém do mesmo sexo? Um dos maiores sintomas da filofobia é encontrar um defeito na pessoa que tem potencial pra te fazer amar e quer defeito maior no Koji do que ser um garoto? - indagou e sentiu Jongin fazer carinho em seu rosto. Fechou os olhos se entregando aquela sensação gostosa, acolhedora e quentinha.

-Então por que ele nunca rejeitou o Koji? Por que ele continuou defendendo-o e sempre estando tão perto? - Jongin questionou e viu Kyungsoo sorrir levemente, mesmo que continuasse de olhos fechados.

-Porque o amor que ele sente pelo Koji é muito maior do que o defeito que conseguiu encontrar. - respondeu e abriu os olhos. - TaeOh não tem, necessariamente, um preconceito com pessoas que se relacionam com outras do mesmo sexo, o problema do Tae é parar de enxergar isso como um defeito. Ele consegue aceitar os outros, não tem dificuldades com isso, mas como a filofobia consiste em encontrar um defeito que possa apagar a chama de amor que está crescendo, ele está se agarrando no conservadorismo extremo. Talvez, perante os olhos de TaeOh, Koji seja perfeito demais e não exista nada que possa ser um defeito que o faça desgostar do meu sobrinho, então a filofobia o faz se agarrar no que dá. Ele está agindo todo arredio contra nós dois, porque é um mecanismo de defesa dela pra não ceder. Eu conversei com o Koji assim que cheguei aqui e meu sobrinho me explicou que TaeOh disse pra ele que não tem problema em ser com os outros, desde que não seja com ele, com a família dele. Vai ser muito mais difícil continuar se segurando no único defeito que encontrou em Koji, se continuar te vendo feliz comigo. - concluiu e o mais novo sorriu triste.

-No fim, eu sou a causa de tudo. - disse tristinho e o menor negou arduamente.

-Não, não, jagi. A causa disso tudo foi o motorista bêbado que tirou a pessoa mais importante na vida de vocês dois. - Kyungsoo o corrigiu.

-Eu fico pensando... Se KinHee ainda estivesse viva, nós dois teríamos nos encontrado? Quando me questiono quanto a isso, chego a conclusão de que sim, porque Koji ainda poderia ter que vir morar com você e consequentemente iria estudar no mesmo Colégio que o TaeOh. - contou e Kyungsoo concordou. - Mas então eu me pergunto se tudo o que sinto por você e você sente por mim existiria. Eu amava muito a KinHee, mas... Eu não sei explicar o que sinto por você. Eu já cheguei a pensar que a missão da vida de KinHee era me dar TaeOh e depois falecer, pra dar espaço pra verdadeira pessoa destinada a mim, que é você. Só que... Seria um destino muito triste, não acha? Eu realmente me sinto mal por pensar que talvez eu a largaria, se ainda estivesse viva, pra viver meu amor contigo. Eu realmente a amei, Soo! Eu realmente a amei, mas com você...

-Shii, está tudo bem. - o menor fez carinho no rosto moreno e bem marcado. Conseguia ver a angustia de Jongin e queria dizer as palavras certas para acalmá-lo. - Eu não duvido que você a amou, a possível filofobia do Tae está aí de prova, só que muitas vezes costumamos confundir um grande laço de amizade, com amor. Parece prepotência da minha parte dizer isso, porque é como se eu assumisse que nós nos apaixonaríamos sim e que você largaria ela pra ficar comigo, mas eu realmente penso assim. Eu sou um tolo romântico quando se trata de relacionamentos e eu acredito que cada um tem a sua alma gêmea, então não consigo me ver sem você. - olhou para as pulseiras de fita vermelha amarradas em seu pulso direito e no pulso direito de Jongin. - Talvez KinHee te deixasse por encontrar a dela primeiro, talvez você a deixasse e ela encontrasse a dela depois, talvez a alma gêmea dela tenha deixado essa vida e por isso o destino se encarregou de levar a dela também, pra que ela não sofresse quando você encontrasse a sua. É tudo muito clichê, mas eu sou clichê e acredito nessas coisas bobinhas, logo, estamos falando de uma realidade paralela e tudo é muito incerto pra conseguirmos saber a verdade. Por isso, jagi, não se pegue pensando muito no incerto e concentre-se no certo, no presente, na realidade. A realidade atual é a que estamos vivendo agora, onde me encontro em seus braços e penso o quanto me sinto protegido neles, o quanto eu quero sentir seus lábios nos meus e nunca mais me separar de você. - se declarou e Jongin não conseguiu dizer nada, apenas agir.

Tomou os lábios de coração nos seus e sentiu todas as borboletas no estômago surgirem. Estava com Kyungsoo há 4 anos e esse tipo de sensação nunca se perdia. Foi novo para si quando percebeu que beijar Kyungsoo sempre parecia como beijá-lo pela primeira vez, porque as sensações desencadeadas pelo novo sempre surgiam. Se surpreendeu ao constatar que isso seria para sempre, afinal, tinha sido casado e apaixonado pela esposa, mas nunca tinha passado por nada parecido antes. Era como se amasse pela primeira vez.

E para Kyungsoo era amar pela primeira vez, visto que, nunca sentira nada que chegasse perto ao que sentia estando com Jongin. A princípio, chegou a cogitar se separar do moreno apenas para que o mesmo fizesse as pazes com o filho, mas estando ali, protegido e amado por seu precioso Jonginnie, percebeu que jamais conseguiria fazer isso.

Enquanto se amavam sem se darem conta de que estavam no quarto de Koji, o casal prometeu silenciosamente que jamais se deixariam. Iriam passar por aquela etapa difícil juntos e ajudariam a TaeOh superar ela também. Fariam isso pelo relacionamento deles e pela saúde mental de TaeOh, que estava o fazendo ficar perturbado com tanta confusão. Iriam superar aquela fase juntos, todos eles, e no fim, teriam a certeza de que tudo não tinham passado de uma prova para fortalecer o amor que sentiam uns pelos outros,

fosse esse amor uma amizade que poderia envolver paixão - Koji e TaeOh - e um amor que transcendia a paixão - Jongin e Kyungsoo.


Notas Finais


E EU VIM TRAZER MAIS UMA INDICAÇÃO:
204 https://spiritfanfics.com/historia/204-8653347 É uma fic escrita por 3 autores e um deles é a minha appa. A questão é: a fic faz parte de um projeto e ficou realmente muito bom, então, se gostarem do projeto... Podem dar uma olhadinha nele também, vai que seja aquilo que vocês procuram né nom?
Vamos comentar sobre o cap? Vamos comentar ahahah

O QUE FOI ESSE SOCO QUE O TAE DEU NO KYUNG? Assim, não é pra ficarem com raiva do Tae, existem motivos sérios por trás dessas atitudes e o Kyung mencionou eles. O psicológico da mente humana é muito perigoso e a necessidade do Tae em culpar o Soo é algo extremamente normal, é da natureza humana jogar a própria culpa pra outro. Essa fic tá sendo bem realista, eu to trazendo personalidades bem humanas mesmo. Claro que não to falando que isso é certo, estou apenas trazendo algo para refletirmos.
A Filofobia existe e nada do que foi dito na fic está sendo dito da boca pra fora, eu estudei e tudo mais. É uma fobia tão importante quanto as outras e não deve ser banalizada.
Bjks de tapioca doce e até amanhã.


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