História Supernatural 2.0 - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Supernatural
Personagens Bobby Singer, Dean Winchester, Gabriel, John Winchester, Mary Winchester, Personagens Originais, Sam Winchester
Exibições 43
Palavras 7.173
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá.
Supernatural não me pertencente, é óbvio, mas sou muito fã da história, minha intenção não é refazer ou mudar a série. Só ver como seria ter uma personagem a mais, uma irmã para os rapazes...
Espero que gostem...

Capítulo 1 - Pilot (part 1)


Fanfic / Fanfiction Supernatural 2.0 - Capítulo 1 - Pilot (part 1)

Prólogo

Lawrence, Kansas 

22 anos atrás


- Vamos dar boa noite ao Sam e a Angel? - disse Mary Winchester colocando seu filho mais velho, de apenas 4 anos no chão, e acendendo a luz do quarto dos gêmeos, que completavam seis meses hoje.

 O pequeno Dean correu e subiu no berço seu irmãozinho beijo sua face carinhosamente: 

 - Boa noite Sammy. - desejou ao garotinho que se mexia em sua cama, atento. Descendo do berço ele passou para o segundo, identico ao primeiro a não ser pela cor dominante, rosa. 

 - Boa noite Angie. - beijou a face da pequena garotinha de cabelos escuros e olhos azuis. - Ela realmente parece um anjo mamãe. - comentou como em todas as noite anteriores olhando para sua mãe e denovo a bebê adormecida.

 Mary sorriu, o garoto repetia a mesma coisa desde que seu pai o levou ao hospital para ver os bebês. 

 Como todos achavam que Mary estava grávida somente de Sam, ninguém sabia qual nome por na pequena bebê, a não ser seu irmão mais velho, que insistiu em dizer a todos no hospital que ela era o anjinho que Deus enviou para ele, fazendo todos os enfermeiros apaixonarem por ele. 

 - Boa noite Amor. - Mary sorriu depois de beija Sam.

 - Então você escolheu o melhor nome para ela Dean. - disse John surgindo na porta do quarto. 

 - Papai! - o garoto correu para os braços do homem. Que o pegou no colo.  

- Oi Garotão. E aí, o que você acha, o Sammy já sabe jogar futebol? - perguntou para o filho que riu. 

 - Não pai. - disse sorrindo. Mary caminha em direção ao dois: 

 - Segurou? 

 - Segurei. - garantiu abraçando o menino enquanto sua mulher deixava o quarto. 

- Durmam bem crianças. - disse ao apagar a luz e sair do quarto. 

 ***

 Mary acorda no meio da noite com os chiados vindo da babá eletrônica.

 - John? - chama pelo marido e acende o abajur, mas está sozinha. Se levanta e sai do quarto. 

Caminha para o quarto da frente, o do gêmeos. Lá encontra um homem parado no escuro aparentando ser seu esposo ao lado do berço do Sam.

 - John, ele está com fome? 

 - Shiu - diz ele em sinal de silêncio. 

 -Tá. - disse voltando pro quarto, mas para ao ver a luz no fim do corredor falhar, Mary caminha até ela. 

 Depois de bater algumas vezes a luz volta ao normal. Ela nota uma luz acesa no andar debaixo. Ela desce as escadas pensando que John deixará a TV ligada, mas para sua surpresa e horror, vê John adormecido com Angie no colo. 

 Percebendo o erro ela sobe as escadas correndo. 

 - SAMMY! 

 John acorda assustado com o grito da mulher. 

 - Mary? - chama, mas não tem resposta - MARY! - grita subindo as escadas com a filha nos braços. 

 Entra no quarto do bebê e encontrou o quarto vazio e silencioso. 

 - Oi Sammy. Tudo bem? - pergunta tentando se acalmar. - Sua irmã não dormiu muito essa noite não acha? - continua mais calmo. 

 Ele olha para a pequena no seu colo, que tem os olhos bem abertos, as mãos pequenas agitadas em direção ao teto. 

 - Precisa parar de trocar o dia pela noite princesa. - disse para Angel. - Que tal ir pra caminha agora Ahn? E fazer companhia ao Sam? - ia coloca la dentro do berço, mas a pequena resmunga prestes a chorar - O que foi? Agora vocês podem bater um papo não é Sammy... - John nota uma mancha vermelha ao lado do pequeno quando aproxima sua mão do ponto sente uma gota quente e viscosa molhar sua mão. 

Olha para cima e vê sua mulher presa no teto de forma macabra com o ventre sangrando, e de repente seu corpo entra em combustão, John dá um passo para trás, assustado, tropeça e cai ao lado do berço do garotinho. 

Paralisado com pavor, mas o choro de bebe o trás de volta a realidade. Ele se levanta com a garota no braços e corre para fora. 

 - Papai? - Dean vem em sua direção assustado.

 - Leve sua irmã lá fora! - diz desesperado a entregando ao garoto. Dean olha para seu pai confuso. -Agora Dean! E não olhe para trás! - ordena, e o menino corre para as escadas. 

 John voltar ao quarto em chamas, ele tira o filho de lá, e pensa em salvar a mulher, mas fogo devorou tudo ao redor.  

Dean corre para a frente da casa parando no gramado. Sua irmã chorando em seus braços assustada. 

 - Vai ficar tudo bem Angie. - disse para a garotinha que parou de chorar ao ouvir sua voz. 

 Dean sorriu para ela e olhou para cima, querendo saber de sua mãe e seu irmão.

 John surgiu correndo com Sam no colo.

 -Vamos. - pegou Dean, que segura sua irmã firmemente, com um braço enquanto segurava Sam com o outro e correu para longe da casa, enquando o quarto do bebê explodia sobre suas cabeças. 

***

 Quando o corpo de bombeiros chegou afirmaram que o incêndio tinha sido por falha elétrica, o corpo de Mary tinha sido desintegrado pelo fogo.

John estava inconsolável com seus filhos, sentado sobre o Impala 67 dele, com Dean ao seu lado, e os gêmeos em seu colo. Eram tudo que lhe restavam. 

***

 1°- Universidade de Stanford 

Dias Atuais

 -Sam? – Jess chama do quarto – Poderia se apressar? Deveríamos estar lá há 15 minutos! – a loira já estava vestida com sua fantasia, enfermeira. Ao seu lado uma morena, a meia irmã do seu primo, estava vestida de chapeuzinho vermelho, terminando de se aprontar. 

 - Tenho mesmo que ir? – ele perguntou colocando metade do corpo porta dentro.

 - Cara, vai ser divertido. E aonde esta sua fantasia? – perguntou o primo de Jess, passando por ele indo azucrinar sua irmã mais velha. 

 - Sai pra lá Danny. - resmunga brava - vai amassar minha fantasia. 

 - E do que está vestido Daniel? - questionou Jess o olhando.

 O rapaz era alto e de olhos azuis e cabelos castanho claro, estava com uma jaqueta , calça jeans, botas, todas em preto. 

 - Se ela é a chapeuzinho vermelho eu sou o caçador priminha, pensei que fosse óbvio.

 Os quatro riem. 

 - Vai ser legal, até o Danny vai... - diz a loira ao passar por ele. - Cadê sua fantasia? 

 - Você sabe como eu me sinto sobre o Halloween! - diz frustado.

 Ele odiava festa, bagunças no geral, mas o Halloween o lembrava de sua antiga vida. Aquela que ele escondia de Jess. Aquela que queria esquecer. 

 - Ah vamos! Vai ser legal! – ela disse parada em sua frente.

 - Duvido – ele disse a abraçando 

***

Eles estavam em um bar com alguns amigos depois da festa. 

 - Então, sucesso ao Sam, e ao exame dele no vestibular! – Jéssica disse “propondo” um brinde. 

 - Certo, certo, não foi tanta coisa assim. – Sam disse sorrindo sem jeito.

 - É, ele se faz de humilde, mas fez 174 pontos! – Daniel disse e todos beberam. 

 - E isso é bom? – perguntou a chapeuzinho vermelho. 

 - Aterrorizantemente bom! – Jéssica respondeu. 

 - Veja, aqui está. Está na primeira lista logo de cara! – Daniel continuou. – Pode ir para qualquer faculdade de direito que quiser! 

 – Pra falar a verdade, eu tenho uma entrevista aqui, na segunda-feira. Se eu for bem, acho que tenho chance de conseguir uma bolsa integral no próximo ano.

 - Hey, você vai se sair muito bem! – Jess disse.

 - Como você se sente sendo o sucesso da família? – a menina perguntou se apoiando no irmão, estava começando a ficar meio bêbada. 

Jéssica e Daniel automaticamente encaram Sam, que desfez o sorriso, olhou pra baixo e depois sorriu forcado. 

- Ah... Eles não sabem. 

 - Não sabem? Eu estaria eufórica! Por que não? – ela perguntou.

 - Porque não somos exatamente como os Brandys. – Sam respondeu olhando para Jess.

 - E eu não sou exatamente como os Huxtables! Mais bebidas? – Daniel disse rindo e saindo de perto da mesa.

 - Não! – Sam disse. 

 - Não. – Jess respondeu.

 - Daniel Edward Keeper volte aqui! - a garota do gorro vermelho o seguiu deixando o casal sozinho

. - Sério, estou orgulhosa, você vai deixá-los de boca aberta na segunda! – Jess disse, voltando à atenção para Sam. 

– Vai conseguir aquela bolsa integral! Sei disso. 

 - O que eu faria sem você? – Sam perguntou. 

 - Seria um fracasso total. – ela respondeu beijando ele. 

 ***

 Voltaram cedo aquela noite, já que Daniel saia cedo da cidade todos os fins de semana com sua irmã, todos para o apartamento que ele e Sam dividiam. 

 Era tarde da noite quando Sam acordou de repente, escutando um barulho estranho, andou tentando não fazer barulho algum pelo apartamento, olhou para a porta aberta e depois viu algo passando por ela. Deu mais alguns passos e parou do lado de uma porta, aonde a suposta “coisa” atravessou. 

Sam “pulou” nele, tentando derrubá-lo. Foi uma tentativa frustrada, porque acabou no chão. 

 - Whoa! Calma, tigre! 

 - Dean? – Sam perguntou e Dean riu. - Você me deu um susto do caralho! – Sam disse, tentando recuperar o fôlego. 

 - Isso é porque você esta fora de forma. – Dean disse, e Sam o empurrou encostando–o no chão.

 Os sons de saltos batendo no chão foi ouvido, Sam levantou os olhos e viu em pé ao lado da janela um vulto esguio e curvilíneo.

 - Pensei que você tivesse dito que seria discreto e silencioso Dean. - Angel caminhou até onde a dupla a olhava ainda em sua briga. - Acho que o andar todo acordou enquanto você e o Sam relembravam os velhos tempos. - disse com ironia. 

 Sam riu, ela não tinha mudado nada. 

 – Sai de cima de mim. – Dean disse se levantando.

 - Dean e Angel, que diabos vocês estão fazendo aqui?

 - Estava procurando por uma cerveja. – ele respondeu, pegando no ombro de Sam. 

 Angel rolou os olhos. 

 - Que diabos vocês estão fazendo aqui? - repetiu.

- Certo, tudo bem, precisamos conversar. 

 - Hum... O telefone? – Sam perguntou.

 - Se tivéssemos ligado, você atenderia? - Ironizou sua irmã cruzando os braços sob o peito. 

 - Sam? – Jess apareceu na sala e ligou a luz, dando de cara com o trio. 

Estava com um camiseta azul claro dos smurfs e um minúsculo shorts. Ao seu lado estava a morena com uma camiseta azul escura grande demais para demais para ser sua, já que ia até metade das coxas. 

 - Quem são esses? - Diz Daniel parando atrás das duas, só com a calça do pijama azul escuro, a camiseta sua irmã roubou dele. 

 - Jess, ei. Dean. Angel. Essa é minha... Namorada... Jéssica e seu primo Daniel e a irmã dele Angie...

 - Namorada? – Dean olhou para Sam e depois voltou a olhar pra Jess e Angie com uma cara pervertida. 

 - Espere. Seus irmãos Dean e Angel? – Daniel perguntou confuso. 

 - Adoro os Smurfs. – Dean disse, apontando para a camiseta de Jess. – Tenho que te falar, você esta totalmente fora do nível do meu irmão! E você é o melhor brinde que já vi... - olhou para a morena. 

 - E eu tenho que dizer pra você parar de babar! - resmunga Angel rolando os olhos. - Desculpa a invasão Jessica, mas é um prazer conhecer você e seus primos. - disse apertando a mão da loira e apontou pra Dean com a cabeça - Ignore meu irmão, ele parece um idiota perto de garotas...

 - O fato da minha irmã e prima estarem de pijamas deve agravar o problema ... - ironizou o rapaz olhando a caçula dos Winchester que sorrindo acenou afirmativamente ao apertar sua mão - Daniel Keeper, muito prazer. 

 - Sei bem como é ter irmãos com esse tipo de problema xará. - disse a morena olhando de Daniel para a Winchester. - Angel Madeline Keeper, mas me chamam de Angie,prazer.

 - Tecnicamente meu nome é Angela, é que todos me chamam de Angel, e é um prazer conhecer alguém que entenda esse drama familiar. - sorriu pra morena. - Dean você está babando? - ironizou o olhando.

 - Apenas, me deixe colocar alguma coisa... Descente. – Jess disse sorrindo para a menina e batendo em seu primo que babava no decote de sua cunhada. 

 - Não. Não. Não, eu não sonharia com isso, é sério.

- Dean! Foco! - sua irmã o acerta um cutucão.

 - Ah Angela o que estão fazendo aqui? – Sam pergunta a sua gêmea vendo que seu irmão não vai falar. 

 - Desculpa mesmo Jess, mas tenho que pegar emprestado meus irmãos, - diz empurrando Dean - e falar reservadamente sobre alguns assuntos de família, mas foi um prazer conhecer você e seus primos. - diz sorrindo para os três que à olham confusos. 

 - Não. Não, o que seja que quer dizer, pode dizer na frente deles. – Sam disse, indo em direção a namorada. 

Daniel e Angie param ao lado do casal, Sam já era da família praticamente. 

 - Tudo bem. Papai não tem estado em casa nos últimos dias. - Dean disse simples e direto quando sentiu sua irmã tensa ao seu lado. 

 - Então? Ele esta fazendo hora extra, tomando cerveja Miller. Ele tropeçara de volta mais cedo ou mais tarde.

 - Acho que você não entendeu Samuel. - olhou para ele chateada - Papai esta em uma viagem de caça, e não aparece em cada nos últimos dias. – Sam a olhou assustado. 

 - Jess, pode nos dar licença? Temos que conversar lá fora. 

 ***

 - Quero dizer, qual é, não pode invadir minha casa no meio da noite e esperando que eu embarque com vocês em uma jornada. - disse descendo as escadas atrás de Dean.

 - Não esta nos ouvindo, Sammy! Papai esta desaparecido, precisamos de sua ajuda para achar ele! - disse a mulher ao seu lado. 

 - Angel, você lembra dos Espíritos em Amherst, ou da Porta do Diabo em Clifton? Ele estava desaparecido daquela vez também. Ele sempre está desaparecido e sempre está bem. - olhou para a menor.

 - Não por tanto tempo. Agora você vem ou não? - Seu irmão disse parando perto deles. 

 - Não vou. 

 - Por que não? - questiona Dean. 

 - Jurei que tinha terminado com as caçadas. Pra sempre. 

 - Vamos, não era fácil, mas também não era tão ruim assim. – Dean disse, começando a andar, e foi seguido por Sam e Angel.

 - A é? - acelerou os passos atrás de Dean - Quando Angel disse ao papai que estava assustada com o escuro dentro do seu armário, ele lhe deu uma 45! 

 A menina se lembrava desse dia. Tinha ficado apavorada e sem saber o que fazer, dormiu com Dean por noites

 - O que ele deveria fazer? – Dean perguntou sem parar de andar.

 - Nós tínhamos nove anos de idade. Ele deveria dizer, “Não tenha medo do escuro”.

 - Não tenha medo do escuro? Está brincando comigo? Claro, você deveria ter medo do escuro. Sabe o que tem lá! – Dean disse o olhando incrédulo. 

 Angel procurava não se meter nessas pequenas discussões, em partes por que também não concordava com o estilo de vida que o pai escolheu, assim como Sam, era perigoso e sem qualquer estabilidade. Mas, sabia que ele tinha feito o que podia para criar os três sozinhos. E não gostava nem um pouco do fato Sam te los abandonado com tanta facilidade e não reconhecer o esforço do pai e do irmão para cria los. As vezes tinha saudade e as vezes raiva do maior. E apesar de tudo, aqueles três eram sua família, e isso ninguém iria mudar ou separar. Eram tudo o que lhe restava. 

 - Sim, eu sei, mais mesmo assim... O jeito que crescemos depois de mamãe ter morrido, e a obsessão de papai por encontrar a coisa que a tinha matado. E a gente ainda não encontrou a droga da coisa. Então o que a gente faz? Matamos tudo o que encontramos. 

- E salvamos muitas pessoas fazendo isso também. - Lembrou Angel atrás dele. 

 - Acha que mamãe teria desejado isso pra gente? - Sam a ignorou, sabia que ela odiava essa vida tanto quanto ele, mas estava brava com ele e nunca ia contra dizer o Dean, ele era seu herói, por assim dizer. 

 Dean não respondeu, atravessou a porta com raiva, seus irmãos o seguiram.

 - O treinamento com armas e derretendo a prata dentro de balas? Cara... Dean fomos criados como guerreiros. Nós três! - continuou. 

 Sua irmã estava preste a mantar calar a boca antes que dissesse alguma estupidez. 

 - Então, Sammy, o que vamos fazer? Viver uma vida normal? Uma vida pateticamente simples? É isso? - Dean parou o encarando. 

 - Não, não normal. Segura. - disse simplesmente parando também. 

 - E é por isso que está fugindo?!

 -Dean, eu só estou indo pra faculdade... Foi papai que disse que seu eu pretendia ir, eu deveria ficar de fora. E isso que eu estou tentando fazer! - Sam disse, como se fosse a coisa mais normal do mundo.

 - Ja Chega! - Angel se intrometeu antes que Dean disse algo que se arrependesse. - Papai está em sérios problemas agora Sam. Se já não estiver morto. Posso sentir isso. Não podemos fazer isso sozinhos! 

 - Sim, vocês podem.

- É. Bem, não quero fazer. - Disse o olhando triste. - Você é meu irmão, vocês dois são, só estou pedindo que esqueçam as brigas por um dia e me ajudem à encontra lo. Ele é seu pai também Sammy, se esqueceu disso? 

Sam respirou fundo e encarou Dean.  

- O que ele estava caçando? 

Depois de olhar de Angel para Sam, Dean caminha em direção a traseira do Impala.

 - Certo. – Dean começou abrindo o porta-malas de seu Impala e depois uma espécie de baú, aonde ele guardava suas armas. – Vamos ver. Aonde que eu coloquei aquela coisa?

 - Nossa, você ainda carrega toda essa porcaria? – Sam perguntou.

 - Sim, valeu. 

 - Disponha. – Sam disse rindo.

 - Quando o pai saiu não deixou vocês irem junto? – Sam perguntou, se encostando no Impala.

 - Eu estava trabalhando nos meus próprios assuntos... Aquela coisa voodoo lá em New Orleans...

 - Papai te deixou ir a uma viagem de caça... sozinho? 

 Dean olhou para Sam frustrado e bufou. Enquanto a morena ria.

 - Eu tenho 26 anos cara! – e depois voltou a olhar para o baú. - Angel apareceu dizendo que papai a tinha mandado pra me ajudar. 

 Sam olhou para sua irmã que deu de ombros.

 -Estávamos em um caso de lobisomem, e quando acabou, ele me disse pra iria até o Dean...

 - Tudo bem, aqui está. - Disse Dean a parecendo com um gravador em mãos 

 - Papai estava examinado essa estradinha de pista dupla nos arredores de Jericho, Califórnia. - Contou a menina. 

 - Há cerca de um mês, este cara, - continuou Dean, passando uma folha de papel para Sam. – Desapareceu, eles encontraram o carro dele, mas não ele. Totalmente desaparecido. 

 - Então, talvez foi seqüestrado. – Sam disse. 

 - É, bem, aqui está um outro em abril, um outro em dezembro, de 2004, 2003, 1998, 1992. 10 deles nos últimos 20 anos. Todos homens, todos nos mesmos 10 km de distância da estrada. - Ironizou

 - Começou a ocorrer cada vez mais, então papai foi ver o que tinha por lá. Isso foi há três semanas. Não tenho ouvido nada dele desde então, o que já é ruim o suficiente. - Diz Angel.

 - Então recebi uma mensagem no meu correio de voz ontem. – Dean disse, pegando o aparelho e apertando um botão, fazendo com que alguns barulhos estranhos começarem, mas depois cessaram, fazendo somente a voz de John aparecer.

 - “Dean, Angel, alguma coisa está começando a acontecer. Acho que é sério. Preciso tentar compreender o que esta acontecendo. Sejam muito cuidadosos, Dean. Todos estamos em perigo”.

 - Sabe que há um Fenômeno Eletrônico de Voz nisso né? –  Sam pergunta. 

 - Nada mal Sammy... É como aprender a andar de bicicleta, não acha? - Dean riu. – Diminui a velocidade da mensagem e a rodei no software de áudio goldwave, tirei o chiado... E isso é o que consegui.

 “E nunca posso ir para casa”. 

 - Não pode voltar. – Sam disse - O que isso significa?

 – Que tem alguém, sei lá, prendendo os homens que passam lá. Eu acho. – Angel terminou se encostando no impala. 

 - Não sei, pode ser. Por que não? – Dean perguntou e Angela deu de ombros.

 – Sabe Sam, nos últimos dois anos, eu nunca te incomodei, nunca te pedi nada... - disse a mulher o olhando séria. 

 Sam suspirou e fechou os olhos. 

 - Tudo bem, eu vou. Eu vou ajudar vocês a encontrar ele. Mas devo voltar bem cedo na segunda de manhã. Apenas esperem aqui.

 - O que você tem na segunda bem cedo? – Angel perguntou curiosa.

 - Eu tenho uma entrevista. - disse olhando sua irmã. 

 - Ô, certo...

 - O que? Uma entrevista de emprego? Ignore isso. – Dean disse.

- E uma entrevista pra uma faculdade de Direito, é todo meu futuro esta em jogo. 

 - Faculdade de Direito? – Dean riu.  

- Dean! – Angela o repreendeu. - Parabéns Sam.

 Ele acenou com a cabeça e olhou para Dean, sério.

 - Então temos um acordo ou não? 

***

- Espera, você vai viajar? Isso é sobre seu pai? Ele está bem? – Jess perguntava para Sam, que fazia sua mala.

 - É, sabe, é só um pouco de drama familiar. 

 - Seus irmãos disseram que ele estava em algum tipo de viagem de caça. - Angie se senta na cama o olhando atentamente. 

 - Sim, ele só estava caçando veados lá da cabana e provavelmente tem Jim, Jack e Jose com ele. Apenas vamos trazê-lo de volta. - diz sem olhar pra garota.

 - E a sua entrevista? - perguntou Jess se sentando também. 

 - Farei a entrevista. Isso é somente por alguns dias.

 - Sam, quero dizer, por favor. Apenas pare por um momento. Tem certeza que está bem? 

 - Estou bem!

 - É só que você mal queria falar sobre a sua família e agora esta saindo no meio da noite para passar o fim de semana com eles. E com a segunda-feira chegando... Isso apenas não é bem o seu estilo. 

 - Hei, tudo ficara bem. Estarei de volta a tempo, prometo. – Sam disse saindo. 

 ***

 - Aprendeu o caminho da porta? - perguntou Daniel vendo a Winchester entrar no apartamento sozinha dessa vez. 

 Sam estava lá em cima com sua irmã e prima.

 - Acho que sim. - diz dando de ombros. 

 - Sam tá lá em cima com a Jess e a Angie arrumando as malas... 

 - É eu sei. Vim só beber água... Eu posso? 

 - Claro. - a acompanha até a cozinha. - Seu pai... Ele está bem? - entrega à agua para ela. 

 Angel o olha surpresa. Sabia que estava tentando se aproximar. 

 - Acho que sim, mas só vou ficar tranquila quando o encontrarmos. - Diz bebendo a água.

 - Certo, se precisarem de ajuda no caso me liguem... - diz anotando o número em um papel qualquer e entregando a garota.

 Ela olhou do papel para ele. Duvidava, que algum universitário boa pinta soubesse segurar uma arma se quer, que dirá caçar monstros, mas admirou a intenção do rapaz e sorriu agradecida.

 - Obrigada Daniel. 

 - Vamos Angel? - Sam aparece nas escadas.

 - Pelo menos me diga para onde esta indo! - Jess pergunta atrás dele. 

***

 Jericho, Califórnia 


 - Hei, querem café da manhã? – Dean perguntou para Angel e Sam. 

 - Desde quando tem cerveja no café da manhã? – Sam perguntou, do banco do carona.

 - No dele sempre teve. - respondeu Angel sentada no banco de trás.

 Sam riu.

 - Não obrigada. Então, como tem pagado por essas coisas? - perguntou ele - Vocês e papai ainda fraudam cartões de credito?

 - É... Bem... Venhamos e convenhamos mano, caçar não é bem uma profissão concreta. – Angel respondeu sorrindo e o fazendo rir. 

 - Cara, você realmente precisa atualizar a sua coleção de fitas cassete. – Sam disse, pegando algumas fitas de dentro da caixa que  olhava. 

 - Por...? - perguntou Dean se abaixando perto da janela.

 - Primeiro: são fitas cassete. Segundo: Black Sabbath, Motorhead, Metallica? 

 - Hey! Não fale mal do Metállica, eles são ótimos – Angel disse se deitando no banco de trás. 

 - São grandes sucessos do rock clássico, – Sam continuo e olhou pra Angela com cara de “dãã”. 

- Sabe, Sammy, regra da casa, ou do carro, tanto faz... O motorista escolhe a musica, e os atiradores calam a boca. – Dean disse, colocando uma das fitas e aumentando o volume.

 - Sabe, Sammy, pra você é um garoto de 12 anos... 

 - Desculpe, eu não posso te ouvir, a musica está muito alta. – Dean gritou.

O moreno rolou os olhos, sua irmã riu baixinho, e Dean começou a dirigir. 

***

 - Obrigado. – Angel disse, desligando o telefone. – Então, não há ninguém parecido com o papai no hospital 

 - Ou no necrotério. - disse Sam disse fechando seu celular. - Então isso é uma coisa, suponho. – ele terminou olhando de Angel para Dean, que dirigia.  

- Olha isso – Dean disse olhando para frente, onde vários policiais estavam parados perto de uma ponte. 

 - Você não vai parar ai, vai? – Angel perguntou para Dean. 

 - É claro que eu vou. – ele disse sarcástico, parando o carro, Angela bufou e se apoiou no banco da frente. 

Dean olhou para os policiais e depois pegou uma caixa que estava no porta luvas e a abriu, aonde pegou três identidades falsas. Deu uma para Sam, e uma para Angela.

 - Vai pro inferno, Dean. – Angela disse, analisando a identidade.

 - Correção... Nós vamos.

 - Stevie Page?! É serio isso?! Dá próxima vez, eu escolho os nomes...– Angel disse, saindo do carro. 

 Dean olhou para Sam rindo do drama da menor. 

 - Vamos lá. – ele disse saindo do carro, sendo seguido por Sam.

 *** 

 Eles andaram até um guarda que estava na ponte. 

 - ACHARAM ALGUMA COISA? – ele gritou para alguns mergulhadores que estavam em baixo da ponte.

 - NÃO, NADA – ele respondeu. 

 - Teve um como esse no mês passado, não? – Angel disse, andando em direção ao guarda. 

 - E quem são vocês? – ele perguntou. 

 - Policiais Federais. – Dean respondeu mostrando a identificação falsa atrás da sua irmã. 

 - Vocês três são muitos jovens para serem policiais federais, não? 

 Dean riu.

 - Obrigado, é uma gentileza da sua parte. – Dean disse ao guarda e foi em direção a um carro que estava no meio da ponte. – Teve um parecido com esse mês passado, correto? 

 - Sim, cerca de 20 km subindo a estrada. Houve outros desses antes. – o guarda respondeu, indo em direção a Dean e Angel. 

 - Então, essa vitima... Você o conhecia? - Sam perguntou.

 - Em uma cidade como esta... Todos se conhecem. – ele respondeu. 

Angel e Sam se entreolharam. 

 - Alguma ligação entre as vítimas, exceto que todos são homens? – Angel perguntou, examinando o carro.

 - Não. Não até aonde podemos dizer.

 - Então qual é a teoria? – Sam perguntou, indo em direção a Angel, sendo seguido por seu irmão. 

 - Sinceramente, não sabemos. Serial Killers, talvez. Uma rede de seqüestros. 

 - Bem, isso é exatamente o tipo de trabalho ruim para um policial que tenho esperado de vocês, rapazes. – Dean disse rindo, e logo em seguida levou uma “pisada no pé” de seus irmãos.

 - Obrigada pelo seu tempo. – Angel disse, indo em direção ao Impala,o moreno a seguiu inconformado. 

 Dean lhe pedala quando o alcançou. 

 - O que foi isso?! - Sam ralha. 

 - Por que vocês pisaram no meu pé?! - olha pros gêmeos raivoso.

 - Por que você precisava falar com a polícia daquele jeito?! – Angel disse a Dean, com raiva. 

 - Qual é! – Dean disse, parando em frente dos dois – Eles nem sequer sabem o que realmente esta acontecendo aqui! Estamos completamente sozinhos nessa. Se vamos procurar papai, precisamos achar uma explicação pra toda essa baboseira nós mesmos! 

 Samuel fez um barulho estranho com a boca fazendo Dean se virar. 

 - Posso ajudá-los crianças? – O “Xerife” disse, ao lado de dois agentes do FBI.

 - Não senhor. Já estávamos saindo. Agente Scully, Agente Page e Agente Mulder. – Dean disse andando, sendo seguido pelos outros dois. 

 ***

 - Aposto com vocês que é aquela. – Dean disse, andando na avenida da cidade, e apontando para uma menina, com um estilo meio gótico com algumas folhas na mão.

 - É. – os outros dois concordaram.

 - Você deve ser a Amy. – Angela disse, chegando perto da garota, sorrindo com compreensão pela dor da outra. 

 - É. – ela respondeu estranhando o trio.

 - Troy falou de você pra gente. – Dean disse. – Somos os tios dele Dean e Sam, e essa é minha namorada Angela. – ele terminou abraçando Angel. 

 - Namorada? – Angela sussurrou com raiva.

 - Ele nunca mencionou vocês pra mim. – ela disse simplesmente, terminando de pregar uma das folhas na parede e começando a andar. Dean, Sam e Angela a seguiram. 

 - É, esse é Troy, suponho. – Dean disse, rindo. – Não estamos muito por aqui, somos peritos em Modesto.

 - Então, estamos procurando por ele também, e estamos meio que perguntando pela redondeza. – Sam disse, parando na frente dela, enquanto ela pregava mais um folheto em uma parede.

 - Hei, você esta bem? – uma garota perguntou chegando perto de Amy.

 - Sim. - Se importaria se fizemos algumas perguntas? –Angela disse gentil.

 ***

 - Eu estava com Troy no telefone, ele estava indo para casa. Disse que me ligaria depois, mas nunca ligou. – Amy dizia, enquanto mexia em seu café.

 - Ele não disse nada estranho, ou fora do comum? – Dean perguntou sentado na frente de Amy e de sua amiga, ao lado de seus irmãos.

 - Não, nada que eu possa me lembrar.

 - Gostei do seu colar. – Angel disse a Amy que segurava o colar inconscientemente. Estava no meio dos dois. Amy olhou para o colar. - Troy me deu. Mais para assustar meus pais, sabe, coisa de demônio. – ela disse rindo.

 Os gêmeos se olharam rindo e Dean rolou os olhos.

 - Na verdade, significa justamente o contrario. Um pentagrama e uma proteção contra o mal. - Angela olhou para fora sorrindo da inocência da garota sobre o mundo sobrenatural.

 - É realmente poderoso, quero dizer, se acredita nessas coisas. – Sam disse, com um meio sorriso. 

 Dean olhou de um para outro e rolou os olhos.

 - Certo. – Dean começou batendo nas costas dos gêmeos – Obrigado “Dupla Mistérios não respondidos”. 

 Foi a vez deles rolarem os olhos. 

 - Aqui está o problema, garotas. - Angel disse ignorando o mais velho - A forma como Troy desapareceu. Sabe, alguma coisa não esta certa; então, se ouvirem alguma coisa... –  parou quando viu Amy olhar para a amiga de forma suspeita. 

 - O que? – Dean perguntou também notando o movimento.

 - Nada, é só que, com todos esses caras sumindo, as pessoas falam coisas. – a amiga de Amy disse. 

 - Sobre o que eles falam? – o trio falou junto, olhando fixamente para a moça.

 - É tipo uma lenda local... Uma garota foi achada morta no Centennial há alguns séculos. Bem, supostamente, ela ainda esta lá. Ela pede carona, e quem der carona pra ela... Acaba desaparecendo para sempre. – ela terminou de dizer. 

 Os irmãos se entre olharam. 

 - Bem, obrigada pelo seu tempo. – Angel disse, sorrindo para as garotas. 

***

- Deixe-me tentar. – Sam tentou pegar o mouse de Dean, que tentava achar alguma coisa sobre a mulher. 

Eles estavam em uma biblioteca local. Ele estava sentado ao lado de Sam, e Angel está de pé atrás deles.

 - Sái. – Dean disse, batendo na mão do moreno.

 Sam e Angel se entreolharam, com um aceno de cabeça, a menina empurrou a cadeira Dean e o maior “tomou o lugar dele”.

 - Cara! - olhou a sua irmã inconformado. 

 - Você é muito controlador. – Angel disse sorrindo. 

 - Então, espíritos vingativos surgem de assassinatos brutais, certo? – Sam perguntou.

 - Sim. – Responderam juntos.

 - Sam, talvez não seja assassinato. - a morena disse parando atrás de seu gêmeo.

 Sam acenou em concordância, e digitou rapidamente.

 - Bem, esse foi em 1981. Constance Welch, 24 anos, pulou da ponte Sylvania e se afogou no rio. 

 - Diz por que ela fez isso? – Dean perguntou olhando a dupla. 

 - Sim. – Sam respondeu e depois fez um som estranho com a boca. 

 - O que? – Dean perguntou.

 - Uma hora antes de encontrá-la, ela ligou para o 911. Seus dois filhos pequenos estavam na banheira. Ela os deixou sozinhos por alguns minutos e eles se afogaram. Os dois morreram. “Nossos filhos morreram e Constance não conseguiu aquentar”, disse o marido, Joseph Welch. - Leu Angel em voz alta. 

 - Aquela ponte parece familiar pra você? – Sam perguntou olhando para Dean.

 ***

- Então, esse é o lugar em que Constance fez o mergulho do cisne. – Dean disse andando pela ponte.

 - Então, acredita que papai possa ter passado por aqui? – Sam perguntou.  

- Bem, ele estava perseguindo a mesma história, e nós estamos perseguindo ele. Então, talvez, por que não? – Angela disse, olhando para o horizonte, imaginando aonde John teria ido.

 - Certo, o que fazemos agora? – Sam perguntou parando ao seu lado.

 - Agora continuamos investigando, até encontrarmos ele. Deve demorar um pouco. - Dean disse andando até o meio da ponte. Seus irmãos o olham.

 - Dean, eu te disse que devo voltar na segunda... - relembra Sam. 

 - Segunda–feira. Certo, a entrevista. -Dean se vira pra ele.

 - É.

 - Pois é, tinha esquecido. – Dean disse. - Está falando sério sobre isso, né? Acredita que vai apenas se transformar em um advogado, e casar com a garota com os priminhos como padrinhos?

 - Dean... - Angela repreendeu. 

 Ela também achava que não daria certo, mas torcia para que desse. Apesar de estar brava com seu gêmeo, queria vê lo bem e seguro. Mesmo que isso significasse longe da família. 

 - Talvez, por que não? – Sam respondeu.

 - Jéssica sabe a verdade sobre você? Ela sabe de tudo o que você fez e faz?

 - Dean, para tá legal. – Angel disse olhando para o mais velho, odiava vê los brigar.

 - Não, e ela nunca vai saber. – Sam respondeu, indo em direção a Dean. 

 - Desculpe me Sam, mas isso não é nada saudável. – Angela disse com um certo receio. - Quero dizer, está construindo um relacionamento em cima de mentiras... 

 - Até você Angela?! – Sam respondeu indignado. 

 Angel abaixou a cabeça. E o ignorou. Ele estava cego por orgulho. E ia se ferir, e a aquela garota também. 

 O loiro caminhou a até ela.

 - Você vai ter que aceitar quem você realmente é. – Dean disse, dando as costas para Sam e indo em direção ao carro junto com Angel sob seu braço.  

- E quem é esse? – ele perguntou, indo atrás deles.

 - Um de nós. – Dean respondeu apertando o ombro da menina pra se acalmar. 

 - Não! Eu não sou como vocês e essa não vai ser minha vida! 

 - Bem... Você tem responsabilidades.

 - Para o papai... E sua cruzada? Se não fosse pelas fotos, eu nem saberia como a mamãe era. 

 Dean parou de andar. Tenso, e Angie pode notar sua crescente raiva. 

 -Sam, faça o favor de calar boca, sim? - pediu segurando a mão de Dean em sinal de conforto. 

 - Que diferença isso faz Angie? Mesmo que a gente ache o que matou ela... Ela se foi! Dean e a Papai tem que aceitar que ela não vai voltar. – Sam disse parando atrás deles e Dean o empurrou para um dos ferros que segurava a ponte.

 - DEAN! - gritou assustada com a explosão do mais velho.

 - Não fale assim dela. - Disse com raiva.

 - Hum... Rapazes? – Angela disse olhando para o fim da ponte. 

- Que foi? – ele disse, sem tirar os olhos de Sam.

 - Acho que o cisne voltou. – ela disse olhando para beira da ponte. 

 Sam e Dean olharam para ela que apontava para uma mulher toda de branco, que depois de olhar o trio pulou da ponte.

 Eles correram em direção ao local e olharam para baixo. 

- Dean. – Angela disse “cutucando ele” e olhando em direção ao Impala, que estava com o motor ligado e as luzes acesas. 

 - Que vadia... – Dean disse. 

 - Quem está dirigindo o carro? – Sam perguntou e Dean mostrou as chaves do carro que estavam no bolso, que em seguida disparou em direção a eles.

 - Merda! 

 - Vamos, vamos, corram! – Sam disse, e eles correram do carro. Quando o impala se aproximou dos três eles pularam da ponte. 

 - DEAN ?! – Sam gritou. Ele tinha conseguido se segurar nas barras e segurar sua irmã com ele.

 - O QUE?! – Dean gritou, se levantando e indo em direção ao barranco. 

 Sam e Angel voltaram pra ponte.

 - VOCÊ ESTÁ BEM? - Angela pergunta o olhando preocupada.

 - EU PAREÇO BEM ANGIE? – Dean disse, apontando para ele mesmo.

***

- O carro está bem? – Sam perguntou. Enquanto Dean mexia no motor. - Sim... O que quer que seja... que ela tenha feito com ele, parece que esta tudo direito agora. – Dean disse, fechando o porta malas. – Aquela vadia da Constance... QUE CADELA! 

- Sabe que ela não pode ti ouvir né? Ou bateu muito forte a cabeça?  -  diz Angela o olhando seria.

- Deveria te tacar lá sua engraçadinha!

- Bem... Parece que ela não quer a gente investigando coisa nenhuma aqui. – Angela disse se encostando no Impala.

 - Então, pra onde a pista segue daqui, gênio? – Sam perguntou a Dean que fez um “sei lá” com as mãos. 

 - Você está fedendo como um banheiro de bar Dean... – Angela disse tapando o nariz.

 - Vou levar isso como um elogio. – Dean disse e “jogou” um pouco de barro em nela que desviou rindo. 

 ***

 - Um quarto, por favor. – Dean disse jogando o cartão de crédito em cima do balcão. 

 - Vocês têm alguma reunião... Ou algo assim? – o velho perguntou. 

 - O que você quer dizer? – Angel perguntou surpresa.

 - O outro cara... Bert Afraiman. Ele chegou e pegou um quarto para o mês inteiro. – ele terminou de dizer e o trio se entre olhou. 

 - Obrigada. – Angela disse com um sorriso forçado, pegando o cartão da mão dele. 

***

 - Isso vai demorar? – Dean perguntou a Sammy, que estava tentando abrir a porta do quarto com um grampo. 

 - Vai se você não me deixar quieto! 

 - Com licença? – Angela disse, tirando o grampo da mão de Sam, que saiu para o lado, e ela se abaixou em frente a porta. - Pronto. – ela disse sorrindo e entregando o grampo a Sam. 

Dean riu e abriu a porta. 

 - Wow. – Dean disse ao entrar no quarto. 

 As paredes estavam cobertas por pedaços de jornal. 

 - Não acho que ele esteve por aqui. Pelo menos, não nesses últimos dias. – Dean disse acendendo o abajur e pegando um hambúrguer que estava ao lado. 

 - Dean... Não. – Angela disse com cara de nojo. Ele rolou os olhos e largou o pacote.

 Angela se abaixou, espalhando um pouco de sal que estava no chão.

 - Sal, olhos de gato, amuletos... Ele estava preocupado tentando impedir que algo entrasse.

 - Bem... O que temos aqui? – Sam disse indo em direção a Dean, que olhava a parede. Angela se levantou e seguiu Sam. 

 - As vítimas da rodovia Centennial. - Sussurra parando entre os dois. 

 - Olha, eu não entendo. – Dean começou, vendo Sam ir em direção a outra parede. – Homens diferentes, grupos étnicos diferentes, idades diferentes... Há sempre uma conexão... Certo? O que eles têm em comum? 

Angela foi para o lado oposto.

 - Acho que o papai descobriu. – Angel disse, analisando alguns desenhos que estavam grudados na parede. 

 - O que você quer dizer? – Dean perguntou caminhando até ela. 

 - Ele descobriu os mesmos artigos que a gente. Constance Welch é à “Mulher de Branco”. –Angela disse apontando. 

 - Cachorro... Certo, então estamos lidando com uma Mulher de Branco? Papai teria encontrado o cadáver e destruído. – Dean disse. 

 - Ela deve ter outra fraqueza.– Sam disse.

 - Não... Papai queria ter certeza... Ele teria desenterrado ela. Diz onde ela está enterrada? – Dean disse, chegando perto de Sam.

 - Não... Não que eu possa dizer. – Sam respondeu. – Mas se fosse papai... iria perguntar ao marido dela, se ele ainda estiver vivo... – ele terminou saindo de perto.

 - Certo... Por que vocês não vão ver se conseguem o endereço? Vou tomar um banho. – Dean disse.

 - É você tá precisando mano. – Angel disse tampando o nariz e rindo. 

 - Também te amo Maninha. - disse mostrando língua.

 - Hey... Dean, o que eu disse sobre mamãe e papai àquela hora, olha... Desculpa – Sam disse. 

 Dean fez um “pare” com a mão. 

 - Nada de sentimentalismo, ta legal?

 - Certo... Idiota. – Sam disse. 

 - Vadia. – Dean respondeu e entrou no banheiro.

 Sam e Angel riram. 

***

- Hey, eu to com fome... Vou a alguma lanchonete ou algum lugar assim. – Dean disse para Sam, que escutava as mensagens de seu celular.

 - Eu vou junto. – Angela se pronunciou, saindo do banheiro; 

Dean bufou. Ela ia atrapalhar os esquemas dele com uma garçonete, isso  sim.

 - O que? Alguém tem que garantir que você coma mais e beba menos... - deu de ombros rindo. - Quer alguma coisa? – perguntou a Sam. 

 - Não. Obrigada 

 - Afraiman está pagando. – Dean disse, balançando o cartão de credito.

 - Não, valeu. – ele respondeu. 

Dean e Angela saíram, caminhavam em direção ao impala quando a garota cutucou o mais velho e apontou com a cabeça para um ponto aonde havia vários policiais. Ele olhou e logo em seguida o velho da recepção falou alguma coisa para os policiais e apontou para eles. 

Ambos viraram para o Impala, ele a abraçou tampando o celular que ela puxou do bolso e discou o número de Sam. 

 - O que? – Sam atendeu.

 - A policia esta aqui. Cai fora. – ela disse andando ao lado de Dean. 

 Sam levantou da cama e caminhou até a janela.

 - Mas, e vocês?

 - Parece que viram a gente. Vá procurar papai. – Angela terminou e desligou o celular, o guardando no bolso, e se virando junto com Dean. 

 - Problemas, policiais? – ele perguntou. 

 - Onde esta o parceiro de vocês? – um dos policiais perguntou.

- Nosso... Parceiro? – Angela olhou para Dean 

– Não temos nenhum parceiro. 

 Ele fez sinal para o outro policial ir para o quarto. 

 - Então, cartões de crédito falso, identidade falsa. Vocês têm alguma coisa que seja real? – o policial perguntou.

 - Meus peitos. – Dean disse sorrindo. 

 Angela rolou os olhos. 

 - Vocês têm o direito de permanecerem calados, tudo o que disserem pode ser e será usado contra vocês no tribunal. – o policial falava enquanto “prensava” Angela e Dean no capo do carro, colocando as algemas. 


Notas Finais


Ficou meio grande...
Tchau pessoas


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