História Superstar - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias My Chemical Romance
Personagens Frank Iero, Gerard Way, Personagens Originais, Ray Toro
Tags Frerard, My Chemical Romance, Romance
Exibições 9
Palavras 2.857
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Fluffy, Lemon, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Mais um!
Sonho ou realidade?!
:*

Capítulo 2 - Capítulo 02 - Não!


Fanfic / Fanfiction Superstar - Capítulo 2 - Capítulo 02 - Não!

 

Capítulo 02 - Não!

 

"É o que há de mais simples a meu respeito, ao que parece. Eu sempre mereço o pior. A pior deslealdade, a pior traição, o pior abandono." - A História do Ladrão de Corpos (Anne Rice)

 

Frank permanecia com olhos arregalados, analisando a informação dada e quem a tinha dado. De repente, ele rompeu numa gargalhada alta e curvou-se de tanto rir. O anjo o olhou sem reação.

- Isto só pode ser brincadeira! - Frank continuava a rir sem medidas e se aproximava do anjo o analisando. - Você é bonito demais para um anjo da morte, a mão esquerda de Deus e outros nomes que possam ter dado. Parece mais um príncipe de um dos meus imaginários literários.

- Negação.

- O quê?

- Negação. Vocês são predispostos para o processo naturalmente. Após a morte é certo que vocês não aceitem que estão mortos.

- Ah, estou no estágio da negação então?

- Exatamente.

- Hum. Sugere que passarei pelos outros estágios e que ao fim, aceitarei meu destino? - ele foi sarcástico.

- Ainda bem que Ele me previniu sobre você. Assim, não ficarei ofendido. Seu sarcasmo é peculiar.

- Ele? Ele, quem? Deus? Que bom, pois eu quero falar com Ele. Isto não pode acontecer. Não agora. Pode acontecer depois, um dia, com certeza acontecerá mas, agora? Eu preciso acordar e viver a minha vida que, embora caótica precisa continuar se movimentando. Tenho muita coisa a fazer e você está me atrapalhando com esta história toda de morte.

-Não é uma história. É a realidade.

- Desculpe, mas não posso aceitar, querido anjo da morte. Como você mesmo me disse, estou na fase da negação, não é? Então, vou negar a minha morte! - Frank saiu andando em meio ao lugar claro, sem rumo algum, parecia não existir nada ali.

- Que tal andar mais devagar e ao meu lado? - o anjo aparecia frente a ele. Frank assustou-se dando um salto para trás.

- Que diferença faz eu andar mais rápido ou mais devagar?

- Ao menos podemos nos comunicar melhor.

Frank parou e bufou. Embora aquela criatura linda estivesse o distraindo, nada era mais sem sentido e seja lá o que realmente aconteceu, ele queria saber a verdade.

- Você... - ele pôs-se ao lado do anjo e iniciou passos curtos. - Você é muito bonito para ser um anjo da morte. Pensei que havia capa longa e preta, foice... o padrão, né.

O anjo esboçou o que parecia um sorriso.

- Agradeço, mas apenas sou o que você deseja ver. Ou um dia imaginou.

Frank parou.

- Como assim?

- A minha verdadeira face é vista somente por Deus. As pessoas me vêem da forma como elas imaginam que eu seja e assim eu apareço para elas. - o anjo andava devagar e com uma das mãos voltada para as costas, como um cavalheiro real, aristocrático. - Lembra o que disse? Que eu mais parecia uma criatura do seu imaginário?

Frank permaneceu sem palavras por algum tempo. Ele e o anjo continuavam andando lado a lado, devagar, vez ou outra olhando-se.

-Bem, isto é uma novidade. Minha imaginação é extremamente fértil. É fato de que nunca imaginei o anjo da morte como um "padrão". Alguém com uma tarefa tão peculiar necessitava de um requinte. - Frank sorriu.

- Não se aprende isto nas religiões não é? - ele parecia observar.

- Não pelo que sei. Apesar de ser adepto do Cristianismo e bastante estudioso de outras religiões, inclusive o islamismo que é a religião oficial de meu país. Eu nunca soube de nada parecido.

Ele apenas balançou a cabeça.

- Eu não posso estar morto. - Frank iniciava. - Isto precisa ser um sonho.

- Por quê?

- Porque eu ainda tenho muita coisa a realizar, pelo amor de Deus! Eu estava prestes a tomar um novo seguimento em minha vida.

 - Não me convenceu.

-Ah, que ótimo! Ultimamente eu não convenço ninguém mesmo. Que dirá você! - Frank parou e o anjo parou juntamente. Ele o olhou, parecia tão familiar, porém não conseguia lembrar exatamente. Será que sua memória estava sendo apagada aos poucos? Sempre lhe disseram que quando se morre, sua mente torna-se como a mente de Cristo. Assim, você não possui mais nada a não ser o que habita na mente do Salvador.

-Isto não é verdade. - disse o anjo.

- Leu de novo o meu pensamento? Sabia que é invasão de privacidade?

Desta vez, o sorriso realmente apareceu no rosto do anjo.

- Perdoe-me, mas não posso evitar.

- Engraçadinho. - Frank acabou sorrindo também. - Enfim! Esta história também não me convence. Eu nunca acreditei que ao morrer, simplesmente, nossa mente esvazia e tudo se perde. Não seria justo.

- Por que não?

- Nunca fui adepta da idéia de "mente apagada". Esta brincadeira poderia ser feita conosco quando acontecesse algo ruim, mas mesmo quando algo ruim acontece, tiramos uma lição e isto torna-se bom. Não podemos perder nossas lembranças , sejam elas boas ou más fazem parte da nossa história, de cada um de nós.

- Bons argumentos.

- Obrigado. Até mesmo nossas fraquezas nos fazem ser quem somos. - Frank parecia mais relaxado agora, mas ainda queria sair daquele lugar.

- Então, você escreve músicas? - o anjo demonstrava curiosidade.

- Você lê meus pensamentos, sabe meu nome e não sabe o que faço? – Frank estava atônito.

- Só sei o que me é permitido saber e em que momento eu iria buscá-la. Ler seus pensamentos é um dom natural por aqui, porém a onisciência só pertence a Deus. Desta forma, eu não te conheço profundamente.

Frank surpreendeu-se e tentou baixar sua guarda, não custava responder a pergunta do anjo super lindo e educado.

- Bom, eu sou músico agora, entretanto possuía outra profissão. Em um país como o meu, somente a pesca próxima ao litoral ou agricultura onde ainda possui um sistema de irrigação são alternativas para uma população majoritariamente abaixo da linha da pobreza. Lutei para fugir da miséria e da fome, e nesta jornada, se a música que me era dada pelo meu avô não me consolasse e impulsionasse, não sei o que teria sido de mim.

De repente, Frank sentiu-se um pouco mais leve. O trabalho árduo e quase escravo havia sido deixado muito tempo atrás. Desde que conseguiu educação e força para lutar pela música, sua real aptidão, sua verdadeira vocação, a vida se tornara amena e isto o fazia lembrar da sua positividade jovial e da infância. Quando criança criava histórias maravilhosas e mirabolantes. Cada brincadeira era diferente, com uma nova história a ser contada e com uma trilha sonora feita pelo avô; seus pais morreram muito cedo. Aprendeu a ler rapidamente quando teve oportunidade e seu avô o incentivou ainda mais na leitura, dando-lhe qualquer artefato com letras para treinar o neto, principalmente o que recolhia na rua, de volta para casa ou revirando o próprio lixo. Sua imaginação se tornou ainda mais fértil, pois agora existia mais um gênero: pequenas histórias de terror. Vampiros eram seus favoritos. Logo, a criança foi crescendo e com ela a vontade de alçar vôos mais altos. Frank cessou o pensamento por um momento e o anjo o tocou levemente e disse:

- Não interrompa o pensamento.

Ele sorriu sem graça e voltou às lembranças que lhe sobressaltavam tão leve e naturalmente como se agora ele estivesse lendo uma história, só que era sua própria história. Conseguiu ver a si mesmo com uma pessoa familiar. Sorriu e a lembrança veio novamente limpa e clara. Era seu tio e ele lhe perguntava o que Frank queria de presente de aniversário. Qualquer outra criança de 10 anos pediria um carrinho ou bola, entretanto Frank foi categórico "quero um instrumento musical" e o tio atendeu ao pedido. A guitarra surrada e que mal possuía cordas foi encontrada próxima aos compartimentos de lixo de um hotel. Nada se sabia sobre aquele instrumento ou por qual razão estaria ali, talvez e apenas para o tio presentear Frank. A surrada guitarra foi sua companheira durante anos, até deteriorar de vez e não conseguir arrumá-la.

Foi quando lançou mão de outros instrumentos musicais e passou a guardar o pouco que tinha para comprar um novo instrumento assim que pudesse. Se não fosse esta paixão pela música, ele jamais havia conhecido seu grande amor. Frank interrompeu o pensamento mais uma vez e antes que o anjo pudesse lhe dizer algo, ele afirmou:

- Eu me dei conta do que realmente era importante tarde demais. - o pesar era nítido em sua voz.

- Não foi bem assim, não é? Sua história está tão bonita, continue.

Frank comprimiu os lábios e voltou à linha de pensamento. Os momentos críticos e duros durante os anos de estudo, a busca por não abandonar a música devido à injustiça e desigualdade social, os anos após o término deste estudo e trabalho em áreas tão distintas do que queria, para não morrer de fome, começaram a fazer seu peito doer novamente. Foi quando pareceu dar um longo suspiro e lembrou-se de quando conseguiu comprar uma guitarra usada e, num dia comum, sem grandes expectativas, conheceu o homem que o fez sentir-se amado, seguro. Como se o seu interior e tudo o que ele realmente é, viesse à tona. Suas origens, sua identidade. Porém, nem tudo era assim tão fácil. Ele sabia que seria músico, mas havia uma parte que ficaria nas sombras, sempre. Se ele se mostrasse como realmente é, seria caçado e morto. Mas ainda poderia tocar e fazer deste o seu ofício.Uma nova carreira tão espinhosa não era a coisa mais simples perante uma sociedade tão exigente. Mas, quem se importa? Frank sorriu. O anjo o olhou e como um gesto afirmativo inclinou a cabeça para ele, sorrindo. Frank sentiu-se muito leve.

- Você fez o que era o certo. Assumiu os riscos e se tornou um músico. Fez o que nasceu para fazer. Você tomou a decisão certa, foi vitorioso. - o anjo parecia lhe parabenizar.

- Eu... não sei... porque não faz muito sentido pra mim, sabe? Como posso ter tomado a decisão certa, sofrer e trilhar esta incrível jornada vitoriosa sendo que não posso desfrutar dela? Se eu estou morto, eu não poderei tocar, compor e pior, tudo o que já escrevi, gravei e não tornei público permanecerá inativo, foi em vão. - Frank parecia entristecer e o anjo a consolou:

- Frank, não diga isso. O mais importante é que você decidiu ser você mesmo, você tomou consciência da pessoa que era desde tenra idade, você encontrou - se e seus dons naturais. Isto é divino. Este é o propósito e as pessoas não notam. A vida seria simples se somente as pessoas fossem o que são e ponto final. Vocês crescem e se tornam tendenciosos à só fazer o que é dito convencionalmente e isto de diversas maneiras, parece que gostam da escravidão. Fatalmente, quando alguém se "descobre" realmente é entitulado como um rebelde. Óbvio! Afinal, só se rebela quem está preso.

Frank piscou os olhos inúmeras vezes tentando assimilar aquele discurso enfático, enérgico e altamente esclarecedor. O anjo da morte estava lhe dando uma lição, é isto mesmo? Revelando um segredo ou não era segredo nenhum? Afinal cada ser humano já nascia predisposto a exercer seus dons naturais mas é minado, acorrentado até chegar a posição "normal": infeliz, frustrado e problemático?

- Obrigado! Muito obrigado por me dar todo esse puxão de orelha. - Frank parou frente ao anjo - Eu pensei que eu estava louco.

- O que as pessoas chamam de loucura, aqui nós chamamos de sabedoria, por uma única razão: leveza. Tenho certeza de que você sentiu-se como se o peso do mundo houvesse sido tirado de cima de seus ombros quando você finalmente sucumbiu ao seu verdadeiro dom.

Frank sorriu alegremente e subitamente abraçou o anjo que aos poucos cedeu ao abraço carinhoso daquela pobre alma recém chegada. Afastou-se lentamente dele e olhou-o profundamente, Frank deu um longo suspiro como se ainda pudesse respirar.

- Obrigado, de novo e de novo, para sempre se possível! - ele agitava-se.

- Não me agradeça pelo o que  você fez a si. Você é quem merece os créditos e com certeza, o Frank de 7 a 15 anos agradece imensuravelmente por isto. Tenho certeza que ele está orgulhoso do seu “eu” atual.

Frank deu um pequeno giro e voltou a olhar para o anjo que o observava e devia pensar que, ele não era "pago" o suficiente para este trabalho, ter de aguentar estes humanos lunáticos era realmente de matar! O anjo sorriu frente ao próprio pensamento e Frank olhou-o, questionando:

- E agora? Esta vastidão branca não tem fim?

- Claro que tem.

- Onde é este fim?

- O fim está delimitado através de você. Quando você parar de negar que está morto, acabou a vastidão branca.

- Então vamos ficar aqui pra sempre. - ele disse sem pensar.

- Você é quem sabe.

Frank olhou-o e suspirou.

- Eu quero que termine. Não posso ficar preso aqui. Saí de uma prisão da sociedade humana para ficar preso na esfera sobrenatural? Grande avanço, hein.

- Isto termina quando você quiser.

- Eu quero que termine agora.

- Sinceramente?

- Sim.

- Então, eu quero que você diga "Eu estou morto".

- Não vou dizer isto! É muito impactante. Você acabou de me convencer que tomei a decisão certa em relação ao meu trabalho, porém há outras áreas pendentes a serem resolvidas. Não posso estar morto. Tenho de continuar!

- Então ficaremos aqui por mais um bom tempo. Aliás tempo é relativo mesmo como já dizia aquele cientista. - o anjo continuava a falar com tom suave.

- Einstein. - ele falou sem pensar e jogando as mãos ao alto.

- Sim. Bem simpático. Eu gostei dele.

- Ah, não venha me falar que o levou também para a travessia? - Frank exibia seu tom irônico.

- Claro que sim, ele e todas as pessoas que já morreram.

- Sério? – Frank parou e tocou no peito do anjo. - Todos? Desde que o mundo é mundo?

- Sim, todos precisam passar por mim primeiramente.

- Por um momento quase esqueci disso. – Frank arregalou os olhos. - Hitler?

- Ah, este foi um dos mais fáceis. Você está dando um trabalho absurdo perto dele.

- Hitler se matou, então é natural que ele não tenha ficado nesta vastidão sem eira nem beira muito tempo. Não há muito o que negar, né?

O anjo sorriu.

- Sim. Logo que o recolhi, já o levei para o próximo estágio.

- Por favor, me leve até o próximo!

- Já te disse, diga a frase e tudo estará bem.

- Certo. Eu estou morto. Pronto! Me leve.

- Não é assim. Você continua negando, aí dentro.

- Dentro do quê, criatura? Se estou morto, não há mais nada em mim. Meu corpo se foi, a dor que eu sentia, o medo do desconhecido em minha alma. Só resta este espírito que quer ir para seu destino!  Eu estou morto, não é?!!!!! - Frank gritou.

De repente, todo o branco que estava ao seu redor foi imediatamente substituído por uma sala adornada de quadros, havia cadeiras e uma porta. Frank olhou ao redor e o anjo pegou em sua mão.

- Frank, bem vindo ao seu segundo estágio. Agora necessito ir. Obrigado pela companhia.

Frank sorriu, olhando ao redor da sala com olhos atentos. Não era seu quarto, então aquilo não era sonho mesmo? Ele tentou esquecer isto por um segundo que fosse, estava ansioso por esse estágio por assim dizer. Será que encontraria Deus?

- Desculpe ter dado tanto trabalho. – ele parecia envergonhado.

- Imagine. Muitas outras pessoas foram bem piores.

- E agora? Vou ficar aqui sozinho?

- Não. Assim que eu me for, seu próximo acompanhante chegará, porém contenha os ânimos, ainda não é Deus.

- Hum. Quem é? Alguém que terá o rosto de meu imaginário literário também?

- Não, acredito que não.

- Quem é?

-Não fique ansioso. Você o reconhecerá. Agora devo ir. Até mais, Frank.

- Até.

O anjo abriu a porta e saiu. Frank foi até a porta e tentou abrí-la. Nada. Parecia soldada de tão firme que aquela fechadura estava.

- Perfeito. Ficarei preso em mais um lugar.

Frank começou a olhar os quadros, pareciam familiares mas estavam com as imagens borradas aos seus olhos. Não demorou para ouvir uma voz ressoar seu nome.

-Frank.

- Olá. Deve ser meu acompanhante agora. Segundo estágio, não é? - ele falava de costas.

- Sim.

Frank virou-se e olhou a criatura, estava difícil notá-la debaixo de uma capa negra tão espessa.

- Quem é você?  - ele perguntou.

- Eu sou a Morte, Frank.

Frank meneou a cabeça em interrogação, sem compreensão. A capa foi retirada da cabeça e ele sentiu um arrepio percorrer seu espírito e alma. Aquilo já estava passando dos limites!

 

"Sou forte, uma criatura de grande força de vontade e de intensos sentimentos" - A História do Ladrão de Corpos (Anne  Rice)

 


Notas Finais


E este mistério?
Quais as suas opiniões?
OBRIGADA POR LER!!!!!!!!! <3


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