História Superando Pré-conceitos - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens D.O, Kai, Personagens Originais
Tags Aikimsoo, Dika, Exo, Exocomeback, Exopósexo, Kadi, Kaido, Kaisoo, Romance, Sookai, Taeji, Taeko, Yaoi
Visualizações 567
Palavras 3.766
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Quero dar início à essas notas com muito agradecimento.
Os comentários, de cada um, estão realmente me animando e me fazendo ter orgulho de mim. Eu sempre amei escrever, escrever é como respirar pra mim e quando eu recebo elogios, nunca sei reagir. Principalmente, pq sempre acho que falta algo mais, porém, esse plot...
Eu consigo querer me exibir com ele pelo simples fato da recepção de vcs. Eu já tinha orgulho dele, mas achava que ngm ia gostar, só que... EU TO MUITO FELIZ! MUITO OBRIGADA MESMO PELOS COMENTÁRIOS!
Boa leitura

Capítulo 9 - Por favor, me dê uma luz


1 semana depois

 

Fazia uma semana desde que a bomba tinha explodido, Koji ido embora e Jongin passado a viver com Kyungsoo. O moreno tinha voltado para casa, naquele fatídico sábado em que TaeOh batera no Do, para tentar conversar com o filho e perguntar se o mesmo queria ficar sozinho. A conversa acabou sendo muito mais civilizada do que Jongin tinha pensado - tomando como base as tentativas anteriores - e por isso pai e filho chegaram a conclusão de que precisavam dar um espaço para cada um.

Jongin avisou que estaria vivendo na casa de Kyungsoo, caso TaeOh precisasse de alguma coisa, e que TaeOh viveria sozinho naquela casa desde que não faltasse a escola. Depois da conversa que tinha tido com Kyungsoo, percebeu que TaeOh precisava ficar sozinho e se entender, se ficassem no mesmo ambiente, discussões aconteceriam e em nada iriam progredir.

Claro que tinha em mente tentar mostrar para o filho o quanto estava feliz com Kyungsoo, para que assim TaeOh percebesse que amar não era ruim e que não deveria se agarrar ao único "defeito" de Koji. Tinham estabelecido um prazo de 2 semanas e depois disso Jongin voltaria para casa, os dois teriam que entrar em um consenso e ver no que daria. Jongin queria levar o filho em um psicólogo e realmente torcia para que TaeOh aceitasse.

Apesar de estar preocupado com o filho, Jongin não podia negar o quão feliz se sentia ao acordar todos os dias e ver que estava com Kyungsoo em seus braços ou nos braços de Kyungsoo. Sempre que abria os olhos, mais certeza tinha de que queria ter o menor sempre ao seu lado. Rezava silenciosamente para que TaeOh percebesse o quanto estava feliz e pudesse aceitá-los, se aceitar.

-Bom dia... - Kyungsoo murmurou com a voz rouca. Tinha acabado de acordar e sabia que Jongin estava o escarando; como sempre fazia; mas estava com preguiça de abrir os olhos.

-Minha corujinha acordou. - Jongin comemorou e se aconchegou nos braços do menor. - Dormiu bem?

-Tem como dormir mal com você aqui? - Kyungsoo retrucou e arrancou um sorriso todo bobo dos lábios do moreno. - Não vai se atrasar se continuar deitado?

-Por que hoje não é final de semana? Por que você tem que ser tão responsável? - o professor de Educação Física resmungou e Kyungsoo riu da manha alheia, abrindo os olhos e se deparando com Jongin do jeitinho que imaginou: com um bico contrariado nos lábios.

-Você parece uma criança quando age assim. - comentou e deu um beijinho no bico alheio. - Vamos levantar, porque nós... - foi interrompido com o barulho do celular tocando. Estranhou pela hora, então se soltou de Jongin e procurou o celular pelo criado mudo.

-Quem é? - Jongin perguntou curioso.

-É o Min-hyung... - Kyungsoo respondeu e de repente se viu preocupado. - Será que aconteceu algo com o Koji?

-Atende logo. - Jongin mandou e Kyungsoo atendeu.

-Bom...

-Kyung, tem uma pessoinha que quer falar com você. - Minseok interrompeu o mais novo.

-Oi, tio. - a voz fraca e tímida de Koji preencheu o quarto de Kyungsoo, que tinha colocado a ligação no viva-voz. - Estou com saudades.

-O que aconteceu, pequeno? Por que está com a vozinha desse jeito? - perguntou preocupado.

-Porque eu estou com saudades. - respondeu com a mesma fragilidade na voz e então fungou. - Tio... Você pode vir me ver?

-Você quer que eu vá até o Japão? - Kyungsoo indagou confuso.

-Por favor, tio. Pelo menos você, eu estou sentindo muito a sua falta. - implorou e aquilo cortou o coração do Do.

-Claro! Tio Kyung vai comprar as passagens hoje. - o psicólogo prometeu. - Você quer que eu leve o Jongin e o Taeoh também?

-Não... Se o tio Jongin pudesse vir sem o TaeOh, eu queria, mas eu sei que ele precisa cuidar do Tae também, então só vem você. - respondeu e Kyungsoo teve certeza que algo de muito errado estava acontecendo.

-Claro! Vou comprar as passagens hoje e mais tarde eu te ligo tá? - prometeu novamente e ouviu uma confirmação do menor. - Posso falar com o seu Min-appa?

-Claro. - Koji chamou Minseok e Kyungsoo ouviu um falatório entre Jongdae e seu hyung. Depois de um tempo, o falatório sumiu.

-Hyung? - chamou para saber se a ligação não tinha caído.

-Kyung... Eu estou enlouquecendo. - Minseok desabafou. - Koji desmaiou ontem enquanto tomava banho...

-O QUÊ?! - Jongin e Kyungsoo gritaram juntos.

-Oh! Jongin está aí? - Minseok perguntou e o moreno cumprimentou o mais velho. - Jongin, sinceramente, sei que ninguém é obrigado a nada, mas... Eu estou xingando seu filho de todos os nomes possíveis. Ele foi um idiota em todas as atitudes que têm tomado e meu bebê está no hospital por culpa da babaquice dele! Kyungsoo já conversou comigo que as coisas não são tão simples, mas você consegue se colocar no lugar do meu filhote?! Ele sempre amou o seu filho! Ele sempre sacrificou muitas coisas pelo TaeOh e estava disposto a permanecer sendo amigo, apenas amigo, e escondendo tudo o que sentia, até o seu filho estragar tudo! Você consegue se colocar no lugar dele, Jongin? Imagina se fosse Kyungsoo te chamando de aberração e falando que só te aceita, porque vocês não têm laço nenhum! Imagina! - mandou e Kyungsoo mordeu o lábio inferior devido a tensão. Já tinha ouvido tudo isso e sabia que era a primeira vez que Jongin tomava conhecimento do que aconteceu na noite em que Koji foi embora, então só conseguia imaginar o choque que o namorado estava recebendo. - MEU FILHO PODIA TER FICADO SEM ESSA! ELE PODIA ESTAR EM CASA, NA CAMINHA DELE E LENDO AO INVÉS DE ESTAR AQUI NO HOSPITAL!

-Hyung! - Kyungsoo chamou e ouviu a respiração ofegante do outro lado da linha. Esperou um pouco e enquanto esperava, segurou a mão de Jongin. O moreno estava pálido. - Hyung, Jongin não tem culpa de nada disso e muito menos o TaeOh...

-Por favor, por favor, não venha com seus discursos sobre a mente humana e me deixe explodir. - Minseok pediu e Kyungsoo se calou. Sabia que o irmão precisava desabafar e se arrependia amargamente por ter colocado o telefone no viva-voz. - Eu estou enlouquecendo, Kyunggie! Desde que o Koji chegou aqui, ele simplesmente vem vivendo com um zumbi. Jongdae e eu já o arrastamos pra todos os lados, o mimamos o tempo todo, nossos pais o mimaram também, mas ele simplesmente não reage! Koji perdeu o apetite, come uma refeição por dia porque o Dae obriga ele e se deixar, fica trancado no quarto o tempo todo. MEU BEBÊ NÃO É ASSIM! - gritou e Kyungsoo sentiu os olhos marejarem. Sabia, mais do que ninguém, como era ficar daquele jeito. - Ele tá parecendo você quando brigou com o Jongin, só que é muito pior. Você sabia que o Jongin te amava e tudo o que meu filho sabe é que é desprezado pela pessoa que ele mais gosta, consegue perceber? Ele chama por você o tempo todo, chamou pelo Jongin e TaeOh também, por isso ligamos. Ele realmente está sentindo sua falta, Kyung, e dos outros dois também. - começava a se acalmar e a voz ia diminuindo. - Meu filho não quer ver o TaeOh, mas está sofrendo profundamente por ele... Eu não sei mais o que fazer, Kyung, eu não sei! Dae e eu estamos subindo pelas paredes e não sabemos mais o que fazer. Eu estou me sentindo o pior pai do mundo por não conseguir nem mesmo levantar o astral do meu filho... O que eu faço? O que eu faço? Por favor, me dê uma luz. - suplicou desesperado e Kyungsoo se viu cansado.

Estava aguentando tudo da melhor maneira que podia, precisava sempre ser impassível para que conseguisse enxergar todos os lados e mostrar uma solução a todos, ou pelo menos, tentar entender e aconselhar. Por ser psicólogo, a situação exigia demais de si, as pessoas ficavam procurando sempre alguma resposta em suas palavras... Estava tão cansado. Realmente queria ter alguma solução para dar a Minseok, mas infelizmente, somente o tempo poderia ajeitar tudo.

Enquanto se despedia do irmão e prometia que iria para o Japão ainda naquele dia, Jongin notou como o semblante do seu querido Soo estava devastado. Sabia que o menor estava aguentando muita coisa, porém, nunca tinha conseguido enxergar o quanto. Parecia que após o desabafo de Minseok, toda a armadura inquebrável de Kyungsoo tinha se quebrado.

-Soo? - Jongin chamou baixinho e o menor o olhou. Os olhos enormes gritavam o quanto estava cansado, mas mesmo assim, Jongin viu que seria confortado.

-Não pense muito no que meu irmão disse, ok? Ele só está preocupado com o Koji e...

-Você está bem? - Jongin o interrompeu e Kyungsoo paralisou.

Jongin tinha enxergado completamente seu interior. Kyungsoo percebeu que não conseguiria mais disfarçar nada e que se encontrava como um livro aberto para o namorado. Repetiu a pergunta de Jongin mentalmente e se analisou, percebendo que não havia nenhuma possibilidade de estar bem.

-Não, não estou. - colocou para fora e imediatamente foi abraçado.

Não tinha vontade chorar, gritar ou qualquer outra forma de extravasar, pelo contrário, ao admitir em voz alta que não estava bem, foi como se um peso tivesse saído de suas costas. Ficou abraçado com Jongin durante muito tempo e tinha certeza que ambos se atrasariam para o trabalho, mas decidiu deixar um pouco de lado o lado racional e lógico, para se permitir ao sentimental e irracional.

Precisava juntar toda energia possível naquele abraço, porque naquele mesmo dia iria deixar Jongin e viajar até o Japão. Não iria morar lá e muito menos largar o namoro, mas sabia que ficaria tempo o suficiente até perceber que não era de ajuda para o sobrinho, o irmão e o cunhado. Jongin sabia disso também, porém, não iria fazer nada para que Kyungsoo não fosse. O moreno entendia que era hora de Kyungsoo ficar ao lado de sua família, o menor precisava disso e precisavam dele. Koji e Kyungsoo já tinham feito demais por TaeOh e por ele, então era hora de deixá-los fazerem algo para si mesmos.

-Eu te amo. - sussurrou enquanto se amavam na cama. Era a despedida de ambos, afinal, não sabiam quanto tempo ficariam sem se ver, sem se tocarem, sem sentir o cheiro um do outro.

Manteriam contato, mas não o tato. Já sofriam antes mesmo de terem a distância de uma nação entre eles.

 

-x-

 

5 dias depois

 

Jongin continuou vivendo na casa de Kyungsoo, mesmo o menor não estando lá. Cumpriria o trato que tinha fechado com o filho, mesmo que estivesse preocupado com o garoto e morrendo de saudades.

Falava com Kyungsoo todos os dias pelo celular e já tinha feito algumas chamadas de vídeo para ver como Koji estava. O garotinho se recuperava aos poucos, embora ainda não pudesse ter alta. Koji tinha ficado desnutrido e como ainda se recusava a comer, precisava ficar sob supervisão médica.

Jongin caminhava pelos corredores do Colégio - já que era intervalo - e viu TaeOh sentado em um canto. O menino estava encolhido e chorava. Por instinto, Jongin correu até o filho e estava pronto para chamá-lo, quando lado racional voltou. E se TaeOh não quisesse que o visse? E se brigassem de novo?

-Appa? - TaeOh perguntou ao erguer o olhar e ver o pai parado diante de si, totalmente confuso sobre alguma coisa.

-Tae... Desculpa, eu não queria ultrapassar...

-Appa, eu sinto sua falta. - declarou e viu a surpresa nos olhos do pai. - Eu sinto saudade do tio Kyung e do Koji também. Dói muito, appa, dói muito... - desabafou e Jongin não se conteve, agachou e abraçou o filho.

Foi inevitável não chorar junto com o mais novo. Era palpável a dor que o garoto sentia e Jongin se amaldiçoava por ter uma parcela de culpa naquilo. Ouviu o barulho do sinal da escola tocar, indicando que o intervalo tinha acabado, mas se recusou a soltar o filho.

Ficaram um bom tempo abraçados e deixando que toda a mágoa fosse tirada de suas almas junto com as lágrimas que caíam. Quando TaeOh conseguiu se conter um pouco, visto que era o que estava em prantos, Jongin resolveu que levaria o filho para casa. TaeOh não se incomodou com essa decisão, porque realmente queria ficar com o pai.

Enquanto Jongin falava com a diretora, TaeOh foi para o estacionamento aguardar o primeiro. Ter sido abraçado pelo pai foi a melhor coisa que poderia ter lhe acontecido, estava realmente se sentindo muito sozinho desde que tudo tinha acontecido. Já tinha cansado de mandar mensagens para Koji com teor de arrependimento, mas nenhuma delas eram lidas ou retornadas. Sentia muita falta do amigo, chegava a doer.

Jongin surgiu com a mochila do menor e com um sorriso de conforto no rosto. Destravou o carro e entrou, enquanto TaeOh se ajeitava no lado do carona. Não trocaram nenhuma palavra, mesmo que muita coisa precisasse ser dita, e apenas seguiram em silêncio para casa.

Assim que chegaram a segurança do lar, Jongin perguntou se TaeOh estava melhor e o menor apenas respondeu que estava com fome. O dia seguiu com Jongin tentando saber como o filho se sentia e tendo o mesmo desconversando, então apenas desistiu de fazer perguntas por aquele dia e agiria como se nada tivesse acontecido.

A hora de dormir chegou e cada Kim seguiu para seu quarto. Jongin tomou um banho, vestiu o próprio pijama e olhou sua cama pela primeira vez. Os lençóis estavam bagunçados, como se tivessem sido usados mais cedo.

E com um timing perfeito, o celular começou a tocar e Jongin aceitou a chamada de vídeo imediatamente. Estava com tanta saudade de Kyungsoo e ainda queria contar tudo o que acontecera mais cedo.

-KONBANWA, JONGIN-KUN! - a tela de seu celular foi preenchia com a cara de Kyungsoo e Koji, foi inevitável sorrir.

-Good Evening, people! - saudou os dois em inglês e acabou rindo. - Como estão?

-Eu consegui comer meu almoço todinho! - Koji contou animado.

-E não vomitou nadinha! - Kyungsoo acrescentou com evidente animação.

-UOL! MAS ISSO É UMA GRANDE NOTÍCIA! PRECISAMOS COMEMORAR! - falou animado. Estava realmente feliz por saber que Koji tinha conseguido comer alguma coisa.

-Tio Jongin, você parece ter notícias também. Está na sua casa, não é? - Koji observou e Jongin concordou. - Como ele está?

-Sentindo sua falta. - respondeu com sinceridade. - Estava em prantos na escola e eu resolvi trazê-lo pra casa mais cedo.

-Entendo... - o adolescente murmurou e Kyungsoo analisou um pouco o sobrinho, mas depois parou.

-Espero que não tenha derrubado minha casa, Jongin-ah! - Kyungsoo implicou com a intenção de mudar o clima.

-YA! POR QUE NÃO SE PREOCUPOU EM TAEOH DESTRUIR MINHA CASA? - o moreno protestou e viu o tio e sobrinho rirem.

-Porque a casa é sua! - os dois responderam juntos e Jongin encenou estar magoado.

-Acho que ele destruiu nossa casa, tio! Ele está desconversando! - Koji acusou e Kyungsoo concordou.

-Me dê licença, Koji, irei dar um esporro nesse homem que chamo de namorado. - avisou e pegou o celular, fazendo sinal para Jongin esperar na linha e saiu do quarto. Jongin assistia tudo calado. - Pronto, agora dá pra falar. O que aconteceu? - Kyungsoo perguntou enquanto chegava no pátio do hospital e colocava o fone de ouvido, para que o falatório das outras pessoas não o atrapalhassem a ouvir o que o moreno tinha a dizer.

-Foi horrível, Soo! - Jongin desabou. - Eu estava andando pelos corredores da escola e vi TaeOh encolhidinho em um canto, enquanto chorava muito. Eu agi por impulso e fui até ele, depois me arrependi, mas...

-Mas? - Kyungsoo incentivou.

-TaeOh me chamou e disse que sentia minha falta. Ele disse que sente a sua e do Koji também. Meu filhote chorava muito, Soo! - contou se sentindo angustiado só por reviver aquela cena.

-Isso é bom, Jongin-ah. TaeOh está começando a perceber que somos importantes pra ele, mesmo que ele ainda não tenha se dado totalmente conta disso. - tranquilizou o mais novo, visto que, o estado de espírito perturbado de Jongin era bem visível. - Você disse que voltou pra casa, como foi?

-Eu tentei perguntar como ele está, se precisava de alguma coisa, mas ele simplesmente desconversou. Ele agiu como se a gente não tivesse brigado, se afastado ou até mesmo chorado nos braços um do outro. - relatou e Kyungsoo apenas ouvia tudo calado. - Eu fiz alguma coisa de errado?

-Provavelmente TaeOh ainda não se sente pronto pra conversar sobre isso, Jongin-ah. Você não fez nada de errado, TaeOh só precisa do tempo dele. - explicou compreensível.

-Eu acho que ele dormia na minha cama. Ela está completamente bagunçada, sendo que quando fui embora, eu a arrumei antes...

-Então aproveite, jagi. TaeOh está sentindo sua falta e essa é sua chance de mostrar que vai estar sempre ali por ele. Tenho certeza que ele pensa que foi abandonado e isso deve estar sendo muito duro, ainda mais que ele perdeu a mãe muito cedo e pensou isso dela.

-E quanto ao Koji? Ele parecia melhor, fiquei realmente feliz de saber que ele comeu. - foi sincero e Kyungsoo sorriu um pouco.

-Ele progrediu, num progrediu? - perguntou orgulhoso. - Antes ele nem queria tocar no nome do Tae e agora ele já consegue perguntar como o outro está. O almoço dele foi pouca coisa, mas ficamos realmente muito felizes em vê-lo comer. O médico disse que ele vai ter que ingerir alimentos aos poucos, já que ele passou um mês praticamente sem se alimentar direito. Koji está realmente se erguendo, eu estou tão feliz com isso! - confessou.

-Eu também estou, Soo. Eu fiquei muito preocupado com ele. Essa melhora tem seu dedo no meio, não é? - deduziu e Kyungsoo riu.

-Culpado! - admitiu ainda sorrindo. - Eu dei toda atenção que ele queria, o escutei sempre que precisava desabafar e o mais importante, mostrei pra ele que eu estou bem e feliz. Koji estava muito preocupado comigo e com você, então ver que nós dois ainda estamos juntos o acalmou também.

-Ele falou sobre eu ter destruído a casa de vocês dois... Isso significa que ele pretende voltar? - questionou curioso.

-Eu acho que sim, mas não quero pressionar. - respondeu e suspirou. - Sinto sua falta.

-Eu também sinto. Sinto muito sua falta mesmo. - enfatizou e Kyungsoo concordou, pois compartilhava daquele sentimento.

-Eu preciso ir agora, Jongin-ah. Os hyungs pediram pra eu passar a noite com o Koji hoje, porque eles tiveram algumas pendências no trabalho. Eu não posso deixar meu sobrinho sozinho muito tempo, porque ele pode acabar pensando demais e bom... Você sabe. - justificou e Jongin sorriu.

-Claro. Eu vou dormir também, estou me sentindo muito cansado. Acho que é porque chorei bastante com o Tae e depois fiquei muito tempo tenso. - comentou.

-É por isso mesmo. Você está exausto mentalmente. Apenas descanse, ok? E não se estresse com o Tae, ele precisa muito do seu carinho. Mostre que ainda é o pai dele, que vai permanecer presente em sua vida e que nada vai mudar só porque você namora comigo. - aconselhou e o mais novo concordou. - Oyasumi, querido.

-Oyasumi, Soo. - se despediram e Jongin se sentiu vazio por estar sem Kyungsoo ao seu lado novamente.

Não mentiu quando disse que estava cansado, porém, dormir parecia ser a última coisa que conseguiria fazer naquele momento. Ficou fitando o teto e contando coisas aleatórias até se sentir sonolento. No quarto de frente para o seu, TaeOh fazia o mesmo.

O garoto tinha resolvido ir conversar com o pai, mas assim que se aproximou da porta do quarto, ouviu Jongin conversando com alguém e ficou prestando atenção escondido. Ouviu Kyungsoo dizer que sentia falta do moreno e depois falar algo sobre precisar desligar.

TaeOh desistiu de falar com o pai e voltou para o quarto. Ainda era muito estranho imaginar que seu pai estava namorando com o tio Kyung. Ainda não aceitava isso, mas não iria atacar o pai, não agora que ele tinha voltado para casa.

Tinha se sentido tão sozinho ao longo da semana, que comer a comida de seu pai foi como padecer no paraíso.

Claro que TaeOh não tinha passado fome todo esse tempo, afinal, sempre que voltava da escola, tinha comida o suficiente para a noite e o dia seguinte. Não precisou pensar muito sobre quem era que estava fazendo isso, uma vez que reconheceu o gosto da comida.

E teve uma vez que vira seu cozinheiro particular deixar a casa um pouco antes do horário normal que chegava da escola. TaeOh estranhou ver Kyungsoo naquele horário, porém, não conseguiu se mover para ir falar com o mais velho. Mas se estranhou o horário em que o psicólogo tinha chegado, estranhou ainda mais encontrar a geladeira repleta de comida para uma semana inteira.

Sabia que Kyungsoo estava cuidando de si mesmo depois de tudo o que tinha feito, porém, isso não seria o suficiente para abafar o fato de que estava namorando com seu pai, que estava roubando o lugar de sua falecida mãe e que... Tinha, de alguma forma, transformado Jongin em gay.

TaeOh ainda achava que todo o caos em sua vida era culpa de Kyungsoo, principalmente a ida de Koji para o Japão.

E não tinha um único dia que TaeOh não sentisse falta ou pensasse demais no amigo japonês. Queria saber se ele estava bem, se ainda estava com raiva, se estava machucado ou o que fosse. Precisava muito ter notícias de Koji.

Desviou o olhar do teto e passou a fitar o porta-retrato em seu criado mudo. Queria tanto viver momentos felizes com Koji novamente, queria tanto ver o sorriso do mais novo ser direcionado para si.

-Koji, me desculpe. - sussurrou baixinho e pegou o porta-retrato, o abraçando e fechando os olhos.

Pegou no sono minutos depois e sonhou em uma realidade que andava de mãos dadas com Koji, para depois receber um beijo na bochecha e ouvir um "Eu te amo" do menor. Nem se preocupou com a estranheza dos fatos, apenas se agarrou ao sonho e desejou acordar somente para encontrar as coisas como eram antes.

Realmente desejava isso, mesmo que soubesse que não aconteceria. Tudo já tinha mudado, só precisava se encontrar no meio da nova bagunça.


Notas Finais


Queriam saber do Koji e agora descobriram. É... ele ficou dodói de amor.
Eu, particularmente, gosto muito do desabafo do Minseok. Ele é um pai que ama muito o filho e está preocupado com o mesmo, de verdade acho lindo.
Esse Kaisoo me mata também, de verdade.
Viram que o Tae se arrepende, isso é importante pra fic.
Beijocas de tapioca doce até amanhã


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...