História Superespirador - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Tags Naruxsasu
Exibições 9
Palavras 1.458
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Eu chorei. Simplesmente isso.
Não é fácil escrever algo assim com seu casal preferido.

Capítulo 1 - Olá Senpai


-Naruto, abre a porta. Agora.
Reconheci a voz da minha irmã.
-Naruto. -Menma também se fez presente. -Abre, ou teremos que ligar pra mamãe?
O Uzumaki se levantou e abriu a porta, vendo os irmãos.
Naruko o abraçou de imediato, com a voz chorosa.
-Ah, Naru... Itachi me contou, eu sinto muito! -sussurrou.
-Por favor, podem me deixar sozinho? -a afastei, e me enfiei debaixo das cobertas. Naruko se sentou na beira da cama, e Menma cruzou os braços, com os lábios apertados.
-Menma?
-HAHAHA! -ele deu uma gargalhada forçada, me fazendo pular de susto.
-Menma, menos!
-Ai, Naruko, por favor! -ele parou de rir na hora, e a olhou, irritado. -E você, hein? Que patético!
-O quê?
-Ah, fala sério! Você está depressivo por uma criança? Naruto, é só mais uma! Milhares de pessoas morrem de câncer no mundo inteiro, Sasuke é só mais uma! Pra que tanto drama? Hein?
Não respondi. Não consegui.
-Menma...
-Para, Naruko! Quero ouvir ele dizer que é apaixonado por uma criança de sete anos!
Aquela frase me destruiu. Era a verdade que eu não queria aceitar.
Eu estava apaixonado por um garoto dez anos mais novo.
Uma criança que tinha câncer.
Estava indo para a América.
Ia morrer.
Era um fato que eu não conseguia aceitar. Não queria aceitar que em poucos dias, eu teria que acordar sabendo que Sasuke estava morto. Isso me matava.
-Não é, Naruto?! -ele gritou pra mim. -Nesse exato momento, Sasuke pode estar indo para outro continente, e sabe o que ele deve estar pensando?! Isso mesmo! No garoto que o iludiu! O fazendo achar que um dia iriam ficar juntos! No garoto medroso que não foi se despedir! -Menma berrou. Senti lágrimas em uma quantidade abundante descer de meus olhos. -Mas você sempre soube que não era possível! Vamos ver quantos pontos contra há? Primeiro, ele é uma criança, você tem dezessete anos. Segundo, ele é um garoto, você também. E terceiro, mas não menos importante: ele vai morrer! E você e eu sabemos que não vai demorar!
-PARA! -gritei. Naruko levantou a mão pra alisar meu braço, mas não deixei. Me levantei rapidamente, e fugi do quarto.
Sabia o que Menma estava fazendo.
Ele estava me ajudando.
Sai de casa as pressas, e corri o mais rápido que era permitido para meu par de pernas (que naquele momento, parecia ínútil).
Eu não podia deixá-lo ir sem antes olhá-lo nos olhos, e vê-lo sorrindo mais uma vez.
Uma última vez.
Agarrei meu celular no bolso, e disquei o número de Itachi, já o levando à orelha.
-Itachi?! -berrei. -Por favor, diz que ele ainda está em casa!
Depois de perguntar se quem falava era Naruto, ele confirmou a minha dúvida.
-Ah, obrigado! -falei, feliz por ainda ter a chance de vê-lo. -E como ele está?
Antes que ele respondesse, o celular descarregou.
Bufei.
Apressei os passos, e em um milagre, cheguei na casa de Sasuke em quatro minutos imaginários.
Toquei a campainha, e Itachi a abriu.
-Ah, já chegou? Que bom! Por favor, entre! -ele deu passagem. -Ele está lá encima.
Tremi.
-Sozinho?
-Estava com ele até agora. Mas ele disse que queria se despedir de Sakura. Sua amiga imaginária.
-Oh... -murmurei. O olhei. Itachi olhava para qualquer lugar, na tentativa de não chorar. -Eu sinto muito.
-Tudo bem. -sorriu. -Meu irmão ficará feliz em saber que não o abandonou. Ele gosta muito de você.
-E o seu irmão é tudo pra mim, Itachi. Eu o amo tanto, você não tem ideia. A vida dele é a minha.
Ele assentiu.
-Então eu sinto muito. -suspirou.
O meu coração pulou uma batida.
-Pode subir.
Assenti, dando as costas pra ele.
Mikoto-san, a mãe de Sasuke, descia as escadas, triste.
-Ah, olá, Naruto! Quanto tempo! Como vai? -ela me estendeu a mão.
-Vou bem, obrigado, senhora. -segurei. -E a senhora? -ela não respondeu. -Ah, desculpe-me por fazer uma pergunta tão idiota.
-Tudo bem. -ela garantiu. -Ele está mais frágil. Só fala no quanto você faz falta. Pediu inúmeras vezes para visitá-lo antes de irmos para a América.
-Seria um prazer tê-los lá em casa.
Ela assentiu.
-Sem dúvidas, seria muito bom. Principalmente para Sasuke, faz muito tempo que você não vem vê-lo.
-Me desculpe. Mas... eu não estava animado para levantar da cama. O fato de viver sem ele me deixa... Ah, droga, Naruto! -bufei. -Me desculpe, Mikoto-san, eu não quis...
-Sem problemas. Já me conformei que um dia isso irá acontecer. O que me resta é amá-lo como nunca.
-Sábias palavras. Queria ter a mente como a da senhora, mas só de pensar que um dia não o terei mais... eu fico sem chão. Como disse a pouco para Itachi, a vida de Sasuke é a minha.
Mikoto-san pareceu se irritar.
-Pare! A vida de Sasuke é só dele! Ele não é seu mundo, sua vida, nada disso! Pare com isso!
-Mikoto-san?
-Ele vai morrer, Naruto! -ela chorou. -E você não pode parar por isso! Seu mundo não vai acabar! Não estou diminuindo seu carinho pelo meu filho, não entenda mal, mas você terá que superar! Esquecer! Assim como eu e Itachi!
A abracei.
-Me desculpe. Superar pode até ser, mas esquecer... Esquecer o amor de minha vida, me desculpe, Mikoto-san. Isso eu não posso fazer.
Ela parou de respirar.
-Amor da sua vida?
-Heh... -ela se afastou. -Eu sei que a senhora não aceita, nem Itachi aceitaria, mas eu não consigo evitar. Não sei como foi acontecer, eu o amo. Se pudesse, me tornava criança para um dia ser possível.
-Mas mesmo se fosse, o câncer dele os impediria. -ela me cortou. -Suba. Vá vê-lo. E seja cuidadoso com as palavras.
Assenti, e subi as escadas.
A maçaneta nunca fora tão gélida.
Abri a porta, e lá estava ele.
-Eu vou sentir muitas saudades, Sakura-chan. -ele disse.
-Estou atrapalhando?
Ele se virou para mim.
-Naru-senpai! -sorriu, ajeitando a cânula no nariz.
Me aproximei.
-pode dizer para Sakura que é minha vez de falar com o meu príncipe?
-Tá! -ele respondeu, feliz. -Sakura-chan! Eu disse que ele ia vir! Eu sabia! -ele olhou para o lado. -Ah, eu também acho! Pode da licença? Terminamos depois!
O olhava fascinado.
-Obrigado! -ele agradeceu a garota invisível. -Ei, ela já foi!
Sorri.
-Você está bem?
-Sim, eu acho. Minha barriga doía hoje de manhã, mas mamãe me deu uma bala que fez passar! -ajeitou novamente a cânula. -E essa coisa aqui só fica saindo do lugar!
-A cânula? -ri.
-Não, o superespirador! Não lembra? Você que me disse que era isso, no hospital, ano passado!
-Ah, como pude esquecer dessa super arma?
Ele deu de ombros.
-Por que não veio me ver? Você fez tanta falta!
-Eu estive muito ocupado, baixinho... mas estou aqui! Estou desculpado?
-Tá! -ele riu. -E como vai a Naruko-chan?
-Ah, ela está bem, com muita saudades de você! Menma também!
-Eu vou sentir muita falta deles quando viajar lá pra longe! -ele disse. -Mamãe falou que íamos visitar o papai lá na América. Ela disse que eu precisava disso.
-De fato. Você vai amar, é muito bonito.
-Imagino.
Ele estava tão pálido e magro.
-Mamãe falou que era um presente de aniversário, mas meu aniversário já passou à meses! Eu não entendi muito bem... mas Nii-san falou que depois da América, eu ía viajar pro melhor e mais bonito lugar do mundo, pra onde vai só as melhores pessoas, e onde tem mais heróis como eu, que também usam o superespirador! -ele riu. -Perguntei o nome do lugar, mas ele disse que não podia dizer. Aposto que será uma surpresa de natal! Você pode ir comigo, Naru-senpai? É só você colocar um superespirador que vão deixar você entrar nesse lugar! Vou pedir pra mamãe e o Itachi-nii colocarem também quando forem! -o meu peito doeu. Senti lágrimas chegarem aos meus olhos, mas não as deixei cair. -Você topa, senpai?
-Ah... se der, irei com você. Mas não prometo nada, hein?
-Vou pedir pro papai do céu pra dar certo e você vir comigo!
-Sasuke... -alisei sua cabeça. -Amo você, baixinho. Sempre.
-Eu também senpai! Por isso quero que venha comigo! Itachi disse que vou morar lá nesse lugar, mas ele e mamãe tem muito trabalho aqui, e que depois irão me encontrar. Você não trabalha, né? Pode vir morar comigo!
-Eu gostaria muito. Mas e a Naruko? E o Menma?
-A Naruko-chan namora o Nii-san, ele cuida dela e depois leva ela também! E o Menma-kun pode trabalhar com o nii-san!
-Eu...
Ele sorriu.
-Farei o possível.
-Êbaa!
Sorri.
-Amo você, não importa pra onde vá, ou onde vá morar, basta pensar em mim. Eu sempre vou estar com você. -falei.
Ele riu, triste.
-Obrigado, senpai. Mas... Não seria eu que deveria dizer isso?


Notas Finais


Eu
Sho
Rey


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