História Superstar - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias My Chemical Romance
Personagens Frank Iero, Gerard Way, Personagens Originais, Ray Toro
Tags Frerard, My Chemical Romance, Romance
Exibições 16
Palavras 6.211
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Fluffy, Lemon, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Segurem-se!
E peguem os lenços! Tia tá avisando ;)
BOA LEITURA, MIL BEIJOS!!! <3 <3 <3

Capítulo 5 - Capítulo 05 - Minha Sinfonia


Fanfic / Fanfiction Superstar - Capítulo 5 - Capítulo 05 - Minha Sinfonia

 

Capítulo 05- Minha Sinfonia

 

"O amor me prende a você." - Entrevista com o Vampiro (Anne Rice)

 

O percurso até a Igreja foi silencioso. Frank olhava pela janela da mesma forma como em qualquer outro momento que estivesse dentro de um carro, porém vez ou outra olhava para trás e via seu próprio caixão e isto o incomodava. Os pensamentos que tudo aquilo poderia ser um sonho, um tremendo sonho maluco iam e vinham mas, o que poderia fazer? Até quando aquilo iria se arrastar? Uma hora ou outra, algo aconteceria e provaria de verdade se ele estava acordado ou dormindo. Embora há sonhos que se apresentem como uma realidade, a realidade é bem diferente. Frank acreditava que o funeral iria proporcionar isto, de uma vez por todas, traria as respostas pelas quais estava esperando até agora.

- Chegamos - disse Deus e Frank foi tirado de seus pensamentos. Ele sabia que Deus observou e leu cada um dos pensamentos neste curto trajeto, mas não se manifestou em nada, nenhum momento. Talvez, pensou Frank, Ele tenha o deixado "em paz" pois não iria adiantar ficar dialogando com alguém incrédulo, que não queria estar morto e sim, ressuscitar. Frank silenciosamente acenou afirmativamente com a cabeça e saíram do carro, de um modo o qual ele não sabia exatamente, de repente já estavam fora do automóvel.

O caixão permanecia intacto e o motorista subiu os lances largos da escadaria da modesta Igreja e se aproximou de algumas pessoas que estavam na porta de entrada. Frank virou-se para ver e uma das pessoas parecia ser seu avô, um amigo da música, por sinal o que estava conversando na noite na qual escreveu a carta, o cunhado e ...ele.

Frank virou-se rapidamente e falou como um desabafo:

- Não estou preparado para isso! - saiu correndo pra qualquer lugar o qual não poderia ver ninguém. Se alojou na parede do lado esquerdo da Igreja e lá ficou, como se estivesse fugindo de alguém. Deus lhe apareceu no mesmo instante, fazendo-o sobressaltar num susto.

- Frank, podemos ir se assim desejar.

- É claro que não vou! Eu preciso ressuscitar. Eu só preciso de uns minutos. Isto é muito surreal. Muito surreal... – ele dizia num suspiro e fechou os olhos como se quisesse respirar, Deus aguardava-o. Deu-lhe o tempo que queria e aquilo durou bons minutos.

Após um tempo, Frank parecia tomar fôlego e disse:

 - Eles já devem ter entrado com o caixão, provavelmente estão posicionando-o e chorando neste momento. - dizia como se formasse um ritual em sua mente.

- Sim. Os quatro homens carregaram seu caixão em uma marcha lenta através do corredor da Igreja, os presentes para a cerimônia permaneceram sentados. Seu caixão foi posto sobre uma base grande e branca no altar, à frente há uma pequena base revestida em tecido escarlate para que pessoas possam se ajoelhar e rezar, ao redor estão as flores e um quadro com uma foto sua em preto e branco. - Frank olhou para Deus e Ele continuou - Na hora da abertura do caixão, todos olharam rapidamente para seu rosto e se afastaram, os quatro homens. Neste primeiro momento não suportaram ficar do lado de seu leito mórbido. Apenas seu primo permaneceu e sua esposa aproximou-se com suas filhas; seu filho aproximou-se para ficar junto da sua esposa. No momento, sua família está ao seu redor. Seus tios se aproximam e seu cunhado está um pouco afastado. Porém, as demais pessoas permanecem sentadas, pois essa primeira hora é reservada somente para a família consanguínea. - Deus falava normalmente sobre a cena mesmo não presente no recinto, afinal, Ele é onisciente, não. Frank prestava atenção a cada palavra e não pôde deixar de perguntar mentalmente "E ele?", a imagem masculina tão amada veio como um soco na mente dela. Deus olhou-o com ternura. - Ele se afastou para dar maior privacidade para sua família, está sentado na primeira fileira de bancos, amparado por amigos seus e dele, a esposa e filha estão ao lado. O coração dele está sangrando, dói tanto que ele mal consegue respirar e se pergunta como poderá aguentar.

Frank, num ímpeto, desmoronou no chão e pôs-se a chorar e gritar incontrolavelmente. De espírito livre para espírito em agonia, aquilo parecia doer mais do que as fibras de seu coração terreno ao se arrebentarem. Deus nada fez, apenas o deixou em seu momento de depressão em paz. O que era mais difícil? Aceitar o fim da vida ou ver pela última vez aqueles que tanto amava? Frank queria continuar, havia tanta coisa que não havia feito. Não que agora fosse um momento de grande lamento por todas as coisas que ainda não tinha realizado, mas ela queria ter certeza de que cumpriu sua missão nesta Terra, que realmente não se arrependia de nada, nem dos erros pois foram eles que a levaram a tomar novos rumos e viver novas coisas, a tentar de novo, a desbravar horizontes. Frank queria ter certeza de que sua vida não foi inútil, que fez o que pôde e se não pôde fazer mais é porque agora ele estava ali, prestes a assistir o próprio funeral em espírito, pois o corpo já não possuía mais o sopro de vida.

Aquele momento pareceu durar muito. Tanto que Frank encolheu-se no chão e ali ficou, como se quisesse dormir e acordar daquele pesadelo imensurável. Aos poucos, parou de soluçar e as lágrimas (se é que eram lágrimas, mas possuíam a mesma textura) secassem um pouco. Com a ponta dos dedos, ele foi secando os cantos dos olhos e devagar iniciou o movimento para colocar seu corpo em pé novamente. Sentou-se, fechou os olhos e tentou respirar fundo (como um espírito respira?). Esgueirou-se na parede e levantou-se enfim, sacudiu-se, chacoalhou a cabeça e olhou bem firme na direção do Todo Poderoso.

- Vamos, Senhor! Já chega desta palhaçada melodramática. Chegou a hora. - e não esperou alguma resposta Dele, apenas ergueu a cabeça e saiu pisando firme em direção a escadaria e entrada da Igreja. Deus o seguiu sem dizer nada, somente sorrindo.

xxx

Frank subiu as escadas rapidamente e atravessou a porta da Igreja como se fosse um dia comum. Parece que a melancolia havia passado. Logo na entrada havia uma pequena base de pedra com os folhetos para a condução da cerimônia fúnebre. Frank preferiu não ler, por sua formação religiosa já imaginava mais ou menos como seria. Após a entrada do caixão e o momento para família, haveria uma palavra de conforto pelo padre, a seguir um ou dois cânticos seriam entoados e aí viria a "pior parte": os discursos. Geralmente, o avô falaria ou a esposa, depois algum parente ou amigo finalizaria. Frank tremeu, mas segurou qualquer outra emoção que fosse. Se tudo saísse como ele estava imaginando, após isto, ressuscitaria.

Frank e Deus entravam pelo corredor da Igreja e todos os presentes trajavam negro, exatamente como ele um dia imaginou.

- Tá bonito! Obrigado, gente. - ele descontraía e Deus apenas balançava a cabeça. Continuaram seguindo, enquanto uma música era entoada, deste modo a palavra pelo padre já havia sido dita. Frank começou a ver alguns rostos que o surpreenderam. - Nossa! Eu estudei com aquele garoto e ele está aqui? Que consideração! - ele olhou fixamente para o rapaz. - Continua com a mesma face de moleque, acho que é por causa da profissão. Soube que ele virou ator teatral para ensinar crianças de um povoado. – Frank estava feliz por vê-lo.

Continuou seguindo e visualizou bastante pessoas da sua comunidade. Seria lógico que estariam ali, agora só restava verificar quem realmente pôde vir ou não. Frank até parecia um animal numa floresta o qual está à caça; os olhos percorriam cada fileira e analisava cada rosto. Alguns o deixavam confortado e outros ele sentia-se triste por vê-los chorarem tanto.

- Você é muito amado, Frank. - Deus lhe dizia com carinho.

- Senhor, eu sei, embora inúmeras vezes tenha me esquecido disto. - ele pausou e reiniciou - Só espero que minha morte não tenha acontecido para que me prove isto, sabe? Tipo aquele enredo de filme o qual o cara não sabe exatamente seu valor e aí morre e todo mundo começa a falar bem dele, dá a maior moral e então o cara vai pro Além feliz e saltitante.

Deus sorriu e balançou a cabeça. Frank parecia ser a criatura ou uma das criaturas mais fragéis do universo se qualquer um o visse na rua. Possuía uma aparência vulnerável, a qual poderia enganar a todos mas no fundo era tão forte quanto aço. Já havia aguentado muita coisa, muitas doenças, muitas perdas, muitos recomeços, não é a toa que uma das suas fábulas mais favorita era sobre a ave Fênix, aquela que renasce das cinzas. Embora Frank também se considerasse uma Fênix, ultimamente ele sentia-se mais como Prometeu, que de acordo com a lenda foi aprisionado e condenado a ter seu fígado devorado e recomposto novamente para ser devorado todos os dias. Fato era que, para Frank foi destinado o devorar de seu coração. Embora fosse o coração metafórico, foi o coração carnal que sentiu as dores e sucumbiu. Ele uma vez leu em alguma revista científica que uma forte desilusão amorosa, ou seja, o famoso coração partido possui consequências físicas as quais se assemelham realmente a uma dor imensa no coração carnal. Sim. Como se o coração estivesse doente, partido, ferido de verdade. O corpo não suporta tamanha pressão por muito tempo, aí temos as doenças. Frank sabia que aquela desilusão resultaria em algo e talvez por isso estivesse sentindo tantas dores, passando mal e perdendo peso a cada dia. Seu corpo precisava responder ao desequilíbrio da alma, porém foi forte demais para que o suportasse. Infarto. Ao menos foi rápido.

- Pode ficar tranquilo pois com você é diferente, Frank. Você sempre soube que era amado, e só foi amado porque amou também, todos aqui podem contar uma história a qual você os ajudou, alegrou, aconselhou. Este não é o ponto. - Deus o olhou com ternura e seguiu andando pelo corredor, deixando-o para trás. Frank continuou em dúvida, mas não se perturbou por isso, afinal se Deus disse que ele saberia de tudo, então restava esperar. Procurou se concentrar nos rostos presentes e acabou vendo um que o surpreendeu demais.

- Não é possível! - Frank se aproximou do homem. - Senhor, o que ele está fazendo aqui?! - pareceu bravo - Veio me tirar a paciência mesmo depois de morto?! Ou pretende dançar em cima do meu túmulo?!

- Frank, ele está aqui porque gosta de você, embora tenha sido extremamente infantil ao lidar com isso. Na verdade, ele nunca soube bem como lidar, por isso tantos erros com você.

Frank suspirou humanamente e foi na direção do jovem vestido com roupas puídas. Lembrou-se imeditamente da última vez que estiveram juntos:

- A última vez que estive com ele foi um tanto nostálgica. Fazia tanto tempo que não nos falávamos e de repente algo aconteceu e nos reaproximou... por um dia. Foi estranho vê-lo depois de ter ouvido várias coisas desagradáveis e dito também. - Frank olhou serenamente para aquele rosto tão familiar e que lhe trazia tantas lembranças. Boas e más. - Acho que exaurimos nossa cota de amizade, tristeza, raiva, ciúmes, ódio, mágoa. Vivemos intensamente tudo o que podíamos e intensamente terminamos com tudo. Houve momentos que eu desejei deletar este homem das minhas memórias pra sempre, esquecer que ele existe, simplesmente fazê-lo desaparecer como se eu nunca o tivesse conhecido! - Frank gesticulava freneticamente e a cena tornava-se épica. O espírito do morto de frente a um presente que carregava cunhos de "não ser bem vindo" e ele continuava a olhar para o rosto triste do homem. - Qual o verdadeiro motivo que se esconde por trás desta atitude de vir aqui? Isto tudo é teatro, é só pra confirmar que realmente eu morri, é pra dar adeus ou... - Frank ponderou e chacaolhou a cabeça. - Ele não tem de estar aqui. - Frank começou a irritar-se. - Eu aindo posso sentir a sensação do meu sangue ferver sobre tudo isto. Ele sempre aparece do nada como um fantasma imbecil, frouxo, bestial que quer novamente pedir desculpas pelo o que fez e fazer que tudo volte ao normal, mas não prova que realmente deseja isto, que tudo volte ao normal. E como eu poderia confiar? - Frank bufou feito um dragão cuspindo fogo em alguma cidadezinha - E ainda... Vem se aproveitar do meu funeral! Ele está aqui por causa ... por causa... dele! Vai dar um jeito de ir se jogar nos braços, como se fosse ampará-lo, dar forças, só pra me irritar mesmo morto! - Frank olhou para Deus. - Não permita que isto aconteça! Eu quero este homem longe dele. Bem longe!

- Não se preocupe. Ele vai embora em silêncio da mesma forma que entrou, não quer te ver naquele caixão. Mas saiba, sem dúvidas alguma que ele está aqui com o coração puro, sentido e ferido pela sua partida.

- Eu... - Frank voltou ao corredor e tentou puxar ar (por que ainda fazia aquilo? Devia ser pelo costume mortal), o importante era que sentia como se estivesse respirando e aliviando suas tensões.- ... eu sei, Senhor... o pior é que eu sei disso tudo. Só que não posso controlar minhas emoções em relação a isto, ainda mais quando lembro de tudo. Me perdoe.

- Vamos continuar e acalme-se - Deus pegava na mão dele. - Agora já é mais do que passado.

- Realmente, ele está me enterrando.

Deus não se incomodou com os comentários de Frank. Ele tinha seus próprios motivos para o ataque de cólera, afinal, ninguém lida bem com uma amizade problemática, que trouxe tantos problemas por um período curto embora intenso. Frank continuou seguindo e vendo rostos tão maravilhosos para ele, porém parou no meio do corredor ao ver sua esposa subindo ao púlpito.

- Vai começar o sofrimento - Frank fixou os olhos na mulher.- Vá com calma, Cindy.

Cindy firmou as mãos na base de madeira e suspirou, parecia que estava carregando o peso do mundo nas costas e que a qualquer momento desabaria. Frank ficou extremamente consternado com o o luto da esposa. Por diversas vezes, Cindy dissera que o amava tanto que doía. Com certeza, agora doía muito mais.

- Boa tarde! Primeiramente, eu quero agradecer a presença de todos aqui. Tenho certeza de que Frank amava a cada um e mesmo que agora ele já esteja nos braços do Senhor...

- Apenas do lado. - Frank riu e olhou para Deus.

- ... eu sei que ele iria gostar de ver vocês aqui conosco nesta hora tão triste, na qual precisamos apoiar uns aos outros. - Cindy pareceu mais contida agora e a voz já não vacilava. - Serei a porta voz das nossas últimas palavras na presença de Frank. É fato que todos aqui poderiam, se tivessem a oportunidade, relatar alguma ou muitas experiências que tiveram com meu esposo. – Cindy deu um profundo respiro, tomou um pouco de água e retomou a palavra - Geralmente, as pessoas falam nos funerais sobre todas as qualidades do ente que já não está entre nós, mas eu, nem minha família queremos fazer isto. Tenho certeza de que nem você, caro parente ou amigo que me ouve agora. Cada um de nós sabemos o significado de Frank para nós. Sabemos o que ele era para nós, aqui no nosso íntimo, quando e onde ninguém mais pode ver ou ouvir. Neste momento, quero que vocês fechem os olhos e pensem no momento ou momentos mais marcantes em que meu esposo participou de sua vida. Que você lembre destes momentos agora. Por favor, fechem os olhos e em silêncio, sem pressa, vamos fazer isto juntos. – Cindy contraía-se e fechava os olhos com força, apertando a madeira do púlpito, balançando a cabeça em negativa e deixando as lágrimas correrem livres por seu rosto, ao lembrar de cada momento seu ao lado de Frank.

Frank surpreendeu-se. Todos fecharam seus olhos e abaixaram suas cabeças, pareciam altamente concentrados e de repente, ele começou a visualizar e ouvir a cada pensamento daquelas pessoas. Ele olhou para Deus e indignou-se. Que coisa mais sensacional! Cada momento em que pôde ajudar, aconselhar, se divertir, dar broncas, ensinar, acolher, amar, ali estavam o inundando sem parar. Este momento durou o que pareceu uma eternidade para Frank, mas ele queria mais, não queria que passasse aquela sensação de que se ele possuía uma missão, havia cumprido naquelas pessoas. Sim, ele havia salvado muitas vidas. E nisto verificava que, há muitas formas de salvar alguém, nós somos limitados demais para imaginar o quanto nossas atitudes são tão importantes. Por esta razão, ele precisava ter certeza de que sua vida não era o lixo que imaginava ser. Devagar as cabeças dos presentes foram levantando até que a própria Cindy retomou a palavra:

- Queridos presentes, assim como eu e minha família, eu quero que saibam que estes momentos que vocês vivenciaram agora, novamente com Frank, que perdure durante toda a sua vida e assim você possa honrar a memória dele até o fim dos seus dias. Só gostaria de finalizar dizendo que, nos últimos tempos, Frank dedicou-se cem por cento a cuidar de cada um de nós, e quando eu digo cem por cento, esse número é totalmente real. Ele anulou toda a sua vida para nos amparar, para dar atenção e cuidado para mim que passei por um período bem difícil e aos meus pais que estavam tão debilitados em sua saúde. Fato é que, agora quando tudo poderia voltar ao eixo normal e ele retomaria sua vida, a realização de seus sonhos, Deus decidiu tomá-lo para si. - Cindy respirou fundo e Frank estremecia de emoção. - Meu muito obrigada, meu amado por ser o melhor esposo que eu poderia ter e o pai zeloso que nossos filhos tiveram o privilégio de conviver. - Cindy fechou os olhos e abriu-os com ímpeto deixando as lágrimas teimosas, quentes e sinceras escorrerem por sua face morena, finalizou - Que Deus abençoe vocês e um aplauso bem forte para a minha brisa fresca no mais cálido calor do deserto, meu amado esposo.

Todos os presentes se levantaram, aplaudiram durante bons minutos e sentaram-se assim que um novo cântico estava pra ser entoado. Frank ainda permanecia estarrecido. Não imaginava ser digno de uma grande homenagem. Seu rosto iluminou-se e ele sentia-se um pouco mais em paz e voltou a olhar para frente enquanto o cântico era cantado, deu passos curtos e em ritmo devagar.

O cântico foi finalizado e viu sua família se aproximar mais uma vez de seu caixão. Agora Frank já estava nos degraus da escadaria larga que levava até o altar. Conforme seus entes se reaproximavam de seu corpo sem vida, Frank se aproximou do avô que era amparado por Cindy. Ele notou o senhor tocar em seus dedos gélidos e balançar a cabeça em negativa várias vezes e chorar. Cindy ainda permaneceu mais um pouco com ele, mas ajudou-o a sentar-se logo e Frank aproximou-se dele.

- Olá vovô. - Frank abaixou e olhou no fundo dos olhos do senhor. Os olhos tão lindos mostravam seu grande brilho habitual e o vermelho pelo choro. Frank encostou sua mão nas mãos já enrugadas e tão cansadas do doce avô. - Eu te disse que o senhor iria enterrar a todos nós, inclusive eu. - Frank riu mas ficou sério rapidamente - Eu também não queria que fosse assim, mas não estava nas minhas mãos. - Ele levantou-se e olhou para a esposa, filhos, avô e seu cunhado que se aproximavam do caixão. Aquilo era tão surpreendente que nem mesmo ele ao se ver novamente naquele caixão se reconhecia, mas não poderia mais negar. A ressurreição não viria. Suspirou fundo como se puxasse ar e relaxou o espírito. Sua família se afastava do caixão porém, seu avô agarrou as laterais e começou a lamentar:

- Não... Não... - ele aumentava a intensidade da palavra - Não! Eu não aceito! Deus, faça alguma coisa!

- Já fiz, meu filho. Estou com Frank. - Deus disse sereno. Frank baixou os olhos.

- Não pode! Não pode! - Cindy ficou ao lado dele e tentou tirá-lo de perto do caixão e ele agarrou as extremidades ainda mais.

- Pelo amor de Deus, isso não fará bem ao senhor! Venha, por favor, venha. Precisamos nos despedir e... aceitar. - ela dizia com exaustão e em tom baixo.

- Não, Cindy! Quem vai me ajudar agora?! Quem?! Como eu viverei sem meu neto?! - ele gritava. – Eu amo você, Frank, amo! Vovô está aqui, eu vou continuar do seu lado! Não me tirem daqui, não me levem, não vou! – o senhor esbravejava e sacudia os braços.

Cindy tentava "desgrudar" os dedos dele das bordas do caixão, dizia “Shhh, calma...”, contendo suas próprias lágrimas, fazendo-o sentar numa cadeira disposta no altar. Frank estava estático pelo choque daquela cena e passou a mão pela cabeça, tentando se mover para aproximar-se do avô e disse:

- Calma, vovô. Eu tenho certeza que Cindy cuidará de você. Somente tenha paciência. Eu te amo, meu avô, te amo. Eu sinto muito, eu não queria partir, não é meu desejo! - ele beijou-lhe a testa e o doce senhor pareceu acalmar-se. Frank percebeu esta reação e virou-se para Deus - Eu posso fazer com que eles fiquem calmos?

- Sim, mas se somente estiver concentrado nisto.

Frank balançou a cabeça em afirmativo e sorriu. Aos poucos foi se aproximando, tocando e se despedindo de sua família. Em silêncio e concentrada. Não queria sofrer mais e nem que nenhum deles sofresse além do que já era esperado. Se podia fazer-lhes bem uma última vez, assim seria. O amor recebido bem como dado foi completo e suficiente; realmente não havia assuntos pendentes com sua família, se afastou por completo, um pouco mais leve e as pessoas da Igreja começavam a cercar o seu leito mórbido. Frank olhava para cada um, os tocava e deixava-os ir embora com paz. Ele estava sentindo-se mais confortável com esta nova situação ou poder, quem sabe. Nisto passou um bom tempo até que seus amigos começaram a vir até o caixão e Frank agitou-se um pouco. Aqueles rostos provocavam muitos sentimentos nela e ao contrário do que aconteceu na hora do discurso de Cindy, agora era ele quem lembrava de várias experiências com cada um deles. Todavia, parecia bloquear sua mente de pensar nele, talvez para suprimir um sentimento extremamente forte e deixá-lo para o final. E que final.

Cada um de seus amigos se amparavam e choravam muito. Frank circundou o caixão devagar e aos poucos iniciou o mesmo ritual. Tocava-os e tentava transmitir-lhes paz e conforto. Até que ouviu seu melhor amigo dizer um pouco alto e Frank virou-se para ver a direção que ele se dirigia:

- Quer sentar um pouco? Vou tomar uma água, quer que te traga algo? – o homem estava com a cabeça envolta em um lenço e altamente sensibilizado pela fragilidade do homem o qual estava amparando.

- Não, obrigado. - ele respirou e olhou em volta do altar, já não havia mais ninguém além deles. - Preciso de um momento a sós com Frank.

O homem deu duas batidinhas com as mãos sobre os ombros dele e se afastou. Frank observava e Deus se aproximou. O homem respirava fundo como se estivesse se afogando e agora conseguisse chegar à superfície; olhou para o corpo de Frank repousado no caixão e ajoelhou-se na base de tecido escarlate, disse num sussurro:

- Frank.

- Gerard. - Frank sorriu tristemente. - Diga, meu amor.

xxx

O jovem de olhos castanhos-esverdeados tão arrebatadores parecia a mais destruída das criaturas. Quem o via naquele momento, sozinho, olhando firme para o corpo de Frank no leito mórbido conseguia sentir a dor que aquele peito estava carregando. Ele suspirou e deixou as lágrimas cairem em silêncio; escorriam quentes e parecia ácido a corroer a pele.   Frank olhava-o e sentia um sofrimento estranho, fixou seus olhos em Deus e pediu:

- Precisamos de um momento a sós, por favor não deixe ninguém se aproximar daqui.

Deus o olhou ternamente e sorriu, Frank entendeu como um "sim" e aguardou alguma palavra de Gerard, embora ele continuasse petrificado, deixando as lágrimas escorrerem e seu olhar deitar sobre a face dele. Frank desejou o término daquilo, quase voltou-se para Deus e solicitou que o levasse de uma vez já que não tinha jeito mesmo. Entretanto, ele precisava ficar ali, do lado dele, uma última vez.

- Frank... Você quebrou sua promessa. - a voz saía devagar e baixa, Frank abaixou-se junto a ele.

- Qual promessa, querido? - ele olhava firme e carinhosamente.

Gerard balançava a cabeça e voltava a chorar. Só que desta vez ele chorava incontrolavelmente e seu amigo ameaçou ir até ele, num impulso ele olhou para trás e esticou a mão com a palma aberta num gesto de parada. O homem entendeu que ele não queria que viesse até ele, seu momento com Frank não terminara, aliás estava apenas começando.

Frank olhou rapidamente para Deus e voltou a contemplar aquele que fazia seu espírito e alma desfalecerem. Gerard lhe era tão atrativo, tudo nele provocava-lhe sensações absurdas desde o momento que se apaixonara. Frank levantou-se devagar, saindo de perto de Gerard que seguia em um choro dolorido e lançou um olhar furioso para Deus. O Soberano já sabia o que ele falaria e aguardou.

- Por quê? - ele se aproximava mais - Não adianta falar que era o melhor, que era Sua perfeita e agradável vontade, que um dia eu vou entender. Eu não aceito, não entendo e nunca vou entender! - seus olhos flamejavam e ele sentia uma sensação de fúria tomar conta de todo seu ser. - Sabe, não é certo, não é justo, não é misericordioso, não é amorosa esta atitude. Não é mesmo! - Frank praticamente apontava o dedo para Deus - Eu sempre acreditei em você... - ele baixou a voz e seus olhos estavam pesados, provavelmente iria derramar lágrimas espessas, se é que eram lágrimas - Sempre acreditei na sua existência, na sua graça e misericórdia para perdoar, seu amor infalível e tantas outras coisas e aí o Senhor coloca Gerard em meu caminho, transforma esta relação na coisa mais linda, simbiótica e companheira deste mundo e finaliza com um toque especial: faz com que eu me apaixone por ele, e mesmo sabendo que nós dois corríamos riscos incalculáveis e terríveis, mesmo com todas as minhas súplicas e apelos mais inflamados e sofríveis para arrancar este sentimento de mim, o Senhor continuou me mantendo amando-o... cada vez mais! Fazendo com que cada dia os laços que nos uniam se tornassem ainda mais fortes a um ponto que agora vejo, não seriam dissolvidos nem com a morte de um ou de outro e me deparo com mais sofrimento. - Frank passava a mão no rosto encharcado e Deus o olhava firme - Cada uma dessas pessoas sofrendo, o sofrimento dele e o meu... - ele elevou a voz -... é culpa Sua! Exclusivamente Sua!

- Frank... - Deus disse em voz calma e suave.

- Eu não quero ouvir, eu não quero saber, Senhor. Eu não quero! Eu desisto, sabe? Eu desisto de entender porque as coisas tem de ser assim, por que as pessoas boas sofrem, por que crianças são estupradas e inocentes são torturados e mortos, por que quem é justo e correto sofre injustiça, por que os seres humanos destroem o planeta, maltratam animais e mais mil e uma coisas e o errado, o corrupto, o ladrão, o torturador, o estuprador, o assassino continuam a viver e se safar. E, eu que amo e sou amado, que tento fazer o melhor possível, não consigo continuar, não me é permitido! EU NÃO ENTENDO! - ele gritava - Não vou aceitar que é por causa da queda de Adão e Eva cujo pó dos ossos não devem existir mais nem no espaço sideral ou o famoso pecado que nos ronda desde o início da nossa vida. Não! Chega! Se vai me mandar pro inferno, aqui estou e aceitarei Sua vontade pois pelo jeito, não há modo de se safar Dela. Eu devo merecer o inferno. - Frank olhou para Gerard e voltou a se aproximar dele. - O Senhor me fez conhecer a melhor pessoa que eu poderia encontrar em toda a minha existência e simplesmente faz com que tenhamos de ficar separados pra sempre? Que eu não terei mais o amor dele, cuidadoso e protetor todos os dias? Não bastava ter feito ser correspondido por ele em um amor romântico e agora, o Senhor vem me tirar o que eu tenho? Meu companheiro? Foi como se eu tivesse ganho o melhor presente, o mais lindo, o mais aguardado e então, me mostra o presente e em seguida tira das minha mãos e fala que eu não posso desfrutar. Tudo já estava tão difícil e aí o que acontece? O Senhor me mata. Tinha de matar hoje? JUSTO HOJE? Não poderia esperar até que eu conversasse com ele, tivéssêmos um dia a mais, ele lesse a minha carta? Tinha de ser hoje?! JUSTO hoje?!?!?! - a indignação sobressaltava aos olhos de Frank, Deus não demonstrava irritação nem mesmo lamento, permanecia imparcial com face serena sem riso mas não sisuda. Estava como um psicólogo ouvindo seu paciente, quieto e calmo. Frank tomou esta posição Dele como um aval para que ele desabafasse, no fim, Deus entendia que Frank precisava esbravejar e culpá-Lo por interromper sua breve vida? É o que imaginava e continuou. - Nós nunca tivemos a oportunidade de ir no cinema ver um filme que queríamos, andar num parque e sentir o vento bater na copa das árvores e as folhas caírem sobre nós ou andar junto a um lago e atravessar sua ponte para dar pão aos peixes, passar o dia inteiro na praia alternando em molhar-se no mar e secar na areia e voltar para casa exaustos de tanto "brincar" com as ondas e ardidos de tanto sol, tomar uns drinks num barzinho que toque só rock clássico e jantar num restaurante legal... Ele não dançou na chuva comigo como um dia falou que ia fazer, não conseguimos viajar juntos pela Europa e nem terminamos de escrever algumas canções e concluir outros projetos... Se isso não é injustiça, caramba! Então eu não sei que nome posso usar. - Frank ficou de frente para Gerard, abaixou-se e acariciou-lhe a face - Eu amo este homem e sempre vou amar. Vivo ou morto, isto não vai mudar.  Se é pecado, abominação, não me importa. Eu sei o quanto este amor era genuíno e puro. Mas, e agora? Eu vou pra onde, fazer o que, querer o quê? E ele? O que acontecerá com ele? Nós dois seremos como duas almas perdidas, não há nada para nós. Sem um e outro simplesmente não existimos. O amor me prende a ele e é recíproco.

Frank envolveu Gerard nos braços e de repente ele se acalmou, assim como ele também passou a sentir mais paz. O momento parecia eterno. Frank tentou concentrar-se para mantê-lo calmo e ele foi respirando mais pausadamente, seus batimentos cardíacos voltavam ao normal e seus olhos secavam.

- Eu não poderei mais vê-lo, falar com ele à distância ou pessoalmente e ouvir sua voz, não participarei mais de suas decisões e indecisões, seus projetos... Não o acalmarei mais em seus dias de fúria, nem o farei rir com meus exageros e desejos, não poderei dar conselhos e nem receber, emprestar meu ouvido para desabafos que no fim eu não saiba o que dizer e ainda assim ele conseguir sentir-se melhor - Frank queria apertar Gerard entre seus braços, fechou os olhos e enconstou sua cabeça na nuca dele - Não vou mais sentir o calor do abraço dele ou toque suave de suas mãos, seu cheiro... ah, seu cheiro... - os lábios de Frank tremiam e ele tocava os lábios de Gerard com a ponta de seus dedos indicador e médio - ... experimentar o sabor desta boca novamente e assim permanecerá...  Obrigada, Deus, por este castigo. - ele finalizava ironizando. - O beijo que começaria ingênuo, temeroso, com cuidado para sentir a textura dos lábios macios, então em sincronia as bocas se abririam, as cabeças formando a simetia perfeita do momento e os leves toques na língua um do outro. Agora já se sentia o gosto, o sabor e o arrepio a percorrer o corpo trazendo o desejo sensual à tona, as línguas se entrelaçariam e as bocas já se devoravam. Boca, lábios, língua! Um êxtase sem limites. Então, aos poucos, tentando desacelerar o coração e na batida deste órgão, íamos nos acalmando. O beijo se tornaria carinhoso, cheio de cumplicidade, ternura, até que nossos lábios se tocassem várias vezes e pudêssemos respirar no mesmo compasso. A boca que tanto desejei, o beijo que tanto sonhei...E o qual havia um temor absoluto em meu ser! Tinha medo de decepcioná-lo neste momento, entretanto, ele me desejou do modo como eu o desejei! Com cada fibra de meu corpo, cada célula, cada gota de meu sangue! Eu só queria fazê-lo feliz nesta difícil jornada a qual o Senhor nos joga chamada Vida; sinto como se fôssemos presas para leões esfomeados. Eu tentaria fazer, ao menos, que nossa "hora de sermos devorados" demorasse um pouco a chegar e até lá, lutaríamos sem desanimar por cada momento desta jornada... e seríamos felizes. Porém, isto é só mais um desejo da minha vasta imaginação. Um desejo, mais um desejo não realizado e provavelmente infantil.

Frank abriu os olhos e Gerard estava mais calmo, as lágrimas de sua face já secavam e ele passava os dedos nas partes ainda molhadas. Ele folgou seus braços e voltou a ficar de frente para Gerard que agora suspirava e abriu a boca lentamente, a voz saiu baixa porém audível:

- Você me prometeu que sempre estaria do meu lado. - ele tocou a face Frank no caixão.

- Eu me lembro, Gerard, mas tenha certeza de que eu estou do seu lado, aqui e agora, embora você não possa me ver ou me sentir! Eu vou arrumar uma maneira para continuar cuidando de você, mesmo nesta distância maluca que foi posta entre nós.  - Frank olhou para as pessoas que voltavam a se aproximar do caixão, ele abraçou Gerard e afundou a cabeça no peito dele.

- Gerard, está na hora. - alguém cuja voz Frank não ligou em reconhecer falou com ele e Gerard assentiu. Frank afastou-se dele e ele levantou-se e curvou-se ao caixão, beijando Frank na testa, bochechas e mãos.

- Descanse em paz, eu amo você. Nós nos encontraremos novamente, seja no Céu ou no Inferno. – Gerard dizia baixíssimo e cheia de emoção junto ao ouvido de Frank.

Frank desabou a chorar e gritou tão alto que parecia que o som iria estilhaçar os vidros das janelas da Igreja. Gerard distanciou-se um pouco e o caixão foi fechado, ele sentiu um tremor nas pernas mas permaneceu firme enquanto uma música orquestrada começava a ressoar pela Igreja. Juntamente com o avô que manteve-se firme novamente, o cunhado, amigo em comum deles e Gerard segurou firme em uma das alças do caixão, e Frank pôs-se ao lado dele, dali seguiram lentamente e silenciosos até a porta da Igreja com todos os presentes vindo atrás como um cortejo natural. Lá fora iniciava uma chuva fina e Gerard voltou a sentir seu coração pesado, Frank estava do seu lado e segurou sua mão livre, ele voltou a se acalmar e o caixão foi posto no carro fúnebre em direção ao cemitério.

XXX

Durante o caminho para o cemitério, Frank estava ao lado de Gerard. Ele estava no carro de seus amigos em comum e o silêncio era absoluto. Eram cinco e meia da tarde e a chuva estava cessando. No cemitério, o mesmo ritual, Gerard, o avô, cunhado e amigo conduziam o caixão, guiados por funcionários do local colocaram o caixão no lugar reservado. As flores trazidas também foram deixadas e então todos saíram para somente ficar os funcionários. Frank permaneceu ao lado de seu amor e a chuva cessara para uma garoa finíssima com um sol poente alaranjado no horizonte. Ele pegou na mão de Gerard uma última vez, derramou a lágrima solitária do canto de seu olho e olhou-o. Sorriu e encostou seus lábios aos dele. Gerard fechou os olhos, deixou cair suas lágrimas e tocou os lábios com a ponta dos dedos.

- Eu amo você, Gerard. Não tenha medo, eu ainda estou do seu lado e prometo que continuarei.

Frank deu dois passos para trás e olhou para o lado.

- Vamos? - a voz soberana lhe era gentil.

- Vamos. - ele olhou e Deus sorriu para aquela pobre alma. - Para cima ou para baixo? Qual vai ser? - Frank estava sério.

Deus deu uma gostosa gargalhada e o abraçou, os dois seguiram na direção do pôr-do-sol e assim desapareceram.

 

"Ainda o amo, este é meu tormento" - Entrevista com o Vampiro (Anne Rice)

 


Notas Finais


Será que acabou tudo?
Quem aí ainda acha que é sonho e Frank irá acordar?
DIGAM!!! Muito, muito obrigada por lerem! Vocês são muito lindos! <3 <3 <3


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