História Superstar - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias My Chemical Romance
Personagens Frank Iero, Gerard Way, Personagens Originais, Ray Toro
Tags Frerard, My Chemical Romance, Romance
Exibições 23
Palavras 3.182
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Fluffy, Lemon, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


AMADAS E AMADOS!!!!!
Tia Mary resolveu desengavetar esta história e trazê-la à luz para vocês.
Faz uns dois anos e meio que escrevi (de outra maneira e com outro casal) MAS meu coração Frerardiano gritou e a submeti à uma versão para nosso casal mais amado! <3
Ela é uma história mais objetiva, secona, talvez rs. Digo, é para mexer e te fazer refletir sobre escolhas e o impacto delas.
Bom, chega de falar, vamos ao que interessa. BOA LEITURA!!!
MIL BEIJOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Capítulo 1 - Capítulo 01 - Um Fim Ou Um Novo Começo?


Fanfic / Fanfiction Superstar - Capítulo 1 - Capítulo 01 - Um Fim Ou Um Novo Começo?

 

Capítulo 01 -Um Fim ou Um Novo Começo?

 

"Não posso descrever o que sentia. Eu ainda estava sofrendo." - O Vampiro Lestat (Anne Rice)

 

" Eu não aguento mais!"

A frase aparecia como se fosse um grito ensurdecedor na janela do chat. A pessoa que acabara de digitar o desabafo, suspirava e sem mais nenhuma reserva deixava as lágrimas escorrerem por seus olhos.

"Então, tome uma atitude!", o receptor incentivou.

"Preciso ou ficarei maluco." As mãos eram levadas ao rosto e tentavam secar os olhos e bochechas.

"Faça isso, já passou tempo demais. Eu só quero bem e felicidade de vocês, não pode ficar assim. Quero que sejam muito felizes e isto precisa se resolver de uma vez por todas. Estou contigo, meu amigo!"

"Sim, eu sei."

"Bom, preciso ir agora e você tome coragem e faça o que deve fazer. Independente de qualquer coisa, esta prisão precisa ser destruída."

"Sim, vai lá. Muito obrigado, Ray! Boa noite. Amanhã nos falamos."

"Confio em você, Frank! Boa noite!"

Uma figura de “okay” selou a última mensagem e rapidamente a janela do chat privado foi fechada. O homem baixo, de olhos verdes e rosto infantil trajava uma calça jeans surrada e uma camiseta preta; ainda olhava para a tela do computador e visualizou o nome que tanto amava e ousou mandar uma mensagem privada. As lágrimas continuavam a escorrer porém com menor intensidade, no entanto a dor só aumentava.

- Não! Chega. - disse com determinação. – Nós nos veremos amanhã.

Fechou os programas abertos, "saiu" de seus perfis sociais e fechou o notebook. Suspirou mais uma vez e pensou em colocar uma música para ouvir.

- Não. Cindy já está dormindo e as crianças também.

Levantou da cadeira e deitou-se no sofá grande de couro esgarçado e fitou o teto escuro, marrom, as lágrimas secavam e fechou os olhos. Só a imagem dele lhe vinha à mente. A imagem que tanto amava.

- Por que tem de ser assim? - ele perguntou ao vazio - Deus, nós precisamos conversar muito seriamente, pois isto é tudo culpa Sua!

Mais alguns minutos e tomou a atitude que julgava ser o início para tentar colocar seu mundo na órbita natural, na qual realmente pertencia . Não dava mais para adiar. A decisão estava tomada, não é mesmo? Só lhe faltava exteriorizar e muitos dias já se passaram, foi tempo suficiente para avaliar tudo, principalmente seus sentimentos, planos e futuro. Frank levantou-se e dirigiu-se novamente até a cadeira e remexendo a mesa, abriu uma gaveta a qual guardava folhas, envelopes e alçou mão da caneta especial para o que seria escrito.

"Vamos lá, coragem! Afinal, diante de tudo o que já aconteceu, do que eu já disse e do que já ouvi, este será meu desabafo definitivo, contundente, talvez, o mais verdadeiro de todos e no fim, culmina com uma decisão. Uma decisão sem volta e que mudará nossas vidas completamente."

Ajeitou-se na cadeira, tomou um caderno de capa preta como apoio e a primeira folha foi posta pra ser inundada de palavras.

XXX

Uma hora aproximadamente se passou, mas parecia bem mais e contudo, as palavras saíram tão facilmente que o autor nem acreditava. Agora era a hora de sua leitura, afinal, se tudo desse certo, amanhã ele entregaria as páginas nas mãos do destinatário.

- Vamos lá. Leitura, afinal só tenho hoje para deixar isto pronto, haja o que houver, leve o tempo que levar. - ajeitou os óculos e iniciou uma leitura silenciosa.

 

"Olá, tudo bem? Espero que tenha aproveitado bem sua viagem. Ô terra fria! Mas tenho certeza que foi um acontecimento para um homem que vive passando calor. Tomara que tenha se divertido e descansado.

Bom, graças a Deus, o mês de Abril está terminando (amanhã é o último dia). Eu acho que nunca quis tanto que um mês terminasse, este sentimento meio místico, talvez, acabou me cercando de tal maneira que eu anseio desesperadamente para que o calendário vire para Maio na esperança de que um período horrível fique para trás e agora inicie um outro cheio de possibilidades, uma nova jornada.

Era para esta carta ter ficado pronta antes, mas os dias não deixaram. Eu realmente te devo algumas explicações sobre eu mesmo e minhas atitudes e por valorizar tanto nosso relacionamento é que faço isto. Em respeito à você e eu também.

É bom que comecemos do início e acho que a via crúcis deste mês iniciou até mesmo antes de março terminar. Naquela quinta feira a qual você não conseguiu passagens para vir ao nosso encontro e eu fiquei morrendo de raiva. Já conversamos sobre este período, e creio que a única coisa que não te disse é que, embora estivesse extremamente bravo, em nenhum daqueles dias eu deixei de pensar em você, ou deixei de pensar que poderíamos estar conversando normalmente sobre algo do dia de nossas famílias, nossos filhos, sobre nosso trabalho (de mais ou de menos), dando risadas ou adiantando algum de nossos projetos, fazendo algum novo plano mirabolante... Estes são nossos sentimentos comuns pois já temos nossa rotina, apesar de nem ter percebido que nós desenvolvemos uma rotina. Na maioria das vezes falar onde vamos, o que vamos fazer, com quem vamos, o que aconteceu ou deixou de acontecer, o que queremos fazer... Tudo tornou-se muito natural.

Meu amor, Gerard. Quinze anos se passaram desde que te conheci e ainda lembro perfeitamente da primeira vez que nos falamos. Eu jamais poderia imaginar que resultaria na amizade, cumplicidade e parceria que temos. No amor que nos selou. Um amor tão profundo que beira a impossibilidade de ser real. Começou como se fosse nada e se tornou tudo. Um dia sem contato parece que há algo errado, uma semana então deixa tudo fora do lugar. É uma simbiose tão perfeita que dá medo. Uma fórmula que só proporciona resultados exatos. Há química, há história, há geografia e, principalmente, letras. Palavras escritas e palavras em alto e bom som. Apesar disso, não temos conseguido colocar "nosso mundo" em órbita no seu eixo principal e deixá-lo pronto para seus movimentos de rotação e translação de sua própria galáxia.

Se eu fosse Shakespeare diria: "Há algo podre no Reino da Dinamarca".

Mas aqui é nosso Reino, então é necessário dizer que: "Há algo podre no nosso Reino".

Eu sou o podre. Eu sei que estraguei tudo, exatamente tudo, quando botei os olhos sobre você e te amei irreversivelmente. Isto tudo soa como uma citação idiota e piegas, mas sei lá, depois de uns bons anos vivendo aqui nesta Terra, vejo que se o amor não for piegas, não é amor, e com isto abraço a breguice novamente.

Neste quesito, tentei por um número incontável de vezes me desvencilhar deste sentimento que me consumia até a última partícula o qual é feito meu corpo, alma e espírito. Tentei olhar e conhecer outras pessoas, e conheci Cindy e você conheceu Sybbyl. Mas... Não deu certo. Eu continuava a te amar e ansiar por você comigo em NOSSA casa. Vieram meus filhos, Monica, Amanda e Richard. Veio sua filha, Muriel. Lutando, tentei te olhar só como amigo. Não deu certo. Em nome da nossa família, tentei afastar este sentimento para conservar somente o laço fraternal. Não deu certo. Não deu certo! Tentei me afastar de você diversas vezes, aos poucos. Não deu certo MESMO!

No fim, acabei entendendo que eu não deixaria de te amar, assim como você nunca deixou de me amar desde o primeiro instante que nossos olhos se cruzaram, ouvimos nossas vozes e a cadeia de acontecimentos se tornou intensa, com o contato mais assíduo, os abraços mais fortes, o carinho no olhar e nos gestos, o primeiro beijo, a primeira noite de amor. Eu e você sabíamos que não seríamos o casal que imaginávamos. E como lidar com isto? Como esconder? Como encarar um casamento, a criação de filhos? Como continuar nos amando à distância, nos escombros, nas sombras? Sob a cruel égide do terror e da morte que paira sobre nós?

Eu não possuo mais estruturas físicas e psicológicas para isto e eu pergunto: Será que você não possui também? Porque eu olho em volta e só vejo caos, desolação e medo. Eu tentei com todas as minhas forças e sob a sua luz que veio me iluminar, prosseguir com esperança, mas não vamos chegar a lugar algum, temos de encarar isto. Nossa realidade não nos permite, nosso país não permite.

Será que você consegue achar normal que sua esposa engorde sem medidas e até se drogue para isto? Ou que seus filhos sejam forçados a comer para que fiquem obesos, e caso vomitem, terão de comer duas vezes mais? Eu me revolto com esta “questão cultural”! Que façamos parte de minorias como, um dos poucos que possui acesso à agua, mas não tem acesso sanitário? Ser alguém alfabetizado quando a maioria não sabe o que é uma letra sequer ou um número? Que embora trabalhemos com música e escrita, isto é raridade por aqui e em breve, podemos sofrer por não ter mais nada com o que sequer nos alimentar?Ver o cálido deserto e traçar uma analogia com nossa própria vida que parece vasta e sem fim mas que é imprevisível, perigosa? Ou, ao menor descuido, ser morto porque nos amamos, porque na realidade somos homossexuais e nosso país trata isto como um crime passível de pena capital?

Revolta. Confusão. Inconformismo. Desigualdade. Injustiça. Insegurança. Medo.

Medo.

Eu possuo a absoluta certeza que você sente o mesmo que eu e da mesma forma, quer se libertar, quer poder dormir não só uma noite tranquila – tal como são as nossas em nosso esconderijo secreto – mas TODAS as noites de nossas vidas. Ter paz. Paz. Será que um dia saberemos de verdade o que é isto? E a liberdade? Será que a sentiremos? Saborear feito o prato mais gostoso do mundo?

Você é meu e eu sou seu. Somos ideiais um para o outro. Não porque sou perfeito, ou possua o sorriso que você tanto gosta, os cabelos negros que adora alisar ou os olhos verdes vindo de alguma herança genética. Eu não sou perfeito, mas eu te amo e sonho em viver isso, dizer, gritar. Estou quinze anos com este desejo, esta vontade, esta gana fincada no meu peito, espetando como espinho e apertando minha garganta, me sufocando. Eu quero salvar pessoas como nós. Seja com uma palavra, um abraço, uma bronca, uma caminhada, um presente, uma amizade, uma visita, uma alimentação, um remédio, um beijo fraterno... Com amor. Eu quero viver de verdade!

Somos um. Nos completamos, nos conhecemos, nos entendemos, nos lapidamos. Dispostos a conquistar todas as coisas que tanto eu quanto você sonhamos (e alguns sonhos- se não a maioria- são os mesmos). Sou aquele que vai olhar dentro dos teus olhos e pedir pra que segure a minha mão e nunca mais tenha medo, que ajuda a exorcizar seus demônios (que não são poucos!), que vai degustar das suas culinárias, irá ler todas as suas obras primas e escrevermos canções juntos, vai cuidar de você e satisfazer seus desejos, que viajará o mundo (ou metade dele) com você e estar naqueles shows das nossas bandas favoritas onde é possível ter uma experiência extracorpórea.

E eu sonho, sonho lá na frente, sabe Deus quando e se assim for pra ser realmente, fazer um daqueles casamentos memoráveis, únicos, tão pessoais que nossos convidados irão sentir-se vivendo no nosso mundo, na nossa história por algumas horas; imersos totalmente em nossa jornada romântica. Então, virá aquela outra parte. Os filhos. Por mais que já tenhamos filhos e eu ame estas crianças, nunca me deixariam me reaproximar delas se eu e você assumíssêmos nossa relação. E eu desejo tão ardentemente saber e viver como seria ter filhos com você, nós dois cuidando, educando e derramando amor. Será um orgulho, uma coroação ao nosso grande relacionamento, nossa história magnífica simbiótica.

Imagino nossa trajetória na educação deles, as histórias que contaremos, os lugares que os levaremos, os livros que os presentearemos, nossas brincadeiras, festas, o cuidado quando estiverem doentes, as broncas e algumas correções. Até o dia que Deus quiser que estejamos do lado deles e eles do nosso. Então, poderemos ficar bem velhos, reclamando bastante, esquecendo das coisas, trocando remédios e sentados numa varanda, mas não numa simples varanda. Que seja a varanda de algum dos nossos sonhos, talvez no Brasil, Austrália, Nova Zelândia, Japão, Alemanha, Inglaterra. Dois velhinhos rindo, escrevendo suas memórias, eternizando nossa passagem por esta Terra, olhando um para o outro e ainda assim, depois de tanto tempo, tanto tempo, ainda se amam e se completam como no início dos melhores anos.

Sou intenso, imaginativo e exagerado. Quero você, amo você e quero te salvar.

Enfim...

Embora meu discurso/declaração seja impactante e você, ao lê-lo, me amará ainda mais, eu preciso dizer novamente que eu estou sucumbindo, meu amor. Até porque estou muito cansado e já não me restam alternativas. Aliás, somente duas.

Ou eu simplesmente sumo da sua vida e você some da minha, me reinvento, te deixo em paz com sua família e a partir deste sumiço, eu sigo um novo rumo que possa me levar o mais longe possível de você e ainda assim TENTAR encontrar alguma felicidade OU esquecer de uma vez por todas as convenções sociais, esta prisão que nos mata aos poucos e até esta família aparente que criamos, para ir longe, sair daqui, deixar este país para trás, construir uma nova vida sem que o medo assole, pronto a viver do modo como sonhei.

No fim, após um longo período de dor e reflexão, eu fiz a minha escolha entre estas duas opções, mas primeiro quero te entregar esta carta em mãos (quando ler isto eu estarei na sua frente) e então conversaremos. Falarei minha escolha. Algo tão importante deve ser feito pessoalmente.

Acho que por mais que eu tenha dito muita coisa, afinal isto nem parece uma carta e sim uma monografia talvez, sempre acho que faltou algo. O bom é que sempre haverá o amanhã e poderei "completar". Aliás, espero que haja o amanhã. Que este amanhã seja o dia que nós estaremos frente a frente.

No mais, tudo ficará bem, de uma maneira ou de outra, eu ainda quero acreditar. Talvez a minha última centelha de esperança. Agora, finalizo. Necessito dormir, ainda mais com esta dor que estou sentindo, espero que passe. Nada como uma boa noite de sono. Se eu estivesse nos seus braços, estaria bem e seguro, nada doeria, inclusive meu coração.

Termino esta carta de maneira honrada, verdadeira, da única maneira que é digna que se termine.

Eu amo você. E eu vou amar eternamente.

Sempre seu,

Frank."

 

XXX

 

Frank dobrou as folhas escritas e colocou-as em um envelope apropriado. Ao invés de colar a aba, apenas a colocou para dentro do envelope, escreveu o nome do destinatário na parte de trás e o envolveu numa fita azul para "fechar" a correspondência. Ele fez o laço e suspirou. Colocou na caixa onde mantinha todas as coisas inerentes ao seu relacionamento secreto, fechou-a e subiu até seu quarto. Estava imensamente incomodado pela dor que sentia no corpo, no peito, mas não era pior do que a dor que vinha sentindo na alma e no espírito. Chega o momento em que tudo tem um fim.

- Agora já vai acabar.

Apagou a luz e fechou os olhos. Logo adormeceu.

 

XXX

 

Com certeza aquilo era um sonho, só poderia ser. Frank estava num palácio imenso de uma arquitetura faraônica e ornamentando com pedras preciosas as quais seria impossível mensurar todas ali. Ele olhava para tudo e ainda sentia muita dor. Parecia até que seu peito ia arrebentar, era bem estranho estar num sonho tão lindo e sentir uma dor que parecia tão real. Frank contraiu-se um pouco e mais uma vez sentiu a dor intensa. Desta vez foi diferente, foi como se todas as suas fibras estivessem esticadas e uma por uma se arrebentasse e batesse contra sua caixa torácica. Ele continuou caminhando, procurando por alguém que o ajudasse mas não havia ninguém, o lugar parecia inabitado. Chegou até uma rampa e foi subindo. Quando já estava no alto, desequilibrou-se e começou a cair.

"Não importa. É só um sonho e eu vou acordar",  pensou.

Frank fechou os olhos e a queda parecia infinita, esperava pelo despertar ou então um novo estágio do sonho. Tudo tornou-se limpo e claro. Não havia mais nenhum palácio, pedras preciosas ou a imensa rampa. Porém, agora havia alguém. Parecia um homem, muito elegante por sinal. Vestia um terno preto impecável, possuía cartola e ainda algumas penas negras nas alturas dos ombros e seu rosto era singular que mal poderia acreditar. Parecia uma celebridade saída de um espetáculo teatral. Frank piscou e levantou-se, já não sentia mais dor alguma e usava uma calça e camisa na cor branca; o homem se aproximava cada vez mais e ele o aguardou. Com certeza era mais um estágio do sonho e fez uma menção mental de anotá-lo assim que acordasse, aquilo sugeria algo, tinha significado.

-Sim, existe um significado.

Frank assustou-se. O homem havia lido seus pensamentos?

- Leu meu pensamento? - ele disse amedrontado.

- Sim. É inevitável. - ele se aproximou mais e o olhou.

- Quem é você? - Frank estava apreensivo.

- Eu sou um anjo, Frank.

Frank assustou-se ao ouvir seu próprio nome.

- Que lugar é esse? Por que estou aqui?

- Isto talvez será mais difícil de você compreender, mais do que saber quem eu sou.

- Olha, vamos direto ao ponto, certo? Não estou com muita paciência nos últimos dias, a única coisa que me deixa bem é dormir algumas horas e a grande maioria das vezes, não é grande sono, mas ainda faz esquecer o caos que enfrento, então, poderia fazer a gentileza de não me perturbar? Isto é um sonho, preciso acordar e voltar a dormir novamente e assim descansar.

- Isto não será possível.

- Por quê? Por acaso sou prisioneiro de um sonho? Era só o que me faltava! - Frank estava irritado, mas suspirou. - Quem é você e por que não posso sair daqui?

O ser o olhou serenamente e respondeu com calma:

- Frank, você está morto. Eu sou o anjo da morte e você irá comigo.

Frank arregalou os olhos incrédulo.

 

“Teríamos muito tempo, seríamos professor um do outro. Todas as coisas que lhe trouxessem felicidade também me trariam, e eu seria o guardião de sua dor. Meu poder seria o seu poder. Minha força também. Mas você está morto por dentro, é frio e está fora de meu alcance! É como se eu não estivesse aqui, a seu lado. E, sem estar com você, tenho a terrível sensação de que simplesmente não existo. E você é tão insensível e distante quanto estas estranhas pinturas modernas de linhas e formas brutas que não posso amar ou compreender, tão enigmático quanto as esculturas mecânicas atuais, que não têm forma humana. Tremo quando estou próximo de você. Olho em seus olhos e não encontro meu reflexo...” — Entrevista com o Vampiro (Anne Rice)

 


Notas Finais


EITAAAAA! e AGORA?!
Não se desesperem, Tia Mary já está preparando a postagem seguinte ;)
Mas me contem o que acharam!
MUITO obrigada por ler! BEIJOS!!!


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